terça-feira, março 10, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de fertilizantes busca equilíbrio em meio a ajustes



No Brasil, a reação dos preços ocorreu após a ureia romper o patamar de US$ 400/ton


No Brasil, a reação dos preços ocorreu após a ureia romper o patamar de US$ 400 por tonelada CFR
No Brasil, a reação dos preços ocorreu após a ureia romper o patamar de US$ 400 por tonelada CFR – Foto: Canva

O mercado global de fertilizantes iniciou o período recente com sinais mistos, refletindo movimentos pontuais de recuperação em meio a um quadro ainda marcado por oferta elevada e demanda seletiva. De acordo com análise da Agrinvest Commodities, o segmento de nitrogenados encontrou suporte temporário com o retorno da Índia às compras de Ureia, interrompendo a sequência de quedas observada nas semanas anteriores. Apesar desse movimento, o equilíbrio global segue pressionado, já que a oferta permanece abundante e a demanda fora do mercado indiano continua limitada.

No Brasil, a reação dos preços ocorreu após a ureia romper o patamar de US$ 400 por tonelada CFR, o que trouxe algum alívio ao mercado doméstico. Nesse contexto, o custo do ponto de nitrogênio voltou a favorecer a ureia em relação ao sulfato de amônio, mesmo diante de fretes mais elevados e de custos de nacionalização mais altos. Ainda assim, o ambiente segue cauteloso, com compradores atentos à sustentabilidade desse ajuste diante do cenário internacional.

Para os fosfatados e potássicos, o quadro é de maior firmeza. As restrições impostas pela China para 2026, combinadas com o enxofre acima de US$ 500 por tonelada e os anúncios de cortes de produção, têm sustentado os preços dos fosfatados, mesmo com uma demanda doméstica mais contida. No mercado de potássio, o contrato firmado pela China trouxe suporte aos preços globais, mantendo o KCl entre US$ 360 e US$ 370 por tonelada CFR Brasil. Os estoques mais ajustados reforçam esse movimento, enquanto a atenção do mercado se volta agora para a definição do próximo acordo envolvendo a Índia, que pode influenciar a dinâmica dos preços nos próximos meses.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de feijão fecha ano com forte seletividade



A análise aponta que a distância entre o feijão premium e o produto comercial ampliou


A análise aponta que a distância entre o feijão premium e o produto comercial se ampliou
A análise aponta que a distância entre o feijão premium e o produto comercial se ampliou – Foto: Canva

O mercado brasileiro de feijão atravessou 2025 sob um cenário de consumo estagnado, estoques elevados e crescente diferenciação entre produtos, com a qualidade assumindo papel central na formação de preços. A avaliação consta em retrospectiva da Safras & Mercado sobre o desempenho do setor ao longo do ano.

A análise aponta que a distância entre o feijão premium e o produto comercial se ampliou de forma estrutural, refletindo uma demanda interna retraída, exportações usadas apenas como alívio parcial e retenção de lotes superiores. O início do ano foi marcado pela oferta crescente de grãos intermediários, escassez de padrões elevados e liquidez seletiva, com impacto direto das condições climáticas sobre a qualidade em importantes estados produtores.

No primeiro trimestre, o carioca de melhor padrão manteve firmeza, enquanto os produtos comerciais enfrentaram dificuldade de escoamento. Já o feijão preto operou com oferta confortável, sustentado por excedentes e embarques externos, mas com preços pressionados pela apatia do consumo doméstico. No segundo trimestre, a lentidão se intensificou, com mínima liquidez, varejo abastecido e preços sustentados apenas pela escassez de grãos nobres.

O terceiro trimestre revelou colapso da fluidez e afastamento dos compradores, seguido por leve reação no carioca premium ao final do período, enquanto o feijão preto permaneceu dependente das exportações. No último trimestre, consolidou-se o padrão de seletividade extrema, demanda fraca e sustentação apenas nominal para os produtos de maior qualidade, encerrando o ano com pressão contínua na base do mercado.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Pressão de custos reduz margem do produtor rural



A redução nos custos diretos está associada à normalização da oferta de fertilizantes


A redução nos custos diretos está associada à normalização da oferta de fertilizantes
A redução nos custos diretos está associada à normalização da oferta de fertilizantes – Foto: Pixabay

A rentabilidade do produtor rural brasileiro segue pressionada na safra 2024/25, em um contexto marcado por custos operacionais elevados e margens mais apertadas. Segundo análises da Céleres, embora os custos diretos da produção agrícola tenham apresentado estabilidade a leve queda nominal em 2025, o alívio não foi suficiente para compensar outras despesas que continuam em trajetória de alta.

A redução nos custos diretos está associada à normalização da oferta de fertilizantes e a um ambiente geopolítico mais estável, além de mudanças no mercado de defensivos, que passou a registrar maior participação de produtos genéricos e ainda convive com estoques elevados ao longo da cadeia de distribuição. Esse movimento contribuiu para conter parte das despesas no campo, mas não alterou de forma significativa o cenário de pressão sobre as margens.

Do lado dos custos operacionais, o produtor enfrenta um ambiente mais adverso. As despesas logísticas acompanharam a alta dos combustíveis, enquanto o cenário de pleno emprego pressionou a oferta de mão de obra, resultando em aceleração da inflação dos serviços. Soma-se a isso o impacto das taxas de juros elevadas, que têm afetado negativamente os produtores com algum grau de alavancagem financeira, reduzindo a rentabilidade das operações.

Esses fatores resultaram em margens mais estreitas na safra 2024/25, ainda que superiores às observadas na temporada anterior. Nas condições analisadas, um produtor em terra própria, com cultivo de soja na primeira safra e milho na segunda, alcançou margem EBITDA de 16,6 sacas de soja por hectare. Para a safra 2025/26, no entanto, a perspectiva é de intensificação da pressão sobre os custos de produção. 

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Relatório aponta crescimento das agtechs no país



O relatório também evidencia o fortalecimento de negócios voltados ao meio ambiente


O relatório também evidencia o fortalecimento de negócios voltados aos impactos ambientais
O relatório também evidencia o fortalecimento de negócios voltados aos impactos ambientais – Foto: Canva

A agricultura brasileira passa por um processo contínuo de modernização, impulsionado pela adoção de novas tecnologias, pelo avanço da inteligência artificial e pela automação das atividades no campo. Segundo o relatório Radar Agtech Brasil 2025, da Celeres, esse movimento tem se refletido na expansão do ecossistema de startups e no aumento do volume de investimentos direcionados ao setor.

O levantamento aponta um crescimento de 75% no número total de agtechs mapeadas entre 2019 e 2024, acompanhado por uma maior descentralização geográfica dessas empresas pelo país. Em 2025, os aportes em startups e fundos ligados ao agronegócio somaram mais de R$ 520,6 milhões, evidenciando o interesse de investidores por soluções tecnológicas aplicadas à produção, à gestão e à sustentabilidade do campo.

Entre os destaques estão empresas que atuam com automação agrícola e uso de IA, como no desenvolvimento de robôs para operações no campo, plataformas digitais para negociação de grãos e sistemas inteligentes voltados à otimização de compras e integração de cadeias produtivas. Também ganham espaço iniciativas focadas em monitoramento da qualidade de sementes, análise e previsão climática e soluções para antecipação de recebíveis, ampliando o acesso a serviços financeiros no agro.

O relatório também evidencia o fortalecimento de negócios voltados aos impactos ambientais e climáticos, incluindo projetos de restauração de áreas degradadas e geração de créditos de carbono. O segmento de bioinsumos aparece como outra frente relevante, com investimentos destinados à recuperação e melhoria da saúde do solo e à ampliação da capacidade produtiva.

Além das startups, fundos de venture capital especializados em agronegócio têm direcionado recursos para empresas em estágios iniciais, com foco em inovação, redução de impactos climáticos e segurança alimentar. O conjunto de dados reforça a consolidação de um ambiente cada vez mais tecnológico e diversificado, no qual a inovação se torna um dos principais vetores de competitividade da agricultura brasileira.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de terras mantém ritmo lento em 2025


O mercado institucional de terras manteve baixo dinamismo ao longo de 2025, com volume limitado de negócios e concentração das operações em poucos grupos estratégicos. Dados da Céleres mostram que as aquisições estiveram focadas principalmente na ampliação de escala e na consolidação de áreas já exploradas pelos compradores, enquanto os agentes financeiros atuaram majoritariamente na ponta vendedora.

Entre as principais transações do ano, destaque para os movimentos da SLC, que anunciou em março a compra da Fazenda Paladino, em São Desidério, na Bahia, com quase 40 mil hectares, e da Fazenda Pamplona, em Unaí, Minas Gerais, com pouco mais de 7,8 mil hectares. Ambas as propriedades já eram arrendadas pela companhia desde 2021 e passaram a integrar definitivamente seu portfólio. Ainda no recorte de grandes áreas, a Amaggi adquiriu duas propriedades localizadas em Mato Grosso pertencentes à Proterra, que somam 43 mil hectares, sendo 28,5 mil hectares agrícolas, em uma transação estimada em R$ 1,8 bilhão, com pagamento à vista. 

O levantamento também aponta operações relevantes envolvendo fundos ligados ao agronegócio. O FIAGRO RZEO11 anunciou a venda de um bloco de 20 fazendas no Tocantins, totalizando 39,2 mil hectares, enquanto o FIAGRO RZTR11 realizou a venda de diferentes grupos da Fazenda Clarão da Lua, também no Tocantins, além de uma operação de sale & leaseback no Maranhão. Já a Brasil Agro vendeu a Fazenda Preferência, em Baianópolis, na Bahia, com 17,8 mil hectares, evidenciando ganhos expressivos de valorização ao longo do período de detenção do ativo. 

No mercado de capitais voltado ao agro, o ano foi marcado por baixo nível de atividade, sem lançamentos relevantes de novos fundos FIAGRO. O cenário refletiu o redirecionamento de capital para investimentos em renda fixa e o aumento da percepção de risco associada ao setor, limitando a liquidez e a intensidade das negociações de terras ao longo de 2025.

  





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Cenário desafiador redefine estratégias no agronegócio



Na distribuição de insumos agrícolas, o setor vive uma das fases mais desafiadoras


Na distribuição de insumos agrícolas, o setor vive uma das fases mais desafiadoras
Na distribuição de insumos agrícolas, o setor vive uma das fases mais desafiadoras – Foto: Divulgação

O ambiente de negócios em diferentes elos do agronegócio brasileiro atravessa um período de ajustes, marcado por revisão de estratégias, margens pressionadas e expectativas cautelosas para a retomada de investimentos. Levantamento da Celeres aponta que os setores de distribuição de insumos agrícolas, distribuição agropecuária e nutrição animal enfrentam dinâmicas distintas, mas conectadas por um cenário de crédito mais restritivo, inadimplência elevada e movimentos de consolidação ainda limitados.

Na distribuição de insumos agrícolas, o setor vive uma das fases mais desafiadoras de sua história recente, após anos de expansão acelerada. Estoques obsoletos e caros, combinados com aumento da inadimplência, levaram empresas relevantes a processos de recuperação judicial ou extrajudicial. Mesmo com a área plantada mantendo crescimento inercial, as últimas safras evidenciaram uma desconcentração do mercado, favorecendo distribuidores regionais mais seletivos na concessão de crédito. O processo de consolidação foi interrompido em 2025, com foco das companhias na reorganização das operações, fechamento de lojas e venda de ativos, o que deve manter a retomada lenta ao longo de 2026, embora oportunidades estratégicas ainda existam no médio prazo.

Na distribuição agropecuária, a expectativa para 2026 é de redução no abate de fêmeas e leve queda no abate total de bovinos, reflexo do esgotamento do estoque de matrizes. Esse movimento tende a sustentar a recuperação dos preços do boi, em um contexto internacional favorável, com restrições de oferta em países concorrentes. Apesar disso, 2025 foi marcado por poucas operações de consolidação, impactadas por margens apertadas, inadimplência elevada e juros altos, fatores que limitaram o apetite por aquisições.

Já o segmento de nutrição animal deve se beneficiar da melhora na relação de troca entre ração e boi gordo, estimulando a intensificação da produção pecuária. A demanda tende a se manter aquecida até o fim de 2026. Embora a cadeia já tenha passado por consolidações relevantes, especialmente em aditivos e ração, o baixo volume de transações na distribuição ainda reflete um mercado cauteloso. Com a expectativa de melhora do cenário econômico e redução dos juros, a tendência é de aumento gradual das transações, acompanhando a reorganização dos demais elos da cadeia.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de biodefensivos mantém ritmo de expansão



O segmento passa por um processo contínuo de consolidação


O segmento passa por um processo contínuo de consolidação
O segmento passa por um processo contínuo de consolidação – Foto: Divulgação

O mercado de biodefensivos vive um momento de expansão no Brasil, impulsionado por mudanças regulatórias, avanço tecnológico e maior demanda por soluções sustentáveis no campo. De acordo com análise da Céleres, o setor apresenta perspectivas positivas, embora ainda enfrente desafios ligados à regulamentação e à dinâmica competitiva.

A aprovação do Marco Nacional de Bioinsumos, pela Lei nº 15.070 de 2024, representou um passo importante ao centralizar a legislação e ampliar o conceito de bioinsumos. Apesar de a lei já estar em vigor, a ausência de normativas complementares limita a plena regulamentação e gera insegurança jurídica, com prazo final previsto para dezembro de 2025. Ainda assim, a expectativa de mercado segue favorável, com crescimento médio ponderado estimado em 20% ao ano.

A queda nos preços das matérias-primas e a entrada de genéricos de defensivos químicos reduziram parcialmente o ritmo de expansão dos produtos biológicos. Mesmo nesse cenário, a projeção indica que o mercado pode alcançar R$ 14,4 bilhões em 2030, com bioinseticidas e biofungicidas respondendo por cerca de 72% do total. Iniciativas voltadas à ampliação da inserção internacional das empresas brasileiras também contribuem para fortalecer o setor.

O segmento passa por um processo contínuo de consolidação, com 2025 marcado por operações relevantes de fusões e aquisições, envolvendo empresas com portfólios diversificados de biodefensivos. O volume de transações registrado no período figura entre os mais expressivos desde 2021, refletindo o interesse estratégico de investidores e grupos internacionais.

Para 2026, a expectativa é de continuidade desse movimento, apoiada pelo alto nível de investimento em pesquisa e desenvolvimento e pela ampliação da capacidade instalada. A clareza regulatória será determinante para destravar novos aportes, enquanto a busca por práticas mais sustentáveis e a eficiência das soluções biológicas tendem a sustentar o crescimento do mercado.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de massa ganham força no Norte da África


A massa vem ganhando espaço na alimentação cotidiana do Marrocos, impulsionada pela diversidade culinária do país e pelo avanço da indústria de moagem. Segundo informações de Wafiq Mpayimana é gerente de vendas da Mühlenchemie, o produto apresenta forte potencial tanto no consumo interno quanto nas exportações, beneficiando produtores de massa e moinhos locais.

Conhecido pela riqueza de aromas, especiarias e sabores, o país reúne essa diversidade de forma intensa nos souks tradicionais, onde pães, doces, tajines, frutas secas, peixes e carnes dividem espaço com diferentes tipos de massa. O alimento tornou-se parte relevante da dieta diária, especialmente nas áreas urbanas, levando empresas de moagem a investir em instalações modernas e integração direta com a produção industrial de massas.

Entre os formatos mais consumidos estão massas curtas, como penne e fusilli, além do vermicelli utilizado em sopas. Combinadas a temperos regionais, essas massas aparecem com frequência em refeições do almoço e do jantar. O avanço da urbanização, que concentra cerca de 65% da população em cidades, sustenta um mercado interno amplo e estável.

Além do consumo doméstico, Marrocos consolidou-se como exportador para países da África Ocidental, como Mauritânia, Senegal e Costa do Marfim. As exportações devem alcançar 54 milhões de dólares em 2026, frente a 45 milhões em 2021, com crescimento médio anual de 3,3%.

A produção depende parcialmente de trigo importado, já que secas recorrentes afetam as colheitas locais. Mesmo assim, a estabilidade de oferta e preços é garantida por acordos de importação e pela atuação do órgão nacional de cereais. Com foco em qualidade e eficiência, fabricantes recorrem a soluções tecnológicas para manter padrão de firmeza, cor e desempenho da massa, atendendo às exigências do consumidor marroquino.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

China reforça estratégia para ampliar produção de grãos



O governo chinês defende ganhos de eficiência e capacidade produtiva


O governo chinês defende ganhos de eficiência e capacidade produtiva
O governo chinês defende ganhos de eficiência e capacidade produtiva – Foto: Canva

A China reforçou nesta semana sua estratégia de segurança alimentar ao sinalizar que seguirá ampliando a produção de grãos, em meio a desafios internos e à forte dependência externa em algumas culturas. A diretriz foi apresentada durante a Conferência Central de Trabalho Rural, principal fórum do país para definição de políticas agrícolas, e indica que o tema seguirá no centro das prioridades do governo.

Segundo comunicado divulgado pela agência estatal Xinhua, a orientação é manter uma postura de nenhum relaxamento no esforço para elevar a produção, combinando políticas de apoio à agricultura, desenvolvimento das áreas rurais e aumento da renda dos agricultores. A estratégia também inclui a busca por preços considerados razoáveis para grãos e outros produtos agrícolas essenciais, de forma a equilibrar estímulos à produção e estabilidade do mercado interno.

O governo chinês defende ganhos de eficiência e capacidade produtiva por meio da integração de terras agrícolas, sementes, máquinas e técnicas consideradas avançadas. Dados oficiais mostram que a produção total de grãos cresceu 1,2% em 2025, alcançando o recorde de 714,9 milhões de toneladas. A meta estabelecida é ampliar a capacidade em mais 50 milhões de toneladas até 2030.

Em fevereiro de 2025, o país divulgou o chamado Documento Central nº 1, que reforça o compromisso com a segurança alimentar nacional e abre espaço para a adoção de cultivos geneticamente modificados, antes proibidos. Embora o país produza internamente mais de 90% do milho, trigo e arroz que consome, a soja segue como um ponto sensível.

Mesmo com crescimento contínuo da produção doméstica, estimada em um recorde de 21 milhões de toneladas neste ano, a China permanece fortemente dependente de importações. Para a safra 2025/26, as compras externas devem atingir 112 milhões de toneladas, com o Brasil consolidado como principal fornecedor. Apesar de um acordo para aquisições relevantes de soja americana no fim de 2025, parte desse volume ainda não teria sido efetivamente comprada.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Governo dos EUA muda foco de investimentos no agro



A mudança foi formalizada por meio de um memorando


A mudança foi formalizada por meio de um memorando
A mudança foi formalizada por meio de um memorando – Foto: Pixabay

O governo dos Estados Unidos anunciou uma reorientação das prioridades de pesquisa e desenvolvimento voltadas ao setor agropecuário, com foco no fortalecimento da produção rural e no abastecimento interno. A iniciativa redefine os critérios para projetos financiados com recursos públicos, buscando direcionar investimentos para desafios considerados centrais para produtores e consumidores no longo prazo.

A mudança foi formalizada por meio de um memorando assinado pela secretária de Agricultura, Brooke L. Rollins, que estabelece uma nova estratégia para as ações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. O documento sustenta que a economia agrícola do país enfrentou dificuldades recentes, associadas ao aumento de custos, fragilidades na agenda comercial e excesso de regulação, além de uma alocação de recursos considerada distante das necessidades práticas do campo.

Desde o início do atual governo, a administração liderada por Donald Trump afirma ter adotado medidas para reforçar a rede de proteção ao produtor, estimular exportações, reduzir custos de insumos e retirar diretrizes ligadas a diversidade e justiça ambiental dos programas do departamento. Nesse contexto, a pesquisa passa a ser tratada como ferramenta estratégica para elevar a rentabilidade das propriedades, ampliar a oferta de alimentos e garantir competitividade ao setor.

Entre as novas diretrizes estão o incentivo a estudos que reduzam custos de produção e aumentem a eficiência por meio de mecanização e automação, a abertura de mercados e o desenvolvimento de novos usos para commodities agrícolas, inclusive em bioenergia e produtos de base biológica. Também ganham destaque ações para enfrentar pragas e doenças que ameaçam lavouras e rebanhos, além de pesquisas voltadas à saúde do solo, ao uso mais eficiente da água e à redução de insumos.





Source link