domingo, maio 31, 2026

Política & Agro

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Agro busca novo salto em desenvolvimento


O agronegócio brasileiro ampliou seu papel na economia e passou a ocupar uma posição estratégica também no comércio internacional e no abastecimento de alimentos. A avaliação é de Adriano Leite, diretor de relação com investidores na Xs3 Consultoria, ao analisar a relevância do setor para o país e para o mercado global.

Segundo essa leitura, o Brasil deixou de ser apenas uma força produtiva interna e passou a atuar como peça importante no equilíbrio entre oferta, demanda e segurança alimentar em diferentes regiões do mundo. A liderança brasileira nas exportações de produtos estratégicos reforça essa posição e aumenta a influência do país em momentos de crise, inflação de alimentos ou dificuldades climáticas em outras áreas produtoras.

Apesar desse avanço, a análise destaca que liderar a produção não significa, necessariamente, liderar o desenvolvimento. Dentro da porteira, o agro brasileiro é visto como altamente eficiente, com avanço em tecnologia, gestão, uso de dados, inovação, mercado financeiro e planejamento global. Em muitos casos, grandes propriedades já operam com padrões de eficiência semelhantes aos de grandes empresas internacionais.

O principal desafio segue concentrado fora da porteira. Logística, infraestrutura, armazenagem, segurança jurídica, acesso a crédito e capacidade de industrialização ainda limitam a captura de valor ao longo da cadeia. Com isso, parte importante da força produtiva do setor deixa de se transformar em renda, competitividade e desenvolvimento mais amplo para o país.

A avaliação também aponta que o debate sobre o agro no Brasil costuma ficar preso a visões opostas. De um lado, há uma tendência de romantizar o setor. De outro, de tratá-lo como vilão. A realidade, porém, é mais racional e envolve reconhecer tanto sua contribuição para empregos, divisas, investimentos e movimentação econômica quanto a necessidade de avanços em produtividade sustentável, infraestrutura e agregação de valor.

O Brasil já demonstrou capacidade de ser potência na produção agropecuária. O próximo passo é transformar essa força em mais desenvolvimento, tecnologia, renda e competitividade para toda a economia.

 





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Mudança no consumo desafia setor de alimentos


O comportamento de consumo das famílias brasileiras passa por mudanças que começam a impactar diferentes setores da economia, incluindo a indústria de alimentos e o varejo. A avaliação é de Sergio Cardoso, diretor de operações na Itaobi Representações, que aponta o avanço das apostas online como um fator que vem alterando a destinação da renda doméstica no país.

Segundo a análise, parte crescente do orçamento das famílias está sendo direcionada para plataformas de apostas esportivas e jogos online. O cenário preocupa porque, além do entretenimento, muitas pessoas passaram a enxergar as apostas como possibilidade de complemento de renda e até alternativa de investimento financeiro.

Com isso, setores tradicionais da economia começam a disputar espaço dentro do orçamento do consumidor. Na indústria alimentícia, alguns reflexos já são percebidos no dia a dia do mercado, principalmente no aumento da sensibilidade aos preços e na busca por produtos mais baratos.

Entre os efeitos observados estão a migração para marcas de menor valor agregado, redução dos volumes de compra, avanço do atacarejo e maior compressão das margens das empresas do setor. O movimento também alcança segmentos considerados mais resilientes, como o arroz, produto tradicional da cesta básica brasileira.

De acordo com Cardoso, mesmo alimentos essenciais começam a enfrentar um consumidor mais pressionado financeiramente e com a renda cada vez mais fragmentada entre diferentes despesas e formas de consumo digital.

A avaliação é de que o setor de alimentos já não disputa apenas contra fatores tradicionais, como inflação, juros elevados ou desemprego. O avanço da digitalização da economia e das plataformas de apostas cria uma nova concorrência pela atenção, tempo e dinheiro das famílias brasileiras.

Para o executivo, compreender as mudanças no comportamento de consumo será um dos principais desafios da indústria e do varejo nos próximos anos, diante de um cenário que pode redefinir estratégias comerciais e hábitos de compra em diferentes segmentos do mercado.

 





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Tecnologia amplia eficiência no manejo do solo



A transformação ocorre de forma silenciosa


A transformação ocorre de forma silenciosa
A transformação ocorre de forma silenciosa – Foto: Divulgação

A tecnologia aplicada ao solo tem ampliado o debate sobre produtividade e preservação na agropecuária brasileira, ao mostrar que ganhos econômicos podem caminhar junto com práticas mais eficientes de manejo. Segundo Jacques Dieu, especialista em Agricultura Regenerativa, essa mudança já aparece no campo por meio de ferramentas capazes de transformar informações biológicas em decisões práticas para o produtor.

A transformação ocorre de forma silenciosa, mas com impacto direto na gestão das lavouras. Dados recentes apontam que o plantio de precisão pode gerar ganhos de produtividade de até 3% na soja, resultado que representa retorno econômico de R$ 465 por hectare. Na prática, a adoção de tecnologia deixa de ser vista apenas como promessa futura e passa a integrar a rotina das propriedades que buscam produzir mais com maior controle sobre custos e recursos.

Nesse contexto, a agricultura regenerativa deixa de ser associada exclusivamente à pauta ambiental e passa a ser tratada também como estratégia de negócio. O foco está em compreender melhor a vida presente no solo, formada por bactérias, fungos, protozoários e outros organismos que influenciam diretamente a saúde e o desempenho das plantas.

Uma das ferramentas citadas por Jacques Dieu é o BeCrop®, da Biome Makers Inc., que mapeia a microbiota do solo e traduz esses dados em recomendações práticas. A tecnologia permite identificar precocemente patógenos antes que eles causem prejuízos, além de apoiar a redução do uso de insumos com base na biologia real de cada área.

O uso da Inteligência de Solo, com auxílio da IA, também amplia a capacidade de enxergar o solo como um organismo vivo. Com dados concretos, o produtor pode comprovar práticas regenerativas, acessar mercados de carbono e buscar mais produtividade por hectare com menor custo operacional. A proposta é substituir decisões baseadas apenas no histórico de aplicações por escolhas orientadas pelo que o solo realmente precisa.

 





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Tecnologia agrícola reforça papel do Brasil


A agricultura sustentável ganha espaço no debate global em um momento de pressão sobre custos, segurança alimentar, energia e mudanças climáticas. Segundo Luciana Gorab, especialista em Planejamento Estratégico de Vendas, esse cenário coloca o Brasil em posição de destaque por unir produtividade, inovação e capacidade de adaptação no campo.

Enquanto temas como inteligência artificial, guerras comerciais e a nova corrida energética dominam parte das discussões internacionais, uma transformação menos ruidosa vem fortalecendo o papel brasileiro na inovação agrícola. O avanço de tecnologias baseadas no uso de microrganismos nas lavouras mostra como o país pode contribuir para reduzir a dependência de fertilizantes químicos, um dos insumos mais caros e sensíveis da produção de alimentos.

O trabalho da microbiologista brasileira Mariangela Hungria ganhou projeção internacional após décadas dedicadas ao desenvolvimento de bactérias capazes de substituir parte dos fertilizantes industriais. Na prática, esses microrganismos capturam nitrogênio diretamente do ar e o transferem para as plantas, ampliando a eficiência produtiva e reduzindo a necessidade de insumos nitrogenados.

Esse ponto tem peso estratégico. Fertilizantes nitrogenados dependem fortemente de gás natural, recurso sujeito a oscilações de preço, tensões geopolíticas e aumento dos custos energéticos. Nesse contexto, a tecnologia brasileira passa a ser vista como uma alternativa que combina ganhos de produtividade, sustentabilidade, redução de custos e aplicação tropical em escala global.

O reconhecimento internacional veio com o World Food Prize, frequentemente chamado de Nobel da Agricultura. Mais do que uma premiação, o destaque reforça uma mudança de percepção sobre o Brasil, que deixa de ser visto apenas como exportador de commodities e passa a ocupar espaço como protagonista em tecnologia agrícola sustentável.

“Num planeta preocupado com segurança alimentar, inflação e mudanças climáticas, talvez uma das soluções mais sofisticadas do século esteja justamente onde o Brasil sempre foi forte: no campo. Porque, às vezes, o verdadeiro ouro não está no solo. Está na inteligência de quem aprende a trabalhar com ele”, conclui.

 





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Saúde do solo sustenta produtividade da cana



Outro ponto importante está relacionado à brotação


Outro ponto importante está relacionado à brotação
Outro ponto importante está relacionado à brotação – Foto: Divulgação

A produtividade sustentável da cana-de-açúcar depende de uma visão mais ampla sobre o solo, que vai além da correção química e do fornecimento de nutrientes. A avaliação é de Vitor Nunes, engenheiro agrônomo, ao destacar que a microbiota do solo exerce papel essencial na construção de ambientes produtivos mais equilibrados, resilientes e eficientes.

Na canavicultura, bactérias, fungos e outros microrganismos benéficos participam diretamente de processos fundamentais para o desempenho das lavouras. Entre eles estão a ciclagem de nutrientes, a fixação biológica de nitrogênio, a solubilização de fósforo, o desenvolvimento radicular, a melhoria da estrutura do solo e a supressão de doenças.

Esse conjunto de interações biológicas contribui para que o solo funcione como um ambiente vivo e dinâmico, capaz de sustentar sistemas produtivos mais estáveis. Solos biologicamente ativos favorecem o maior aproveitamento dos fertilizantes e ajudam a ampliar a tolerância das plantas a estresses hídricos, aspecto relevante para a manutenção da produtividade em diferentes condições de campo.

Outro ponto importante está relacionado à brotação de soqueira e à longevidade dos canaviais. Quando a atividade biológica do solo é preservada e estimulada, há melhores condições para o desenvolvimento das raízes e para a continuidade do ciclo produtivo, reduzindo perdas e fortalecendo a estabilidade da produção ao longo do tempo.

Na canavicultura moderna, o solo deve ser compreendido como um sistema integrado, no qual os aspectos físicos, químicos e biológicos atuam de forma conjunta. Essa abordagem reforça a importância de práticas voltadas à saúde biológica do solo como parte da estratégia para alcançar produtividade, sustentabilidade e estabilidade produtiva no longo prazo.

 





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Erro na produção pode manchar imagem dos biológicos



A promessa de uma solução barata e simples pode gerar frustração


A promessa de uma solução barata e simples pode gerar frustração
A promessa de uma solução barata e simples pode gerar frustração – Foto: Divulgação

A produção de insumos biológicos sem controle técnico tem gerado preocupação sobre os impactos na confiança do produtor rural. Segundo informações de Diego Meurer, produtor e pesquisador, falhas observadas em sistemas on farm podem comprometer não apenas uma operação específica, mas a credibilidade dos biológicos como ferramenta agrícola.

“O mais preocupante é ver processos claramente problemáticos sendo validados como se qualquer caldo fermentado pudesse ser chamado de “produto biológico”. Para quem não entende microbiologia, qualquer crescimento pode parecer suficiente. Mas para gerar resultado no campo, definitivamente não é assim”, conclui.

A promessa de uma solução barata e simples pode gerar frustração quando os resultados não aparecem. Nesses casos, o produtor tende a desacreditar da tecnologia como um todo, sem diferenciar sistemas on farm de produtos industriais desenvolvidos com pesquisa, seleção de cepas, formulação, shelf life e controle de qualidade.

De acordo com ele, essa percepção preocupa a cadeia, porque empresas que seguem protocolos técnicos acabam dividindo a mesma desconfiança provocada por processos mal conduzidos. Para Meurer, a reflexão central é que a microbiologia precisa ser tratada com responsabilidade. 

“Precisamos parar de romantizar processos sem qualidade e começar a tratar microbiologia com a responsabilidade que ela exige. Porque sem qualidade, controle e honestidade técnica, não estamos fortalecendo os biológicos. Estamos ajudando a destruir a confiança em uma das ferramentas mais promissoras da agricultura moderna”, conclui.





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Sua pecuária com números reais. O Aegro lança o módulo de gestão do rebanho


Quem trabalha com gado de corte conhece a cena: a fazenda tem rebanho, tem caderno, tem planilha de cabeça, tem nota de compra de bezerro guardada em pasta. O que costuma faltar é o número que importa de fato. Quanto custou a arroba produzida no último ciclo? Quanto sobrou depois de descontar suplementação, mão de obra, depreciação e tempo de pasto? A resposta é, na maioria das fazendas, um “mais ou menos”.

O Aegro está lançando agora um módulo dedicado à pecuária de corte. O foco é simples: trazer para o gado a mesma leitura econômica que o produtor já consegue ter da lavoura quando usa o sistema. Vale para a fazenda mista, que junta grãos e gado, e vale também para a fazenda que só toca pecuária. Em qualquer um dos perfis, o ganho está no mesmo lugar: parar de operar com sensação e passar a operar com dado consolidado.

Para o pecuarista puro, o problema não é menor

Quem só trabalha com gado costuma ter clareza de quantidade. Sabe quantas cabeças tem, quantos lotes estão no pasto e qual lote vai sair primeiro. O que escapa é a leitura econômica. O custo do quilo produzido se perde entre cadernos e aplicativos de manejo que não conversam com o financeiro nem com o fiscal. O contador pede o relatório, e a fazenda monta de novo, do zero.

Quando o registro do rebanho fica solto do financeiro da fazenda, três coisas atrapalham o resultado. A primeira é a falta de comparação entre lotes: dois lotes podem parecer iguais em peso e em tempo de pasto, mas terem custos muito diferentes, e o produtor só descobre quando vende. A segunda é a invisibilidade do patrimônio: o gado é um dos maiores ativos da fazenda e raramente entra na conta do balanço com critério. A terceira é a dificuldade de prestar conta: receita de boi, NF-e de produtor, livro caixa e despesa de pasto ficam em sistemas separados, e fechar o mês vira esforço.

O Módulo Pecuária do Aegro foi pensado para resolver esse pedaço da gestão. Não é um sistema de manejo intensivo do curral. É um sistema de gestão econômica do rebanho, com o financeiro e o fiscal da fazenda no mesmo lugar.

Para a fazenda mista, o ganho é imediato

Na propriedade que junta lavoura e pecuária, o caixa é um só, mas o resultado é múltiplo. A soja paga as contas em julho. O boi entra na entressafra, segura o fluxo entre uma colheita e outra, ocupa a área que ficaria parada. No fim do ano, o produtor olha para o balanço e a pergunta é sempre a mesma: quanto cada atividade deu de lucro de verdade?

Quem trabalha com Integração Lavoura-Pecuária convive com isso na pele. A pastagem usa a mesma terra que a soja podia ocupar. O trator passa nos dois lados. O funcionário cuida do gado de manhã e da máquina à tarde. Os custos se misturam, e o resultado de cada atividade fica preso em duas planilhas que não conversam: a do escritório e a do caderno do capataz.

Em uma fazenda mista, terra, maquinário, mão de obra fixa e energia formam uma base comum que sustenta lavoura e pecuária ao mesmo tempo. Quando o registro é informal, esses custos costumam ficar todos na conta da lavoura. A pecuária aparece no relatório só com o que é direto: sal, vacina, suplemento. Resultado: o gado parece mais lucrativo do que realmente é, ou aparece com retorno menor porque o produtor não consegue separar o que é receita do ciclo daquilo que é venda de patrimônio.

A consequência é prática. Na hora de decidir se aumenta a área de pasto, se confina o lote de terminação, se mantém o arrendamento, o produtor decide no feeling, sem dado consolidado.

Os três pilares que sustentam a leitura econômica do rebanho

Existem três pilares que toda fazenda com pecuária deveria conseguir calcular, e que são especialmente importantes quando o gado divide a propriedade com a lavoura.

O primeiro é o rateio dos custos fixos entre as atividades, seja por área ocupada, por uso de recursos ou por participação na receita. O segundo é o custo de oportunidade da terra, que mostra o quanto a área de pastagem deixou de gerar caso fosse ocupada com lavoura ou destinada a uma intensificação maior. O terceiro é a margem por hectare, indicador único que permite comparar atividades distintas sob o mesmo critério.

Para fazer essa conta, a fazenda precisa de uma condição básica: ter os dois lados do negócio registrados no mesmo sistema. Sem essa integração, qualquer comparação é distorcida pelo método.

O que muda agora com o módulo de pecuária do Aegro

O Aegro já é o sistema de gestão que organiza a lavoura. Centraliza a safra, o financeiro, o estoque, a nota fiscal do produtor e o fiscal em um lugar só. Agora, o sistema passa a controlar também o rebanho da fazenda. Funciona tanto para quem toca lavoura e pecuária na mesma propriedade quanto para quem trabalha exclusivamente com gado de corte.

O Módulo Pecuária foi pensado para o produtor que faz recria, engorda ou terminação. Com o novo módulo, é possível:

– Cadastrar e editar lotes do rebanho.

– Registrar movimentações e transferências entre lotes.

– Lançar a compra e a venda de animais com integração direta ao financeiro da fazenda.

– Acompanhar o patrimônio em gado dentro do mesmo painel onde o produtor já acompanha a lavoura e o financeiro da propriedade.

Para a fazenda mista, isso significa que a entrada de receita pela venda de boi cai no mesmo fluxo de caixa em que entram a venda de soja e a saída da nota de fertilizante.

Para o pecuarista puro, significa registrar a compra de bezerro e a venda do lote engordado no mesmo sistema que emite a nota e gera o livro caixa, sem precisar exportar e remontar planilha.

Para quem é

O Módulo Pecuária foi desenhado para dois perfis principais.

O primeiro é o produtor que trabalha com Integração Lavoura-Pecuária. Em geral, são fazendas maiores, com áreas de soja, milho e pasto formado, e que usam o gado para terminação na entressafra, para diversificação de receita ou para ocupar áreas em rotação.

O segundo é o pecuarista que tem o gado como atividade principal. Foco em recria, engorda ou terminação, com a dor de ver o resultado econômico do rebanho desconectado do financeiro e do fiscal da fazenda.

A versão atual cobre a pecuária de corte. Pecuária de leite, cria e reprodução, controle individual por brinco e rastreabilidade de abate não estão no escopo desta entrega. Pesagem e ganho de peso entram na próxima versão, prevista para junho.

Como contratar

O Módulo Pecuária é um complemento que pode ser ativado a partir do plano Lucratividade do Aegro. A cobrança acontece por faixa de cabeças da propriedade. Para clientes que já usam o Aegro, a contratação é direta com o time comercial. Para o pecuarista que ainda não usa o sistema, o módulo entra como parte da contratação do Aegro, sem precisar de outra plataforma para o financeiro ou para a nota fiscal.

O resultado prático

Quando o rebanho fica no mesmo sistema do financeiro e do fiscal, três coisas mudam no dia a dia da fazenda.

A primeira é a previsibilidade do caixa. A pecuária entrega receita ao longo do ano, com lotes saindo em momentos diferentes do calendário. A fazenda enxerga a curva real do caixa e planeja compra de insumo, contratação de transporte e quitação de parcela sem precisar montar planilha. Quando a fazenda também tem lavoura, a entrada do boi compensa a sazonalidade da soja, e os dois fluxos passam a aparecer juntos.

A segunda é a leitura honesta do resultado. Os mesmos custos estruturais passam a alimentar as duas atividades quando elas convivem. A margem por hectare da soja e a margem por hectare da pecuária ficam comparáveis. Para o pecuarista puro, o ganho é parecido: a margem por lote, por ciclo e por hectare aparece sob o mesmo critério, em vez de ficar pulverizada em arquivos avulsos.

A terceira é a organização para o contador. Receita de boi, NF-e da soja, custo do operador e depreciação do maquinário ficam no mesmo extrato. Quando o contador pede o fechamento do mês, a fazenda envia, em vez de montar.

Em uma frase

Pecuária Aegro: a gestão do seu rebanho integrada ao lucro da sua fazenda.

Conheça o Módulo Pecuária

Veja como o Módulo Pecuária funciona dentro do Aegro e converse com o time comercial sobre a melhor faixa para a sua fazenda. Vale para quem junta lavoura e gado e vale para quem só toca pecuária.

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Ex-ministro da agricultura Antônio Cabrera aponta gargalos logísticos e…


O ex-ministro da Agricultura Antônio Cabrera ministrou a palestra “O Agro brasileiro: perspectivas e desafios” durante a programação do 3º dia da 17ª Parecis SuperAgro, em Campo Novo do Parecis. Na apresentação, Cabrera avaliou o atual cenário do setor, destacou desafios enfrentados pelos produtores e defendeu que o Brasil precisa avançar em decisões estratégicas para garantir competitividade e soberania.

Cabrera, que foi ministro entre os anos de 1990 e 1992, afirmou durante a palestra que o agronegócio atravessa um momento de crise, mas que o cenário também representa uma oportunidade de aprendizado. “É um momento de muito desafio para o produtor, mas também de lições. Eu tenho um velho ditado que diz que a gente nunca deve desperdiçar uma crise”, declarou.

Entre os principais pontos abordados, o ex-ministro citou a dependência brasileira de fertilizantes e criticou a demora para explorar reservas nacionais. Segundo destacou, o Brasil possui grandes reservas de cloreto de potássio, mas ainda enfrenta entraves para iniciar a extração. “O Brasil tem as maiores reservas de cloreto de potássio e, no entanto, há 15 anos está judicializada a abertura da primeira mina. Essa burocracia não pode continuar impedindo a geração de riquezas”, afirmou.

Cabrera também criticou a falta de planejamento do Governo Federal em políticas de biocombustíveis, destacando que o país possui o maior programa do mundo, mas não avança conforme previsto em lei. Ele citou como exemplo a ampliação da mistura do biodiesel no diesel, que deveria ter passado de B15 para B17 neste ano. “O governo não fez isso. Apareceu agora dizendo que precisa fazer testes. Se precisasse, por que isso não foi feito no ano passado?”, questionou.

Outro destaque foi a defesa de investimentos em infraestrutura logística, especialmente hidrovias e ferrovias. Cabrera classificou como “absurdo” o baixo aproveitamento dos rios brasileiros para transporte. “Apenas 4,5% da produção brasileira é trafegada por vias fluviais. Nós temos o maior potencial hidroviário ainda a ser explorado do mundo”, disse.

Sobre ferrovias, ele voltou a citar a Ferrogrão como exemplo de projeto estratégico travado por impasses. Para Cabrera, além de reduzir custos logísticos, a ferrovia também teria impacto ambiental positivo. “Se a Ferrogrão estivesse operando hoje, ela estaria reduzindo em 77% as emissões de CO2. É o maior projeto de descarbonização da economia do mundo”, afirmou.

O ex-ministro também avaliou que a obra é fundamental para a soberania nacional, ao integrar a região Norte e garantir capacidade de mobilização logística em cenários de crise. “A Ferrogrão não vai apenas favorecer o agronegócio, ela vai ser uma obra de integração para garantir essa soberania”, destacou.

Cabrera ainda defendeu que o agro precisa melhorar sua comunicação com a sociedade e combater narrativas negativas. Segundo ele, o setor não tem contado sua própria história e acaba sendo atacado por organizações contrárias ao agronegócio. “Alguém está contando a história, são ONGs. A gente não está contando. Talvez a gente precise de um cineasta para contar a nossa história”.

O ex-ministro também argumentou que parte das críticas internacionais estaria relacionada a interesses econômicos de concorrentes. “Antes, ninguém ligava para a gente. Agora o Brasil tomou o mercado. Nós estamos sendo convidados para um ringue, onde o pessoal está batendo abaixo da cintura”, disse.

Apesar de sua análise crítica da atual conjuntura, Cabrera deixou uma mensagem de otimismo aos produtores e reforçou que o Brasil tem potencial para ser ainda mais protagonista no cenário global. “O Brasil não tem problemas. O Brasil tem o bilhete sorteado da loteria global. O problema são as decisões erradas, sistemáticas. Quando esse país tiver a bússola certa, o céu é o limite”, concluiu.

Ex-ministro da agricultura Antônio Cabrera aponta gargalos logísticos e critica burocracia como entraves ao avanço do agro

17ª Parecis SuperAgro

A Parecis SuperAgro é uma realização do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis e conta com o patrocínio da Aprosoja – MT, Senar – MT, Aster (Concessionária JD), Sicoob Credisul e Sicredi, além do apoio da Prefeitura de Campo Novo do Parecis e da Câmara Municipal de Campo Novo do Parecis.





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China não deve ampliar compras de soja dos EUA



O mercado vinha trabalhando com a possibilidade de alguma novidade


O mercado vinha trabalhando com a possibilidade de alguma novidade
O mercado vinha trabalhando com a possibilidade de alguma novidade – Foto: Divulgação

A possibilidade de a China manter estáveis as compras de soja dos Estados Unidos pressionou os grãos na Bolsa de Chicago, em um movimento de ajuste nas expectativas do mercado. Segundo Alê Delara, especialista em agronegócio e commodities, a avaliação ganhou força após Scott Bessent reduzir as expectativas de ampliação dos acordos comerciais entre chineses e norte-americanos.

O mercado vinha trabalhando com a possibilidade de alguma novidade em uma reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, especialmente em relação a novos compromissos de compra por parte de Pequim. No entanto, a indicação de que os volumes já assumidos seriam suficientes para garantir demanda à soja norte-americana pelos próximos três anos enfraqueceu essa leitura.

Com isso, a soja passou a operar em forte baixa, refletindo a percepção de que a China não deve elevar as aquisições além do que já foi combinado. Para os contratos negociados em Chicago, o efeito é negativo, já que parte do suporte recente vinha justamente da expectativa de um avanço comercial capaz de ampliar a demanda pelo produto dos Estados Unidos.

A presença do Brasil como fornecedor competitivo também pesa sobre esse cenário. Com a demanda chinesa mais estável e a oferta brasileira ainda atrativa, os grãos perdem sustentação na bolsa norte-americana. O mercado passa a precificar um ambiente de menor impulso para as exportações dos Estados Unidos, o que reduz o espaço para recuperação dos preços.

O dado mais recente do USDA reforçou a pressão. O órgão reportou vendas de apenas 102 mil toneladas de soja, queda de 28% em relação à semana anterior e volume 60% abaixo da média das últimas quatro divulgações. O número alimentou a cautela dos operadores e contribuiu para o recuo dos grãos em Chicago.

 





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Tupanciretã debate fortalecimento das agroindústrias familiares em seminário regional



Evento abordou regularização e fortalecimento das agroindústrias familiares no RS



Foto: Divulgação

O fortalecimento das agroindústrias familiares e a ampliação do número de empreendimentos no meio rural foram tema do Seminário Regional das Agroindústrias, realizado nesta quinta-feira (14/05), em Tupanciretã. O evento reuniu agricultores familiares, técnicos e especialistas no auditório da Câmara Municipal de Vereadores. A programação foi voltada à orientação sobre todas as etapas de implantação e funcionamento de uma agroindústria familiar, desde a construção e legalização até estratégias de comercialização e geração de renda.

Atualmente, 13 agroindústrias do município são atendidas pelo Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), coordenado pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR) e executado no Rio Grande do Sul pela Emater/RS-Ascar.

O primeiro painel, conduzido pela Emater/RS-Ascar, abordou o processo de regularização e os caminhos para inserção dos produtos no mercado. Na sequência, representantes da SDR, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e proprietários de agroindústrias discutiram estratégias de comercialização, canais de venda, participação em feiras e experiências locais.

O seminário também destacou o agroturismo como alternativa de diversificação e aumento da renda das famílias rurais. O tema foi debatido por representantes da Secretaria Municipal de Turismo e Lazer de Tupanciretã e por empreendedores do setor de Ijuí.

O Seminário Regional das Agroindústrias foi promovido pela Emater/RS-Ascar, Prefeitura de Tupanciretã, por meio da Secretaria Municipal de Turismo e Lazer, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Associação de Agricultores e Agroindústrias Familiares de Tupanciretã (Agrotupan).

Assessoria de Comunicação da Emater/RS-Ascar ? Regional de Santa Maria

Jornalista Cleuza Noal Brutti

[email protected]

(55) 99976-8547

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