terça-feira, julho 21, 2026

Política & Agro

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Como identificar o nematoide das lesões no café


A identificação antecipada do nematoide das lesões, provocado por espécies do gênero Pratylenchus, pode evitar prejuízos ao desenvolvimento e à produtividade dos cafezais. O organismo ataca o sistema radicular, provoca lesões necróticas nas raízes e compromete a absorção de água e nutrientes, refletindo diretamente no vigor das plantas.

A ocorrência é mais frequente em áreas com solos arenosos ou submetidos a uso intensivo, especialmente em regiões produtoras da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rondônia e São Paulo. Entre dezembro de 2025 e dezembro de 2026, o monitoramento sistemático das lavouras é apontado como uma medida importante para reconhecer os primeiros sinais do problema e confirmar sua presença por meio de análises laboratoriais.

Os sintomas costumam ser confundidos com deficiência nutricional, estresse hídrico ou envelhecimento natural das plantas. Por isso, a observação da parte aérea e das raízes deve ser feita em conjunto. Plantas distribuídas em reboleiras, com crescimento reduzido, folhas amareladas, menor quantidade de ramos produtivos, desfolha precoce e florescimento irregular estão entre os principais indícios de que o sistema radicular pode estar comprometido.

Nas raízes, o sinal mais característico é o aparecimento de lesões alongadas ou irregulares, de coloração marrom-escura a preta, acompanhadas da redução das raízes finas responsáveis pela absorção de água e nutrientes. Diferentemente dos nematoides formadores de galhas, as espécies de Pratylenchus não provocam deformações visíveis, mas causam necroses que facilitam a entrada de fungos e bactérias.

O texto destaca que o nematoide das lesões é um organismo migrador, capaz de entrar e sair dos tecidos das raízes ao longo de seu ciclo. Esse comportamento acelera os danos ao sistema radicular e pode comprometer o desempenho da lavoura durante vários anos, caso o problema não seja identificado.

Além da redução do vigor, o ataque pode diminuir o aproveitamento dos fertilizantes, aumentar a sensibilidade das plantas aos períodos de seca e provocar queda contínua da produtividade. Em áreas de sequeiro e irrigadas, a presença do nematoide também favorece a desuniformidade do cafezal, com plantas debilitadas ao lado de indivíduos aparentemente sadios.

A suspeita deve ser reforçada quando a perda de vigor ocorre em áreas reformadas, em locais com histórico de uso intensivo do solo ou quando não há resposta satisfatória das plantas às práticas de adubação. Nesses casos, a recomendação é coletar amostras de solo e raízes em diferentes pontos do talhão, incluindo áreas com sintomas e locais considerados sadios, para envio a laboratórios especializados.

Ao solicitar o diagnóstico, o produtor deve informar que se trata de uma análise nematológica de solo e raízes para cafeeiro, indicando a suspeita de Pratylenchus spp. O laudo normalmente informa a presença ou ausência do nematoide, a densidade populacional e, em alguns casos, a identificação da espécie.

O documento ressalta que o diagnóstico visual, por si só, não confirma a presença do nematoide. “O diagnóstico visual de nematoide das lesões em café é sempre presuntivo. Nem plantas muito doentes, com raízes necróticas, confirmam sozinhas a presença de Pratylenchus; é indispensável a análise em laboratório para diferenciar a ação de fungos, bactérias e outros nematoides.”

Também é destacado que a definição das medidas de manejo deve considerar o histórico da área, a intensidade da infestação e os resultados laboratoriais. O planejamento pode incluir o uso de mudas com controle fitossanitário, melhoria das condições do solo, adoção de cultivares mais tolerantes e avaliação do emprego de produtos químicos ou biológicos, sempre com acompanhamento de um engenheiro agrônomo.

Segundo o conteúdo, manter uma rotina de monitoramento das lavouras, registrando reboleiras, avaliando o estado das raízes e realizando análises periódicas, é uma das estratégias para reduzir os impactos do nematoide das lesões na cafeicultura.





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Ações europeias atingem mínima de uma semana com agravamento de riscos no…


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Por Johann M Cherian e Utkarsh Hathi e Ragini Mathur

1 Jun (Reuters) – As ações europeias caíram nesta segunda-feira uma vez que a escalada das tensões no Oriente Médio diminuíram as expectativas de uma solução no curto prazo para a guerra no Irã, enquanto os investidores também digeriram notícias sobre negociações envolvendo a britânica easyJet.

O índice pan-europeu STOXX 600 encerrou com queda de 0,8%, atingindo a mínima de mais de uma semana de 621,24.

O índice de referência abriu com fraqueza depois que os Estados Unidos e o Irã disseram que haviam trocado tiros no fim de semana, com as perdas se aprofundando depois que a agência de notícias iraniana Tasnim informou que Teerã interrompeu as negociações com Washington devido aos ataques ao Líbano.

A Tasnim também informou que o Irã e sua aliada “Frente de Resistência” estavam considerando medidas para bloquear o Estreito de Ormuz e interromper outras vias navegáveis importantes, incluindo o Estreito de Bab el-Mandeb. Os preços do petróleo bruto subiram mais de 6,5%, aumentando as preocupações da Europa, que depende de energia.

“Os mercados sabem que os estoques de petróleo estão se esgotando rapidamente. E as suposições otimistas em torno da renovação da oferta envolvem a abertura do estreito até junho, mas essa abertura não está à vista, e a cada dia o ponto crítico se aproxima”, disse Chris Beauchamp, analista-chefe de mercado do IG Group.

A maioria dos principais setores terminou em território negativo. As ações do setor de energia, por outro lado, subiram 1,7%.

Entre as notícias de fusões e aquisições, a easyJet saltou 10% depois que a Castlelake disse que estava considerando uma possível oferta de aquisição, com a companhia aérea britânica de baixo custo chamando o momento da empresa de investimentos dos EUA de “altamente oportunista”, dado o impacto da guerra no Irã.

Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,68%, a 10.338,95 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,40%, a 25.003,04 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,45%, a 8.146,59 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,52%, a 49.775,16 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,97%, a 18.184,90 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 1,27%, a 8.960,94 pontos.





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Polinização exige atenção no florescimento do feijão


O sucesso da produção de feijão passa por cuidados específicos durante o estádio reprodutivo, fase em que a planta emite botões florais, floresce, é polinizada, forma vagens e inicia o enchimento dos grãos. Nesse período, falhas no manejo, como estresse hídrico, desequilíbrio nutricional e uso inadequado de inseticidas, podem comprometer a formação das vagens e reduzir a produtividade da lavoura.

Segundo o conteúdo, garantir uma boa polinização e aumentar o pegamento das vagens depende de um conjunto de práticas integradas, planejadas desde o pré-plantio e ajustadas entre o início do florescimento e o fim do enchimento dos grãos. A recomendação é manter a umidade do solo estável, assegurar uma nutrição equilibrada, monitorar pragas e doenças e preservar a atividade dos polinizadores.

O período reprodutivo é considerado um dos mais sensíveis do ciclo do feijoeiro. A planta naturalmente produz mais flores do que consegue transformar em vagens, tornando qualquer fator de estresse ainda mais prejudicial. Déficits hídricos, temperaturas extremas e problemas nutricionais podem aumentar a queda de flores e reduzir o número de vagens por planta.

Embora o feijão seja uma cultura predominantemente autógama, capaz de realizar autofecundação, a presença de abelhas e outros insetos polinizadores pode favorecer o pegamento das vagens e melhorar o enchimento dos grãos. Por esse motivo, o manejo de inseticidas deve ser planejado para reduzir riscos aos polinizadores.

Durante o início do florescimento, a planta direciona parte significativa dos fotoassimilados para o desenvolvimento reprodutivo. Nessa etapa, deficiências nutricionais ou falta de água podem comprometer a formação de flores viáveis. No florescimento pleno, manter condições adequadas de umidade, evitar fitotoxicidade e controlar pragas de forma criteriosa tornam-se fatores importantes para preservar a fecundação e a formação das vagens.

Na fase seguinte, quando ocorre o enchimento das vagens, o equilíbrio entre área foliar sadia, fotossíntese ativa e disponibilidade de nutrientes passa a determinar o potencial produtivo. Situações de estresse podem provocar abortamento das vagens recém-formadas ou reduzir o peso final dos grãos.

A disponibilidade de água é apontada como um dos fatores mais críticos. A falta de umidade pode reduzir a viabilidade do pólen, enquanto o excesso favorece doenças de solo e reduz a absorção de nutrientes. O texto orienta que, tanto em áreas irrigadas quanto em sistemas de sequeiro, o objetivo deve ser manter níveis adequados de umidade durante todo o período reprodutivo.

No aspecto nutricional, o fósforo é destacado pela participação na formação das flores e nos processos energéticos relacionados à fecundação. O potássio contribui para o transporte de açúcares até flores e vagens, enquanto cálcio e boro exercem papel importante no desenvolvimento das estruturas reprodutivas. Já o excesso de nitrogênio durante a cobertura pode estimular crescimento vegetativo excessivo, reduzindo a eficiência da floração.

O manejo integrado de pragas também recebe atenção especial. O monitoramento frequente deve orientar qualquer decisão sobre aplicações de inseticidas, principalmente contra tripes, percevejos e lagartas que atacam flores e vagens jovens. Quando o controle químico for necessário, o texto recomenda aplicações em horários de menor atividade das abelhas, preferencialmente no final da tarde ou à noite, além da utilização de produtos registrados e, quando disponíveis, mais seletivos aos polinizadores.

Outra estratégia destacada é a manutenção de áreas de vegetação no entorno da lavoura, que podem servir como refúgio para abelhas e inimigos naturais, contribuindo para a estabilidade das populações desses organismos ao longo do ano.

O manejo das plantas daninhas também deve ser planejado para evitar intervenções durante o florescimento. Segundo o texto, o ideal é realizar o controle nas fases anteriores da cultura, reduzindo a competição por água e nutrientes sem provocar estresse químico durante o período mais sensível da planta.

Além disso, manter a sanidade foliar é considerado essencial para garantir área fotossintética suficiente ao enchimento das vagens. O planejamento da população de plantas e do espaçamento também influencia a circulação de ar, a incidência de doenças e a uniformidade da floração.

O conteúdo reforça que todas as intervenções devem seguir a legislação vigente para o uso de defensivos agrícolas, respeitando rótulos, bulas e a utilização de equipamentos de proteção individual. Também ressalta que decisões relacionadas à adubação, irrigação e manejo fitossanitário devem ser tomadas com acompanhamento de um engenheiro agrônomo.

De acordo com o material, o bom desempenho da cultura depende da integração entre diferentes práticas. “Garantir boa polinização e pegamento de vagens no feijão durante o estádio reprodutivo não depende de uma única prática, mas de um conjunto de decisões técnicas bem coordenadas.” O texto conclui que a combinação de manejo hídrico, nutrição equilibrada, proteção dos polinizadores e controle adequado de pragas e doenças permite que a lavoura expresse melhor seu potencial produtivo.





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Conab alerta sobre golpe em doações de alimentos



Conab reforça que doações são gratuitas



Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) emitiu um alerta à população e às instituições parceiras sobre tentativas de golpe registradas em diferentes regiões do país. Segundo a Companhia, criminosos têm se apresentado como representantes da Conab ou de parlamentares para oferecer supostas doações de cestas de alimentos, pescado e kits de irrigação, exigindo pagamentos antecipados sob a justificativa de custear caixas de isopor ou despesas de transporte.

A estatal esclareceu que não realiza qualquer tipo de cobrança para a entrega de alimentos ou insumos distribuídos por seus programas sociais. “A Conab esclarece que não realiza qualquer tipo de cobrança para a doação de alimentos ou insumos”, informou.

A Companhia destacou que todas as ações sociais são executadas exclusivamente por meio de programas oficiais do Governo Federal, seguindo critérios técnicos previamente definidos e sem custos para as instituições contempladas.

No comunicado, a Conab também reforçou que não solicita depósitos, transferências bancárias ou qualquer outra forma de pagamento como condição para o recebimento de produtos distribuídos pelos programas que opera. Além disso, ressaltou que não autoriza terceiros a realizar esse tipo de cobrança em seu nome.

Diante de qualquer abordagem suspeita, a orientação é que nenhuma quantia seja paga. A Companhia recomenda que os casos sejam comunicados imediatamente pelos canais oficiais de atendimento e que as vítimas ou instituições registrem boletim de ocorrência junto às autoridades policiais para auxiliar na investigação das tentativas de fraude.

Ao final do comunicado, a Conab reafirmou seu compromisso com a segurança das ações desenvolvidas. “A Conab permanece atenta e comprometida com a transparência e a integridade de suas ações.”





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Diesel cai abaixo de R$ 7, mas ainda acumula alta de 15,4% em um ano


O preço médio nacional do diesel B S10 voltou a ficar abaixo de R$ 7 por litro. Na semana encerrada em 11 de julho, o combustível foi comercializado, em média, a R$ 6,97 nos postos brasileiros, redução de 0,71% em relação ao levantamento anterior.

O movimento representa algum alívio para produtores rurais, transportadores e empresas ligadas à cadeia agropecuária. A queda recente, porém, ainda não anulou o encarecimento acumulado nos últimos meses. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o diesel S10 está 15,4% mais caro, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a ANP.

O valor médio do diesel S10 vem recuando desde a segunda metade de junho. Em 20 de junho, o litro custava R$ 7,09 no país. Uma semana depois, passou para R$ 7,05. No início de julho, caiu para R$ 7,02, até chegar aos atuais R$ 6,97.

Em quatro semanas, a redução acumulada foi de R$ 0,12 por litro. Em um consumo hipotético de 10 mil litros, a diferença entre os dois preços nacionais representaria R$ 1,2 mil. O impacto efetivo para cada propriedade depende, no entanto, da localização, do volume comprado e das condições negociadas com o fornecedor.

Mesmo com a sequência de quedas, o preço permanece distante dos níveis observados há um ano. Em junho, a alta anual do combustível chegou a superar 17%. O recuo para 15,4% mostra uma desaceleração, mas ainda mantém o diesel como um ponto de atenção no planejamento financeiro da atividade rural.

A média nacional esconde diferenças relevantes entre os estados e as capitais. No levantamento da ANP, o diesel S10 foi encontrado por R$ 6,50 em Porto Alegre, menor preço médio entre as capitais pesquisadas. Em Rio Branco, o valor chegou a R$ 8,04.

A diferença entre os dois mercados foi de R$ 1,54 por litro. Em uma compra de mil litros, a distância entre os preços médios representaria R$ 1.540.

Nas capitais de importantes estados produtores, o preço ficou abaixo ou próximo da média brasileira. O litro foi comercializado a R$ 6,78 em Goiânia, R$ 6,79 em Cuiabá e R$ 6,85 em Campo Grande. Em Brasília, a média foi de R$ 6,97.

Os valores regionais são especialmente importantes para o agronegócio porque a despesa não termina no abastecimento das máquinas. O combustível também participa da formação do frete dos insumos até a propriedade e do transporte da produção até armazéns, indústrias e terminais de exportação.

A redução observada nos postos não significa que todos os produtores terão queda imediata no custo operacional. Parte das propriedades compra diesel em grandes volumes, utiliza contratos de fornecimento ou mantém combustível armazenado. Nesses casos, o valor pago pode refletir condições negociadas em outro momento.

O comportamento do frete também não acompanha necessariamente a variação semanal da bomba. O preço do transporte depende ainda da distância percorrida, da disponibilidade de caminhões, dos pedágios, do estado das estradas, da demanda regional e da possibilidade de carga de retorno.

Durante os períodos de colheita, a concentração da demanda pode manter o valor do frete elevado mesmo quando o combustível apresenta redução. Por isso, a queda de R$ 0,05 registrada na última semana deve ser vista como um alívio parcial, e não como uma reversão completa da pressão sobre os custos logísticos.

Para o produtor, a referência mais útil continua sendo o preço efetivamente praticado na região. A média nacional ajuda a mostrar a tendência, mas pode ficar distante das condições encontradas no município ou no fornecedor utilizado pela propriedade.

A composição divulgada pela ANP mostra que, dos R$ 6,97 pagos pelo litro do diesel S10, aproximadamente R$ 4,43 correspondem ao diesel A, combustível de origem fóssil utilizado na mistura vendida ao consumidor.

O biodiesel representa cerca de R$ 0,76 por litro. O imposto estadual responde por R$ 1,17, enquanto a margem estimada de distribuição e revenda corresponde a R$ 0,61.

No período analisado, não havia cobrança de tributos federais na composição apresentada pela agência. Os valores são médias nacionais e podem variar conforme a logística, as margens comerciais e a tributação aplicada em cada mercado.

O preço de realização do diesel A para produtores e importadores ficou em R$ 5,21 por litro, queda de 0,22% na semana. Na comparação anual, entretanto, o avanço alcançou 57,37%.

O biodiesel teve preço médio de R$ 5,09, redução semanal de 0,57% e queda de 1,82% em 12 meses. Os números mostram que os componentes da mistura tiveram comportamentos bastante diferentes ao longo do último ano.

Outros combustíveis pesquisados pela ANP também apresentaram redução. A gasolina comum caiu 0,45% na semana e passou a custar, em média, R$ 6,58 por litro. Apesar do recuo, o preço ainda supera em 5,79% o nível registrado há 12 meses.

O etanol hidratado foi comercializado por R$ 4,06, queda semanal de 0,49%. Diferentemente do diesel e da gasolina, o biocombustível acumula redução de 2,17% na comparação anual.

Para o agronegócio, a continuidade da queda do diesel será mais importante do que uma redução isolada. O combustível permanece acima do patamar do ano passado, e uma parte dos efeitos acumulados já foi incorporada aos custos das operações, do transporte e da comercialização.

O retorno do preço médio para menos de R$ 7 representa uma mudança positiva no curto prazo. Ainda assim, a alta anual de 15,4% mostra que a pressão sobre o caixa do produtor está longe de ter desaparecido.





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Exportações atingem recorde histórico no 1º semestre



Vendas de carne suína brasileira ao exterior totalizaram 785,4 mil toneladas


Foto: Governo Federal

Os embarques brasileiros de carne suína no primeiro semestre de 2026 são os maiores da história para este período. Segundo pesquisadores do Cepea, diante do enfraquecimento do mercado doméstico, as exportações foram uma maneira encontrada pelos agentes para escoar a produção e reduzir a sobreoferta.

De acordo com dados da Secex, as vendas de carne suína brasileira ao exterior totalizaram 785,4 mil toneladas de janeiro a junho de 2026, o maior volume da série da Secretaria, que se iniciou em 1997, considerando-se o primeiro semestre.

Apesar de, historicamente, os envios no primeiro semestre terem ritmo mais fraco em relação aos da segunda metade do ano, essa é a primeira vez em que todos os meses apresentam volumes acima das 110 mil toneladas (dados da Secex), outro marco para o setor. Assim, de acordo com o Cepea, o setor nacional pode ampliar ainda mais os embarques no segundo semestre de 2026.





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Gigante do agro inicia nova fase focada no Brasil



O trabalho inclui ajustes operacionais e a conexão entre diferentes áreas


O trabalho inclui ajustes operacionais e a conexão entre diferentes áreas
O trabalho inclui ajustes operacionais e a conexão entre diferentes áreas – Foto: Divulgação

A operação de soluções agrícolas entrou em uma nova fase no início de julho, com a formalização de uma estrutura integralmente dedicada ao setor no Brasil e em outros mercados. Segundo Marcelo Batistela, vice-presidente de Soluções para Agricultura na BASF, o dia 1º de julho de 2026 marcou uma etapa simbólica na jornada de transformação da companhia, que passou a operar oficialmente como BASF Agriculture Solutions Brasil.

A mudança da entidade legal faz parte de um processo mais amplo de reorganização, que envolve a construção de novos processos, sistemas operacionais e formas de integração entre equipes. O objetivo é garantir uma transição eficiente para funcionários, fornecedores, parceiros e clientes, reduzindo possíveis impactos durante a implementação da nova estrutura.

De acordo com Batistela, centenas de profissionais no Brasil e em outros países participaram do projeto e continuam envolvidos na conclusão das etapas necessárias para consolidar a transformação. O trabalho inclui ajustes operacionais e a conexão entre diferentes áreas, com foco no funcionamento da nova empresa e na continuidade das atividades.

A expectativa é que, à medida que os novos processos e sistemas sejam finalizados, equipes e parceiros comecem a perceber os benefícios da reorganização. O executivo também reconheceu o esforço coletivo dos profissionais envolvidos no projeto e mencionou Alexandre Latorre, Rosangela Maria S. Martins e Renata Martins como representantes das equipes que contribuíram para a mudança. As informações foram divulgadas no seu perfil do LinkedIn.


 





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Exportações de suco crescem na safra 25/26, mas receita cai



Embarques totais da commodity somaram 806,7 mil toneladas


Foto: Pixabay

Os embarques totais de suco de laranja do Brasil (considerando-se concentrado e fresco) aumentaram na safra 2025/26 (de julho a 2025 a junho de 2026) frente à anterior.

Segundo dados da Secex, os embarques totais da commodity somaram 806,7 mil toneladas na temporada 2025/26, sendo 4% acima do registrado na safra anterior. Apesar da recuperação do volume, a receita obtida com as vendas externas caiu fortes 27,3% no mesmo comparativo, passando de US$ 3,48 bilhões para US$ 2,53 bilhões. Pesquisadores do Cepea indicam que essa retração está atrelada à sobretudo a acomodação dos preços internacionais após os patamares elevados registrados na safra passada.

Pesquisadores do Cepea apontam também que o encerramento da temporada de exportações sinaliza um ambiente internacional diferente do observado nos últimos dois anos. A elevação do volume exportado para os Estados Unidos e a União Europeia sinaliza aumento da demanda por NFC. Além disso, a expressiva redução da receita indica que o mercado mundial opera em um contexto de preços mais baixos, resultado da gradual normalização da oferta global de suco.





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Biotecnologias contribuem para o recorde de produtividade


Os resultados do 18º Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja, organizado pelo CESB, mostraram que a Bayer segue como a principal parceira do agricultor quando o assunto é produtividade e rentabilidade. Não por acaso, a pioneira no lançamento de biotecnologias no país viu suas soluções para soja serem escolhidas por todos os campeões da temporada. De quebra, o concurso ainda registrou um recorde na produtividade e na rentabilidade média desta safra.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produtividade média da soja brasileira na safra 2025/26 foi de 62 sacas por hectare, enquanto os participantes do CESB registraram 97 sacas por hectare — um novo recorde do concurso, puxado principalmente pelas biotecnologias Intacta, da Bayer.

“Lá se vão mais de 20 anos do lançamento de biotecnologias para soja pela Bayer. Nesse tempo, o país se tornou o maior produtor e exportador do grão no mundo, transformando-o no principal motor da economia nacional. Já o produtor conseguiu mais opções de cultivares adaptadas e pôde elevar os seus ganhos em produtividade e rentabilidade”, afirma Rafael Mendes, diretor do negócio de soja Intacta2 Xtend, da Bayer.

No campo, o produtor tem reconhecido as biotecnologias não são todas iguais. Tanto é que 95% de todos os participantes auditados pelo CESB escolheram variedades com as biotecnologias Intacta RR2 PRO, Intacta2 Xtend e Xtend Biotec, sendo que todos os vencedores usavam as soluções da Bayer. Outro dado que demonstra a relevância das biotecnologias da empresa é que 95% de todos os resultados acima de 100 sacas no concurso, usavam inovações Bayer.

Intacta2 Xtend ganha destaque

A mais recente geração de soja da Bayer, Intacta2 Xtend (i2x), tem ganhado cada vez mais espaço, chegando a 44% das áreas do CESB, contra os 31% da temporada anterior. As regiões Sul e Sudeste lideram na adoção dessa nova biotecnologia; ambas obtiveram mais de 93 sacas de média em produtividade.

“De fato, muitos produtores estão registrando mais de 100 sacas de produtividade, um número impensável no passado. O campeão da região Sudeste, por exemplo, conseguiu colher 122,66 sacas por hectare no sequeiro com uma variedade Intacta2 Xtend. Já o vice-campeão da região Centro-Oeste registrou um volume de 111,61 sacas de produtividade com a i2x, enquanto o terceiro colocado na região Sul registrou uma produtividade de 133,38 sacas também com a i2x. O mesmo se repete no Norte e no Nordeste. Tudo isso graças ao uso de sementes certificadas e ao ambiente seguro que o Brasil propicia para as empresas de genética investirem em inovações ainda mais produtivas no futuro”, diz Mendes.

Já Intacta RR2 PRO, consolidada como a principal biotecnologia dos últimos 10 anos, tem demonstrado que segue entregando altas produtividades e contribuindo com os produtores.

“Os resultados mostram que essa biotecnologia ainda se mantém como uma das mais relevantes para o setor, já dividindo a atenção com a atual i2x. De maneira geral, os resultados mostram que é possível ampliar a produtividade e buscar rentabilidade mesmo com as dificuldades climáticas. Investir em uma semente certificada e de alta qualidade é o pontapé inicial para uma lavoura mais resiliente e produtiva”, conta Fabiano Oliveira, líder do negócio de soja da Bayer.

Cultivares

De fato, as biotecnologias aliadas a cultivares adaptadas às mais diferentes regiões do país trazem ainda mais segurança e facilidade no manejo das lavouras. Segundo Oliveira, uma grande vantagem da mais recente biotecnologia de soja, a Intacta2 Xtend, é a quantidade de novas cultivares disponíveis aos agricultores, mais de 260, algo que nenhuma outra conseguiu no mesmo período desde o lançamento.

“No passado, o produtor não tinha tantas opções adaptadas à sua região. Mas hoje isso mudou, e é preciso experimentar e diversificar para minimizar os impactos que o clima pode trazer. Até mesmo as cultivares voltadas à área de refúgio estão entregando produtividades acima de 100 sacas por hectare”, comenta Oliveira.

Na região Sudeste, por exemplo, um produtor conseguiu registrar uma produtividade média de 108 sacas de soja por hectare com uma variedade Monsoy voltada à área de refúgio, a M5737 XTD. Já as variedades da Agroeste se destacaram por registrarem produtividades médias acima de 90 sacas, como a AS3606 I2X.

Proteção de cultivos

Durante a safra, o clima quente e úmido em boa parte das regiões do país fez com que uma doença fúngica ganhasse destaque no manejo: a mancha-alvo. Com exceção da região Sul, esse foi o principal problema relatado pelos competidores do CESB, seguido pela antracnose, essa sim, presente também no Sul.

Diante do problema, a solução adotada por todos os campeões do CESB foram os fungicidas da família Fox, já bastante consolidados como os mais eficazes do mercado, tanto o Fox Xpro, quanto o Fox Supra. Além disso, o fungicida Nativo, utilizado para complementar o manejo, também figurou entre os campeões.

Os produtos para proteção contra pragas Curbix, e Certero, o adjuvante Aureo e os herbicidas da família Roundup completam a lista de produtos da Bayer para proteção de cultivos mais usados pelos vencedores do CESB.





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Mesmo com desafios geopolíticos, exportações são recordes no 1º semestre



Resultado evidencia a capilaridade da base de parceiros comerciais


Foto: Divulgação

Os conflitos no Oriente Médio que se estendem desde o primeiro trimestre deste ano trouxeram preocupações ao setor avícola exportador brasileiro – vale lembrar que a região foi destino de quase 25% dos embarques de carne de frango em 2025. Apesar disso, as exportações brasileiras de carne vêm registrando desempenho recorde ao longo de 2026.

Segundo pesquisadores do Cepea, esse resultado evidencia a capilaridade da base de parceiros comerciais do setor avícola nacional. Assim, no balanço do primeiro semestre, ainda que os envios aos Emirados Árabes Unidos tenham recuado 8,3% frente ao mesmo período de 2025, foram expressivos os avanços nas vendas ao Japão (+21,2%) e à África do Sul (+38,3%).

Pesquisadores do Cepea indicam que os desdobramentos do conflito no Oriente Médio comprometeram o tráfego no Estreito de Ormuz e dificultaram o recebimento da proteína na região.

A todos os destinos, de acordo com levantamento da Secex, as exportações brasileiras de carne de frango (in natura e processada) somaram 2,9 milhões de toneladas nos primeiros seis meses de 2026, recorde para o período considerando-se a série histórica da Secretaria, iniciada em 1997. O volume embarcado representou alta de 12,9% frente às 2,6 milhões de toneladas comercializadas no mesmo período do ano anterior.





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