quarta-feira, março 11, 2026

Política & Agro

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Disponibilidade cai para níveis pré-gripe aviária; preços sobem



Preços dos produtos avícolas vêm subindo nos últimos meses


Foto: Divulgação

Dados divulgados nesta semana pelo IBGE e analisados pelo Cepea confirmam a redução na disponibilidade interna de carne de frango entre agosto e setembro, para níveis pré-gripe aviária. Segundo o Centro de Pesquisas, a retomada gradativa dos embarques brasileiros da proteína contribuiu para enxugar a oferta doméstica.

Como resultado, levantamentos do Cepea mostram que os preços dos produtos avícolas vêm subindo nos últimos meses. Entre agosto e setembro, a disponibilidade interna foi de 111 milhões de quilos de carne de frango, bem próxima ao volume registrado antes da confirmação do caso de gripe aviária, de 110 milhões de kg entre janeiro e abril/25 – números do IBGE. No ponto mais alto das restrições às exportações nacionais, em maio, a disponibilidade interna superou as 123 milhões de quilos. Os dados se referem ao estado de São Paulo. 





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Olivais crescem com clima favorável e manejo técnico



Olivicultura registra progresso em Pelotas e Bagé



Foto: Pixabay

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (11) aponta avanço no desenvolvimento dos olivais nas regiões administrativas de Pelotas e Bagé. Segundo o boletim, as condições recentes de clima quente e seco, aliadas ao inverno considerado favorável, resultaram em pomares “em excelente estado e com ótima carga de frutos”.

Na região de Pelotas, os técnicos informam que os pomares seguem na fase de desenvolvimento, com frutos em diferentes estágios conforme a cultivar. O documento relata que “a sanidade está muito boa”.

No território de Bagé, os olivais locais e dos municípios próximos também registram avanço, especialmente na fase de endurecimento do caroço. A Emater/RS-Ascar destaca que produtores realizam aplicações de fungicidas “nas áreas que sofreram forte pressão de antracnose durante os meses de setembro e outubro”, mesmo em cenário de clima seco nas últimas semanas, com o objetivo de proteger os frutos.

O monitoramento da lagarta-da-oliveira segue ativo na região, com “baixas ocorrências” relatadas. A instituição acrescenta que, em razão do aumento da demanda nutricional na fase de formação dos frutos, estão sendo feitas adubações foliares com potássio. O boletim afirma que o potencial produtivo dos pomares é considerado satisfatório, “com exceção das áreas atingidas pela deriva de herbicidas hormonais”, que afetam o processo de frutificação.

Entre os dias 3 e 6 de dezembro foi realizado o Seminário Binacional de Olivicultura do Bioma Pampa, que integrou o 6º Encontro Estadual de Olivicultura e o 1º Simpósio Nacional de Olivoturismo. Segundo o informativo, “um grande público prestigiou a programação”, que incluiu painéis técnicos, visitas a pomares, inauguração de um lagar e minicurso de degustação, análise sensorial de azeites e harmonização gastronômica.





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Falta de chuva afeta lavouras de mandioca



Estresse hídrico e fitossanidade marcam ciclo da mandioca



Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (11) apontou diferentes cenários para a cultura da mandioca no Rio Grande do Sul. Na região administrativa de Santa Rosa, técnicos registraram novos sinais de estresse hídrico nas lavouras após a metade da semana.

Segundo o documento, “os produtores aguardam a ocorrência de chuvas na região para retomar a capina mecânica das áreas e evitar estresse maior pela mobilização de solo no entorno das raízes das plantas”. O preço do quilo congelado no varejo varia entre R$ 5,50 e R$ 8,00.

Na região de Lajeado, em São Sebastião do Caí, a colheita está na fase final, com cerca de 5% da área ainda a ser retirada. As lavouras implantadas em setembro apresentam desenvolvimento considerado adequado e seguem recebendo os manejos indicados. O informativo destaca que houve “redução da área total nesta safra”, embora o ciclo siga dentro da normalidade. Do ponto de vista fitossanitário, foram observadas podridões radiculares e na base do caule, de forma localizada, principalmente em áreas com maior umidade ou drenagem insuficiente. A comercialização permanece estável, com preços entre R$ 30,00 e R$ 35,00 por caixa de 20 quilos.





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VBP do Paraná deve superar R$ 200 bilhões


Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (11) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária do Paraná deve superar R$ 200 bilhões em 2025. O órgão afirma que a estimativa é impulsionada pela “forte recuperação das lavouras paranaenses em 2025” e pelo desempenho da pecuária.

O Deral informa que a consolidação detalhada dos números será concluída nos próximos meses e que “a divulgação do valor preliminar está prevista para o final do primeiro semestre de 2026”. O cálculo envolve mais de 300 itens, muitos ainda em fase de comercialização, o que impede a definição completa dos preços médios. Ainda assim, o boletim aponta tendência de estabilidade ou ajustes pontuais.

Com base nos dados já disponíveis de culturas e cadeias produtivas que representam cerca de 70% do VBP estadual, o Deral avalia que é possível antecipar um cenário de crescimento. O documento destaca que, após a quebra registrada na safra 2023/24 devido às condições climáticas, “na safra 2024/25 o cenário se inverteu”. As culturas monitoradas devem gerar recuperação estimada em R$ 10 bilhões, somando mais de R$ 81 bilhões.

Entre os principais destaques estão soja e milho 2ª safra, com aumentos produtivos de 14% e 35%, respectivamente, e preços considerados estáveis no período. Mesmo com retração de parte das cotações nos demais grãos e nas olerícolas, o avanço da produção deve elevar o VBP dessas cadeias.

No setor pecuário, o boletim descreve que o comportamento também favorece o crescimento do VBP. Frango, bovinos, suínos, leite e ovos devem somar aproximadamente R$ 66 bilhões, o que representa incremento superior a 10% em relação a 2024. Embora haja retração inicial nos abates de bovinos, as demais espécies tendem a apresentar aumento. O Deral ressalta que “as cotações médias dos bovinos devem subir ao menos 20%”, e que o preço médio anual do leite deve encerrar 2025 acima do registrado no ano anterior.

O setor florestal, responsável historicamente por 4% a 5% do VBP estadual, ainda terá seus resultados finalizados. Os sortimentos de serraria e laminação seguem expostos às medidas tarifárias dos Estados Unidos, o que mantém o impacto final indefinido. Mesmo assim, o boletim indica que as cotações médias desses produtos estão “ligeiramente superiores às observadas em 2024”. O setor de frutas também registra aumento dos preços médios, reforçando a projeção de avanço do VBP agropecuário paranaense.





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Milho-verde ganha ritmo, mas enfrenta queda de qualidade



Calor impulsiona milho-verde, mas seca reduz qualidade



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (11), a produção de milho-verde se intensificou na região administrativa de Lajeado, especialmente em Bom Princípio. Segundo o documento, “os dias mais quentes do período favoreceram o desenvolvimento da maior parte das lavouras”.

A falta de chuva, porém, tem afetado a qualidade de parte da produção. O informativo destaca que “a ausência de precipitação, associada ao calor, reduziu o enchimento de grãos em algumas espigas”.

A Emater informa ainda que os valores de comercialização estão mais baixos neste período. A bandeja com três espigas é vendida entre R$ 2,50 e R$ 3,00 no mercado local.





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Conab libera ranking das propostas aprovadas



PAA terá 6,3 mil t de alimentos adquiridos pela Conab



Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta quinta-feira (11) a lista final de classificação das propostas apresentadas para a venda de alimentos no âmbito do Comunicado Compra Institucional nº 08/2025. Segundo a estatal, o ranking reúne “as proposições apresentadas após as análises dos técnicos”, e as organizações fornecedoras poderão consultar sua posição pelo nome da associação ou cooperativa, conforme os critérios definidos na chamada pública.

A aquisição será realizada por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra Institucional. De acordo com a Conab, os recursos utilizados para a compra serão repassados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

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A estatal prevê adquirir aproximadamente 6,3 mil toneladas de alimentos diversos. O volume será direcionado “principalmente às Cozinhas Solidárias dos estados e das capitais da região Sul e Sudeste”, além de outras unidades recebedoras do PAA em todo o país. O objetivo, segundo a Companhia, é apoiar iniciativas de segurança alimentar e nutricional. Clique aqui e acesse a lista de classificação das propostas apresentadas.

 





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Temperaturas elevadas elevam risco de doenças no pimentão



Mercado do pimentão varia entre R$ 30 e R$ 140 no RS



Foto: Pixabay

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (11) aponta que a produção de pimentão segue em ritmo regular na região administrativa de Lajeado. Em São Sebastião do Caí, a Emater informa que “as áreas de pimentão apresentam adequado desenvolvimento”. Nos cultivos protegidos, as temperaturas mais altas têm provocado casos de podridão-mole e incidência localizada de mosca-branca e ácaros, o que mantém a necessidade de monitoramento e manejo integrado.

Segundo o boletim, a oferta regional tende a aumentar neste período devido à maior entrada de pimentão proveniente da Serra e à ampliação das áreas plantadas. A expectativa é de que esse movimento pressione os valores de mercado. A caixa de 10 quilos do pimentão colorido, amarelo ou vermelho, é comercializada entre R$ 60,00 e R$ 140,00. O pimentão verde varia de R$ 40,00 a R$ 50,00, enquanto o produto de menor calibre é vendido entre R$ 30,00 e R$ 40,00.

Em Bom Princípio, a cultura está em plena colheita. De acordo com o informativo, os produtores registram “apropriado desenvolvimento dos frutos e baixa incidência de pragas e doenças”. Na localidade, a caixa de 10 quilos é comercializada entre R$ 40,00 e R$ 45,00.





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Proteção biológica garante ciclo mais saudável



Entre as alternativas disponíveis, produtores têm recorrido a soluções biológicas


Entre as alternativas disponíveis, produtores têm recorrido a soluções biológicas
Entre as alternativas disponíveis, produtores têm recorrido a soluções biológicas – Foto: USDA

A proteção biológica ao longo de todo o ciclo tornou-se peça central para manter a sanidade das lavouras, especialmente no início do desenvolvimento das plantas. Fungos responsáveis por manchas foliares permanecem nos restos culturais e encontram em períodos de alta umidade condições ideais para novas infecções, o que torna arriscado esperar pelos primeiros sintomas para iniciar o manejo.

Entre as alternativas disponíveis, produtores têm recorrido a soluções biológicas preventivas que fortalecem as plantas e reduzem o inóculo presente no campo. O uso desse tipo de tecnologia já acompanha a expansão do mercado de bioinsumos, que na safra 2024/25 somou cerca de 156 milhões de hectares tratados, avanço de aproximadamente 15% sobre a temporada anterior, segundo levantamento da CropLife Brasil com a consultoria Blink. Em faturamento, os biocontroles atingiram cerca de R$ 5 bilhões na safra 2023/24, refletindo maior confiança do campo nesse modelo de proteção.

Dentro desse movimento, a Biosphera oferece o Powerbac Inductor, formulado com Bacillus velezensis, utilizado no manejo de doenças como antracnose, ferrugem do cafeeiro, manchas foliares, alternaria, mofo-branco e cancro cítrico. O produto atua ao ativar mecanismos de resistência das plantas, produzir substâncias antifúngicas e antibacterianas e inibir a germinação de esporos, além de contribuir para uma fisiologia mais equilibrada. 

“A estratégia não pode depender de sinais visíveis de doença, o manejo biológico deve começar já no vegetativo. Aplicações de biofungicidas preventivas além de fortalecerem as plantas, reduzem o potencial de inóculo no campo”, afirma Renan Berger, engenheiro agrônomo e responsável pelo desenvolvimento de mercado da Biosphera. “Começar cedo é a chave. Proteção preventiva, bioinsumos bem posicionados e um manejo integrado robusto fazem toda a diferença ao longo do ciclo”, reforça Berger.

 





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Regra protege produtor durante análise de seguro



É comum que instituições financeiras incluam produtores em cadastros restritivos


É comum que instituições financeiras incluam produtores em cadastros restritivos
É comum que instituições financeiras incluam produtores em cadastros restritivos – Foto: Pixabay

O PROAGRO é um mecanismo de proteção ao produtor rural diante de perdas causadas por eventos climáticos e prevê regras claras para análise e pagamento de indenizações. Segundo texto de Fábio Lamonica Pereira, a legislação e as normas do Banco Central asseguram que, enquanto houver recurso pendente na Comissão Especial de Recursos, o agente financeiro não pode exigir o pagamento da operação. Quando há negativa total ou parcial da cobertura, o beneficiário pode recorrer e aguardar a decisão sem sofrer cobrança do saldo devedor.

Mesmo assim, é comum que instituições financeiras incluam produtores em cadastros restritivos ou promovam cobranças judiciais antes do fim da análise, prática considerada ilegal pelo judiciário. Em caso recente no Paraná, a Justiça extinguiu a execução de uma cédula rural porque o recurso à CER ainda não havia sido julgado, entendimento que também gerou responsabilização por danos morais e materiais. O mesmo princípio vale para seguros rurais privados vinculados ao crédito. Para o produtor, conhecer essas garantias é essencial para evitar cobranças indevidas durante o período de avaliação da cobertura.

“Assim, o judiciário continua a entender que, na pendência de decisão definitiva de pedido de cobertura de PROAGRO (ou de seguro privado), a instituição financeira não pode cobrar (nem administrativamente nem judicialmente) o débito, sob pena de extinção do procedimento de cobrança e de condenação à indenização, tanto por danos materiais quanto morais. Conhecer e exercer esses direitos é fundamental para a proteção do produtor rural, que deve buscar amparo legal diante de cobrança indevida”, conclui.

 





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Novas normas acendem alerta no campo



“A legislação mudou, os bancos mudaram”


"A legislação mudou, os bancos mudaram"
“A legislação mudou, os bancos mudaram” – Foto: Canva

A entrada em vigor de novas regras tributárias, ambientais e contratuais em janeiro de 2025 deve alterar a rotina de produtores rurais, cooperativas e empresas do agronegócio. O início do ano marca a consolidação de exigências digitais, mudanças no Funrural, revisão de contratos e novos critérios de crédito, criando um cenário de atenção imediata para a safra.

Especialistas apontam que o período será marcado por revisões urgentes de obrigações fiscais e documentais. Para o advogado tributarista e especialista em direito agrário Adriano de Almeida, sócio do Durão & Almeida, Pontes Advogados Associados, o início do ano será “um divisor de águas para quem ainda não adaptou a gestão financeira e documental da propriedade às novas exigências legais”, analisa.  

As alterações em contratos de arrendamento, parceria e compra futura também devem gerar impacto imediato, já que muitos documentos passam a exigir revisão diante de novas interpretações administrativas e judiciais. A digitalização definitiva de processos, como CNDs, notas fiscais e registros de transporte, consolida 2025 como o ano da conformidade no campo, com risco de bloqueios operacionais para quem não estiver regularizado.

Os novos critérios ambientais associados ao crédito rural, somados às exigências de rastreabilidade e mercado de carbono, tornam a organização antecipada indispensável. Segundo Adriano, “deixar ajustes para depois da virada pode resultar em perda de crédito, contratos anulados e autuações que comprometem a safra. A legislação mudou, os bancos mudaram, as fiscalizações mudaram. O produtor que entrar em janeiro sem planejamento jurídico e tributário pode perder crédito, ter contratos anulados ou sofrer autuações pesadas. O campo não tem mais espaço para improviso”, finaliza.

 





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