quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Fatores externos mexem na soja


A retirada das retenciones na Argentina, segundo a TF Agroeconômica, pressiona o mercado da soja no Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Nas cotações reportadas para pagamento em meados de outubro, com entrega entre setembro e outubro, o preço no porto ficou em torno de 134,50 (-4,6%), enquanto no interior os valores caíram em diferentes praças, como Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa/São Luiz, todas próximas de 130,00 (-2,99%). Em Panambi, os preços de pedra caíram menos que os lotes, recuando de 122,00 para 119,00 no mesmo período”, comenta.

Santa Catarina mantém estabilidade no mercado de soja em período de entressafra. “O mercado de soja também tomou uma dura queda em especial no porto onde as cotações recuaram na base de 3,3%, perdendo o território de R$ 140,00. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 135,57 (-3,36%)”, completa.

O Paraná acelera o plantio e mantém cautela na comercialização da soja. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 137,39 (-3,40%). Em Cascavel, o preço foi 126,56 (-0,53%). Em Maringá, o preço foi de R$ 126,97 (-0,90%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 127,99 (-0,94%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 137,57 (-1,17%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

Mato Grosso do Sul reforça resiliência com a soja e segue em lenta comercialização. “O protagonismo do grão consolida o estado como um dos polos estratégicos do agronegócio, sustentando o fluxo de divisas e reforçando sua importância no mercado internacional. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 122,64 (-1,51%), Campo Grande em R$ 122,64 (-0,75%), Maracaju em R$ 122,64 (-2,25%), Chapadão do Sul a R$ 122,64 (+1,71%), Sidrolândia a em R$ 122,64 (-1,51%)”, informa.

Já o Mato Grosso enfrenta desafios climáticos no início do plantio. “No campo da comercialização, a estratégia predominante continua sendo a venda antecipada, medida adotada para reduzir riscos diante da volatilidade dos preços internos e externos. Campo Verde: R$ 122,26 (-0,67%). Lucas do Rio Verde: R$ 117,19 (-1,75%), Nova Mutum: R$

117,19 (-1,75%). Primavera do Leste: R$ 122,26 (-0,43%). Rondonópolis: R$ 122,26 (-0,43%). Sorriso: R$ 117,19 (-2,56%)”, conclui.

 





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Ibovespa renova recordes em pregão com oscilações modestas e vencimento de…


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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa renovou máximas históricas nesta sexta-feira, voltando a superar os 146 mil pontos no melhor momento, mas as variações foram modestas durante o pregão, em meio a noticiário esvaziado e vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com acréscimo de 0,25%, a 145.865,11 pontos. No melhor momento, chegou a 146.398,76 pontos. Na mínima, marcou 145.495,55 pontos. Na semana, subiu 2,53%.

O volume financeiro nesta sexta-feira somou R$28 bilhões.

De acordo com analistas do Itaú BBA, o Ibovespa está em tendência de alta no curto prazo a caminho dos 150.000 e 165.000 pontos. Do lado da baixa, acrescentaram no relatório Diário do Grafista, o primeiro suporte está em 144.900 pontos.

Para Fábio Perina e equipe, o momento é de alinhamento e possibilidade de novas máximas históricas nos próximos dias.

“No entanto, há uma reflexão importante a acompanhar: o Ibovespa fez nova máxima em 2025, o dólar renovou mínima de 12 meses, o que é bom, porém os demais índices setoriais da B3 ainda não engataram”, ponderaram.

Wall Street também encerrou no azul e com novas máximas, apoiando o movimento na B3. O S&P 500 avançou 0,49%.

DESTAQUES

– ELETROBRAS ON avançou 3,16%, na nona alta seguida, fechando na máxima de R$50,55. Analistas do BTG Pactual afirmaram em relatório recente que a empresa é uma das potenciais grandes vencedoras entre as geradoras de energia diante do cenário de preços de eletricidade cada vez mais voláteis e sustentados no mercado de curto prazo brasileiro.

– BRADESCO PN subiu 1,78%, tendo no radar anúncio de que seu conselho de administração aprovou R$3 bilhões em juros sobre capital próprio (JCP). No setor, BTG PACTUAL UNIT valorizou-se 1,58% e ITAÚ UNIBANCO PN avançou 1,33%, enquanto SANTANDER BRASIL UNIT cedeu 0,68% e BANCO DO BRASIL ON recuou 2,17%.

– VALE ON subiu 0,4%, em dia de alta do minério de ferro na China. A mineradora também concluiu com a Global Infrastructure Partners (GIP) a formação de uma joint venture na Aliança Energia, recebendo US$1 bilhão em caixa. No setor de mineração e siderurgia, porém, USIMINAS PNA foi o destaque fechando com elevação de 2,74%.

– NATURA ON cedeu 4,65%, em sessão de ajustes, após disparar 16% na véspera com o anúncio de acordo para a venda de negócios sob a divisão Avon Internacional.

– COSAN ON caiu 4,46%, tendo como pano de fundo relatório de analistas do UBS BB cortando a recomendação das ações para “neutra”, mas mantendo o preço-alvo em R$9.

– PETROBRAS PN recuou 1,11%, em mais um pregão de fraqueza do petróleo no exterior, com o barril sob o contrato Brent encerrando com declínio de 1,13%. No setor, BRAVA ENERGIA ON caiu 2,32%, tendo no radar que a Maha Capital concluiu nesta sexta-feira a venda de todas as ações que detinha na companhia.

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Milho recua na B3 e em Chicago


O milho fechou em baixa nesta quarta-feira (24) tanto na B3 quanto em Chicago, acompanhando a pressão da colheita nos Estados Unidos e as mudanças na política de exportação da Argentina. Segundo informações da TF Agroeconômica, a retirada temporária das retenciones, o imposto de exportação sobre grãos, influenciou diretamente os preços futuros, enquanto o mercado físico brasileiro se manteve estável, com produtores aguardando melhores cotações para negociar.

Na B3, os principais contratos apresentaram recuo: novembro/25 fechou a R$ 66,12, queda de R$ 0,32 no dia e de R$ 1,06 na semana; janeiro/26 encerrou a R$ 68,98, baixa de R$ 0,26 no dia e de R$ 1,20 na semana; já março/26 ficou em R$ 71,84, com retração de R$ 0,25 no dia e de R$ 1,41 na semana. Apesar das pressões, a ANEC elevou sua estimativa de exportações de milho em setembro para 7,61 milhões de toneladas, alta de 6,9% frente à previsão anterior, reforçando a força da demanda externa.

Em Chicago, o contrato de dezembro caiu 0,53%, ou US$ 2,00 cents/bushel, para US$ 424,25, enquanto o de março recuou 0,45%, para US$ 441,00. A queda refletiu o avanço da colheita norte-americana, com relatos de rendimentos abaixo das projeções do USDA, além de um relatório do EIA que apontou redução na produção e aumento nos estoques de etanol.

Na Argentina, o corte temporário das tarifas de exportação resultou em forte movimento de vendas. Desde que a medida entrou em vigor, já foram protocoladas declarações de exportação de 952,5 mil toneladas de milho, somando US$ 190,6 milhões em valor FOB, o que ampliou a pressão sobre os preços internacionais.

 





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Milho segue com liquidez reduzida


O mercado gaúcho de milho continua com liquidez reduzida e negociações pontuais, segundo a TF Agroeconômica. “As indicações de compra estão em R$ 67,00/saca em Santa Rosa e Ijuí, R$ 68,00 em Não-Me-Toque e Seberi, R$ 69,00 em Marau e Gaurama e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. Para setembro, as pedidas variam de R$ 68,00 a R$ 70,00/saca, enquanto no porto a referência futura para fevereiro/2026 permanece em R$ 69,00/saca”, comenta.

As negociações de milho permanecem praticamente paradas em Santa Catarina, com ampla diferença entre pedidas e ofertas. “Em Campos Novos, produtores pedem R$ 80,00/saca, enquanto as ofertas não passam de R$ 70,00. No Planalto Norte, a distância também é significativa, com pedidos em R$ 75,00 contra ofertas de R$ 71,00. Esse descompasso trava os negócios e faz com que parte dos agricultores reavalie investimentos para o próximo ciclo”, completa.

No Paraná, o mercado paranaense de milho segue travado, com produtores pedindo em média R$ 73,00/saca FOB, chegando a R$ 75,00 em algumas praças, enquanto a indústria mantém ofertas abaixo de R$ 70,00 CIF. “Vendedores se mantêm cautelosos, limitando a disponibilidade e ofertando lotes a valores mais altos, mantendo o spot praticamente parado e dificultando compras domésticas, mesmo diante de boa disponibilidade total”, indica.

O mercado de milho no Mato Grosso do Sul segue pouco dinâmico, com liquidez reduzida e negociações escassas. “As cotações variam de R$ 48,00 a R$ 53,00/saca, com Dourados registrando as melhores referências. Apesar de ajustes pontuais para baixo, o cenário geral ainda é de estabilidade. Produtores mantêm postura cautelosa, oferecendo lotes a valores mais altos e restringindo a oferta, o que limita as compras da indústria local e prolonga a lentidão no mercado spot”, conclui.

 





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Trigo permanece retraído


O mercado de trigo no Sul do Brasil permanece retraído diante da pouca demanda de farinhas e das pressões externas. Segundo informações da TF Agroeconômica, os preços continuam registrando quedas em diferentes regiões, enquanto os moinhos aguardam maior clareza sobre a próxima safra e as importações argentinas.

No Rio Grande do Sul, o mercado disponível manteve preços de lotes estáveis, apesar da queda da média CEPEA. Os últimos negócios para trigos com PH 78, FN 250 e Don de 1.500 foram realizados a R$ 1.150,00 no interior, mas compradores pontuais já testam valores de R$ 1.100,00, ainda sem aceitação dos vendedores. Para novembro, moinhos locais projetam preços ao redor de R$ 1.100,00 posto. No mercado externo, os valores para dezembro caíram para R$ 1.180,00, com possibilidade de entrega de trigo de ração com deságio de 20%. Além disso, no dia 27 deve chegar ao porto de Rio Grande o navio ES Jasmine, com 30 mil toneladas de trigo argentino. Já os preços da pedra em Panambi recuaram para R$ 68,00/saca.

Em Santa Catarina, o mercado segue travado, com moinhos recorrendo ao trigo gaúcho para suprir a baixa oferta local. Os preços da pedra variam conforme a região: R$ 75,67/saca em Canoinhas, R$ 66,00 em Chapecó, R$ 74,50 em Joaçaba, R$ 72,00 em Rio do Sul, R$ 76,00 em São Miguel do Oeste e R$ 74,00 em Xanxerê, refletindo estabilidade em algumas praças e quedas em outras.

Já no Paraná, a alta do dólar compensou parcialmente as quedas recentes nas cotações internacionais, mantendo os preços internos em patamares elevados. As negociações variam entre R$ 1.200 e R$ 1.300 CIF moinho, chegando pontualmente a R$ 1.350. O trigo importado do Paraguai está sendo ofertado entre US$ 230 e US$ 245, enquanto o argentino nacionalizado chega a US$ 269 no Porto do Paraná. Os preços pagos aos agricultores recuaram 3,87% na semana, para R$ 70,50/saca, abaixo do custo de produção estimado pelo Deral em R$ 74,63, ampliando o prejuízo médio para -5,53%.

 





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Banana-maçã enfrenta ameaça do mal-do-Panamá


Nos seis primeiros meses de 2025, a banana-maçã foi a segunda variedade mais comercializada na CEASA/MS, com 1,2 mil toneladas vendidas. Apesar da valorização no mercado, produtores enfrentam o risco do mal-do-Panamá, doença que pode inviabilizar áreas de cultivo por até duas décadas.

De acordo com o engenheiro agrônomo Roger Soares de Almeida, da Agraer, o fungo Fusarium oxysporum f. sp. cubense é o causador da doença. “Ele compromete as raízes e se espalha por toda a planta, provocando o enfraquecimento do pseudocaule e a morte da bananeira. O solo infectado pode permanecer improdutivo por mais de 20 anos”, explica.

O risco, no entanto, não diminui a atratividade da variedade, conhecida pelo sabor diferenciado e preço elevado. A caixa de banana-maçã é comercializada, em média, entre R$ 130 e R$ 180 na CEASA/MS. Só perde em volume para a banana-nanica, que alcançou 17 mil toneladas no mesmo período.

O produtor Wandre Barbosa, da WB Bananas, cultiva 40 hectares da fruta em Rochedo (MS) e relata as dificuldades do manejo. “A hora que vai soltar o cacho de banana, já morre tudo de novo”, diz. Mesmo assim, mantém parte da área com a variedade. “É arriscado, mas ainda dá retorno financeiro.”

Especialistas recomendam medidas de prevenção, como o uso de mudas certificadas pelo MAPA, eliminação de plantas doentes e escolha de variedades resistentes, como Nanica, FHIA-01 e Pacovan. “O cuidado com o solo e a seleção de mudas sadias são fundamentais para evitar a disseminação”, reforça Almeida.

A banana-maçã, mesmo frágil diante da doença, segue como produto valorizado para o consumidor e estratégico para os atacadistas. Para os produtores, o desafio é equilibrar risco e rentabilidade, mantendo práticas preventivas que garantam a continuidade do cultivo.





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Médias de setembro estão nas máximas do ano



Preço do suíno bate recorde do ano devido à oferta reduzida e alta exportação


Foto: Pixabay

Levantamento do Cepea mostra que, apesar das recentes baixas, os preços médios do suíno vivo avançam setembro nos maiores patamares deste ano, em termos reais (deflacionamento pelo IPCA de agosto/25).

Segundo o Centro de Pesquisas, esse movimento está associado à reduzida disponibilidade de carne suína no mercado interno, reforçada pela diminuição do número de abates nos últimos meses e pelo aumento dos embarques, sobretudo no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – os três principais exportadores da proteína brasileira.

Além disso, conforme explicam pesquisadores do Cepea, o segundo semestre do ano é tradicionalmente marcado por uma maior demanda, contribuindo para elevar as cotações.





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Mercado avança setembro com baixa liquidez e pequenas quedas de preços



Baixa liquidez e pequenas quedas nos preços do boi em setembro


Foto: Divulgação

Os volumes negociados no mercado pecuário estão reduzidos, aponta levantamento do Cepea. Segundo pesquisadores, a necessidade de compra dos frigoríficos no spot, nas últimas semanas, tem ficado abaixo das ofertas, ocasionando alongamento das escalas e pequenas quedas dos preços em quase todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.

No estado de São Paulo, o Indicador do boi gordo CEPEA/ESALQ se mantém relativamente estável desde quarta-feira passada, abaixo dos R$ 305.





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STF decide futuro do Funrural



“Esse é um tema aguardado há muito tempo pelos produtores e agroindústrias”


"Na minha visão, a sub-rogação deve ser considerada inconstitucional", diz especialista
“Na minha visão, a sub-rogação deve ser considerada inconstitucional”, diz especialista – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O debate sobre a constitucionalidade do Funrural e do método de sub-rogação no Supremo Tribunal Federal (STF) é um tema aguardado há muito tempo por produtores e agroindústrias. Segundo Pedro Schuch, sócio-líder da SW Advogados e especialista em temas tributários no agronegócio, a sub-rogação deve ser considerada inconstitucional, já que o sujeito passivo do tributo é o produtor rural, e não a agroindústria, que atua apenas como facilitadora da arrecadação. 

“Na minha visão, a sub-rogação deve ser considerada inconstitucional. Caso o entendimento de inconstitucionalidade da sub-rogação seja confirmado, recolhimentos dos últimos cinco anos podem ser questionados, trazendo impacto financeiro positivo para produtores e agroindústrias, mas indesejado para a União”, comenta.

O tema ganhou destaque desde que a ação foi suspensa no STF, e havia expectativa de que o placar de 6 a 5 no julgamento fosse consolidado, mas o acórdão ainda não foi publicado. A discussão envolve duas questões centrais: a constitucionalidade do Funrural e do método de sub-rogação. 

Este último ocorre quando a agroindústria retém o tributo, pagando ao produtor parte do valor da venda e repassando ao governo o restante, como no exemplo em que, ao comprar R$ 100 de um produtor, paga R$ 98,75 e recolhe R$ 1,25 ao Fisco. O STF já formou maioria (6 a 5) para considerar a sub-rogação inconstitucional, entendendo que transfere indevidamente à indústria a obrigação que é do produtor rural.

“Esse é um tema aguardado há muito tempo pelos produtores e agroindústrias. Desde que a ação foi suspensa, havia expectativa de que o placar de 6 a 5 no julgamento fosse consolidado, mas o acórdão nunca foi publicado”, conclui ele.

 





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Soja deve gerar lucro mesmo com preços baixos


Um levantamento preliminar da DATAGRO Grãos aponta que a lucratividade bruta da soja no Brasil deve se manter positiva na safra 2025/26, mesmo com leve queda em relação a 2024/25. A análise considera custos de produção, produtividade e receita esperada, indicando margens ainda favoráveis para a maior parte dos produtores.

O estudo evidencia elevação dos custos, especialmente em Mato Grosso, Paraná e Goiás, após dois anos de retração. Insumos como sementes, fertilizantes e defensivos agrícolas ficaram mais caros, enquanto a variação cambial encareceu compras externas, pressionando os resultados. Apesar disso, a produtividade deve permanecer boa, com recuperação no Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, afetados pela escassez de chuvas em 2024/25. Nos demais estados, a expectativa é de leve queda, mas ainda acima da média histórica, permitindo alguma diluição dos custos elevados por hectare.

Do lado da receita, a DATAGRO projeta preços da soja pressionados em 2025/26, inferiores aos de 2024/25, devido a safras abundantes no Brasil e nos EUA, registrando o quarto superávit global consecutivo.

Entre as projeções preliminares de lucratividade bruta, destacam-se: 46% no oeste do Paraná, 17% no sul do Mato Grosso, 25% no sudoeste de Goiás, 25% no norte do Rio Grande do Sul e 21% no sul do Mato Grosso do Sul, refletindo o equilíbrio entre custos, produtividade e receita.

Sendo assim, apesar dos desafios com custos mais altos e preços pressionados, a perspectiva de lucratividade positiva reforça a resiliência do setor de soja no Brasil. A combinação de tecnologia, manejo adequado e condições climáticas favoráveis continua sustentando margens que permitem aos produtores planejarem investimentos e manterem a competitividade, mesmo diante de cenários globais voláteis.

 





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