quarta-feira, julho 22, 2026

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Frente fria leva chuva ao Sul e parte do Sudeste


O modelo numérico do Instituto Nacional de Meteorologia indica que a semana entre os dias 6 e 13 de julho de 2026 será marcada por volumes mais expressivos de chuva nas regiões Sul, Sudeste, no sul do Centro-Oeste e no norte da Região Norte. Já o Centro-Oeste deverá manter predomínio de tempo firme, enquanto o Nordeste terá precipitações fracas e isoladas, concentradas na faixa litorânea.

Segundo o instituto, no Sul do país os maiores acumulados poderão chegar a 50 milímetros no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. A instabilidade começa nesta segunda-feira (6), especialmente no litoral catarinense, e volta a ganhar força no dia 11, com a passagem de uma frente fria e a formação de um centro de baixa pressão.

O avanço desse sistema também deverá provocar chuva no norte do Paraná e no sul de Mato Grosso do Sul, onde os acumulados podem alcançar 40 milímetros.

No Sudeste, a previsão aponta chuva principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro e parte de Minas Gerais. Os maiores volumes são esperados em território paulista, com até 30 milímetros, enquanto os demais estados deverão registrar acumulados inferiores a 20 milímetros.

Na Região Norte, o maior destaque fica para o norte do Pará, na divisa com Roraima, onde os volumes podem atingir 100 milímetros ao longo da semana. Também há previsão de chuva para o norte do Amazonas, Roraima e Amapá. No leste do Pará, os acumulados poderão chegar a 60 milímetros.

Para o Centro-Oeste, o modelo aponta predomínio de tempo estável durante praticamente toda a semana. A exceção ocorre no sul de Mato Grosso do Sul, onde a aproximação de uma frente fria e a formação de um centro de baixa pressão poderão provocar pancadas de chuva no dia 12, com acumulados de até 30 milímetros. Nas demais áreas de Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal, não há previsão de precipitação.

No Nordeste, a tendência é de chuvas fracas e isoladas ao longo do litoral, desde o Maranhão até a Bahia. Em grande parte dessa faixa, os acumulados não deverão ultrapassar 5 milímetros. No Maranhão, no entanto, pancadas isoladas podem elevar os volumes para até 30 milímetros por dia no norte do estado e cerca de 5 milímetros na região centro-norte.

O INMET também detalha que, na Região Norte, o tempo permanecerá firme em áreas do oeste do Acre, Tocantins, Rondônia e sul do Pará, onde não há previsão de chuva. Já no leste do Acre, sul do Amazonas e centro do Pará, as precipitações deverão ser pouco significativas, com acumulados de até 5 milímetros durante a semana.

No Sudeste, além da chuva prevista para os dias 7 e 8 no litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, uma nova rodada de instabilidades é esperada para o dia 12, quando outro sistema frontal deverá favorecer pancadas de chuva em parte da região.

No Sul, a atuação da frente fria no início da semana deverá provocar acumulados de até 20 milímetros no leste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná. A partir do dia 11, uma nova frente fria, associada a um centro de baixa pressão, poderá elevar os volumes para até 30 milímetros no norte gaúcho e em Santa Catarina.





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Tempo seco favorece colheita, enquanto nova frente fria avança no fim da semana


Nesta semana, entre os dias 06 e 12 de julho, o destaque fica para a passagem de uma frente fria pelo litoral entre as regiões Sul e Sudeste, além do avanço de uma nova frente fria mais organizada no fim de semana. As instabilidades ficam mais concentradas no Sul, na faixa leste do Sudeste e em áreas do leste do Nordeste. Há atenção para baixa umidade relativa do ar em áreas do Centro-Oeste, interior do Sudeste e Matopiba ao longo da semana.

Nesta segunda-feira, 06 de julho, a frente fria avança pelo oceano, próxima à costa do Sul e do Sudeste, favorecendo o aumento de nebulosidade e chuva principalmente entre Santa Catarina e Paraná.

Na terça-feira as instabilidades savançam para a faixa leste do Sudeste. Há previsão de chuva fraca a moderada em pontos do litoral e do leste de São Paulo, Rio de Janeiro, Zona da Mata mineira e Espírito Santo. No interior do Sudeste, incluindo boa parte de Minas Gerais e São Paulo, a tendência é de variação de nebulosidade, mas sem previsão de chuva significativa. Na retaguarda da frente fria, o ar polar avança pelo Centro-Sul e provoca queda mais acentuada nas temperaturas.

Na quarta-feira, 08 de julho, a frente fria se afasta gradualmente, mas a umidade ainda mantém condição para chuva isolada entre o Espírito Santo, leste de Minas Gerais e sul da Bahia. Nas demais áreas do Sudeste, o tempo volta a ficar mais firme, com predomínio de sol.

No Sul do Brasil, a madrugada da quarta deve ser fria, com risco de geada em áreas do interior do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, onde as mínimas podem ficar próximas ou abaixo de 3 °C.

No decorrer da segunda metade da semana, o tempo seco ganha força sobre boa parte do interior do Brasil. As áreas do Centro-Oeste, interior do Sudeste e Matopiba devem seguir com predomínio do sol, favorecendo as atividades de campo. Por outro lado, a umidade relativa do ar tende a ficar mais baixa durante as tardes, especialmente em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, interior de Minas Gerais e oeste da Bahia.

Quanto as temperaturas, enquanto no Sul o frio mais intenso deve ocorrer na madrugada de quarta-feira e perde força gradualmente a partir de quinta-feira, no Brasil Central, a queda de temperatura será mais sentida entre quinta e sexta-feira, com mínimas baixas no sul de Mato Grosso do Sul e em áreas de São Paulo e Minas Gerais, mas sem indicativo de geada ou danos para culturas como café e cana-de-açúcar.

No Nordeste, a chuva deve se concentrar principalmente entre o litoral, o sul da Bahia e áreas próximas à faixa leste da região. No interior, incluindo grande parte do Matopiba, o predomínio ainda será de tempo seco, com baixos acumulados. No decorrer da semana, a umidade pode aumentar sobre a Bahia, com pancadas mais frequentes especialmente entre o sul e o leste do estado.

Na Região Norte, as chuvas seguem mais frequentes sobre áreas do Amazonas, Roraima, Amapá e norte do Pará. Já no sul do Pará, Tocantins, Rondônia e Acre, o tempo seco deve predominar na maior parte da semana.

No fim de semana, entre 11 e 12 de julho, o destaque será o avanço de uma nova frente fria mais intensa pelo Centro-Sul do Brasil. No sábado, a chuva deve ganhar força no Sul e no domingo deve se espalhar sobre partes de São Paulo e do Centro-Oeste. O sistema vai atrair a umidade da Amazônia para o interior do País e com isso as chuvas tendem a se espalhar para grande parte do interior do Sudeste, Centro-Oeste e meio oeste da região Norte no início da próxima semana.

CAFÉ

Nas áreas produtoras de café, o cenário da semana ainda será favorável para o avanço da colheita e da secagem dos grãos na maior parte do interior do Sudeste. A chuva mais relevante deve ficar restrita à faixa leste, entre o leste de São Paulo, Rio de Janeiro, Zona da Mata mineira, Espírito Santo e sul da Bahia, com episódios pontuais e baixos acumulados. No Sul de Minas, Alta Mogiana, Cerrado mineiro e demais áreas do interior de Minas Gerais e São Paulo, o predomínio será de tempo seco, com apenas variação de nebulosidade. Após a passagem da frente fria, as temperaturas entram em declínio, com madrugadas mais frias na segunda metade da semana, mas sem indicativo de frio extremo ou risco de danos aos cafezais.

MILHO

Para o milho segunda safra, o predomínio de tempo seco em Mato Grosso, Goiás, Matopiba, interior de Minas Gerais e boa parte de São Paulo favorece a maturação, a colheita e o escoamento da produção. No Sul do Brasil, a chuva associada à passagem das frentes frias pode provocar interrupções pontuais nas operações, especialmente no fim de semana. No domingo, a chuva mais expressiva sobre Paraná e centro-sul de São Paulo pode elevar a umidade dos grãos e dificultar temporariamente a colheita e o transporte.

CANA-DE-AÇÚCAR

Nas áreas de cana-de-açúcar do Centro-Sul, o tempo seco deve predominar durante boa parte da semana, favorecendo o avanço da colheita, carregamento, transporte e moagem em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul. A chuva mais pontual no leste paulista no início da semana pode causar interrupções localizadas. A queda de temperatura na segunda metade da semana não deve trazer danos significativos à cultura. No domingo, com o avanço de uma nova frente fria, a chuva deve atingir as áreas produtoras do Paraná, Sudeste e Centro-Oeste e pode voltar a impactar as operações de campo, principalmente no início da semana seguinte.

ALGODÃO

Nas áreas produtoras de algodão de Mato Grosso, Goiás, oeste da Bahia, Tocantins, sul do Maranhão e sul do Piauí, o padrão segue favorável às operações de campo, com predomínio de tempo seco. Esse cenário contribui para a maturação, desfolha, colheita e transporte. A atenção segue voltada para a baixa umidade relativa do ar durante as tardes, especialmente no interior do Centro-Oeste e do Matopiba. Na Bahia, a chuva pode aumentar gradualmente em áreas mais ao sul e leste do estado ao longo da semana.

TRIGO E CULTURAS DE INVERNO

Para trigo, cevada, aveia e demais culturas de inverno, a chuva no Sul do Brasil deve ocorrer de forma mais irregular no início da semana, mas volta a ganhar força com a chegada de uma nova frente fria no fim de semana. A umidade favorece áreas em implantação e desenvolvimento inicial. O frio será mais intenso na madrugada de quarta-feira, com risco de geada no interior gaúcho e catarinense. Neste momento, os danos às lavouras de inverno tendem a ser limitados, já que muitas áreas ainda apresentam maior resistência nessa fase inicial. O principal efeito deve ser um retardo temporário no desenvolvimento das lavouras.

Pela meteorologista Dayane Figueired





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Cecafé critica manifestação da Antaq à Casa Civil e alerta para os riscos de manter restrições no leilão do Tecon Santos 10


Entidade defende que decisões da Agência sejam fundamentadas em critérios técnicos, dados e evidências robustas; também alerta que a medida anunciada deve ampliar a judicialização do processo, comprometendo a expansão da capacidade portuária em Santos

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) encaminhou à Casa Civil, em 2 de julho, manifestação que contraria a recomendação apresentada pelo governo federal para o leilão do Tecon Santos 10, novo terminal de contêineres do Porto de Santos.

A orientação da Casa Civil previa ampla participação no certame, condicionada ao compromisso de desinvestimento por parte de eventual vencedor que já detenha ativos portuários na região, além da elevação do valor mínimo de outorga para R$ 1,044 bilhão.

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) critica o fato de, mesmo diante do direcionamento de política pública dado pela Presidência da República, a Antaq optar por manter sua proposta de realização do leilão em duas fases, restringindo, na primeira etapa, a participação de armadores que já possuem terminais de contêineres no Porto de Santos.

A orientação se deu em despacho assinado pelo diretor-geral da Agência, Frederico Carvalho Dias, com base na nota técnica 17/2026, assinada por João Paulo Undiciatti Barbieri, chefe da Divisão de Licitações de Concessões, e no despacho SEI 2945552, de Ygor Di Paula Julliano Silva da Costa, presidente da Comissão Permanente de Licitação de Arrendamentos Portuários (CPLA).

De acordo com o Cecafé, a posição da Agência foi mantida sem a apresentação de estudos, indicadores, evidências técnicas ou análises econômicas que demonstrem a necessidade ou a proporcionalidade da medida.

“A decisão não apresenta dados, evidências ou estudos técnicos que sustentem de forma consistente essa restrição, especialmente diante de análises produzidas pela própria Agência, como a Nota Técnica nº 51, e pela AudPortoFerrovia, unidade técnica do Tribunal de Contas da União (TCU), cujas conclusões apontam sentido contrário à medida adotada”, revela Eduardo Heron, diretor técnico da entidade.

Como representante do segmento exportador cafeeiro, o Cecafé manifesta preocupação e insatisfação com a decisão da Antaq. Para o Conselho, a manutenção de restrições ao certame desconsidera a situação crítica enfrentada pelas cargas conteinerizadas no Porto de Santos, que convivem há anos com limitações de capacidade, congestionamentos operacionais e elevados custos logísticos.

O Cecafé alerta, ainda, que o modelo defendido pela Antaq amplia significativamente o risco de judicialização do processo, podendo resultar em novos atrasos para um projeto considerado essencial à expansão da infraestrutura portuária brasileira.

“Quem continuará pagando essa conta são os usuários do porto e toda a sociedade brasileira. O aumento dos custos logísticos seguirá, inevitavelmente, refletindo-se na competitividade das exportações e nos preços finais dos produtos consumidos pela população”, afirma Heron.

Em relação à decisão da Antaq, ele recorda que, à Agência Reguladora, cabe exercer suas atribuições com base em critérios objetivos, evidências concretas e análises técnicas consistentes.

“Não compete à Antaq escolher vencedores ou restringir previamente potenciais participantes sem justificativas robustas. Seu papel é garantir segurança regulatória, eficiência e previsibilidade, em consonância com as políticas públicas definidas pelo Poder Concedente”, pontua.

O diretor do Cecafé completa que, de acordo com sua própria missão institucional, a Antaq foi criada para regular, supervisionar e fiscalizar a prestação dos serviços e a exploração da infraestrutura aquaviária e portuária.

“Dessa forma, ao defender restrições cuja fundamentação técnica não foi demonstrada de forma transparente, a Agência acaba se afastando dessa função regulatória e entrando em um debate concorrencial que já dispõe de instrumentos e órgãos específicos para análise e eventual intervenção”, acrescenta.

O diretor do Cecafé ressalta que a própria Casa Civil, por meio da Nota Técnica nº 11/2026/SIEC/SEPPI/CC/PR, orientou a remoção das restrições à participação na primeira fase do leilão, preservando mecanismos de desinvestimento para tratar eventuais preocupações concorrenciais. Apesar disso, após meses de análise, a Antaq optou por manter seu entendimento original e o modelo de licitação em duas etapas.

Heron também aponta inconsistências na atuação regulatória da Agência ao comparar o tratamento dado ao Tecon Santos 10 com o modelo adotado para o arrendamento definitivo do terminal ITJ01, em Itajaí (SC), que permitiu ampla participação no certame, limitando apenas composições societárias específicas.

“Quando observamos decisões distintas para situações comparáveis, sem que sejam apresentadas justificativas técnicas claras para essa diferenciação, eleva-se a insegurança jurídica e cresce a percepção de tratamento desigual entre os agentes econômicos”, analisa.

Ele reforça que o Porto de Santos precisa avançar com urgência em uma agenda estrutural de expansão da capacidade logística, que inclui o Tecon Santos 10, o aprofundamento do canal de navegação, novos acessos rodoviários e melhorias ferroviárias.

“Os usuários de carga não podem continuar aguardando indefinidamente. O risco de judicialização decorrente de restrições sem fundamentação técnica clara gera atrasos, afasta investimentos e posterga soluções indispensáveis para a competitividade do comércio exterior brasileiro”, explica.

O diretor técnico do Cecafé lembra, ainda, que o leilão do Tecon Santos 10 é aguardado há mais de 13 anos, teve sua publicação adiada diversas vezes e a insistência em um modelo que restringe participantes sem evidências técnicas amplamente demonstradas cria um ambiente propício para disputas judiciais, alargando mais o tempo para a concretização do processo.

“Vemos um cenário que, certamente, prolongará ainda mais o tempo para investimentos que possam mitigar a falta de capacidade no Porto de Santos, o que manterá os usuários expostos a prejuízos crescentes decorrentes da atual deficiência da infraestrutura portuária. Os maiores prejudicados continuarão sendo os exportadores, importadores e toda a cadeia produtiva nacional”, conclui Heron.





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Reforma tributária põe em risco crédito de 66,2% das notas fiscais


Em fase de testes em 2026 e com início efetivo em 2027, a reforma tributária apresenta desafios sobre como as empresas controlam seus impostos e aproveitam créditos tributários.

Um levantamento da V360, empresa de tecnologia especializada na automação de processos fiscais e de pagamento a fornecedores, aponta que 66,2% das notas fiscais eletrônicas (NF-e) processadas por sua plataforma apresentam problemas que podem dificultar o aproveitamento desses créditos no novo sistema.

Os créditos tributários representam o abatimento de tributos pagos sobre os insumos ao longo da cadeia produtiva. Têm o objetivo de prevenir a cobrança em cascata (tributação repetida sobre o insumo e o produto final). A reforma tributária generalizou o regime de créditos tributários, ao extinguir regimes especiais e cumulativos.

O estudo, chamado Termômetro do Crédito IBS/CBS, analisou de forma anônima mais de 6,4 milhões de notas fiscais processadas pela plataforma da empresa. Desse total, 64,4% chegaram com os campos destinados ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) sem preenchimento.

Em outros 1,8% dos documentos, foram encontradas divergências entre os cálculos informados pelos fornecedores e os valores utilizados como referência para validação.

Na prática, mesmo quando uma nota fiscal é emitida, erros ou informações incompletas poderão impedir que a empresa compradora aproveite integralmente os créditos tributários previstos pela reforma.

O IBS e a CBS substituirão gradualmente tributos atuais sobre o consumo. Nesse modelo, as empresas poderão descontar dos impostos a pagar parte dos tributos recolhidos na compra de mercadorias e serviços. Para isso, porém, as informações das notas fiscais precisarão estar corretas e ser validadas ao longo de toda a operação.

Além da emissão da nota, passam a ter importância os chamados eventos fiscais, como a confirmação da operação, recusas e outras manifestações registradas no documento eletrônico. Essas informações servirão para comprovar o direito ao crédito perante o Fisco.

Para o co-CEO da V360, Izaias Miguel, o maior desafio das empresas não estará na emissão das notas, mas na conferência dos documentos recebidos.

“O mercado fala muito sobre como emitir a nota no novo modelo, mas o ponto crítico para quem opera em grande escala será receber, validar e garantir o crédito. Se a empresa não conseguir organizar o ingresso fiscal, ela pode ter nota emitida corretamente pelo fornecedor, mas ainda assim enfrentar divergências, atrasos e risco de perda de crédito”, diz.

O levantamento mostra ainda que apenas 35,8% dos 139 mil fornecedores analisados preencheram corretamente os novos campos de IBS e CBS. Os demais 64,2% ainda não estão adequados às novas exigências.

Segundo a V360, isso significa que o direito ao crédito tributário dependerá também da qualidade das informações prestadas pelos fornecedores, tornando a gestão da cadeia de suprimentos um fator importante para evitar perdas financeiras.

Outro indicativo do estágio inicial de adaptação é que, entre mais de 10,8 milhões de eventos registrados nas Secretarias Estaduais da Fazenda (Sefaz), apenas 0,04% estavam relacionados às novas funcionalidades previstas na reforma tributária.

Na avaliação de Izaias Miguel, o novo modelo exigirá processos mais integrados entre as áreas fiscal, financeira, compras, tecnologia e jurídica, além de maior uso de ferramentas de automação para validar documentos em grande escala.

“A reforma tributária aumenta o custo do erro operacional. Uma divergência que antes gerava retrabalho interno pode passar a afetar crédito, caixa e conformidade fiscal. O destinatário passa a ter uma função muito mais ativa na cadeia tributária”, adverte.

Ele afirma que a preparação para a reforma vai além da atualização de sistemas e exige uma revisão completa da forma como as empresas recebem, conferem e registram documentos fiscais.

“Grandes empresas precisarão sair de uma lógica reativa para uma lógica preventiva. Não basta receber a nota e corrigir depois. Será necessário validar antes, identificar riscos em tempo real e garantir que o crédito esteja protegido desde o início do processo”, aconselha.

Segundo Miguel, a reforma afetará empresas de todos os portes, mas de maneiras diferentes.

Nas grandes companhias, o desafio será a complexidade operacional. Essas empresas costumam ter várias unidades, grande volume de notas fiscais, diferentes áreas envolvidas no processo e sistemas de gestão (ERPs) antigos ou altamente customizados, o que torna a adaptação mais demorada e aumenta o risco de inconsistências.

Embora tenham operações mais simples e menos sistemas para adaptar, as micro e pequenas empresas, enfrentam outra dificuldade. Com menos profissionais especializados, acompanham com menor frequência as mudanças na legislação e têm menor capacidade de investir em tecnologia. Com isso, correm o risco de deixar a adequação para os últimos meses antes da entrada em vigor das novas regras.





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Granizo pode voltar ao Sul de Minas? Previsão mantém risco de temporais até…


Regiões serranas do Sul de Minas seguem sob atenção até quarta-feira; depois, avanço de ar frio reduz o risco de temporais e derruba as temperaturas

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Os produtores de café do Sul de Minas Gerais ainda contabilizam os prejuízos causados pelo granizo que atingiu lavouras no último fim de semana, mas a previsão do tempo indica que a atenção deve continuar redobrada nos próximos dias. Uma nova frente fria avança pelo Sudeste e pode provocar temporais isolados, com risco de granizo, entre terça-feira e quarta-feira em áreas de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e leste de São Paulo.

Municípios do Sul de Minas Gerais, como Boa Esperança e Campo do Meio, foram bastante atingidos pelo granizo durante a tarde de sábado (30). Segundo a meteorologista Estael Sias, as regiões serranas e próximas à Serra da Mantiqueira seguem sendo as mais favoráveis para a formação de tempestades severas, embora os eventos devam ocorrer de forma bastante isolada.

“O risco maior seria hoje, amanhã e quarta-feira para novas ocorrências isoladas de granizo. Não são grandes áreas, mas alguns municípios podem registrar temporais localizados, principalmente nas regiões serranas”, alertou a meteorologista.

Nova frente fria mantém risco de temporais

Entre os municípios mais atingidos pelo evento do último fim de semana estão Boa Esperança e Campo do Meio. Segundo o Corpo de Bombeiros, a chuva começou por volta das 16h15 e durou cerca de 30 minutos. Ruas ficaram cobertas por pedras de gelo e lavouras foram afetadas pela intensidade da tempestade.

De acordo com Estael Sias, embora o granizo não seja um fenômeno raro na região, sua ocorrência nesta época do ano é menos comum. A combinação entre a passagem de uma frente fria e o relevo montanhoso, com áreas acima de mil metros de altitude, favoreceu a formação das tempestades.

A nova frente fria que avança pelo Sul do Brasil deve alcançar o Sudeste entre terça e quarta-feira, trazendo novamente condições para pancadas de chuva fortes e isoladas. A meteorologista destaca que a chuva deve ocorrer de forma irregular, repetindo o padrão observado no último fim de semana.

“Não será uma chuva uniforme. Algumas localidades podem registrar temporais com vento forte, enquanto outras terão pouca precipitação. Esse é um cenário típico quando temos a atuação dessas frentes frias associadas ao relevo da região”, explicou.

Queda de temperatura

A tendência é de mudança no padrão do tempo na segunda metade da semana. Ventos de sul e sudeste devem transportar umidade do oceano para o continente, mantendo a condição de chuva em algumas áreas do leste do Sudeste, mas favorecendo principalmente uma queda mais acentuada das temperaturas.

No Sul de Minas, as mínimas podem ficar entre 4°C e 8°C entre quinta-feira e sábado, especialmente nas áreas de maior altitude. Em pontos isolados, os termômetros podem registrar marcas entre 2°C e 4°C.

Apesar do frio mais intenso, não há previsão de geadas amplas que representem risco significativo às lavouras neste momento.

Quando o risco diminui?

A situação preocupa o setor porque o Sul de Minas concentra a principal região produtora de café arábica do Brasil e vive um momento importante da colheita da safra 2026. Técnicos e lideranças do setor ainda realizam o levantamento oficial dos prejuízos, mas já há confirmação de danos em áreas produtoras.

Segundo Estael Sias, a chegada do ar frio tende a reduzir gradualmente as condições para tempestades ao longo da segunda metade da semana.

“A tendência é que, à medida que a temperatura cai, também diminua o risco de tempestades. Por isso, o período de maior atenção para chuva forte e granizo permanece concentrado até quarta-feira”, destacou.





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Comissão aprova projeto que amplia mecanismo de ajuste de carbono nas fronteiras



Projeto amplia ajuste de carbono nas fronteiras para proteger empresas brasileiras


Foto: Pixabay

A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados aprovou projeto que autoriza o governo a aplicar o mecanismo de ajuste de carbono nas fronteiras – uma medida de restrição comercial sobre produtos importados – em resposta à adoção de medidas que prejudiquem a competitividade de empresas brasileiras.

Atualmente, esse mecanismo é usado por alguns países para impor custos adicionais a produtos importados com maior pegada de carbono. A medida busca equiparar as exigências ambientais aplicadas às empresas nacionais e estrangeiras, evitando que produtores submetidos a regras climáticas mais rígidas sejam prejudicados pela concorrência de produtos fabricados com padrões menos exigentes.

O colegiado aprovou o substitutivo do relator, deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI), ao Projeto de Lei (PL 3838/24), da deputada Coronel Fernanda (PL-MT). O substitutivo amplia o alcance do texto original que tratava especificamente de contramedidas comerciais diante de exigências ambientais impostas pela União Europeia.

Pelo texto, a adoção do mecanismo deixa de estar vinculada a barreiras ambientais específicas, sendo permitida diante de todas as medidas unilaterais que afetem a competitividade dos setores brasileiros regulados pelo sistema de comércio de emissões.

Conforme o relator, a mudança evita a criação de normas paralelas e aumenta a segurança jurídica. “Optou-se por um texto que fortalece a vinculação da proposta à legislação já existente, conferindo maior segurança jurídica, coerência normativa e efetividade à futura aplicação da norma”, afirmou.

O mecanismo está previsto na legislação que criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões – SBCE (Lei 15.042/24). O substitutivo estabelece que o mecanismo só poderá ser aplicado depois da implementação completa desse sistema.

Próximos passos

A proposta ainda será analisada pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. O texto está sujeito à apreciação do Plenário.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei





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Adab intensifica em 2009 controle biológico de pragas da fruticultura


A Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), órgão ligado à Secretaria de Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), em parceria com a Biofábrica Moscamed e os produtores, inicia no próximo ano a liberação oficial de insetos estéreis nas plantações de manga em Dom Basílio, Rio de Contas e Brumado.

As áreas compõem o Pólo Frutícola de Livramento de Nossa Senhora, segundo maior produtor de manga do estado, a 720 quilômetros de Salvador.

O trabalho está inserido no Programa de Controle de Moscas-das-frutas, que tem como finalidade combater pragas que atacam os pomares de manga, mamão e videiras da Bahia, eliminando as restrições fitossanitárias que venham a prejudicar a fruticultura do estado.

O Programa de Controle de Mosca-das-frutas foi iniciado pelo estado em 1991, por meio do Instituto Biológico da Bahia e, posteriormente, com a criação da Adab, foi introduzido nas ações de defesa agropecuária do estado.

Experimental – O engenheiro agrônomo e coordenador do Programa Moscas-das–frutas, Raimundo Sampaio, disse que semanalmente são liberados, em caráter experimental na região de Livramento, cerca de dois milhões de insetos. As moscas são soltas nas regiões de baixo índice populacional de moscas selvagens.

Hoje, Livramento tem 90% de sua área produtiva explorada pela agricultura familiar. Desde quando foi instalada a primeira área de liberação de insetos estéreis na região, como projeto piloto, já foram soltas 22 milhões de moscas.

Entre as formas de manejo de praga se destaca o System Approach. Ele reduz o uso de agrotóxico e garante uma segurança para viabilizar a comercialização e exportação de mamão. O sistema diminui a perda de produtividade na medida em que aumenta a qualidade do fruto, reduz os impactos ambientais e prejuízos à saúde humana.

Na Bahia, responsável por 55% da produção nacional do mamão, a fruta é cultivada de forma predominante no extremo sul baiano, com destaque para as cidades de Teixeira de Freitas, Eunápolis, Porto Seguro, Itamaraju e Mucuri.

O segundo maior produtor é o oeste do estado, com plantações nas cidades de Bom Jesus da Lapa, Santa Maria da Vitória, Correntina e São Félix.

Além de reduzir a devastação que as pragas causam nas plantações, haverá uma diminuição do uso de agrotóxicos.

Bahia é pioneira na utilização de insetos estéreis

A Bahia é a única a desenvolver o uso da técnica de insetos estéreis e a Adab é pioneira na implantação de um laboratório para atuar no controle de moscas.

No Brasil, começou a ser usado em 2005, com a instalação da Biofábrica Moscamed. A entidade atua nos pólos de fruticultura irrigada de Juazeiro, Livramento de Nossa Senhora e em Petrolina, no estado de Pernambuco.

O diretor-geral da Adab, Cássio Peixoto, afirmou que no primeiro trimestre de 2009 será lançada oficialmente, em Livramento, a primeira área a utilizar o controle biológico.

Fitossanidade – Peixoto acredita que o aumento nos cuidados fitossanitários irá estimular a exportação das frutas para países como Estados Unidos e Japão. Ele afirma que o uso do inseto estéril vai garantir maior qualidade aos produtos.

A produção de insetos não visa só ao mercado nacional. O objetivo da Adab e da Biofábrica é exportar o modelo para Israel em 2009.

O inseto só é considerado praga quando existe em grandes populações nas plantações. Para combater a infestação, os machos recebem uma dose de cobalto e com isso se tornam estéreis e são liberados na natureza a fim de combater o problema na manga, no mamão e na uva.





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RS busca recursos para recuperação pós-enchente


A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), por meio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), apresentou ao Fundo de Resposta a Perdas e Danos (FRLD) um pedido de financiamento de US$ 19,9 milhões para recuperar ecossistemas ripários e sistemas agrícolas afetados pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul entre abril e maio de 2024, consideradas o maior desastre climático da história do Estado. A proposta está em análise, e a previsão é de que o resultado seja divulgado até o fim de julho.

O Fundo de Perdas e Danos (Loss and Damage Fund), criado no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), apoia países na recuperação de perdas causadas por eventos climáticos extremos. Administrado provisoriamente pelo Banco Mundial, o mecanismo financia ações de reconstrução e recuperação ambiental.

As enchentes afetaram mais de 2,3 milhões de pessoas em 470 municípios e provocaram prejuízos superiores a R$ 8,5 bilhões à agropecuária gaúcha, além de graves danos ambientais, como erosão do solo, perda de biodiversidade e degradação de áreas estratégicas para a regulação hídrica.

A proposta, intitulada “Recuperação de Matas Ciliares e Sistemas Agrícolas após Enchentes Extremas no Rio Grande do Sul”, foi elaborada pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), com apoio técnico da Seapi. Se aprovada, será executada pelo IICA e pela Seapi, em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Emater/RS-Ascar.

O secretário da Agricultura, Márcio Madalena, destacou que a busca por recursos para acelerar a recuperação do setor é prioridade do governo. “Buscar oportunidades e recursos para dar continuidade à recuperação da agricultura do Estado é uma missão central do governo, por orientação do governador Eduardo Leite. O apoio do IICA, organismo credenciado para apresentar propostas ao Fundo, abriu essa importante oportunidade. Agora, esperamos a aprovação do projeto.”

Segundo o diretor de Projetos do IICA, Fernando Schwanke, a instituição apresentou duas propostas ao Fundo: uma para a recuperação das áreas atingidas pelas enchentes no Rio Grande do Sul e outra para o Caribe, voltada aos impactos de furacões. “Esperamos que ambas sejam aprovadas pelo comitê de avaliação do Fundo”, afirmou.

A iniciativa beneficiará dez municípios das bacias dos rios Taquari e Caí. Entre as ações previstas estão a restauração de 3.240 hectares de matas ciliares, a recuperação de 3 mil hectares de solos agrícolas degradados, a restauração de 500 hectares de pomares de citros no Vale do Caí e a capacitação de 2 mil produtores em agricultura climaticamente inteligente e gestão de riscos.

A proposta complementa as ações de recuperação dos governos federal e estadual, com foco em soluções baseadas na natureza e no fortalecimento da resiliência dos sistemas produtivos e das comunidades rurais.





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Regulagem da semeadora reduz falhas no plantio do feijão


A regulagem da semeadora tem se tornado uma das etapas mais importantes do manejo do feijão diante do aumento dos custos de produção e da necessidade de maior eficiência no campo. Entre dezembro de 2025 e dezembro de 2026, o ajuste correto do equipamento pode fazer a diferença na formação do estande, reduzir desperdícios de sementes e contribuir para ganhos de produtividade.

Segundo as recomendações técnicas apresentadas no material, o plantio do feijão é uma das operações mais sensíveis da cultura. Quando a semeadora não está regulada corretamente, podem ocorrer falhas nas linhas de plantio, distribuição irregular das sementes, plantas dominadas pela competição e redução significativa da produção.

“O que realmente importa é garantir um estande inicial completo e uniforme, reduzindo riscos climáticos e aproveitando melhor as janelas de umidade para emergência”, destaca o conteúdo técnico.

O documento ressalta que a regulagem da máquina deve começar antes mesmo da entrada na lavoura, considerando fatores como população de plantas desejada, espaçamento entre linhas, tamanho das sementes e condições do solo. A recomendação é que todas essas variáveis sejam avaliadas em conjunto para definir a taxa de distribuição e a profundidade adequada da semeadura.

Falhas ocorrem em diferentes etapas da operação

O material explica que problemas podem surgir desde o reservatório de sementes até a cobertura do sulco. Sementes com tamanhos diferentes, discos incompatíveis, tubos condutores danificados ou sulcadores trabalhando em solos compactados estão entre os fatores que comprometem a uniformidade do plantio.

Além disso, velocidades elevadas aumentam a trepidação da máquina e reduzem a precisão da distribuição, favorecendo tanto a ocorrência de falhas quanto a deposição de duas sementes no mesmo ponto.

Outro ponto destacado é que as perdas no estande afetam diretamente o potencial produtivo da lavoura. Trechos sem plantas reduzem a população por hectare, enquanto plantas muito próximas competem por luz, água e nutrientes. A desuniformidade também dificulta a colheita ao provocar diferenças no estágio de maturação.

Escolha correta dos componentes melhora distribuição

O documento orienta que a escolha dos discos e anéis da semeadora deve ser compatível com o tamanho e o formato das sementes utilizadas.

Também recomenda verificar o ajuste dos raspadores e das molas de pressão para evitar tanto a passagem de múltiplas sementes quanto a ausência de sementes nos alvéolos do disco.

A taxa de semeadura deve ser calculada levando em conta a população de plantas pretendida, o espaçamento entre linhas, o índice de germinação das sementes e a expectativa de emergência em campo.

Profundidade e velocidade exigem atenção

Outro aspecto considerado fundamental é a profundidade de deposição das sementes.

Em áreas com boa umidade superficial, a orientação é manter uma profundidade suficiente para garantir o contato da semente com a água disponível, sem enterrá-la excessivamente. Já em solos mais secos, o ajuste pode ser ampliado, desde que não comprometa a emergência das plântulas.

A velocidade de operação também deve ser compatível com as características do terreno e do equipamento.

Em áreas com maior quantidade de palha ou relevo irregular, reduzir a velocidade favorece o funcionamento do dosador e melhora a uniformidade da distribuição.

Teste em campo deve anteceder o plantio

Antes de iniciar o plantio de toda a área, o material recomenda realizar um teste prático em uma pequena faixa da lavoura.

A orientação é verificar a quantidade de sementes distribuídas por metro, conferir a profundidade de deposição em diferentes pontos e observar possíveis falhas ou excesso de sementes na linha. Caso sejam identificados problemas, a regulagem deve ser corrigida imediatamente.

Regulagem faz parte do manejo integrado

O conteúdo destaca que o ajuste da semeadora não deve ser tratado de forma isolada. O desempenho da operação também depende do manejo da palhada, da correção do solo, da escolha da cultivar e, quando houver, do sistema de irrigação.

Segundo o documento, solos bem estruturados, áreas corretamente dessecadas e sementes certificadas favorecem uma deposição mais uniforme e aumentam a eficiência do plantio.

Segurança durante os ajustes

As recomendações técnicas também incluem orientações para a realização segura da regulagem da máquina.

O material reforça que qualquer ajuste em discos, correntes ou engrenagens deve ser feito apenas com o trator desligado e o freio de estacionamento acionado. Também recomenda o uso de equipamentos de proteção individual durante o manuseio de sementes tratadas e produtos utilizados na operação.

Ao final, o documento conclui que investir tempo na regulagem da semeadora tende a trazer retorno durante toda a safra.

“Uma semeadora bem regulada para a cultura do feijão reduz falhas de estande, economiza semente, favorece emergência uniforme e aumenta a segurança produtiva, especialmente em anos de clima irregular e custos elevados. O tempo investido em regulagem e conferências iniciais geralmente se paga em maior produtividade e estabilidade da lavoura.” 





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Padronizar umidade reduz perdas no café


A padronização da umidade dos grãos é uma das etapas mais importantes da pós-colheita do café e influencia diretamente a qualidade, a segurança e a estabilidade do produto até a comercialização. O processo começa na colheita e se estende até o armazenamento dos grãos beneficiados, passando por operações como recepção, lavagem, separação por maturação e densidade, despolpa ou descascamento, fermentação controlada, secagem, descanso e beneficiamento.

Entre maio e novembro, período em que a maior parte das lavouras brasileiras está em colheita e secagem, as variações climáticas aumentam o risco de erros no manejo da umidade. Chuvas fora de época, frentes frias e mudanças na umidade relativa do ar podem comprometer a uniformidade da secagem. Independentemente da região produtora, o objetivo permanece o mesmo: alcançar um teor de umidade seguro para armazenamento e comercialização sem comprometer a qualidade sensorial dos grãos.

Segundo o conteúdo técnico, compreender a dinâmica da água nos grãos é essencial para reduzir perdas. O material explica como ocorre o comportamento da umidade durante a secagem, apresenta os riscos da falta de padronização, orienta sobre a medição correta do teor de água e reúne estratégias para secagem em terreiros e secadores mecânicos, além dos cuidados necessários antes do armazenamento e da comercialização.

O texto ressalta que as informações têm caráter informativo e não substituem a avaliação de um engenheiro agrônomo. Também reforça que as operações de secagem e armazenamento devem seguir recomendações técnicas específicas, normas vigentes e orientação de profissionais habilitados.

Padronizar a umidade significa ajustar e uniformizar o teor de água presente nos grãos até atingir níveis considerados seguros para armazenamento e comercialização. O processo envolve a retirada da água dos frutos recém-colhidos, a redistribuição uniforme da umidade remanescente entre os grãos e a manutenção dessas condições durante o armazenamento. Quando essa uniformização não ocorre, é comum haver grãos aparentemente secos por fora, mas ainda úmidos internamente, situação que favorece fungos, fermentações indesejadas e perda da qualidade da bebida.

O período entre maio e novembro concentra grande parte da colheita, da secagem e do armazenamento inicial do café, exigindo atenção constante às condições climáticas. O material destaca que a transição entre o período seco e o chuvoso, as oscilações de temperatura e o aumento do volume de café nas estruturas de secagem tornam mais desafiador manter a uniformidade da umidade. Nesse contexto, recomenda-se trabalhar com níveis seguros para armazenamento prolongado, evitar secagens excessivamente rápidas ou lentas e assegurar que todo o lote apresente umidade homogênea antes de ser armazenado.

Durante a secagem, a água presente no café se comporta de forma diferente conforme o estágio do processo. Nos primeiros momentos após a colheita, a maior parte da água está concentrada na casca, polpa ou mucilagem e é eliminada com relativa facilidade. À medida que a secagem avança, a retirada de água torna-se mais lenta e sensível às condições ambientais. Próximo da umidade final, o processo exige ainda mais cuidado para evitar trincas e outros danos causados pelo excesso de calor. O texto ressalta que a redistribuição da água continua mesmo após a saída do secador ou do terreiro, tornando a etapa de equalização indispensável.

A falta de padronização da umidade pode provocar diversos prejuízos ao produtor. O conteúdo aponta que grãos ou partes do lote com excesso de água favorecem o desenvolvimento de fungos e bolores, podem resultar em fermentações indesejadas, aumentar a ocorrência de danos físicos durante a secagem, reduzir o valor comercial do café e comprometer a estabilidade do armazenamento, elevando inclusive o risco de infestação por insetos.

A medição correta da umidade é apontada como um dos pilares da pós-colheita. Para isso, recomenda-se utilizar equipamentos calibrados, coletar amostras representativas de diferentes pontos do lote, evitar medições imediatamente após a saída dos secadores e complementar as leituras com avaliações visuais e olfativas dos grãos. O material lembra que os valores de referência variam conforme o tipo de café e o período previsto de armazenamento.

Nos terreiros, a padronização da umidade depende da correta distribuição dos frutos, do revolvimento frequente das camadas, da proteção contra chuva e orvalho e da condução da secagem em etapas. Inicialmente, busca-se reduzir rapidamente a umidade mais elevada. Em seguida, a secagem passa a ser conduzida de forma mais lenta para favorecer a redistribuição uniforme da água antes do armazenamento.

Quando a secagem ocorre em secadores mecânicos, o texto recomenda evitar temperaturas muito elevadas nas fases iniciais, controlar a velocidade de retirada da água, alternar ciclos de aquecimento com períodos de repouso e monitorar continuamente a umidade dos grãos. Em muitas propriedades, a combinação entre terreiro e secador mecânico é utilizada justamente para melhorar a uniformidade da secagem.

Mesmo após a secagem, a estabilização da umidade continua durante o período de descanso em tulhas e armazéns. O conteúdo orienta utilizar estruturas limpas e bem ventiladas, evitar a mistura de lotes com diferentes níveis de umidade, controlar a altura das camadas armazenadas e realizar medições periódicas até confirmar que a umidade permaneça uniforme em todo o lote antes do beneficiamento final.

Como medida preventiva, o material recomenda verificar a umidade inicial logo após a colheita, iniciar rapidamente a secagem, controlar a espessura das camadas no terreiro, ajustar corretamente os secadores mecânicos, proteger os lotes contra reumidificação, utilizar tulhas adequadas, evitar misturar cafés em diferentes estágios de secagem e manter registros das medições realizadas. O texto conclui ressaltando que a definição do teor de umidade adequado, da estratégia de secagem e das condições de armazenamento deve sempre considerar as características da propriedade, do tipo de café produzido e do mercado de destino, com acompanhamento de profissional habilitado.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.





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