domingo, março 15, 2026

Política & Agro

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Onda de calor avança e pode levar temperaturas a 40°C


Uma massa de ar quente deve provocar elevação acentuada das temperaturas no centro-sul do Brasil nos próximos dias. Segundo informações do Meteored Brasil, após o primeiro episódio de frio do outono meteorológico, o calor deve retornar com intensidade a partir de sábado (14), com uma sequência de pelo menos quatro dias de temperaturas elevadas, principalmente na Região Sul e no Mato Grosso do Sul.

De acordo com a análise meteorológica, o índice de previsão extrema do modelo ECMWF indica uma sequência de dias com temperaturas máximas classificadas como incomuns ou extremas entre as regiões Sul e Centro-Oeste. O indicador é baseado na climatologia do próprio modelo e aponta áreas onde as temperaturas previstas ficam muito acima do padrão observado normalmente.

Segundo o Meteored Brasil, valores entre 0,5 e 0,8 no índice indicam temperaturas incomuns, enquanto níveis entre 0,8 e 1 representam condições extremas. Esses valores, segundo a análise, “só ocorrem em 1 a cada 100 previsões”.

Os modelos indicam que o aumento das temperaturas deve começar no sábado (14), inicialmente concentrado no oeste de Santa Catarina e Paraná. A partir de domingo (15), a área de calor deve se ampliar, abrangendo toda a metade oeste desses estados e também a metade norte do Rio Grande do Sul.

Na segunda-feira (16), a previsão indica que a área com temperaturas elevadas deve atingir praticamente toda a Região Sul do país. Segundo o Meteored Brasil, a partir de terça-feira (17) a área de maior intensidade do calor tende a diminuir, concentrando-se novamente entre o norte do Rio Grande do Sul e o oeste de Santa Catarina e Paraná.

Além da Região Sul, o avanço do ar quente também deve afetar o Mato Grosso do Sul e partes do São Paulo. Nas áreas mais quentes do território paulista, principalmente na faixa oeste do estado, as máximas devem ficar próximas de 35°C.

Nos estados do Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, as temperaturas podem alcançar 40°C ao longo dos próximos dias. Segundo projeções do modelo GFS, no sábado (14) as maiores máximas devem ocorrer na fronteira oeste de Mato Grosso do Sul, com valores próximos de 39°C.

No domingo (15), o calor deve se intensificar, com possibilidade de máximas de 40°C no oeste e no noroeste do Rio Grande do Sul. Em outras áreas do estado, além da faixa leste de Santa Catarina e Paraná e da metade oeste do Mato Grosso do Sul, as temperaturas podem atingir cerca de 38°C.

Na segunda-feira (16), as projeções indicam que temperaturas próximas ou superiores a 40°C devem se espalhar principalmente pelo território gaúcho, com maior impacto nas regiões Central, Campanha, Oeste e metade norte do Rio Grande do Sul. No oeste do Paraná e no sudoeste do Mato Grosso do Sul, as máximas devem ficar em torno de 38°C.

Na terça-feira (17), o padrão deve continuar semelhante, com temperaturas próximas de 40°C em uma faixa central do Rio Grande do Sul. Já na metade oeste dos estados da Região Sul e também no Mato Grosso do Sul, os termômetros devem marcar entre 36°C e 38°C.

Segundo o Meteored Brasil, o calor deve persistir ao menos até quinta-feira (19), quando a tendência é de redução gradual das temperaturas. Durante o período, a umidade relativa do ar também deve apresentar queda, o que exige cuidados com exposição ao sol, hidratação e atenção redobrada com crianças, idosos e pessoas mais vulneráveis.





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PAA entrega alimentos a cozinhas solidárias no Rio de Janeiro



Agricultura familiar do RJ abastece cozinhas solidárias via PAA



Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) acompanhou, na quinta-feira (12), a entrega de 9 toneladas de alimentos da agricultura familiar no estado do Rio de Janeiro. A ação ocorreu no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Cozinhas Solidárias.

Os produtos foram fornecidos por três cooperativas e destinados à organização Ação da Cidadania, responsável pela organização da logística e pela distribuição para cozinhas solidárias em diferentes territórios do estado.

Participaram da entrega a Associação Mista de Produtores Rurais da Agricultura Familiar de Nova Iguaçu, a Cooperativa das Trabalhadoras Rurais da Região Serrana Fluminense RJ e a Associação Serra Velha de Trabalhadores Rurais de Nova Friburgo. As entidades forneceram 4 toneladas de repolho, 3,5 toneladas de abóbora, 1 tonelada de beterraba, 500 quilos de cenoura e 930 dúzias de ovos.

A Ação da Cidadania organizou kits de abastecimento destinados às cozinhas solidárias. Cada conjunto foi montado com aproximadamente 23 quilos de repolho, 40 quilos de abóbora, 11 quilos de beterraba, 5 quilos de cenoura e quatro cartelas de ovos com 30 unidades cada. Segundo as informações da operação, os volumes entregues permitiram preparar cerca de 90 kits, destinados a 90 cozinhas solidárias distribuídas em diferentes regiões do estado.

A modalidade Compra com Doação Simultânea do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) prevê a compra direta de produtos da agricultura familiar para abastecer cozinhas solidárias. A execução dessa modalidade no estado é gerenciada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A iniciativa integra as operações do programa, que adquire alimentos de agricultores familiares e os destina a entidades socioassistenciais, como as cozinhas solidárias. A participação de fornecedores e cozinhas ocorre por meio de chamadas públicas para habilitação.





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Alta do petróleo eleva óleo e puxa soja


As cotações da soja registraram alta na Chicago Board of Trade durante a semana de 6 a 12 de março, impulsionadas principalmente pela valorização do óleo de soja no mercado internacional. A análise consta em relatório semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgado na quinta-feira (12).

Segundo o levantamento, o movimento de alta está relacionado ao cenário geopolítico no Oriente Médio, que tem pressionado os preços do petróleo e influenciado diretamente o mercado de óleos vegetais. De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), “o aumento do grão se dá, especialmente, pela forte alta do óleo de soja, puxada pelo petróleo”.

A valorização do subproduto foi expressiva ao longo do período. Conforme o relatório, “a libra-peso do subproduto da soja atingindo a 67,34 centavos de dólar no dia 12/03”. O avanço do óleo refletiu também no preço do farelo, que chegou a US$ 319,90 por tonelada curta na mesma data.

Com esse movimento, o preço do grão ultrapassou o patamar de US$ 12,00 por bushel ao longo da semana. O fechamento da quinta-feira (12) foi registrado em US$ 12,13 por bushel, ante US$ 11,63 uma semana antes. Segundo a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), a última vez que o primeiro contrato da soja em Chicago havia superado esse nível ocorreu em 6 de junho de 2024.

O relatório também menciona a divulgação do balanço de oferta e demanda pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em 10 de março. Segundo o documento, não houve alterações relevantes nas estimativas para a oleaginosa.

A produção dos Estados Unidos foi mantida em 116 milhões de toneladas, enquanto a projeção de colheita no Brasil permanece em 180 milhões de toneladas. Houve apenas ajuste na estimativa de produção da Argentina, que passou a 48 milhões de toneladas.

No cenário global, a produção total para 2025/26 foi reduzida em um milhão de toneladas, alcançando 427,2 milhões de toneladas. Os estoques finais mundiais foram mantidos em 125 milhões de toneladas e as importações da China seguem estimadas em 112 milhões de toneladas.

A análise também destaca o desempenho da safra no Paraguai. Segundo estimativas da StoneX, o país deve registrar uma supersafra, com produção projetada em 11,8 milhões de toneladas no atual ano comercial.

No mercado chinês, as importações de soja apresentaram recuo nos dois primeiros meses do ano. De acordo com o relatório, “refletindo a maioria dos embarques dos EUA que ainda não chegaram, por colheitas mais lentas do Brasil e pela demora no desembaraço aduaneiro”.

A queda no primeiro bimestre foi de 7,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 12,6 milhões de toneladas. A expectativa, segundo dados citados da Reuters, é de recuperação a partir de março, com a previsão de chegada de 6,4 milhões de toneladas da oleaginosa aos portos chineses, ante 3,5 milhões no mesmo mês do ano passado.





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Preço do milho tem leve alta no mercado externo


As cotações do milho registraram alta na Chicago Board of Trade durante a semana de 6 a 12 de março, embora em ritmo inferior ao observado para a soja. A análise consta em relatório semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgado na quinta-feira (12).

Segundo o levantamento, o primeiro contrato do cereal em Chicago encerrou o pregão de quinta-feira (12) cotado a US$ 4,48 por bushel, ante US$ 4,41 registrados uma semana antes. De acordo com a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), o conflito no Oriente Médio também influencia esse mercado, mas ainda com impacto limitado nas negociações em Chicago.

O relatório também destaca a divulgação do balanço de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), publicada em 10 de março. Segundo o documento, não houve alterações nas estimativas de produção e estoques finais do cereal nos Estados Unidos em relação às projeções divulgadas em fevereiro.

No entanto, o órgão revisou as estimativas para a América do Sul. A produção do Brasil foi elevada para 132 milhões de toneladas, enquanto a da Argentina foi reduzida para 52 milhões de toneladas. Em ambos os casos, a diferença em relação ao relatório anterior é de um milhão de toneladas.

No cenário global, a produção de milho foi revisada para 1,297 bilhão de toneladas. Os estoques finais mundiais também foram elevados, alcançando 292,8 milhões de toneladas, conforme o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

No mercado brasileiro, o atraso no plantio da safrinha começa a pressionar os preços do cereal, ainda que de forma gradual. Segundo a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), o excesso de chuvas no Centro-Oeste gera preocupação quanto ao andamento da semeadura.

Nas principais praças do Rio Grande do Sul, os preços permaneceram em torno de R$ 56,00 por saco durante a semana. Em outras regiões do país, as cotações variaram entre R$ 52,00 e R$ 69,00 por saco.

Na B3, os contratos futuros acompanham parcialmente o movimento de alta observado em Chicago. No meio da semana, o contrato com vencimento em março era negociado a R$ 71,62 por saco, enquanto os contratos de maio e setembro estavam cotados a R$ 75,30 e R$ 71,25 por saco, respectivamente.

Entre os fatores que influenciam o mercado brasileiro de milho estão as condições climáticas para o plantio da safrinha, a perda da janela ideal de semeadura em algumas regiões produtoras, o aumento dos preços do diesel e dos fertilizantes e os impactos do conflito no Oriente Médio sobre os custos de produção.





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Ciclone intensifica chuvas e riscos no fim de semana


A atuação de um ciclone próximo à costa do Brasil deve manter um corredor de umidade ativo sobre o país neste fim de semana, aumentando o risco de chuvas fortes em diferentes regiões. As informações foram divulgadas pelo Meteored, que aponta potencial para precipitações volumosas em áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Norte.

Segundo a análise meteorológica, o sistema de baixa pressão próximo ao litoral do Sudeste contribui para organizar a faixa de umidade que atua sobre o país há vários dias. De acordo com o Meteored, “a presença de um ciclone próximo à costa Sudeste do Brasil ajuda a organizar um corredor de umidade sobre o país onde deixa o tempo fechado e aumenta as chances de chuvas fortes”.

As imagens de satélite indicam que essa faixa de umidade se estende desde a Região Norte até áreas do Sudeste, onde há grande presença de vapor d’água e convergência de ventos nos níveis mais baixos da atmosfera. Esse processo favorece a formação de nuvens carregadas e aumenta a probabilidade de precipitações intensas.

De acordo com a previsão, os maiores volumes de chuva podem atingir áreas de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Goiás, Amazonas e Rondônia.

Durante a manhã, pancadas de chuva devem ocorrer de forma irregular no interior de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Já no Norte do país, especialmente no oeste do Amazonas, a previsão indica precipitações moderadas a fortes.

À tarde, as instabilidades tendem a se espalhar por estados do Sudeste, pelo Centro-Oeste — com exceção do Mato Grosso do Sul — e por parte da Região Norte, incluindo Rondônia e Amazonas.

O modelo de confiança do Meteored indica que as chuvas mais intensas devem ocorrer no leste de Minas Gerais, no norte do Rio de Janeiro e na divisa com o Espírito Santo. Também há risco de precipitações intensas no noroeste e no sul do Mato Grosso.

No domingo (15), o ciclone deve se afastar gradualmente em direção ao Oceano Atlântico. Mesmo com esse deslocamento, o corredor de umidade continuará ativo, com leve mudança de posição e maior influência sobre a região central de Minas Gerais, o Vale do Aço, o norte do Rio de Janeiro e o Espírito Santo.

No Centro-Oeste, as chuvas voltam a atingir o Mato Grosso do Sul, principalmente nas áreas próximas à divisa com Mato Grosso e Goiás. Nos demais estados da região, a previsão indica precipitações de intensidade moderada, com possibilidade de pancadas localizadas mais intensas, especialmente no norte de Mato Grosso.

Entre os maiores volumes previstos estão cerca de 60 milímetros em Alegre, no Espírito Santo, aproximadamente 52 milímetros em Belo Horizonte, em Minas Gerais, cerca de 88 milímetros em Barra dos Garças, no Mato Grosso, e cerca de 40 milímetros em Cuiabá, também em Mato Grosso.

Segundo o Meteored, o cenário meteorológico deve manter o tempo instável ao longo do fim de semana, com acumulados que podem se aproximar de 90 milímetros em áreas pontuais de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais.





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Preço do trigo sobe e volta a recuar em Chicago


A cotação internacional do trigo registrou alta no início de março e alcançou o maior nível desde outubro de 2024, segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema). O levantamento considera o período de 6 a 12 de março e foi divulgado na quinta-feira (12).

De acordo com a entidade, o contrato para o primeiro mês cotado atingiu US$ 6,11 por bushel em 6 de março, o maior valor observado desde o início de outubro de 2024. Posteriormente, o mercado apresentou recuo e encerrou a quinta-feira (12) em US$ 5,92 por bushel.

O relatório de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve os dados referentes à última safra norte-americana. Segundo o documento, a colheita nos Estados Unidos foi confirmada em 54 milhões de toneladas, com estoques finais estimados em 25,3 milhões de toneladas.

O mesmo relatório elevou ligeiramente a projeção de produção mundial de trigo para 842,1 milhões de toneladas e indicou estoques finais globais de 277 milhões de toneladas para o ano comercial 2025/26. Para a Brasil, a estimativa de produção foi mantida em 8 milhões de toneladas, enquanto a da Argentina permaneceu em 27,8 milhões de toneladas. As importações brasileiras do cereal foram revisadas para 7,1 milhões de toneladas.

Segundo a análise da Ceema, fatores geopolíticos também influenciam o mercado internacional do trigo. A guerra no Oriente Médio impacta o comércio global, já que a região é grande consumidora do cereal e funciona como corredor de transporte entre a Europa e a Ásia. Ainda assim, a influência do conflito é considerada menor do que a gerada pela guerra entre Rússia e Ucrânia, dois dos principais produtores mundiais de trigo.

A entidade lembra que, no início do conflito entre Rússia e Ucrânia, no final de fevereiro de 2022, o preço do bushel de trigo ultrapassou US$ 12. Atualmente, o valor do cereal gira em torno de US$ 6 no mercado internacional.





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Cotações do boi variam entre estados do país


O mercado do boi gordo iniciou a sexta-feira (13) com estabilidade nas cotações em São Paulo, segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria.

De acordo com o levantamento, “o mercado abriu estável para todas as categorias”. A consultoria apontou que a oferta de boiadas havia diminuído no dia anterior e que algumas indústrias elevaram as ofertas com o objetivo de completar as escalas de abate para a próxima semana. Ainda conforme o relatório, “as escalas de abate atendiam, em média, oito dias”.

Na região Sul da Bahia, o aumento na oferta de animais pressionou os preços. Segundo a análise, “a oferta de boiadas havia aumentado, o que pressionou a cotação de todas as categorias, que caíram R$2,00/@ na comparação feita dia a dia”. Nesse mercado, as escalas de abate também atendiam, em média, oito dias.

Já na região Oeste da Bahia, o cenário foi diferente. A consultoria informou que, “na mesma comparação, a cotação de todas as categorias não havia mudado”. As escalas de abate nessa praça atendiam, em média, 12 dias.

Em Roraima, o levantamento indicou recuo no preço do boi gordo. “Na comparação feita dia a dia, a cotação do boi gordo havia recuado R$3,00/@, demais categorias ficaram estáveis”, apontou o informativo.

No oeste do Maranhão, a segunda semana de março foi marcada por queda nas cotações. Segundo a análise, “a cotação do boi gordo e a da vaca caiu R$2,00/@, e a da novilha caiu R$3,00/@”. Apesar disso, na comparação diária, o mercado iniciou a sexta-feira com preços estáveis, sustentados pela postura dos vendedores. Nessa região, as escalas de abate atendiam, em média, seis dias.





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Custos caem para suínos e se mantêm para frango em fevereiro


Os custos de produção de suínos e de frangos de corte tiveram comportamentos diferentes em fevereiro conforme os levantamentos mensais da Embrapa Suínos e Aves divulgados por meio da Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS).

Em Santa Catarina, o custo de produção do quilo do suíno vivo passou de R$ 6,45 em janeiro para R$ 6,36, queda de 1,39%, com o ICPSuíno recuando para 364,12 pontos. No ano, o índice acumula uma diminuição de 1,77%. No acumulado dos últimos 12 meses, a variação é de -0,04%. A ração, responsável por 71,92% do custo total de produção em fevereiro, baixou 1,08% no mês e acumula -1,42% no ano.

No Paraná, o custo de produção do quilo do frango de corte em fevereiro se manteve praticamente estável em relação a janeiro, subindo R$ 0,01, chegando aos R$ 4,72, alta de 0,16%. No ano, o índice acumula alta de1,40%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a variação é negativa: -3,15%. Os custos com aquisição de pintos de 1 dia de vida (18,92% do total), caíram 0,04% em fevereiro, mas têm um aumento acumulado de 18,56% nos últimos 12 meses.

Santa Catarina e Paraná são estados de referência nos cálculos dos Índices de Custo de Produção (ICPs) da CIAS, devido à sua relevância como maiores produtores nacionais de suínos e frangos de corte, respectivamente. A CIAS também disponibiliza estimativas de custos para os estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, fornecendo subsídios importantes para a gestão técnica e econômica dos sistemas produtivos de suínos e aves de corte.

Como apoio aos produtores, a Embrapa disponibiliza ferramentas gratuitas de gestão, como o aplicativo Custo Fácil, para dispositivos Android e com download pela Play Store, que gera relatórios personalizados e diferencia despesas com mão de obra familiar, além de uma planilha de custos voltada à gestão de granjas integradas de suínos e frangos de corte, disponível no site da CIAS.





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Governo reconhece situação de emergência em 30 municípios


O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconheceu nesta sexta-feira (13) a situação de emergência em 30 cidades afetadas por desastres. As cidades contempladas estão nos estados do Amazonas, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. 

Com o reconhecimento da situação de emergência, as prefeituras podem solicitar recursos do governo federal para ações de defesa civil, como compra de cestas básicas, água mineral, refeição para trabalhadores e voluntários, kits de limpeza de residência, higiene pessoal e dormitório, entre outros.

A situação de emergência foi reconhecida em razão de fortes chuvas que castigaram os municípios de Arataca, Cachoeira, Camacan, Medeiros Neto e Nova Ibiá, na Bahia; Peixoto de Azevedo, no Mato Grosso; Rio Negro, no Mato Grosso do Sul;

O mesmo motivo levou ao reconhecimento da emergência em Argirita, Mato Verde, Padre Paraíso, Pescador, Santa Maria do Salto e Taparuba, em Minas Gerais; Belém e Rio Maria, no Pará; Jucati, em Pernambuco; Bom Jardim, Japeri e Natividade, no Rio de Janeiro; Maximiliano de Almeida, no Rio Grande do Sul; Imbituba, em Santa Catarina, e Canindé de São Francisco, em Sergipe. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Já as cidades de Eirunepé e Itamarati, no Amazonas, e Aperibé, no Rio de Janeiro, obtiveram o reconhecimento federal de situação de emergência por causa de inundações. A cidade de Estrela, no Rio Grande do Sul, teve o reconhecimento devido ao vendaval.

A seca a estiagem foi o motivo do reconhecimento da situação de emergência nos municípios de Mogeiro, na Paraíba, e São Francisco de Assis do Piauí, no Piauí, O município de Óbidos, no Pará, registrou erosão continental/boçorocas, e Dumont, em São Paulo, erosão continental/laminar.





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vendas no Pavilhão da Agricultura Familiar superam expectativas de novos expositores


Durante os cinco dias de Expodireto, entre 9 e 13 de março, o Pavilhão da Agricultura Familiar recebeu grande movimentação de pessoas. O público encontrou novos produtos e expositores, assim como mercadorias e empreendimentos já tradicionais na feira. Para os 48 novos empreendimentos, os resultados alcançados superaram as expectativas.

“O Pavilhão da Agricultura Familiar é sempre um ponto de bastante fluxo de pessoas. E, neste ano, não tem sido diferente. […], confirma Vilmar Leitzke, assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo/RS e coordenador do espaço.

Assim como nos últimos anos, o público estava ávido por produtos com sabores diferenciados e lançamentos. “Tivemos um movimento muito interessante de pessoas buscando por novidades”, completa Leitzke.

Entre os destaques, estava o sabor erva-mate, com bolachas, refrigerantes e até sorvete com a erva típica do estado. Nesse sentido, o espaço também é oportunidade para as agroindústrias testarem e receberem avaliações imediatas de novos produtos.

Além disso, os expositores mais antigos podem compartilhar experiências com os mais novos, consolidando o pavilhão como um espaço de troca e aprendizado, onde muitos visitantes e expositores realizam compras, mas também buscam informações específicas, ideias e aprimoramentos de processos. “A participação em feiras de grande porte também promove conexões com novos consumidores e entre os próprios expositores”, explica Leitzke.

Pequena agroindústria conquista espaço na Expodireto

A produtora Edinéia Mazzucatto Canova, da agroindústria Família Canova, de Sarandi/RS, trouxe para a Expodireto Cotrijal o sabor autêntico do queijo colonial natural. A agroindústria familiar sempre sonhou em participar da feira, mas a produção limitada era um obstáculo. Neste ano, eles decidiram concorrer a uma vaga e foram selecionados. “Conseguimos produzir uma grande quantidade e as vendas estão boas”, contou Edinéia, animada com a receptividade do público.

O queijo, feito apenas com leite, coalho e sal, reflete a tradição e a simplicidade que conquista os visitantes. Para ela, a experiência tem sido enriquecedora: “A feira é maior do que esperávamos e estamos gostando muito. Queremos voltar na próxima edição, pois é uma feira grande e disputada.” A história da agroindústria mostra como a força da agricultura familiar encontra espaço em eventos de grande porte, como a Expodireto Cotrijal, valorizando produtos artesanais e aproximando produtores e consumidores.

Cooperativa de Liberato Salzano/RS realiza estreia

A Cooperativa CoopSalzano Sucos, de Liberato Salzano/RS, também participou pela primeira vez da Expodireto. A cooperativa nasceu com a compra de laranjas, reunindo apenas 20 associados. Hoje, já conta com 126, sendo que mais de 90 participam diretamente das negociações de frutas e insumos para abastecer a indústria.

Participando pela primeira vez, a cooperativa tinha expectativas modestas. No entanto, logo nos primeiros dias, o movimento surpreendeu. “O fluxo de pessoas e de negócios foi maior do que esperávamos, especialmente em comparação com feiras menores que já participamos”, avaliou Cleber Milan, tesoureiro da cooperativa.

Por isso, ele considera a experiência na Expodireto marcante. “A participação da CoopSalzano Sucos na Expodireto foi um divisor de águas em termos de conhecimento em feiras, estamos muito satisfeitos com o resultado”, ressaltou o tesoureiro, animado com a projeção conquistada.

Formalização

O expressivo número de estreantes está ligado à crescente formalização de empreendimentos com o Selo Sabor Gaúcho, que certifica os produtos originários da agricultura familiar do Rio Grande do Sul. Além disso, o setor observa maior interesse por feiras com produtos da agricultura familiar.

Diversidade

Para os consumidores que priorizam alimentos orgânicos, 18 expositores apresentaram certificações reconhecidas. O espaço também apresentou o tradicional artesanato gaúcho, através dos expositores que vieram de 119 municípios do Rio Grande do Sul, além de pães, massas, embutidos, laticínios, cucas, sucos, doces, cachaças, licores e drinks artesanais, atraindo grande público e valorizando a cultura rural. Entre os responsáveis pelos empreendimentos, destacaram-se 113 jovens e 97 mulheres e representantes de comunidades indígenas.

Organização

O Pavilhão da Agricultura Familiar é uma realização conjunta da Cotrijal, Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Emater/RS-Ascar, Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (Fetraf-RS)e Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado do Rio Grande do Sul (SDR).





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