quarta-feira, março 18, 2026

Política & Agro

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Copom mantém Selic em 15%



A Selic é o principal instrumento do Banco Central para atingir a meta de inflação


A Selic é o principal instrumento do Banco Central para atingir a meta de inflação
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para atingir a meta de inflação – Foto: Pixabay

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu nesta quarta-feira (17) manter a taxa básica de juros da economia (Selic) em 15%, conforme anúncio do Banco Central. A decisão foi tomada após uma reunião de dois dias entre o presidente do BC e seus diretores, considerando o cenário macroeconômico, a inflação, as contas públicas, a atividade econômica e os riscos externos. Esta foi a sexta reunião do ano do comitê, e a taxa valerá pelos próximos 45 dias, até o encontro seguinte. As atas do Copom são publicadas em até quatro dias úteis, detalhando as análises que fundamentam as decisões.

Na reunião anterior, realizada nos dias 29 e 30 de julho, o Copom já havia mantido a Selic em 15%, citando um ambiente externo mais adverso, principalmente devido às políticas comerciais e fiscais adotadas pelos Estados Unidos. As decisões sobre a taxa levam em conta não apenas o contexto interno, mas também os impactos de variáveis externas sobre a economia brasileira.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para atingir a meta de inflação. Quando elevada, ajuda a conter a demanda aquecida, encarecendo o crédito e incentivando a poupança. Por outro lado, a manutenção ou eventual redução da taxa tende a baratear o crédito, estimular a produção e o consumo, mas torna o controle da inflação mais desafiador.

Além da Selic, bancos consideram risco de inadimplência, despesas administrativas e margem de lucro para definir os juros cobrados dos consumidores. Assim, mudanças na taxa básica têm impacto direto sobre o custo do crédito e o ritmo da atividade econômica, influenciando decisões de empresas e famílias em todo o país.

 





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Alta no farelo impulsiona esmagamento de soja, apesar de margem menor



Expectativa é de que a demanda continue sustentando o ritmo de produção



Foto: Leonardo Gottems

O esmagamento de soja em Mato Grosso atingiu 1,19 milhão de toneladas em agosto de 2025, uma alta de 15,22% em relação ao mesmo mês de 2024. O avanço, segundo boletim do IMEA, foi puxado pela demanda firme por farelo de soja, tanto no mercado interno quanto internacional.

As exportações do proteico somaram 740,99 mil toneladas no período, crescimento de 31,83% na comparação anual e de 9,07% frente a julho. A busca internacional por farelo favoreceu a indústria local, que operou em ritmo aquecido apesar de dificuldades pontuais na aquisição da oleaginosa.

De acordo com o IMEA, algumas esmagadoras de menor porte enfrentaram limitações para adquirir soja, devido à menor disponibilidade do grão no estado. Ainda assim, o volume acumulado de processamento entre janeiro e agosto chegou a 9,08 milhões de toneladas, 5,13% superior ao mesmo intervalo de 2024.

A margem bruta da indústria, no entanto, sofreu queda. Em agosto, o valor médio foi de R$ 403,37 por tonelada, recuo de 7,01% em relação a julho. O principal fator foi a elevação dos preços da soja em grão, que não foi acompanhada no mesmo ritmo pelos coprodutos.

Apesar da retração na rentabilidade, o setor segue com bom desempenho operacional. A expectativa é de que a demanda continue sustentando o ritmo de produção, principalmente com foco no farelo, cujo mercado segue aquecido. 

O comportamento dos prêmios portuários e a disponibilidade interna do grão serão determinantes para a continuidade do bom desempenho industrial nos próximos meses.





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Entressafra do milho: Dicas para manejo



Planejar o intervalo de aplicação é um dos pontos cruciais


Planejar o intervalo de aplicação é um dos pontos cruciais
Planejar o intervalo de aplicação é um dos pontos cruciais – Foto: Pixabay

O controle de plantas daninhas na cultura do milho, especialmente na entressafra, demanda estratégias bem planejadas. Segundo Tie Prata, engenheiro agrônomo, o uso intensivo de Glifosato em sistemas agrícolas tem favorecido o surgimento de biótipos resistentes, tornando essencial a adoção de diferentes práticas e moléculas herbicidas. A escolha correta de produtos e o respeito aos intervalos entre a aplicação e a semeadura são fundamentais para garantir eficiência e segurança ao cultivo.

Planejar o intervalo de aplicação é um dos pontos cruciais. Enquanto o herbicida 2,4-D exige apenas sete dias antes da semeadura, produtos como Mesotrione, Atrazina e Iodosulfuron requerem até 90 dias. Seguir essas orientações evita fitotoxicidade nas plantas jovens e assegura um estabelecimento saudável da lavoura, prevenindo problemas futuros.

A diversificação de mecanismos de ação também é recomendada. Alternar moléculas com modos de ação distintos reduz a pressão sobre as plantas resistentes ao Glifosato. Combinar produtos de ação rápida, como o 2,4-D, com herbicidas de maior residualidade, como Isoxaflutole ou Atrazina, mantém a área limpa por mais tempo e dificulta a sobrevivência de biótipos resistentes, aumentando a eficácia do manejo.

Além disso, é preciso atenção à residualidade e à segurança do sistema. Herbicidas mais persistentes proporcionam controle prolongado, mas limitam a flexibilidade da semeadura antecipada. Já produtos de menor residualidade, como Nicosulfuron, permitem replantios mais rápidos, caso necessário. O equilíbrio entre eficácia, segurança e risco de carryover deve orientar a escolha, sempre visando reduzir a resistência ao Glifosato e garantir o sucesso da próxima safra.

“Em resumo: um manejo eficiente de herbicidas na entressafra do milho passa pelo planejamento do calendário de aplicação, rotação de mecanismos de ação e atenção ao residual no solo, sempre com foco em reduzir a pressão de resistência ao Glifosato e garantir a segurança da próxima safra”, conclui.





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Mercado de bioinsumos cresce 15% ao ano e deve superar químicos até 2050, aponta Embrapa


Gramado (RS) se tornou, nesta segunda-feira (15), o ponto de encontro da ciência dedicada ao futuro da agricultura. A cidade recebeu a abertura do 18º Simpósio de Controle Biológico (Siconbiol), considerado o maior evento científico do Brasil voltado ao tema. O encontro acontece no Centro de Eventos ExpoGramado e reúne cerca de 1.400 participantes, incluindo pesquisadores, estudantes e profissionais do setor.

De acordo com informações divulgadas pela Embrapa, o Siconbiol é hoje uma das principais vitrines de debates sobre bioinsumos e manejo sustentável de pragas. O evento é promovido em parceria pela Sociedade Entomológica do Brasil (SEB), Embrapa, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Fundação de Apoio à Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário Edmundo Gastal (FAPEG). Nesta edição, a presidência é conduzida pelo pesquisador Dori Edson Nava, da Embrapa Clima Temperado.

Na cerimônia de abertura, o presidente da SEB, Angelo Pallini, destacou a diversidade de sotaques e trajetórias reunidas em Gramado, simbolizando a força da ciência brasileira. Ele enfatizou que o país já é referência mundial em bioinsumos, com 786 produtos e 747 inoculantes registrados. “O setor não para de crescer. Estamos em um evento que promove intercâmbio de conhecimento, mas também celebra a união de pesquisadores de diferentes regiões”, afirmou.

Representando a Presidência da Embrapa, o chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, Leonardo Ferreira Dutra, reforçou que a agricultura do futuro precisa estar alicerçada nos “cinco S”: saúde única, sustentabilidade, saudabilidade, segurança e soberania alimentar. Ele lembrou, porém, que ainda existem desafios a vencer. “Embora o mercado esteja em expansão, apenas 4% das aplicações de produtos biológicos ocorrem em culturas alimentares como frutas, hortaliças e grãos básicos. Esse é um espaço com enorme potencial para crescimento”, destacou.

Para o presidente do simpósio, Dori Edson Nava, o encontro é uma oportunidade para mostrar como os avanços científicos têm transformado o manejo agrícola desde os anos 2000. Ele ressaltou que, nos últimos quatro anos, o setor cresceu em média 15% ao ano e que as projeções indicam que o mercado biológico deve ultrapassar o químico até 2050. “Estamos vivendo a era da Biologia. O controle biológico deixou de ser apenas uma promessa e se tornou realidade para a agricultura moderna”, afirmou.

Um dos momentos mais marcantes da abertura foi a homenagem ao professor José Roberto Postali Parra, da ESALQ/USP, reconhecido por sua contribuição histórica ao setor e presente em todas as edições do simpósio. Para Nava, a trajetória do professor ajudou a consolidar o uso de bioinsumos tanto no Brasil quanto no cenário internacional.

A noite também foi marcada por emoção com a lembrança da pesquisadora Gláucia de Figueiredo Nachtigal, da Embrapa Clima Temperado, falecida em janeiro de 2025. Com 18 anos de dedicação à pesquisa, Gláucia deixou importantes contribuições para o controle biológico do capim-annoni. A homenagem foi conduzida pelo pesquisador Cesar Bauer Gomes, e uma placa simbólica foi entregue ao técnico Daniel Lopes de Lima, colega de laboratório da pesquisadora.

 





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Milho pode recuar nesta semana



Custos desafiam vendas externas do grão



Foto: Agrolink

Segundo a análise do especialista da Grão Direto desta semana, publicada nesta segunda-feira (15), a proximidade da colheita americana de milho deve reforçar a presença dos Estados Unidos no mercado internacional, especialmente na Ásia e na Europa, onde já há grandes volumes vendidos de forma antecipada. 

A análise informou ainda que a Argentina avança com exportações agressivas após uma colheita quase finalizada. Mesmo com a segunda safra brasileira recorde, o milho nacional ainda não aparece como a origem mais barata, o que dificulta a colocação do produto no exterior. Além disso, “o alto custo de originação e o ritmo lento de vendas por parte dos produtores seguem como entraves ao avanço das exportações”.

A Grão Direto avaliou que “a possível queda nos juros americanos pode manter o dólar pressionado, o que favorece as exportações do Brasil, mas também exige atenção ao comportamento dos demais grandes exportadores, como Estados Unidos e Argentina”. Ainda segundo a análise, “um dólar mais fraco pode dificultar a venda externa se os concorrentes se tornarem mais competitivos”.

De acordo com o informativo, “o milho poderá recuar esta semana, especialmente após um fechamento em alta na última”. Para a empresa, “a pressão da oferta e a concorrência crescente podem influenciar a tendência nos próximos dias”.

 





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USDA surpreende mercado com projeções para safra 2025/26


De acordo com avaliação da Hedgepoint Global Markets sobre o último levantamento do relatório WASDE do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado em setembro de 2025, houve surpresa em alguns dos principais números de soja da temporada 2025/26. O USDA reduziu a produtividade média das lavouras norte-americanas, mas elevou a área a ser colhida, movimento que não era esperado pelo mercado.

“Houve um aumento na projeção de produção, enquanto o mercado esperava por um corte. Tal fato levou também a um aumento nos estoques finais norte-americanos, enquanto a expectativa era de estoques menores. Os aumentos inesperados trouxeram surpresa e um tom levemente baixista para o relatório, ao contrário do tom levemente altista esperado”, avalia Luiz Roque, coordenador de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets.

Segundo o relatório do USDA, na soja, a área dos Estados Unidos foi projetada em 32,5 milhões de hectares, 0,2% acima da expectativa (32,4 milhões de hectares). A produtividade foi estimada em 3,60 toneladas por hectare, 0,4% acima da previsão anterior (3,58 toneladas por hectare). A produção alcançou 117,1 milhões de toneladas, 0,7% acima do esperado (116,2 milhões de toneladas), e os estoques finais subiram para 8,2 milhões de toneladas, 4,2% acima da expectativa (7,8 milhões de toneladas).

“Assim como na soja, o USDA também surpreendeu ao indicar uma área norte-americana maior que no relatório de agosto. Mesmo com um corte na produtividade média, o aumento da área resultou em um aumento na projeção de produção na temporada 2025/26, enquanto o mercado esperava por um corte. Essa produção maior foi compensada por um aumento nas exportações, o que resultou em um corte pequeno nos estoques finais, enquanto a expectativa era por um corte mais expressivo. Esses estoques acima da expectativa trazem um tom levemente baixista para o relatório”, observa Roque.

No milho, a área norte-americana foi estimada em 36,4 milhões de hectares, 1,5% acima da expectativa (35,9 milhões de hectares). A produtividade foi projetada em 11,72 toneladas por hectare, 0,3% acima da expectativa (11,69 toneladas por hectare). A produção ficou em 427,1 milhões de toneladas, 1,8% acima do esperado (425,3 milhões de toneladas), e os estoques finais atingiram 53,6 milhões de toneladas, 4,9% acima da expectativa (51,1 milhões de toneladas).

De acordo com a análise da Hedgepoint Global Markets, em relação ao trigo, embora o mercado não tivesse grandes expectativas para este relatório, houve surpresa nos estoques. No cenário norte-americano, o USDA confirmou o sentimento do mercado, que apontava para um corte, mas trouxe um ajuste ainda maior do que o previsto.

Para o trigo, os estoques dos Estados Unidos foram estimados em 23,0 milhões de toneladas, 2,4% abaixo da expectativa (23,5 milhões de toneladas), enquanto os estoques mundiais atingiram 264,1 milhões de toneladas, 1,1% acima da previsão (261,1 milhões de toneladas).





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Falta apenas uma semana para o APSUL América 2025


Estamos a uma semana do APSUL América 2025, o maior congresso sul-americano de Agricultura de Precisão e Máquinas Precisas, que acontecerá nos dias 23 e 24 de setembro, no Parque da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque/RS.

Com o tema “AGRICULTURA 4.0 – INOVAÇÃO DIANTE DOS DESAFIOS CLIMÁTICOS, ECONÔMICOS E SOCIAIS”, o APSUL América 2025 promete reunir pesquisadores renomados, empresários, produtores rurais e grandes lideranças do setor agropecuário para compartilhar as soluções mais avançadas e sustentáveis para os desafios atuais e futuros do agronegócio.

O evento contará com mais de 60 painelistas e moderadores de quatro países – Brasil, Holanda, Argentina e Estados Unidos –, além de minicursos gratuitos, demonstrações práticas de drones e máquinas agrícolas, e a exposição de trabalhos técnicos que farão parte do e-book oficial do evento.

Ainda dá tempo de garantir sua vaga, mas as inscrições são limitadas! ?

 Acesse o site oficial e inscreva-se agora mesmo.

Detalhes sobre a Inscrição

Congressista: R$ 165,00

Estudante: R$ 85,00 (mediante apresentação de comprovante).

Combo Empresa/Instituição (mais de 10 inscrições): R$ 135,00 por pessoa.

Não deixe para a última hora! Venha se conectar com o futuro do agro em um dos eventos mais importantes da América Latina.

Confira a Programação Completa e Atualizada

Terça-feira – 23 de setembro de 2025

07h45 – 08h30 | Credenciamento – Praça de Alimentação08h30 | Boas-vindas – Auditório do Restaurante

Painel I | 08h40Atualização na recomendação de fertilizantes e corretivos e a inteligência artificial

Dr. Rodrigo Marcelli Boaretto – Pesquisador Científico – Instituto Agronômico – IAC

Dr. Jackson Ernani Fiorin – Pesquisador – Rede Técnica Cooperativa – RTC

Rodrigo Buffon – Consultor SPD Soil Diagnostic

Moderador: Me. Leonardo Kerber – Coordenador de Validação Agrodigital e do Programa de Agricultura de Precisão – Cotrijal

Painel II | 09h50Agricultura em tempos desafiadores – o papel da gestão e inovação

Ernani Polo – Secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico do RS

Gilson dos Santos – Prefeito Municipal de Não-Me-Toque

Inge Horstmeier – Conselheira de Agricultura dos Países Baixos no Brasil

Nei Cesar Mânica – Presidente da Cotrijal

Gedeão Silveira Pereira – Presidente do Sistema FARSUL/SENAR

Moderadora: Teodora Berta Souilljee Lütkemeyer – Presidente do APSUL América

Sessão Técnica | 11h10Agricultura de Precisão nos Estados Unidos – Ensinamentos de um país pioneiro

Steve Phillips, PhD – Professor – Oklahoma State University (EUA)

Moderador: Dr. Telmo Jorge Carneiro Amado – Professor PPGAP/UFSM e Coordenador Técnico APSUL América

12h00 – 13h00 | Almoço – Praça de Alimentação

Demonstrações Técnicas | 13h00 – 14h00

Dinâmica:

Tema: Drones – Semeadura de plantas de cobertura e aplicação de insumos biológicos

Empresas participantes: Case, New Holland, Farming Solutions/DJI, CMPC do Brasil

Moderadores: Dr. Lúcio de Paula Amaral e Dr. Luiz Felipe Diaz de Carvalho – Professores UFSM

Estática:

Tema: Máquinas precisas e tecnologias no campo

Empresas participantes: Stara, PTx/Massey Ferguson, Case, New Holland

Moderador: Dr. Eduardo Leonel Bottega – Professor UFSM

Painel III | 14h00Inovação e Empreendedorismo no setor de máquinas agrícolas

Paulo Herrmann – Engenheiro Agrônomo

Assis Strasser – Sócio Fundador e CEO – GTS Group

Werner Ferreira dos Santos – Conselheiro Administrativo e Consultor – PH Advisory Group

Me. Mauricio Blanco Infantini – Gerente de Inovação Aberta e Fomentos – CNH

Moderador: Ing. Agr. MSc. Fernando Scaramuzza – Consultor em Agricultura de Precisão e Mecanização Agrícola (AR)

Painel IV | 15h40Tendências da Agricultura de Precisão nos Estados Unidos, Argentina, Brasil e Holanda

Ing. Agr. MSc. Fernando Scaramuzza – Consultor em Agricultura de Precisão e Mecanização Agrícola (AR)

Bernardo Maestrini, PhD – Pesquisador – Wageningen University & Research – WUR (NL)

Dr. Christian Bredemeier – Professor UFRGS

Steve Phillips, PhD – Professor – Oklahoma State University (EUA)

Moderador: Pós-Dr. Dalvan José Reinert – Professor UFSM

17h00 | Minicursos gratuitos com coffee break:(Confira a lista completa no site oficial)

19h00 – 21h30 | Happy Hour – Praça de Alimentação

Quarta-feira – 24 de setembro de 2025

08h00 | Painel V: Conservação do SoloCom Ulfried Arns, Murilo Teixeira Gonçalves, Rodrigo Aléssio, Elton Zanella e Laércio Dalla Vecchia.

09h30 – 10h10 | Coffee Break e Exposição de Trabalhos Científicos10h10 | Palestra “Smart-Soybean” (Brasil-Holanda) com Bernardo Maestrini e Misghina Teklu.10h50 | Painel VI: Tecnologias Digitais com Esp. Cristiano Buss, Me. Diego Lopes, Me. Gabrielly Souza, Me. Maria Teresa Silva e Me. Airton Polon.

13h00 | Painel VII: O Agro Brasileiro com Dr. Antônio da Luz e Dr. Christian Lohbauer.14h15 | Painel VIII: Taxa Variável de Sementes com Dr. Tiago Hörbe e Saulo Penna Neto.15h10 | Palestra: Estratégias Sustentáveis (Holanda) com MSc. Alwin Meenderink e MSc. Hendrik Braam.15h50 | Encerramento + Sorteio

Local: Parque da Expodireto Cotrijal, Não-Me-Toque/RS?? Data: 23 e 24 de setembro de 2025?? Mais informações e inscrições: 

www.apsulamerica.com.br





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Arrendamento cresce no Brasil



O segmento ainda é pouco explorado pelas empresas do setor


O segmento ainda é pouco explorado pelas empresas do setor
O segmento ainda é pouco explorado pelas empresas do setor – Foto: Pixabay

O Brasil já conta com mais de 2 milhões de arrendatários rurais, produtores que não são donos da terra, mas arrendam propriedades para atividades agrícolas e pecuárias. Segundo dados da EEmovel Agro, apenas em áreas de soja o potencial de vendas de fertilizantes para esse público ultrapassa R$ 5 bilhões, com destaque para Paraná (271.930 arrendatários), Bahia (185.985), Piauí (148.052), Minas Gerais (146.221) e Rio Grande do Sul (144.854).

“Os arrendatários são o ouro inexplorado do agronegócio. Muitas companhias direcionam seus esforços apenas aos proprietários, mas os arrendatários representam um mercado robusto e altamente estratégico, justamente por estarem focados em maximizar a produtividade a cada safra”, afirma Luiz Almeida, diretor de Operações do Agro na EEmovel Agro.

O segmento ainda é pouco explorado pelas empresas do setor, mas representa um mercado robusto e estratégico, voltado para maximizar a produtividade a cada safra. O último Censo Agropecuário do IBGE mostra que a proporção de áreas arrendadas no Brasil subiu de 4,5% em 2006 para 8,6% em 2017. Mantido esse ritmo, a expectativa é que até 2026/27 esse percentual chegue a 12% ou 16%, impulsionando o consumo de fertilizantes solúveis, defensivos agrícolas e sementes de alto potencial produtivo.

Regiões como o Matopiba (MA, TO, PI e BA) despontam como polos emergentes, com potencial estimado em R$ 1,3 bilhão em insumos agrícolas apenas para soja na safra 2023/24. “Nossa missão é transformar a forma como o agronegócio enxerga esse público. Ao oferecer dados precisos e validados, ajudamos nossos clientes a direcionar estratégias de venda, aumentar receita e explorar regiões promissoras com mais segurança”, complementa Almeida.

 





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Margem de lucro do produtor de soja cai pela metade em quatro anos


A soja, responsável por cerca de 30% do custeio total do agronegócio brasileiro, apresentou nos últimos anos oscilações de receitas, custos e margens. O novo estudo da Serasa Experian aponta que essa movimentação pressiona a saúde financeira dos produtores, que nos últimos quatro anos registraram suas margens de lucro caindo pela metade. Segundo a empresa, o resultado decorre da combinação de preços menores, custos ainda elevados e recuos de produtividade, fatores que reforçam a necessidade de “uma gestão de risco ainda mais tecnológica, baseada em dados e com um monitoramento em tempo real para toda a cadeia”.

A análise de sensibilidade foi construída a partir de dados de receitas e custos – insumos, defensivos, arrendamentos e mão de obra – apurados nos principais municípios brasileiros nos últimos cinco anos. Essas informações foram associadas aos mapas de produtividade produzidos pela Serasa Experian para o mesmo período nessas regiões.

Frente às últimas cinco safras, o ciclo 2021/22 marcou o auge de rentabilidade para o produtor, com receita média de R$ 8.465,03 por hectare, impulsionada pelo preço da saca acima de R$ 150 e, em alguns casos, ultrapassando R$ 175. No entanto, a produtividade caiu 7% devido a condições climáticas adversas. Nos anos seguintes, a realidade mudou: em 2023/24, a receita por hectare caiu 15% em relação ao pico registrado em 2021/22, chegando a R$ 6.922,12, acompanhada de queda de 3% na produtividade.

Os custos também pesaram. De acordo com a Serasa Experian, fertilizantes e defensivos subiram substancialmente entre 2021 e 2022, pressionados pela pandemia e pela guerra na Ucrânia. O custo por hectare atingiu o pico em 2022/23, registrando R$ 5.713,62 para produtores com terras próprias e R$ 7.505,49 para arrendatários. Mesmo com uma leve queda posterior, os patamares seguem elevados.

Segundo o aponta o estudo, esse descompasso impactou diretamente a rentabilidade. No caso do produtor proprietário, a margem média que era de 48,6% em 2020/21 caiu para 29,6% em 2022/23 e recuperou para 35,7% em 2024/25.

Para o arrendatário, a situação foi mais crítica. De 27,2% em 2020/21 para apenas 7,3% em 2023/24, com recuperação parcial para 14,8% em 2024/25. A Serasa Experian observou que cenários com financiamento total dos custos no mercado de crédito ampliam ainda mais essa pressão, reduzindo as margens a níveis mínimos.

De acordo com especialistas da Serasa Experian, “a sustentabilidade financeira do agronegócio depende cada vez mais de governança de crédito robusta e análise de dados de alta precisão”. A empresa afirma que hoje é possível “combinar diferentes dimensões de risco – histórico de pagamentos, capacidade produtiva, resiliência climática, compliance ESG e projeções de preços – para antecipar riscos e renegociar contratos quando necessário”.





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Balança comercial tem superávit na 2ª semana de setembro


Na segunda semana de setembro de 2025, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,3 bilhão e corrente de comércio de US$ 12,5 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,9 bilhões e importações de US$ 5,6 bilhões. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), “no mês, as exportações somam US$ 13,3 bilhões e as importações, US$ 11,5 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,76 bilhão e corrente de comércio de US$ 24,8 bilhões”.

De acordo com os dados divulgados pela Secex/MDIC, no acumulado do ano as exportações totalizam US$ 240,8 bilhões e as importações, US$ 196,3 bilhões, resultando em saldo positivo de US$ 44,6 bilhões e corrente de comércio de US$ 437,1 bilhões.

O órgão informou que, no comparativo mensal das exportações, houve queda de 2,2% nas médias diárias até a segunda semana de setembro de 2025 (US$ 1,326 bilhão) frente ao mesmo período de 2024 (US$ 1,355 bilhão). Em relação às importações, a média diária cresceu 3,3%, passando de US$ 1,113 bilhão em setembro de 2024 para US$ 1,150 bilhão em setembro de 2025.

Assim, até a segunda semana de setembro de 2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,476 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 176,02 milhões. Segundo a Secex/MDIC, houve crescimento de 0,3% na corrente de comércio em comparação com a média de setembro de 2024.

No acumulado até a segunda semana do mês de setembro de 2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária apresentou queda de US$ 10,73 milhões (4,0%) em Agropecuária, de US$ 3,07 milhões (1,1%) em Indústria Extrativa e de US$ 22,02 milhões (2,8%) em produtos da Indústria de Transformação.

No mesmo período, os setores importadores registraram crescimento de US$ 50,89 milhões (5,0%) em produtos da Indústria de Transformação, queda de US$ 2,45 milhões (11,1%) em Agropecuária e de US$ 6,55 milhões (8,9%) em Indústria Extrativa.

Segundo a Secex/MDIC, até a segunda semana de setembro de 2025, o desempenho das exportações por setor indicou queda de 4,0% em Agropecuária, que somou US$ 2,60 bilhões; retração de 1,1% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 2,85 bilhões; e queda de 2,8% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 7,64 bilhões. A combinação desses resultados levou à queda do total das exportações.

A Secex/MDIC apontou que a retração das exportações foi puxada pela queda nas vendas de animais vivos, exceto pescados ou crustáceos (-35,0%), soja (-7,5%) e algodão em bruto (-29,1%) na Agropecuária; outros minerais em bruto (-31,2%), minério de Ferro e seus concentrados (-9,7%) e minérios de níquel e seus concentrados (-100,0%) na Indústria Extrativa; e açúcares e melaços (-27,5%), celulose (-50,7%) e aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-34,6%) na Indústria de Transformação.

Ainda assim, alguns produtos registraram aumento nas vendas: arroz com casca (140,5%), milho não moído, exceto milho doce (2,1%) e sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras (77,9%) na Agropecuária; pedra, areia e cascalho (56,8%), minérios de Cobre e seus concentrados (7,3%) e óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (6,7%) na Indústria Extrativa; carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (42,6%), veículos automóveis de passageiros (46,9%) e ouro, não monetário, excluindo minérios de ouro e seus concentrados (79,4%) na Indústria de Transformação.

No caso das importações, até a segunda semana de setembro de 2025, a Secex/MDIC informou queda de 11,1% em Agropecuária, que somou US$ 0,20 bilhão; queda de 8,9% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 0,67 bilhão; e crescimento de 5,0% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 10,61 bilhões. A combinação desses resultados motivou o aumento das importações.

O movimento de crescimento nas importações foi influenciado pela ampliação das compras de milho não moído, exceto milho doce (11,8%), centeio, aveia e outros cereais, não moídos (211,6%) e soja (619,4%) na Agropecuária; pedra, areia e cascalho (185,2%), outros minérios e concentrados dos metais de base (12,7%) e carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (15,4%) na Indústria Extrativa; medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários (43,4%), outros medicamentos, incluindo veterinários (56,8%) e motores e máquinas não elétricos e suas partes, exceto motores de pistão e geradores (79,0%) na Indústria de Transformação.

Segundo a Secex/MDIC, mesmo com o crescimento geral das importações, alguns produtos apresentaram diminuição: trigo e centeio, não moídos (-35,4%), cevada, não moída (-99,7%) e látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-28,7%) na Agropecuária; óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-13,0%) e gás natural, liquefeito ou não (-20,6%) na Indústria Extrativa; óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (-10,5%), válvulas e tubos termiônicas, diodos, transistores (-20,0%) e aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-44,2%) na Indústria de Transformação.





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