terça-feira, março 10, 2026

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Cotações do açúcar ampliam queda com sinalização de novas exportações pela Índia


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Os contratos futuros do açúcar aprofundaram as perdas nesta quinta-feira (8) e ampliaram o movimento baixista observado ao longo da semana. As baixas ganharam mais força após o secretário de alimentação da Índia, Sanjeev Chopra, afirmar que o governo pode autorizar novas exportações de açúcar para reduzir o excesso de oferta interna.

Em Nova Iorque, as quedas foram fortes. O março/26 recuou 0,28 cent (-1,90%) e fechou a 14,48 cents/lbp. O maio/26 perdeu 0,26 cent (-1,84%), negociado a 14,10 cents/lbp. O julho/26 caiu 0,24 cent (-1,67%) para 14,13 cents/lbp, enquanto o outubro/26 cedeu 0,22 cent (-1,49%) e encerrou a 14,48 cents/lbp.

Em Londres, o movimento foi semelhante. O março/26 reduziu US$ 6,40 (-1,51%) e terminou o dia a US$ 415,90 por tonelada. O maio/26 recuou US$ 6,40 (-1,53%), cotado a US$ 412,50 por tonelada. O agosto/26 perdeu US$ 6,10 (-1,47%) e fechou a US$ 409,10 por tonelada, enquanto o outubro/26 caiu US$ 5,80 (-1,40%) e finalizou o pregão em US$ 409,30 por tonelada.

Segundo a Reuters, o governo indiano avalia liberar excedentes para aliviar o mercado doméstico e proteger os produtores de cana de perdas financeiras. Chopra afirmou que o país precisa conter estoques elevados por meio de exportações e de uma maior destinação de açúcar à produção de etanol.

“O excedente vai prejudicar os agricultores, e isso não podemos permitir. Portanto, no interesse deles e também de todos os envolvidos, é preciso garantir que os estoques excedentes sejam contidos”, declarou o secretário, de acordo com a Reuters.

As projeções são de que a produção indiana no ciclo 2025/26, iniciado em 1º de outubro, deve crescer 18% e alcançar 30,9 milhões de toneladas. A demanda anual do mercado doméstico gira em torno de 29 milhões de toneladas, o que deixa sobra a ser manejada.

Chopra acredita que o setor deve enfrentar preços mais baixos até meados de janeiro, quando o excesso de oferta tende a se acentuar. O governo, segundo ele, deve anunciar medidas nesse período para garantir fluxo financeiro e pagamento aos produtores. Outra alternativa que etá em estudo é a elevação do preço mínimo para vendas de açúcar no mercado interno indiano.





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Déficit de armazenagem redefine mercado grãos no Brasil em meio a safra recorde


A safra brasileira de grãos continua avançando em ritmo acelerado e já ultrapassa 320 milhões de toneladas, com expectativa de um novo recorde no ciclo 2025/26. Esse crescimento, porém, não vem sendo acompanhado na mesma velocidade pela infraestrutura de armazenagem. Segundo a Conab, a capacidade estática do país fica entre 200 e 230 milhões de toneladas, o que permite guardar cerca de 2/3 da produção anual. Esse descompasso acaba influenciando diretamente a dinâmica do mercado físico e a formação de preços.

Para Yedda Monteiro, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro, a armazenagem vai além da questão estrutural. “A armazenagem não é apenas infraestrutura física. Ela representa tempo de decisão, e tempo é o ativo mais valioso no mercado de grãos. Quando a oferta entra de forma simultânea no sistema, quem não consegue esperar acaba vendendo sob pressão”, afirma.

Gargalo regional e sazonal pressiona o produtor 

Apesar de os números agregados sugerirem relativa suficiência, a realidade operacional é distinta. A produção brasileira se concentra em janelas curtas, especialmente entre março e junho, quando a colheita da soja se sobrepõe ao avanço do milho. Nesse período, armazéns já ocupados, gargalos logísticos e limitações operacionais reduzem drasticamente a capacidade efetivamente disponível.

“O déficit de armazenagem não se manifesta como ausência absoluta de espaço, mas como incapacidade funcional de absorver volumes no momento crítico. É nesse intervalo que o mercado físico ajusta preços de forma mais agressiva”, explica a analista. 

Esse efeito é ainda mais intenso em regiões altamente produtivas, onde a relação entre capacidade de armazenagem e produção pode cair para 60% ou menos no pico da colheita. Como cerca de 83% da armazenagem brasileira está fora das propriedades rurais – concentrada em cooperativas, tradings e grandes operadores – forma-se uma assimetria estrutural de poder na cadeia .

Diferencial de base (ou basis) vira termômetro real do mercado e redistribui margem

Enquanto a Bolsa de Chicago (CBOT) reflete expectativas globais, política monetária e fluxo financeiro, é o diferencial de base, também conhecido como basis que traduz a realidade local do mercado físico brasileiro. Volume disponível, logística, necessidade de caixa e capacidade de armazenagem se materializam diretamente no diferencial de preços.

“No Brasil, é o basis que revela onde o mercado realmente acontece. Em momentos de excesso de oferta, a deterioração da base funciona como um mecanismo de ajuste, forçando a saída de volume”, comenta a especialista.

Durante o pico da colheita, essa deterioração pode facilmente superar R$ 15 a R$ 25 por saca, enquanto o custo médio de armazenagem gira entre R$ 2,50 e R$ 4,00 por saca ao mês. A diferença evidencia que a venda forçada transfere margem ao longo da cadeia, penalizando o produtor que não possui estrutura própria.

“Armazenagem não cria preço, mas define quem consegue esperar. Quem tem estrutura transforma um custo fixo em preservação de margem; quem não tem, paga esse custo todos os anos, mesmo sem perceber”, completa. 

Armazenagem é ativo estratégico em cenário de crédito caro e margens pressionadas

Com juros elevados e maior seletividade no crédito, a capacidade de armazenagem ganha também uma dimensão financeira. Ao reduzir a necessidade de vendas imediatas para geração de caixa, o produtor passa a ter mais flexibilidade para planejar a comercialização ao longo do ano, combinando vendas físicas, travas financeiras e operações de hedge.

“A armazenagem permite diluir decisões no tempo e reduzir a dependência de escolhas feitas sob pressão. Ela não elimina os riscos do mercado, mas reduz sua intensidade e torna o resultado menos sensível a choques pontuais”, finaliza Yedda Monteiro. 

Nesse contexto, a estrutura de armazenagem deixa de ser apenas suporte operacional e passa a funcionar como elemento central do gerenciamento de risco. Em um mercado onde a produção segue crescendo mais rápido do que a infraestrutura disponível, quem controla o tempo da venda tende a capturar melhores preços e preservar margem, mesmo em ambientes de maior volatilidade.





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Mercados agrícolas iniciam sessão curta em Chicago



No trigo, os contratos na Bolsa de Chicago apresentam valorização


No trigo, os contratos na Bolsa de Chicago apresentam valorização
No trigo, os contratos na Bolsa de Chicago apresentam valorização – Foto: Divulgação

Os mercados agrícolas iniciam o pregão desta terça-feira em um ambiente de ajustes técnicos e influência do cenário internacional, com sessão encurtada e menor liquidez. As cotações em Chicago operam em alta para os principais grãos, refletindo movimentos de cobertura de posições por parte de fundos e fatores geopolíticos que seguem impactando o complexo de commodities, especialmente por meio do petróleo. No mercado doméstico, os preços físicos mostram variações pontuais, enquanto o câmbio permanece sem referência devido ao fechamento dos mercados no Brasil.

No trigo, os contratos na Bolsa de Chicago apresentam valorização expressiva tanto para março quanto para dezembro de 2026, com preços mais próximos das máximas do dia, indicando impulso consistente de alta. O movimento ocorre em meio à recompra de posições por fundos, após a saída recente do trigo americano. No cenário internacional, o ritmo das exportações russas segue desacelerando, ao mesmo tempo em que os preços internos do cereal na Rússia recuam. 

A soja também opera em elevação em Chicago, sustentada por fatores geopolíticos que influenciam o petróleo, apesar de fundamentos comerciais mais frágeis. As compras chinesas previstas para o ano foram cumpridas apenas parcialmente, em um contexto atribuído a razões políticas, já que a soja americana segue mais cara do que a oferta do Brasil e da Argentina. No mercado interno, os preços no Paraná apresentam estabilidade no dia, com pequenas altas no acumulado do mês, tanto no interior quanto no porto.

No milho, as cotações avançam na CBOT, acompanhando o mesmo ambiente externo observado na soja. No Brasil, os contratos futuros na B3 recuam, enquanto o mercado físico registra leve alta diária e ganho mensal. A ausência de referência cambial limita ajustes mais amplos nos preços domésticos.

 





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Calor e chuvas irregulares marcam verão no campo em 2026


A previsão climática para o trimestre de janeiro a março de 2026 indica um cenário de calor acima da média e chuvas irregulares em parte do país, com potencial impacto sobre culturas como o milho safrinha e o arroz irrigado. A análise foi divulgada pelo Meteored Brasil com base em nota técnica de previsão sazonal elaborada em cooperação entre o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/INPE), o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Segundo o documento, o período de verão é decisivo para o resultado da safra, uma vez que concentra etapas críticas de manejo, como definição de janelas de plantio, controle de pragas, uso da água e decisões de custo. A nota destaca que, entre janeiro e março, a variabilidade do tempo pode ser elevada, e a alternância entre semanas chuvosas e períodos secos tende a influenciar diretamente a produtividade e a qualidade das lavouras.

O cenário climático considera a atuação de um resfriamento no Oceano Pacífico associado a uma La Niña de fraca intensidade, além de sinais no Atlântico Tropical, fatores que condicionam a distribuição das chuvas no território nacional. De acordo com as informações, há maior chance de precipitações acima da média histórica em grande parte da Região Norte, no norte do Maranhão e do Piauí e no Rio Grande do Sul. Em contrapartida, a previsão indica maior probabilidade de volumes abaixo do normal em áreas do Nordeste e em uma faixa que abrange Tocantins, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e o nordeste de São Paulo.

Em relação à temperatura, a nota técnica aponta predominância de valores acima da média em grande parte do país. Para o setor agropecuário, esse padrão tende a elevar a evapotranspiração e acelerar a perda de umidade do solo em períodos de menor chuva, além de influenciar o ciclo das culturas e o manejo fitossanitário.

No caso do milho safrinha, o Meteored Brasil destaca que a combinação entre calor persistente e chuvas irregulares aumenta o risco de estresse hídrico, especialmente em regiões do Sudeste e do Centro do país. A análise ressalta que o risco não está associado à ausência total de precipitações, mas à sua distribuição irregular ao longo do ciclo, o que pode comprometer fases sensíveis da cultura. A recomendação técnica é que decisões de plantio e manejo considerem a necessidade de ajustes constantes, acompanhando atualizações semanais da previsão e as condições observadas no campo.

Para o arroz irrigado, o relatório indica um cenário mais favorável no Rio Grande do Sul, que aparece entre as áreas com maior probabilidade de chuva acima da média no trimestre. De acordo com a análise, esse padrão pode contribuir para a reposição hídrica e reduzir a pressão sobre reservatórios, fator considerado estratégico para a estabilidade da produção. No entanto, o documento alerta que volumes elevados de chuva também podem provocar dificuldades operacionais, como restrições de tráfego nas áreas cultivadas e maior ocorrência de eventos climáticos intensos.

A nota técnica do CPTEC/INPE e os materiais do INMET lembram que, durante o verão, sistemas atmosféricos como a Zona de Convergência do Atlântico Sul podem organizar períodos prolongados de chuva, com grande variabilidade espacial e episódios pontuais de intensidade elevada. Nesse contexto, a orientação é que a previsão climática seja utilizada como instrumento de apoio ao planejamento, com revisão contínua das estratégias de manejo conforme a atualização dos boletins meteorológicos.





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Algodão brasileiro reafirma seu protagonismo global


Em 2025, o trabalho da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em conjunto com as 11 associações estaduais, reforçou o posicionamento do algodão como uma cultura responsável e estratégica para o agronegócio brasileiro.

De acordo com o Presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, o sucesso do algodão brasileiro em 2025 está baseado nos 4 pilares que norteiam o trabalho da Abrapa. “Através da implementação estruturada de práticas voltadas à sustentabilidade, à rastreabilidade, à qualidade e à promoção, conduzidas de forma organizada por meio dos programas da Abrapa, a cadeia consolidou um posicionamento sólido e articulado, capaz de avançar de maneira consistente em conquistas e em agendas socioambientais estratégicas para o país”, avalia o presidente.

No encerramento do ano, apresentamos um balanço das principais conquistas dos últimos 12 meses nos quatro pilares estratégicos do algodão brasileiro e das perspectivas que se desenham para 2026.

Sustentabilidade: renovação com a BCI e participação na COP 30 foram destaque

Desde sua criação, em 2012, o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) orienta os cotonicultores a produzirem de acordo com rigorosos parâmetros de sustentabilidade socioambiental. Na safra 2024/2025, o ABR assegurou que 83% do algodão brasileiro fosse certificado segundo padrões internacionais de produção responsável, fortalecendo o posicionamento e o reconhecimento no mercado global.

Para dar continuidade a esse sucesso, o programa começou 2025 renovando a sua parceria com o Better Cotton Institute (BCI), benchmark que garante que o certificado BCI chegue às fazendas brasileiras e leve o algodão nacional para os clientes mais exigentes da indústria.

A participação da Abrapa na COP30 também contribuiu para projetar o algodão brasileiro no cenário internacional. O gerente de Sustentabilidade da entidade, Fábio Carneiro, destacou o alcance das práticas responsáveis adotadas no país e apresentou o algodão como uma alternativa natural às fibras sintéticas na indústria têxtil, hoje entre as maiores fontes de poluição por microplásticos.

Qualidade: atuação em conjunto com as associações estaduais

Em 2025, a Abrapa realizou seis workshops de qualidade em municípios de Goiás, Bahia e Mato Grosso, capacitando 1.440 profissionais envolvidos em toda a cadeia a produtiva. A entidade também realizou treinamentos nos estados produtores para inspetores de Unidade de Beneficiamento de Algodão (UBA) e de algodão em pluma, que atuam nos laboratórios de análise de todo o Brasil, uma prerrogativa do terceiro pilar do Standard Brasileiro HVI (SBHRVI), focado em capacitação e difusão de conhecimento.

Em 2026, o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA) completará dez anos de atuação voltada à padronização de laboratórios. Apenas em 2025, mais de 14 milhões de fardos foram analisados pelos laboratórios, gerando dados que passam a integrar as informações no Sistema Abrapa de Identificação, o programa mais antigo de rastreabilidade do algodão brasileiro.

Rastreabilidade: SouABR lança política de adesão ao mercado

Lançado em 2021, o SouABR é o programa de rastreabilidade da Abrapa que assegura transparência em toda a cadeia de custódia do algodão brasileiro. Por meio de um QR Code aplicado às peças, o consumidor final tem acesso a informações completas sobre a origem e a trajetória do produto, da semente ao guarda-roupa.

Em 2025, o programa avançou com o lançamento de sua política de adesão, possibilitando que qualquer marca que atenda aos requisitos estabelecidos ofereça rastreabilidade em suas peças, assegurando o acesso aos dados da cadeia produtiva e ampliando a transparência do setor.

Sou de Algodão: movimento completa 10 anos em 2026

A trajetória do algodão também foi destaque no São Paulo Fashion Week 2025, por meio do movimento Sou de Algodão. O desfile reuniu seis estilistas de renome da moda brasileira para traduzir, nas passarelas, a importância da rastreabilidade e a conexão entre o consumidor e as histórias das milhares de pessoas que trabalham na cadeia produtiva.

“O público da moda está cada vez mais exigente em relação à origem e aos processos de produção do que consome. Nesse cenário, a rastreabilidade confere ainda mais credibilidade ao algodão brasileiro, tanto no mercado interno quanto no exterior”, afirmou a diretora de Relações Institucionais da Abrapa e gestora do movimento Sou de Algodão, Silmara Ferraresi.

Em 2026, o movimento que foi lançado na SPFW para unir a cadeia produtiva e têxtil e estimular o uso do algodão brasileiro completa 10 anos. “O Sou de Algodão mostra como o algodão é importante para o Brasil e o mundo através da comunicação, ações e campanhas. Nesses 10 anos, dialogamos com pessoas cada vez mais preocupada com origem, qualidade e sustentabilidade daquilo que consome”, analisa a diretora.

Cotton Brazil amplia diálogo em defesa da fibra natural

No comércio exterior, 2025 consolidou o Brasil como líder global do algodão ao unir escala, competitividade e sustentabilidade. O país é o terceiro maior produtor mundial e o primeiro exportador desde 2024, respondendo por 33% das exportações globais.

Na safra 2024/2025, foram embarcadas 2,8 milhões de toneladas, gerando US$ 4,8 bilhões em receita. O Brasil ampliou sua participação em todos os principais mercados importadores, com destaque para Índia, Egito e Paquistão.

Esse desempenho é impulsionado pelo projeto setorial Cotton Brazil, responsável por orientar a estratégia internacional do setor. O diretor de relações internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, explicou que o próximo ano será essencial para a manutenção do mercado conquistado. Segundo ele, “Em 2026 e 2027, o Cotton Brazil terá como foco a defesa de mercado, o fortalecimento da imagem e a expansão do consumo frente às fibras sintéticas. Para isso, continuamos priorizando os dez maiores compradores do algodão brasileiro, responsáveis por 96% das importações mundiais, mas expandimos nossas ações voltadas ao varejista e ao consumidor final, que se concentram na Europa e Estados Unidos”.

Congresso Brasileiro de Algodão (CBA) acontece em Belo Horizonte em 2026

A organização do CBA 2026 já está em andamento. O tema da sua próxima edição será “Algodão Brasileiro: Fibra Natural, uma jornada com propósito, qualidade e transparência”. O evento está marcado para setembro de 2026, na cidade de Belo Horizonte, e tem expectativa de público recorde.

Neste ano, a 14ª edição do CBA, que aconteceu em 2024, ganhou o primeiro lugar no Prêmio Caio, na categoria que reconhece os melhores congressos nacionais. O Prêmio Caio é comparado ao “Oscar” dos eventos no Brasil.

Segundo o diretor executivo da Abrapa, Márcio Portocarrero, o reconhecimento concedido ao 14º CBA simboliza um marco na trajetória do Congresso e reflete o protagonismo alcançado pelo algodão brasileiro no cenário internacional. “Além de conquistarmos a liderança nas exportações globais, o CBA registrou o maior público de sua história. Essa premiação consolida esse momento histórico vivido pela Abrapa”, afirmou.

 





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Brasil fecha acordos sanitários com quatro países



Agronegócio alcança 525 aberturas desde 2023



Foto: Pixabay

O governo brasileiro concluiu negociações fitossanitárias com Marrocos, Iraque, Singapura e Argentina, ampliando o acesso de produtos do agronegócio nacional a mercados da África, da Ásia e da América do Sul. A informação foi anunciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que destacou a autorização para exportação de feno aos três primeiros países citados e de bulbos de cebola ao mercado argentino.

Segundo o Mapa, “as autoridades de Marrocos, Iraque e Singapura aprovaram a exportação brasileira de feno”, insumo utilizado na alimentação animal e relevante para cadeias pecuárias que dependem de oferta regular de forragens. Em 2024, as exportações brasileiras para esses destinos somaram cerca de US$ 3,8 bilhões, com o Iraque como principal comprador, responsável por US$ 1,78 bilhão.

No caso da Argentina, o anúncio envolve a liberação fitossanitária para a exportação de bulbos de cebola. O país importou mais de US$ 1,5 bilhão em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para cacau e derivados, café e carnes.

Com as novas autorizações, o agronegócio brasileiro alcança 525 aberturas de mercado desde o início de 2023. De acordo com o governo, os resultados decorrem do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que atuam de forma integrada nas negociações sanitárias e diplomáticas.





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Seguro Rural cresce 56,8% em três anos em São Paulo



São Paulo investe R$ 290 milhões em Seguro Rural



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O Governo de São Paulo investiu R$ 290 milhões no Seguro Rural nos últimos três anos, consolidando o maior aporte do país na política de proteção ao produtor rural. As informações foram divulgadas pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que destacou que o valor representa um aumento de 56,8% em relação ao período anterior, quando, entre 2020 e 2023, os investimentos somaram R$ 184,95 milhões.

Segundo a Secretaria, o aporte tem garantido resposta rápida às perdas causadas por eventos climáticos e ampliado a cobertura das lavouras no estado. “O investimento assegura resposta rápida às perdas provocadas por eventos climáticos, amplia a cobertura das lavouras e reforça a capacidade de recuperação das propriedades”, informou a pasta, ao destacar que o programa oferece segurança para que os produtores mantenham a atividade mesmo em cenários adversos.

No período analisado, foram contratadas mais de 53 mil apólices de seguro rural por cerca de 40 mil produtores paulistas. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento subsidia até 30% do valor do prêmio do seguro, medida que, de acordo com o órgão, amplia o acesso ao instrumento e fortalece a proteção das produções agrícolas no estado.

Desde 2023, aproximadamente R$ 18 bilhões em valor de produção agrícola, pecuária e florestal foram protegidos com o apoio do Seguro Rural. A Secretaria informou que, a cada R$ 1 investido pelo Estado, em média R$ 60 em valor de produção são resguardados, reforçando a continuidade das atividades no campo.

O programa é executado em parceria com diversas seguradoras, permitindo que o produtor escolha a opção mais adequada à sua propriedade e à cultura explorada, conforme destacou a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.





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VBP do agro mineiro deve atingir R$ 168,1 bilhões


De acordo com o informado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) de Minas Gerais, o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária do estado deve encerrar 2025 em patamar recorde, estimado em R$ 168,1 bilhões, o que representa crescimento de 13,8% em relação ao ano anterior. O indicador, atualizado mensalmente, mede a renda gerada pelos estabelecimentos rurais com a comercialização da produção agrícola e pecuária.

O desempenho positivo é impulsionado, principalmente, pelo segmento das lavouras, que tem previsão de alcançar R$ 112,8 bilhões, avanço de 16,6% no ano. O valor corresponde a 67% do faturamento agropecuário estadual. O café permanece como principal destaque do segmento. “O café se mantém como o destaque entre as culturas que contribuem para essa alta no rendimento, com alta de 48% e o VBP estimado em R$ 59 bilhões”, afirma a assessora técnica da Seapa, Amanda Bianchi.

A soja aparece na sequência, com VBP estimado em R$ 18,7 bilhões, crescimento de 11% na comparação anual. O milho também registrou avanço expressivo, com alta de 18% e faturamento previsto de R$ 7,7 bilhões. Em contrapartida, algumas culturas apresentam retração no período, entre elas a cana-de-açúcar, com queda estimada de 8%, além de banana, batata-inglesa, feijão, laranja, mandioca e arroz, que também registram redução no valor gerado.

No segmento pecuário, o VBP deve alcançar R$ 55,2 bilhões em 2025, o que representa aumento de 8,4%. Todos os produtos apresentam expectativa de crescimento. O leite lidera o faturamento do segmento, com estimativa de R$ 18,3 bilhões e alta de 3%. A carne bovina aparece em seguida, com previsão de R$ 18 bilhões, avanço de 13%.

A produção de frango deve atingir R$ 8,3 bilhões, crescimento de 5%, enquanto a carne suína tem faturamento estimado em R$ 7,8 bilhões, alta de 12%. Já o VBP dos ovos deve chegar a R$ 2,8 bilhões, com aumento projetado de 19% ao longo do ano.





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Leilões mantém apoio ao escoamento de trigo e arroz


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) negociou apoio ao escoamento de 64,7 mil toneladas de trigo e de aproximadamente 16,88 mil toneladas de arroz produzidos na região Sul do país em novos leilões realizados na manhã desta quarta-feira (24). As operações fazem parte dos mecanismos de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), conforme balanço divulgado pela estatal.

No caso do trigo, o volume negociado correspondeu a 100% do total ofertado no leilão do dia, integralmente por meio do Pepro. A Conab informou que, somadas às 170,68 mil toneladas já negociadas em operações realizadas na última segunda-feira (22), o apoio ao escoamento do cereal alcançou 235,38 mil toneladas. Segundo a Companhia, o resultado ficou acima do inicialmente previsto porque houve deságio nas operações, o que permitiu ampliar o volume atendido. “A Conab assegurou um apoio total a 235,38 mil toneladas do grão”, informou a estatal.

Para o arroz, a maior parte do prêmio arrematado nesta quarta-feira foi direcionada aos produtores rurais. Do total negociado, 16,75 mil toneladas foram contempladas por meio do Pepro, enquanto 125 toneladas foram arrematadas por indústrias e comerciantes via PEP. Com isso, o apoio acumulado da Companhia ao escoamento do arroz chega a 213,15 mil toneladas, considerando também as 196,28 mil toneladas incentivadas em operações anteriores. De acordo com a Conab, “no total, o apoio da Companhia ao escoamento de arroz chega a 213,15 mil toneladas”.

A estatal informou ainda que irá analisar, nos próximos dias, a regularidade cadastral dos participantes dos leilões e divulgar os nomes dos arrematantes. Após essa etapa, serão emitidos e assinados os documentos confirmatórios das operações pela Conab e pelas Bolsas de Mercadorias. Os participantes deverão comprovar a comercialização do arroz até 29 de janeiro de 2026 e o escoamento do produto até 29 de maio do mesmo ano. O pagamento do prêmio será efetuado após a conferência da documentação.

As operações foram autorizadas pelas Portarias Interministeriais nº 31/2025 e nº 32/2025, assinadas pelos ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e da Agricultura e Pecuária. Os atos estabelecem um volume de recursos de até R$ 167 milhões para as ações.

Segundo a Conab, os leilões públicos realizados no âmbito da Política de Garantia de Preços Mínimos têm como objetivo reduzir oscilações na renda dos produtores e assegurar uma remuneração mínima, além de contribuir para o equilíbrio da oferta e a regularidade do abastecimento nacional.

Confira aqui os resultados dos leilões





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Governo destina R$ 14,6 milhões para compras da agricultura familiar


O Governo Federal vai destinar R$ 14,6 milhões para a compra de arroz, uva e pescados da agricultura familiar, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra Institucional. A aquisição será realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que abriu nesta terça-feira (23) o cadastramento de propostas, com prazo de envio até quinta-feira (25).

Segundo a Conab, “a aquisição será feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra Institucional”. A iniciativa tem como objetivo ampliar o apoio aos agricultores e agricultoras familiares e reforçar o abastecimento de alimentos destinados a políticas públicas de segurança alimentar.

De acordo com o Comunicado Compra Institucional nº 11/2025, cerca de R$ 4 milhões serão destinados à compra de arroz polido produzido por agricultores familiares do Paraná. A expectativa é adquirir aproximadamente 705 toneladas do produto, que deverão ser entregues nas unidades armazenadoras da Conab no estado ou em unidades recebedoras do PAA, conforme cronograma a ser definido entre as partes. O alimento será destinado ao atendimento de pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional.

Para a cadeia da uva, a Companhia informou que “serão destinados cerca de R$ 2 milhões para a compra de 606 mil unidades de suco contendo 200 ml cada”. A aquisição, prevista no Comunicado Compra Institucional nº 12/2025, será concentrada no Rio Grande do Sul, principal produtor nacional da fruta, com entrega na unidade armazenadora da Conab no estado.

Já o Comunicado Compra Institucional nº 13/2025 prevê a aplicação de R$ 8 milhões na compra de mais de 200 toneladas de pescados provenientes do Rio de Janeiro e de São Paulo. Conforme a Conab, os pescadores poderão ofertar diferentes espécies, com entregas regulares ao longo de 12 meses nas cozinhas solidárias cadastradas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). A Companhia destaca que “as organizações podem ofertar todo e qualquer tipo que tiver disponibilidade, considerando os melhores períodos do ano para cada espécie bem como o período de defeso”.

O edital estabelece que cada família fornecedora poderá comercializar até R$ 30 mil por ano, enquanto as organizações terão limite anual de R$ 6 milhões. Também está previsto que pelo menos 50% das propostas sejam apresentadas por mulheres. Os recursos utilizados para as aquisições serão repassados pelo MDS, e a expectativa da Conab é divulgar a classificação das organizações inscritas na próxima sexta-feira (26).

A Compra Institucional permite a aquisição direta de alimentos da agricultura familiar pela Conab, com observância de preços de referência e limites de participação, destinando os produtos a equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional ou à recomposição de estoques estratégicos da estatal.





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