terça-feira, março 10, 2026

Política & Agro

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Milho inicia safra 25/26 com corte na produção



Estimativas apontam queda de 0,5% no milho primeira safra



Foto: Canva

A produção brasileira de milho da safra 2025/26 começa com ajustes negativos, segundo dados divulgados pela StoneX. A consultoria reduziu a estimativa da primeira safra (milho verão) para 26 milhões de toneladas, uma queda de 0,5% em relação ao relatório anterior. O principal motivo foi a baixa de 5,6% na produtividade esperada para Santa Catarina.

Apesar da revisão, Santa Catarina ainda deve colher 2,27 milhões de toneladas, mantendo papel relevante no abastecimento interno, principalmente na produção de ração animal. O milho verão é essencial para o consumo doméstico e, por isso, as instabilidades climáticas acendem um sinal de alerta para o setor.

A safrinha 2025/26, que representa a maior parte da produção nacional de milho, permanece projetada em 105,8 milhões de toneladas, número 5,2% inferior ao registrado na temporada anterior. A janela de plantio será determinante para garantir os volumes, especialmente diante do atraso na colheita da soja em algumas regiões.

Somadas as três safras, a produção total de milho está estimada em 134,3 milhões de toneladas, segundo a StoneX. O número representa estabilidade frente à previsão anterior, mas ainda depende de fatores climáticos e da logística de plantio para se confirmar.

No mercado, o corte na produção afeta diretamente os estoques finais. As exportações aceleradas da temporada atual, estimadas em 41 milhões de toneladas até o fim de janeiro, também reduziram os estoques iniciais da próxima safra, o que pode pressionar a oferta interna.





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Brasil deve ampliar produção de café em 2026/27


A Hedgepoint Global Markets divulgou estimativa preliminar para a safra brasileira de café 2026/27, indicando recuperação relevante na produção de arábica e manutenção de volumes elevados de conilon, embora abaixo do pico registrado em 2025/26. Segundo a companhia, as chuvas de outubro e novembro favoreceram a floração do arábica, enquanto o conilon manteve bom desenvolvimento nas principais regiões produtoras.

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, a produção de arábica está inicialmente projetada entre 46,5 e 49,0 milhões de sacas, acima das 37,7 milhões colhidas na safra 2025/26. Para o conilon, a estimativa varia de 24,6 a 25,4 milhões de sacas, frente a 27,0 milhões no ciclo anterior. Com esses volumes, a produção total brasileira pode alcançar entre 71,0 e 74,4 milhões de sacas em 2026/27.

A companhia aponta que o avanço do arábica representa crescimento entre 23,3% e 30,0% em relação à safra passada, impulsionado pela entrada de novas áreas, pelo manejo e pela bienalidade positiva em parte das lavouras, além da melhora das condições climáticas após meados de outubro. Ainda assim, a produtividade segue desigual entre as regiões produtoras. No caso do conilon, a projeção indica recuo entre 5,9% e 8,9% na comparação anual, após um ciclo considerado excepcional, com parte dessa queda sendo compensada pela expansão e renovação de áreas iniciadas a partir de 2023.

No campo climático, a Hedgepoint Global Markets observa que o período entre agosto e o início de outubro foi marcado por seca, o que atrasou a floração e provocou perdas nas primeiras floradas em algumas áreas. Com o retorno das chuvas a partir da segunda quinzena de outubro, especialmente nas regiões produtoras de arábica, houve uma segunda floração, que contribuiu para a recuperação das expectativas para a safra 2026/27.

Segundo a analista de café da Hedgepoint Global Markets, Laleska Moda, o cenário atual também reflete ajustes no manejo das lavouras. “Ao mesmo tempo, segue o investimento em novas áreas, cujos resultados se tornarão mais visíveis nos próximos anos”, afirma. Ela destaca ainda que houve aumento das podas em áreas com plantas danificadas que não haviam passado por esse processo na última temporada, em função dos preços elevados à época.

Para o conilon, a analista aponta que a regularidade das precipitações e os bons níveis dos reservatórios no Espírito Santo e na Bahia vêm favorecendo a floração e o enchimento dos grãos. De acordo com a Hedgepoint Global Markets, essas condições ajudam a sustentar um volume ainda elevado da produção, mesmo após o pico do ciclo anterior.

No mercado, a companhia avalia que a recuperação do arábica, combinada a uma produção significativa de conilon, tende a contribuir para a recomposição dos estoques globais. No entanto, a Hedgepoint ressalta que estimativas mais precisas dependerão da conclusão da fase de enchimento dos grãos, entre dezembro e março, período em que o mercado permanece sensível a eventuais adversidades climáticas. “O sentimento recente ficou mais baixista diante da perspectiva de maior produção brasileira e da remoção da maioria das tarifas dos EUA sobre o café brasileiro, ainda que a condição dos estoques e menor exportações brasileiras possam trazer suporte no curto prazo”, diz.

Segundo Laleska Moda, as lavouras encontram-se atualmente na fase de enchimento dos grãos, e novas revisões das estimativas devem ser divulgadas entre março e abril, quando será possível avaliar os rendimentos de processamento com maior precisão. “A safra 2026/27 deve marcar um ponto de inflexão para o mercado. Vemos o arábica entre 46,5 e 49,0 milhões de sacas e o conilon entre 24,6 e 25,4 milhões. Apesar do recuo natural no conilon após um ciclo histórico, a expansão de áreas e a regularidade das chuvas sustentam um quadro positivo. Até ser concluída a fase do enchimento dos grãos, os preços seguirão sensíveis ao clima no Brasil e aos níveis dos estoques nos destinos, o que pode gerar janelas de volatilidade e oportunidades”, explica.





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Pastagens mantêm desenvolvimento compatível com o período



Manejo ajustado impulsiona crescimento das pastagens



Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1) aponta que o período recente foi marcado por ajustes no manejo das pastagens no Rio Grande do Sul, principalmente em relação à entrada dos animais e ao tempo de permanência nos piquetes. As decisões foram influenciadas pela resposta das forrageiras às condições de umidade e temperatura observadas nas diferentes regiões. De forma geral, houve recuperação do campo nativo, com manutenção do crescimento, e o desenvolvimento das pastagens cultivadas e naturais manteve-se compatível com a época do ano. Segundo o levantamento, os produtores deram continuidade às adubações de cobertura conforme a disponibilidade de umidade no solo.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as áreas semeadas na primeira quinzena de novembro atingiram altura adequada para a entrada dos animais. O informativo registra rebrote expressivo nas áreas de campo nativo manejadas de forma apropriada, com aumento da capacidade de suporte animal, acompanhado por melhora na disponibilidade e no valor nutritivo da forragem.

Em Caxias do Sul, parte das pastagens cultivadas implantadas de forma antecipada alcançou altura considerada adequada para o pastejo. As pastagens perenes, especialmente de tifton, apresentaram oferta de matéria seca associada à rebrota. Nos campos nativos e nos campos nativos melhorados, a qualidade da forragem favoreceu o desempenho dos animais, enquanto áreas melhoradas com introdução de espécies exóticas, como trevos, permitiram maior produção de massa verde e suportaram lotações superiores às observadas nos campos nativos.

Nas regiões administrativas de Erechim, Frederico Westphalen e Soledade, as pastagens perenes e as anuais de verão apresentaram desenvolvimento compatível com o período, possibilitando a realização de pastejos. Já em Santa Rosa, o desenvolvimento vegetativo foi impulsionado pela umidade do solo, resultado de chuvas mais frequentes e bem distribuídas, o que favoreceu a emissão de novas folhas e de perfilhos, com maior densidade e uniformidade da cobertura vegetal.

De acordo com o informativo, os produtores também adotaram estratégias de manejo do rebanho, com ajustes nas alturas de entrada e saída dos animais nos piquetes, com o objetivo de evitar o sobrepastejo e estimular a rebrota uniforme das gramíneas.





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IAC se despede do pesquisador conhecido por ser o pai do Feijão Carioca



Pesquisador responsável pelo feijão Carioca, Luiz D’Artagnan, faleceu



Foto: Divulgação

Com pesar, o Instituto Agronômico (IAC) comunica o falecimento do pesquisador aposentado Luiz D’Artagnan de Almeida, ocorrido em 2 de janeiro de 2026. Ele foi o responsável pela avaliação e difusão do feijão Carioca, que revolucionou a mesa dos brasileiros.

D’Artagnan, como era conhecido, ingressou em 1967 no IAC, vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, onde trabalhou até a aposentadoria, em 2002. O pesquisador atuou na antiga Seção de Leguminosas.

Em 1966, o engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes, então chefe da Casa de Agricultura, da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), enviou grãos listrados de feijão, que viriam a ser popularmente conhecidos como feijão Carioca. O material foi analisado pelos pesquisadores D’Artagnan, Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho. Eles foram os responsáveis pelas primeiras avaliações agronômicas e culinárias do material.

Em 1969, a variedade Carioca foi oficialmente lançada, sob a responsabilidade direta do pesquisador D’Artagnan, sendo incluída no projeto de produção de sementes básicas da CATI.

 Na década de 1970, iniciou-se o Programa de Melhoramento Genético do Feijão. A variedade carioca tornou-se a preferida pelos brasileiros, representando 66% do consumo nacional. Esse resultado do IAC revolucionou o mercado de feijão em qualidade e produtividade.

Por sua contribuição científica, o pesquisador ficou carinhosamente conhecido como o “pai do Carioquinha” e recebeu diversas homenagens.





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Lula diz que premiê da Itália pediu mais tempo para aprovar acordo UE-Mercosul


Logotipo Reuters

 

Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA, 18 Dez (Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, nesta quinta-feira, e ouviu que o governo italiano não é contrário ao acordo entre União Europeia e Mercosul, mas precisa de um tempo para convencer os agricultores de seu país.

“Na conversa com a primeira-ministra Meloni, ela ponderou para mim que não é contra o acordo, ela apenas está vivendo um certo embaraço político por conta dos agricultores italianos, mas que ela tem certeza que é capaz de convencê-los a aceitar o acordo”, disse Lula em entrevista coletiva, em Brasília.

Na quarta-feira, o governo italiano se uniu à França e pediu um adiamento da votação do acordo no Conselho Europeu, marcada para esta quinta, e praticamente inviabilizou a assinatura do acordo no próximo sábado, em Foz do Iguaçu, como estava previsto.

“Ela então me pediu, se a gente tiver paciência de uma semana, de dez dias, de no máximo um mês, a Itália estará junto com o acordo. Eu disse para ela que vou colocar o que ela me falou na reunião do Mercosul e vou propor aos companheiros decidir o que querem fazer.”

De acordo com uma fonte presente ao telefonema, a primeira-ministra italiana deixou claro a Lula que a posição italiana é diferente da francesa, e a Itália apoia o acordo, e garantiu que deve conseguir apaziguar as questões locais.

Na quarta-feira, em discurso na reunião ministerial, o presidente mostrou irritação com mais um adiamento e ameaçou não assinar o acordo enquanto estiver no cargo.

“Está difícil, porque a Itália e a França não querem fazer por problemas políticos internos”, disse.

“Eu já avisei para eles: se a gente não fizer agora, o Brasil não fará mais acordo enquanto eu for presidente. É bom saber. Faz 26 anos que a gente espera esse acordo”, afirmou. “Eu vou a Foz do Iguaçu na expectativa de que eles digam sim e não digam não. Mas também, se disserem não, nós vamos ser duros daqui para frente com eles, porque nós cedemos a tudo que era possível a diplomacia ceder.”

Depois dessa fala, contou a fonte, assessores de Meloni passaram a fazer contatos com o Palácio do Planalto para amenizar a situação e decidiu-se pelo contato direto entre os dois presidentes. Há, agora, uma expectativa concreta do governo brasileiro de que o acordo possa de fato ser assinado em janeiro.

Depois da fala do presidente, Meloni afirmou, em uma nota oficial, que a Itália está pronta para apoiar o acordo assim que as questões relacionadas com a agricultura fossem resolvidas, o que poderia ser feito em pouco tempo.

Por causa das regras da UE, é necessária a aprovação do acordo por pelo menos 15 países e representação de pelo menos 65% da população do bloco. Sem a Itália, França, Polônia e Hungria, países contrários ao acordo, o mínimo necessário não é atingido, o que torna os italianos fiéis da balança.

Os europeus pretendiam colocar o acordo em votação esta semana, e estava prevista a vinda a Foz do Iguaçu da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa. Ambos ainda não confirmaram que não virão, mas não são mais esperados pelo governo brasileiro, que preside o bloco até o sábado.





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Boi gordo recua no início na semana em São Paulo


A análise divulgada na segunda-feira (5) pelo informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, indica recuo na cotação do boi gordo em São Paulo no início da semana. Segundo o levantamento, os negócios foram limitados, mas os frigoríficos que iniciaram as compras observaram aumento da oferta em relação ao fim do ano, o que abriu espaço para ofertas abaixo da referência. Com esse movimento, a cotação do boi gordo registrou queda de R$ 2,00 por arroba. A Scot Consultoria informa que a escala média de abate estava em oito dias.

Em Alagoas, o cenário foi de estabilidade, com manutenção das cotações em todas as categorias, de acordo com a consultoria.

No mercado atacadista de carne com osso, a última semana do ano apresentou bom volume de vendas no varejo, ainda influenciado pelas confraternizações de fim de ano, que se estenderam até o último fim de semana. Mesmo com parte dos frigoríficos em recesso, houve valorização das carcaças casadas. A cotação da carcaça casada do boi capão avançou 0,7%, o equivalente a R$ 0,15 por quilo, enquanto a do boi inteiro subiu 1,7%, ou R$ 0,35 por quilo. A carcaça da vaca teve alta de 1,3%, com acréscimo de R$ 0,25 por quilo, e a da novilha registrou aumento de 0,7%, correspondente a R$ 0,15 por quilo.

Entre as proteínas concorrentes, o informativo aponta que a cotação do frango médio subiu 1,1%, com acréscimo de R$ 0,08 por quilo, enquanto o suíno especial apresentou recuo de 0,7%, com queda de R$ 0,10 por quilo.

O relatório também destaca o vencimento do contrato futuro do boi gordo na B3 em dezembro de 2025. No último dia útil do mês, 30 de dezembro, ocorreu a liquidação do contrato BGIZ25. De acordo com o indicador da B3, a arroba foi cotada a R$ 319,61. O indicador do Cepea encerrou em R$ 318,81 por arroba, enquanto o indicador do boi gordo da Scot Consultoria ficou em R$ 320,57 por arroba.





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Frente fria no Sudeste deve agravar cenário de temporais no campo


O Brasil começou 2026 sob a influência da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), sistema responsável por episódios severos de chuva. Segundo o Inmet, as regiões Sudeste, Centro-Oeste e parte do Norte e Nordeste devem enfrentar acumulados intensos, com riscos para produtores e infraestrutura rural.

A virada do ano trouxe consigo o primeiro episódio confirmado da ZCAS em 2026 — o sétimo da temporada primavera/verão 2025/2026 —, com potencial para chuvas persistentes e tempestades severas entre os dias 3 e 9 de janeiro. O alerta foi divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que aponta acumulados superiores a 250 mm ao longo da atuação do sistema.

As chuvas mais intensas se concentram em áreas estratégicas para o agro: Sudeste, Goiás, Distrito Federal e oeste da Bahia. Nessas regiões, o transporte de umidade da Amazônia, associado à umidade em médios níveis da atmosfera, favorece a formação de tempestades localizadas, com risco de granizo e rajadas de até 100 km/h.

De acordo com os modelos meteorológicos do Inmet, regiões como o Vale do Paraíba (SP), a Serra Fluminense, o sul e a Zona da Mata de Minas Gerais e o sul do Espírito Santo devem registrar os maiores volumes: até 100 mm em apenas 24 horas. A previsão inclui riscos para áreas de encostas, rodovias e lavouras em colheita.

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A chegada de uma frente fria ao litoral paulista nesta sexta-feira (2/01) tende a potencializar os temporais. O sistema se acopla ao corredor de umidade proveniente da Amazônia, intensificando as chuvas sobre o Centro-Oeste e Sudeste. A persistência dessa configuração mantém elevado o risco de inundações e prejuízos na zona rural.

Além das áreas sob influência direta da ZCAS, o Sul e o Norte do país também devem registrar instabilidades. No Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, os volumes podem se aproximar dos 100 mm em um único dia, com ventos de até 100 km/h. No Norte, estados como Amazonas, Rondônia e sul do Tocantins entram na rota da chuva contínua.

A atuação prolongada da ZCAS é uma preocupação adicional. Segundo o Inmet, o sistema deve manter uma extensa faixa de instabilidade até pelo menos 9 de janeiro, exigindo atenção redobrada de produtores rurais quanto ao planejamento de colheita, aplicação de insumos e escoamento da produção. O alerta inclui também cuidados com infraestrutura agrícola e segurança em áreas alagáveis.





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Produtores investem em kiwi com cultivares tolerantes



Kiwi busca recuperação após perdas por fungo



Foto: Divulgação

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1) aponta que a produção de kiwi enfrenta dificuldades na região administrativa de Caxias do Sul, especialmente no município de Farroupilha. Segundo o levantamento, o principal fator limitante tem sido a incidência do fungo Ceratocystis fimbriata, que “dizimou uma área considerável da cultura”.

Apesar do impacto, o informativo registra avanços no enfrentamento do problema. De acordo com a Emater/RS-Ascar, “tem sido possível cultivar com manejo sanitário adequado e com cultivares mais tolerantes para se obter frutos de qualidade”. O documento destaca que esforços conjuntos de órgãos de pesquisa, instituições públicas e privadas e da própria Emater/RS-Ascar têm incentivado a retomada da cultura na região.

Ainda conforme o informativo, a produção de kiwi é vista como alternativa de diversificação e geração de renda nas propriedades, motivo pelo qual as instituições seguem estimulando os produtores a investir na atividade, com foco em práticas sanitárias e materiais genéticos mais adaptados às condições locais.





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Erro de risco expõe limites do crédito no campo



A conta também não fechou do ponto de vista financeiro


Outro fator estrutural foi a distância entre a lógica do mercado de capitais e a organização
Outro fator estrutural foi a distância entre a lógica do mercado de capitais e a organização – Foto: Pixabay

O mercado de crédito agrícola passou por uma fase de forte expansão nos últimos anos, impulsionada por expectativas otimistas sobre preços, margens e capacidade de pagamento do produtor rural. Segundo análise de Alexsandro Rebello Bonatto, especialista em Crédito & Trade Finance, esse movimento foi marcado menos por falha de diagnóstico e mais por um erro relevante na calibração do risco envolvido.

Entre 2021 e 2022, o ambiente de commodities valorizadas estimulou o crescimento acelerado de instrumentos como FIAGROs e CRAs, com projeções baseadas no pico do ciclo. A virada ocorreu a partir do fim de 2022, quando a queda nos preços de soja e milho, combinada à manutenção de custos elevados, reduziu drasticamente as margens. Nesse cenário, a inadimplência do crédito rural saltou de 0,59% em janeiro de 2023 para 11,4% em outubro de 2025, evidenciando o descompasso entre expectativa e realidade.

Outro fator estrutural foi a distância entre a lógica do mercado de capitais e a organização do campo brasileiro, majoritariamente familiar. A exigência de governança corporativa, dados padronizados e compliance rígido encontrou limitações em um universo no qual mais de 99% dos produtores não possuem estruturas compatíveis. A migração do CPF para o CNPJ, estimulada como solução, acabou desincentivada por aumento de carga tributária e custos operacionais, criando barreiras adicionais de transparência.

A conta também não fechou do ponto de vista financeiro. Com a redução do crédito subsidiado, produtores recorreram a linhas de mercado com juros nominais em torno de 15% ao ano e custo efetivo total que podia alcançar 30% ou 40%, cenário incompatível com um setor de margens estreitas e alto risco climático. A pressão se intensificou com o avanço das recuperações judiciais, que mostraram lentidão na execução de garantias e frustração da liquidez esperada.

O ajuste em curso aponta para maior seletividade, foco em governança efetiva, fortalecimento de garantias fundiárias e estruturas com mecanismos de proteção de perdas. O crédito agrícola entra em uma fase mais madura, na qual compreender as particularidades do campo passa a ser condição essencial para a sustentabilidade do financiamento.

 





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Manejo integrado transforma controle de pragas na soja



“Na prática, o MIP envolve acompanhar a lavoura de perto”


“Na prática, o MIP envolve acompanhar a lavoura de perto"
“Na prática, o MIP envolve acompanhar a lavoura de perto” – Foto: Arquivo Agrolink

O controle de insetos na lavoura de soja passa por mudanças importantes com a adoção do Manejo Integrado de Pragas, modelo que prioriza decisões técnicas e uso racional de insumos. A estratégia busca equilibrar produtividade e sustentabilidade ao orientar o agricultor a intervir apenas quando o nível de infestação representa risco econômico à cultura.

O sistema se baseia no acompanhamento constante da lavoura, identificação correta das pragas e definição do momento adequado para o controle. Lagartas e percevejos estão entre os principais insetos que afetam a soja desde a fase inicial até a colheita. Para isso, o uso de armadilhas e amostragens permite avaliar a necessidade real de aplicação, a escolha do produto mais eficiente e a dose correta indicada em bula, evitando excessos e falhas no manejo.

“Na prática, o MIP envolve acompanhar a lavoura de perto, identificar corretamente as pragas e definir o momento certo para agir. Entre os principais insetos que atacam a soja estão lagartas e percevejos, que podem causar prejuízos desde a germinação até a colheita. O uso de armadilhas e coletas de amostras são passos importantes que orientam o agricultor a usar produtos eficazes, na dose certa (conforme a recomendação da bula) e somente quando necessário. Essa combinação de métodos aumenta a eficiência do manejo e ajuda a evitar falhas no controle”, destaca Hudslon Huben, gerente de efetividade e acesso ao mercado da ORÍGEO.

De acordo com a Embrapa, o Manejo Integrado de Pragas reduz o número de pulverizações ao longo da safra, diminui custos e contribui para retardar o desenvolvimento de resistência dos insetos. O modelo também amplia a proteção de polinizadores e de organismos benéficos, preservando recursos naturais e a biodiversidade no entorno das áreas cultivadas.

“Como cada produto age de um jeito diferente, eles são importantes para variar o uso de inseticidas do MIP, evitando que as pragas criem resistência e garantindo controle mais eficiente ao longo da safra. Por isso, incluir insumos eficazes no manejo ajuda o produtor a combater as principais pragas da soja com mais segurança e bons resultados”, comenta o especialista.

 





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