segunda-feira, julho 27, 2026

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Curso de laticínios é oportunidade para aprender ou aperfeiçoar a produção


Diversos tipos de queijo, requeijão, ricota, doce de leite, bebida láctea, achocolatado e iogurtes. O preparo de todos esses produtos, seguindo as boas práticas de produção na agroindústria, as análises físico-químicas e microbiológicas do leite e até a escolha de embalagens e rótulos para os produtos são abordadas no Curso de Processamento Artesanal de Laticínios ofertado pelo Centro de Treinamento de Agricultores de Fazenda Souza (Cefas), em Caxias do Sul.

Nesta semana, nove alunos de sete municípios gaúchos participam do curso, com 40 horas de duração, que iniciou na segunda (13/04) e encerra nesta sexta-feira (17/04). Nesta edição, eles também elaboraram alguns produtos inovadores, como queijo colonial trufado com doce de leite de ovelha e queijo colonial com passas de cerejas.

Proprietária da agroindústria Ovelha Arteira, em Picada Café, que segue em fase de análise dos produtos, Katia Reichert Michaelsen aceitou o convite da extensionista da Emater/RS-Ascar para participar da qualificação. A produtora, que trabalha com ovelhas leiteiras da raça Lacaune, levou 20 litros do leite para uso no curso.

Katia conta que o marido, Ismael, já tinha feito o curso em 2022 e repassado os ensinamentos para ela, mas mesmo assim sentiu a necessidade de ver algumas técnicas importantes para produzir produtos diferenciados e de qualidade. “O queijo e todos os derivados do leite são muito especiais e a gente tem que realmente estar afinado para fazer bons produtos. O curso é muito bom, recomendo não só pra quem tem o interesse em abrir uma agroindústria, mas pra quem quer fazer para sua família. Já aprendi muito essa semana, vi o quanto que eu vou ter que mudar algumas coisas quando eu chegar na minha propriedade. A Emater faz um trabalho maravilhoso para ajudar o pequeno agricultor e eu só agradeço a oportunidade de poder fazer o curso e melhorar cada vez mais os nossos produtos”, ressaltou.

O próximo curso de laticínios do Cefas acontece de 10 a 14 de agosto. Para informações e inscrições, entre em contato com a extensionista Elenise Trevisan, pelo fone (54) 99627-4690.

Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar – Regional de Caxias do Sul

Jornalista Rejane Paludo

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Pela primeira vez no Brasil, trator MF 9S chega à Agrishow 2026 com foco em automação, eficiência e conectividade


A Massey Ferguson, referência no mercado brasileiro, apresenta pela primeira vez no Brasil o trator MF 9S, o maior e mais potente da marca, com potências que chegam até 425 cv. O lançamento acontece durante a Agrishow 2026, realizada de 27 de abril a 1º de maio, em Ribeirão Preto (SP).

Desenvolvida para uma agricultura inteligente, a nova série reúne tecnologias que elevam o conforto, a produtividade e a conectividade, como direção autônoma, assistentes de operação e monitoramento remoto em tempo real, ampliando as soluções para operações de larga escala e reforçando o avanço da mecanização orientada por dados no campo.

“O MF 9S é o carro-chefe do novo segmento de alta potência dentro do nosso portfólio. Descomplicada, confiável e conectada, a série combina uma experiência de usuário aprimorada com tecnologia inovadora para oferecer um equipamento versátil e que atenda às necessidades dos agricultores”, explica Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto Massey Ferguson.

Automação das operações

Monitoramento remoto: gestão e diagnóstico em tempo real

A nova série conta com piloto automático (MF Guide), sistema que mantém o trator na linha com precisão centimétrica. O modelo também realiza manobras praticamente sozinho: com o MF AutoTurn, se alinha à próxima passada, enquanto a função de cabeceira (AutoHeadland) executa comandos de forma automática no fim e início de cada linha, reduzindo a intervenção do operador e aumentando a eficiência operacional.

Outro destaque é a conectividade. Com o MF Connect, o produtor acompanha à distância dados como consumo de combustível, localização e desempenho da máquina, que permitem gestão e diagnóstico remoto em tempo real, em qualquer lugar. Outra novidade em conectividade é a nova plataforma FarmEngage, que une dados agronômicos e permite a conexão com outras máquinas já existentes na propriedade, mesmo de outras marcas.

Equipado com motor AGCO Power de seis cilindros e tanque de combustível 5% maior, de 660 litros, todos os modelos contam com a transmissão Dyna-VT continuamente variável, que proporciona maior torque e potência, sem a necessidade de mudança de marcha, proporcionando maior rendimento operacional e menor consumo de combustível. O MF 9S está disponível nas versões grãos com rodados duplos dianteiros e traseiros que auxiliam em uma maior capacidade de tração e na versão grãos com rodados single.

O design exclusivo Protec-U reduz vibrações, melhora a visibilidade e diminui os níveis de ruído. Com um vão de 18 cm que isola o motor da cabine, a nova série oferece uma das cabines mais silenciosas e espaçosas do mercado, com 3,4 m³, garantindo maior conforto operacional, além de mais eficiência e segurança ao operador em jornadas prolongadas.

O novo painel digital MF vDisplay de fácil leitura, mostra todas as informações do trator e permite que as configurações sejam facilmente personalizadas e alteradas com um botão giratório no volante. O banco é equipado com um apoio de braço amplo e confortável, que acomoda o terminal touchscreen Datatronic 5 e o joystick Multipad, fornecendo controle e configuração ideais de todas as funções principais. A iluminação LED de 360° facilita o trabalho noturno para os produtores que necessitam de uma jornada estendida.

Solução completa para o plantio de alta performance

O trator MF 9S atua de forma integrada à nova plantadeira Momentum nas versões de 30 e 40 linhas. Desenvolvida para operações de grande escala, a Momentum incorpora tecnologias exclusivas oferecendo eficiência, qualidade agronômica e ganho de produtividade.

O sistema de chassi inteligente garante maior uniformidade de profundidade de plantio, fator decisivo para a emergência homogênea das plantas. “Ensaios de campo demonstram ganhos de até 3% na produtividade da soja e 2,3% no milho safrinha, reflexo direto da melhor emergência e no vigor inicial das culturas, o que pode representar até R$ 465,00 por hectare em retorno econômico ao produtor”, detalha Zanetti.

A tecnologia Smart Frame e Weight Transfer realizam a distribuição automática de peso ao longo de toda a estrutura da plantadeira, garantindo melhor contato das linhas com o solo em diferentes condições de terreno, aplicando carga adicional nas seções da máquina em situações de desnível, evitando o levantamento das linhas nas extremidades, um desafio comum em plantadeiras de grande largura de trabalho e que proporcionam uma profundidade de plantio uniforme,

Outro diferencial está no controle de insumos. A plantadeira conta com a tecnologia VSet para singulação de sementes e o sistema VDrive, que realiza o controle linha a linha, evitando falhas e sobreposições. A grande novidade é a adoção do novo vApply, tecnologia da Precision Planting para controle de fertilizantes, que passa a oferecer monitoramento mais preciso da dosagem e controle de seção, evitando a sobreposição de insumos nas manobras em cabeceiras ou curvas de nível.

O monitor 20/20 de nova geração amplia a visibilidade do operador, com dados em tempo real e integração com câmeras, facilitando a identificação de possíveis falhas e aumentando o controle da operação. Além disso, melhorias no fluxo de palha e no design das linhas reduzem o risco de embuchamento, especialmente em áreas de plantio direto.

“O MF 9S, aliado a Momentum 30 e 40 linhas, representa um novo patamar de eficiência para grandes produtores. É uma solução completa que combina potência, inteligência operacional e qualidade agronômica, garantindo mais produtividade e melhor aproveitamento das janelas de plantio”, afirma o executivo.





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Café” conecta alunos do meio rural à cadeia de exportação em Varginha (MG)


Imersão na NKG Stockler destacou práticas sustentáveis, oportunidades de carreira e processos da cadeia do café além da produção no campo

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a NKG Stockler e a associação De Olho no Material Escolar deram continuidade às atividades do projeto “Vivenciando a Prática: Café”, ontem, 16 de abril, em parceria com a Escola Estadual da Fazenda Bela Vista, situada na zona rural do município de Varginha (MG).

Alunos do 1º e do 3º anos do ensino médio participaram de uma visita técnica à unidade Princesa da NKG Stockler, onde tiveram a oportunidade de conhecer as etapas da cadeia do café relacionadas à exportação. A escolha de uma escola rural como parceira do projeto foi uma prioridade para a empresa, que reforça o objetivo de ampliar a visão de estudantes que já possuem vínculo com a cafeicultura, apresentando os processos que vão além da produção no campo.

Foram realizadas apresentações institucionais sobre a trajetória da NKG Stockler, sua atuação no Brasil e no exterior, com operações e fazendas em países como México e Uganda, além de palestras sobre sustentabilidade, comercialização e rastreabilidade.

Também foram apresentadas as ações desenvolvidas pela empresa junto aos produtores, a atuação técnica no campo, as certificações e iniciativas como o programa NKG Verified, que possui foco em boas práticas e rastreabilidade.

Os alunos tiveram, ainda, contato com as diversas áreas de atuação dentro da empresa, incluindo carreiras nas áreas jurídica, logística, agronômica, mecânica e de rastreabilidade, ampliando a compreensão sobre a diversidade de oportunidades profissionais no setor cafeeiro.

Durante a programação, os discentes acompanharam as atividades do setor de classificação, aprendendo sobre avaliação física e sensorial dos grãos, e participaram de uma degustação de cafés com diferentes níveis de qualidade, compreendendo a relação entre características do fruto e o perfil sensorial da bebida.

Um dos destaques da programação foi o depoimento de jovens colaboradores da empresa, que compartilharam suas trajetórias profissionais e reforçaram, de forma próxima e inspiradora, a importância dos estudos, do aprendizado de idiomas e do esforço pessoal na construção de uma carreira, conectando-se diretamente com a realidade dos estudantes.

Para estimular a reflexão e a escrita, o projeto promoverá um concurso de redação com o tema “Porque eu quero trabalhar com o café”, incentivando os alunos a expressarem seus aprendizados. Os autores dos três melhores textos e seus professores orientadores serão premiados.

A próxima visita à NKG Stockler está prevista para a próxima semana, encerrando esta primeira etapa de vivência prática do projeto. No segundo semestre, será realizada a cerimônia de premiação dos alunos.

Ao aproximar alunos do meio rural da dinâmica da cadeia produtiva do café além da porteira, o projeto “Vivenciando a Prática: Café” amplia o conhecimento sobre o setor e reforça o compromisso das instituições com a formação de jovens, o desenvolvimento local e a construção de um futuro mais sustentável para a cafeicultura.





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Lei que estabelece percentual mínimo de cacau vai beneficiar produtores baianos


Aprovado pelo Senado Federal na última quarta-feira (15) e já encaminhado para sanção presidencial, o Projeto de Lei nº 1.769/2019, que estabelece regras para a produção e comercialização de derivados do cacau no Brasil, deve beneficiar diretamente a cacauicultura baiana.

A proposta foi articulada em conjunto com o Governo do Estado, por meio de um grupo de trabalho com a participação da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), produtores e representantes de órgãos e entidades do setor.

A iniciativa busca valorizar a produção nacional — majoritariamente conduzida por pequenos produtores —, estimular a geração de emprego e renda ao longo da cadeia produtiva e garantir maior qualidade aos produtos oferecidos ao consumidor. A medida também deve contribuir para o aumento do consumo de cacau produzido no Brasil.

“Essa é uma importante conquista para os produtores de cacau, que vêm enfrentando a crise provocada pelos baixos preços no mercado internacional e pela concorrência de países como a Costa do Marfim. O cacau baiano se destaca pela qualidade, pelo rigor fitossanitário e pela sustentabilidade do sistema cabruca, que contribui para a preservação da Mata Atlântica — características que precisam ser mais valorizadas. Além disso, milhares de famílias que integram essa cadeia produtiva serão beneficiadas direta e indiretamente”, avalia o secretário da Seagri, Vivaldo Gois.

O projeto define parâmetros técnicos para a produção de derivados do cacau. Entre eles, estabelece o mínimo de 32% de sólidos totais de cacau para chocolate em pó; 10% de manteiga de cacau em relação à matéria seca e, no máximo, 9% de umidade para o cacau em pó; além de 15% de sólidos de cacau ou 15% de manteiga de cacau para achocolatados, coberturas sabor chocolate e produtos similares.

Outra exigência é que rótulos, embalagens e peças publicitárias informem o percentual total de cacau presente nos produtos, sejam eles nacionais ou importados, ampliando a transparência e assegurando maior qualidade aos itens comercializados.

Números

O Brasil ocupa atualmente a sexta posição na produção mundial de cacau, tendo a Bahia como um dos principais estados produtores, responsável por mais de 137 mil toneladas colhidas. Segundo o IBGE, a estimativa do valor bruto da produção para 2025 é de R$ 6,5 bilhões.

Para 2026, a previsão é de que o cacau se consolide como um dos motores do crescimento agrícola da Bahia, com aumento de 5,3% em relação a 2025. Apenas em março deste ano, a produção atingiu 125.360 toneladas, volume 5,6% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O sul do estado concentra a produção tradicional, e já estão em andamento discussões para a consolidação da Indicação Geográfica (IG) do cacau Cabruca da região. Já o oeste baiano surge como nova fronteira agrícola para a cultura, com ganhos de produtividade impulsionados pelo uso da irrigação e pela integração com culturas como soja e algodão.

Um dos principais derivados do cacau, o chocolate mantém altos índices de consumo no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), o consumo médio foi de 3,9 kg por habitante em 2024. 





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Abisolo passa a se chamar Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia para Produção Vegetal


A Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal passa a se chamar, Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia para Produção Vegetal, mantendo a sigla Abisolo. A mudança de nome consolida um processo de evolução institucional iniciado em 2023, quando a entidade ampliou oficialmente seu escopo de atuação e passou a representar novos segmentos do setor de insumos agrícolas.

As tecnologias representadas

No último ano, a Abisolo incorporou os insumos de base biológica e os adjuvantes ao conjunto de tecnologias já representadas pela entidade, que inclui fertilizantes minerais, organominerais e orgânicos, biofertilizantes, condicionadores de solo de base orgânica, remineralizadores e substratos para plantas. A ampliação respondeu à demanda das empresas associadas e à transformação do mercado, cada vez mais orientado por soluções integradas, inovadoras e sustentáveis.

Segundo Roberto Levrero, presidente do Conselho Deliberativo da Abisolo, a nova denominação traduz de forma mais precisa o papel que a entidade passou a exercer. “A Abisolo deixou de representar apenas a nutrição vegetal, no sentido mais restrito, e passou a atuar de forma mais ampla, contemplando tecnologias que impactam diretamente toda a produção vegetal. A mudança de nome é consequência natural da evolução do nosso escopo e do amadurecimento do setor, reafirmando nosso compromisso com a produtividade inteligente”, afirma.

Como parte desse movimento, a entidade também mantém comitês internos, voltados especificamente aos segmentos de insumos de base biológica e adjuvantes, com foco na construção de propostas técnicas e regulatórias. A iniciativa busca contribuir para o avanço de um marco regulatório moderno, capaz de oferecer segurança jurídica às indústrias e previsibilidade aos produtores rurais.

“O crescimento desses segmentos tem atraído investimentos relevantes, mas ainda enfrenta lacunas regulatórias importantes. Nosso papel, enquanto entidade representativa, é promover o diálogo técnico com o poder público e colaborar para que a regulamentação acompanhe a inovação e a realidade do campo”, conclui Levrero.





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Publicação propõe alternativas à dependência da soja no biodiesel


O IDR-Paraná lançou, durante a ExpoLondrina 2026, o livro “Plantas oleaginosas para biodiesel no Paraná”, em evento realizado na Arena Futuro do Pavilhão SmartAgro na última quinta-feira (16). A publicação reúne a contribuições de 38 pesquisadores, e apresenta informações voltadas à diversificação da produção, sustentabilidade e geração de renda no meio rural.

Segundo a diretora de pesquisa e inovação do IDR-Paraná, Vania Moda Cirino, “Este lançamento é fruto de um esforço coletivo que integra pesquisa, extensão e parcerias institucionais. Mais do que um compêndio técnico, oferece caminhos concretos para o fortalecimento das cadeias produtivas de oleaginosas”. Ela acrescentou que “Com certeza, vai se tornar um manual prático para técnicos e produtores interessados em diversificar a produção no Estado”. O livro resulta de um projeto conduzido pela instituição por mais de sete anos, que avaliou a aptidão agronômica de dez espécies oleaginosas nas condições de solo e clima do Paraná.

A obra detalha aspectos botânicos e fisiológicos das culturas, além de práticas de manejo como adubação, controle de pragas e doenças, zoneamento agrícola e colheita, fatores que impactam o rendimento de óleo. Também aborda a cadeia produtiva, incluindo qualidade dos óleos, processos de extração e o aproveitamento de coprodutos, como tortas e farelos, utilizados na alimentação animal conforme critérios técnicos.

De acordo com os autores, “A dependência da cadeia de soja para a produção de biodiesel demonstra baixa sustentabilidade na matriz energética. O desafio é ampliar o leque de oleaginosas, respeitando as condições regionais”. O diagnóstico apresentado aponta que, em 2021, cerca de 71,4% do biodiesel nacional foi produzido a partir do óleo de soja.

A publicação apresenta alternativas técnicas para diferentes regiões do estado, considerando clima, solo e sistemas de produção. Culturas como canola e girassol são indicadas como opções para o período de inverno, contribuindo para a rotação de culturas e para a qualidade do solo.

O Brasil figura entre os maiores produtores mundiais de biodiesel, com produção de 9,8 bilhões de litros em 2025, impulsionada por políticas públicas como o PNPB. No Paraná, a produção gira em torno de 2,3 bilhões de litros anuais, com crescimento associado à ampliação da demanda por matéria-prima. Dados da obra indicam ainda a expansão do cultivo de canola no estado, com área próxima de 8 mil hectares na safra de inverno, especialmente nas regiões Oeste e Sudoeste. No cenário global, a produção de óleos vegetais supera o equivalente a 200 bilhões de litros por ano, com destaque para soja e dendê, e o livro está disponível para aquisição no site do IDR-Paraná.





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Seca extrema se mantém estável e afeta leste do Ceará


Segundo o governo do estado do Ceará, o mais recente mapa do Monitor de Secas, na categoria de Seca Relativa Máxima (SRM), indica que o cenário de maior severidade da estiagem no estado manteve-se praticamente estável entre fevereiro e março. A seca extrema segue atingindo 13,79% do território, com maior concentração na porção leste, especialmente na região Jaguaribana e em municípios do litoral, como Aracati.

Ao todo, 36 municípios cearenses registram condição de seca extrema, caracterizada por perdas de culturas e pastagens, além de escassez de água ou restrições no abastecimento, conforme dados do Monitor de Secas.

Apesar da estabilidade na seca extrema, houve alterações nas demais categorias. A seca grave recuou de 30,2% em fevereiro para 24,26% em março, enquanto a seca fraca avançou de 8,88% para 15,13% no período. A condição de seca moderada permaneceu praticamente estável, sem variações relevantes, de acordo com o Monitor de Secas.

A análise considera a metodologia da Seca Relativa Máxima (SRM), que representa, para cada município, a condição mais intensa de seca registrada no mês de referência. O Monitor de Secas informa que, diferentemente de outros indicadores, a SRM não avalia a continuidade do fenômeno ao longo do tempo, funcionando como um retrato espacial da severidade observada no período. Para identificar se a seca possui características de curto prazo, longo prazo ou ambas, é necessário consultar o mapa completo disponível na página principal do sistema.

O Monitor de Secas é um processo de acompanhamento regular da situação da estiagem, com resultados divulgados por meio de mapas mensais. Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, instituição central no processo, são analisadas informações com indicadores de curto e longo prazo para verificar a evolução ou atenuação do fenômeno no território brasileiro.

De acordo com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, o mapa é produzido com base no compartilhamento de informações e na convergência de evidências sobre a seca e seus impactos. O sistema utiliza fontes variadas de dados provenientes de redes de monitoramento meteorológico, hidrológico e agrícola, além de contar com o apoio de observadores locais.





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Peixe SP alerta para os perigos econômicos e sanitários da importação de tilápia do Vietnã


A importação de tilápia do Vietnã segue ameaçando a piscicultura brasileira. “Um dos sinais de alerta está na economia. A tilápia importada chega ao Brasil com preços significativamente mais baixos por não ter de lidar com a carga tributária que enfrentamos, exigências ambientais rigorosas e custos extremamente elevados com ração, energia e licenciamento”, explica Marilsa Patricio, executiva da Associação de Piscicultores em Águas Paulistas e da União (Peixe SP).

Em três meses, foram importadas mais de 3.500 toneladas de tilápia do Vietnã. Outro sinal de alerta é a queda do preço pago ao produtor brasileiro, que passa a sofrer com margens ainda mais apertadas e aumento da oferta de maneira exponencial, o que pressiona ainda mais o mercado e inviabiliza pequenos e médios piscicultores.

Também é preocupação o alto risco sanitário devido à possível disseminação do Tilápia Lake Vírus (TiLV). “Historicamente, o Vietnã sofre com o TiLV, que pode causar até 90% de mortalidade dos peixes. Nós não temos esse vírus em nosso país e a importação de tilápia com origem desconhecida pode colocar em risco décadas de controle sanitário em um dos setores que mais crescem entre as proteínas animais no Brasil”, destaca Marilsa Patrício.

Além dos impactos econômicos e sanitários, a importação de tilápia não tem fundamento em termos produtivos. O Brasil é o quarto maior produtor da espécie no mundo, com mais de 700 mil toneladas por ano. Em dez anos, a oferta interna cresceu mais de 58%, resultado dos investimentos cada vez maiores em tecnologia, genética, gestão e processamento. “A continuidade da importação coloca em risco o contínuo desenvolvimento da piscicultura nacional e pode resultar em redução crítica de investimentos”.

Os impactos sociais são tão devastadores quanto os demais. A maioria dos produtores de tilápia no Brasil são de pequeno ou médio porte. A piscicultura é responsável pela geração de renda, empregos e desenvolvimento de áreas rurais. “Permitir a importação representa dificultar a sobrevivência das propriedades e enfraquecer o cooperativismo, colocando em xeque milhares de famílias”.

Por fim, a Peixe SP indica ao consumidor que verifique a procedência do filé que está comprando. “Essa é uma forma de zelarmos pela indústria brasileira, bem como pelos empregos, economia e toda a cadeia produtiva da piscicultura”, finaliza Marilsa.

 





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Atuação conjunta combate a vassoura-de-bruxa da mandioca no Amapá


A atuação conjunta entre pesquisa científica e conhecimento tradicional tem sido apontada como estratégia para enfrentar a vassoura-de-bruxa da mandioca em terras indígenas de Oiapoque, no extremo norte do Amapá. A Embrapa realiza experimentos e ações de transferência de tecnologia em parceria com agricultores indígenas, que, segundo a instituição, foram os primeiros a identificar os sintomas da doença no país.

A praga foi registrada inicialmente em roças indígenas no município de Oiapoque, na fronteira com a Guiana Francesa, e é causada pelo fungo Rhizoctonia theobromae. A ocorrência está restrita aos estados do Amapá e do Pará, sendo classificada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária como praga quarentenária presente.

Desde a confirmação da doença, equipes da Embrapa Amapá e da Embrapa Mandioca e Fruticultura realizam visitas técnicas às aldeias, onde mantêm experimentos em roças de mandioca. O objetivo, segundo as instituições, é identificar cultivares com resistência ou tolerância ao fungo, considerando as condições locais de cultivo e os modos de vida das comunidades indígenas.

Recentemente, os trabalhos foram conduzidos em áreas experimentais nas aldeias Tukay, Kariá e Galibi. O pesquisador Saulo Oliveira, da Embrapa Mandioca e Fruticultura, afirmou que os experimentos envolvem 210 genótipos distintos de mandioca. “A intenção é verificar o comportamento frente à doença. Aqui in loco a gente consegue ver alguns sintomas. Então, a gente procura sintomas associados à vassoura-de-bruxa da mandioca, um sintoma chamado de roseta por exemplo, e seguimos procurando plantas que sejam resistentes à doença e com isso desenvolver a parte de melhoramento genético”. O pesquisador acrescentou que são avaliados aspectos como incidência, ocorrência e severidade do fungo.

O analista da Embrapa Amapá, Jackson dos Santos, destacou a participação dos produtores indígenas nos experimentos. Segundo ele, além das atividades em campo, os agricultores contribuem com observações e indicam variedades com melhor desempenho, que passam por validação científica para verificar produtividade e resistência à doença.

Por meio do TED Indígena, termo vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, a Embrapa desenvolve ações de pesquisa e transferência de tecnologia voltadas à redução da dispersão do fungo. Parte dos recursos foi destinada à instalação de uma câmara térmica no Centro de Formação dos Povos Indígenas de Oiapoque, tecnologia utilizada para eliminar patógenos e multiplicar mudas sadias, contribuindo para a recuperação das áreas afetadas e para a segurança alimentar das comunidades. O evento contou com a presença do então superintendente do MDA no estado, Van Vilhena.

O agente ambiental indígena Gilmar Nunes André, do povo Galibi Marworno e morador da Terra Indígena Juminã, afirmou que a expectativa é ampliar a produção de mudas tratadas. “Vai ser multiplicado de quatro em quatro meses, porque cresce rápido, e 120 dias depois (de iniciado o ciclo da termoterapia na câmara), as mudas poderão ser plantas na roça”.

O programa também prevê capacitações para diversificação da produção agrícola entre os produtores indígenas. Na Aldeia do Manga, por exemplo, foi realizado um Dia de Campo voltado ao cultivo de banana, com orientações sobre manejo, controle de pragas e práticas de pós-colheita.

A execução do TED Indígena envolve a participação de produtores, Agentes Ambientais Indígenas de Oiapoque, além de instituições como a Superintendência do Ministério da Agricultura e Pecuária no Amapá, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, o Instituto de Extensão, Assistência e Desenvolvimento Rural do Amapá, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas, a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá, o Conselho de Caciques dos Povos Indígenas de Oiapoque, o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena e a Prefeitura de Oiapoque.





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Milho reage em Chicago após queda semanal



Guerra mantém volatilidade no milho



Foto: Agrolink

Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário referente à semana de 10 a 16 de abril, publicada nesta quinta-feira (16), a cotação do milho em Chicago Board of Trade apresentou leve recuperação após recuo ao longo da semana. O primeiro contrato fechou o dia a US$ 4,48 por bushel, ante US$ 4,44 registrados uma semana antes.

De acordo com a Ceema, até 12 de abril o plantio do milho nos Estados Unidos alcançava 5% da área prevista, dentro do limite mínimo das expectativas do mercado e acima da média histórica de 4% para o período.

Ainda segundo a Ceema, os embarques de milho dos Estados Unidos, na semana encerrada em 9 de abril, somaram 1,8 milhão de toneladas, elevando o volume acumulado no ano comercial para 50,2 milhões de toneladas, o que representa alta de 34% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A análise aponta que, com condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos, há pressão sobre os preços, mesmo diante da possibilidade de redução da área semeada. A Ceema ressalta que a continuidade da guerra no Oriente Médio mantém a volatilidade do mercado e que os agentes passam a considerar a possibilidade de uma área plantada maior do que a indicada no relatório de intenção de plantio divulgado em 31 de março.


 





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