quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Impacto dos créditos de descarbonização no agronegócio é debatido na Câmara dos Deputados


O debate foi promovido pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados. Segundo o deputado Tião Medeiros (PP-PR), que convocou a audiência, é preciso discutir como sanções impostas pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) às distribuidoras de combustíveis inadimplentes com o programa RenovaBio podem impactar nos créditos de descarbonização (CBIOs) sobre os custos logísticos, o abastecimento e a competitividade do agronegócio brasileiro.

O chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Alexandre Alonso, estava entre os especialistas convidados para discutir os diferentes aspectos desse cenário. O pesquisador abordou os efeitos positivos dos créditos de descarbonização já sentidos pelo segmento agrícola com o RenovaBio e trouxe para o debate um relato sobre os impactos que já ocorrem no âmbito do agronegócio com o programa e os CBIOs. Ele também destacou como esforços de pesquisa, aliados à formulação de políticas públicas, podem maximizar os benefícios ambientais já percebidos. “O RenovaBio nasceu essencialmente de uma ação de pesquisa, desenvolvimento e inovação”, lembrou o pesquisador.

De acordo com Alexandre, o RenovaBio já mitigou mais de 150 milhões de toneladas de CO2 equivalente com a substituição de combustíveis fósseis por combustíveis de origem biorrenovável. “Somente no ano passado, tivemos algo próximo a 40 milhões e as expectativas para este ano é que se possa evitar em torno de 50 milhões de toneladas de CO2 equivalente a partir da produção e da utilização dos biocombustíveis”.

Os biocombustíveis têm suas fontes na agricultura, que, por sua vez, provê para a indústria uma variedade crescente dessas fontes. “A gente fala de biocombustível há alguns anos, principalmente de etanol e de biodiesel. Hoje, já falamos de combustíveis sustentáveis de viação, de diesel renovável, , de biogás, de biometano e de biobunker (mistura de biocombustível com o combustível tradicional para o transporte marítimo)”, ressaltou Alexandre. Ele também lembrou como os biocombustíveis, o Renovabio e os CBIOs, formam um elo direto entre a agricultura, o campo e as indústrias.

Além disso, ele destacou os CBIOs como um vetor real para a descarbonização da economia de vários setores. “Ao permitir que se remunerem práticas agrícolas de baixo carbono, a gente fornece insumos energéticos para setores que são de difícil descarbonização”, disse. Segundo Alexandre, remunerar a agricultura a partir do crédito de descarbonização ajuda a financiar novos investimentos em tecnologias agrícolas mais limpas e também de manejo.

Ele citou como os CBIOs são basicamente gerados pelos produtores de biocombustíveis, conforme uma nota de eficiência energética ambiental que mede o desempenho do processo de produção de biocombustíveis das usinas em relação ao combustível fóssil. “Isso significa que usinas, produtores de biocombustíveis e produtores rurais que investem em novas tecnologias que permitem a redução das emissões gerem um volume maior de créditos, criando um estímulo para que as usinas e os próprios produtores rurais possam investir na adoção de tecnologias de menor emissão de carbono”.

Seguindo nesse sentido, o pesquisador destacou mais um ponto de impacto do RenovaBio, que é o incentivo ao desenvolvimento de novos biocombustíveis a partir da diversificação de matérias-primas. “O CBIOs pode ser um indutor direto para que a gente avance na produção de novos biocombustíveis e combustíveis avançados. À medida que você tem mais demanda por novos biocombustíveis, isso gera demanda para a própria atividade agrícola, no sentido que você vai precisar gerar mais matéria-prima e não somente qualquer matéria-prima, mas matéria-prima produzida de forma sustentável”.

Para ele, é válido pensar que, próximo dos grandes polos de produção agrícola do País, principalmente de produção de biocombustíveis, possam se desenvolver novos polos industriais, biorrefinarias, onde se consiga produzir múltiplos bioprodutos a partir da biomassa, exemplificou Alexandre.

O chefe-geral encerrou sua participação colocando a Embrapa, em especial a Embrapa Agroenergia, à disposição para continuar implementando melhorias em políticas públicas e fornecendo os melhores dados, os melhores modelos para o programa RenovaBio.

Créditos de descarbonização

O crédito de descarbonização (CBIO) foi criado como um instrumento do RenovaBio, sendo registrado sob a forma escritural para fins de comprovação da meta individual do distribuidor de combustíveis, de que trata o art. 7º da Lei nº 13.576/2017 (Política Nacional de Biocombustíveis). Cada CBIO emitido por produtores e importadores de biocombustíveis corresponde a uma tonelada de carbono que deixa de ser emitida para a atmosfera.

Sobre o caso das distribuidoras

Em julho deste ano, a ANP divulgou lista de distribuidoras de combustíveis que estão inadimplentes com o RenovaBio. Entre as sanções então impostas pela agência, os fornecedores de combustíveis seriam proibidos de vender seus produtos para as distribuidoras que não cumpriram seus mandatos de compra de créditos de descarbonização (CBIOs).

Para o deputado Tião Medeiros, as sanções no mercado poderiam gerar “elevação de preços de combustíveis, especialmente o diesel, com aumento da concentração de mercado, aumento de custos logísticos, encarecimento de fretes rurais, riscos à previsibilidade e segurança energética no campo, aumento generalizado dos preços agrícola e dos alimentos e perda da competitividade do agronegócio brasileiro no cenário internacional”.

Esses motivos justificaram a realização da audiência. O parlamentar ressaltou o objetivo de debater com setor produtivo, especialistas, órgãos reguladores e de representatividade e outros para propor soluções que preservem o caráter ambiental do RenovaBio sem comprometer a eficiência econômica e a segurança logística do agronegócio brasileiro.





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Melhor colheita no Vietnã consolida fortes quedas no preço do café robusta…


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Os preços do café fecharam a sessão desta sexta-feira (19) com fortes quedas nas bolsas internacionais. Segundo o Barchart, as cotações futuras despencaram hoje para as mínimas de 1 mês, depois que o jornal Washington Post informou que legisladores dos EUA 
planejam apresentar um projeto de lei para isentar as importações de café das tarifas impostas pelo Presidente Donald Trump.

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O clima antes do período crítico de floração no Brasil, combinado com estoques limitados e preocupações comerciais continuam dando suporte ao mercado futuro, e ocasionando a oscilação de preços nas bolsas internacionais.

De acordo com informações do portal internacional Bloomberg, existe a expectativa que o Vietnã (maior produtor mundial de robusta) colha sua maior safra em quatro anos após boas chuvas, o que pode ajudar a aliviar a oferta restrita e pressionar os preços globais para baixo. A produção deve aumentar para 1,76 milhão de toneladas na temporada 2025-26, de acordo com a estimativa mediana de sete traders, produtores, exportadores e analistas consultados pela Bloomberg News. “Um fluxo maior de grãos no mercado pode ajudar a suprir a escassez global após safras abaixo do esperado nas duas temporadas anteriores e ajudar a suavizar os preços, que dispararam 42% no mês passado”, completa ainda a publicação do portal. 

Em Londres, o robusta registra então o recuo de US$ 312 nos contratos de setembro/25 e novembro/25 cotado por US$ 4,353/tonelada e US$ 4,135/tonelada, e uma perda de US$ 311 no valor de US$ 4,089/tonelada no de janeiro/26.

O arábica encerra o dia com baixa de 1.435 pontos no valor de 366,50 cents/lbp no vencimento de dezembro/25, um recuo de 1.500 pontos negociado por 346,25 cents/lbp no de março/26, e uma queda de 1.485 pontos no valor de 332,45 cents/lbp no de maio/26. 

Mercado Interno

Segundo a Safras & Mercado, diante da forte queda em NY, os produtores tendem a ficar mais retraídos, aguardando um melhor posicionamento para retomar as negociações. O mercado físico brasileiro anda lento nos negócios, com os produtores retendo a oferta.

O Café Arábica Tipo 6 registra uma baixa de 13,33% no valor de R$ 1.950,00/saca em Maringá/PR, uma queda de 10,22% em Machado/MG no valor de R$ 2.020,00/saca, e uma perda de 4,31% cotado por R$ 2.220,00/saca em Varginha/MG. Já o Cereja Descascado encerra com 4,13% em Varginha/MG cotado por R$ 2.320,00/saca, e uma baixa de 3,95% em Guaxupé/MG no valor de R$ 2.189,00/saca. 





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Ministros do Mapa e MDA recebem bananicultores de todo o país


O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, e o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, receberam nesta terça-feira (30) representantes de produtores de banana de várias regiões do Brasil. Acompanharam os produtores o senador Jaime Bagatolli, os deputados Enio Tatto, do (PT-SP), Jorge Gotten (Rep-SC), Sandra Kennedy, secretária nacional de Articulação Institucional do Ministério das Mulheres, vereadores e prefeitos de diversas cidades.

Os produtores vieram conversar sobre a abertura do mercado brasileiro para importar a produção de banana do Equador e a preocupação com algumas questões fitosanitárias na produção daquele país, particularmente o fungo Fusarium oxysporum raça 4.

Também foi apontado pelos produtores a importância econômica e social da banana em várias regiões do Brasil, como no Vale do Ribeira, em São Paulo, regiões irrigadas no norte de Minas e Ceará, Bahia, Tocantins, Ceará e Espírito Santo, além da importância da produção de bananas de pequenas propriedades e comunidades quilombolas e indígenas.

O ministro Fávaro apontou a solidez da vigilância sanitária brasileira como referência mundial, garantindo que haverá extrema atenção quanto a qualquer risco, ressaltando que não há casos de Fusarium oxysporum raça 4 no Equador, e destacou que o Governo do Brasil já superou mais de 400 novos mercados e pode chegar a 500 mercados até o fim da gestão, sendo que o recorde anterior era a abertura de cerca de 100 mercados.

“Osistema sanitário brasileiro é muito robusto e já superamos diversos desafios. Ninguém no mundo tem um sistema tão eficiente. Também tratamos das oportunidades no mercado externo para a fruta brasileira. O Mapa e o MDA são a casa do produtor brasileiro, estamos aqui para colaborar e buscar oportunidades. Não vamos deixar nenhum produtor precarizado”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Os ministros se comprometeram com os produtores que acompanharão toda a análise sanitária da questão da banana do Equador, evitarão qualquer ação de dumping e disseram que não só não haverá prejuízos para os produtores brasileiros de banana no mercado interno, como também é possível trabalhar junto com o setor por oportunidades para abrir mercados no exterior, ampliando o consumo de banana brasileira.

O ministro Paulo Teixeira afirmou que as portas dos ministérios estarão sempre abertas para o diálogo com o setor e para monitorar a situação da banana do Equador. “Não vamos pensar apenas as políticas defensivas, mas também as ofensivas, para aumentar a capacidade de exportação e espaço para a banana brasileira nos mercados interno e externo”, concluiu.Com informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura FamiliarInformações à [email protected]





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Preços do algodão são os mais baixos desde 2015



Cotação da pluma segue em queda e atinge menor média real desde 2015


Foto: USDA

A colheita de algodão da safra 2024/25 está praticamente concluída no Brasil e o beneficiamento da pluma se aproxima dos 50% da produção, que, vale lembrar, deve ser recorde. Pesquisadores do Cepea destacam que esse cenário mantém elevada a disponibilidade de algodão no mercado spot nacional, levando alguns vendedores a ficar mais flexíveis nos valores pedidos. Já compradores ativos seguem ofertando preços ainda menores. 

Esse contexto somado às recentes desvalorizações externas pressionam os valores domésticos do algodão em pluma. Levantamento do Cepea mostra que setembro foi o quarto mês consecutivo de baixa. Assim, depois de atingir em maio o maior patamar deste ano, a média da pluma vem recuando desde então, chegando, em setembro, ao menor patamar real desde fevereiro de 2015. 

Dados do Cepea mostram que a média do Indicador em setembro caiu 6,6% frente à de agosto/25 e ficou 8,26% inferior à de setembro/24, sendo a também menor desde fevereiro/15 (R$ 3,5416/lp), em termos reais (IGP-DI de ago/25). 





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Preços do arroz têm forte queda em 2025



Preços do arroz caem quase 40% em 2025 e pressionam setor produtivo


Foto: Divulgação

Os preços do arroz em casca negociado no Rio Grande do Sul estão praticamente atravessando o ano de 2025 em queda. Em setembro, o Indicador CEPEA/IRGA-RS (produto com 58% de grãos inteiros e pagamento à vista) recuou 9,3% e, na parcial de 2025, a baixa é de quase 40%. 

Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão vem da ampla oferta, da demanda interna estável, do ritmo lento das exportações e da retração das cotações internacionais, que, por sua vez, estão nos menores patamares em 43 meses (de acordo com dados da FAO). Esse cenário, ressaltam pesquisadores do Cepea, pressiona as margens esperadas para a próxima temporada e deve levar à redução da área destinada ao arroz no País. 

No mercado internacional, o comportamento é semelhante. Dados da FAO indicam que o índice global de preços do arroz beneficiado caiu para 101,4 pontos em agosto, 2,03% abaixo de julho e 24,33% inferior a agosto de 2024. Entre 18 países analisados, 16 registraram quedas expressivas, com destaque para Brasil, Argentina e Uruguai. 





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Chuvas impulsionam expectativas para cafeicultura



Chuvas beneficiam lavouras de café e aumentam as expectativas para 2026/27


Foto: Divulgação

\Chuvas em meados de setembro animaram cafeicultores brasileiros, à medida que devem favorecer o desenvolvimento da safra 2026/27. Segundo pesquisadores do Cepea, produtores, agora, estão à espera da abertura das flores na maioria das lavouras de arábica da região Sudeste do Brasil. Até o encerramento do mês, alguns agentes consultados pelo Cepea já sinalizavam começo de floração em certos talhões, mas uma parcela mais significativa deve florescer nestes primeiros dias de outubro.

Já nas regiões irrigadas, colaboradores do Cepea informam que as lavouras apresentam uma florada significativa, indicando bom potencial para a próxima safra. Nas áreas de sequeiro, a floração está um pouco mais atrasada. Diante disso, é fundamental que as chuvas persistam neste momento, o que evitaria o abortamento das flores que já abriram e garantiria o desenvolvimento da produção. 

Pesquisadores do Cepea destacam que a safra 2026/27 do Brasil é bastante aguardada como alternativa para, ao menos, melhorar os estoques globais de café, já que a temporada 2025/26 ficou abaixo das expectativas no beneficiamento dos lotes. Assim, qualquer possibilidade de redução do potencial da próxima safra gera grande insegurança no mercado, intensificando a atual volatilidade. 





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Lei prevê aumento de produtos da agricultura familiar na merenda escolar



Lei amplia percentual da agricultura familiar na merenda escolar para 45%


Foto: Pixabay

A Lei 15.226, de 2025, tem o objetivo de aumentar a parcela de alimentos oriundos da agricultura familiar na merenda escolar. Após ser sancionada pela Presidência da República, essa lei foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (1º).

De acordo com essa lei, “do total dos recursos financeiros repassados pelo FNDE [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação] no âmbito do PNAE [Programa Nacional de Alimentação Escolar], no mínimo 45% deverão ser utilizados na aquisição de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural ou de suas organizações”. Antes esse percentual era de 30%.

A nova lei também determina que as compras de alimentos da agricultura familiar, nesse caso, devem priorizar “os assentamentos da reforma agrária, as comunidades tradicionais indígenas, as comunidades quilombolas e os grupos formais e informais de mulheres”.

Além disso, essa lei restringe a entrega às escolas de alimentos cujo prazo de validade esteja perto do vencimento.

O texto determina que “os gêneros alimentícios que possuem obrigatoriedade de determinação de prazo de validade adquiridos no âmbito do PNAE deverão ter, na ocasião da entrega, prazo restante de validade igual ou superior à metade do período entre sua data de fabricação e sua data final de validade, dispensados dessa obrigatoriedade os alimentos adquiridos da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural e de suas organizações.”

A nova lei teve origem no PL 2.205/2022, projeto da deputada federal Luizianne Lins (PT-CE). No Senado, a proposta contou com o parecer favorável da Daniella Ribeiro (PP-PB).

A ampliação de 30% para 45% nos recursos destinados a compras da agricultura familiar foi uma mudança feita pelo Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)





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Exportações e dólar podem aliviar pressão no algodão



A safra de algodão 2025/26 no Brasil começa com expectativa de crescimento



Foto: Canva

A safra de algodão 2025/26 no Brasil começa com expectativa de crescimento de área e rendimento estável, mesmo diante de incertezas no mercado e no clima. De acordo com a Céleres, o cultivo deve se beneficiar de condições meteorológicas próximas da neutralidade, o que pode sustentar produtividades dentro da média histórica.

Com uma possível La Niña de baixa intensidade em formação, os riscos climáticos para o algodão se tornam menos acentuados, favorecendo o planejamento agrícola no Cerrado, principal polo de produção do país. A janela de plantio, especialmente para a segunda safra, tende a se manter dentro do cronograma ideal.

Além do clima, o mercado internacional do algodão também exerce influência relevante. A demanda global segue moderada, e os preços internacionais não sinalizam recuperação expressiva no curto prazo. Ainda assim, o Brasil aposta na sua eficiência produtiva para manter competitividade.

A valorização do dólar frente ao real poderia favorecer as exportações, mas as margens seguem pressionadas pelos altos custos de insumos e financiamento. A gestão eficiente de recursos será determinante para a rentabilidade da cultura.

Outro fator que impacta o algodão é a necessidade crescente de práticas sustentáveis, com certificações ganhando relevância nas negociações internacionais. A rastreabilidade e boas práticas agrícolas podem funcionar como diferenciais em mercados exigentes. Combinando clima relativamente estável e foco em produtividade, o algodão brasileiro inicia a temporada com potencial de manter sua relevância global, mesmo diante de um cenário econômico desafiador.





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Brasil aposta nos bioinsumos para fortalecer liderança global no agro sustentável


As inscrições estão abertas para o 2º Fórum Bioinsumos no Agro, que acontece em 9 de outubro, em São Paulo. O evento reunirá autoridades, produtores e especialistas para debater o papel dos bioinsumos na consolidação do Brasil como potência agrícola sustentável.

Fórum amplia debate sobre sustentabilidade e competitividade

Promovido pela Embrapa, Sistema Ocesp e Sociedade Rural Brasileira (SRB), com organização da Araiby, o encontro terá paineis sobre prioridades do desenvolvimento sustentável, modelos de negócios e regulamentação da Lei dos Bioinsumos. O objetivo é impulsionar o setor, considerado estratégico para reduzir custos, ampliar mercados e alinhar a produção agropecuária às exigências internacionais de sustentabilidade.

“Acredito que o Brasil está na vanguarda e no caminho certo. Seguimos a rota da governança sustentável, mostrando ao mundo que temos potencial para sermos grandes abastecedores e geradores de segurança alimentar global”, afirmou Luiz Mário Machado Salvi, presidente da Araiby.

ESG e imagem internacional do produtor brasileiro

Salvi destacou ainda que os produtores rurais brasileiros já estão avançados em termos de práticas ESG, com preservação ambiental e uso racional de defensivos. Segundo ele, no comparativo de defensivos por quilo produzido, o Brasil está entre os países que menos utilizam esses produtos.

“Já fazemos muito em termos de preservação, mas ainda divulgamos pouco. Sofremos críticas por falta de esclarecimento, quando na verdade nossos produtores são referência em sustentabilidade”, reforçou.

Inscrições gratuitas e programação técnica

O evento, gratuito e presencial, será realizado no auditório da Ocesp, em São Paulo. As inscrições podem ser feitas no site oficial: forumbioinsumosnoagro.com.br

. A programação inclui a mesa-redonda “Regulamentação – Questões relevantes e perspectivas sobre a Lei dos Bioinsumos” e contará com lideranças como Roberto Rodrigues (FGV e Envoy do Agro Brasileiro na COP 30) e Carlos Goulart (MAPA), entre outros representantes do setor.

Com o uso de bioinsumos, o Brasil busca ampliar sua competitividade, reduzir dependência de insumos importados e fortalecer a imagem de potência agrícola sustentável. Para Salvi, o caminho é manter a estratégia já em curso: “Não se trata de competir, mas de compartilhar conhecimento e harmonizar a produção”, disse.





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