domingo, julho 26, 2026

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Preços de insumos mostram sinais de ajuste



Apesar dessas correções no curto prazo, o acumulado recente segue amplamente positivo


Apesar dessas correções no curto prazo, o acumulado recente segue amplamente positivo
Apesar dessas correções no curto prazo, o acumulado recente segue amplamente positivo – Foto: inpEV

O mercado de insumos agrícolas começa a dar sinais de ajuste após um período recente de forte valorização, embora o cenário ainda seja de preços elevados na maior parte dos produtos. Dados de variação de defensivos agrícolas com base em cotações FOB China Leste, compilados pela Agrinvest Commodities, ajudam a dimensionar esse movimento.

De acordo com Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, após dois meses de estresse e aumento nos preços, algumas correções passam a aparecer de forma pontual. Entre os principais produtos monitorados, há recuos semanais relevantes, como no clorantraniliprole e na lambda-cialotrina, que registraram quedas de dois dígitos, além de baixas em tiametoxam, clorfenapir e cletodim. Ainda assim, nem todos seguem a mesma direção, com o cipermetrina apresentando alta na semana.

Apesar dessas correções no curto prazo, o acumulado recente segue amplamente positivo. Produtos como diuron, propiconazol e metalocloro lideram as altas, com avanços expressivos ao longo do período analisado. Outros princípios ativos importantes, como glifosato, clorantraniliprole e 2,4-D, também acumulam valorizações significativas, refletindo o ambiente de oferta ajustada e demanda firme observado nos últimos meses.

No segmento de fertilizantes, o comportamento é semelhante. O sulfato apresentou recuo na semana, mas ainda permanece mais de 100 dólares por tonelada acima do nível registrado no ano passado, indicando que o alívio recente ainda é limitado frente às altas anteriores.

O cenário segue desafiador no Brasil. A estimativa aponta que entre 45% e 50% do mercado de fertilizantes voltado à soja ainda está em aberto, o que mantém a atenção dos produtores diante das oscilações de preços e da necessidade de planejamento para a próxima safra.

 





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Startup que reduz em 82% o uso de defensivos na cana-de-açúcar apresenta case na Agrishow


A aplicação excessiva de insumos químicos é um dos maiores gargalos financeiros do agronegócio. Na contramão do desperdício, a GeoIA, agtech fundada dentro da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), desenvolveu uma tecnologia capaz de mapear áreas de cana-de-açúcar e de soja, identificando falhas de plantio, os traçados das linhas, plantas daninhas e anomalias específicas. Com esse diagnóstico, aumentam a eficiência das aplicações de defensivos, reduzindo em 82,29% os custos com pulverização, garantindo uma produção mais sustentável e de alta precisão. A startup estará no pavilhão Agrishow Labs, nesta terça-feira (28), no estande da PwC Agtech Innovation.

Fundada por professores referência internacional em geomática e IA, a empresa ganhou tração de mercado ao incorporar em seu C-Level os fundadores da Routeasy, Pedro Cavalcante (CEO) e Caio Reina (CRO). A fusão entre o rigor científico e a agressividade de mercado transformou a GeoIA em uma referência rápida, sendo comparada nos bastidores como a “OpenAI do Agronegócio” devido à sua capacidade de processamento de dados e aprendizado de máquina adaptável a diferentes culturas e relevos.

A tecnologia da empresa já opera nas maiores usinas do setor sucroenergético do país. A primeira operação ocorreu atendendo uma demanda urgente da Raízen: mapear falhas e linhas de plantio em 60.000 hectares em apenas 10 dias. Hoje, a carteira de clientes inclui nomes como Tereos, Adecoagro, BP Bioenergy e COFCO.

Diferente da pulverização tradicional, que aplica herbicidas em área total mesmo onde não há pragas, a GeoIA utiliza um método cirúrgico e contínuo. O processo começa com o mapeamento de alta resolução, onde drones capturam imagens detalhadas da lavoura para análise. Esse material é processado por uma arquitetura de “Deep Learning” proprietária, treinada com base em mais de 120 artigos científicos publicados pelos fundadores, permitindo que o sistema não apenas visualize, mas compreenda o campo ao diferenciar culturas de diversas classes de plantas daninhas.

A partir dessa leitura inteligente, o algoritmo identifica falhas de plantio e focos exatos de infestação, gerando mapas de aplicação localizada. Esses dados são inseridos diretamente no maquinário agrícola, que executa o “Spot Spraying”, pulverizando o defensivo exclusivamente onde a IA indicou a presença da planta daninha, eliminando o desperdício em áreas sadias.

Para Pedro Cavalcante, CEO da GeoIA e empreendedor serial com êxito no setor de logística, o diferencial está na velocidade de resposta, vital para culturas como a soja. “Entramos no setor percebendo uma carência enorme de empresas capazes de operar IA em larga escala com velocidade. Na soja, por exemplo, o ciclo é curto, de 120 dias. A resposta precisa ser imediata. Nossa arquitetura de IA é proprietária, projetada especificamente para cenários complexos do agro, o que nos permite entregar assertividade científica com a velocidade que o mercado exige”, afirma Cavalcante.

Do ponto de vista financeiro, a eficiência da ferramenta impacta diretamente a planilha das empresas que administram as lavouras. Caio Reina, cofundador e CRO da GeoIA, destaca o Retorno Sobre o Investimento. “Quando comparamos a nossa pulverização localizada com o método tradicional, a economia de insumos supera os 82%. Isso não é apenas sustentabilidade ambiental, é eficiência de caixa. O ROI é elevadíssimo porque transformamos um custo fixo de insumos em um custo variável inteligente. Estamos entregando para o CFO da usina a certeza de que ele só está gastando o necessário, blindando a operação contra desperdícios”, finaliza Reina.





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Corteva Agriscience leva soluções para produtividade e rentabilidade de produtores de grãos, citros e cana-de-açúcar à Agrishow 2026


Durante a 31ª edição da Agrishow, a principal feira de tecnologia agrícola da América Latina, realizada entre os dias 27 de abril e 01 de maio, em Ribeirão Preto (SP), a Corteva Agriscience apresentará aos agricultores as principais inovações da empresa em sementes, proteção de cultivos e biológicos, pesquisadas e desenvolvidas nos últimos anos para ajudar a maximizar a produção e a proteção dos produtores, principalmente, os de cana-de-açúcar, citros e grãos. O espaço da Corteva ficará no Shopping Rural Coopercitrus para atender todos os visitantes e cooperados da entidade.

Com o início da safra 2026/27 de cana-de-açúcar, o produtor deve estar preparado para os desafios diários do canavial. Para auxiliá-los, o Time de Especialistas da Linha Cana da Corteva estará no evento tirando dúvidas e apresentando o portfólio em evolução e cada vez mais robusto e inovador.

Entre os destaques da Corteva na Agrishow 2026, o Linear®, herbicida pré-emergente usado para o manejo das principais plantas daninhas de folhas largas e de difícil controle, como Mamona (Ricinus communis) e da Mucuna (Mucuna pruriens). A solução, pesquisada e desenvolvida nos últimos anos para auxiliar os produtores no controle das invasoras que impactam a produtividade e rentabilidade do canavial, é altamente seletiva e flexível. Linear® tem máxima eficiência em pré-emergência, além de um benefício adicional na pós-emergência, pois pode ser aplicado o ano todo e em todas as fases da cultura. Além de uma molécula inédita para a cultura da cana-de-açúcar. Com registro para aplicação tratorizada, costal, via drone ou aeronaves de aplicação.

No manejo das invasoras no canavial, a Corteva ainda conta Coact®️, herbicida seletivo que pode ser aplicado em cana-planta e cana-soca, em pré e pós-emergência da cultura, por isso sua grande flexibilidade de uso. Coact® é eficiente no manejo de folhas largas como a Ipomea e Merremia e em folhas estreitas como Digitarias e Sorgo.

Outra inovação da Linha Cana é o controle da broca da cana: o Revolux®️. O inseticida possui a tecnologia Jemvelva Active TM, atuando com dois modos de ação diferenciados para uma proteção prolongada da cana, com seletividade aos inimigos naturais, e tornando-se uma referência em solução para o manejo integrado de pragas (MIP) ao permitir rotacionar grupos químicos dentro da estratégia do manejo de resistência. Revolux®️ atua na redução inicial da praga devido a sua rápida velocidade de ação sobre as lagartas, sendo uma de suas características exclusivas, sua ação ovicida.

Ferramentas para o controle do inseto transmissor do greening

Na Agrishow, a Linha Citrus da Corteva apresenta suas inovações em constante crescimento com o objetivo de entregar soluções diferenciadas para o agricultor. O destaque para o evento são as suas ferramentas tecnologias para o manejo da principal praga que impacta os citricultores: o psilídeo Diaphorina citri, inseto vetor da bactéria Candidatus Liberibacter spp., que causa o greening, os Inseticidas Delegate® e Verter® SC. Os produtos pertencem aos grupos químicos das espinosinas e sulfoxaminas, que são mais eficientes no controle da doença, segundo o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), com base no estudo do Laboratório de Resistência de Artrópodes da Esalq/USP, realizado em quatro microrregiões do cinturão citrícola do Estado de São Paulo, do Triângulo e do Sudoeste Mineiro.

Delegate® controla o psilídeo e o bicho-furão (Gymnandrosoma aurantianum). Hoje, o produto está registrado para mais de 70 culturas e é reconhecido como uma das tecnologias mais inovadoras e sustentáveis do mundo, tendo conquistado o prêmio de química verde, chancelado pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA). O inseticida possui modo de ação único no mercado, composto pela molécula Jemvelva™️ Active, exclusiva da Corteva, e apresenta alto poder de choque, amplo espectro de controle, efeito residual prolongado, seletividade e menor intervalo de segurança, podendo ser colhido um dia após a aplicação. Já o inseticida Verter® SC possui registro para o controle do psilídio e do pulgão e é o único com tecnologia para o controle de Cochonilha Escama farinha (Unaspis citri). Com ação sistêmica e translaminar, o produto tem alto poder de choque e residual, gerando resultados imediatos nas populações de pragas.

Puro suco do Brasil

A Corteva apresentará durante a Agrishow 2026 a campanha digital “Puro Suco do Brasil”. A ação, que teve início em 2025, destaca a citricultura brasileira como símbolo de trabalho, resiliência e eficiência, gerando mais de 200 mil empregos e movimentando US$ 14 bilhões anualmente. A empresa posiciona seus produtos como essenciais para manter o Brasil na liderança mundial de produção de suco. O objetivo é que este ano, a iniciativa saia das telas e vire um comitê de influenciadores, que vai reunir os principais clientes da agroindústria de Citrus, gerando mais valor para a cadeira e ampliando ainda mais o relacionamento com os produtores.

Equilíbrio entre os químicos e biológicos

A Corteva é líder em soluções biológicas. No evento, a Corteva Biologicals destaca o Utrisha® N, fixador biológico de Nitrogênio para as culturas de milho, soja e batata, que possui uma cepa única da bactéria Methylobacterium symbioticum, que converte o Nitrogênio atmosférico que está disponível no ar em amônio, fornecendo nutriente para que a lavoura atinja incremento significativo no seu desenvolvimento e produtividade.

Além disso, na 31ª edição da Agrishow, a Stoller vai mostrar aos produtores os benefícios do programa fisiológico Soja Forte, composto por três produtos (o regulador de crescimento Stimulate, a solução fisiológica Hold e o complexo de micronutrientes mover) que, juntos, atuam em cada etapa do desenvolvimento da cultura de soja, focado no rendimento e produtividade da lavoura. Para isso, leva em consideração o aumento de vagens e número de grãos por vagem, bem como aumento no peso de grãos. Com uma média de incremento de 4 sacas por hectare, o programa Soja Forte tem como objetivo promover mais rentabilidade ao produtor, já que proporciona melhor desenvolvimento da soja.

Para cana, uma das principais culturas da região, o programa Cana Perene combina soluções de manejo ao longo do seu ciclo, atendendo às principais necessidades da cultura, em cada etapa do seu desenvolvimento através de soluções integradas que trazem tecnologia e performance.

Em café, o Café 360º atua tanto em arábica quanto em conilon – incluindo também o arábica de montanha. O programa combina soluções biológicas, nutricionais e de fisiologia vegetal, proporcionando nutrição equilibrada, sanidade, resistência aos estresses hídricos, eficiência fotossintética, pegamento de frutos, uniformidade de maturação, retenção de folhas, condicionamento de solo, controle de nematóides e melhor relação entre sistema radicular e parte aérea, trazendo mais qualidade ao produto final.

Já para a citricultura, o Citros 360º traz estratégias de manejo que auxiliem o produtor na condução do pomar com maior uniformidade, sanidade, aproveitando maior potencial da planta e por fim maior produtividade, por meio de soluções que atuam nos primeiros anos de formação do pomar.

Inovação e tecnologia em Sementes

A Brevant®️ Sementes estará presente no evento para mostrar seu robusto portfólio de milho e sorgo. A marca possui o maior banco de germoplasma do mercado e as mais recentes tecnologias adaptadas às necessidades de cada região.

Já Pioneer®, marca que celebra 100 anos globalmente e mais de 50 anos de presença no Brasil, é líder em milho há mais de duas décadas, segundo a consultoria Kynetec. Com foco no desempenho do produtor, a marca oferece um portfólio robusto de híbridos, desenvolvido para promover ganhos consistentes de produtividade. Na Agrishow, a Pioneer® reforça esse compromisso ao apresentar seu amplo e reconhecido portfólio em milho e sorgo.

Entre as novidades da companhia, para a soja, a recomendação do Time Técnico da Corteva é a dessecação no estádio R7.1, que quando bem-feita, traz diversos benefícios, como: redução da umidade do grão, facilitando a colheita posterior; diminuição do risco dos chamados “grãos ardidos”, o que proporciona rentabilidade, pois a uniformidade de grãos atende os padrões de armazenagem e de mercado. A inovação da empresa que auxilia o produtor rural neste desafio é o Gapper®, lançamento que integra uma nova família de herbicidas para dessecação com a tecnologia RinksorTM active, imbatível no controle de trapoeraba e outras plantas daninhas de folha larga.

A solução atua sem antagonismo com graminicidas. A tecnologia, ideal, sobretudo em momentos de chuvas frequentes que podem dificultar a colheita do grão, é reconhecida como uma das mais inovadoras do mundo, tendo recebido o prêmio de “Química Verde”, chancelado pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).

Ferramenta de aquisição de insumos

Para auxiliar e dar mais poder de compra ao produtor rural, a Corteva conta com o Programa Lidera. A iniciativa traz mais facilidade, vantagens, autonomia e ajuda a potencializar os negócios ao agricultor. Na compra de soluções da empresa, são gerados pontos, que se transformam em benefícios para o pagamento de futuras aquisições com um voucher de produtos. Outras opções são: um cartão pré-pago para gastar como quiser ou acessar diretamente pelo site o catálogo de prêmios, que conta com mais de 1 milhão de itens. Além disso, o Programa Lidera conta com o serviço de concierge, que auxilia o agricultor com demandas da propriedade: de compra de máquinas a personalização de itens. No evento, o Time da Corteva vai orientar o produtor sobre como fazer o seu cadastro na plataforma.





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Trigo recua em Chicago, mas segue sustentado por oferta global restrita


Mesmo com queda nos contratos futuros, fundamentos ainda dão suporte ao mercado; cenário exige atenção do produtor brasileiro à comercialização e custos de importação

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O mercado internacional de trigo encerrou o pregão desta quinta-feira (17), em queda na Bolsa de Chicago, com ajustes técnicos após recentes valorizações. Apesar do recuo, o cenário global ainda é de sustentação nos preços, o que mantém o alerta ligado para o produtor rural brasileiro.

No fechamento, o contrato de maio de 2026 foi cotado a US$ 5,91 por bushel, com recuo de 72 pontos. O vencimento julho de 2026 fechou a US$ 5,99 por bushel, também com baixa de 72 pontos. Para setembro de 2026, o contrato encerrou a US$ 6,11 por bushel, registrando queda de 64 pontos. 

O movimento negativo do dia está ligado principalmente à realização de lucros por parte dos investidores, após sessões consecutivas de alta. Esse tipo de ajuste é comum em mercados futuros e não altera, neste momento, os fundamentos mais amplos da commodity.

Segundo o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento, o viés do mercado ainda é altista no médio prazo, sustentado por uma oferta global mais apertada e pela forte dependência de importação por países consumidores. Elcio destaca que problemas climáticos em regiões produtoras e limitações na expansão da área seguem no radar.

Para o Brasil, o cenário continua sensível. O país depende de importações, principalmente da Argentina, e qualquer oscilação em Chicago impacta diretamente a formação de preços internos. Mesmo com a queda desta sessão, o nível de preços ainda é considerado elevado.

Outro fator determinante é o câmbio. A valorização do dólar pode anular eventuais quedas externas, mantendo os custos altos para moinhos e pressionando toda a cadeia.

No campo, o produtor brasileiro precisa manter uma estratégia equilibrada. O momento pede atenção tanto às oportunidades de fixação de preços quanto aos riscos associados ao cenário internacional, que segue volátil.

O fechamento desta quinta-feira mostra que, embora o mercado tenha recuado no curto prazo, os fundamentos seguem firmes. Para o produtor rural, acompanhar Chicago continua sendo peça-chave para decisões mais assertivas na comercialização do trigo.





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Lista de peixes e invertebrados ameaçados de extinção é atualizada


A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção para Peixes e Invertebrados Aquáticos foi atualizada nesta terça-feira (28). A revisão iniciada em 2024, incluiu novas 100 espécies e excluiu o mesmo número, mantendo 490 espécies classificadas.

Peixes, arraias, tubarões, estrelas-do-mar e mais centenas de espécies que vivem no continente e no mar brasileiro foram analisados em relação ao risco de extinção e, conforme a atual situação, foram classificados como Vulnerável (VU), Em Perigo (EN) e Criticamente em Perigo (CR).

Segundo o ministro de Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, a atualização é o resultado de uma robusta análise técnica para identificar a efetiva situação da fauna brasileira a partir de um esforço conjunto de governos, academia, sociedade civil e setor econômico.

“O objetivo, a partir desta iniciativa, é mobilizar ações para que as espécies atualmente pressionadas por diversos fatores tenham suas populações recuperadas”, reforça.

A nova lista substitui a versão de 2014 e foi revisada a partir de critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), adotados para a avaliação do tamanho das populações, distribuição geográfica, condições de conservação dos habitats e pressões como captura e poluição.

Além da lista, o Ministério do Meio Ambiente publicou também regras e restrições para proteção das espécies classificadas e recuperação de suas populações. São medidas como a proibição da captura, transporte, comercialização e armazenamento e, ainda, diretrizes para a elaboração de planos de recuperação.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, já estão sendo revisados alguns planos de recuperação de espécies reclassificadas, como o pargo (Lutjanus purpureus), que passou de VU para EN, na lista.

Com o novo enquadramento, a espécie terá as medidas de proteção e manejo intensificadas com o objetivo de reduzir as pressões causadas pela sobrepesca e captura intensiva de indivíduos jovens.

Segundo Capobianco, esse é um esforço que terá gestão compartilhada como o Ministério da Pesca e Aquicultura, objetivando a recomposição das populações e a continuidade da atividade econômica.

“Quando falamos em sustentabilidade na pesca, falamos em garantir equilíbrio: proteger a espécie, respeitar a ciência e assegurar que a atividade pesqueira continue gerando alimento, renda e desenvolvimento para o Brasil. O pargo tem grande importância econômica, mas só haverá futuro para essa cadeia se houver responsabilidade no presente”, reforça o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.





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pulgão-do-milho pode causar perdas de até 60% da produção


O desenvolvimento inicial das lavouras de milho tem sido acompanhado pelo surgimento de focos de pulgão-do-milho, praga que pode comprometer a produtividade em curto prazo. Embora as plantas apresentem bom aspecto geral, a presença de pequenos pontos nas folhas indica o início da infestação, que tende a evoluir rapidamente sob condições de temperaturas elevadas e irregularidade de chuvas.

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, o ambiente climático favorece a multiplicação do inseto, cuja população pode crescer de forma acelerada e causar perdas de até 60% da produção, sobretudo quando o ataque ocorre na fase vegetativa da cultura.

Veja também: Clima seco pode reduzir estimativas do milho

“O início do ataque quase não chama atenção. Os pulgões se concentram nas folhas e passam a sugar a seiva, retirando nutrientes importantes para o crescimento da planta. Com o tempo, o milho vai perdendo força, o desenvolvimento desacelera e o impacto começa a aparecer na lavoura”, afirmou Bruno Vilarino, gerente de produto da ORÍGEO.

Com a evolução da infestação, os sintomas tornam-se mais visíveis, incluindo clorose nas folhas, que passam a apresentar coloração amarelada e sinais de murcha. Também pode ocorrer a formação de uma camada pegajosa, que favorece o desenvolvimento de fumagina, substância escura que recobre a folha e reduz a capacidade de absorção de luz pela planta.

Segundo especialistas, o monitoramento frequente das lavouras é determinante para a identificação precoce do problema. A adoção de medidas de controle no início da infestação pode limitar o avanço da praga e reduzir os impactos sobre o desenvolvimento das plantas.

“O produtor precisa agir no início da infestação, antes de o pulgão comprometer o desenvolvimento da planta. Sperto, com ação por contato, ingestão e efeito sistêmico, controla a praga com rapidez, principalmente em regiões de alta pressão”, destacou Vilarino.





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Tecnologia apresentada na Agrishow pode representar economia de até R$ 100 por hectare


A São José chega à Agrishow 2026 – de 27 de abril a 1⁰ de maio – em Ribeirão Preto (SP), com um recado direto ao produtor: é possível produzir mais gastando menos — mesmo diante de clima extremo e pressão por eficiência.

A empresa apresenta um portfólio ancorado em três frentes que hoje dominam a agenda do agro: redução de custos, ganho operacional e mitigação de riscos climáticos.

Um dos principais destaques é o Tanque Mata Fogo, solução que responde ao aumento dos incêndios no campo, intensificados por eventos como o El Niño. Equipado com o agente F500, o sistema atua diretamente no combustível do fogo, criando uma barreira química que impede a reignição por até 48 horas — um diferencial crítico em áreas agrícolas.

Na prática, o equipamento reduz temperaturas de até 700°C para cerca de 52°C em segundos, diminui a emissão de fumaça tóxica e pode ser até 10 vezes mais eficiente que o uso de água. O conceito de operação com baixa vazão e alta pressão permite que um tanque de 12 mil litros tenha desempenho equivalente a modelos de até 120 mil litros, com autonomia operacional significativamente maior.

Na agricultura de precisão, a São José lança a Turbem PRO, distribuidor de fertilizantes com faixa de aplicação de até 36 metros, projetado para aumentar a uniformidade e reduzir desperdícios — impactando diretamente o custo por hectare.

Outro destaque é a linha premium Kelly, voltada à evolução do plantio direto e construção de solo. A tecnologia permite o controle de plantas invasoras com potencial de redução de até 100% no uso de herbicidas, o que pode representar economia de até R$ 100 por hectare.

Além disso, promove manejo mais eficiente da palhada, acelera a ciclagem de nutrientes e contribui para uma emergência mais uniforme das culturas.

Na linha de preparo de solo, os descompactadores e escarificadores atuam entre 15 e 55 cm de profundidade, favorecendo o desenvolvimento radicular e a infiltração de água — fator decisivo para produtividade em cenários de estiagem.

Já na colheita, as Carretas Graneleiras Gran Speed entregam alta performance, com capacidade de descarga de até 250 sacas por minuto, podendo ser até três vezes mais eficientes que equipamentos convencionais. O resultado é ganho direto no ritmo da operação e melhor aproveitamento das colheitadeiras. 

“A Agrishow é o principal palco para apresentar soluções que resolvem problemas reais do produtor. Nosso foco é tecnologia com impacto direto no resultado: menos custo, mais produtividade e mais segurança”, afirma Daniel Ribeiro, gerente de marketing da São José.

A empresa recebe visitantes durante toda a feira em seu estande, com demonstrações das tecnologias e condições comerciais exclusivas para o evento.





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New Holland e CNH investem mais de R$ 100 milhões para nacionalizar produção de plataformas de colheita Draper


A New Holland, marca da CNH, vai nacionalizar a produção de sua linha de plataformas de corte Draper FD2 by MacDon em um movimento estratégico para reforçar o compromisso com o mercado brasileiro e latino-americano. O anúncio foi feito durante a Agrishow 2026.

Para viabilizar essa iniciativa, foram investidos mais de R$ 100 milhões na unidade da marca em Curitiba (PR), que passará a fabricar plataformas de 25, 50 e 61 pés para toda a América Latina. A iniciativa posiciona a operação local como um hub estratégico para a CNH, ampliando a capacidade industrial e fortalecendo a presença na região.

“As plataformas Draper FD2 New Holland by MacDon desempenham um papel fundamental na eficiência da colheita. Com a produção no Brasil, conseguiremos ampliar a capacidade de atendimento e oferecer um suporte ainda mais próximo e ágil aos nossos clientes. Com mais esta novidade, seguimos trazendo soluções inovadoras e sustentáveis que atendam na medida certa as necessidades dos agricultores, independentemente do perfil da operação”, afirma Eduardo Kerbauy, vice-presidente de Marketing da CNH para a América Latina.

Além do investimento na infraestrutura da fábrica, também foram realizados investimentos na capacitação do time responsável pela produção, garantindo a adoção de processos e padrões globais de qualidade.

De acordo com Kerbauy, a produção nacional traz ganhos diretos para o produtor. Entre os principais benefícios estão a maior disponibilidade dos equipamentos, redução de prazos de entrega e acesso facilitado a peças de reposição e assistência técnica, por meio da ampla rede de concessionários New Holland em todo o país. Esses fatores contribuem para maior eficiência operacional e disponibilidade das máquinas no campo, especialmente em períodos críticos da safra.

Alta tecnologia e eficiência

As plataformas Draper FD2 New Holland by MacDon se destacam pela alta tecnologia e facilidade operacional. Entre os diferenciais estão o chassi articulado com sistema de flexão em três seções, ângulo de ataque ajustável e velocidade de esteira regulável. O novo modelo também apresenta uma área de corte até 25% maior em relação à geração anterior, além de contar com caixa de transmissão de alta velocidade e até 43 centímetros de flutuação nas extremidades, favorecendo a adaptação ao terreno.

Indicadas para as principais culturas de grãos, entre elas soja, trigo, feijão e sorgo, as plataformas são compatíveis com colheitadeiras de classes 5 a 11 e foram desenvolvidas para maximizar a produtividade, reduzir perdas e garantir maior qualidade na colheita.

Outro destaque é a ampliação do portfólio da marca, que passa a oferecer uma das mais completas linhas de plataformas Draper do mercado, incluindo a versão de 61 pés, anteriormente importada e agora produzida localmente.

A produção das plataformas terá início no segundo semestre de 2026, com disponibilidade para os clientes a partir do mesmo período.

Durante a Agrishow, os visitantes poderão conhecer de perto as soluções da New Holland e entender como a nacionalização da linha de plataformas contribui para uma colheita mais eficiente, com maior suporte e disponibilidade no campo.

Novas plataformas para milho

Outra novidade que a New Holland lança na Agrishow 2026 é a linha de plataformas para milho BM+, de 4 a 15 linhas. Desenvolvida em parceria com a MethalC, elas oferecem maior competitividade, eficiência, durabilidade e facilidade de operação no campo. No estande da marca na feira será possível conhecer de perto o modelo 12L x 50cm.

Com visual moderno, as plataformas BM+ estão em sintonia com as linhas de colheitadeiras New Holland. O novo modelo possui regulagem centralizada, permitindo o ajuste simultâneo de todas as linhas, e o piso do deck do despigador é feito de chapa inox. A linha, mais competitiva em preço, atende principalmente pequenos e médios produtores.

Serviço:

31ª Agrishow – de 27 de abril a 1º de maio de 2026

Das 8h às 18h

Local: Rod. Prefeito Antônio Duarte Nogueira, Km 321 – Ribeirão Preto (SP)

Informações: www.agrishow.com.br





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sistemas de armazenagem avançam e reforçam eficiência do agro


A 31ª Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, não apresenta apenas grandes máquinas, mas também soluções para a armazenagem de grãos no Brasil, um segmento que vem evoluindo de forma consistente, acompanhando o protagonismo do país no cenário agrícola global. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país atingiu 231,1 milhões de toneladas de capacidade estática no primeiro semestre de 2025. Na prática, o Brasil consegue armazenar cerca de 60% a 62% de toda a produção nacional.

A expansão não se limita ao volume e, na Agrishow, encontra um dos principais motores de inovação e difusão tecnológica do setor, consolidando-se como uma aliada estratégica do agronegócio. Soluções de monitoramento em tempo real, controle automatizado de temperatura e umidade, além de sistemas de aeração mais eficientes, contribuem para preservar a qualidade dos grãos, além de reduzir perdas ao longo do processo. 

João Carlos Marchesan, presidente da Agrishow, afirma que, na prática, a feira funciona como um ponto de virada no sistema de armazenagem de grãos no Brasil, onde empresas aproveitam o evento para lançar novas tecnologias. “A Agrishow consolida uma visão de futuro para o agronegócio brasileiro ao evidenciar que investir em sistema de armazenagem deixou de ser apenas uma necessidade operacional e passou a ser uma estratégia decisiva para sustentar o crescimento do agronegócio e agregar valor à produção agrícola”, diz.

Armazenagem ganha protagonismo na Agrishow

Na Agrishow, a CASP destaca um portfólio de soluções voltadas à armazenagem de grãos e proteína animal, desenvolvidas sob medida para diferentes realidades no campo. A proposta da empresa é atender desde operações de menor escala até grandes estruturas produtivas, sempre considerando as particularidades de cada cliente. Quem for ao estande da empresa, verá um ambiente de troca de conhecimento, com especialistas das áreas técnicas para orientar produtores e aprofundar discussões sobre as melhores estratégias de armazenagem.

Já a AGI Brasil aposta em inovação acessível ao apresentar uma unidade compacta de silo voltada a pequenos e médios produtores. O sistema conta com transportador de correia para carga e descarga, o que garante mais agilidade, segurança operacional e preservação da qualidade dos grãos. O lançamento reforça o movimento do setor em democratizar tecnologias de armazenagem, ampliando a eficiência dentro das propriedades e contribuindo para a redução de perdas no pós-colheita.





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Preço do boi cai e mercado segue lento


A cotação do boi gordo registrou queda em São Paulo nesta terça-feira (28), segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. O mercado abriu com recuo de R$ 2,00 por arroba para o boi gordo e de R$ 1,00 por arroba para a vaca, enquanto os preços do “boi China” e da novilha permaneceram estáveis em relação ao dia anterior.

De acordo com a Scot Consultoria, o mercado apresentou ritmo lento, com pecuaristas resistentes às negociações diante de ofertas de compra mais baixas. Do lado da demanda, compradores operaram com escalas de abate mais confortáveis e reduziram o interesse por novas aquisições, o que pressionou as cotações. As escalas de abate no estado estavam, em média, para dez dias.

No Mato Grosso do Sul, o cenário foi marcado por oferta reduzida de bovinos e ritmo lento de negócios. Parte dos frigoríficos operava com escalas alongadas e menor necessidade de compra imediata, o que resultou em queda nos preços em diferentes regiões do estado.

Na região de Dourados, o boi gordo recuou R$ 2,00 por arroba, enquanto vaca e novilha mantiveram as cotações. As escalas de abate estavam, em média, para sete dias. Em Campo Grande, todas as categorias registraram queda de R$ 3,00 por arroba, com escalas em torno de nove dias.

Já em Três Lagoas, a cotação do boi gordo caiu R$ 4,00 por arroba, enquanto vaca e novilha não apresentaram variação. As escalas de abate também estavam, em média, para nove dias. No estado, o preço da arroba do “boi China” recuou R$ 2,00.

No mercado externo, as exportações de carne bovina in natura mantiveram desempenho positivo até a quarta semana de abril. O volume embarcado somou 216,3 mil toneladas, com média diária de 13,5 mil toneladas, alta de 11,9% na comparação com o mesmo período de 2025. A cotação média da tonelada ficou em US$ 6,2 mil, avanço de 23,2% na mesma base de comparação.





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