quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Projeto vai desenvolver bioinsumo pré-formulado para canola


A Embrapa Agroenergia (Brasília, DF) e a Pilzer Biotecnologia Agropecuária Ltda. firmaram um Acordo de Cooperação Técnica e Financeira para desenvolver um bioestimulante microbiano pré-formulado para canola. O objetivo é aumentar a produtividade da cultura, que apresenta grande potencial para a economia brasileira.

Com o título “Bioestimulante microbiano pré-formulado para aumentar a produção de canola ( Brassica napus L.)”, o projeto visa superar os principais desafios para a expansão da cultura no País, a adaptação a condições de déficit hídrico e a redução da dependência de fertilizantes químicos. Na Embrapa Agroenergia, o trabalho será liderado pelo pesquisador Agnaldo Chaves.

Atualmente concentrada na região Sul, a canola tem um potencial de crescimento expressivo, especialmente em outras áreas com aptidão agrícola, com destaque para a região Centro-Oeste. Inclusive, o potencial para aumento na produtividade e na área plantada no Brasil foram motivos da escolha da canola para essa pesquisa.

O estudo a ser realizado pela Embrapa se baseia na utilização de microrganismos promotores de crescimento vegetal, que, ao serem aplicados, colonizam a rizosfera das plantas. Essa interação melhora a eficiência na absorção de nutrientes, podendo aumentar a tolerância a estresses abióticos, como altas temperaturas e falta de água, fortalecendo a resiliência da cultura diante das mudanças climáticas.

A parceria estabelece ainda a divisão de ações, ficando a Embrapa Agroenergia como responsável pela fase inicial de pesquisa, conduzindo ensaios em laboratório e em casa de vegetação. Os pesquisadores vão avaliar o comportamento de microrganismos e seu impacto no desenvolvimento da canola sob condições de restrição hídrica, buscando identificar aqueles com maior potencial para uso agrícola.

A Pilzer assumirá a etapa seguinte, testando ingredientes e insumos que possam compor a pré-formulação do bioinsumo. O produto final, que conterá os microrganismos selecionados, será avaliado em condições de casa de vegetação. Como os testes realizados dessa forma, neste primeiro momento, não será possível ainda estimar o quanto seria economizado em fertilizantes químicos. Já na etapa seguinte, com testes em campo, esse pode ser um dos dados alcançados pelo projeto.

O desenvolvimento de um pré-formulado contendo bioestimulante microbiano para o cultivo da canola sob déficit hídrico, não apenas potencializará a produtividade, como também contribuirá para a tropicalização da cultura, abrindo caminho para sua expansão na região Centro-Sul do Brasil.

Por sua vez, a maior produção de grãos resultará em um aumento no fornecimento de óleo para a indústria de biocombustíveis, fortalecendo a segurança energética do País.

“A parceria entre a Embrapa Agroenergia e a iniciativa privada, neste caso, a Pilzer, é fundamental para fazer com que o produto obtido na pesquisa alcance o mercado agrícola”, destaca Agnaldo. Além do pesquisador como líder do projeto, integrarão a equipe os pesquisadores Léia Fávaro, João Ricardo de Almeida, Clenilson Rodrigues e Bruno Laviola.

Agnaldo reforça ainda, que parcerias como esta contribuem para demonstrar o potencial da Embrapa Agroenergia em contribuir para o desenvolvimento de bioinsumos para o mercado agrícola.

Para Rogério Mazzardo, da Pilzer, essa parceria marca um avanço estratégico para a empresa ao integrar tecnologias de ponta desenvolvidas pela Embrapa que elevam a produtividade com responsabilidade ambiental.

As soluções tecnológicas da Embrapa, como ressalta Rogério, têm papel fundamental na transformação do campo. Segundo ele, esse projeto não apenas fortalece a competitividade da empresa, como também responde às demandas crescentes por produtividade com responsabilidade ambiental, posicionando a Pilzer como referência em tecnologias que transformam o campo. “Reforçamos, assim, o compromisso da Pilzer em inovação, eficiência e sustentabilidade no agronegócio brasileiro”.

Financiamento

O acordo tem prazo de 25 meses e terá um investimento total de R$ 1,35 milhão, com um modelo de financiamento compartilhado via Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii). Esse valor será dividido pela Embrapii, pela Pilzer e pelo Sebrae, ficando cada instituição responsável pelo aporte de R$ 450 mil. A Embrapa Agroenergia contribui de forma não financeira, correspondente a infraestrutura e pessoal.





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Comissão aprova ressarcimento para produtor rural por perdas decorrentes da falta de luz



Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado


Foto: Divulgação

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1940/24, que prevê que os produtores rurais serão ressarcidos pela concessionária de energia elétrica quando houver perda de produtos perecíveis por falta de luz. O relator, deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), recomendou a aprovação do texto. “A responsabilidade da concessionária do serviço público de distribuição de energia elétrica por danos por ela causados está bem definida no Brasil”, disse.

Comprovação

Pela proposta aprovada, o produtor deverá apresentar documentação técnica comprovando que a perda foi causada pela falta de energia elétrica.

O ressarcimento será calculado com base no valor de mercado dos itens na região.

Prazo

O pedido de ressarcimento deverá ser dirigido à concessionária, que terá 30 dias para analisar o caso, sob pena de multa. Se a empresa não cumprir o prazo, haverá um acréscimo de 10% no valor calculado para ressarcimento.

“Produtores rurais de todo o País têm amargado perdas significativas em razão das quedas recorrentes no fornecimento de energia elétrica ou das oscilações na tensão da rede”, afirmou o autor da proposta, deputado Marx Beltrão (PP-AL).

Próximos passos

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

 





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Domingos Velho Lopes é eleito o novo presidente da Farsul


A nova direção da Farsul foi escolhida durante a quinta-feira (02), em disputa com chapa única, na Sede da Entidade. Domingos Velho Lopes assume como o novo Presidente, com início do mandato em 1º de janeiro de 2026.Dos 134 sindicatos aptos a votar, 123 participaram da eleição presencial, a 44ª da história da Farsul, que completará 100 anos durante o novo mandato. Foram 120 votos na chapa, dois nulos e um em branco.Após a divulgação do resultado, em sua primeira fala como Presidente eleito, Domingos disse que o momento agora é o de recolocar o produtor rural no centro das decisões e de aumentar o diálogo entre o campo e a cidade. “O mundo nos vê como responsáveis pela segurança alimentar, como um País amigo capaz de produzir alimento e energia”, declarou.Domingos também destacou que sua gestão será técnica, que buscará inovação sem deixar de lado a conservação dos valores que sempre defendeu, como a livre iniciativa e a defesa do direito à propriedade.

“Essa Federação tem um compromisso com o produtor e com a sociedade gaúcha, e a partir de hoje, é meu mantra, e do resto da diretoria, o de colocar novamente os produtores do nosso Estado no seu lugar que é de merecimento”, finalizou.Já Gedeão Pereira Silveira, que deixa o cargo no final do ano, ao falar do encerramento do seu mandato, destacou que “uma gestão só é coroada quando faz sua sucessão. Neste caso, nós estamos fazendo um sucessor escolhido por unanimidade, com uma votação maciça dos Sindicatos Rurais”. Gedeão agora assume o posto de Diretor Vice-presidente da Farsul e de Primeiro Vice-Presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), o posto mais alto alcançado por um gaúcho até o momento.A nova diretoria terá uma renovação de 30% nos quadros, com 31 membros eleitos. Completam a diretoria executiva Elmar Konrad como 1º vice-presidente, Francisco Schardong, diretor-Administrativo, e José Alcindo Ávila, diretor-financeiro, com Manoel Ignácio Vieira Valim como 2º Diretor-Financeiro, e Fábio Avancini Rodrigues, 2º Diretor-Administrativo.

Quem é Domingos Velho LopesDomingos Antonio Velho Lopes é engenheiro agrônomo formado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e produtor rural desde 1992, exercendo suas atividades em Mostardas e Palmares do Sul junto à família.Começou sua atividade institucional, em 1997, como presidente do Sindicato Rural de Mostardas. Em 2003, entrou para a diretoria da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul). Desde 2003 é membro da Comissão de Arroz da federação. Em 2005 recebe a distinção de produtor de arroz do ano através do Prêmio Senar-O Sul; em 2009 recebe o prêmio Homem do arroz do ano pela Federarroz.

Em 2016, Lopes foi homenageado com a Medalha Assis Brasil, durante a Expointer, por relevantes serviços prestados à agropecuária gaúcha. No ano seguinte, assumiu a Comissão de Meio Ambiente da Farsul e foi conduzido à presidência do Conselho Superior da entidade. A partir de 2018 desempenhou as funções de membro titular dos Conselhos Estaduais de meio ambiente; Conselho Estadual de recursos hídricos e Conselho de Saneamento do RS, além de ser membro titular da Comissão Nacional de meio ambiente da Confederação Nacional de Agricultura – CNA.Em 2022 exerceu o cargo de Secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural. Atualmente exerce o cargo de diretor vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).





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Safra de uva avança com boas condições climáticas



Expectativa é positiva para safra de uva no Estado



Foto: Divulgação

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar, o cultivo de uva segue em bom ritmo no Rio Grande do Sul.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a poda seca foi concluída e as videiras apresentam plena brotação e desenvolvimento vegetativo. Segundo o informativo, não há registro significativo de doenças fúngicas ou pragas, e os vinhedos demonstram boa emissão de brotos e cachos, o que indica expectativa positiva para a safra. O manejo de plantas de cobertura do solo tem sido realizado por meio de roçadas ou acamamento. As temperaturas amenas também têm favorecido o baixo índice de doenças.

Já na região de Frederico Westphalen, as variedades cultivadas se encontram em diferentes estágios. A Vênus está em fase de flores abertas e limpeza dos cachos; a Bordô apresenta inflorescência visível e flores agrupadas; a Niágara Rosada e Branca têm cerca de 25% de flores abertas; a Seyve Villard está entre a primeira folha separada e a inflorescência visível; e a Carmem se encontra de duas a três folhas separadas até o alongamento da inflorescência. As demais cultivares apresentam ponta verde com duas a três folhas separadas.

Entre as práticas adotadas, os viticultores realizam a desbrota, eliminando brotos em excesso ou mal posicionados, e a desponta, que consiste no corte de ramos muito vigorosos para favorecer a floração e a entrada de luz. Também foram aplicadas adubações foliares com boro e cálcio, nutrientes essenciais para o florescimento e o pegamento das bagas, além de nitrogênio para estimular a brotação, potássio e magnésio para o desenvolvimento inicial dos frutos e manutenção da fotossíntese.

O monitoramento de doenças típicas da primavera, como míldio, oídio e antracnose, segue em andamento, assim como o manejo da cobertura vegetal, o tutoramento e a amarração dos ramos para garantir a boa condução das plantas.





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Manejo pré-plantio é chave para safra recorde de soja


O início da safra de soja 2025/26 projeta novo recorde nacional de produção, estimado pela Safras & Mercado em 180,92 milhões de toneladas, um avanço de 5,3% em relação ao ciclo anterior. A área plantada deve chegar a 48,21 milhões de hectares, com produtividade média de 3.771 kg/ha. Apesar dos números positivos, produtores enfrentam custos mais altos – R$ 4.223 por hectare contra R$ 3.918 da última temporada – e riscos climáticos associados ao possível retorno do fenômeno La Niña.

Nesse cenário, o manejo antecipado de plantas invasoras se torna decisivo para garantir uniformidade no estande de plantas e reduzir gastos com aplicações corretivas. A Agroallianz destaca o herbicida recém-lançado Predecessor®, indicado para uso em pré-plantio, como ferramenta essencial nesse processo. O produto combina três moléculas – Imazetapir, Diclosulam e Flumioxazin – e oferece amplo espectro de controle, atuando na pré e pós-emergência.

A safra de soja 2025/26 começa agora, no momento de preparo das áreas e organização das etapas. O produtor que prioriza o controle de plantas daninhas antes do plantio, com ferramentas eficazes, tem mais segurança e rentabilidade lá na frente”, destaca Renato Menezes, gerente técnico da Agroallianz.

Ensaios independentes em Ponta Grossa (PR) mostraram que áreas tratadas com o herbicida produziram até 25,9% a mais em comparação às não tratadas. Entre as espécies controladas estão buva, picão-preto, corda-de-viola, trapoeraba, capim-colchão e caruru-de-mancha, todas de forte impacto competitivo no início da safra.

Segundo a empresa, o produto terá foco inicial em regiões do Cerrado, como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, mas pode ser utilizado em todas as áreas produtoras de soja no país. A proposta é apoiar o agricultor na construção de um manejo mais estratégico, sustentável e eficiente, fortalecendo a rentabilidade em meio a um ciclo de maiores desafios.

 





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Soja avança em Chicago com apoio do governo



Nos fechamentos do dia, o contrato de soja para novembro registrou valorização


Nos fechamentos do dia, o contrato de soja para novembro registrou valorização
Nos fechamentos do dia, o contrato de soja para novembro registrou valorização – Foto: Leonardo Gottems

A soja negociada na Bolsa de Chicago encerrou a quinta-feira (2) em alta, sustentada por sinais de apoio político nos Estados Unidos e pela maior utilização do óleo de soja na produção de biodiesel. Segundo informações da TF Agroeconômica, a ausência de dados oficiais de exportação, não divulgados devido à paralisação do governo norte-americano, levou o mercado a se apoiar nas promessas do governo de compensar os produtores e nas expectativas ligadas às negociações comerciais com a China.

Nos fechamentos do dia, o contrato de soja para novembro registrou valorização de 1,06%, equivalente a US$ 10,75 cents/bushel, encerrando a US$ 1.023,75. Já a posição de janeiro subiu 1,04%, para US$ 1.041,75/bushel. O farelo de soja para outubro avançou 2,49%, chegando a US$ 271,3/ton curta, enquanto o óleo de soja para outubro fechou em leve alta de 0,14%, a US$ 49,82/libra-peso. Os ganhos refletiram a recomposição de posições compradas após as cotações atingirem, no início da semana, a mínima de seis semanas.

Outro fator de suporte veio da sinalização do presidente Donald Trump, que reforçou em suas redes sociais que a soja terá papel central em sua reunião com o presidente chinês Xi Jinping, prevista para ocorrer ainda este mês. A possibilidade de avanços nas negociações entre as duas maiores economias do mundo trouxe otimismo adicional aos investidores.

Paralelamente, a Administração de Informação de Energia (EIA) informou que o uso de óleo de soja na produção de biodiesel nos Estados Unidos atingiu 1,108 bilhão de libras em julho, o maior volume desde novembro do ano passado. Esse avanço segue o padrão sazonal do setor e reforça a tendência de maior demanda, contribuindo para sustentar as cotações da oleaginosa no mercado internacional.

 





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Mercado de soja com certa disponibilidade


O mercado de soja no Rio Grande do Sul manteve preços estáveis na maior parte das praças, segundo informações da TF Agroeconômica. “Preços reportados para pagamento em 15/10 (entrega set/out) ficaram em R$ 135,00 porto. No interior os preços seguiram firmes, a depender da praça.R$ 129,00 (-0,77%) Cruz Alta – Pgto 30/10. R$ 129,00 (-0,77%) Passo Fundo – Pgto 30/10. R$ 129,00 (-0,77%) Santa Rosa / Sa~o Luiz – Pgto 30/10. Preços de pedra em Panambi ficaram em R$ 119,00 hoje”, comenta.

Enquanto isso, a soja apresenta forte oscilação pontual no mercado de soja. “O movimento é interpretado como ajuste pontual de estoque ou liquidação por parte de cooperativa local. Em contrapartida, Palma Sola seguiu em alta de +0,84%, atingindo R$ 120,00 por saca. No porto, por outro lado, vemos os preços ainda parados. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 134,39”, completa.

O mercado de soja no Paraná seguiu firme no dia de hoje, marcando variações amenas. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 136,19 (-0,44%). Em Cascavel, o preço foi 127,54 (-0,05%). Em Maringá, o preço foi de R$ 127,04 (+0,32%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 129,31 (+0,19%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 134,39. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

Enquanto isso, o Mato Grosso do Sul registra pouca volatilidade nas cotações da soja. “A redução dos custos de frete rodoviário, impulsionada pelo fim do escoamento da safrinha, favorece a competitividade local e contribui para melhores margens na formação do preço líquido. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 122,19 (-0,08%), Campo Grande em R$  122,19 (-0,08%), Maracaju em R$ 122,19 (-0,08%), Chapadão do Sul a R$ 120,15 (+0,21%), Sidrolândia a em R$ 122,19 (-0,08%)”, informa.

O mercado físico de soja em Mato Grosso apresentou liquidez reduzida. “Campo Verde: R$ 120,89 (+0,25%). Lucas do Rio Verde: R$ 115,69 (+0,39%), Nova Mutum: R$ 115,69 (+0,39%). Primavera do Leste: R$ 120,98 (+0,32%). Rondonópolis: R$ 120,98 (+0,32%). Sorriso: R$ 115,69 (+0,39%)”, conclui.

 





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Comercialização de flores na CEAGESP cresce durante a primavera


Ao longo da primavera (setembro a dezembro), a comercialização florista no atacado da CEAGESP movimenta, em média, 4,5 mil toneladas de flores de vaso e de corte. No ano passado, foram 4.290,5 toneladas, contra 4.745,9 toneladas em 2023.

De acordo com a Seção de Economia e Desenvolvimento (SEDES), verifica-se uma movimentação maior de flores no período dessa estação do ano. Entretanto, é importante destacar que duas datas bastante relevantes para o setor acontecem durante esse período: o Dia de Finados, em novembro, e as festividades de final de ano, em dezembro. “Esses dois acontecimentos aumentam muito a procura por flores na CEAGESP”, ressalta Thiago de Oliveira.

O aumento da demanda de Finados e de fim de ano também impacta os preços médios de atacado desse tipo de produto. Durante a primavera de 2024, o preço médio do quilo de flores na CEAGESP atingiu R$ 30 por kg entre novembro e dezembro.

Campeãs da primavera

No ranking das cinco flores mais comercializadas no período da primavera (2023 e 2024) estão as suculentas em geral, com 5,2% de participação sobre o total acumulado; margarida (4,8%); orquídea (4,3%), crisântemo, 3,6% e azaléa, com 3%.

Ao longo do ano, são comercializadas no atacado e no varejo da CEAGESP mais de 15 mil toneladas de flores. As vendas aumentam cerca de 10% em datas comemorativas, como Dia das Mães, Dia dos Namorados, Finados, festas de final de ano e durante o mês de maio, o tradicional Mês das Noivas.

No Entreposto Terminal São Paulo, na Vila Leopoldina, zona oeste da capital, a CEAGESP realiza duas Feiras de Flores durante a semana. Uma de segunda para terça-feira, e a outra de quinta para sexta-feira, onde o público tem a oportunidade de comprar no atacado e no varejo.





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Milho ganha tração com dólar e alta em Chicago


O mercado de milho registrou movimentação mista nesta quinta-feira, impulsionado pela valorização do dólar e pela alta das cotações em Chicago. Segundo a TF Agroeconômica, essa combinação trouxe leve impulso aos preços, embora a revisão negativa da ANEC tenha limitado maiores ganhos. A associação reduziu a estimativa de exportações de milho para setembro de 7,61 para 7,27 milhões de toneladas, abaixo dos 7,34 milhões de agosto, mas acima dos 6,56 milhões registrados no mesmo mês de 2024.

Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), os contratos futuros apresentaram desempenho distinto: novembro/25 fechou a R$ 65,71, alta de R$ 0,20 no dia e baixa de R$ -0,81 na semana; janeiro/26 encerrou a R$ 68,28, alta de R$ 0,04 no dia e baixa de R$ -0,99 na semana; março/26 fechou a R$ 71,00, com baixa de R$ -0,08 no dia e R$ -0,70 na semana.

Na Bolsa de Chicago, a consultoria informou que o milho fechou em alta com compras de oportunidade. O contrato de dezembro avançou 1,26%, a $ 421,75 cents/bushel, e março subiu 1,21%, a $ 438,00 cents/bushel. A valorização reflete a demanda constante, que equilibra o preenchimento dos armazéns americanos, mesmo sem dados oficiais de vendas externas devido à paralisação do governo americano.

O anúncio de auxílio do governo aos agricultores abriu espaço para recomposição de posições pelos fundos de investimento, mantendo o mercado ativo e oferecendo suporte para novas negociações, mesmo diante da pressão da revisão negativa das exportações nacionais. As informações foram divulgadas na manhã desta quinta-feira.

 





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Liquidez do milho não muda


O mercado gaúcho de milho continua com baixa liquidez e negociações restritas, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indústrias ainda dependem de grãos de outros estados e também do Paraguai. As indicações de compra variam de R$ 67,00/saca em Santa Rosa e Ijuí, R$ 68,00 em Não-Me-Toque e Seberi, R$ 69,00 em Marau e Gaurama e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. Para setembro, os pedidos oscilam entre R$ 68,00 e R$ 70,00/saca, enquanto a referência futura no porto está em R$ 69,00/saca para fevereiro/26”, comenta.

O mercado catarinense de milho permanece quase parado diante da distância entre o que pedem os produtores e o que oferecem aos compradores. “Em Campos Novos, agricultores mantêm pedidas próximas de R$ 80,00/saca, mas as ofertas não ultrapassam R$ 70,00. No Planalto Norte, pedidos de R$ 75,00 enfrentam ofertas em R$ 71,00, bloqueando as negociações e levando parte dos produtores a rever estratégias para a próxima temporada”, completa.

O mercado paranaense segue sem ritmo, marcado pelo impasse entre pedidas e ofertas. “Produtores mantêm valores médios próximos de R$ 73,00/saca FOB, chegando a R$ 75,00 em algumas regiões, enquanto a indústria não passa de R$ 70,00 CIF. Os vendedores continuam liberando apenas pequenos volumes a preços mais altos, mantendo o mercado spot praticamente parado, mesmo com ampla disponibilidade estadual”, indica.

O milho sul-mato-grossense segue com negociações travadas e baixa liquidez. “Os preços variam entre R$ 48,00 e R$ 53,00/saca, com Dourados no topo. Apesar de pequenos ajustes, o mercado permanece estável. Produtores seguem firmes em pedidos mais altos, restringindo lotes, o que reduz o interesse da indústria e mantém o spot praticamente parado”, conclui.

 





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