sexta-feira, março 20, 2026

Política & Agro

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o inimigo invisível que reduz a eficiência



A água dura contém altos níveis de cátions multivalentes


A água dura contém altos níveis de cátions multivalentes
A água dura contém altos níveis de cátions multivalentes – Foto: Canva

A qualidade da água utilizada nas pulverizações pode reduzir a eficiência de até 50% dos defensivos aplicados, segundo Diogo Paiva, engenheiro agrônomo. A chamada água dura, rica em cátions multivalentes como Ca²? e Mg²?, interfere diretamente na absorção de herbicidas, Fungicidas e Inseticidas, comprometendo o controle de pragas, doenças e plantas daninhas.

A água dura contém altos níveis de cátions multivalentes (Ca²?, Mg²?, Fe²?/Fe³? e Mn²?) e é medida em ppm de CaCO3: 150 ppm indica água dura e 300 ppm, água muito dura. Embora invisível, esses íons participam de reações químicas dentro do tanque, formando complexos insolúveis com produtos ativos como glifosato e fertilizantes foliares. Esse fenômeno, chamado complexação, reduz a molécula ativa livre, provoca precipitação nos bicos ou fundo do tanque e diminui a absorção pelas folhas.

Além disso, a água dura pode acelerar a degradação de defensivos. Piretróides e organofosforados têm sua meia-vida reduzida, enquanto fungicidas estrobilurinas podem precipitar ou degradar, diminuindo a cobertura e a eficácia no campo. O resultado é que, mesmo aplicando a dose correta, a eficiência do controle pode cair significativamente, gerando prejuízos ao produtor.

Para minimizar os efeitos, Paiva recomenda medir a dureza da água antes da aplicação, usar sequestrantes de cátions ou condicionadores de água, ajustar o pH da calda, realizar testes de jarra e lavar tanques e bicos após o uso. Ignorar a água dura pode transformar uma aplicação tecnicamente correta em ineficaz, afetando diretamente a produtividade agrícola.

 





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Não adianta só aumentar a produtividade da soja



Ganhos na lavoura podem ser anulados por perdas no mercado


Ganhos na lavoura podem ser anulados por perdas no mercado
Ganhos na lavoura podem ser anulados por perdas no mercado – Foto: Divulgação

Na última semana, a TF Agroeconômica orientou produtores a realizarem novas vendas diante da boa margem de lucro. Segundo a consultoria, não adianta aumentar a produtividade, se o agricultor não conseguir ler no momento certo da comercialização.

Nesse contexto, quem seguiu a recomendação conseguiu preservar resultados melhores, já que nesta semana a receita caiu R$ 3,91/saca e a margem de lucro recuou de 21,81% para 17,50%, uma redução de -4,31 pontos percentuais. A empresa reforça que a assessoria de comercialização é tão importante quanto a técnica de produção, já que ganhos na lavoura podem ser anulados por perdas no mercado.

Entre os fatores de alta, o Conselho Internacional de Grãos (IGC) reduziu sua estimativa para a produção mundial de soja 2025/26 de 430 para 429 milhões de toneladas, enquanto o consumo foi elevado para 431 milhões de toneladas. Nos Estados Unidos, as exportações semanais somaram 923 mil toneladas, dentro do esperado, com destaque para o Egito como principal comprador. Além disso, o USDA informou vendas consistentes de farelo e óleo de soja, e o governo americano deve liberar mais de US$ 40 bilhões em auxílios a agricultores em 2025, o segundo maior valor desde 1933.

Já os fatores de baixa incluem a decepção do mercado com a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, que não trouxe avanços para produtos agrícolas. A pressão sazonal da colheita nos EUA e a ausência de compras chinesas também pesam sobre os preços. No Brasil, a Conab elevou a projeção para a safra 2025/26, estimando 177,67 milhões de toneladas de soja e exportações de 112,12 milhões de toneladas, reforçando a competitividade brasileira, ainda que a demanda da China esteja em desaceleração.

 





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Soja cai em Chicago com impasse EUA-China



Com estoques internos robustos, Pequim sinaliza paciência


Com estoques internos robustos, Pequim sinaliza paciência
Com estoques internos robustos, Pequim sinaliza paciência – Foto: Pixabay

A soja negociada na Bolsa de Chicago encerrou a semana em queda, pressionada pela falta de avanços nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China, segundo a TF Agroeconômica. Os contratos de soja para novembro recuaram 1,16%, a $ 1.025,50 por bushel, enquanto janeiro caiu 1,11%, a $ 1.044,75. O farelo de soja para outubro fechou praticamente estável, com baixa de 0,04%, a $ 282,90 por tonelada curta, e o óleo de soja recuou 1,07%, a $ 50,03 por libra-peso.

Nesse contexto, o mercado reagiu à decepção com a ligação entre o presidente Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping, na qual nenhum produto agrícola específico foi mencionado. “Nada que se possa apontar para dizer que fizemos um avanço”, afirmou Randy Place, analista do Hightower Report. A China é responsável por cerca de 45% das exportações de soja dos EUA na temporada 2024-25, mas até 11 de setembro não havia reservado nenhum carregamento, pela primeira vez desde 1999, conforme a Bloomberg.

Com estoques internos robustos, Pequim sinaliza paciência e utiliza as commodities como instrumento de negociação em um contexto comercial mais amplo. O cenário contribuiu para que a soja acumulasse perdas semanais de 2,01%, o farelo recuasse 1,6% e o óleo de soja caísse 3,17%, refletindo cautela e incerteza entre os compradores. Especialistas alertam que, enquanto não houver definição nas negociações, a volatilidade deve permanecer elevada, exigindo atenção de produtores e traders para o planejamento das vendas futuras e para o gerenciamento de riscos no mercado internacional de soja.

 





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Brasil apresenta propostas de investimentos para recuperação de pastagens


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou, nesta quinta-feira (18), em Santos (SP), o Programa Caminho Verde Brasil a representantes do Departamento de Relações Econômicas Internacionais da China. A iniciativa busca atrair investimentos internacionais para recuperar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas em dez anos.

Os assessores especiais do Mapa, Carlos Ernesto Augustin e Pedro Cunto, conduziram a apresentação. “O programa já conta com R$ 30,2 bilhões, obtidos por meio do Eco Invest Brasil, para financiar a primeira fase e recuperar até 3 milhões de hectares de terras abandonadas ou pouco produtivas”, informaram. Desse total, R$ 3,5 bilhões serão destinados à Amazônia, R$ 3 bilhões à Caatinga, R$ 1,2 bilhão ao Pampa e R$ 1,1 bilhão ao Pantanal.

No encontro, realizado no prédio do Museu do Café, Augustin apresentou dois modelos de investimento. Um deles é o Equity, que prevê a aquisição de propriedades rurais em sociedade com agricultores brasileiros, com o investidor estrangeiro como sócio minoritário. Os recursos seriam aplicados na restauração do solo e no aumento da produção com tecnologia e assistência técnica. O outro modelo é o Barter, no qual o financiamento é pago com parte da produção obtida nas terras recuperadas.

Segundo o Mapa, a comitiva chinesa demonstrou interesse nas propostas e fez questionamentos. “Novas agendas serão marcadas para dar continuidade à negociação com a China”, informou o Ministério. A reunião contou com a presença de integrantes do Ministério da Fazenda, incluindo a embaixadora Tatiana Rosito, secretária de Assuntos Internacionais.

O representante da Autoridade Portuária, Wagner Gonçalves, apresentou a estrutura e os investimentos do Porto de Santos. Em seguida, os participantes fizeram uma visita técnica ao local para conhecer a movimentação do terminal.

De acordo com o Mapa, o Caminho Verde Brasil cria condições para ampliar a produção de alimentos e biocombustíveis sem desmatar novas áreas. A iniciativa “promove a segurança alimentar, apoia a transição energética e conserva o meio ambiente”, reforçando a posição do Brasil na agenda global de desenvolvimento sustentável.

Os produtores que aderirem ao programa poderão obter crédito com juros abaixo do mercado em um dos dez bancos vencedores do leilão, como Banco do Brasil, BNDES, Caixa Econômica Federal, BTG, Itaú, Bradesco, Santander, Banco Votorantim, Rabobank e Safra. Para isso, será necessário assumir o compromisso de não desmatar novas áreas durante o financiamento e apresentar balanço anual de carbono, entre outras exigências.





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“O futuro do agro está na inovação”


O ano de 2024 foi marcado por desafios inéditos para o agronegócio brasileiro, com alta inadimplência, retração do crédito e aumento das recuperações judiciais, exigindo das empresas resiliência e disciplina. Segundo Henrique Mazzardo, CEO e membro do Conselho Administrativo da Fiagril, a empresa conseguiu navegar esse cenário mantendo solidez financeira e foco no apoio ao produtor rural.

A companhia encerrou o ano com faturamento bruto acima de R$ 3,5 bilhões, superando R$ 1 bilhão em vendas de insumos e movimentando mais de 1,5 milhão de toneladas de grãos. Esse desempenho reflete a força do modelo de negócios da Fiagril, baseado em governança, controle de riscos e otimização de processos, aliado ao compromisso com fornecedores e clientes.

A estratégia de crescimento da empresa incluiu a expansão dos bioinsumos, que avançaram 13% em 2024, e o fortalecimento do Barter Ultra, modalidade que permite ao produtor travar preços mínimos e participar da valorização das commodities. Cada vez mais, os produtores buscam o barter como alternativa ao crédito tradicional, valorizando previsibilidade e segurança.

“Nossa estratégia foi guiada pela otimização de processos, pelo controle rigoroso de riscos e pela disciplina na gestão de custos. Ao mesmo tempo, reforçamos os investimentos em governança e compliance, com o objetivo de garantir previsibilidade e manter a confiança de fornecedores e clientes. Com isso, preservamos a saúde financeira da operação e honramos todos os compromissos, mesmo em um ano de tantas turbulências”, comenta.

Além dos resultados financeiros, a Fiagril manteve investimentos em sustentabilidade, com mais de 400 mil horas de capacitação, apoio a iniciativas sociais e esportivas e fortalecimento de ferramentas digitais como o aplicativo Confia. Em 2025, a empresa celebra 38 anos reforçando proximidade com o produtor, integridade e compromisso com um agronegócio mais competitivo e sustentável.

“Estamos prontos para avançar. E vamos juntos, com responsabilidade e visão de futuro, fortalecer ainda mais a parceria com o produtor rural e contribuir para um agronegócio brasileiro mais sustentável, competitivo e inclusivo”, conclui.

 





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Boa disponibilidade hídrica acelera plantio na Argentina



O plantio de girassol também apresenta avanço


O plantio de girassol também apresenta avanço
O plantio de girassol também apresenta avanço – Foto: United Soybean Board

A recente boa disponibilidade de água no solo tem impulsionado a aceleração do plantio de milho no país, segundo dados da Bolsa de Cereales de Buenos Aires (BCBA). Nos últimos dias, os produtores intensificaram as semeaduras de milho para grão, antecipando-se à chegada de um novo frente de tempestades. Até o momento, estima-se que 6,2% das 7,8 milhões de hectares projetadas para a safra 2025/26 já foram plantados. Em Córdoba, a semeadura precoce pode representar até 25% dos plantios, acima dos 15% registrados na campanha anterior. Na região núcleo, a umidade favorável faz com que a semeadura inicial supere 80% do total da área.

O plantio de girassol também apresenta avanço, com 25,6% da área projetada já semeada, refletindo aceleração frente à média das últimas cinco campanhas. As atividades concentraram-se no centro-leste do país, enquanto em Santa Fé a prioridade foi o milho. No norte, as plantações têm respondido bem às chuvas recentes, favorecendo boas implantações.

O trigo, por sua vez, é beneficiado pelas precipitações no NEA, com 93% da área entre espigamento e enchimento de grão. No centro e sul, a elevada disponibilidade hídrica exige maior aplicação de fungicidas contra royas e manchas amarelas. Apesar de alguns casos de clorose e lavagem de nutrientes em áreas alagadas, 97,1% das lavouras seguem em condição de Normal a Excelente, e 54,6% já atingem estágios críticos, mantendo altas expectativas de produtividade.

Na cevada, 91% da área apresenta condição hídrica adequada a ótima, com 88% das lavouras em estado Normal/Bom. Cerca de 66% das plantações estão em pleno perfilhamento, enquanto 32% iniciaram alongamento do caule, principalmente na região central. Nos núcleos cevadeiros do sul, 82,5% da área apresenta condição Normal/Buena, e fungicidas começaram a ser aplicados após as últimas chuvas.

 





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Inovação e negócios marcam a Victam Latin America em São Paulo


A Victam Latin America voltou a São Paulo reunindo 250 expositores de 30 países e destacando o Brasil como protagonista mundial do setor. O país é o terceiro maior produtor de ração e líder nas exportações de proteína animal, o que faz da feira uma vitrine estratégica para negócios e inovação.

Criada há mais de 60 anos na Holanda, a Victam é considerada referência global em nutrição animal e processamento de grãos. O evento é bienal e itinerante, com edições na Europa, Ásia, África e América Latina, sempre com o propósito de conectar a indústria local às principais tendências internacionais.

Para a organização, o Brasil se tornou um mercado estratégico. “Há dois anos lançamos a feira no Brasil justamente pela força desse mercado brasileiro. Normalmente entramos em novos países quando expositores e a indústria nos pedem. E acreditamos que, nos próximos cinco anos, as exportações e importações devem pelo menos dobrar e com isso a feira cresce junto”, ressaltou Sebas van den Ende, diretor-geral da Victam Corporation.

Entre as oportunidades de negócios discutidas durante o evento, o segmento de pet food ganhou destaque. De acordo com o Sindirações, esse subnicho já representa 53,5% do faturamento do chamado pet care.

“Esse mercado de pet care envolve toda a cadeia, ou seja, médicos veterinários, medicamentos e acessórios dos cães, gatos, peixes, ou seja, dos animais de companhia. Mais de 50% corresponde a alimentação e o Brasil tem um grande potencial de crescimento já que a população de pets segue em expansão e há uma evolução constante na demanda por alimentos industrializados”, disse Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações.

No espaço de exposição, empresas brasileiras se destacaram com inovações. De acordo com Daniel Costandrade, coordenador de engenharia da Matisa, a máquina lançada na feira destinada ao processo final de embalagem e empacotamento, oferece selagem dupla para evitar contaminação cruzada durante o processo de transporte.

“Essa tecnologia é uma novidade 100% nacional. Com a selagem dupla, conseguimos garantir que o produto esteja livre de qualquer contaminação depois do ensaque, trazendo mais segurança ao consumidor final. Além disso, o equipamento aplica todas as normas regulamentadoras para evitar acidentes tanto ao operador quanto ao ambiente industrial.”

Na área de automação, a STW apresentou soluções para fábricas inteligentes com uso de robótica. Segundo Júnior Sulzbabach, sócio-fundador da companhia, o robô suporta muito mais peso do que a indústria está acostumada.  “Ele [robô] tem capacidade acima de uma tonelada, podendo movimentar até 30 toneladas em processos de paletização e transporte. 

Além disso, já é possível usar inteligência artificial nas fábricas de ração. “O operador pode perguntar qual é o melhor processo ou como obter mais eficiência e o sistema responde com base em dados acumulados há mais de dez anos. É como um ‘chat GPT’ voltado para o processo produtivo”, afirma.

Além das novidades tecnológicas, a feira também foi palco para discussões globais sobre sustentabilidade. Um dos pontos altos foi a plenária da RTRS (Round Table on Responsible Soy) ou Mesa Global da Soja Responsável. O objetivo da plataforma é promover discussões e ferramentas para impactar na produção de baixo carbono. O foco da conferência no Brasil, neste ano, foi encontrar soluções para o futuro da soja sustentável.

“Conseguimos, em certa medida, enxergar as necessidades dos diferentes elos da cadeia de valor que compõem a soja. Os desafios são aqueles que nós já conhecemos, sobretudo, na agricultura regenerativa e no mercado de carbono e, em breve, certamente vão surgir também as questões de certificações sociais e ambientais, que, de certa forma, vão orientar toda a estratégia da plataforma nos próximos anos.”





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USDA eleva estimativa de colheita de soja nos EUA


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 12 a 18 de setembro e publicada nesta quinta-feira (18), “na esteira do anúncio do relatório de oferta e demanda do USDA, em 12/09, o mercado da soja assumiu uma postura mais altista, embora o relatório e os fundamentos deste mercado sejam baixistas”. De acordo com a Ceema, “o fechamento desta quinta-feira (18) para o primeiro mês cotado, agora novembro, ficou em US$ 10,37/bushel, contra US$ 10,15 uma semana antes”.

O relatório do USDA elevou a estimativa de colheita nos Estados Unidos para 117,1 milhões de toneladas na safra 2025/26, frente a 116,8 milhões em agosto. “Os estoques finais estadunidenses somam agora 8,2 milhões de toneladas, contra 7,9 milhões de toneladas em agosto”, informou a Ceema. “A produção mundial de soja passou a 425,9 milhões de toneladas, contra 426,4 milhões, enquanto os estoques finais mundiais fechariam este novo ano comercial em 124 milhões de toneladas, contra 124,9 milhões em agosto”.

A entidade acrescentou que “a produção brasileira seria de 175 milhões de toneladas e a da Argentina de 48,5 milhões de toneladas, enquanto as importações chinesas foram mantidas em 112 milhões de toneladas”. O preço médio ao produtor de soja estadunidense para 2025/26 foi reduzido em 10 centavos de dólar, ficando agora em US$ 10,00/bushel.

A Ceema destacou ainda que “no dia 14/09, 5% da área de soja nos EUA havia sido colhida, contra 3% na média para esta época”. Do total das lavouras ainda a colher, “63% estavam em boas ou excelentes condições, contra 64% da semana anterior, sendo que 41% das lavouras registravam queda das folhas”.





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Produção mundial de milho recua para 1,286 bilhões de toneladas



Brasil deve produzir 131 milhões de toneladas de milho



Foto: Canva

Segundo a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), na análise referente à semana de 12 a 18 de setembro publicada nesta quinta-feira (18), “na mesma lógica da soja, as cotações do milho subiram nesta semana, mesmo com um relatório de oferta e demanda baixista para o cereal”. A entidade acrescentou que “a mudança de primeiro mês cotado, em Chicago, ajudou nessa variação”. De acordo com a Ceema, “o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 4,23/bushel, contra US$ 3,99 uma semana antes”.

O relatório de oferta e demanda do USDA, divulgado na sexta-feira (12), indicou que para o ano 2025/26 “a produção estadunidense será maior em cerca de 2 milhões de toneladas, atingindo agora 427,1 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais dos EUA somariam 53,6 milhões de toneladas, praticamente repetindo o volume de um mês antes”.

Segundo as informações, “a produção mundial de milho ficou estimada em 1,286 bilhão de toneladas, com recuo de 2 milhões sobre agosto, enquanto os estoques finais mundiais chegariam a 281,4 milhões, perdendo um milhão de toneladas sobre o anunciado em agosto”. A análise aponta ainda que “a produção brasileira ficaria em 131 milhões de toneladas e a da Argentina em 53 milhões de toneladas”. Diante disso, “o preço médio ao produtor estadunidense de milho, em 2025/26, ficou mantido em US$ 3,90/bushel”.

A Ceema informou também que “até o dia 14/09, a colheita estadunidense do cereal chegava a 7% da área semeada, ficando dentro da média histórica”. Das lavouras ainda a colher, “67% estavam entre boas a excelentes condições, sendo que 41% das mesmas estavam em fase de maturação”.





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Exportações de alimentos recuam em agosto


As exportações brasileiras de alimentos industrializados totalizaram US$ 5,9 bilhões em agosto, queda de 4,8% em relação a julho e de 1% frente a agosto de 2024, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA). O resultado reflete a retração das vendas para os Estados Unidos, após a entrada em vigor da tarifa adicional de 50%, que reduziu significativamente embarques de açúcares e proteínas animais.

Enquanto os EUA recuaram para US$ 332,7 milhões em compras (-27,7% ante julho), a China consolidou sua liderança como principal destino, somando US$ 1,32 bilhão em agosto, alta de 10,9% frente ao mês anterior e de expressivos 51% na comparação anual. O México também ganhou destaque, com embarques de US$ 221,1 milhões, impulsionados pelo forte aumento das vendas de proteínas animais, que avançaram mais de 360% em relação a agosto de 2024.

Apesar da queda pontual, o setor segue fortalecido. De janeiro a julho, as exportações somaram US$ 36,44 bilhões, praticamente estáveis em relação ao mesmo período de 2024, embora com recuo de 7,7% em volume. No mercado interno, as vendas responderam por 72% do total, com alta nominal de 9,3%, acompanhando a expansão da renda e do emprego. Até julho, a indústria de alimentos registrava 2,114 milhões de postos de trabalho diretos, 3,3% a mais que no ano anterior.

As perspectivas, porém, ainda exigem cautela. A ABIA projeta que, no pior cenário, as exportações do setor podem recuar 4,5% entre agosto e dezembro. Além da tarifa nos EUA, os custos industriais seguem pressionados por insumos e embalagens, com alta acumulada de 7,9% no ano. 

 





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