quarta-feira, março 11, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil e Paquistão fortalecem cooperação rural


Na manhã desta quarta-feira (10), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) recebeu, no Centro de Desenvolvimento de Recursos Humanos (CDRH), em Brasília (DF), representantes do governo da República Islâmica do Paquistão, país da Ásia Meridional, para uma visita institucional, a fim de conhecer as políticas públicas para abastecimento, alimentação e de inteligência executadas pela Companhia.

Na ocasião, o encontro foi aberto com a apresentação institucional do chefe-geral da Coordenadoria de Relações Internacionais, Marisson Marinho, que exibiu uma panorama geral sobre a Companhia, sua atuação e resultados alcançados. Em seguida, foi a vez da assistente da Superintendência de Gestão de Oferta, Sued Wilma Caldas Melo, que abordou a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), como uma ferramenta para garantir a produção agrícola brasileira e também para a formação de estoques públicos do Brasil.

O superintendente de Logística Operacional, Thomé Luiz Freire Guth, ministrou sobre o sistema logístico brasileiro, abrangendo assuntos como transporte e armazenamento no país. Por fim, o superintendente da Agricultura Familiar, Ênio Carlos Mourão de Souza, palestrou sobre as compras públicas da agricultura familiar e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

A delegação, composta por dez representantes do governo da província do Baloquistão que atuam nas áreas de agricultura, proteção social e nutrição, requisitou a estatal brasileira uma sessão com representantes da Conab sobre o tema “Gestão estratégica de estoques alimentares e abastecimento agrícola no Brasil”, que explorou como a gestão estratégica do Brasil em relação aos estoques de alimentos e ao abastecimento agrícola, revelando como esses mecanismos contribuem para a estabilização dos mercados e para a garantia da soberania e segurança alimentar e nutricional nacional.

A proposta é que os participantes conheçam melhor o arcabouço operacional da Companhia e compreendam com mais detalhes seu impacto na redução da pobreza, combate à fome e no apoio à agricultura familiar brasileira, com o objetivo de fortalecer as capacidades técnicas e institucionais do Paquistão por meio do aprendizado das práticas brasileiras em desenvolvimento rural, ampliando o diálogo sobre políticas e estimulando parcerias. Para isso, o programa percorre áreas temáticas essenciais — como agricultura sustentável, gestão hídrica, redução da pobreza, fortalecimento institucional, empoderamento de mulheres e jovens, adaptação climática e segurança alimentar — promovendo a troca estruturada de conhecimentos e experiências. Espera-se que, a partir desse encontro, seja gerada a identificação de modelos adaptáveis ao contexto paquistanês, a fim de aprimorar a compreensão sobre a formulação e execução de programas eficazes, apoiar a criação de novas estratégias públicas e consolidar vínculos duradouros entre instituições brasileiras e paquistanesas, impulsionando futuras ações conjuntas de desenvolvimento rural.

A visita da delegação paquistanesa aconteceu ao Brasil entre os dias 02 e 10 desse mês, com visitas técnicas pela Região Nordeste e reuniões institucionais em Brasília (DF), e faz parte da “Promoção do Desenvolvimento Rural Sustentável: Um intercâmbio de Cooperação Sul-Sul e Triangular entre o Brasil e o Paquistão”, uma iniciativa conjunta entre o Governo do Brasil, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Programa Mundial de Alimentos (WFP). Essa troca de experiências é feita no âmbito da Cooperação Sul-Sul e Triangular (SSTC) e é um mecanismo importante para promover a colaboração entre países em desenvolvimento, pois permite que os países compartilhem conhecimentos, experiências e tecnologias para enfrentar desafios comuns de desenvolvimento, ao aproveitar os pontos fortes e as abordagens bem-sucedidas uns dos outros, a fim de trabalhar em prol do desenvolvimento sustentável e da redução da pobreza.

No Brasil, a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE) tem a função de coordenar a Cooperação Técnica e Humanitária por meio de diferentes modalidades. A Cooperação Sul-Sul Trilateral (CSST) com organizações internacionais, especialmente no âmbito da parceria com o FIDA, o WFP e a FAO, são estratégicas para alcançar resultados concretos e escaláveis para o Sul Global, por se tratar de uma abordagem valiosa que apoia a disseminação de soluções eficazes e o fortalecimento de parcerias para alcançar a transformação rural e a segurança alimentar e nutricional.

Além disso, com o objetivo de impulsionar a Cooperação Sul-Sul Trilateral, o governo brasileiro tem incentivado uma abordagem conjunta, integrada e sinérgica com organizações internacionais para enfrentar os desafios da Segurança Alimentar e Nutricional. Nesse contexto, um intercâmbio entre o Brasil e o Paquistão visa aprimorar o desenvolvimento rural por meio do aprendizado mútuo e de benefícios recíprocos. Essa iniciativa combina a experiência do Brasil na implementação de programas de desenvolvimento rural, a expertise do FIDA em desenvolvimento agrícola e o trabalho do WFP em segurança alimentar e nutrição.

Ao mesmo tempo em que oferece percepções valiosas para o Paquistão, que busca adaptar e implementar iniciativas semelhantes para fortalecer seu setor agrícola e melhorar a segurança alimentar e nutricional, esse intercâmbio colaborativo também fornece uma plataforma para o Brasil obter novas perspectivas e refinar suas próprias estratégias por meio do diálogo horizontal e do compartilhamento de melhores práticas, estruturas políticas e inovações técnicas com o Paquistão, aumentando ainda mais a capacidade de todas as instituições participantes e partes interessadas envolvidas no desenvolvimento rural.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

MT conclui plantio da soja após ritmo afetado por estiagem



Projeções de chuva podem reduzir impacto da estiagem



Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (8), a semeadura da soja da safra 2025/26 atingiu 100% dos 13,01 milhões de hectares projetados em Mato Grosso na última sexta-feira (5). O avanço semanal foi de 0,31 ponto percentual. O Imea informou que o início dos trabalhos ocorreu em ritmo acelerado, “o mais rápido dos últimos cinco anos”, favorecido pelos acumulados de chuva no começo do período.

No entanto, o instituto destacou que o fim de outubro foi marcado por estiagem e temperaturas elevadas, o que gerou preocupação sobre o desenvolvimento das lavouras. Conforme o Imea, esse cenário reduziu o ritmo das atividades e manteve o indicador abaixo da média histórica recente. As regiões Centro-Sul, Nordeste e Sudeste foram as mais impactadas pela irregularidade das precipitações, o que retardou a conclusão dos trabalhos e levou essas áreas a encerrarem a semeadura somente na última semana.

O Imea também informou que, para as próximas semanas, as projeções do NOAA indicam acumulados de 65 a 75 milímetros na maior parte do estado. Segundo a análise, esse volume pode ajudar a mitigar os efeitos iniciais da estiagem sobre as lavouras.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Plantio de soja avança no Oeste da Bahia



Apesar do cenário positivo, o clima úmido favorece o surgimento de pragas



Foto: Pixabay

A semeadura da soja na safra 2025/26 entra na reta final no Oeste da Bahia, com 97,9% da área estimada de 2,218 milhões de hectares já concluída. O avanço expressivo, segundo dados divulgados pela Aiba, foi favorecido pelas chuvas abundantes de novembro, que garantiram boa emergência e desenvolvimento inicial das lavouras.

Apesar do cenário positivo, o clima úmido favorece o surgimento de pragas e doenças. A Aiba alerta para o aumento da pressão de percevejos, lagartas do gênero Spodoptera e mosca-branca, especialmente em núcleos produtivos mais adensados. A ferrugem asiática, principal doença da cultura, também demanda ações preventivas com urgência.

A produtividade média projetada para a soja é de 68 sacas por hectare, mantendo o mesmo nível da safra anterior, com estimativa de produção total em 9,049 milhões de toneladas.

Do ponto de vista econômico, 40% da safra 2025/26 já foi comercializada até 30 de novembro, com valor médio de R$ 127,00 por saca. O ritmo está abaixo do registrado no mesmo período da temporada anterior, que fechou com 99% de comercialização. Regionalmente, os maiores incrementos de área cultivada ocorreram nas regiões 03 e 04, com crescimentos de 9,9% e 16%, respectivamente. A única queda foi observada na região 05 (-16%).

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de milho recuam 30% em novembro



MT exporta menos milho e prioriza mercado doméstico



Foto: Pixabay

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (8), os dados da Secretaria de Comércio Exterior referentes a novembro de 2025 mostram que Mato Grosso embarcou 2,77 milhões de toneladas de milho no período. O volume representa queda de 30,92% em relação a outubro e recuo de 9,60% frente ao mesmo mês do ano anterior. De acordo com o instituto, “no acumulado da temporada 2024/25, de julho a novembro, o estado exportou 16,46 milhões de toneladas, queda de 13,08% em relação ao mesmo período de 2024”.

O Imea aponta que a redução está ligada ao aumento da oferta global do cereal, impulsionado pelo crescimento da produção projetado em países que vêm registrando bom desempenho na atual temporada. O instituto avalia que, apesar do menor volume exportado, houve elevação mensal tanto na paridade de exportação quanto na CME Group, com altas de 4,72% e 2,10%.

O levantamento destaca ainda que, mesmo com essas variações, o mercado interno se manteve mais competitivo. Conforme o Imea, “diante da maior firmeza do mercado doméstico, o preço da saca em Mato Grosso permaneceu mais atrativo que o valor praticado no mercado externo”, o que levou produtores a direcionar as vendas ao mercado interno.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Instabilidades elevam risco de alagamentos no fim de semana


De acordo com informações do Meteored, um ciclone extratropical atua sobre a Região Sul e provoca chuvas intensas, tempestades, rajadas de vento e queda de granizo em áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O sistema, somado ao transporte de umidade da Região Norte, deve manter o avanço de precipitações no centro-sul do país nos próximos dias, com acumulados que podem ultrapassar 200 milímetros no oeste do Paraná até domingo (14).

O Meteored informa que, na quinta-feira (11), o tempo volta a ficar firme, com muitas nuvens no Sul e em São Paulo. Chuvas fracas e isoladas ainda são previstas no Centro-Oeste e no Rio de Janeiro, enquanto em Minas Gerais e Espírito Santo podem ocorrer pancadas de chuva à tarde. As rajadas de vento permanecem acima dos 60 km/h no Sudeste e no leste do Sul, podendo atingir 90 km/h no litoral norte do Rio Grande do Sul e no leste de Santa Catarina.

A partir da sexta-feira (12) pela manhã, o Meteored aponta que um novo fluxo de umidade da Região Norte intensifica novamente as chuvas no Sul, com possibilidade de elevados volumes em curto período e tempestades isoladas. As áreas com maior risco incluem Mato Grosso do Sul, Paraná — especialmente a faixa oeste — e São Paulo. Minas Gerais também pode registrar pancadas isoladas.

A tendência para o fim de semana, segundo o Meteored, é de intensificação das instabilidades em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Sudeste, devido ao fortalecimento do fluxo de umidade. Entre sábado (13) e domingo (14), são esperadas chuvas intensas e tempestades, principalmente entre a tarde e o início da noite, com risco de alagamentos em áreas urbanas.

O centro-sul do país deve registrar acumulados acima de 100 milímetros até o fim de semana. Até as 21h de domingo (14), os volumes ultrapassam 120 milímetros no centro-sul do Rio Grande do Sul, norte de Santa Catarina, Paraná, centro-sul de São Paulo e centro-leste de Mato Grosso do Sul, com destaque para o oeste paranaense, onde podem atingir 200 milímetros. Entre os acumulados previstos, o Meteored aponta 122 mm em Dourados, 110 mm em Presidente Prudente, 126 mm em Bauru, 183 mm em Ourinhos, 173,4 mm em Itapeva, 120,5 mm em Itaiópolis, 120,3 mm em Luiz Alves, 214,7 mm em Maringá, 223,8 mm em Campo Mourão, 178,2 mm em Cianorte e 187,4 mm em Colorado. O Meteored ressalta que o solo saturado aumenta o risco de alagamentos e deslizamentos.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho verão se aproxima da conclusão com 98,8% da área plantada



A produtividade média esperada é de 187 sacas por hectare



Foto: Nadia Borges

O plantio do milho verão no Oeste da Bahia praticamente se encerrou, atingindo 98,8% dos 120 mil hectares previstos para a safra 2025/26, conforme levantamento da Aiba. A janela de plantio foi marcada por variações climáticas entre microrregiões, mas não impediu o avanço do calendário agrícola.

A produtividade média esperada é de 187 sacas por hectare, com uma produção estimada em 1,346 milhão de toneladas, volume 14,3% superior ao da safra anterior. A expansão de área reflete um cenário de maior confiança no cereal, impulsionado por preços e pela demanda interna.

Nas áreas mais precoces, os produtores já direcionam esforços ao controle de pragas, como lagartas do gênero Spodoptera e cigarrinhas, estas últimas associadas aos enfezamentos que comprometem o desempenho das lavouras. A Aiba recomenda adoção de práticas integradas de manejo para reduzir os impactos desses agentes.

A comercialização da safra 2025/26 atingiu 38% até o fim de novembro, com valor médio de R$ 62,00 por saca. Apesar de ainda abaixo do pico da temporada anterior, o desempenho reflete estabilidade de mercado e boas perspectivas.

Outro ponto de destaque é o milho irrigado (segunda safra), que teve sua estimativa de área revista de 25 mil para 75 mil hectares com base em dados geoespaciais validados pela Aiba, mantendo produtividade média de 190 sacas por hectare e produção estimada em 855 mil toneladas.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Clima favorece produção de algodão na Bahia



Até o início de dezembro, o ritmo de plantio seguia dentro da janela



Foto: Canva

A semeadura do algodão na Bahia já cobre aproximadamente 20% dos 403 mil hectares previstos para a safra 2025/26. De acordo com a Aiba, as condições climáticas atuais são favoráveis ao avanço das operações nos próximos dias.

Em relação à safra passada, houve uma redução de 2,4% na área total cultivada, reflexo de ajustes estratégicos dos produtores diante das oscilações de mercado e custo de produção. A produção estimada é de 2,006 milhões de toneladas, mantendo produtividade média em 332 arrobas por hectare.

A estabilidade no rendimento, apesar da redução de área, pode ser atribuída à maior tecnificação e ao planejamento agronômico nas regiões produtoras, como Luís Eduardo Magalhães e São Desidério, que concentram boa parte da produção estadual.

Até o início de dezembro, o ritmo de plantio seguia dentro da janela recomendada, o que favorece o bom estabelecimento da cultura e reduz riscos com pragas iniciais. A atenção dos produtores está voltada ao manejo adequado de solo e à nutrição inicial da lavoura. A expectativa é de que, com o avanço das chuvas e boas práticas de manejo, a cultura mantenha desempenho técnico semelhante ao das últimas safras, contribuindo para a balança comercial e a dinâmica econômica regional.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Ciclone deixa 2 milhões sem energia em São Paulo


De acordo com informações da Agência Brasil, parte do estado de São Paulo teve o fornecimento de energia interrompido após a passagem de um ciclone extratropical desde terça-feira (9). A Enel informou que 2.052.401 clientes na Região Metropolitana de São Paulo foram afetados.

Segundo a concessionária, “por causa dos ventos, em alguns pontos a rede elétrica é atingida por objetos e galhos, o que prejudica o fornecimento, além da queda de árvores”. A empresa destacou que, em São Paulo, a velocidade dos ventos alcançou 96,3 km/h, conforme dados da Defesa Civil. Segundo a Agência Brasil, o Corpo de Bombeiros registrou 514 chamados para queda de árvores na manhã desta quarta-feira (10). A distribuidora afirmou ter mobilizado 1,3 mil equipes para restabelecer o fornecimento nas áreas atendidas.

A Defesa Civil do Estado emitiu alerta para fortes rajadas de vento no fim da manhã desta quarta. Em comunicado nas redes sociais, o órgão ressaltou: “Ontem [terça-feira] o destaque foi para fortes chuvas. Hoje [quarta-feira] o destaque é para as fortes rajadas de vento que atingem todo o estado de São Paulo”. Os avisos vêm sendo reiterados desde o início da semana, quando o ciclone extratropical avançou pela região.

Segundo a Agência Brasil, a Defesa Civil registrou quedas de árvores em diversos municípios, entre eles Vera Cruz, Guareí, Ribeirão Bonito, Caieiras, Ferraz de Vasconcelos, Araçatuba, Matão, Redenção da Serra, Vargem Grande Paulista, Fernandópolis, Osasco, Guaratinguetá, Botucatu, Santa Cruz do Rio Pardo, Elisiário, Ibaté, Biritiba, Guapiara, Oscar Bressane e Barra Bonita. O Instituto Butantan informou o fechamento do Parque de Ciência devido às rajadas de vento registradas nesta quarta-feira.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Superior Tribunal de Justiça restringe direito de preferência em arrendamentos rurais


Decisão da Terceira Turma afirma que apenas o arrendatário que exerce atividade rural pessoal e diretamente é que possui assegurado o direito de preferência na compra do imóvel, reforçando a importância de contratos bem elaborados no setor

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) firmou, em recente julgamento do Recurso Especial n.º 2.140.209/SP, entendimento com grande impacto nas relações contratuais agrárias no país, especialmente, no tocante aos contratos de arrendamento rural. Segundo a decisão, o arrendatário que não possui perfil de homem do campo, ou seja, que não exerce pessoal e diretamente a atividade rural, não tem direito de preferência na aquisição do imóvel.

Ao relatar o caso, o ministro responsável destacou que o STJ já havia reconhecido, em decisões anteriores, que a mera existência de um contrato de arrendamento não garante automaticamente o direito de preferência ao arrendatário. O advogado da HBS Advogados, Roberto Bastos Ghigino, esclarece que, de acordo com o voto, o Estatuto da Terra condiciona esse benefício à figura do trabalhador rural que efetivamente cultiva a terra e cumpre sua função social. “Ainda, segundo o relator, a regulamentação do Estatuto reforça essa interpretação ao atribuir seus benefícios apenas aos que exploram a atividade rural de maneira pessoal, direta e eficiente. Nessa linha, o relator concluiu que, na ausência do direito de preferência, deve prevalecer a livre concorrência entre interessados, ficando o imóvel com quem apresentar a melhor proposta financeira”, detalha.

A decisão, embora não tenha caráter vinculante, acende um alerta no setor. Especialistas ressaltam que o posicionamento pode sinalizar uma tendência de restringir a aplicação das normas cogentes do direito agrário apenas aos produtores considerados hipossuficientes, aqueles que trabalham diretamente a terra, deixando de lado a ideia central do Estatuto da Terra, que é garantir a continuidade da exploração agrícola, a função social da propriedade e, em última instância, a segurança alimentar.

Nesse cenário, Ghigino alerta que “cresce a importância de contratos bem redigidos para assegurar direitos e evitar controvérsias. No próprio caso analisado pelo STJ, o desfecho poderia ser diferente caso o contrato de arrendamento previsse expressamente o direito de preferência do arrendatário, independentemente da aplicação das regras do Estatuto”, refere. A recomendação vale também para outros direitos previstos na legislação agrária, como o de retenção por benfeitorias e o de renovação automática do contrato, que podem ser reforçados por cláusulas contratuais claras e específicas.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de algodão crescem e retomam ritmo



China volta a liderar compra de algodão de MT



Foto: Canva

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (8), os primeiros meses do ciclo de exportações da safra 2024/25 apresentaram “volumes mais baixos registrados nos últimos anos”. No entanto, o instituto afirma que novembro de 2025 interrompeu essa tendência, ao registrar “o segundo maior volume para um mês em toda a série histórica para as exportações nacionais”, ficando atrás apenas de janeiro de 2025.

O Imea destaca que Mato Grosso respondeu por 58,37% dos embarques nacionais no período, com 234,93 mil toneladas. O relatório aponta ainda que “a China voltou a liderar as exportações de algodão do estado, com 52,48 mil t”, fato que não ocorria desde novembro de 2024.

Por fim, o documento da Secex indica “perspectiva positiva em relação ao cenário futuro da demanda pelo algodão mato-grossense”, após um início de ciclo mais lento, e reforça a expectativa de um novo recorde nas exportações de pluma.





Source link