quarta-feira, julho 22, 2026

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Geadas persistem e chuva fica restrita ao Norte


A atuação de um sistema de alta pressão deve manter o tempo estável entre quarta-feira (8) e quinta-feira (9) em grande parte do Centro-Sul do Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, a previsão indica predomínio de céu com pouca nebulosidade e ausência de chuva na maior parte das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Com esse cenário, a área de baixa umidade relativa do ar deve avançar na quinta-feira (9), principalmente sobre São Paulo e todo o Centro-Oeste. As chuvas ficam concentradas no extremo norte da Região Norte e na faixa litorânea do Nordeste, com maiores volumes previstos entre o litoral da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará na quarta-feira. Também há previsão de nevoeiro em áreas do Sul e do Sudeste durante as primeiras horas da manhã.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, os principais destaques do período são os avisos de baixa umidade para áreas do interior das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e norte do Paraná, além dos alertas de geada para a Região Sul, sul de Mato Grosso do Sul e região serrana do sul de Minas Gerais. As temperaturas seguem baixas durante as madrugadas no Centro-Sul, com mínimas próximas de 0°C nas áreas serranas da Região Sul e de 3°C no sul de Mato Grosso do Sul. Já as maiores máximas do país permanecem entre o centro-sul do Pará e o Tocantins, podendo alcançar entre 36°C e 38°C.

Na Região Norte, entre quarta-feira (8) e quinta-feira (9), o tempo permanece quente e úmido no extremo norte, favorecendo pancadas de chuva sobre o norte do Amazonas, Roraima, noroeste do Pará e Amapá. As menores temperaturas, em torno de 16°C, devem ser registradas no sul de Rondônia e do Tocantins. Em contrapartida, o centro-sul do Pará e grande parte do Tocantins terão máximas entre 36°C e 38°C, além dos menores índices de umidade relativa do ar, inferiores a 30%. Nessas áreas, o Instituto Nacional de Meteorologia mantém aviso amarelo para baixa umidade, com índices entre 20% e 30%, válido para os dois dias.

Na Região Nordeste, a previsão restringe as chuvas à faixa litorânea entre quarta-feira (8) e quinta-feira (9). O destaque é o litoral da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, onde são esperados os maiores acumulados na quarta-feira, com aviso amarelo para chuvas intensas. Nas demais áreas do litoral, as precipitações devem ocorrer de forma localizada. No interior nordestino, o tempo permanece quente e seco, com umidade mínima entre 20% e 30%, principalmente no Sertão. Maranhão, Piauí, sul do Ceará, oeste de Pernambuco, da Paraíba, do Rio Grande do Norte e da Bahia concentram os menores índices de umidade. As mínimas variam entre 10°C e 12°C, enquanto as máximas ficam entre 35°C e 37°C.

Na Região Centro-Oeste, o tempo seguirá estável e sem previsão de chuva entre quarta-feira (8) e quinta-feira (9). As temperaturas máximas permanecem elevadas no centro-norte de Mato Grosso e no noroeste de Goiás, variando entre 34°C e 36°C. O período será marcado pelo predomínio de sol e poucas nuvens, com destaque para a baixa umidade relativa do ar, que deve atingir quase toda a região, especialmente na quinta-feira, quando os índices podem variar entre 20% e 30% durante a tarde. Outro destaque é o declínio das temperaturas mínimas no centro-sul de Mato Grosso do Sul, onde os termômetros podem marcar 3°C após a passagem de uma frente fria, favorecendo a formação de geada. Para essa condição, o Instituto Nacional de Meteorologia mantém aviso amarelo. A partir de quinta-feira, as temperaturas voltam a subir gradualmente no estado, mas as mínimas ainda devem variar entre 5°C e 7°C.

Na Região Sudeste, a influência do sistema de alta pressão mantém o tempo firme entre quarta-feira (8) e quinta-feira (9). Ainda na quarta-feira há previsão de chuva isolada na faixa leste de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, mas na quinta-feira não há expectativa de precipitações em toda a região. O Instituto Nacional de Meteorologia prevê formação de nevoeiro nas manhãs de quarta e quinta-feira sobre o sul de São Paulo e, posteriormente, também na faixa leste paulista, sul de Minas Gerais e centro-sul do Rio de Janeiro. Os avisos de baixa umidade permanecem vigentes entre 12h e 18h, inicialmente sobre o centro-norte de Minas Gerais e, na quinta-feira, avançam para o extremo oeste e sul mineiro e praticamente todo o estado de São Paulo, exceto a faixa leste. Também há aviso de geada para a região serrana do extremo sul de Minas Gerais.

As temperaturas continuam baixas durante as madrugadas no Sudeste. O sul de São Paulo e o sul de Minas Gerais devem registrar mínimas entre 8°C e 10°C na quarta-feira, permanecendo próximas de 10°C na quinta-feira. No Espírito Santo, as mínimas ficam entre 18°C e 20°C. Durante as tardes, as máximas apresentam pouca variação e chegam a 30°C no noroeste de Minas Gerais, enquanto o oeste mineiro e paulista devem registrar entre 26°C e 28°C na quinta-feira. Entre as capitais, São Paulo terá a menor máxima, em torno de 24°C, enquanto Belo Horizonte deve alcançar aproximadamente 27°C.

Na Região Sul, o sistema de alta pressão mantém o tempo estável entre quarta-feira (8) e quinta-feira (9), após a passagem da frente fria. A previsão indica céu com pouca nebulosidade e ausência de chuva em praticamente toda a região. Na quarta-feira, há possibilidade de nevoeiro pela manhã entre o leste do Paraná e o nordeste de Santa Catarina. Permanecem em vigor avisos de geada para áreas do oeste dos três estados da região. Já na quinta-feira, o principal alerta é para baixa umidade entre 12h e 18h na porção centro-norte do Paraná. As temperaturas mínimas permanecem abaixo de 10°C em praticamente toda a Região Sul na quarta-feira, com valores próximos de 0°C nas áreas serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Na quinta-feira, as máximas sobem discretamente, mas seguem amenas. O extremo noroeste do Paraná pode registrar até 26°C, enquanto nas demais áreas os termômetros não devem ultrapassar 22°C. Na Serra Catarinense, a máxima prevista é de cerca de 16°C.





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Mercado projeta avanço de insumos sustentáveis



As oportunidades incluem a integração com agricultura de precisão


A preocupação com a saúde do solo e com a eficiência nutricional aparece como outro fator relevante
A preocupação com a saúde do solo e com a eficiência nutricional aparece como outro fator relevante – Foto: Divulgação

O mercado de bioestimulantes avança apoiado pela busca por maior produtividade agrícola, eficiência no uso de nutrientes e redução dos impactos ambientais no campo. Segundo Nikhil Kadam, pesquisador de mercado, um relatório de 594 páginas com projeções para 2026 a 2036 aponta que esse segmento reúne substâncias naturais e sintéticas capazes de favorecer o crescimento das plantas, a absorção de nutrientes e a tolerância ao estresse.

Entre os principais vetores de expansão estão a adoção de insumos sustentáveis, o aumento da procura por soluções orgânicas e de base biológica e o uso desses produtos para elevar rendimentos e fortalecer as lavouras diante de condições adversas. O estudo também destaca o avanço de formulações microbianas e derivadas de algas, além da aplicação foliar e do uso em frutas, hortaliças, cereais e culturas de maior valor agregado.

A preocupação com a saúde do solo e com a eficiência nutricional aparece como outro fator relevante. A demanda por alternativas que reduzam a dependência de fertilizantes químicos tende a ampliar o espaço dos bioestimulantes, especialmente em sistemas ligados à agricultura orgânica e a práticas de produção mais resilientes.

As oportunidades incluem a integração com agricultura de precisão e ferramentas digitais, o desenvolvimento de soluções biológicas e a expansão em cultivos especiais. Economias agrícolas emergentes, práticas adaptadas às mudanças climáticas e marcos regulatórios favoráveis à sustentabilidade também são apontados como frentes de longo prazo.

O relatório cita Corteva, Bayer, Syngenta, Groupe Roullier, Sumitomo Chemical, BASF, Novonesis, UPL e Rovensa entre as companhias analisadas. A amostra disponível apresenta apenas uma visão geral, sem os dados efetivos, incluídos na versão completa e paga.


 





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Soja lidera presença entre principais culturas


A distribuição das principais culturas agrícolas revela diferenças regionais e a diversidade da produção no Brasil. A fonte das informações é Lutiane Pagliarin, da área de Gestão Industrial, com base no Mapa das Culturas Agrícolas do Brasil.

O Centro-Oeste aparece como a maior região produtora do país, com destaque para soja, milho, algodão e cana-de-açúcar. Mato Grosso lidera o valor total da produção agrícola, com R$ 204 bilhões, e tem soja, milho e algodão entre as três culturas mais relevantes. Goiás soma R$ 103 bilhões, enquanto Mato Grosso do Sul reúne soja, cana e milho entre seus principais produtos.

No Sudeste, a liderança é da cana-de-açúcar e do café. São Paulo registra R$ 142 bilhões e concentra cana, laranja e soja entre as culturas de maior valor. Minas Gerais alcança R$ 133 bilhões, com café, soja e cana no topo. Espírito Santo e Rio de Janeiro também têm participação de café, tomate, cana e mamão.

O Sul se destaca por soja, milho e arroz, além da liderança na produção de tabaco. O Paraná soma R$ 164 bilhões, com soja, milho e cana, enquanto o Rio Grande do Sul chega a R$ 116 bilhões e tem soja, arroz e milho. Em Santa Catarina, soja, fumo e milho formam o grupo principal.

No Nordeste, cresce a produção de soja, algodão e cana-de-açúcar, especialmente na Bahia e no Matopiba. A Bahia tem soja, algodão e milho entre as culturas mais importantes. No Norte, a expansão da soja ocorre ao lado de mandioca, cacau, açaí, banana e arroz.

No conjunto dos estados, a soja aparece entre as três principais culturas em 63% deles. O milho está presente em 52% e a cana-de-açúcar em 44%, mostrando a ampla presença dessas cadeias no território nacional.

 





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Eficiência pode elevar oferta de carnes na China



Na carne bovina, a produção projetada de 7,6 milhões de toneladas poderia alcançar 11


Na carne bovina, a produção projetada de 7,6 milhões de toneladas poderia alcançar 11,857 milhões
Na carne bovina, a produção projetada de 7,6 milhões de toneladas poderia alcançar 11,857 milhões – Foto: Divulgação

A China poderia ampliar de forma expressiva a oferta de carnes sem aumentar o tamanho de sua atividade pecuária, caso elevasse a eficiência produtiva aos níveis observados em países de referência. Segundo Maurício Palma Nogueira, sócio-diretor da Athenagro, a conclusão faz parte de um relatório interno enviado pela consultoria a seus clientes.

O estudo comparou a produção estimada para 2026 com o volume que poderia ser alcançado a partir dos indicadores de produtividade de países usados como benchmarking. A análise não considerou expansão de rebanhos nem novos bens de produção, mas apenas um melhor aproveitamento da estrutura já existente.

Pelas projeções, a produção conjunta de carne bovina, suína e de aves passaria de 84,4 milhões de toneladas em 2026 para 153,8 milhões de toneladas. Esse avanço permitiria elevar o consumo per capita das três proteínas de 62,3 quilos para aproximadamente 109 quilos por habitante ao ano.

Na carne bovina, a produção projetada de 7,6 milhões de toneladas poderia alcançar 11,857 milhões, acréscimo de 4,257 milhões de toneladas. Para a carne suína, o volume subiria de 59,5 milhões para 87,975 milhões de toneladas, uma diferença de 28,475 milhões.

O maior ganho potencial apareceria na carne de aves. A produção estimada em 17,3 milhões de toneladas poderia chegar a 53,375 milhões, aumento de 36,075 milhões de toneladas. Os números indicam que a produtividade, sem expansão física da atividade, teria capacidade para alterar de maneira relevante a disponibilidade de proteína animal no país. As informações foram publicadas na rede social LinkedIn.

 





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Estudo aponta potencial dos metabólitos no milho



A pesquisa também mostrou aumento da massa seca da parte aérea


A pesquisa também mostrou aumento da massa seca da parte aérea
A pesquisa também mostrou aumento da massa seca da parte aérea – Foto: Pixabay

Diferentes formas de aplicação de Azospirillum brasilense podem promover benefícios ao desenvolvimento do milho e estimular mecanismos relacionados à defesa das plantas. Os resultados foram apresentados em um resumo do artigo científico divulgado pela Ag4Study, que reúne os principais achados de um estudo sobre o uso da bactéria e de seus metabólitos na cultura.

O trabalho investigou a produção de fitormônios e a resposta dos sistemas antioxidantes em plantas submetidas à inoculação via tratamento de sementes, pulverização foliar com células da bactéria e aplicação foliar apenas dos metabólitos produzidos pelas cepas Ab-V5 e Ab-V6.

Entre os resultados, todos os tratamentos elevaram o teor de clorofila em comparação ao controle não inoculado, com exceção da inoculação de sementes apenas com a cepa Ab-V5. Os maiores incrementos foram registrados com a aplicação dos metabólitos. Para altura de plantas e diâmetro do colmo, não foram observadas diferenças estatísticas entre os tratamentos.

A pesquisa também mostrou aumento da massa seca da parte aérea na maioria das estratégias avaliadas, com melhor desempenho para a aplicação conjunta dos metabólitos das cepas Ab-V5 e Ab-V6. Segundo o material, esse efeito pode estar relacionado principalmente aos metabólitos produzidos pela cepa Ab-V6.

Outro ponto destacado foi a baixa permanência das bactérias sobre as folhas após a pulverização. A população bacteriana caiu rapidamente nas primeiras 24 horas, levando os pesquisadores a considerar que os efeitos observados estão mais associados aos metabólitos presentes no inoculante do que à colonização por células vivas.

O estudo ainda identificou a produção de diferentes fitormônios e avaliou a expressão de genes ligados ao sistema antioxidante e às proteínas relacionadas à defesa vegetal. De forma geral, a aplicação de metabólitos favoreceu a regulação positiva de genes antioxidantes, enquanto a inoculação de sementes apresentou resposta positiva para todos os genes PR analisados.

Como conclusão, o trabalho indica que a pulverização foliar com metabólitos de Azospirillum pode representar uma alternativa para estimular o crescimento do milho e ativar mecanismos naturais de defesa das plantas.

 





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Crédito rural avança, mas mantém desafios



Na agricultura familiar, houve redução de juros em linhas sustentáveis do Pronaf


Na agricultura familiar, houve redução de juros em linhas sustentáveis do Pronaf
Na agricultura familiar, houve redução de juros em linhas sustentáveis do Pronaf – Foto: Canva

O novo ciclo de crédito rural ampliou o espaço para práticas sustentáveis e gestão de riscos, mas apresenta lacunas na adaptação da produção às mudanças do clima. Com R$ 610,3 bilhões, o Plano Safra 2026/2027 manteve condições favoráveis para linhas sustentáveis e incorporou contribuições da Agroicone encaminhadas pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura.

Entre os avanços estão as menores taxas de juros para o RenovAgro Ambiental e para a recuperação e conversão de pastagens. Também é esperada, a partir de 2027, a restrição ao financiamento de projetos ligados à supressão ilegal de vegetação nativa.

Na avaliação da Coalizão, o plano aproxima sustentabilidade e gestão de riscos da política agrícola. Ainda assim, faltam prioridade ao seguro rural e maior acesso ao crédito de longo prazo, diante do endividamento dos produtores e da expectativa de uma safra afetada por um Super El Niño.

“Embora o novo plano disponibilize volumes significativos para a agricultura empresarial e familiar, a falta de priorização  de instrumentos de gestão de risco, como o seguro rural, e as dificuldades de acesso ao crédito de longo prazo devido ao endividamento do produtor geram um cenário de alerta. É importante assegurar que novos mecanismos de financiamento incluam todos os portes  de produtores. A adaptação climática deve ser uma realidade inclusiva diante dos desafios ambientais iminentes”, afirma Leila Harfuch, membro do Grupo Estratégico da Coalizão e sócia-gerente da Agroicone.

Na agricultura familiar, houve redução de juros em linhas sustentáveis do Pronaf, aumento do limite para sistemas agroflorestais e silvicultura e reforço à assistência técnica. Seguem sem detalhamento medidas para aprimorar o Sicor, aplicar a Taxonomia Sustentável Brasileira, fortalecer o seguro rural e direcionar recursos à recuperação de pastagens e ao Código Florestal.


 





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Embarques de carne suína crescem 10% no semestre


As exportações brasileiras de carne suína encerraram o primeiro semestre de 2026 com o melhor desempenho já registrado pelo setor, apesar da retração observada em junho. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal e consideram todos os produtos, entre carnes in natura e processadas.

Em junho, o Brasil exportou 132,4 mil toneladas de carne suína, volume 3,5% inferior ao embarcado no mesmo mês de 2025, quando foram registradas 137,2 mil toneladas. A receita obtida no período somou US$ 312,8 milhões, resultado 8,4% abaixo dos US$ 341,7 milhões registrados em junho do ano passado.

Mesmo com o recuo mensal, o desempenho acumulado entre janeiro e junho estabeleceu um novo recorde para a suinocultura brasileira. No período, os embarques totalizaram 794,2 mil toneladas, crescimento de 10% em relação às 722 mil toneladas exportadas no primeiro semestre de 2025.

A receita também apresentou avanço. As vendas externas renderam US$ 1,859 bilhão nos seis primeiros meses de 2026, aumento de 7,9% frente aos US$ 1,723 bilhão registrados no mesmo intervalo do ano anterior.

Entre os principais destinos das exportações brasileiras em junho, as Filipinas permaneceram na liderança, com 23,5 mil toneladas embarcadas, apesar da retração de 30,4% em relação ao mesmo período de 2025. Na sequência aparecem Japão, com 17,2 mil toneladas e crescimento de 33,8%; Chile, com 11,7 mil toneladas e alta de 3,1%; China, com 11,4 mil toneladas e redução de 26,5%; Hong Kong, com 8 mil toneladas e aumento de 1,4%; México, com 6,9 mil toneladas e queda de 4,8%; Singapura, com 5,9 mil toneladas e retração de 35,4%; Argentina, com 5,9 mil toneladas e crescimento de 46,5%; Vietnã, com 5,8 mil toneladas e alta de 1,5%; e Uruguai, com 4,7 mil toneladas, volume 3,3% inferior ao registrado em junho do ano passado.

No ranking dos estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança nacional, com 65,2 mil toneladas embarcadas em junho. Em seguida aparecem Rio Grande do Sul, com 31,4 mil toneladas; Paraná, com 20,7 mil toneladas; Minas Gerais, com 4,1 mil toneladas; e Mato Grosso, com 4 mil toneladas.

Para o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, o resultado acumulado reforça a competitividade da cadeia produtiva brasileira. “Embora junho tenha registrado um ajuste pontual em relação ao mesmo período do ano passado, o desempenho do primeiro semestre confirma a solidez das exportações brasileiras de carne suína. O setor segue ampliando sua presença internacional por meio de uma estratégia cada vez mais diversificada, reduzindo a dependência de mercados específicos e fortalecendo sua atuação em destinos de maior valor agregado. Os resultados acumulados reforçam nossa expectativa de um novo ano histórico para a suinocultura brasileira”, destaca Ricardo Santin.





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Entenda audiência nos EUA sobre tarifas de 25% a produtos brasileiros


O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, do nome original inglês) realiza nesta segunda-feira (6), em Washington, a primeira audiência pública sobre a proposta estadunidense de sobretaxar produtos exportados pelo Brasil em 25%

Ao menos 40 entidades e empresas brasileiras e estadunidenses se inscreveram para participar da sessão, previsão para se estender até esta terça-feira (7).

Entre as organizações brasileiras credenciadas para apresentar seus argumentos durante a audiência estão a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); o Conselho Brasileiro de Exportadores de Café (Cecafé); a Confederação Nacional da Indústria (CNI); União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica); Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Embraer, entre outras. O senador Flávio Bolsonaro também consta entre os inscritos a participar, amanhã.

Instaurada em 15 de julho de 2025, a análise estadunidense dos “atos, políticas e práticas brasileiras” se debruça sobre seis aspectos: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais; combate à corrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.

Cada participante terá até cinco minutos para defender os argumentos já apresentados ao USTR, contra ou a favor da taxação. Ao final deste tempo, representantes do escritório estadunidense poderão fazer perguntas adicionais que julgarem necessárias.

A investigação do USTR foi proposta com base na chamada Seção 301, da Lei de Comércio dos Estados Unidos, de 1974, que permite ao governo norte-americano investigar práticas comerciais de outros países que considere desleais ou prejudiciais aos interesses estadunidenses.

Notificado no início de junho, o Estado brasileiro contestou os argumentos dos que defendem o tarifaço das exportações brasileiras e as conclusões preliminares do USTR. Em um documento enviado ao escritório, o Itamaraty argumentou que as práticas comerciais brasileiras não prejudicam os EUA e as empresas estadunidenses.

Na manifestação diplomática, o governo brasileiro pede que os Estados Unidos se abstenham de impor medidas unilaterais em virtude da investigação em curso.

“O USTR não estabelece o nexo legal exigido entre um ato, política ou prática concreta do Brasil e um ônus ou restrição identificável ao comércio dos EUA”, sustenta o governo brasileiro, apontando que as conclusões preliminares do escritório comercial saltam “da discordância em relação às escolhas soberanas do Brasil para conclusões de que tais escolhas são ‘irrazoáveis’”, e “de afirmações generalizadas de desvantagem comercial para a conclusão de que o comércio dos EUA está sendo onerado ou restringido”.

“Isso é insuficiente para justificar uma ação nos termos da Seção 301”, acrescenta o governo brasileiro, alegando que a legislação estadunidense não autoriza o USTR a impor medidas comerciais “apenas por discordar das escolhas políticas de outro país soberano”.





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Brasil bate recorde em exportação de carne bovina em 2026


As exportações brasileiras de carne bovina totalizaram 1,705 milhão de toneladas no primeiro semestre de 2026, crescimento de 15,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 1,476 milhão de toneladas. A receita alcançou US$ 9,85 bilhões, alta de 36,2% frente aos US$ 7,24 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. A média mensal de embarques no período foi de aproximadamente 284 mil toneladas, consolidando o melhor primeiro semestre da história das exportações brasileiras de carne bovina, tanto em volume quanto em valor. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

Entre os principais mercados no semestre, a China liderou com 794,7 mil toneladas e US$ 4,87 bilhões em compras, aumento de 24% em volume e de 49,4% em valor na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com 205 mil toneladas e US$ 1,35 bilhão, alta de 13% em volume e de 29,8% em valor. O Chile importou 70,7 mil toneladas, gerando US$ 420,2 milhões, crescimento de 20% em volume e de 33,2% em receita. A Rússia adquiriu 62,2 mil toneladas, com receita de US$ 284,1 milhões, alta de 53,8% em volume e de 58,9% em valor. Já a União Europeia, terceiro maior destino em valor para a carne bovina brasileira no semestre, importou 51,2 mil toneladas e movimentou US$ 452,3 milhões, crescimento de 18,2% em volume e de 53,5% em valor.

Em junho, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 317,3 mil toneladas, volume 16,6% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, quando foram embarcadas 272,2 mil toneladas. A receita obtida com as exportações somou US$ 1,975 bilhão, resultado 38,1% superior ao registrado em junho de 2025.

O produto in natura respondeu por 279,7 mil toneladas (88,1% do volume exportado) e US$ 1,83 bilhão (92,6% da receita). As carnes industrializadas representaram 8,5 mil toneladas (2,7%) e US$ 74 milhões (3,8%), seguidas por miúdos, com 20,1 mil toneladas (6,3%) e US$ 46,3 milhões (2,3%), gorduras (6,2 mil toneladas e US$ 16 milhões), tripas (2,7 mil toneladas e US$ 9,3 milhões) e carnes salgadas (131 toneladas e US$ 754 mil).

A China se manteve como principal destino da carne bovina brasileira em junho, responsável por 161,9 mil toneladas, aumento de 19% em relação a junho de 2025, e US$ 1,08 bilhão em receita, crescimento de 39,5%. Os Estados Unidos ficaram na segunda posição, com 26,4 mil toneladas, redução de 8,3%, e US$ 192,9 milhões, alta de 16,4%. O Chile ocupou o terceiro lugar, com 12,9 mil toneladas, crescimento de 67,5%, e US$ 81,7 milhões, avanço de 56,8%. O México apareceu na quarta posição, com 11,8 mil toneladas, aumento de 153,9%, e receita de US$ 74 milhões, alta de 136,6%.

A Indonésia completou o Top 5 em volume, com 10,6 mil toneladas, seguida por Hong Kong (10 mil toneladas), Arábia Saudita (9 mil toneladas), União Europeia (8,2 mil toneladas), Rússia (8,1 mil toneladas) e Filipinas (6,5 mil toneladas). Em receita, a União Europeia figurou como o quarto principal mercado do mês, com US$ 75,2 milhões, atrás apenas de China, Estados Unidos e Chile.

O desempenho de junho consolidou o melhor resultado mensal da série histórica das exportações brasileiras de carne bovina, superando os recordes registrados em maio tanto em volume quanto em receita.





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Preço do glifosato recua mais de 30%



Defensivos registram movimentos distintos em maio



Foto: Divulgação

O preço do glifosato registrou a maior queda entre os insumos agropecuários acompanhados em maio, segundo o Relatório de acompanhamento mensal dos preços de insumos elaborado pelo Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo. O herbicida apresentou retração de 31,6% no período.

De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, a redução está relacionada à menor procura pelo produto, reflexo da substituição por herbicidas genéricos ou por novas tecnologias, em um cenário de margens mais apertadas para os produtores rurais.

Enquanto o glifosato apresentou forte desvalorização, outros defensivos agrícolas registraram aumentos expressivos. O Altacor teve alta de 49,5% e o Gamit avançou 38,6% em maio.

Entre os fertilizantes e corretivos agrícolas, a ureia apresentou queda de 7%. O calcário dolomítico ficou 4,7% mais barato e o gesso registrou retração de 10%.

Segundo o Departamento Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, a redução nesses produtos é resultado da maior disponibilidade no mercado, da diminuição dos custos de produção dos fertilizantes nitrogenados e da menor demanda após o período de preparo das áreas agrícolas.

Os combustíveis também encerraram o mês com preços menores. O diesel recuou 5,2% e o etanol teve queda de 8,8%, movimento atribuído à redução das cotações internacionais do petróleo e aos reajustes praticados no mercado interno.





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