domingo, julho 26, 2026

Política & Agro

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Insumos elevam custo da safra de milho no Mato Grosso


O custo de produção do milho para a safra 2026/27 em Mato Grosso foi estimado em R$ 3.686,80 por hectare em março de 2026, alta mensal de 3,38%, segundo análise divulgada na segunda-feira (20) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária. A projeção foi elaborada pelo projeto CPA-MT, desenvolvido em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso.

De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, a elevação foi impulsionada pelo aumento dos custos com fertilizantes, corretivos e defensivos, que avançaram 5,67% e 3,12%, alcançando R$ 1.474,59 por hectare e R$ 895,70 por hectare, respectivamente, em meio às tensões geopolíticas que restringem a oferta e elevam os preços dos insumos.

Nesse contexto, considerando o preço médio do milho da safra 2026/27 em março de 2026, de R$ 43,48 por saca, a relação de troca indica a necessidade de 99,06 sacas por hectare para a aquisição de uma tonelada de ureia, 125,37 sacas por hectare para MAP e 81,85 sacas por hectare para KCl, com altas mensais de 20,30%, 13,55% e 11,44%, respectivamente.

Como reflexo desse cenário, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária aponta que o volume de insumos negociados e as importações de fertilizantes em Mato Grosso, até março de 2026, estão abaixo do observado no mesmo período do ano anterior.

Por fim, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária ressalta que a alta dos insumos reforça a importância do planejamento de compras como estratégia para mitigar custos e reduzir margens negativas para o produtor.





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El Niño pode ser intenso no segundo semestre, alertam previsões


Apesar de informações divulgadas por alguns portais indicarem que o Oceano Pacífico teria atingido o limiar de El Niño, dados analisados pela Meteored com base no boletim semanal da NOAA apontam que as condições permanecem dentro da neutralidade. Ainda assim, novas projeções climáticas reforçam a possibilidade de um evento mais intenso no segundo semestre.

Segundo as publicações recentes, o Boletim Semanal da NOAA indicaria anomalias de temperatura da superfície do mar de +0,5°C na região Niño 3.4, patamar associado ao início do fenômeno. No entanto, essa informação não é confirmada pelos dados oficiais mais recentes.

De acordo com a NOAA, a anomalia semanal registrada na última semana foi de +0,1°C na região Niño 3.4, valor que se mantém dentro do intervalo considerado neutro. Os dados constam no boletim mais recente analisado pela Meteored.

O boletim também apresenta a atualização das projeções dos modelos climáticos, que indicam maior intensidade do fenômeno nos próximos meses. As informações divulgadas se baseiam em dados observados no Oceano Pacífico e em simulações atualizadas.

A NOAA divulga semanalmente as condições do oceano, e os dados mais recentes, compilados pela Meteored a partir do boletim de 20 de abril, mostram anomalias de +0,1°C na região Niño 3.4, +0,6°C na Niño 4, +0,3°C na Niño 3 e +1,2°C na região Niño 1+2, próxima à costa do Peru.

A divergência nas informações pode estar relacionada ao uso de dados diários de temperatura da superfície do mar, que apresentam maior variação. Nessas medições, é possível observar valores entre 0,5°C e 1°C, o que pode ter contribuído para a interpretação de que o limiar de El Niño teria sido alcançado.

Especialistas ressaltam que anomalias diárias ou semanais dentro do limiar não são suficientes para caracterizar o fenômeno, uma vez que há variações significativas em curtos períodos.

Pelo critério tradicional, um evento El Niño exige cinco trimestres móveis consecutivos com anomalias iguais ou superiores a +0,5°C na região Niño 3.4. Para a declaração operacional, a NOAA considera também se a anomalia mensal atingiu esse patamar e se há indicação de persistência nos meses seguintes.

As projeções mais recentes dos modelos climáticos indicam avanço do aquecimento no Pacífico equatorial ao longo de 2026, conforme atualização divulgada na segunda-feira (20).

Segundo os dados analisados, a média das previsões aponta que o limiar de El Niño deve ser atingido no trimestre de abril a junho. Além disso, as anomalias projetadas superam +2°C no período de outubro a dezembro.

Na comparação com as previsões divulgadas em março, houve aumento nas estimativas de intensidade do fenômeno, que antes indicavam anomalias superiores a +1,5°C para o mesmo período.

Apesar disso, os modelos climáticos apresentam limitações e enfrentam o período conhecido como “barreira da primavera/outono”, quando a previsibilidade é reduzida.

Mesmo com essas incertezas, o histórico recente das projeções indica que o fenômeno El Niño 2026/2027 tende a se intensificar, segundo a análise da Meteored.

Especialistas também destacam que a intensidade do fenômeno não implica, necessariamente, impactos proporcionais, já que os efeitos regionais dependem de diversos fatores e não evoluem de forma linear com o aumento da temperatura da superfície do mar.





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Itália intensifica sua aposta no mercado brasileiro de vinhos


Dados do Ministério do Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços revelam que, no ano passado, o Brasil importou mais de 165 milhões de litros de vinho, alta de 3,5% em relação a 2024, tendo investido, para isso, US$ 558,7 milhões contra os US$ 523,4 milhões do ano anterior. 

A Itália, maior produtora mundial de vinhos, é hoje o quinto maior exportador em valor da bebida para o Brasil, atrás do Chile, Argentina, Portugal e França. Em 2025, as vendas somaram US$ 49,2 milhões, contra os US$ 43,2 milhões de 2024, com alta de 13,9%. O total de litros exportado manteve-se estável – cerca de 9,8 milhões. 

Mas, mais importante que o tamanho do mercado é a mudança de perfil do consumo: o Brasil avança na premiumização, processo pelo qual os consumidores trocam produtos de entrada por opções de maior qualidade e preço -, que é hoje o principal motor do mercado de vinhos no País. Esse movimento implica crescimento do valor médio das importações, expansão do e-commerce, maior abertura a brancos, rosés e espumantes, e busca crescente por rótulos de origem, diversidade regional e valor agregado. 

De acordo com Milena Del Grosso, diretora da ICE – Agência para a Promoção no Exterior e a Internacionalização das Empresas Italianas no Brasil | Departamento para a Promoção de Intercâmbios da Embaixada da Itália, “o país europeu é o exemplo mais nítido desse movimento de premiumização”. Ela destaca que “o volume de vinhos italianos exportado para o Brasil manteve-se estável, enquanto o faturamento cresceu”. Prova disso é o aumento no preço dos vinhos italianos, que passou de US$ 3,98 em 2024 para US$ 4,56 no ano passado – alta de 14,6%. 

Para reforçar sua aposta no mercado nacional e incrementar as vendas, a Agência ICE organiza o Pavilhão Italiano na Wine South America 2026, uma das principais feiras vitivinícolas da América Latina, que será realizada entre os dias 12 e 14 de maio em Bento Gonçalves (RS). Participarão mais de 30 empresas, com um amplo portfólio composto por cerca de 300 rótulos provenientes de todas as principais regiões vitivinícolas italianas, com destaque para vinhos de terroirs ainda pouco explorados no Brasil, denominações de origem, espumantes, brancos de altitude, vinhos vulcânicos e novos produtores em busca de importadores e canais de distribuição qualificados. 





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IAC apresenta novas variedades de cana e de amendoim


O Programa Cana IAC apresentará suas duas mais novas variedades de cana-de-açúcar —IAC07-2361 e IACCTC09-6166 — na Agrishow 2026. Outras dez cultivares de destaque nacional estarão plantadas no plot do Instituto, de 27 de abril a 1º de maio, em Ribeirão Preto, interior paulista, no mesmo espaço onde funciona a Divisão Avançada de Pesquisa e Desenvolvimento de Cana do Instituto Agronômico (IAC), da APTA (Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Durante o evento, o público também poderá saber mais sobre o Sistema de Mudas Pré-Brotadas (MPB), que tem produção estimada anual de 200 milhões de mudas de MPB, e a Tecnologia do Terceiro Eixo, adotada em 30% do setor e estratégica para reduzir a exposição da cana ao déficit hídrico.

“Será uma oportunidade para os visitantes interagirem com os nossos pesquisadores e técnicos e conhecerem os materiais mais recentes liberados pelo Programa Cana IAC e por vários outros programas de melhoramento genético do Instituto, a exemplo de grãos, café e horticultura, além de tecnologias de irrigação e de segurança na aplicação de agrotóxicos”, afirma Marcos Guimarães de Andrade Landell, líder do Programa Cana e coordenador do IAC. 

As variedades IAC07-2361 e IACCTC09-6166 são indicadas para a região Centro-Sul do Brasil e ampliam as opções de diversificação dos produtores, contribuem para a competitividade e a resiliência da canavicultura e se destacam pela alta produtividade agroindustrial e características que facilitam os manejos ao longo dos ciclos produtivos.

A IAC07-2361 tem alta produtividade e rusticidade e raro florescimento. A variedades é uma excelente opção por sua adaptação na mecanização no plantio e na colheita, ótima população de colmos ao longo dos cortes e porte semiereto e boa resistência ao acamamento. Todas essas características garantem a qualidade da matéria-prima entregue à indústria.

A IACCTC09-6166 se destaca pela elevada produtividade e manutenção de população uniforme de colmos ao longo dos cortes, alta adaptabilidade a diferentes ambientes e Longo Período de Utilização Industrial (PUI), favorecendo a qualidade da matéria-prima. Tem ainda excelente adaptação às condições de cultivo mecanizado, porte semiereto e boa resistência ao acamamento.

Cultivares IAC de amendoim ocupam cerca de 70% dos campos paulistas desta oleaginosa

O público poderá conhecer a IAC OL7, a nova cultivar de amendoim que amplia as opções ao setor e se destaca pelo ciclo mais curto, com cerca de 130 dias, e maior potencial produtivo, alcançando 7 mil quilos por hectare de amendoim em casca. Seus grãos são considerados “alto oleicos” por terem de 70% a 80% de ácido oleico, além do padrão de grãos tipo exportação. Tem menor suscetibilidade às manchas foliares.

Também estarão expostas a mais plantada: a IAC OL3, que tem características semelhantes à IAC OL7. A IAC OL5 se destaca pela tolerância ao estresse hídrico, além de reunir essas desejáveis características agronômicas e industriais. Os visitantes poderão ver ainda a IAC 503, a segunda cultivar do IAC mais plantada, que alia resistência e rusticidade, tem ciclo longo e o mesmo teor de 70% a 80% de ácido oleico.

Feijão IAC Nelore pode ser armazenado por um ano

Com grão tolerante ao escurecimento, característica que agrada ao consumidor, que rejeita feijão escuro, e favorece a cadeia produtiva, que pode armazená-lo por cerca de 12 meses, sem perder venda. Assim é a cultivar IAC Nelore estará exposta na Agrishow. Seu caldo é espesso e tem alta qualidade, com excelente aceitação no mercado e aprovação pela indústria. Ela também tem potencial produtivo de 70 sacas por hectare e alta tolerância à antracnose por ser resistente a várias raças fisiológicas do patógeno que acometem o feijoeiro no Brasil.

“Nós o desenvolvemos em função da cultivar IAC 2051, que apesar de todas as qualidades, como produtividade, grão claro, escurecimento muito lento, ele apresenta suscetibilidade para a antracnose, doença fúngica que pode causar perdas de até 100% do feijoeiro. Por isso o Nelore foi desenvolvido para suprir essa suscetibilidade que o IAC 2051 tem para a antracnose”, explica Alisson Chiorato, pesquisador do IAC.

Raízes do agro: o público verá de perto as cultivares de mandioca IAC de mesa e para a indústria, que ocupam cerca de 80% do mercado nacional. As novas opções de batata-doce coloridas e com maior teor de betacaroteno também poderão ser vistas.

As equipes de pesquisadores e técnicos do IAC estarão à disposição do público.

Gestão da irrigação: técnicas para obter resultados com segurança hídrica e sustentabilidade

O uso eficiente da água na agricultura será apresentado ao público da Feira com conceitos de monitoramento, gestão e eficiência do uso desse recurso natural escasso. As estratégias de manejo da irrigação, considerando a dinâmica da integração entre planta, cultivares, ambiente onde está instalada a lavoura e sua disponibilidade hídrica são essenciais para a garantia de eficiência dessa técnica com vistas para a produtividade e o consumo hídrico pela planta.

Segundo a pesquisadora e vice-coodenadora do IAC, Regina Célia de Matos Pires, Pires, o monitoramento do clima é fundamental na tomada de decisão ao longo do ciclo da cultura e no entendimento dos resultados, assim como o monitoramento da água disponível no solo e a profundidade do sistema radicular das plantas.

“Isso é muito importante sobretudo quando se realiza a irrigação de salvamento – ao conhecer essa disponibilidade consigo fazer o balanço hídrico e adotar estratégias mais assertivas na irrigação e em especial na modalidade de salvamento da cana, por exemplo”, completa.

Além de medições clássicas, ao monitorar é possível recorrer às tecnologias atuais, como o uso de imagens obtidas por meio de câmeras, que podem facilitar muito o manejo e a tomada de decisão, em especial em grandes culturas. “Cada parâmetro monitorado aumenta a confiabilidade na tomada de decisão”, afirma.

QUEPIA completa 20 anos e tem parceria com dez fabricantes de vestimentas de proteção para aplicadores de agrotóxicos

“Atualmente, EPI que não passa pelos ensaios de qualidade não chega mais ao mercado. Isso significa que todos os trabalhadores hoje em dia estão mais seguros.”

A frase é do pesquisador do IAC, responsável pelo Programa IAC de Qualidade em Equipamento de Proteção Individual na Agricultura (QUEPIA), Hamilton Humberto Ramos. O Programa é uma iniciativa do Instituto Agronômico (IAC), implementada em 2006, para certificar a qualidade e eficácia de EPI na agricultura, especialmente vestimentas contra agrotóxicos. No QUEPIA são desenvolvidos novos materiais e testados os existentes a fim de garantir a segurança do trabalhador rural. Em parceria com a ABNT, também estabelece normas nacionais e internacionais relacionadas a EPI agrícola. 

Os estudos são direcionados ao desenvolvimento de vestimenta de EPI com proteção e conforto térmico adequados a trabalhadores em pequenas propriedades e em situação de alta exposição.

“A qualidade não é restrita apenas para trabalhadores em pequenas propriedades, mas em geral para os diferentes cenários existentes na tecnologia de aplicação”, completa.

Segundo o pesquisador, os critérios de segurança e conforto são os estabelecidos na norma ISO 27065 e abrangem ensaios de resistência química e mecânica do EPI. “Além disso, avaliamos a qualidade da modelagem da vestimenta para que não haja impedimento de qualquer movimento, não se rasgue com movimentos comuns à operação ou mesmo permita a passagem de produto por possíveis aberturas ocasionadas pela forma como foi construída”, explica Ramos.

Os estudos asseguram que os materiais e vestimentas atendam plenamente aos critérios de segurança, mantendo sua eficácia mesmo após o número de lavagens indicado pelo fabricante e considerando os diferentes tipos de higienização aplicados.

“Além de ter qualidade, o EPI deve estar adequado ao nível de exposição que a aplicação proporciona — um costal e um tratorizado, por exemplo, possuem exposições diferentes —. Também devem ter tamanho adequado ao usuário e passar por manutenção para garantia da vida útil. Só utilizar EPI não garante a segurança”, comenta.

O projeto ainda busca por novos tecidos passíveis de serem usados na confecção de vestimentas de proteção em parceria com fabricantes de tecidos.





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Mercado do boi segue sem mudanças



Escalas de abate chegam a oito dias



Foto: Canva

O mercado do boi gordo manteve cotações estáveis em São Paulo, segundo análise divulgada na quarta-feira (22) pelo informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. A cotação não mudou em nenhuma categoria na comparação com o dia 20 de abril. Parte dos frigoríficos sinalizou aumento pontual da oferta e já conseguiu alongar as escalas em razão do menor número de dias de abate na semana, por causa do feriado de Tiradentes. Com isso, já houve tentativas de compra da arroba do boi gordo a preços menores. Ainda assim, a oferta seguiu restrita, sobretudo para frigoríficos menores, que não tinham contratos de compra e atuavam no mercado spot, o que contribuiu para a sustentação dos preços. Parte dos compradores ainda se organizava para definir os preços de compra da semana e não havia retomado as negociações.

As escalas de abate estavam, em média, para oito dias.

Em Mato Grosso, o mercado abriu a quarta-feira estável, sem alteração nas cotações de nenhuma categoria nas praças pecuárias do estado, conforme a Scot Consultoria. Muitos frigoríficos ainda trabalhavam com escalas curtas, em meio à escassez de bovinos terminados para abate, e tinham pagado mais pela arroba. Já havia maior pressão baixista, especialmente por parte dos frigoríficos maiores, para pagar menos pela arroba bovina, mas o movimento ainda não era suficiente para a queda das referências. A cotação da arroba do “boi China” não mudou.

Em Alagoas, a cotação também permaneceu estável na comparação diária, de acordo com a Scot Consultoria.





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Clima deve ditar preços do milho no curto prazo



Milho tem cenário atrelado ao clima e dólar



Foto: Pixabay

O mercado de milho deve ser influenciado principalmente pelas condições climáticas nos próximos dias, segundo a análise “Direto do Campo”, da Grão Direto. De acordo com o relatório, “o fator mais decisivo para as cotações do milho nos próximos dias será o monitoramento rigoroso do clima”. O Instituto Nacional de Meteorologia prevê a continuidade de uma distribuição irregular de chuvas, com escassez e temperaturas acima da média no Centro-Sul do Brasil. “Se o estresse hídrico se intensificar, as perdas recentes na B3 podem ser rapidamente revertidas por altas especulativas”, aponta a análise.

No cenário internacional, o avanço do plantio da safra norte-americana também deve concentrar a atenção do mercado. Segundo o relatório da Grão Direto, “com a redução drástica na área de milho dos EUA, o mercado internacional está extremamente sensível”. O documento destaca que “qualquer boletim de progresso de safra indicando que as chuvas de primavera estão atrasando o plantio no Corn Belt americano fornecerá suporte imediato aos preços em Chicago”. Ainda de acordo com a análise, “a demanda externa e interna será um ponto chave para a formação de preços físicos”, acrescentando que “o alerta de quebra na safrinha pode levar o setor de proteína animal e indústrias a anteciparem compras”, enquanto “a guerra no Oriente Médio continuará afetando as rotas de comércio, colocando em risco grandes vendas do cereal brasileiro”.

No ambiente macroeconômico, a análise da Grão Direto aponta que “a volatilidade macroeconômica e as oscilações do câmbio seguem como principais vetores das negociações no curto prazo”, com investidores reagindo a dados de inflação nos Estados Unidos e à perspectiva de juros elevados por mais tempo. O relatório informa que, na última sexta-feira (17/04), o dólar encerrou próximo de R$ 5,00, refletindo cautela global, e destaca que “as incertezas envolvendo o conflito no Irã adicionam pressão e podem gerar picos de valorização da moeda, criando oportunidades para o produtor travar margens no mercado físico”. A análise conclui que “o cenário macro continuará determinante para o ritmo das comercializações” e recomenda o uso de plataformas digitais para aproveitar momentos de câmbio mais favoráveis.





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Margem da cria sobe com valorização do bezerro



Custo da cria sobe no 1º trimestre de 2026



Foto: Divulgação

O custo operacional total do sistema de cria da bovinocultura de corte registrou alta de 2,98% no primeiro trimestre de 2026 em Mato Grosso, na comparação com o custo consolidado de 2025, segundo análise divulgada na segunda-feira (20) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária.

De acordo com dados do projeto CPA, desenvolvido em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso, o indicador encerrou o período com média de R$ 9,69 por quilo. “Esse aumento ocorreu, principalmente, devido à elevação nos grupos de depreciação e de mão de obra familiar, que, juntos, representam 40,51% do COT”.

No mesmo período, o preço do bezerro de 7 arrobas manteve trajetória de valorização, com alta de 10,87% e cotação média de R$ 14,69 por quilo, conforme o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária. “Com isso, o maior avanço no preço do bezerro frente ao custo elevou a margem bruta da atividade, que atingiu média de R$ 5,00/kg, valor 30,26% superior à média registrada em 2025”. Ainda segundo a análise, “esse cenário tem contribuído para estimular a atividade de cria, refletido na redução dos abates de fêmeas, indicando movimento de retenção e impactando a dinâmica de oferta no mercado”.





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Temperaturas podem chegar a 37°C no país


A atuação de uma onda de calor sobre o Brasil deve se intensificar nos próximos dias, mantendo temperaturas acima da média em diversas regiões, segundo informações da Meteored. O pico do calor está previsto para domingo (26), quando as máximas podem atingir 37°C.

De acordo com a Meteored, a presença de uma bolha de ar quente desde a semana passada já vem elevando as temperaturas no Brasil central, com efeitos sobre partes das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, aproximando as condições do padrão típico de verão.

Nos próximos dias, esse sistema deve ganhar intensidade e ampliar sua área de atuação, com temperaturas elevadas em uma extensa faixa do país. O modelo climático ECMWF, utilizado pela Meteored, indica que esse padrão pode persistir ao longo do mês de maio.

Segundo o modelo ECMWF, o índice de previsão extrema para temperatura máxima aponta que os valores previstos são considerados incomuns dentro da climatologia em várias regiões do país.

O indicador utiliza uma métrica estatística baseada no quantil 99 e sinaliza eventos extremos quando as temperaturas previstas ultrapassam esse limite, indicando baixa frequência histórica para esses valores.

A intensificação do calor deve começar na sexta-feira (24), atingindo estados como Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, com expansão gradual até domingo (26), quando a área afetada alcança sua maior extensão.

Após esse período, a área de maior intensidade do calor tende a se concentrar entre o Centro-Oeste e o Sudeste, mantendo temperaturas elevadas até pelo menos terça-feira (28).

As anomalias de temperatura previstas podem chegar a 8°C acima da média, especialmente a partir de sábado (25) no sul de São Paulo, enquanto em outras áreas os desvios devem variar entre 6°C e 7°C acima da média.

No domingo (26), essas anomalias se espalham por São Paulo, Rio de Janeiro e partes de Minas Gerais e Espírito Santo, em função do avanço de uma frente fria pelo Sul do país, que favorece o transporte de ar quente antes da mudança no tempo.

Nessas regiões, as temperaturas máximas devem variar entre 33°C e 37°C, com destaque para valores próximos de 36°C no interior paulista e no Rio de Janeiro, além de registros mais elevados previstos para Mato Grosso e Goiás.

Na segunda-feira (27), a frente fria avança e desloca a massa de ar quente para o norte, provocando leve redução das temperaturas em algumas áreas, embora máximas próximas de 36°C ainda sejam esperadas em Mato Grosso, Goiás e no norte do Rio de Janeiro.

Ainda conforme o modelo ECMWF, áreas do leste paulista e do centro-sul fluminense devem registrar temperaturas mais amenas devido à atuação de chuvas associadas à frente fria.

A Meteored indica que a onda de calor deve persistir ao longo da semana entre 27 de abril e 4 de maio, com anomalias positivas em grande parte do centro do país.

Nesse período, as temperaturas devem ficar entre 3°C e 6°C acima da média, podendo alcançar até 10°C acima da média nas áreas centrais da massa de ar quente.

A previsão indica ainda que o padrão de calor pode se estender por todo o mês de maio, com manutenção de anomalias elevadas ao longo das semanas seguintes. A partir da segunda quinzena de maio, a tendência é de enfraquecimento gradual da onda de calor, embora o sistema ainda possa persistir até o início de junho.

 





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Ativos reais vão disparar após nova crise global, diz análise



A série histórica destaca pontos de inflexão importantes


A série histórica destaca pontos de inflexão importantes
A série histórica destaca pontos de inflexão importantes – Foto: Canva

A dinâmica entre ativos reais e financeiros ao longo do tempo revela mudanças relevantes no comportamento dos mercados diante de diferentes cenários econômicos. A análise tem como base gráfico do BofA Global Investment Strategy, com dados da Bloomberg, apresentado por José Carlos de Lima Júnior, sócio da Markestrat Group e cofundador da Harven Agribusiness School.

O material mostra a relação histórica de desempenho entre esses dois grupos de ativos desde a década de 1920, evidenciando ciclos de predominância alternada. Em momentos marcados por inflação mais elevada, juros reais baixos ou instabilidade geopolítica, os ativos reais tendem a apresentar melhor desempenho relativo. Já em períodos de maior estabilidade monetária e expansão financeira, os ativos financeiros ganham protagonismo.

A série histórica destaca pontos de inflexão importantes, como o período após o fim do acordo de Bretton Woods, no início dos anos 1970, quando houve mudança significativa na trajetória dos preços relativos. Também é possível observar picos e quedas associados a diferentes contextos macroeconômicos ao longo das décadas.

Na avaliação apresentada, o cenário atual sugere um ambiente propício para a valorização de ativos ligados à escassez física. A leitura considera que, diante de incertezas recentes e mudanças no equilíbrio global, há tendência de migração de capital para esse tipo de ativo. Nesse contexto, as commodities aparecem como principais candidatas a capturar esse movimento, refletindo uma possível mudança de ciclo no mercado. As informações foram divulgadas na rede social LinkedIn.

 





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Inseto devastador vira pesadelo no algodão



O monitoramento frequente é apontado como essencial


O monitoramento frequente é apontado como essencial
O monitoramento frequente é apontado como essencial – Foto: Canva

O controle de pragas segue como um dos principais desafios para a produção de algodão no Brasil, exigindo manejo constante e estratégias bem definidas ao longo de todo o ciclo da cultura. Entre os fatores que mais impactam a produtividade, destaca-se o ataque de insetos que comprometem diretamente o desenvolvimento das plantas.

Nesse cenário, o bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis) permanece como a principal ameaça à cultura. A praga atinge estruturas reprodutivas, como botões florais e maçãs, podendo reduzir em até 70% o potencial produtivo. Segundo Luiz Henrique Marcandalli, da Rainbow, o inseto interfere na formação da planta ao atingir partes essenciais, o que leva à queda dessas estruturas e prejuízos no rendimento.

De pequeno porte, com coloração marrom e medindo entre 3 e 6 milímetros, o bicudo apresenta alta capacidade de reprodução e grande poder de destruição. Os primeiros sinais incluem botões perfurados, queda precoce e flores com aspecto rosetado. Em muitos casos, a infestação começa de forma discreta, mas evolui rapidamente, especialmente em condições favoráveis.

O monitoramento frequente é apontado como essencial para o controle eficiente. A inspeção das áreas, sobretudo nas fases reprodutivas, permite identificar a praga de forma precoce. Medidas como destruição de restos culturais, eliminação de plantas voluntárias e uso de armadilhas na entressafra contribuem para reduzir a população do inseto.

O manejo integrado também envolve a rotação de mecanismos de ação e o uso criterioso de inseticidas. Produtos com diferentes modos de ação, como os à base de etiprole, a exemplo do Ethrole, da Rainbow, são indicados especialmente em áreas com alta pressão da praga. A estratégia, segundo a empresa, depende da combinação de práticas e do planejamento contínuo ao longo da safra.

 





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