terça-feira, julho 21, 2026

Política & Agro

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Carlos Alberto da Silva deixa legado de dedicação ao agronegócio



Faleceu nesta sexta-feira, 10 de julho de 2026, aos 74 anos, Carlos Alberto da Silva



Foto: Arquivo

Faleceu nesta sexta-feira, 10 de julho de 2026, aos 74 anos, Carlos Alberto da Silva, profissional que construiu uma importante trajetória no setor de defensivos agrícolas.

Carlos atuou na Defensa – Indústria de Defensivos Agrícolas, empresa que foi ligada ao Grupo Cooperativas Central Sul e com histórico de atuação no município de Taquari, no Rio Grande do Sul. Durante sua passagem pela companhia, exerceu o cargo de gerente e participou de uma das primeiras operações de remessa e transporte de agroquímicos realizadas pela empresa.

A Defensa foi considerada uma das precursoras, no Brasil, na área de herbicidas pré-emergentes para a cultura da soja, juntamente com a Nortox. Posteriormente, suas operações, registros e direitos comerciais foram incorporados à Milenia Agrociências, empresa que passou a integrar o grupo ADAMA.

A trajetória profissional de Carlos foi marcada pela dedicação, responsabilidade e contribuição ao desenvolvimento do setor agroquímico. Seu falecimento deixa familiares, amigos e antigos colegas de trabalho consternados.

Neste momento de dor, manifestamos nossos mais sinceros sentimentos aos familiares e amigos de Carlos Alberto da Silva, desejando força e conforto a todos.

Informações sobre a despedida

O velório será realizado no dia 11 de julho de 2026, a partir das 10h, na Capela K do Cemitério Jardim da Paz.

O encerramento do velório e a cerimônia de despedida acontecerão às 15h, no mesmo local.





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Governo brasileiro está preocupado com eventuais novas tarifas dos EUA, diz…


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BRASÍLIA, 1 Jun (Reuters) – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta segunda-feira que o governo está preocupado com uma eventual imposição de tarifas pelo governo do país norte-americano sobre produtos brasileiros.

Em entrevista ao STB News, Durigan afirmou que essa aplicação de tarifas por meio da Seção 301, que investiga supostas práticas comerciais desleais do Brasil, se confirmada, seria feita à revelia dos “bons argumentos” e justificativas já apresentados pelo governo brasileiro.

(Por Bernardo Caram, edição de Camila Moreira)

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Setor arrozeiro perde força na negociação



Empresas negociam em condições de pressão


Empresas negociam em condições de pressão
Empresas negociam em condições de pressão – Foto: José Luis da Silva Nunes

A relação entre indústria e varejo no mercado de arroz expõe um desequilíbrio construído ao longo de anos, com impacto direto sobre a capacidade de negociação do setor produtivo. A avaliação é de Sergio Cardoso, analista da cadeia de arroz, em análise divulgada pelo canal Pampa Gaúcho.

Segundo Cardoso, a concentração do debate no tamanho das grandes redes varejistas desvia a atenção do problema central. Para ele, o varejo cumpre sua função ao acompanhar o mercado, identificar oportunidades e comprar nos momentos mais favoráveis. A questão principal, portanto, é entender como a indústria do arroz passou a depender tanto desse canal para escoar sua produção.

Essa dependência, conforme a análise, não surgiu de forma repentina. Ela está associada a fatores estruturais que se acumularam ao longo do tempo e reduziram a força comercial das empresas do setor. Entre os pontos citados estão a elevada capacidade ociosa, a necessidade constante de geração de caixa, o beneficiamento de estoques de terceiros, a concorrência intensa entre indústrias e a complexidade do ambiente tributário.

Esse conjunto de fatores faz com que muitas empresas negociem em condição de pressão, mesmo em momentos nos quais a oferta mais restrita poderia abrir espaço para recuperação de margens. Um exemplo citado ocorreu antes das enchentes de maio de 2024, quando compradores do Grupo Mateus percorreram o Rio Grande do Sul e Santa Catarina em busca de arroz. Mesmo em um cenário de menor disponibilidade, conseguiram fechar negócios em condições comerciais consideradas favoráveis.

Para Cardoso, o episódio mostra que parte da indústria ainda vende orientada pela necessidade imediata de caixa, e não por uma estratégia comercial mais estruturada. Dessa forma, o desafio não está em atribuir ao varejo a responsabilidade pelo desequilíbrio, mas em fortalecer a própria indústria.

A análise aponta que a recuperação do poder de negociação passa pela construção de um setor menos dependente, com maior capacidade de planejamento, geração de valor e atuação coordenada dentro da cadeia do arroz.





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Soja recua em Chicago e armazéns pressionam mercado


O mercado da soja encerrou a quarta-feira com sinais mistos entre Chicago e as principais regiões produtoras do Brasil, em um cenário marcado por ajustes técnicos, câmbio firme, custos logísticos elevados e pressão sobre a armazenagem. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos da oleaginosa fecharam em baixa na CBOT após realização de lucros e vendas técnicas no fim do pregão, apesar do suporte vindo da alta do petróleo e de novas tensões geopolíticas.

O contrato de julho recuou 0,15%, para US$ 11,95 por bushel, enquanto agosto caiu 0,04%, a US$ 11,9325. O farelo perdeu 1,23%, mas o óleo de soja avançou 3,29%. O USDA confirmou venda diária de 472 mil toneladas para a China, sendo 136 mil toneladas da safra antiga e 336 mil da nova.

No Brasil, o Rio Grande do Sul manteve preços firmes, com a saca entre R$ 131 e R$ 132 no interior e R$ 139 no porto de Rio Grande. No Paraná, a safra recorde e a valorização do dólar sustentaram o mercado, mas a disputa por espaço nos silos cresceu com o avanço do milho safrinha. Paranaguá registrou R$ 139,50 por saca.

Em Mato Grosso do Sul, as exportações de junho cresceram 7,56%, para 926,6 mil toneladas, enquanto o déficit de armazenagem supera 12,4 milhões de toneladas. Em Mato Grosso, as exportações do primeiro semestre atingiram recorde de 24,06 milhões de toneladas, mas o aumento do endividamento rural e dos custos de custeio pressiona a preparação da safra 2026/2027.

Em Santa Catarina, os negócios seguiram moderados, com atenção aos fretes, ao custo do diesel e à capacidade estreita de armazenagem. Em todas as regiões, o escoamento e a disponibilidade de espaço nos silos permanecem entre os principais fatores de pressão sobre produtores e negociações.





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Pressão externa derruba contratos futuros de milho


O mercado de milho encerrou a quarta-feira sob pressão, com recuo nos contratos futuros e baixa liquidez em importantes regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, a B3 acompanhou o movimento de queda do dólar e de Chicago, enquanto o mercado físico permaneceu travado e com poucos negócios.

Na bolsa brasileira, julho de 2026 fechou a R$ 64,90, com baixa diária de R$ 0,04 e alta semanal de R$ 0,06. Setembro terminou a R$ 68,02, recuo de R$ 0,25 no dia e de R$ 0,32 na semana, enquanto novembro encerrou a R$ 71,21, queda de R$ 0,06 na sessão e de R$ 0,10 na semana.

No Rio Grande do Sul, as indicações variam entre R$ 56 e R$ 65 por saca, com média estadual de R$ 59,08. Compradores abastecidos e oferta confortável limitam as negociações, enquanto a expectativa de uma segunda safra recorde dificulta uma recuperação mais consistente dos preços.

Em Santa Catarina, os preços pedidos ficam próximos de R$ 65, enquanto a demanda gira ao redor de R$ 60, mantendo a liquidez reduzida. A diferença entre vendedores e compradores segue como principal entrave para novos negócios.

No Paraná, as indicações permanecem perto de R$ 60 por saca, diante de ofertas de compra ao redor de R$ 55 CIF. A colheita da segunda safra alcançou 5% da área, mas chuvas frequentes e a elevada umidade dos grãos reduzem o ritmo dos trabalhos.

Em Mato Grosso do Sul, as cotações variam de R$ 48,67 a R$ 50,20 por saca. O avanço da colheita amplia a oferta e limita reações nos preços, enquanto o segmento de bioenergia sustenta parte da demanda regional. A colheita da safrinha atingiu 4% da área, favorecida pela redução das chuvas e pela secagem natural dos grãos, embora o ritmo ainda esteja abaixo dos padrões históricos.





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Baixa demanda pressiona negociações de trigo


O mercado de trigo no Sul do Brasil segue com ritmo lento, baixa demanda e negociações pontuais, enquanto compradores mantêm cautela e produtores acompanham preços pressionados e incertezas para a próxima safra. Segundo a TF Agroeconômica, o Rio Grande do Sul entrou em um canal de leve baixa, com estimativa de 12 mil toneladas negociadas na semana e poucos moinhos atuando nas compras.

No mercado gaúcho, o trigo pão, que até 19 de junho era negociado a R$ 1.350 por tonelada no interior, recuou para R$ 1.330 a R$ 1.320 entre 22 e 26 de junho e chegou a R$ 1.300 nesta semana, para retirada em agosto. A moagem permanece baixa diante da demanda enfraquecida. Em Panambi, o preço de balcão ao produtor subiu para R$ 70,02 por saca.

Para a próxima safra, há preocupação com custos elevados, preços achatados, risco de El Niño e possibilidade de alto teor de DON. Cooperativas do centro e noroeste gaúcho mencionam redução de até 40% na área, ainda sem confirmação oficial. A Emater-RS estima produção de cerca de 2,2 milhões de toneladas, ante 3,8 milhões a 4 milhões de toneladas na safra anterior, com déficit projetado de aproximadamente 1,9 milhão de toneladas.

Em Santa Catarina, vendedores permanecem afastados à espera de preços melhores. Houve negócios de trigo do Rio Grande do Sul para o estado a R$ 1.350 por tonelada para o tipo 1 e R$ 1.240 para o tipo 2. No balcão, os preços ficaram majoritariamente estáveis, com alta em Chapecó para R$ 71 por saca.

No Paraná, a queda do dólar acelerou compras de trigo paraguaio, enquanto o mercado local segue sem grande disposição compradora. Nos Campos Gerais, foram negociadas entre 8 mil e 10 mil toneladas na semana, com referência de R$ 1.450 por tonelada CIF moinho. No Norte, os preços variam entre R$ 1.520 e R$ 1.530, em cenário de pouca oferta.





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Soja bate recorde histórico em desafio nacional


O Comitê Estratégico soja Brasil (CESB) registrou a maior produtividade da história do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de soja na safra 2025/26. O recorde foi de 156,13 sacas por hectare, alcançado em uma lavoura de Major Vieira (SC), consolidando um novo patamar para a competição e reforçando a importância da integração entre genética, ambiente de produção e manejo.

O resultado garantiu ao produtor Lourival Ruthes, da Agrícola Lourival Ruthes, os títulos de campeão da Região Sul na categoria Sequeiro e campeão nacional da edição. Na categoria Irrigado, o vencedor nacional foi Luis Fernando Benaglia de Oliveira, da Fazenda Lago Bonito, em Mundo Novo (GO), com produtividade de 138,97 sacas por hectare.

Daniel Glat, presidente do CESB, destaca que cada tema do Fórum foi conduzido com foco em aplicação prática e tomada de decisão. “Abordamos, ao longo dos dois dias, o estabelecimento da cultura e qualidade do plantio, a agricultura digital e de precisão, a sanidade da soja em sistemas de alta produtividade, e o manejo nutricional da soja, entre outros pontos fundamentais para unir produtividade, sustentabilidade e rentabilidade”.

Os campeões foram anunciados durante o Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja, realizado nos dias 7 e 8 de julho, em Indaiatuba (SP). O evento reuniu especialistas, pesquisadores, consultores e produtores para discutir práticas voltadas ao aumento da produtividade, sustentabilidade e rentabilidade da cultura.

A edição 2025/26 também registrou crescimento na participação. Foram 5.300 inscrições, alta de cerca de 12% em relação à safra anterior, envolvendo produtores de 1.061 municípios em 18 estados. O número de áreas auditadas também avançou, passando de 812 para 922, crescimento de 13,5%. “Com abrangência em todas as regiões produtoras, o Desafio CESB oferece um retrato técnico privilegiado e de alta performance da sojicultura brasileira”, acrescenta o Diretor Executivo do CESB, Luiz Silva.

 





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Grãos abrem em queda com cautela antes de relatório



No trigo, as cotações corrigem levemente após as altas recentes


No trigo, as cotações corrigem levemente após as altas recentes
No trigo, as cotações corrigem levemente após as altas recentes – Foto: Divulgação

Os mercados de grãos iniciam esta quinta-feira com movimentos de ajuste, cautela antes de novos dados oficiais e atenção redobrada ao clima e à geopolítica. Segundo a TF Agroeconômica, trigo, soja e milho operam com viés de baixa em Chicago, enquanto fatores distintos seguem influenciando cada cultura.

No trigo, as cotações corrigem levemente após as altas recentes, com realização de lucros, mas ainda permanecem dentro do canal de tendência. O clima e a expectativa pelo relatório de julho do USDA, previsto para amanhã, também pressionam o mercado. No físico, o Paraná registrou R$ 1.373,81 por tonelada, alta diária de 0,72%, enquanto o Rio Grande do Sul ficou em R$ 1.312,48, com recuo de 0,87%.

A soja também recua em Chicago, em meio ao ajuste de posições dos fundos antes do relatório mensal de oferta e demanda. O clima segue como principal fator de risco, diante da previsão de temperaturas elevadas e chuvas abaixo da média em partes do Cinturão do Milho dos Estados Unidos. A demanda chinesa permanece como suporte, após compras recentes do produto norte-americano. No Brasil, produtores aceleraram as vendas e negociaram quase 4 milhões de toneladas em poucos dias, favorecidos por preços melhores e câmbio favorável. As tensões entre Estados Unidos e Irã também elevaram o petróleo e deram sustentação ao óleo de soja.

No milho, as cotações aprofundam a queda iniciada no dia anterior, corrigindo os ganhos do começo da semana após frustração com as expectativas de compras chinesas. O avanço do conflito no Oriente Médio pode, porém, alterar essa direção. O mercado agora aguarda o relatório do USDA e acompanha o ambiente internacional, que poderá definir novos movimentos nos próximos dias.





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Calor anômalo eleva temperaturas no inverno brasileiro


O calor ganha força nos próximos dias e coloca grande parte do Brasil em alerta: além de temperaturas próximas de 40°C, a baixa umidade aumenta os riscos à saúde.

Enquanto temperaturas mínimas próximas de 0°C vêm predominando na Região Sul do Brasil esta semana, a metade norte do país entra em alerta para temperaturas máximas elevadas, que podem ser consideradas extremas para esta época do ano.

Até sábado (11), as temperaturas próximas de 40°C avançam do Norte e Nordeste em direção ao Centro-Oeste e ao Sudeste, onde os termômetros podem atingir entre 33°C a 35°C. Confira os detalhes.

Embora no imaginário popular seja ‘normal fazer calor’ no Norte e Nordeste, medidas estatísticas alertam que as temperaturas previstas estão muito acima do normal para a época, mesmo considerando o fato de que as temperaturas são naturalmente mais altas nessas áreas.

A normal climatológica (1991-2020) do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) para temperatura máxima mostra que os valores médios ficam entre 33°C e 35°C na maior parte da metade norte, com pequenas áreas entre o Pará, Tocantins, Mato Grosso e Piauí apresentando médias entre 35°C e 37°C.

Já no sul do Centro-Oeste e no Sudeste, as temperaturas máximas para julho variam em torno de 23°C a 33°C. Desta forma, as temperaturas previstas para o decorrer desta semana são anômalas, mesmo considerando as particularidades de cada região.

O índice de previsão extrema (EFI) para temperatura máxima do modelo ECMWF compara a previsão com a climatologia do próprio modelo. Valores entre 0,5 e 0,8 indicam que um evento incomum é provável, enquanto valores entre 0,8 e +1 indicam alta probabilidade de ocorrência de temperaturas extremas. Nos mapas abaixo, essa intensidade é representada pela escala de cores que varia do amarelo ao vermelho.

O limiar estatístico considerado neste produto corresponde ao quantil 99 da climatologia do modelo, ou seja, ao valor acima do qual se encontram apenas 1% das temperaturas máximas mais elevadas registradas para aquele local e período do ano. Assim, áreas destacadas indicam potencial para temperaturas excepcionalmente altas em relação ao que é normalmente esperado para a época.

Os mapas mostram que, a partir de quinta-feira (9), a área de alerta para temperaturas extremas se concentra entre o Brasil Central e o Nordeste. Até o fim da semana, essa área se expande progressivamente em direção ao sul, alcançando o Sudeste no sábado (11), quando a região também passa a apresentar elevado potencial para ocorrência de calor extremo.

Os maiores valores de temperatura máxima previstos para o decorrer da semana se aproximam de 40°C. O modelo ECMWF prevê máximas que podem se aproximar ou ultrapassar 37°C entre o Piauí, Maranhão, Tocantins, Goiás e Mato Grosso entre quinta-feira (9) e sábado (11).

No Sudeste, as temperaturas podem ultrapassar 30°C a partir de sexta-feira (10), especialmente no interior de São Paulo, Triângulo Mineiro e norte de Minas Gerais. No sábado (11) as temperaturas continuam subindo e podem se aproximar de 35°C nestas áreas, enquanto na capital paulista os termômetros se aproximam de 30°C.

O modelo GFS, por sua vez, prevê um cenário ainda mais extremo, com valores entre 38°C e 39°C se espalhando sobre uma ampla área que abrange estados do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A diferença entre as temperaturas previstas se deve, principalmente, à resolução espacial e à forma como cada modelo representa a atmosfera. O ECMWF, por exemplo, possui maior resolução e consegue “enxergar” mais detalhes do relevo e da superfície. Além disso, cada modelo possui suas próprias parametrizações e equações para simular os processos atmosféricos. Assim, embora todos sejam baseados nas mesmas leis da física, é esperado que apresentem diferenças nos campos previstos.

Além do calor extremo, a massa de ar quente também favorece uma redução acentuada da umidade relativa do ar. Em diversas áreas, os valores já ficam abaixo de 30% durante as tardes e devem cair ainda mais ao longo da semana, atingindo índices inferiores a 20% em alguns locais.

Ao mesmo tempo, a área sob baixa umidade também se expande, acompanhando o avanço da massa de ar quente e abrangendo uma extensa faixa entre o Brasil Central, o Nordeste e grande parte do Sudeste até o fim de semana.

A combinação de altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar representa um risco à saúde, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares.

Recomenda-se aumentar o consumo de água, evitar atividades físicas e exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes do dia e umidificar os ambientes sempre que possível.





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Cesta básica fica mais cara em 17 capitais brasileiras em junho


A cesta básica ficou mais cara em 17 capitais brasileiras em junho. Nas demais capitais e no Distrito Federal, o custo médio da cesta caiu.

Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a principal elevação ocorreu em Boa Vista, com aumento médio de 3,28%. Em seguida, aparecem Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%).

A maior redução, por sua vez, foi constatada em João Pessoa, onde o custo médio caiu 3,97%. Na sequência, aparecem Recife (-3,62%) e Maceió (-3,61%).

Nos primeiros seis meses do ano, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 4,02%, em São Luís, e 21,48%, em Fortaleza.

Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da cesta no mês passado foi o feijão, que subiu em todas as cidades analisadas. Segundo a pesquisa, as valorizações do produto têm sido provocadas pela redução da área cultivada e pelas adversidades climáticas que afetaram a primeira e a segunda safras.

Também houve aumentos nos preços do arroz agulhinha, na carne bovina de primeira e no leite integral.

Em junho, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ 965,47, seguida por Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42).

Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07).

Com base na cesta mais cara do país, que em março foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que valor do mínimo em junho deveria ser de R$ 8.110,92. O montante é cinco vezes superior ao salário mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621.





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