terça-feira, março 10, 2026

Política & Agro

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Milho silagem se recupera após retorno das chuvas



Produtividade do milho silagem melhora no Estado



Foto: Agrolink

A cultura do milho destinado à silagem apresenta recuperação no Rio Grande do Sul após o retorno das chuvas, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (1). De acordo com a entidade, “as perdas de produtividade causadas no início do mês vão sendo atenuadas pela recuperação da umidade do solo em virtude das chuvas regulares”, cenário observado na maioria das regiões produtoras.

A exceção ocorre na Fronteira Noroeste, onde o corte do milho permanece paralisado em razão do elevado volume de precipitações e da alta umidade do solo. Nas demais áreas, a Emater/RS-Ascar informa que as condições das lavouras são consideradas adequadas, com expectativa positiva de produtividade. A estimativa da entidade aponta que a área destinada ao milho para silagem deve alcançar 366.067 hectares, com produtividade média prevista de 38.338 quilos por hectare.

Na região administrativa de Erechim, as lavouras destinadas à produção de silagem apresentam condições fitossanitárias e de crescimento consideradas satisfatórias. Conforme a Emater/RS-Ascar, a expectativa é de rendimentos em torno de 50 toneladas por hectare.

Em Ijuí, a boa umidade do solo favoreceu a aplicação de fertilizantes em cobertura, especialmente a ureia, utilizada como fonte de nitrogênio e aplicada de forma parcelada para melhor aproveitamento. O milho para silagem está em início de corte e, segundo o informativo, houve redução no volume de massa produzida, embora a quantidade de grãos seja considerada razoável.

Na região de Pelotas, as lavouras que haviam sido afetadas pelo déficit hídrico já se recuperaram e devem retomar o crescimento, enquanto os produtores seguem com a implantação de novas áreas. Já em Santa Rosa, a persistência de chuvas intensas interrompeu as operações de ensilagem. A Emater/RS-Ascar relata que “o excesso de umidade na massa vegetal compromete a obtenção do teor ideal de matéria seca para ensilagem”, o que afeta a compactação, o processo fermentativo e a qualidade final do produto. Diante desse cenário, os produtores aguardam períodos mais secos para retomar os trabalhos.





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Goiás pode bater recorde histórico da soja em 2025


De acordo com a edição de dezembro do informativo Agro em Dados, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Goiás encerrou o período de janeiro a outubro de 2025 com 14,3 milhões de toneladas exportadas do complexo soja. O volume é o segundo maior da série histórica, ficando atrás apenas das 14,4 milhões de toneladas embarcadas em 2023, diferença de 64,4 mil toneladas.

A Seapa informou que o resultado “sinaliza forte possibilidade de superação do recorde ainda em 2025, caso o ritmo de embarques seja mantido”. O estado mantém avanços na infraestrutura logística e na capacidade de armazenagem, reforçando sua posição como o segundo maior exportador nacional.

Conforme o Boletim da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a semeadura da soja atingiu 65% da área até 15 de novembro de 2025, abaixo dos 80% registrados no mesmo período da safra anterior. A diferença é atribuída à irregularidade das chuvas em outubro, que comprometeu a emergência e o desenvolvimento inicial das lavouras, resultando em baixa uniformidade e replantios pontuais.

Na região Sudoeste, os produtores intensificaram a semeadura apostando no retorno das precipitações e recorreram a profundidades maiores para aproveitar a umidade residual do solo, estratégia que, segundo o informativo, “evidencia o risco climático do início do ciclo”.

As cotações da soja seguem firmes, mas com margens de rentabilidade pressionadas. A Seapa destaca que, em novembro, a média de preço alcançou R$ 140,47 por saca, alta de 1,9% no mês, conforme dados do Cepea/Esalq. Ainda assim, o aumento dos custos de insumos e da logística tem reduzido a rentabilidade dos produtores.

O Boletim Logístico da Conab indica que Goiás registrou baixa demanda por fretes no período, reflexo da entressafra e da comercialização superior a 90% da safra 2024/25. Mesmo assim, houve ajustes de preços nas rotas para a Baixada Santista e Paranaguá, elevando o custo de escoamento.

Além disso, o informativo ressalta que “os insumos da cadeia da soja têm forte dependência de importações brasileiras de fertilizantes”, o que mantém os gastos de adubação elevados e impacta diretamente o custo de produção no estado.





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Chuvas afetam vinhedos, mas produção de uva se mantém


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (1º), a cultura da uva no Rio Grande do Sul apresenta avanço nas fases produtivas e estabilidade na oferta, apesar dos impactos causados por eventos climáticos recentes em algumas regiões produtoras.

Na região administrativa de Caxias do Sul, o forte temporal registrado em 8 de dezembro provocou a queda de diversos vinhedos. Segundo a Emater/RS-Ascar, a maior parte das áreas já foi reerguida, o que permite uma avaliação mais precisa dos prejuízos. Técnicos orientam a aplicação de defensivos agrícolas, adubação foliar e preparados orgânicos para auxiliar na cicatrização dos ferimentos e no controle de doenças fúngicas, especialmente míldio e podridões no cacho. Em função das festas de Natal e de final de ano, houve elevação nos preços da uva. Em Bento Gonçalves, a variedade Vênus destinada ao consumo in natura apresenta boa sanidade, com preços entre R$ 4,00 e R$ 9,00 o quilo. As variedades Niágara Rosada e Branca são comercializadas diretamente na propriedade por valores entre R$ 4,50 e R$ 8,00 o quilo. As chuvas intensas registradas na véspera de Natal também causaram a queda de vinhedos em municípios como Cotiporã, Nova Roma do Sul e Farroupilha, mas, conforme o informativo, “os danos não reduziram de forma significativa a produção regional”.

Na região de Frederico Westphalen, a variedade Vênus se encontra em fase final de colheita. A cultivar Bordô avança de forma uniforme na compactação do cacho e na maturação. As variedades Niágara Rosada e Niágara Branca evoluem do estágio de compactação para a maturação, indicando um ciclo mais acelerado em relação a outras cultivares. Seyve Villard e Carmem também apresentam compactação do cacho e maturação, com desenvolvimento vegetativo e formação de frutos adequados. O monitoramento fitossanitário segue contínuo, com controle de míldio, oídio e podridão-da-uva-madura nas variedades mais tardias. No mercado regional, a Niágara Rosada é comercializada a um preço médio de R$ 5,00 o quilo, enquanto a Vênus permanece estável em torno de R$ 2,00 o quilo.

Na região administrativa de Soledade, os parreirais estão em fase de formação de bagas. No Baixo Vale do Rio Pardo, a cultivar Niágara entrou em pré-maturação. O tempo chuvoso, úmido e abafado favoreceu o desenvolvimento de doenças fúngicas, como míldio e podridão-da-uva-madura, exigindo manejo preventivo e, em alguns casos, curativo. Ainda assim, segundo a Emater/RS-Ascar, a sanidade e o potencial produtivo da safra permanecem elevados.





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Logística e clima pressionam colheita de pêssego no RS


A colheita de pêssego no Rio Grande do Sul enfrenta entraves logísticos e perdas produtivas neste início de verão. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (1), a região administrativa de Pelotas vive o pico da colheita, mas produtores lidam com filas prolongadas para descarga nas indústrias, além da limitação no fornecimento de caixas. As condições climáticas, marcadas por altas temperaturas e elevada umidade relativa do ar, têm favorecido a ocorrência da podridão-parda, provocando perdas expressivas de frutos.

As indústrias informam dificuldades para ampliar o ritmo de processamento em razão da escassez de mão de obra. Em 22 de dezembro, uma reunião promovida pela Prefeitura de Pelotas, com participação da Conab, de entidades ligadas à cultura e de produtores, discutiu alternativas para o escoamento da produção. Na ocasião, foi sinalizada a disponibilização de R$ 4 milhões para a compra de sucos produzidos por cooperativas da região.

A estimativa é de que a safra apresente redução de cerca de 20% em relação à projeção inicial. Os preços pagos pela indústria, fixados em R$ 2,10/kg para pêssegos tipo I e R$ 1,85/kg para o tipo II, têm gerado insatisfação entre os produtores.

Na região administrativa de Caxias do Sul, em Pinto Bandeira, a colheita das cultivares de ciclo médio, como Chimarrita, BRS Regalo e BRS Serenata, já foi encerrada. A principal variedade do município, PS 10711, encontra-se em fase final de colheita, com queda significativa nos volumes. As cultivares tardias, como Eragil e Barbosa, estão em pré-maturação e apresentam carga produtiva considerada satisfatória. Os preços pagos ao produtor variam entre R$ 2,80 e R$ 6,00/kg, conforme calibre, qualidade e mercado, com tendência de manutenção durante o período das festas.

A colheita de ameixa segue em andamento, com destaque para a cultivar Fortune, cuja comercialização se intensifica no final do ano. Os preços estão em torno de R$ 7,00/kg para frutos de maior calibre e entre R$ 4,00 e R$ 6,00/kg para os menores. O amadurecimento da cultura ocorreu com atraso, e a nectarina é comercializada pelos mesmos valores.

Na região de Soledade, as variedades de pêssego de ciclo intermediário e semi-tardio estão em fase final de colheita. A produção apresenta bom desempenho em áreas com manejo adequado, mas houve aumento da incidência de mosca-das-frutas e de podridão-parda, exigindo reforço nas práticas de controle. Apesar da elevada oferta, a demanda se concentra principalmente na Serra Gaúcha, com incremento típico do período de final de ano, tanto para pêssego quanto para ameixa.





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USDA informa mais uma venda de soja nesta 5ª (18), enquanto China segue…


Anúncio é o terceiro da semana e, nesta sexta-feira, nação asiática leiloa mais 550 mil t da oleaginosa importada; demanda segue alta nas operações

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O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou mais uma venda de 114 mil toneladas de soja para destinos não revelados nesta quinta-feira (18). O volume é todo da safra 2025/26 e o mercado segue especulando que a China seja o destino.

Durante a semana, o departamento trouxe diversos informes diários de venda de soja e de milho, mostrando que, de fato, a nação asiática está mais ativa no mercado norte-americano. No entanto, há ainda muitas incertezas sobre sua continuidade, sobretudo quando a nova safra do Brasil começar a chegar trazendo produto mais competitivo. 

E ao mesmo tempo em que a China vem fazendo compras de soja nos Estados Unidos, segue realizando leilões de soja importada e garantindo boa demanda. Na operação realizada nesta semana, foram arrematadas 63% do lote de 514 mil toneladas, com destaque para as compras das tradings em bons volumes.

“Isso não é bom para o Brasil, não agora, mas para frente, no ano que vem, porque a demanda do chinês pela nossa nova safra ainda está lenta. Se essa história se repetir – que é comprar soja americana que eles não precisam para gerar demanda nos leilões, esse rodízio de reserva, precisa gerar um certo sentimento de escassez, diminuindo a velocidade da liberação dos navios, as certificações”, explica Eduardo Vanin, Senior Agriculture Strategist da Marex  e diretor da Agrinvest Commodities. 

Atualmente, o tempo destas liberações passou de 10 para cerca de 20 dias, já gerando essa “escassez”, promovendo a demanda pela soja leiloada. O alerta de Vanin é para o impacto de movimentos como estes se repetindo em 2026, com os EUA podendo concorrer com o Brasil pelas janelas do programa de exportação, em especial do segundo semestre do próximo ano. 

Com as compras mais recentes da China nos EUA, a demanda pela soja do Brasil perdeu um pouco do seu fôlego neste mês de dezembro, com a média diária dos embarques brasileiros em cerca de 100 mil toneladas, a menor do ano. No acumulado deste mês, são 1,330 milhão de toneladas. Em todo 2025, todavia, os números das exportações de soja do Brasil seguem muito fortes. 

Nesta sexta-feira (19), a China realiza um novo leilão de 550 mil toneladas. 





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Exportações goianas de lácteos avançam em 2025


A dinâmica do mercado de lácteos tem sido marcada por aumento da oferta e pressão sobre os preços, segundo a edição de dezembro do informativo mensal Agro em Dados, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). No mercado internacional, a elevação da produção nas principais regiões produtoras, associada a uma demanda menos consistente, limitou a sustentação das cotações. Esse cenário resultou em nova queda de 3,0% no Índice GDT no 392º leilão, realizado em 18 de novembro de 2025, que fixou o valor médio dos lácteos em US$ 3.678 por tonelada.

No Brasil, a oferta interna de leite e derivados também avançou, impulsionada pelo crescimento da produção e pelo aumento das importações. Em outubro, o preço do leite pago ao produtor recuou 5,7% em relação a setembro, com a Média Brasil alcançando R$ 2,30 por litro, conforme dados do Cepea. No mesmo período, as importações brasileiras de lácteos somaram 25,1 mil toneladas, alta de 8,0% na comparação mensal, enquanto as exportações totalizaram 3,0 mil toneladas, queda de 18,6% frente a setembro de 2025.

O informativo destaca ainda que a edição de agosto de 2025 do Observatório do Consumidor da Embrapa aponta o leite condensado como um produto de relevância cultural no Brasil, associado a tradições, celebrações e memória afetiva, fator que contribui para sua resiliência em períodos festivos, como o Natal.

No comércio exterior, Goiás registrou exportações de 129,8 toneladas de leite condensado entre janeiro e outubro de 2025, com receita de US$ 302,4 mil. Os embarques tiveram como destino os Estados Unidos, o Paraguai e a Argentina, sendo o mercado norte-americano responsável por 86,1% do volume total. Na comparação com o mesmo período de 2024, houve crescimento de 134,8% em volume e de 117,4% em valor exportado, indicando maior participação do estado nesse segmento.





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Setor avícola registra crescimento no terceiro trimestre


De acordo com a edição de dezembro do informativo mensal Agro em Dados, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o poder de compra do avicultor apresentou avanço em outubro, impulsionado pela valorização do frango vivo e pela redução no custo do farelo de soja. O animal vivo foi cotado a R$ 6,27 por quilo, alta de 8,0% na comparação mensal, enquanto o farelo de soja alcançou R$ 1.637,20 por tonelada, com recuo de 1,8%, segundo dados do Cepea.

O cenário contribuiu para o estímulo à produção de proteína animal no país. Resultados preliminares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, no terceiro trimestre de 2025, foram abatidos 1,6 bilhão de animais no Brasil, volume 4,0% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. O peso total das carcaças somou 3,5 milhões de toneladas, crescimento de 3,5% na mesma base de comparação. A produção de ovos também avançou, com alta de 4,1%, alcançando 1,2 bilhão de dúzias no período analisado.

No mercado internacional, a diversificação de destinos segue como estratégia para reduzir riscos no comércio exterior de commodities. Embora a China ainda não tenha retomado de forma significativa as compras de carne de frango, em decorrência do surto de Influenza Aviária registrado no Brasil, a Coreia do Sul ampliou sua participação como compradora da proteína brasileira. Em outubro, o país asiático foi o principal destino da carne de frango produzida em Goiás, com a importação de 3,2 mil toneladas, totalizando US$ 7,4 milhões. O desempenho representou crescimento em valor, volume e preço médio pago por tonelada em relação ao mesmo mês do ano anterior.

No acumulado de 2025, a Coreia do Sul atingiu marca histórica nas aquisições de carne de frango goiana, tanto em valor quanto em volume. A expectativa para o setor é de manutenção da demanda interna e das exportações em patamar elevado, favorecida pelas festividades de fim de ano e pela retomada do ritmo habitual das transações comerciais.





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Colheita de mel avança de forma desigual no RS



Chuvas impactam produção de mel em regiões do Estado



Foto: Canva

A colheita de mel avança de forma heterogênea nas diferentes regiões do Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (1º). Em Dom Pedrito, na região administrativa de Bagé, os trabalhos estão em fase final. De acordo com o levantamento, áreas de matas e campos nativos com maior diversidade de espécies registraram produtividade mais elevada. Ainda conforme o informativo, o fornecimento de alimentação artificial segue sendo adotado com o objetivo de estimular o crescimento dos enxames capturados durante a primavera.

Na região de Caxias do Sul, as chuvas do período reduziram as atividades de forrageamento das abelhas. Alguns apicultores iniciaram a colheita, mas persistem relatos de ataques de predadores, como iraras e tatus, que causaram tombamento de caixas e perda de enxames. Já na região de Ijuí, não houve colheita no período, com os produtores concentrados no processamento e no envase do mel.

Em Pinheiro Machado, na região de Pelotas, a Associação Pinheirense de Apicultores informa que “a produtividade registrada até o momento varia entre 10 e 11 kg por caixa, com a utilização de uma única melgueira”. Segundo a entidade, os enxames apresentam intensa atividade, explorando floradas nativas, e os resultados superam os observados em safras recentes.

No Vale do Jaguari, na região administrativa de Santa Maria, a maioria dos apicultores realizou revisões nos enxames e instalou melgueiras em função das floradas nativas de espécies como ingá e caraguatá. O informativo aponta, contudo, que as chuvas intensas prejudicaram as floradas e limitaram a atividade das abelhas. Situação semelhante foi registrada na região de Santa Rosa, onde o excesso de precipitações comprometeu o ritmo de trabalho dos insetos e exigiu ajustes no manejo, especialmente quanto à suplementação alimentar e à proteção das colmeias contra a umidade.

Na região de Soledade, a colheita prosseguiu ao longo do período, com produção considerada satisfatória pelos técnicos da Emater/RS-Ascar.





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Soja pautada por recuperação produtiva


O mercado da soja do Rio Grande do Sul é pautado pela recuperação produtiva de 57% e foco em manejo fitossanitário intensivo, segundo informações da TF Agroeconômica. “Para pagamento em dezembro, com entrega em dezembro, os preços no porto foram reportados a R$ 144,00/sc semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 133,64/sc semanal em Cruz Alta, salvo por Santa Rosa a R$ 140,00 e Passo Fundo a R$ 139,00. Já em Panambi, o mercado físico apresentou manutenção, com o preço de pedra recuando para R$ 122,00/sc, sinalizando maior resistência local ao ritmo comprador”, comenta.

O cenário agrícola de Santa Catarina é definido por postura de ajuste estratégico. “O mercado catarinense também é impactado pela crise em outras commodities como arroz, cujos preços ao produtor estão 52% abaixo dos níveis do ano anterior, limitando fôlego financeiro dos agricultores para manejo da soja. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 142,94 (+0,79%)”, completa.

O Paraná apresenta cenário de estabilidade técnica nos indicadores oficiais. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 142,86. Em Cascavel, o preço foi R$ 130,41. Em Maringá, o preço foi de R$ 130,09. Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 133,19 por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 142,94. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 122,00”, indica.

O Mato Grosso do Sul vive cenário de queda de braço entre produtores e tradings. “O armazenamento é gargalo mais crítico do estado, com estudo técnico revelando que 73 dos 78 municípios analisados possuem déficit de silos, totalizando defasagem de 11,1 milhões de toneladas. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 126,00, Campo Grande em R$ 124,86, Maracaju em R$ 124,86, Chapadão do Sul a R$ 122,91, Sidrolândia a em R$ 124,86”, informa.

O Mato Grosso inicia efetivamente a retirada dos primeiros talhões de soja das áreas de pivô central. “Campo Verde: R$ 122,26 (+0,02%). Lucas do Rio Verde: R$ 117,23 (-0,07%), Nova Mutum: R$ 117,23 (-0,07%). Primavera do Leste R$ 122,26 (+0,02%). Rondonópolis: R$ 122,23 (+0,00%). Sorriso: R$ 117,31 (+0,00%)”, conclui.

 





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Mercado de milho fecha com oscilações entre Brasil e exterior



Na B3, os principais vencimentos encerraram com resultados variados


Na B3, os principais vencimentos encerraram com resultados variados
Na B3, os principais vencimentos encerraram com resultados variados – Foto: Divulgação

O mercado de milho apresentou comportamento misto nas bolsas nesta segunda-feira, refletindo movimentos distintos entre o cenário doméstico e o internacional. Segundo análise da TF Agroeconômica, os contratos negociados no Brasil oscilaram ao longo do dia, influenciados pela valorização do dólar frente ao real e pela queda das cotações em Chicago.

Na B3, os principais vencimentos encerraram com resultados variados, em um ambiente de negócios marcado por cautela. O mercado físico segue lento ou até paralisado em algumas regiões, o que limita o volume de negociações e reduz a disposição dos agentes em assumir posições mais agressivas. Esse cenário acaba se refletindo diretamente na formação de preços futuros, que alternaram leves altas e baixas ao longo da sessão.

O contrato com vencimento em janeiro de 2026 fechou a R$ 70,24, registrando valorização diária, apesar de acumular perda no comparativo semanal. Já o vencimento de março de 2026 encerrou o dia a R$ 74,42, com recuo tanto no fechamento diário quanto no desempenho da semana. O contrato de maio de 2026 terminou cotado a R$ 73,85, praticamente estável no dia, mas também com baixa acumulada na semana. O comportamento misto reflete a falta de direcionamento claro no curto prazo, em meio à baixa liquidez no mercado interno.

No mercado internacional, os contratos de milho negociados na Bolsa de Chicago fecharam em queda, acompanhando o movimento de realização de lucros observado em todo o complexo de grãos. As cotações recuaram após os ganhos da semana anterior, em um ajuste técnico dos preços. Apesar da baixa, a demanda pelo cereal segue consistente, com volumes de embarques acima do esperado pelo mercado, mesmo em uma semana encurtada pelo feriado de Natal.

 





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