segunda-feira, março 16, 2026

Política & Agro

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Boi gordo mantém preços estáveis nas praças paulistas


O mercado pecuário apresentou estabilidade nas principais regiões produtoras nesta terça-feira (14), conforme análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. Em São Paulo, parte da ponta compradora permaneceu fora do mercado, aguardando os resultados das vendas de carne do fim de semana para definir preços. As negociações em andamento seguiram dentro das referências. Segundo o boletim, a oferta de boiadas tem atendido à demanda das indústrias, embora haja sinais de redução da disponibilidade.

Com esse cenário, não houve alteração nas cotações de todas as categorias em relação ao dia anterior. As escalas de abate em São Paulo estão, em média, em nove dias.

Em Santa Catarina, a oferta de animais foi considerada suficiente para atender à demanda, mantendo os preços estáveis. As escalas de abate na região estão, em média, em seis dias.

Na região de Marabá, no Pará, o mercado seguiu firme. Na semana anterior, algumas indústrias tentaram reduzir os preços de compra, mas as ofertas não se concretizaram devido à menor disponibilidade de animais. Nesse contexto, o preço do boi gordo subiu R$2,00/@, enquanto o chamado “boi China” teve alta de R$1,00/@. As escalas de abate na região atendem, em média, a nove dias.

No mercado externo, as exportações de carne bovina in natura somaram 111,9 mil toneladas até a segunda semana de outubro, com média diária de 14,0 mil toneladas. O volume embarcado representa aumento de 13,9% frente ao mesmo período de 2024. A cotação média da tonelada exportada foi de US$5,6 mil, o que indica alta de 19,1% na comparação anual.





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Silos e Armazéns de grãos podem se modernizar com a nova linha de R$ 12 Bi do BNDES.


O governo federal anunciou, em Brasília, uma nova linha de crédito de R$ 12 bilhões voltada à modernização industrial e à difusão de tecnologias 4.0. A iniciativa, articulada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), pretende impulsionar o uso de máquinas e equipamentos que integrem robótica, inteligência artificial, computação em nuvem, sensoriamento e comunicação máquina a máquina (IoT).

O objetivo central é elevar a produtividade e atualizar o parque fabril brasileiro, ainda fortemente dependente de maquinário antigo — com idade média de 14 anos, segundo estudos do setor. A linha Crédito Indústria 4.0, do BNDES, responde por R$ 10 bilhões do total. Com taxas que combinam TR e juros de mercado, o financiamento permitirá acesso a crédito com custo máximo de 8,5% ao ano, redução média de 6% em relação às linhas tradicionais.

Impacto no agronegócio e nas cooperativas

No setor agroindustrial, a nova linha abre espaço para modernizar estruturas de armazenagem e processamento de grãos, incorporando tecnologias digitais e sistemas de automação que aumentam a eficiência e reduzem perdas.

Empresas como a PCE Engenharia, que desenvolve soluções de automação para silos e armazéns, já oferecem equipamentos que atendem aos requisitos técnicos exigidos pelo programa BNDES Finame Máquinas 4.0. Entre as inovações disponíveis estão sistemas de conectividade em tempo real, sensoriamento e monitoramento automático e integração com plataformas digitais — recursos que permitem retrofit de unidades existentes e transformam estruturas tradicionais em ambientes inteligentes.

Segundo o diretor comercial da PCE Engenharia, Everton Rorato, a nova linha chega em um momento estratégico: “O campo e a indústria precisa de ferramentas tecnológicas para ganhar eficiência. As cooperativas, armazenadores e fabricantes poderão financiar a automação de seus silos e armazéns e, com isso, reduzir custos e elevar a qualidade do grão armazenado”, afirma.

Com o início das aprovações previsto para 15 de setembro, a expectativa é de que a medida estimule uma nova onda de modernização, conectando o setor produtivo às práticas da Indústria 4.0 e ampliando a competitividade da economia brasileira.





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Brasil exportou 7,56 milhões de toneladas de milho



Mato Grosso responde por mais da metade dos embarques



Foto: Pixabay

Segundo análise semanal divulgada nesta segunda-feira (13) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 7,56 milhões de toneladas de milho em setembro de 2025. O volume representa alta de 17,80% em relação a agosto. Com esse resultado, o total embarcado no acumulado do ano chegou a 23,31 milhões de toneladas, 4,33% abaixo do mesmo período de 2024.

Em Mato Grosso, principal produtor nacional, as exportações responderam por 52,07% do total nacional embarcado no mês, alcançando 3,94 milhões de toneladas. Na comparação com agosto, houve aumento de 1,06%. No entanto, em relação a setembro de 2024, o volume exportado registrou queda de 10,12%. No acumulado de 2025, o estado embarcou 11,66 milhões de toneladas, volume 32,52% inferior ao do mesmo período do ano anterior.

De acordo com o Imea, o prolongamento do escoamento da soja nos portos tem reduzido a disponibilidade de espaço para os embarques de milho, o que impacta o ritmo das exportações do cereal. Além disso, a maior demanda interna no país tem contribuído para volumes menores enviados ao exterior até o momento.





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GNV cai no Sul, mas SC tem alta



O comportamento do GNV na Região Sul em setembro nos mostra um cenário de contrastes


“O comportamento do GNV na Região Sul em setembro nos mostra um cenário de contrastes""
“O comportamento do GNV na Região Sul em setembro nos mostra um cenário de contrastes”” – Foto: Pixabay

O preço médio do GNV (Gás Natural Veicular) recuou na Região Sul em setembro, encerrando o mês a R$ 4,86/m³, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). A média regional foi puxada para baixo pelo Paraná e pelo Rio Grande do Sul, que registraram quedas de 2,21% e 1,26%, respectivamente, atingindo R$ 4,86/m³ e R$ 4,72/m³, o menor valor da região.

Santa Catarina, porém, seguiu na contramão e teve aumento de 2,64%, elevando o preço do GNV a R$ 5,06/m³, o mais caro do Sul. O IPTL é calculado com base em abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, que administra mais de 1 milhão de veículos, com média de oito transações por segundo. O índice combina tecnologia de data science e experiência de mais de 30 anos da Edenred Mobilidade para oferecer uma média precisa do comportamento de preços.

“O comportamento do GNV na Região Sul em setembro nos mostra um cenário de contrastes. Por um lado, uma notícia positiva, com a média regional fechando em queda, impulsionada pela redução de preços no Paraná e no Rio Grande do Sul. Por outro lado, Santa Catarina se moveu na contramão dessa tendência, com uma alta que não apenas elevou o preço do combustível ao patamar mais caro do Sul, mas também conteve um recuo ainda mais expressivo na média geral. Isso evidencia como a dinâmica de um único estado pode influenciar a tendência de uma região inteira e reforça, para o consumidor, a necessidade de estar atento às realidades locais, pois a variação de preços entre estados vizinhos continua bastante significativa” aponta Renato Mascarenhas, Diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade.

 





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Preços sobem nos atacados



As cotações da batata subiram na última semana


Foto: Agrolink

As cotações da batata subiram na última semana, conforme aponta levantamento do Hortifrúti/Cepea. De 6 a 10 de outubro, a média da batata especial tipo ágata foi de R$ 46/sc de 25 kg no atacado de São Paulo, aumento de 22,2% em relação ao período anterior; nos atacados do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte, as valorizações foram ainda maiores, de respectivos 38,5% e 31,6%, para R$ 52/sc e R$ 45/sc, nesta ordem.

Segundo pesquisadores do Hortifrúti/Cepea, o movimento de alta já era esperado pelo setor e está atrelado à desaceleração da safra de inverno, com a colheita em Vargem Grande do Sul (SP) na reta final. Atacadista declaram que o Cerrado Mineiro e o Sudeste Paulista são atualmente as principais regiões que abastecem as centrais. Conforme o Hortifrúti/Cepea, para as próximas semanas, a expectativa é que os tubérculos se valorizem ainda mais, com a finalização da safra de Vargem Grande do Sul e a desaceleração em outras praças. 





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Vendas de hidratado quase dobram na semana



Valores ofertados por usinas para novos lotes atraíram distribuidoras


Foto: Divulgação

Dados coletados pelo Cepea mostram que o volume de etanol hidratado vendido pelas usinas paulistas na última semana quase dobrou frente ao do período anterior, refletindo o aquecimento da demanda pelo biocombustível. Além disso, segundo o Centro de Pesquisas, os valores ofertados por usinas para novos lotes atraíram distribuidoras. Ressalta-se que, nos últimos três anos, a quantidade comercializada de hidratado cresceu de setembro para outubro.

Neste ano, especificamente, compradores também estão atentos aos menores estoques nas usinas frente aos de 2024, contexto que pode estar estimulando os negócios neste mês. Apesar do cenário de maior liquidez, levantamentos do Cepea mostram que as cotações seguiram estáveis no spot paulista.  

Entre 6 e 10 de outubro, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,7156/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), pequeno recuo de 0,4% sobre o período anterior. Para o anidro, a variação foi negativa em ligeiro 0,36%, com o Indicador CEPEA/ESALQ a R$ 3,1126/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins). 





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Corrente de comércio brasileira chega a US$ 20,6 bilhões


Na segunda semana de outubro de 2025, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,5 bilhão, com corrente de comércio de US$ 12,3 bilhões. O resultado foi formado por exportações no valor de US$ 6,9 bilhões e indiretamente de US$ 5,4 bilhões. No acumulado do mês, as exportações somam US$ 11,6 bilhões e as importações US$ 9,1 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,5 bilhões e corrente de negociações de US$ 20,6 bilhões.

No acumulado do ano, as exportações totalizam US$ 269,3 bilhões e as importações US$ 221,4 bilhões, com saldo positivo de US$ 48 bilhões e corrente de negociações de US$ 490,8 bilhões. Esses resultados foram divulgados nesta segunda-feira (13) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

As exportações apresentaram crescimento de 8,6% ao se comparar a média diária até a segunda semana de outubro de 2025, de US$ 1,4 bilhão, com a de outubro de 2024, de US$ 1,3 bilhão. Enquanto isso, tivemos queda de 1,0% no mesmo período, passando de US$ 1.145 bilhões para US$ 1.134 bilhões.

Até a segunda semana de outubro de 2025, o diário médio da corrente de comércio foi de US$ 2,581 bilhões, enquanto o saldo médio diário ficou em US$ 312,35 milhões. Na comparação com outubro de 2024, houve alta de 4,2% na corrente de comércio.

 

No desempenho setorial das exportações, a indústria agropecuária teve aumento de US$ 38,4 milhões, equivalente a 15,0%, a indústria extrativa cresceu US$ 50,07 milhões, ou 17,4%, e a indústria de transformação avançou US$ 29,1 milhões, com variação de 3,7%.

Entre os setores importadores, houve crescimento de US$ 10,38 milhões, ou 1,0%, nos produtos da indústria de transformação. A agropecuária teve queda de US$ 1,02 milhão, correspondente a 4,8%, e a indústria extrativa recuperou US$ 21,35 milhões, representando retração de 30,5% em relação ao mesmo período de 2024.





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Brasil exporta 178,8 mil t de pluma em setembro



Mato Grosso tem menor participação desde 2019



Foto: Canva

Segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (13), com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 178,81 mil toneladas de pluma de algodão em setembro de 2025, volume 5,47% superior ao registrado no mesmo mês de 2024.

Na contramão do resultado nacional, Mato Grosso reduziu em 9,68% o volume de embarques na comparação com setembro de 2024, exportando 79,90 mil toneladas. A participação do estado no total nacional foi de 44,68%, o menor percentual desde agosto de 2019.

No acumulado da safra, de agosto a setembro de 2025, Mato Grosso exportou 120,29 mil toneladas, recuo de 21,05% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo o Imea, a redução está relacionada ao atraso na colheita e, consequentemente, no beneficiamento no estado, o que limitou a oferta disponível para exportação.

O instituto projeta um novo recorde de exportações para a safra 2024/25. Com o avanço do beneficiamento, a expectativa é de que o ritmo dos embarques acelere até o fim do ano, período em que Mato Grosso tradicionalmente concentra a maior parte das exportações.





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Mato Grosso registra forte alta no preço da arroba em setembro



Exportações sustentam alta da arroba em setembro



Foto: Pixabay

Segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (13), em setembro de 2025 o boi gordo a prazo foi cotado a R$ 299,92 por arroba em Mato Grosso, alta de 35,66% em relação ao mesmo período de 2024, quando a média era de R$ 221,09.

O aumento anual, segundo o Imea, reflete o ritmo das exportações brasileiras de carne diante da demanda internacional. Em setembro de 2024, a alta foi impulsionada pela menor oferta de animais prontos para abate. Já em setembro de 2025, a estabilidade foi influenciada pela maior participação de fêmeas nos abates, que atingiu 44,03%, 6,81 pontos percentuais acima do registrado no ano anterior, acompanhando o crescimento da demanda externa.

A projeção de longo prazo, de acordo com o instituto, é de valorização dos preços da arroba, mas a intensidade da recuperação dependerá da oferta de fêmeas nos próximos meses.





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Canola mantém produtividade dentro da expectativa


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (9) pela Emater/RS-Ascar, as lavouras de canola apresentam desempenho adequado nas fases de enchimento de grãos, com 55% da área nessa etapa, e maturação fisiológica, com 36%. As condições climáticas, caracterizadas por temperaturas amenas e chuvas bem distribuídas, favoreceram o desenvolvimento das plantas, a formação das síliquas e o acúmulo de óleo nos grãos. A colheita atinge 6% da área semeada.

No período, foi realizado o manejo pré-colheita, com aplicação de uniformizadores de maturação e controladores de deiscência das síliquas, com o objetivo de reduzir perdas por abertura prematura e facilitar a colheita mecânica. As lavouras que tiveram problemas de estabelecimento inicial apresentam menor potencial produtivo, mas o desempenho geral segue conforme o esperado.

O estado fitossanitário é considerado adequado, com baixa incidência de doenças fúngicas. A ocorrência da traça-das-crucíferas tem sido recorrente em diversas regiões, exigindo monitoramento constante e aplicações sequenciais de inseticidas seletivos para evitar perdas de produtividade. A Emater/RS-Ascar projeta área de 203.206 hectares e produtividade de 1.737 kg por hectare.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, 10% das lavouras estão em florescimento, 75% em enchimento de grãos, 10% em maturação e 5% colhidas. Os cultivos apresentam bom estado sanitário em relação a doenças. A presença da traça-das-crucíferas exige aplicações sequenciais de inseticidas, com ênfase em estratégias de manejo integrado para reduzir impactos sobre polinizadores e inimigos naturais da praga.

Na região de Ijuí, 62% das áreas estão em enchimento de grãos, 32% em maturação e 5% colhidas. O potencial produtivo está praticamente definido, com adequada uniformidade e enchimento de síliquas. A germinação e a emergência foram adequadas, resultando em plantas de tamanho homogêneo.

Na região de Passo Fundo, predomina a maturação fisiológica, com 65% da área nessa etapa. As demais lavouras estão em enchimento de grãos (25%), maduras por colher (10%) e colhidas (10%). A produtividade média alcança 1.800 kg por hectare, dentro da média regional dos últimos anos.

Na região de Santa Rosa, 47% das lavouras estão em enchimento de grãos, 44% em maturação e 9% colhidas. A uniformidade das áreas indica produtividade dentro da expectativa inicial, favorecida pelas condições climáticas. As áreas mais tardias apresentam bom potencial produtivo, com síliquas bem formadas e adequado acúmulo de óleo. O controle de pragas e doenças é mantido com manejo fitossanitário preventivo.

Na região de Soledade, 90% das lavouras estão em enchimento de grãos e 10% em maturação. As condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das plantas e o enchimento das síliquas, resultando em projeções de produtividade dentro da normalidade.





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