domingo, julho 26, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Safra de milho avança com ritmo limitado


A colheita do milho no Rio Grande do Sul atingiu 90% da área cultivada, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (23) pela Emater/RS-Ascar. A cultura se encontra em fase final de safra, com avanço limitado das operações devido às precipitações, especialmente na Metade Sul, onde a elevada umidade dos grãos e a restrição ao tráfego de máquinas dificultaram os trabalhos. As áreas remanescentes correspondem a lavouras implantadas em períodos intermediários e tardios, em estádios reprodutivos ou em enchimento de grãos, beneficiadas pelas chuvas desde meados de março.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, as condições meteorológicas ao longo do ciclo resultaram em desempenho produtivo heterogêneo. Episódios de déficit hídrico em fases críticas, como pendoamento e floração, impactaram parte das lavouras de plantio intermediário, reduzindo o potencial produtivo.

A qualidade dos grãos é considerada satisfatória nas áreas colhidas em condições adequadas, embora a elevada umidade em períodos chuvosos tenha exigido maior cuidado nas operações de colheita.

A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada em 803.019 hectares e produtividade média estadual de 7.424 kg por hectare.

Na região administrativa de Bagé, a Emater/RS-Ascar informa que a colheita evoluiu de forma lenta em razão da elevada umidade dos grãos, decorrente de períodos sucessivos de chuva e nebulosidade. Em Candiota, a colheita iniciou em áreas compostas majoritariamente por pequenas propriedades. Em São Gabriel, 85% dos 3.000 hectares cultivados foram colhidos, com 10% em maturação e 5% em enchimento de grãos, apresentando bom potencial produtivo, apesar de perdas estimadas em cerca de 25% em relação ao potencial inicial devido ao déficit hídrico em fases críticas.

Na regional de Caxias do Sul, o predomínio de tempo seco favoreceu o avanço da colheita, que alcança cerca de 70%. As produtividades variam entre 7.200 e 9.000 kg por hectare, com grãos considerados adequados em termos de qualidade.

Na região de Ijuí, a colheita da safra está praticamente concluída, restando cerca de 2% de áreas de safrinha em fase final de enchimento de grãos, com produtividades que chegam a 9.240 kg por hectare.

Na regional de Pelotas, 45% da área foi colhida, com interrupções provocadas pelas chuvas, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a entrada de máquinas. As áreas remanescentes estão distribuídas entre enchimento de grãos, maturação e floração, indicando variação no desenvolvimento das lavouras.

Na região de Santa Rosa, 94% da área cultivada foi colhida, com lavouras remanescentes em enchimento de grãos, floração e maturação. Também há intensificação do planejamento para a próxima safra, com aquisição antecipada de insumos e adoção de estratégias como a semeadura precoce para mitigar riscos climáticos.

Na regional de Soledade, a colheita das áreas semeadas no período inicial está praticamente concluída, restando áreas pontuais em relevo acidentado, onde a operação ocorre de forma manual. Cerca de 65% da área total foi colhida, enquanto lavouras tardias seguem em fases reprodutivas sob condições favoráveis de temperatura, umidade do solo e radiação solar.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

agroindústria cresce e ganha destaque no setor


O agronegócio brasileiro tem ampliado a estratégia de agregação de valor por meio da agroindústria diante do aumento da produção de commodities, das exigências por sustentabilidade e da demanda global. O movimento ganha visibilidade durante a Agrishow, considerada a principal feira de tecnologia para o setor na América Latina, onde soluções voltadas à inovação e à geração de valor agregado são apresentadas.

Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária indicam que o agronegócio brasileiro registrou Produto Interno Bruto de R$ 775,3 bilhões em 2025. No entanto, levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada aponta que a agroindústria representa 24,3% desse total, evidenciando espaço para expansão dentro da cadeia produtiva.

Para João Carlos Marchesan, o cenário revela potencial de crescimento. “esse dado mostra que existem oportunidades para uma expansão dentro da cadeia produtiva, especialmente diante de um mercado internacional cada vez mais competitivo e exigente”.

A feira apresenta a incorporação de tecnologias nas cadeias produtivas, com soluções como piloto automático, telemetria e inteligência artificial aplicadas às operações agrícolas. Equipamentos mais conectados e eficientes permitem reduzir perdas, otimizar o uso de insumos e ampliar a produtividade, enquanto ferramentas como robôs autônomos, drones e sistemas de agricultura de precisão ampliam o uso de dados na tomada de decisão.

Marchesan afirma que o evento integra diferentes etapas do setor. “A feira é esse ponto de convergência entre as commodities e a agroindústria. Se, por um lado, o campo é exemplo na liderança da produção de alimentos com qualidade e de forma sustentável, capaz de contribuir com a segurança alimentar mundial, a agroindústria encontra no agronegócio brasileiro, produtos que podem ganhar alto valor de mercado, com grande potencial de expansão dos negócios”.

Além das soluções no campo, a Agrishow também reúne tecnologias voltadas ao controle e à qualidade ao longo da cadeia produtiva, incluindo sistemas integrados de gestão, análise de dados, processamento e rastreabilidade. Equipamentos com sensores para medição de carbono e evapotranspiração também são apresentados, alinhados às exigências de mercados internacionais.

“O diferencial competitivo do agronegócio brasileiro, preparado para competir em segmentos de alto valor agregado, está na Agrishow”, finaliza Marchesan.

A 31ª edição da Agrishow ocorre entre 27 de abril e 1º de maio de 2026, com ingressos disponíveis em diferentes faixas de preço e horários de visitação definidos ao longo do período do evento.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Biocombustível brasileiro pode aliviar crise na Europa



Os biocombustíveis foram apontados como uma alternativa


Os biocombustíveis foram apontados como uma alternativa
Os biocombustíveis foram apontados como uma alternativa – Foto: Pixabay

A segurança energética voltou ao centro das discussões na Europa diante das incertezas no fornecimento de combustíveis e da volatilidade dos preços internacionais do petróleo. Nesse cenário, o Brasil aparece como um possível parceiro para ampliar o acesso a fontes renováveis, biocombustíveis e matérias-primas essenciais à transição para uma economia de baixo carbono.

Em entrevista à agência Lusa, em Bruxelas, Pedro Miguel da Costa e Silva defendeu que a cooperação com o Brasil pode avançar em diferentes frentes. O embaixador brasileiro destacou o crescimento da produção nacional de energia limpa, com participação de fontes como solar, eólica e biomassa, além do potencial do país para o desenvolvimento do hidrogênio verde.

Os biocombustíveis foram apontados como uma alternativa relevante para o momento europeu. O Brasil tem ampla experiência no uso do etanol, especialmente por causa da frota de veículos flex, capaz de operar com gasolina ou etanol. Na avaliação apresentada, esse modelo poderia contribuir para reduzir a dependência de combustíveis fósseis também na Europa.

O combustível sustentável de aviação, conhecido como SAF, é outro segmento citado como oportunidade de aproximação, em meio às preocupações com o abastecimento do setor aéreo. Apesar do potencial, o etanol brasileiro, sobretudo o produzido a partir da cana, ainda enfrenta barreiras no mercado europeu por critérios ambientais, exigências regulatórias, certificações e disputas com produtores locais.

A proposta brasileira não se limita ao aumento das exportações. O país também sinaliza disposição para desenvolver projetos conjuntos com empresas europeias, inclusive com produção de biocombustíveis no próprio continente.


 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Agro mineiro exporta US$ 3,93 bilhões no trimestre


As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 3,93 bilhões no primeiro trimestre do ano, entre janeiro e março, respondendo por 38,5% da receita total do estado. O setor manteve a liderança na pauta exportadora, mesmo com retração de 13,6% no valor em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O volume embarcado também apresentou queda, de 11,2%, totalizando 2,84 milhões de toneladas no período. Segundo a assessora técnica da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Manoela Teixeira, o resultado reflete uma combinação de fatores ligados à oferta, aos preços internacionais e à composição da pauta exportadora. Ela afirma que a análise conjunta entre valor e volume ajuda a explicar o desempenho das cadeias produtivas. “No café, por exemplo, a retração do volume foi proporcionalmente maior que a da receita, refletindo a permanência de preços médios elevados. Já no setor sucroalcooleiro aconteceu o inverso. Houve expansão do volume exportado combinada ao recuo da receita, indicando redução de preços médios”, exemplifica a assessora Manoela Teixeira.

No período, os produtos do agronegócio mineiro foram destinados a 155 países. China liderou como principal destino, com US$ 713,1 milhões, seguida por Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão.

De acordo com a assessora da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, houve mudanças na composição geográfica das exportações. “A comparação deste trimestre com o do ano anterior mostra mudanças relevantes na composição geográfica das exportações. Mercados como Itália, Índia, Taiwan, Tailândia, Filipinas e Suíça ampliaram sua participação”, detalha.

No recorte do Oriente Médio, considerando países como Emirados Árabes Unidos, Turquia e Arábia Saudita, as exportações somaram US$ 219,1 milhões, o equivalente a 5,6% do total exportado pelo estado no trimestre.

O café manteve a liderança entre os produtos exportados, com US$ 2,4 bilhões e volume de 5,4 milhões de sacas, registrando recuo de 18,5% em valor e de 31,5% em volume na comparação anual.

O complexo soja, que inclui grão, farelo e óleo, ocupou a segunda posição, com US$ 510,4 milhões e 1,2 milhão de toneladas exportadas, com retrações de 11,2% e 16,7%, respectivamente. A redução nas vendas do grão ocorreu ao mesmo tempo em que houve avanço do farelo e do óleo, alterando a composição interna do grupo.

O segmento de carnes, que engloba bovina, suína e de frango, registrou crescimento no período, com recorde nas exportações de carne bovina para um primeiro trimestre. O grupo somou US$ 419 milhões e 117,6 mil toneladas, com aumento de 8,7% em valor e 2% em volume frente ao mesmo período de 2025.

Os produtos florestais alcançaram US$ 240,7 milhões, com leve recuo de 1% no valor e aumento de 3,4% no volume, totalizando 419,1 mil toneladas, com destaque para o crescimento nas vendas de papel.

Além desses segmentos, Minas Gerais também liderou, no trimestre, as exportações brasileiras de milho para semeadura, mel natural, batatas preparadas ou conservadas, leites concentrados adocicados e doce de leite.





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Estado de São Paulo tem alerta amarelo para tempestade neste final de semana


Instabilidade pode provocar chuvas entre 20 e 30 mm por hora, com acumulados que podem chegar a até 50 mm no dia

Logotipo Notícias Agrícolas

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo, de perigo potencial, para tempestade em áreas do estado de São Paulo e regiões vizinhas neste final de semana. O aviso tem início ao meio-dia de sábado (18) e segue até as 23h59 do mesmo dia.

De acordo com o órgão, a instabilidade pode provocar chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora, com acumulados que podem chegar a até 50 milímetros ao longo do dia. Também são esperados ventos intensos, com velocidades entre 40 e 60 km/h, além da possibilidade de queda de granizo em pontos isolados.

O alerta é classificado com grau de severidade de perigo potencial (amarelo), indicando baixo risco para ocorrências mais graves, mas com possibilidade de impactos localizados. Entre os transtornos previstos estão corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos pontuais e eventuais danos em plantações.

As áreas sob aviso incluem diversas regiões do interior e da faixa leste paulista, como Campinas, Bauru, Piracicaba, Itapetininga, Ribeirão Preto, Araçatuba, Marília, Araraquara, Assis, Vale do Paraíba e a Região Metropolitana de São Paulo, além do litoral sul paulista. O alerta também abrange localidades de estados vizinhos, incluindo partes do Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.

destaque_170426

 

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio

Fonte:

Notícias Agrícolas





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Governo propõe renegociação de até R$ 81,6 bilhões em dívidas rurais


O governo federal apresentou na última quinta-feira (23) ao senador Renan Calheiros (MDB-AL) uma proposta de renegociação de dívidas do crédito rural, que deve ser incorporada ao relatório sobre securitização em tramitação na Comissão de Assuntos Econômicos. A medida busca reestruturar passivos do setor e ampliar as condições de pagamento para produtores

O tema já havia sido discutido na semana anterior e deve avançar nos próximos dias. Está prevista para essa terça-feira (28) uma reunião entre o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o senador Renan Calheiros, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e equipes técnicas envolvidas na elaboração do texto.

A proposta prevê a prorrogação de operações de crédito rural até 30 de abril de 2026, incluindo contratos firmados até 31 de dezembro de 2025. Também estão contempladas operações que se tornaram inadimplentes entre 1º de julho de 2024 e 30 de abril de 2026, dentro de um recorte temporal definido para o aumento da inadimplência.

O modelo em discussão não permite o acúmulo com renegociações recentes, especialmente aquelas realizadas com recursos do Fundo Social ou sob supervisão da área econômica do governo, estabelecendo limites para a adesão às novas condições.

O desenho inclui duas linhas de renegociação. A primeira, com recursos controlados, abrange produtores enquadrados no Pronaf e no Pronamp, além de médios e grandes produtores, com taxas de 6% ao ano para o Pronaf, 8% para o Pronamp e 12% para os demais, com prazo de até seis anos. A segunda linha, com recursos livres, é direcionada principalmente a grandes produtores, com juros definidos pelo mercado e prazos semelhantes.

Nos dois casos, a proposta estabelece entrada mínima de 10% para operações adimplentes prorrogadas e de 20% para contratos em inadimplência, como forma de viabilizar a reestruturação das dívidas.

A estimativa técnica indica que a medida pode alcançar mais de 100 mil operações, totalizando cerca de R$ 81,6 bilhões em dívidas passíveis de renegociação, abrangendo diferentes perfis de produtores rurais.

Pelo modelo analisado, a linha com recursos controlados deve preservar as fontes originais das operações, permitindo que contratos equalizados sejam renegociados com base em depósitos à vista, sem custo adicional para a União.

Parte das operações poderá ser mantida nas fontes originais, ainda que com custos associados, enquanto as datas de corte estabelecidas no modelo marcam o período de aumento da inadimplência no crédito rural.

No caso de operações com recursos de fundos constitucionais e do Funcafé, a proposta mantém as taxas vigentes em cada plano safra, como os ciclos 2024/25 e 2026/27.

A estimativa detalhada aponta que, do total de R$ 81,6 bilhões, cerca de R$ 7 bilhões correspondem a operações do Pronaf, aproximadamente R$ 11,2 bilhões ao Pronamp e cerca de R$ 63,3 bilhões aos demais produtores, considerando contratos adimplentes prorrogados e inadimplentes.

Com informações da CNN Brasil*





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

RS investe R$ 14 bilhões nem prevenção e reconstrução pós-enchentes


Dois anos após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024, o Governo do Estado do Rio Grande do Sul informa que os investimentos em ações de reconstrução superam R$ 14 bilhões, contemplando centenas de municípios. Os recursos integram o Plano Rio Grande, lançado no primeiro mês da crise, com orçamento total de R$ 14,5 bilhões.

Segundo o governo estadual, o plano reúne iniciativas voltadas à reconstrução de estruturas afetadas e à ampliação da capacidade de resposta a eventos climáticos. A estratégia inclui ações de prevenção, recuperação e fortalecimento da infraestrutura e da economia, com foco na adaptação a novos cenários. De acordo com a gestão estadual, trata-se de um modelo estruturado de planejamento para enfrentar impactos climáticos no presente e no futuro.

Do total aprovado, mais de R$ 4,4 bilhões já foram pagos e executados, enquanto cerca de R$ 8,1 bilhões estão empenhados. Os recursos têm origem no Executivo estadual e na suspensão do pagamento da dívida com a União por 36 meses, iniciada em maio de 2024. Para gerir os valores, foi criado o Fundo do Plano Rio Grande.

Atualmente, o plano reúne 227 projetos em diferentes fases. O governador Eduardo Leite afirmou que o Estado ampliou sua capacidade de resposta. “O Rio Grande do Sul está muito mais preparado para enfrentar eventos climáticos adversos. Isso é um fato. Desde os primeiros momentos, ainda antes das águas baixarem, colocamos em prática o Plano Rio Grande com um grande conjunto de medidas para tornar o Rio Grande do Sul mais resiliente. Nosso Estado nunca havia tido um plano estruturado com essa finalidade, e o Brasil também não. Agora, sim, temos programa de Estado, não de um governo apenas, para encarar as mudanças climáticas no presente e no futuro”, disse.

Sobre os investimentos, o governador acrescentou que parte significativa dos recursos já foi aplicada. “Já aprovamos mais de R$ 13,9 bilhões em projetos e ações de reconstrução. Mais de R$ 4 bilhões já foram pagos, ou seja, são iniciativas já concluídas para melhorar a vida das pessoas e deixar nosso Estado mais preparado. Isso é muito mais que um número: é um marco histórico de investimento”, afirmou.

De acordo com o governo, o Plano Rio Grande já executou medidas nas áreas de emergência, recuperação, diagnóstico, resiliência e preparação em diversas áreas, como meio ambiente, habitação, segurança, infraestrutura, saúde, educação e desenvolvimento econômico e social, entre outros.

O Plano Rio Grande já executou medidas de emergência, recuperação, diagnóstico, resiliência e preparação em diversas áreas, como meio ambiente, habitação, segurança, infraestrutura, saúde, educação e desenvolvimento econômico e social, entre outros.

Alguns exemplos de atuação nesses dois anos são:

  • reformas e obras em estradas estaduais, escolas e hospitais;
  • abrigos emergenciais, benefícios sociais, moradias provisórias e casas definitivas;
  • desassoreamento e batimetria dos rios, assim como dragagem de hidrovias;
  • colaboração para a reestruturação de bairros em cidades afetadas, sistema de proteção nos municípios, Defesa Civil mais preparada e com maior efetivo, mais equipamentos para as forças de segurança, planos de contingência em todos os municípios;
  • e novos radares, estações hidrometeorológicas e alertas à população.


 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas instrui produtores rurais em Ubiratã


O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) reuniu produtores rurais, em Ubiratã, com o objetivo de iniciar um projeto-piloto na região de Campo Mourão para a otimização da eficiência, segurança e sustentabilidade das pulverizações de defensivos agrícolas. O encontro deu ênfase na tecnologia de aplicação agrícola (TAA) e Inspeção Periódica de Pulverizadores (IPP). Os extensionistas Antônio Eduardo Egydio e Eduardo Campos Barbosa abordaram conteúdos teóricos e práticos nos seguintes temas de deriva na pulverização: como evitar, pontas de pulverização na tecnologia de aplicação, tecnologias de formação de gotas, integração da ponta com o sistema de aplicação, regulagem, calibração e boas práticas de pulverização, erros comuns da pulverização e como evitá-los e regulagem do pulverizador com uso do FLUXIN.

O evento de capacitação contou com a participação de 14 produtores do Projeto de Grãos, assistidos pelo extensionista local Luiz Henrique Oliveira Souza, responsável pelo projeto. O bate-papo contemplou que a aplicação de defensivos agrícolas é uma prática periódica na agricultura, seja para a prevenção ou para o controle de pragas, doenças e plantas daninhas, com a finalidade de manter a sanidade das culturas e proteger o potencial produtivo da lavoura. Contudo, observou-se a necessidade do produtor utilizar o produto correto, na dose recomendada, para alcançar a eficiência no controle esperado. 

Na maioria casos em que há algum tipo de ineficiência, o problema não está no defensivo em si, mas na forma e condições em que ele é aplicado. Segundo explicaram os extensionistas, o conhecimento dos componentes da tecnologia de aplicação permite a tomada de decisão mais certeira no controle de pragas, doenças e plantas daninhas. Sendo que a qualidade da pulverização está diretamente associada à redução de perdas, o que pode depender do uso apropriado dos equipamentos, da escolha adequada das pontas de pulverização e da realização da aplicação em condições climáticas favoráveis.

O projeto-piloto na região de Campo Mourão visa a ampliação para outros municípios da COMCAM, reforçando a importância das boas práticas agrícolas, auxiliando para a redução de desperdícios, menor impacto ambiental e maior eficiência no controle de pragas, doenças e plantas daninhas, além de repassar conhecimentos técnicos e promover a profissionalização dos produtores rurais.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Juros altos aumentam endividamento das famílias brasileiras


As Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgadas nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central (BC), indicam que as famílias seguem pressionadas por crédito caro e recorrem ao uso de modalidades de curto prazo, como o cartão de crédito.

Em março, a taxa média de juros do crédito livre às pessoas físicas permaneceu elevada, em 61,5% ao ano, apesar do recuo mensal de 0,4 ponto percentual (p.p).

Com o brasileiro pagando juros tão altos, a inadimplência do crédito total do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em 4,3% da carteira em março, com queda de 0,1 p.p. no mês, mas aumento de 1,0 p.p. em 12 meses.

Entre as famílias, a taxa chegou a 5,3%, com avanço de 1,4 p.p. em um ano.

De acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito do BC, o endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,9% em fevereiro (aumento de 0,1 p.p. no mês, e de 1,3 p.p. em 12 meses), enquanto o comprometimento da renda com dívidas alcançou 29,7% (alta de 0,2 p.p. no mês e de 1,9 p.p. na comparação anual).

O saldo das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) somou R$ 7,2 trilhões em março, com crescimento de 0,9% no mês.

O crédito às famílias alcançou R$ 4,5 trilhões, com alta mensal de 0,8% e expansão de 10,9% em 12 meses.

No crédito livre destinado às pessoas físicas, o saldo chegou a R$ 2,5 trilhões, avançando 1,1% no mês e 12,3% em relação a março de 2025. O BC destacou o aumento das operações com cartão de crédito à vista, crédito consignado para trabalhadores do setor privado e financiamentos de veículos.

Já o crédito direcionado às famílias — que inclui linhas com recursos e condições definidas por regras específicas — totalizou R$ 2,0 trilhões, com crescimento de 0,5% no mês e 9,3% em 12 meses.

O crédito ampliado ao setor não financeiro totalizou R$ 21,0 trilhões em março, o equivalente a 162,3% do Produto Interno Bruto (PIB – soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, geralmente em um ano), com leve retração de 0,3% no mês. Em 12 meses, houve crescimento de 11,2%.

O crédito ampliado às empresas atingiu R$ 7,1 trilhões, com expansão mensal de 1,5%, impulsionada principalmente pelos títulos privados de dívida, empréstimos externos e operações do SFN.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Ciclone provoca alerta de chuva de mais de 100 mm neste fim de mês


A atuação de um ciclone e de sua frente fria deve provocar tempestades e volumes de chuva superiores a 100 milímetros na região Sul do Brasil nos próximos dias, segundo informações da Meteored. Ao mesmo tempo, outros sistemas atmosféricos mantêm a condição de chuvas intensas nas regiões Norte e Nordeste.

De acordo com a análise, até este sábado, uma área de baixa pressão sobre o Rio Grande do Sul deve se intensificar gradualmente e dar origem a um ciclone extratropical sobre o oceano Atlântico, favorecendo a ocorrência de chuvas no centro-sul do país.

Em paralelo, um segundo ciclone mais intenso deve se formar na altura da Argentina ao longo do fim de semana, impulsionando uma frente fria em direção ao Brasil entre sábado (25) e domingo (26). A interação entre os sistemas deve ampliar os volumes de precipitação na região Sul.

Entre sexta-feira (24) e sábado (25), são previstas pancadas de chuva intensas sobre o Rio Grande do Sul. No domingo (26), a frente fria avança em direção ao norte, provocando precipitações em Santa Catarina e Paraná.

Nos dias seguintes, o sistema tende a permanecer quase estacionário, mantendo condições para tempestades em áreas de Santa Catarina e do Paraná, enquanto o Rio Grande do Sul deve registrar melhora no tempo. O mesmo sistema também favorece a ocorrência de chuvas no Mato Grosso do Sul.

O cenário eleva o risco de impactos como interrupções no fornecimento de energia elétrica, danos em lavouras, queda de árvores, transbordamento de rios e alagamentos ao longo do fim de semana e início da próxima semana na região Sul e em Mato Grosso do Sul.

Além disso, áreas das regiões Norte e Nordeste também permanecem sob alerta para chuvas intensas. No litoral norte do país, a atuação da Zona de Convergência Intertropical contribui para a formação de tempestades na faixa equatorial.

As instabilidades são reforçadas pela Oscilação de Madden-Julian, que se encontra em fase favorável à ocorrência de chuvas no centro-norte do Brasil. Nessas regiões, os acumulados podem variar entre 150 e 200 milímetros até o final da próxima quarta-feira.

Os volumes mais elevados são esperados em estados como Acre, Amazonas, Roraima, Amapá, Pará e norte do Tocantins, além de áreas do Maranhão, norte do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.

Enquanto isso, grande parte da região Sudeste e áreas do Nordeste devem manter tempo firme, com destaque para temperaturas elevadas. No sul e oeste de São Paulo, podem ocorrer pancadas isoladas, mas o predomínio será de tempo seco e quente.

Nessas áreas, as temperaturas máximas podem chegar a 36°C, com níveis de umidade relativa do ar abaixo de 30%, condição que pode agravar problemas de saúde e favorecer a ocorrência de incêndios florestais.

 





Source link