terça-feira, julho 21, 2026

Política & Agro

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Mesmo com desafios geopolíticos, exportações são recordes no 1º semestre



Resultado evidencia a capilaridade da base de parceiros comerciais


Foto: Divulgação

Os conflitos no Oriente Médio que se estendem desde o primeiro trimestre deste ano trouxeram preocupações ao setor avícola exportador brasileiro – vale lembrar que a região foi destino de quase 25% dos embarques de carne de frango em 2025. Apesar disso, as exportações brasileiras de carne vêm registrando desempenho recorde ao longo de 2026.

Segundo pesquisadores do Cepea, esse resultado evidencia a capilaridade da base de parceiros comerciais do setor avícola nacional. Assim, no balanço do primeiro semestre, ainda que os envios aos Emirados Árabes Unidos tenham recuado 8,3% frente ao mesmo período de 2025, foram expressivos os avanços nas vendas ao Japão (+21,2%) e à África do Sul (+38,3%).

Pesquisadores do Cepea indicam que os desdobramentos do conflito no Oriente Médio comprometeram o tráfego no Estreito de Ormuz e dificultaram o recebimento da proteína na região.

A todos os destinos, de acordo com levantamento da Secex, as exportações brasileiras de carne de frango (in natura e processada) somaram 2,9 milhões de toneladas nos primeiros seis meses de 2026, recorde para o período considerando-se a série histórica da Secretaria, iniciada em 1997. O volume embarcado representou alta de 12,9% frente às 2,6 milhões de toneladas comercializadas no mesmo período do ano anterior.





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Embarques no 1º semestre têm melhor desempenho da história



A expectativa é de que as exportações permaneçam em níveis elevados


Foto: Pixabay

No primeiro semestre deste ano, as exportações brasileiras de carne bovina (em geral) estiveram aquecidas e foram as mais elevadas da história. De acordo com o Cepea, esse resultado reflete a combinação entre a elevada competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, a oferta consistente de animais para abate ao longo do semestre e a demanda firme dos principais importadores.

Segundo o Centro de Pesquisas, além da manutenção das compras chinesas em patamares elevados, o avanço das aquisições pelos Estados Unidos reforça a diversificação dos mercados de destino e contribui para manter o ritmo dos embarques brasileiros em patamares recordes.

De acordo com pesquisadores do Cepea, para o segundo semestre, a expectativa é de que as exportações permaneçam em níveis elevados. No entanto, esse desempenho dependerá da evolução da demanda dos principais parceiros comerciais, especialmente da China, uma vez que a cota anual de importação de carne bovina brasileira, de 1,106 milhão de toneladas está próxima de ser atingida. Esse fator pode impactar os embarques entre julho e setembro. Além disso, pesquisadores do Cepea também destacam que o comportamento das exportações também dependerá das condições da oferta doméstica de gado para abate e da evolução do câmbio.





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Novamente impulsionados pelo mercado chileno, embarques são recordes



O Chile manteve a liderança dentre os maiores destinos


Foto: Divulgação

As exportações brasileiras de ovos, in natura e processados, voltaram a crescer em junho. Segundo pesquisadores do Cepea, o avanço foi impulsionado sobretudo pelo aumento dos envios da proteína ao Chile.

De acordo com dados da Secex, compilados e analisados por pesquisadores do Cepea, o Brasil exportou a todos os destinos 2,59 mil toneladas de ovos in natura e processados em junho, quantidade 19% acima da embarcada em maio, porém, 60% abaixo da de junho/25.

O Chile manteve a liderança dentre os maiores destinos pelo quinto mês consecutivo, sendo destino de 1,87 mil toneladas de ovos in natura e processados em junho, volume 41% superior ao de maio.

Pesquisadores do Cepea destacam que, em abril deste ano, o Chile confirmou o primeiro caso de gripe aviária em granja comercial e a desde então, tem intensificado as compras da proteína do Brasil.





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USDA ajusta projeções para oferta mundial de soja


As novas projeções para a oferta e a demanda global de soja em julho mostraram aumento na expectativa de produção mundial, redução dos estoques finais e ajustes nas estimativas de exportação e importação entre os principais países produtores e consumidores. Os números foram divulgados no Relatório de Oferta e Demanda dos Produtos Agropecuários do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

No cenário mundial, a produção de soja foi estimada em 441,70 milhões de toneladas, acima dos 441,34 milhões previstos em junho. Em sentido contrário, os estoques finais foram reduzidos de 124,88 milhões para 124,17 milhões de toneladas.

Para o Brasil, o USDA manteve a produção em 186 milhões de toneladas. A projeção para os estoques finais caiu de 37,39 milhões para 36,89 milhões de toneladas, enquanto as exportações foram elevadas de 117,5 milhões para 118 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, a estimativa de produção subiu de 120,70 milhões para 121,79 milhões de toneladas. A produtividade foi mantida em 59,40 sacas por hectare. A área plantada avançou de 34,28 milhões para 34,56 milhões de hectares, e a área colhida passou de 33,87 milhões para 34,16 milhões de hectares. As exportações cresceram de 44,36 milhões para 45,18 milhões de toneladas, enquanto estoques finais, esmagamento e importações permaneceram inalterados.

Na Argentina, não houve mudanças nas projeções de julho. A produção seguiu estimada em 50 milhões de toneladas, os estoques finais em 24,22 milhões e as exportações em 6,2 milhões de toneladas.

Na China, a produção permaneceu em 21 milhões de toneladas e os estoques finais em 44,27 milhões. Já a expectativa de importação aumentou de 114 milhões para 115 milhões de toneladas.





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Após tombo nos preços, ureia entra em fase de recuperação


StoneX vê redução das tensões no mercado internacional, mas alerta que estoques abaixo da média, gargalos logísticos e juros elevados ainda desafiam produtores e compradores**

O mercado de **fertilizantes** deve ganhar maior previsibilidade no terceiro trimestre de 2026, diante do avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã e da possível normalização da navegação pelo Estreito de Ormuz. A avaliação consta na 36ª edição do Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX. No Brasil, porém, o cenário exige atenção imediata, porque as compras de ureia e MAP permanecem abaixo da média histórica e o abastecimento da próxima safra de verão entra em uma fase decisiva.

A redução dos riscos no Oriente Médio pode contribuir para a retomada dos fluxos comerciais e aliviar parte das restrições que afetaram a oferta mundial nos últimos meses. Outro elemento favorável é a expectativa de retorno gradual das exportações chinesas de ureia. Mesmo assim, a StoneX ressalta que a melhora do ambiente internacional não terá o mesmo efeito sobre todos os fertilizantes, já que nitrogenados, fosfatados e potássicos apresentam fundamentos distintos.

Para Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o avanço das negociações diplomáticas amplia a visibilidade dos participantes do setor, embora não afaste completamente a possibilidade de novos episódios de instabilidade. “A evolução das tratativas diplomáticas representa um fator importante para a redução dos riscos no mercado global de fertilizantes. Embora não elimine a possibilidade de novos episódios de instabilidade, esse cenário contribui para melhorar a visibilidade dos agentes do setor e reforça as expectativas de normalização dos fluxos comerciais ao longo do segundo semestre”, afirma.

A principal preocupação para o mercado doméstico está na necessidade de recompor estoques para os próximos ciclos agrícolas. Segundo a StoneX, os volumes adquiridos de ureia e MAP ainda estão abaixo do padrão histórico, situação que pode provocar uma aceleração das importações nas próximas semanas. A movimentação ocorre em meio a janelas logísticas limitadas, possíveis mudanças na demanda internacional e incertezas relacionadas ao comportamento das monções na Índia.

Nesse contexto, a queda das cotações não deve ser o único fator considerado pelos compradores. Produtores, cooperativas, distribuidores e empresas precisam avaliar também o tempo necessário para importação, desembarque, transporte e entrega dos insumos nas regiões agrícolas. Uma eventual concentração de pedidos pode elevar a pressão sobre a estrutura logística justamente quando o país se aproxima do período de maior necessidade de abastecimento.

“Os preços se tornaram mais atrativos, mas a atenção dos compradores deve se voltar cada vez mais para a execução logística e para o abastecimento físico. As decisões tomadas nas próximas semanas serão determinantes para garantir a disponibilidade de fertilizantes durante a próxima temporada agrícola”, observa Pernías.

A avaliação indica que adiar as aquisições na expectativa de novas quedas pode aumentar a exposição a riscos de disponibilidade e prazo. Isso não significa, segundo o material, que todos os preços subirão, mas que a decisão comercial precisa considerar o mercado físico e a capacidade de entrega. Para o setor produtivo, o planejamento passa a ter importância semelhante à negociação do valor do insumo.

Entre os nitrogenados, a ureia apresentou uma das correções mais intensas após o período de maior tensão no Oriente Médio. No mercado brasileiro, os preços CFR chegaram perto de US$ 800 por tonelada em abril e recuaram aproximadamente 50% em apenas nove semanas, conforme os dados divulgados pela StoneX. O movimento melhorou parte das relações de troca para os produtores, mas também reduziu a margem para novas quedas relevantes no curto prazo.

Com os preços em níveis mais baixos, o mercado volta a direcionar a atenção para a demanda. Entre os fatores monitorados estão uma possível retomada das compras da Índia e a necessidade de reposição dos estoques destinados à safrinha de milho no Brasil. Na análise da StoneX, parte expressiva dos elementos que pressionavam as cotações para baixo já foi incorporada pelo mercado.

“Os preços já absorveram uma parcela importante dos fatores baixistas que pressionavam o mercado. Com valores mais baixos, o foco dos participantes volta a se concentrar nos fundamentos de demanda, especialmente diante da possível retomada das compras pela Índia e da necessidade de recomposição de estoques para a safrinha de milho no Brasil”, explica Pernías.

A consequência é uma mudança no equilíbrio de riscos dos nitrogenados. Depois da forte desvalorização, cresce a possibilidade de recuperação das cotações nos próximos meses. A intensidade desse movimento dependerá do ritmo das compras internacionais, da reposição dos estoques brasileiros e da evolução dos fluxos globais de oferta.

O cenário é diferente no mercado de fosfatados. A normalização logística no Oriente Médio pode favorecer alguma redução das cotações, mas a StoneX considera que esse ajuste tende a ser mais lento. A oferta limitada de enxofre, matéria-prima necessária para a produção desses fertilizantes, continua elevando os custos industriais e restringindo a atividade das fábricas em diferentes regiões.

A menor disponibilidade de enxofre reduziu as taxas de utilização das unidades produtivas e limitou a oferta global. Por isso, a melhora das rotas comerciais não seria suficiente para levar os preços rapidamente aos níveis anteriores ao conflito. O relatório aponta que as condições estruturais da produção devem continuar exercendo influência sobre o mercado.

“A melhora no fluxo logístico não significa que o mercado retornará imediatamente às condições observadas antes do conflito. A disponibilidade de enxofre continua sendo um fator determinante para a oferta global de fosfatados, o que pode tornar qualquer ajuste de preços mais gradual e cercado de incertezas”, destaca o analista.

A restrição da matéria-prima também diminui as chances de uma retomada mais consistente das exportações chinesas de MAP e DAP. Como resultado, esses produtos podem permanecer em níveis historicamente elevados por um período maior. Para o comprador brasileiro, o acompanhamento da oferta física e dos custos industriais será essencial na definição das estratégias de aquisição.

O potássio apresenta o quadro mais equilibrado entre os três principais grupos analisados. Conforme a StoneX, não existem sinais relevantes de aperto na oferta global, enquanto os compradores mantêm cautela e resistem a valores mais altos. A combinação desses fatores reduz a possibilidade de movimentos acentuados nas cotações durante o terceiro trimestre.

“Os fundamentos do mercado de potássicos permanecem relativamente equilibrados. Não há, neste momento, uma combinação de demanda forte ou restrições de oferta que justifique movimentos expressivos de alta ou de baixa dos preços”, afirma Pernías.

A projeção é de manutenção de condições de compra próximas às atuais. Essa estabilidade relativa pode proporcionar maior previsibilidade para o planejamento, mas não representa necessariamente uma queda dos valores. As decisões continuarão dependendo das necessidades de cada operação, do calendário de aplicação e das condições comerciais disponíveis.

Mesmo com a redução das incertezas geopolíticas, o ambiente financeiro permanece desfavorável para parte dos produtores. A StoneX destaca que os juros elevados no Brasil e nos Estados Unidos continuam encarecendo o financiamento e pressionando as margens do setor rural. Dessa forma, a melhora nas condições do mercado internacional não se traduz automaticamente em maior rentabilidade.

O produtor precisa analisar o custo do fertilizante em conjunto com as relações de troca, as despesas financeiras e as condições de pagamento. A disponibilidade de um insumo mais barato pode ter efeito limitado quando a aquisição depende de crédito caro. Esse cenário deve continuar sendo um dos principais desafios para o agronegócio durante o segundo semestre. “Mesmo com a redução das incertezas geopolíticas e um mercado mais equilibrado, a rentabilidade do produtor continua sendo impactada pelo elevado custo do capital. Por isso, a melhora das condições de mercado não implica uma normalização imediata do ambiente financeiro para o agronegócio”, conclui Pernías.

 





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RS entra em alerta para temporais e chuva intensa



Volta de chuvas intensas e temporais previstos para o RS na próxima semana



Foto: Arquivo

O Rio Grande do Sul pode enfrentar temporais isolados neste fim de semana e eventos de chuva mais intensa a partir de quinta-feira, 16 de julho. Segundo dados divulgados pela Defesa Civil RS, o retorno do ar quente e úmido aumenta o risco de tempestades severas e precipitações volumosas no Estado. O Centro de Monitoramento da Defesa Civil do Estado acompanha a evolução das condições meteorológicas e indica a possibilidade de eventos de maior intensidade ao longo da próxima semana.

De acordo com a Defesa Civil RS, o cenário ainda permanece sob monitoramento. As regiões potencialmente mais afetadas e os volumes de chuva esperados devem ser detalhados nos próximos dias, conforme sejam divulgadas novas rodadas dos modelos de previsão.

Antes disso, o Estado já pode registrar instabilidades entre esta sexta-feira, 10 de julho, e sábado, 11 de julho. Segundo dados divulgados pela Defesa Civil RS, há previsão de temporais isolados e de chuva moderada a forte em diferentes áreas gaúchas.

Os temporais podem ser acompanhados por queda de granizo nas regiões Noroeste, Norte e Nordeste. Também há condições para chuva moderada a forte no Centro-Norte, Nordeste, Vales, Serra, Litoral Norte e Missões, de acordo com a Defesa Civil RS.

 





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Adoção de microrganismos benéficos na agricultura é tema central da XXII Relare



Evento acontece entre 19 e 20 de agosto



Foto: Antonio Neto/ Arquivo Embrapa

A XXII Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologias de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola (Relare) será realizada nos dias 19 e 20 de agosto, no Centro de Eventos Sistema FIEP, em Curitiba (PR). O evento é  promovido pela Embrapa, em parceria com a Croplife e com a  Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPiiBio), e com o apoio dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT Microagro) e da Fundação Araucária.

A Relare irá reunir aproximadamente 300 participantes, entre cientistas, comunidade acadêmica, órgãos de fiscalização, representantes da indústria e consultores. A Reunião promove discussão técnica sobre o uso de microrganismos benéficos na agricultura, abordando protocolos de análise de qualidade e validação de novos produtos. O encontro tem como objetivo debater e compartilhar dados técnico-científicos voltados  à sustentabilidade da produção agropecuária.  

Trabalhos científicos – A comissão organizadora da Relare está recebendo até o dia 10 de agosto os trabalhos científicos, na forma de Resumos. Os trabalhos serão apresentados em Sessão de Pôsteres e publicados nos anais da XXII RELARE. Os resumos deverão ser submetidos até a data limite no sistema de inscrição do evento. Para enviar os trabalhos, o participante deverá previamente fazer a inscrição.

Serviço

XXII Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologias de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola (Relare) 

Data: 19 e 20 de agosto

Local: Centro de Eventos Sistema FIEP, em Curitiba (PR)

Mais informações www.embrapa.br/soja/relare

 





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USDA reduz projeção para produção mundial de milho


As estimativas para a safra mundial de milho passaram por ajustes na atualização de julho, indicando mudanças no quadro de oferta e demanda do cereal em importantes produtores e consumidores. Os dados constam no Relatório de Oferta e Demanda de Produtos Agropecuários de julho, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

No cenário global, a produção foi revisada de 1,30038 bilhão para 1,29709 bilhão de toneladas, enquanto os estoques finais recuaram de 281,22 milhões para 275,26 milhões de toneladas, refletindo uma redução na disponibilidade do cereal.

Para o Brasil, as estimativas permaneceram inalteradas em relação ao levantamento anterior. A produção foi mantida em 139 milhões de toneladas, assim como os estoques finais, projetados em 11,10 milhões de toneladas, e as exportações, estimadas em 44 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, o USDA promoveu um leve ajuste na produção, que passou de 406,29 milhões para 406,42 milhões de toneladas. A produtividade foi mantida em 191,43 sacas por hectare. Os estoques finais caíram de 49,78 milhões para 45,46 milhões de toneladas, enquanto a projeção de exportações aumentou de 80,01 milhões para 81,28 milhões de toneladas. O uso de milho para a produção de etanol permaneceu em 142,25 milhões de toneladas, sem alterações. Também foram mantidas as estimativas de área plantada, em 38,57 milhões de hectares, área colhida, em 35,37 milhões de hectares, e importações, em 640 mil toneladas.

Na Argentina, não houve mudanças nas projeções. A produção foi mantida em 55 milhões de toneladas, os estoques finais em 4,01 milhões de toneladas e as exportações em 38 milhões de toneladas.

Entre outros países, a Ucrânia manteve a produção em 30 milhões de toneladas e as exportações em 23 milhões de toneladas, mas teve redução nos estoques finais, de 2,56 milhões para 2,06 milhões de toneladas. Na China, a produção permaneceu em 307 milhões de toneladas e as importações em 6 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais passaram de 166,13 milhões para 165,13 milhões de toneladas.





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O futuro é promissor para o Brasil, dizem especialistas ouvidos no Campo das Ideias


O Seminário Campo das Ideias promoveu na quinta-feira (9/7), no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre, um grande encontro de especialistas em agronegócio e economia para antecipar as demandas do setor. Anfitrião do evento e superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli, disse na abertura que seria um dia importante para compreender onde estamos, a importância do setor, sua responsabilidade e como seguir inovando. Além de Condorelli, deram as boas-vindas ao público o secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Márcio Madalena, e o presidente do Sistema Farsul, Domingos Velho Lopes, que disse que o evento ocorria num teatro “para mostrar à sociedade urbana o que nós fazemos com excelência todos os dias no campo.”

A programação começou com palestra do professor, economista e imortal da Academia Brasileira de Letras, Eduardo Giannetti. Ele falou sobre o cenário macroeconômico e as perspectivas econômicas para o Brasil. Giannetti recapitulou a história da globalização, que começou entre os séculos XIX e XX, e disse que estamos vivendo o final da hiperglobalização, caracterizada pela abertura “de todo o espaço da economia mundial para o capital”, a partir dos anos 1980. Por conta da crise financeira de 2008, da pandemia de Covid, que mostrou a fragilidade da interdependência global, de problemas de geopolítica e das interferências do presidente americano, Donald Trump, esse processo estaria acabando, segundo ele. E o fim da hiperglobalização seria positivo para o Brasil, que tem potencial para ampliar exportações e se tornar um ator global ao negociar ora com EUA, ora com a China, mas que, para isso, precisa incrementar capital humano, infraestrutura (portuária, ferroviária, hidroviária) e a questão fiscal.

O primeiro painel da manhã reuniu o representante da FAO, Jorge Meza, o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, com mediação da secretária de Infraestrutura e Meio Ambiente do RS, Marjorie Kauffmann. Meza fez um balanço do impacto das mudanças climáticas para a produção de alimentos. “No setor agropecuário, adaptação e mitigação são indissociáveis. Os agricultores que se adaptam à mudança climática estão mitigando-a, e vice-versa. Por exemplo, quando um produtor adota sistemas integrados de lavoura, pecuária e floresta, para se adaptar à mudança climática e ter várias opções de renda, também contribui para o sequestro de carbono”, disse.

À tarde, o primeiro painel tratou da importância dos biocombustíveis para o agronegócio com o ex-diretor da ANP, Décio Odonne da Costa, e o vice-presidente de Operações da Be8, empresa gaúcha de energia renovável, Leandro Luiz Zat. Odonne fez um apanhado da história e da importância das fontes de energia para o bem-estar da humanidade e disse que não haverá transição energética mas adição energética, com o crescimento do uso de alternativas energéticas, ou seja, acúmulo de múltiplas fontes, já que uma substituição seria insuficiente para garantir energia a todos. O representante da Be8 mostrou o projeto da planta, falou da importância das famílias rurais para a produção de biodiesel e pediu que não façam distinção entre produção de alimentos e produção para geração de bioenergia. Ele anunciou que a empresa trabalha com expectativa alta para usar o arroz produzido no sul gaúcho como matéria para biocombustível, já que a planta da empresa, no norte do estado, é flexível para receber fontes diversificadas. O painel foi intermediado pelo diretor-presidente da Farsul, Fernando Rechsteiner.

Por fim, o assunto foi leite. Rafael Junqueira, da Lactalis do Brasil, disse que, apesar de ser um dos maiores produtores de leite, o país ainda precisa importar de vizinhos como Uruguai e Argentina porque não produz suficientemente nem para o consumo interno. O desafio é, mais do que superar isso, ser também um exportador de produtos lácteos. “Nosso desafio é, através de tecnologia, produtividade e eficiência, virar esse jogo”, disse.

Já a presidente da CropLife Brasil, que representa empresas especializadas em pesquisa e desenvolvimento de soluções para a produção agrícola sustentável nos setores de mudas e sementes, biotecnologia, defensivos químicos e bioinsumos, trouxe tendências globais para o agronegócio. Segundo Ana Paula Repezza, têm um peso importante para o setor o aumento da população global e a necessidade de melhorar a dieta, a necessidade de uma produção mais sustentável, o uso de tecnologias como Inteligência Artificial e drones, a inovação para a resiliência climática e o jogo geopolítico.





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Quanto a sua fazenda aguenta pagar de arrendamento antes de entrar no vermelho?


Arrendou errado? Você pode estar trabalhando de graça para o dono da terra

Saiba quanto pagar antes de o lucro virar prejuízo

Numa safra de margem apertada, a pergunta que decide o ano não é quanto vale a terra na sua região, e sim quanto a sua fazenda aguenta pagar de arrendamento sem sair no prejuízo.

Na média do Brasil, segundo os dados do Aegro Insights, a soja fechou a safra com receita de cerca de R$ 7.700 por hectare, custo de R$ 5.251 e lucro de R$ 2.511 por hectare, uma lucratividade de 27%. Para quem arrenda, porém, esse lucro não é o fim da linha: é dele que ainda sai o valor da terra. 

Mais do que a lucratividade em percentual, o que importa é a folga que sobra, medida em sacas, porque o dinheiro do produtor é grão. Na média, produzir a soja custou cerca de 45 sacas por hectare, sem o arrendamento. Com o ponto de equilíbrio perto de 44 sacas, sobra uma folga de cerca de 14 sacas por hectare. É dessa folga que sai o arrendamento, o financiamento e o imposto. 

Pagar 20, 25 sacas de arrendamento, como ainda se vê no mercado, não cabe nessa conta: o que era lucro se torna pagamento de terra, e o produtor termina a safra trabalhando para o dono da terra, para o banco e para o governo.

Com o Aegro, você tem clareza desses números e consegue decidir o melhor para a sua fazenda. Saiba mais aqui.

Quanto a terra realmente comporta o arrendamento

Com base nessa folga, dá para estimar o teto do que faz sentido pagar. Para quem arrenda uma área grande só para produzir grão, o valor que fecha a conta hoje é de no máximo cerca de 10 sacas por hectare. 

Para quem arrenda uma parte menor da área, entre 20% e 30%, dilui o custo na operação própria, algo perto de 12 sacas. Para quem produz semente, que agrega mais valor, até 15 sacas. Acima disso, a conta não sobra.

“A lucratividade em percentual importa menos do que a folga que sobra de verdade, e é dela que sai o arrendamento. Hoje, com a conta apertada, essa folga não comporta os valores que o mercado ainda pratica. Decidir isso no achismo custa caro: precisa ser conta, não intuição”, afirma Maurício Schneider, CEO da Aegro.

Quem faz uma boa gestão tem mais espaço para pagar

Quanto a fazenda comporta também depende de quão eficiente ela é. Os dados mostram que as 10% mais rentáveis do país lucram 123% mais que a média, com um custo operacional 26% menor, mesmo produzindo só 15% a mais. 

Ou seja, a folga que paga o arrendamento vem muito mais do controle de custo do que da produtividade. 

Quem gere melhor tem mais espaço para pagar pela terra. Quem não acompanha os próprios números muitas vezes descobre tarde que arrendou no vermelho.

A conta que importa é a da sua fazenda

Decidir o arrendamento pela cotação da região é o erro mais comum, porque a cotação não diz nada sobre a sua operação. O número que importa, quantas sacas sobram por hectare depois do custo, é o da sua fazenda, e depende do seu custo, da sua produtividade e da sua relação de troca.

No Aegro, você acompanha o financeiro e o custo da safra num só lugar e enxerga, em sacas, quanto a sua fazenda realmente comporta de arrendamento antes de assinar o contrato.

Não deixe o arrendamento decidir a sua safra. Agende uma demonstração gratuita do Aegro e faça essa conta com os números da sua fazenda. 

O Aegro é o sistema de gestão de fazendas que une campo e financeiro num só lugar. São mais de 10 mil fazendas e cerca de 5 milhões de hectares gerenciados no Brasil.

 





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