segunda-feira, março 16, 2026

Política & Agro

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Exportações de carne suína batem recorde


As exportações brasileiras de carne suína alcançaram em setembro o maior volume mensal já registrado pelo setor, totalizando 151,6 mil toneladas, entre produtos in natura e processados, um aumento de 25,9% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram embarcadas 120,4 mil toneladas. A receita obtida também foi recorde, chegando a US$ 368,4 milhões, alta de 29,9% sobre os US$ 283,7 milhões do ano passado.

No acumulado de janeiro a setembro, o Brasil exportou 1,121 milhão de toneladas de carne suína, 13,2% a mais que no mesmo período de 2024 (990,7 mil toneladas). Em receita, o crescimento foi de 24,6%, totalizando US$ 2,702 bilhões frente a US$ 2,169 bilhões do ano anterior.

Entre os principais destinos, as Filipinas lideram, com 49 mil toneladas importadas em setembro, um crescimento de 73,9% na comparação anual. Outros mercados com alta expressiva incluem Vietnã (+39,8%), México (+55,8%), Argentina (+82,2%) e Geórgia (+120%). China (-18,2%), Chile (-13,7%) e Hong Kong (-5,3%) registraram recuos.

No cenário interno, Santa Catarina segue como maior exportador, com 72,7 mil toneladas em setembro (+17,4%). Rio Grande do Sul vem em seguida, com 35,7 mil toneladas (+39,6%), seguido por Paraná (25,3 mil toneladas, +35,5%), Mato Grosso (3,9 mil toneladas, +19,1%) e Minas Gerais (2,9 mil toneladas, -10,6%).

“Embora seja o principal destino, as Filipinas não são o único impulsionador da forte demanda pelo produto brasileiro, que cresce em taxas significativamente elevadas em mercados estratégicos. A tendência é de continuidade da demanda, com o fechamento do ano com resultados recordes”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

 





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Pecuária de Mato Grosso vive bom momento com valorização da arroba e protagonismo nas exportações


O bom momento do mercado pecuário mato-grossense foi destaque no painel de abertura do 4º Encontro Técnico de Pecuária, realizado pela Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), no último sábado (04), em Rondonópolis. O coordenador de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, chamou atenção para o fato de o preço da arroba em Mato Grosso ter se igualado ao de São Paulo, tradicional referência nacional. “O preço da arroba trabalhou próximo de R$ 300 em Mato Grosso, igualando-se a São Paulo em alguns momentos. É um dos poucos anos, onde isso aconteceu na história da pecuária brasileira”, afirmou.

Segundo Fabbri, a principal explicação para esse comportamento atípico de mercado está na força das exportações. “Tivemos uma habilitação massiva de plantas frigoríficas para exportar à China nos últimos dois anos, envolvendo os estados de MT, MS, PA e RO. Isso aumentou a demanda por boiadas mais precoces (até 30 meses) para exportação ao país, principal comprador internacional da carne brasileira, mantendo os preços da arroba em patamares elevados nesses estados”, destacou.

Mesmo com o aumento das tarifas de exportação para os EUA neste ano – até então, segundo principal comprador da carne bovina brasileira –, que inicialmente gerou apreensão no setor, os resultados superaram as expectativas. “Tivemos a China comprando um dos maiores volumes de carne bovina da história do Brasil nos últimos três meses, e outros países comprando mais carne do Brasil (como México e Rússia). Isso compensou o impacto do tarifaço americano e permitiu ao Brasil bater recordes de exportação em julho, agosto e setembro”, explicou.

A China foi o principal destino da carne bovina de Mato Grosso, de janeiro a agosto de 2025, respondendo por 62,57% das exportações, seguida por Rússia (7,39%) e Estados Unidos (6,12%). Os dados são da plataforma Comex Stat, reunidos pela equipe de internacionalização do Sistema FIEMT (Federação das Indústrias de Mato Grosso). “Exportação para a China, principalmente, exige precocidade. E a exigência de precocidade envolve técnica, envolve aumento de produtividade, envolve maior giro de produção”, destacou Fabbri.

Mato Grosso lidera as exportações da carne bovina, respondendo por 23% do total comercializado pelo Brasil com outros países. De janeiro a agosto, o estado exportou 451,4 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 2,303 bilhões. Continua em destaque com o maior rebanho bovino com 32,1 milhões de cabeças. 

Ciência como aliada da produtividade e da rentabilidade

Além do cenário positivo no mercado, o evento reforçou o papel fundamental da ciência no avanço da produtividade do setor. Para o pesquisador de pecuária da Fundação MT, Thiago Trento, os resultados de pesquisas científicas são decisivos para melhorar a rentabilidade das fazendas. “Estudos em nutrição, genética, manejo e sanidade, por exemplo, contribuem para aumentar a produtividade animal, promovendo maior ganho de peso, produção de leite e taxa de reprodução”, explicou o pesquisador. “Animais geneticamente mais adaptados e alimentados com dietas balanceadas apresentam melhor desempenho, gerando mais produto por unidade e reduzindo o custo por quilo produzido”, ressaltou.

A aplicação do conhecimento científico, segundo o pesquisador, vai além da produção, orientando o uso eficiente de insumos como fertilizantes, água e energia. “Pesquisas que comprovam práticas sustentáveis possibilitam o acesso a mercados diferenciados, certificações e programas de crédito de carbono, gerando novas fontes de receita”, disse.

Para o pecuarista Marcelo Vendrame, que também é presidente do conselho curador da Fundação MT, a ciência tem sido fundamental no desenvolvimento da pecuária. “Somente para exemplificar, olhemos para os dados de área de pastagem versus produção de carne nos últimos 20 anos, mostram um ganho de eficiência gigantesco, isso devido a utilização de pesquisas”, afirmou.

O avanço tecnológico no campo também esteve presente no debate. O analista de Data Science da Fundação MT, Pedro Thiago, apresentou as principais metodologias usadas hoje para transformar dados em decisões estratégicas no setor. “O foco da minha palestra foi mostrar como métodos estatísticos e algoritmos computacionais estão sendo aplicados para resolver problemas de predição e classificação na pecuária”, explicou.

De acordo com o analista, a coleta eficiente de dados por sensores e dispositivos já permite, por exemplo, estimar com antecedência a perda de eficiência produtiva e econômica durante o confinamento. “A análise de dados agrega valor ao apoiar decisões que aumentam a eficiência do sistema produtivo. Mas, para isso, é fundamental que os algoritmos sejam alimentados com dados robustos e de qualidade”, alertou Pedro Thiago.

“A principal mudança que está acontecendo é o uso de IA (inteligência artificial) na produção. Hoje temos muitos dados e o cruzamento de dados com previsão de clima, preços, mercados vão revolucionar nosso modelo de gestão da pecuária”, afirmou o pecuarista Marcelo Vendrame.

Desafios no custo de produção e perspectivas para 2026

Apesar do bom momento, o custo de reposição segue como ponto de atenção. “O bezerro subiu mais que a arroba do boi gordo. Isso exige que o pecuarista aproveite o cenário atual para fazer caixa e investir na estrutura da fazenda”, orientou o coordenador de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri.

Depois de dois anos difíceis, 2025 tem sido um ano de recuperação para o setor. A perspectiva para 2026 é de preços firmes, mas com margens mais apertadas, em razão dos custos de reposição. Conflitos geopolíticos e medidas protecionistas continuarão exigindo atenção e resiliência dos pecuaristas. “Todo ano na agropecuária é um ano atípico. É preciso serenidade e boas ferramentas de gestão para lidar com um cenário sempre desafiador”, concluiu Fabbri.





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Abate de novilhos atinge recorde histórico em Mato Grosso



Boi gordo mantém preço mesmo com abate elevado



Foto: Pixabay

De acordo com a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (6), a participação de novilhos no total de machos abatidos em setembro de 2025 foi a maior da série histórica no estado.

Mato Grosso registrou o abate de 656,31 mil cabeças de bovinos, o que representa retração de 0,67% em relação a agosto. A participação de machos foi de 55,97%, o maior percentual dos últimos 11 meses. No total, foram 367,37 mil machos abatidos, o terceiro maior volume já registrado.

Entre os animais abatidos, os novilhos de 12 a 24 meses representaram 59,83% do total de machos, com 219,78 mil cabeças, configurando o segundo maior volume da série histórica. Segundo o Imea, “esse cenário reflete a maior presença de machos em confinamento, o que ampliou a oferta estadual”.

Apesar do aumento no abate, os preços do boi gordo permaneceram estáveis, sustentados pela demanda externa. Para o quarto trimestre de 2025, o instituto projeta estabilidade, mas ressalta que “o abate elevado de machos jovens pode reduzir a oferta a médio prazo, adicionando viés de alta às cotações”.





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a etiqueta que conta a história do algodão


Quando o assunto é algodão, o Brasil se destaca no cenário nacional e internacional. Na safra 2024/2025, os agricultores produziram 4,11 milhões de toneladas, enquanto o volume de exportação no mesmo período alcançou 2,83 milhões de toneladas. O resultado mantém o País no topo do ranking global de exportadores e em terceiro no de produtores da pluma.

Além do desempenho econômico, há aspectos ambientais que contribuem com a comemoração do setor nesta terça-feira, 7, Dia Internacional do Algodão. Atualmente, 83% das fazendas brasileiras de algodão têm suas produções certificadas pelo Programa Algodão Brasileiro Responsável — padrão nacional de certificação socioambiental do algodão no Brasil — e pela Better Cotton — maior programa de sustentabilidade do algodão do mundo. As iniciativas comprovam a adoção de parâmetros sustentáveis, que são certificados por auditorias externas. São avaliados 195 itens de conformidade socioambiental, que vão desde o uso racional da água até as condições de trabalho no campo.

Mas a história do algodão brasileiro vai muito além da produção: ele carrega uma identidade rastreável, conectando o campo à moda, o produtor ao consumidor. Assim, cada etiqueta é transformada em um documento vivo de origem.

Rastreabilidade de milhões

A rastreabilidade do algodão nacional começou há mais de duas décadas, quando o Brasil se preparava para expandir suas exportações. Em 2004, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) criou o Sistema Abrapa de Identificação (SAI), que passou a acompanhar cada fardo de algodão desde o beneficiamento.

Naquele momento, o Brasil precisava de um sistema confiável que comprovasse a qualidade e a origem de cada fardo para competir com gigantes como os Estados Unidos. “Os americanos já faziam rastreabilidade há praticamente 40 anos. Para entrar no mercado internacional, o Brasil precisava de uma identificação individualizada dos fardos”, lembra Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da Abrapa. Hoje, a cada safra, mais de 15 milhões de fardos são identificados. No ciclo 2024/2025, estima-se uma identificação superior a 18 milhões de fardos.

Identidade própria

Apesar de ter sido inspirado no modelo norte-americano, o programa logo ganhou identidade própria. No início, cada fardo trazia apenas dados da algodoeira responsável pelo beneficiamento. Hoje, a etiqueta carrega informações completas sobre a fazenda de origem, o produtor, as certificações socioambientais e até a localização geográfica da propriedade.

Em 2012, a rastreabilidade ganhou um reforço fundamental com a criação do programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). Nesse período, as fazendas passaram a ser certificadas e auditadas. Com essa integração, o consumidor — e toda a cadeia têxtil — passou a ter acesso a um maior conjunto de informações: número do certificado ABR, licença Better Cotton, dados de qualidade do fardo, certificação da unidade de beneficiamento e laudos emitidos pelo Ministério da Agricultura. “Hoje, quando uma fiação recebe um fardo brasileiro, ela tem o certificado de qualidade emitido pelo ministério, o certificado socioambiental da fazenda e da algodoeira, e a garantia de que aquele algodão tem origem comprovada”, explica a diretora.

Campo e moda andam juntos: SouABR

A vontade dos produtores de ver o algodão das suas fazendas chegar com nome e origem às lojas deu origem ao SouABR. O movimento foi lançado em 2019 pela Abrapa para conectar o setor agrícola à indústria têxtil e ao consumidor final. “Era um desejo antigo do produtor brasileiro, de quando ele comprasse uma roupa numa loja, soubesse que ali tem algodão que veio da fazenda dele”, recorda Silmara.

As primeiras parcerias foram as marcas Reserva e Renner, que ajudaram a estruturar a cadeia de custódia e a plataforma digital. Nas etiquetas das roupas, um QR Code permite ao consumidor visualizar toda a jornada da fibra: o nome do produtor, a fazenda, as certificações e o caminho percorrido até o produto final. “Tudo isso na palma da mão […]. O consumidor vê o mapa da fazenda, a fiação, a tecelagem e as certificações.”, explica Silmara.

Desde então, o avanço tem sido constante. “Agora a gente já está ultrapassando as 500 mil peças rastreadas”, conta Silmara. O projeto-piloto do SouABR, iniciado em 2021 e que reúne marcas como Renner, C&A, Calvin Klein, Dudalina, Grupo Veste (Individual e Aramis) e Almagrino, será concluído em dezembro de 2025. A partir de janeiro de 2026, a iniciativa será aberta a todas as varejistas interessadas em integrar a cadeia de custódia do algodão brasileiro.

Mais do que números, cada etiqueta representa uma cadeia de pessoas e práticas sustentáveis que transformam o algodão brasileiro em símbolo de confiança e identidade. “O consumidor de hoje talvez ainda não pague mais por um produto sustentável, mas as próximas gerações, a Z e a Alfa, que estão chegando, têm uma compra guiada por propósito. Elas querem saber de onde vem o que consomem”, declara a diretora da Abrapa, destacando o olhar para a tendência de mercado.

Tecnologia

A tecnologia é um ponto-chave na rastreabilidade do algodão brasileiro. Cada fardo é identificado com uma etiqueta exclusiva e acompanhado por laudos técnicos. E, desde 2020, as informações passaram a ser armazenadas também em blockchain, tecnologia que garante integridade e transparência. “Chamamos de rastreabilidade física, porque ela é real, não é compensação de créditos. A fiação declara fardo por fardo, e o sistema acumula os dados de cada elo, registrando tudo em blockchain”, diz Silmara.

Isso significa que, a cada etapa — fazenda, algodoeira, fiação, tecelagem, confecção e varejo —, as informações são confirmadas e outras novas acrescentadas, formando uma linha do tempo digital que não pode ser alterada.

 





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Exportadores de café acumulam prejuízos com atrasos nos portos


Os exportadores brasileiros de café registraram novos prejuízos em agosto devido a gargalos na logística e à defasagem na infraestrutura portuária. Segundo levantamento do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), as perdas somaram R$ 5,9 milhões com armazenagens adicionais, pré-stacking e detentions, causadas pela impossibilidade de embarque de 624.766 sacas — o equivalente a 1.893 contêineres.

O volume não embarcado impediu a entrada de US$ 221,28 milhões, cerca de R$ 1,205 bilhão, em receitas cambiais. O cálculo considera o preço médio Free on Board (FOB) de exportação de US$ 354,18 por saca de café verde e a média do dólar de R$ 5,4463 em agosto. “É um cenário que se repete e, infelizmente, tende a piorar nos próximos meses e anos se não houver investimentos rápidos nos portos do Brasil para aumentar a oferta de capacidade de pátio e berço”, afirmou o diretor técnico do Cecafé, Eduardo Heron.

Ele ressaltou que, sem novos investimentos, os portos tendem a enfrentar lotação e atrasos constantes, pois a estrutura atual já opera no limite. “Em função disso, o Cecafé tem realizado constantes contatos com outras entidades de exportadores e com as autoridades público-privadas para apresentar os preocupantes dados dessa realidade e estimulá-las a empregar recursos para realizar as melhorias necessárias e, em especial, fazer com que os trâmites ocorram de forma célere e sem burocracias”, explicou Heron.

O diretor técnico lembrou o processo de licitação do Tecon Santos 10, que enfrenta restrições impostas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e pode gerar judicialização. “A morosidade e a restrição de empresas ao certame, deliberado pelo colegiado da ANTAQ, incorrerá na judicialização do processo e atrasará, ainda mais, a oferta da capacidade aos usuários do Porto de Santos”, afirmou, destacando a necessidade de agilidade nas decisões.

Com o objetivo de otimizar a logística e melhorar a infraestrutura portuária, o Cecafé vem promovendo ações junto a autoridades públicas e entidades representativas. Em setembro, em parceria com o Instituto Pensar Agro (IPA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Logística Brasil, a entidade reuniu-se com o deputado federal Arthur Maia, relator do Projeto de Lei 733/2025, que propõe um novo marco regulatório para o sistema portuário.

Na ocasião, o Cecafé defendeu a manutenção da modicidade e da publicidade das tarifas portuárias previstas na Lei nº 12.815, de 2013, e reconheceu avanços no projeto de lei. A entidade destacou a importância de uma legislação moderna para aumentar a competitividade e a eficiência do comércio exterior, evitando custos adicionais para os usuários de carga. “Através de um documento elaborado no âmbito do IPA, que foi apresentado ao deputado pela FPA, o Cecafé destacou a importância de uma boa estrutura de governança e de uma composição mais equilibrada no Conselho de Autoridade Portuária (CAP), incluindo a participação dos usuários de carga”, afirmou Heron.

O diretor técnico defendeu ainda a criação de indicadores logísticos para avaliação do desempenho portuário, de forma que os investimentos antecipem a demanda e reduzam gargalos. Segundo ele, atualmente as autoridades públicas enfrentam dificuldade em identificar os entraves logísticos diante dos recordes de exportação.

Em agosto, 50% dos navios — 168 de um total de 335 — tiveram atrasos ou alterações de escala nos principais portos do país, conforme o Boletim DTZ, elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé. O Porto de Santos, responsável por 80,2% dos embarques de café no período, registrou atrasos ou alterações em 67% das embarcações, o que corresponde a 122 dos 182 porta-contêineres. O tempo máximo de espera chegou a 47 dias.

Ainda segundo o levantamento, 4% dos embarques tiveram gate aberto superior a quatro dias no Porto de Santos, enquanto 59% ocorreram entre três e quatro dias e 38% em menos de dois dias. No complexo portuário do Rio de Janeiro, segundo maior exportador do país, com 15,8% das remessas, 38% dos navios enfrentaram atrasos em agosto, com espera máxima de 36 dias. Desse total, 44% dos embarques tiveram gate aberto superior a quatro dias, 37% entre três e quatro dias e 19% menos de dois dias.





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Colheita de batata-doce entra na fase final em Feliz



Microclima favorece colheita de batata-doce



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (2), a colheita da batata-doce na região administrativa de Lajeado está na fase final. Em Feliz, onde o cultivo é escalonado e o microclima se mantém favorável, a produção deve continuar por mais tempo.

Os produtores estão concluindo o plantio de ramas nas novas áreas, e, até o momento, não há registros de problemas fitossanitários. O preço do quilo do tubérculo varia entre R$ 1,50 e R$ 1,80.

Conforme o Censo Olerícola de 2025, elaborado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) em parceria com a Emater/RS-Ascar, o cultivo de batata-doce ocorre em 215 unidades produtivas da região, ocupando uma área total de 116,42 hectares, com produtividade média de 17.626 quilos por hectare. Os municípios com maior produção são Feliz, Roca Sales, Encantado e Barão.





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Milho fecha 6ªfeira estável em Chicago, mas recua até 1,4% na semana


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A sexta-feira (19) chega ao final com os preços internacionais do milho registrando poucas movimentações e encerrando o pregão na estabilidade, mas acumulando desvalorizações semanais de até 1,4%. 

Roberto Carlos Rafael, da Germinar Corretora, explicou que o mercado internacional está sob forte pressão diante de uma safra recorde chegando nos Estados Unidos, com projeção de 430 milhões de toneladas, o que deve elevar os estoques em mais de 20 milhões de toneladas. Além disso, Ucrânia e Argentina também devem ofertar volumes maiores. 

Por outro lado, há suporte para os preços do ponto de vista da demanda. As exportações norte-americanas de milho seguem elevadas, já que o país é a originação mais barata no mercado internacional neste momento. 

No fim, Rafael acredita que a pressão negativa deva ter mais força daqui para a frente, conforme os trabalhos de colheita nos EUA seguirem avançando, até o momento 10% das lavouras já foram colhidas, de acordo com dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). 

O vencimento dezembro/25 foi cotado a US$ 4,24 com alta de 0,25 ponto, o março/26 valeu US$ 4,41 com queda de 0,25 ponto, o maio/26 foi negociado por US$ 4,51 com perda de 0,50 ponto e o julho/26 teve valor de US$ 4,57 com baixa de 0,25 ponto. 

Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última quinta-feira (18), de 0,06% para o março/26, de 0,11% para o maio/26 e de 0,05% para o julho/26, além de ganho de 0,06% para o dezembro/25. 

No acumulado semanal, as posições do cereal norte-americano registraram desvalorizações de 1,40% para o dezembro/25, de 1,29% para o março/26, de 1,31% para o maio/26 e de 1,40% para o junho/26, com relação ao fechamento da última sexta-feira (12). 

variação semanal milho cbot

Mercado Interno 

Na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho também finalizaram o pregão com movimentações próximas da estabilidade. 

Os últimos meses estão sendo de mercado do milho lateralizado no Brasil, mesmo com a colheita da safrinha praticamente finalizada.  

Segundo Roberto Carlos Rafael, da Germinar Corretora, o produtor tem administrado as vendas de forma cautelosa, entregando apenas volumes necessários e aproveitando o consumo interno, especialmente das usinas de etanol, que já formam estoques para o período de entressafra. 

Além disso, as exportações brasileiras permanecem fracas, limitadas pelo câmbio e pela resistência do produtor em aceitar os preços praticados nos portos, hoje na faixa de R$ 65,00 a R$ 66,00 por saca. A expectativa é que o país exporte cerca de 40 milhões de toneladas em 2025, abaixo do necessário para reduzir os estoques internos. Esse cenário pode gerar pressão adicional no início de 2026, quando haverá concorrência por espaço de armazenagem com a safra de soja. 

Por outro lado, a demanda de indústrias de ração e do setor de etanol tem garantido suporte às cotações, impedindo quedas mais acentuadas. Só em 2025, o consumo pelas usinas deve superar 24 milhões de toneladas, podendo chegar a 30 milhões em 2026, à medida que novas unidades entram em operação. Esse movimento ajuda a absorver parte da produção e equilibra a disputa entre exportações e o mercado doméstico. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira 

No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho se movimentou pouco neste último dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações apenas em Sorriso/MT e Brasília/DF. 

O vencimento novembro/26 foi cotado a R$ 67,35 com alta de 0,15%, o janeiro/26 valeu R$ 70,15 com elevação de 0,07%, o março/26 foi negociado por R$ 73,20 com estabilidade e o maio/26 teve valor de R$ 71,85 com ganho de 0,17%. 

No acumulado semanal, as cotações do milho brasileiro registraram perdas de 0,14% para o setembro/25, de 1,25% para o novembro/25 e de 1,41% para o janeiro/26, além de ganhos de 0,01% para o março/26 e de 0,20% para o maio/26, em relação ao fechamento da última sexta-feira (12). 

variação semanal milho b3





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Reunião entre China e EUA pode derrubar a soja



Reunião vai ocorrer nos próximos momentos


Caso haja acordo e a China volte a comprar soja americana, os preços devem cair
Caso haja acordo e a China volte a comprar soja americana, os preços devem cair – Foto: Canva

O mercado da soja vive um momento de incerteza e depende diretamente dos rumos da política internacional e do clima. Segundo análise da TF Agroeconômica, a próxima reunião entre Donald Trump e Xi Jinping será determinante para a tendência de preços. 

Caso haja acordo e a China volte a comprar soja americana, os contratos em Chicago (CBOT) devem subir e os preços no Brasil cair, o que indicaria a venda imediata. Por outro lado, se a China optar por reduzir a dependência dos EUA e priorizar apenas a América do Sul, a CBOT pode cair, mas o Brasil manteria preços relativamente altos, ainda que o lucro do produtor seja reduzido diante do aumento da safra local.

Entre os fatores de alta, destacam-se a expectativa de auxílio bilionário de Trump aos agricultores americanos, estimado entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões, o que pode sustentar os preços no curto prazo. No Brasil, a demanda firme por óleo de soja se mantém mesmo diante da queda do petróleo e do feriado da Semana Dourada na China, refletindo a procura por biocombustíveis e os estoques estáveis de óleos vegetais. Além disso, as exportações brasileiras continuam aquecidas: em setembro, foram estimadas em 7,14 milhões de toneladas, número menor que em agosto, mas bem acima do mesmo período de 2024.

Já do lado baixista, o mercado enfrenta pressão com a falta de relatórios do USDA devido à paralisação do governo americano, o que aumenta o pessimismo dos investidores. Soma-se a isso o ritmo acelerado da colheita nos EUA, favorecido pelo clima seco, ainda que haja risco de queda de produtividade estimada em quase 1%. Outro ponto de peso é a ausência da China no mercado americano, fator que deixa em aberto duas possibilidades: retomada das compras, beneficiando Chicago, ou consolidação da preferência pela América do Sul, o que manteria os preços brasileiros relativamente firmes.





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Soja em Chicago fecha em baixa no dia


A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a sexta-feira (03) em queda, após um dia de forte volatilidade. Segundo informações da TF Agroeconômica, o movimento refletiu o rápido avanço da colheita nos Estados Unidos e a ausência de dados oficiais em meio à paralisação do governo norte-americano, o que trouxe cautela ao mercado e limitou a força compradora.

O contrato para novembro caiu 0,56%, ou -5,75 cents/bushel, fechando a US$ 1.018,00. Já a posição de janeiro recuou 0,46%, ou -4,75 cents/bushel, cotada a US$ 1.037,00. No farelo, outubro fechou em baixa de 0,22%, a US$ 270,7/ton curta, enquanto o óleo de soja encerrou o dia com queda de 0,78%, a US$ 49,43/libra-peso. Ainda assim, a semana acumulou ganhos modestos para a oleaginosa e para o farelo.

No acumulado semanal, a soja avançou 0,42% (+4,25 cents/bushel), o farelo subiu 0,7% (+1,9/ton curta), enquanto o óleo recuou -0,34% (-0,17/libra-peso). A alta vista em parte da semana foi sustentada pela expectativa de anúncio de um pacote de auxílio do governo Trump, estimado entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões, para apoiar agricultores afetados pela guerra comercial e pela ausência das compras chinesas.

Ainda assim, a pressão da China continua sendo determinante. Para tentar reduzir os impactos da perda do maior cliente dos EUA, produtores, associações e governo buscam ampliar exportações para destinos alternativos como Nigéria, Vietnã e Bangladesh. No entanto, segundo análise da Reuters, esses mercados ainda não têm peso suficiente para compensar a ausência chinesa, o que mantém o setor sob forte incerteza.

 





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Confira como a soja encerrou a semana


O mercado gaúcho da soja, segundo a TF Agroeconômica, segue atento à volatilidade internacional, já que a Bolsa de Chicago encerrou o dia em queda. “Preços reportados para pagamento em 15/10 (entrega set/out) ficaram em R$ 136,60 (+1,19%) porto. No interior os preços seguiram firmes, a depender da praça. R$ 130,00 (+0,78%) Cruz Alta – Pgto 30/10; R$ 130,00 (+0,78%) Passo Fundo – Pgto 30/10; R$ 130,00 (+0,78%) Santa Rosa / Sa~o Luiz – Pgto 30/10. Preços de pedra em Panambi ficaram em R$ 120,00 hoje”, comenta.

A comercialização da soja em Santa Catarina segue alinhada ao desempenho portuário do Sul, com Paranaguá servindo como principal referência. “O indicador CEPEA apontou o preço disponível em R$ 134,39 por saca, refletindo uma paridade direta para o escoamento da produção. No cenário externo, os contratos futuros de novembro de 2025 em Chicago recuaram -0,51%, cotados a US$ 10,17 por bushel, movimento que pressiona as margens de tradings e reduz a atratividade de vendas imediatas. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 134,39”, completa.

O Paraná sustenta preços estáveis e aproveita alívio nos custos logísticos. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 136,04 (-0,11%). Em Cascavel, o preço foi 127,51 (-0,02%). Em Maringá, o preço foi de R$ 127,13 (+0,07%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 129,27 (-0,03%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 134,39. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

Apesar da euforia no campo, o mercado físico do Mato Grosso do Sul segue contido, com preço de balcão em R$ 117,00 por saca, refletindo cautela na comercialização. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 123,54 (+1,10%), Campo Grande em R$ 123,54 (+1,10%), Maracaju em R$ 123,54 (+1,10%), Chapadão do Sul a R$ 120,09 (-0,05%), Sidrolândia a em R$ 123,54 (+1,10%)”, informa.

No mercado do Mato Grosso, a soja disponível acompanha a pressão internacional, com a CBOT recuando, sem divulgação muito precisa de cotações locais ou prêmios neste dia. “Campo Verde: R$ 121,08 (+0,16%). Lucas do Rio Verde: R$ 116,44 (+0,65%), Nova Mutum: R$ 116,44 (+0,65%). Primavera do Leste: R$ 121,08 (+0,08%). Rondonópolis: R$ 121,08 (+0,08%). Sorriso: R$ 115,69”, conclui.

 





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