terça-feira, março 10, 2026

Política & Agro

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EUA reforça controle sobre terras agrícolas



Entre as iniciativas está a abertura de uma consulta pública para modernizar regras


Entre as iniciativas está a abertura de uma consulta pública para modernizar regras
Entre as iniciativas está a abertura de uma consulta pública para modernizar regras – Foto: Nadia Borges

O governo dos Estados Unidos anunciou um conjunto de medidas para reforçar a segurança nacional a partir do controle sobre terras agrícolas, cadeias produtivas e programas públicos ligados ao setor rural. As ações fazem parte de um plano federal voltado à proteção da produção de alimentos, ao estímulo à inovação doméstica e à redução da influência de países considerados adversários em áreas estratégicas da economia agrícola.

Entre as iniciativas está a abertura de uma consulta pública para modernizar regras que exigem a declaração de investimentos estrangeiros em terras agrícolas no país. A proposta busca aumentar a transparência, aprimorar a fiscalização e tornar mais eficiente o acompanhamento de aquisições, transferências e participações estrangeiras nessas áreas. O objetivo é fortalecer o monitoramento e a verificação dos dados, além de ampliar a cooperação com órgãos responsáveis por avaliar riscos à segurança nacional em operações envolvendo ativos rurais.

Dados oficiais indicam que entidades ligadas a países adversários controlam atualmente cerca de 277 mil acres de terras agrícolas nos Estados Unidos. Segundo o governo, esse cenário representa riscos para a segurança alimentar, para a integridade das cadeias de suprimento e para a proteção de infraestruturas críticas, incluindo instalações militares.

Outro eixo das medidas envolve mudanças em programas federais de compras e financiamento. O governo decidiu atualizar regras para garantir que benefícios e preferências públicas priorizem produtores e fabricantes nacionais, excluindo empresas e produtos associados a países considerados hostis. Com isso, entidades estrangeiras nessas condições deixam de ser elegíveis a programas de incentivo à produção de bens de base biológica e a linhas de crédito garantidas pelo governo.





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Índices europeus sobem após dados de inflação dos EUA e decisão de juros do…


Logotipo Reuters

 

Por Ragini Mathur e Purvi Agarwal e Twesha Dikshit e Utkarsh Hathi

18 Dez (Reuters) – Os índices de ações europeus avançaram nesta quinta-feira, conforme a inflação dos Estados Unidos abaixo do esperado fortaleceu esperanças de cortes nos juros do Federal Reserve em 2026 e com o Banco Central Europeu (BCE) tendo uma visão mais positiva da economia após manter os juros inalterados.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,96%, a 585,35 pontos, após duas sessões consecutivas de quedas. As principais bolsas regionais registraram alta generalizada.

O BCE manteve as taxas de juros inalteradas e adotou uma visão mais positiva sobre a economia da zona do euro, que tem demonstrado resistência aos choques do comércio global, provavelmente consolidando as expectativas de investidores de que não haverá mudanças nas taxas de juros.

O BCE manteve suas opções em aberto, reiterando que definirá os juros “reunião por reunião” com base nos dados econômicos, após a sugestão da formuladora de política monetária Isabel Schnabel na semana passada de que o próximo passo pode ser um aumento dos juros.

“A declaração de política monetária do BCE não mudou muito. Eles aumentaram as previsões de crescimento econômico e veem uma inflação relativamente baixa, o que é basicamente uma espécie de corte nos juros. Essa é a melhor notícia que se pode receber de um banco central”, disse Steve Sosnick, estrategista-chefe da Interactive Brokers.

Entre os setores europeus, o de bancos subiu 1,1%, revertendo perdas de mais cedo. O setor de serviços financeiros saltou 2,2%. Já o setor de industriais avançou 1,8%.

As varejistas subiram 2,1%, com a H&M em alta de 3,6%. A Nestlé também obteve ganhos.

As empresas de energia subiram 0,7%, com o aumento dos preços do petróleo.

Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,65%, a 9.837,77 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 1,00%, a 24.199,50 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,80%, a 8.150,64 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,82%, a 44.463,28 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou alta de 1,15%, a 17.132,60 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,71%, a 8.128,00 pontos.





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Ataque dos EUA à Venezuela pode gerar impactos no agronegócio?


Os Estados Unidos realizaram ataques contra Caracas, capital da Venezuela, e outros 3 estados do país na madrugada deste sábado. A informação foi confirmada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, por meio de uma publicação em sua rede social. Diante da ofensiva, o governo venezuelano decretou estado de emergência em todo o território nacional.

No comunicado, Trump afirmou que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa teriam sido capturados durante a operação. Segundo o presidente dos Estados Unidos, ambos foram levados a Nova York a bordo do USS Iwo Jima, um dos navios da Marinha norte-americana. 

A escalada do conflito político e militar levanta incertezas no comércio internacional e pode trazer impactos relevantes para o agronegócio brasileiro, que mantém relações comerciais com a Venezuela, especialmente no fornecimento de alimentos e insumos agrícolas.

Possíveis reflexos no comércio agrícola

Segundo Frederico Franco, especialista em Auditoria e Compliance e colunista do Agrolink, uma eventual mudança no cenário político venezuelano tende a produzir efeitos diretos sobre o agro brasileiro. Em 2024, o Brasil exportou US$ 1,19 bilhão para a Venezuela, com superávit de US$ 778 milhões, mesmo após uma retração acumulada de 69% nas exportações agrícolas desde 2014.

No curto prazo, avalia o especialista, há risco de paralisação de contratos, cancelamento de embarques e aumento da insegurança quanto ao recebimento. Produtos como açúcar, milho e óleos vegetais podem precisar buscar outros mercados, já bastante competitivos, o que tende a pressionar margens e elevar custos logísticos.

Incerteza financeira e fertilizantes no radar

Outro ponto sensível envolve o aspecto financeiro. A Venezuela acumula uma dívida estimada em R$ 10,3 bilhões com o Brasil, um passivo que se estende há 7 anos e soma cerca de R$ 2,7 bilhões em juros. Com uma possível ruptura institucional, a chance de recuperação desses valores se torna ainda mais incerta.

Além disso, o cenário pode afetar o fornecimento de fertilizantes, já que cerca de 45% das importações brasileiras provenientes da Venezuela correspondem a esse insumo, totalizando US$ 208 milhões em 2023. O tema ganha relevância em um momento de recorde na importação de fertilizantes pelo Brasil.

Petróleo e custos de produção no campo

Os desdobramentos do conflito também podem influenciar o mercado global de energia. A Venezuela exportava cerca de 295 mil barris de petróleo por dia aos Estados Unidos e concentra reservas estimadas em 303 bilhões de barris. Qualquer redução na oferta tende a pressionar os preços internacionais.

Para o agronegócio brasileiro, isso pode refletir no custo do diesel, cujo consumo projetado para 2025 é de 70,5 bilhões de litros, após aumentos acumulados de 57% no diesel e 98% no biodiesel nos últimos 5 anos. Como a variação do petróleo costuma se refletir nos preços das commodities agrícolas, o impacto pode chegar rapidamente aos custos dentro da porteira.

No curto prazo, a avaliação é de que o cenário represente incerteza comercial, risco financeiro e possível aumento dos custos de produção, exigindo atenção redobrada de produtores e agentes do agronegócio brasileiro.





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Técnica inovadora pode reforçar controle de mosquitos



A estratégia se apoia na alteração do gene responsável pela pigmentação amarela do mo


A estratégia se apoia na alteração do gene responsável pela pigmentação amarela do mosquito
A estratégia se apoia na alteração do gene responsável pela pigmentação amarela do mosquito – Foto: Pixabay

Um novo avanço na área de controle de vetores aponta para soluções mais eficientes no combate a doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, zika e chikunguña. Pesquisadores desenvolveram um método genético que permite diferenciar machos e fêmeas de forma simples e visual, superando limitações operacionais que ainda dificultam programas de liberação controlada de insetos.

O estudo, conduzido na Universidade Hebraica de Jerusalém, apresenta uma linhagem geneticamente modificada do mosquito Aedes albopictus, na qual machos e fêmeas podem ser identificados pela coloração do corpo. A técnica utiliza edição genética para gerar machos com pigmentação escura, enquanto as fêmeas permanecem com coloração clara. Essa distinção visível elimina a necessidade de separação manual baseada no tamanho das pupas, um processo trabalhoso e sujeito a falhas.

A estratégia se apoia na alteração do gene responsável pela pigmentação amarela do mosquito, associada ao gene nix, que atua como regulador do sexo. Com isso, os machos recuperam a coloração natural e as fêmeas mantêm o aspecto claro, permitindo a triagem automática ainda nas fases iniciais de desenvolvimento, inclusive no estágio larval.

Além da separação visual, os pesquisadores identificaram um mecanismo adicional de segurança. As fêmeas claras produzem ovos altamente sensíveis à dessecação, que não sobrevivem em ambientes secos, ao contrário dos ovos de mosquitos silvestres. Esse fator reduz o risco de estabelecimento da linhagem modificada no ambiente, mesmo em caso de liberação acidental de fêmeas.

Os testes também indicaram que os machos modificados mantêm comportamento reprodutivo e expressão genética semelhantes aos dos mosquitos naturais, condição essencial para estratégias como a Técnica do Inseto Estéril. Publicado na revista Nature Communications, o trabalho abre caminho para ferramentas mais precisas, seguras e escaláveis no controle genético de mosquitos, com potencial aplicação em programas de saúde pública.

 





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Controle industrial redefine disputa pelas terras raras



Nesse aspecto, a China construiu uma vantagem estrutural


 Nesse aspecto, a China construiu uma vantagem estrutural
Nesse aspecto, a China construiu uma vantagem estrutural – Foto: Canva

A discussão sobre terras raras ganha relevância crescente no cenário econômico global por envolver insumos estratégicos para tecnologia, transição energética e defesa, além de intensificar disputas geopolíticas. Análise de Gilberto Silva, MSc., mestre em Geociências pela Unicamp, mostra que as maiores reservas globais desses metais estão concentradas em poucos países, com ampla liderança da China, seguida por Brasil, Índia e Austrália, dentro de um volume estimado entre 130 e 160 milhões de toneladas.

Os dados indicam que a presença de reservas não garante, por si só, poder econômico ou influência estratégica. O fator determinante está na capacidade de processamento, separação, refino e integração industrial, etapas que definem quem transforma o minério em produtos de alto valor agregado. Nesse aspecto, a China construiu uma vantagem estrutural ao controlar praticamente toda a cadeia produtiva das terras raras, utilizando esse domínio como instrumento de política econômica e geopolítica.

Em contraste, Estados Unidos e outros países ocidentais enfrentam limitações relevantes. Mesmo dispondo de reservas próprias, permanecem dependentes da Ásia para o processamento, o que amplia riscos para suas cadeias industriais e tecnológicas. A escassez, portanto, não está no volume disponível de minério, mas na falta de capacidade industrial viável, eficiente e alinhada a critérios ambientais.

Brasil e Índia aparecem como polos de potencial estratégico. Com grandes recursos geológicos e cadeias produtivas ainda pouco desenvolvidas, os dois países ganham importância no tabuleiro global, atraindo interesse por investimentos diretos e parcerias de longo prazo. Nesse contexto, a disputa pelas terras raras se mostra menos associada à posse dos recursos e mais ao controle do ecossistema industrial que permite transformar essas reservas em poder econômico.

 





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Disputa logística redefine rotas minerais africanas


A crescente demanda global por minerais críticos colocou a África Austral no centro de uma disputa geoeconômica entre rotas logísticas que ligam o interior do continente aos oceanos Atlântico e Índico. A análise é de Ivo Ernesto, especialista sênior de Supply Chain e Intermodalidade, que destaca a competição entre corredores da Zâmbia e da República Democrática do Congo como um dos principais vetores de mudança no comércio mineral.

Zâmbia e RDC passaram a concentrar atenções à medida que quatro corredores disputam o mesmo hinterland, especialmente a região do Copperbelt. No Atlântico, os portos de Lobito, em Angola, e Walvis Bay, na Namíbia, oferecem acessos terrestres de cerca de 1.300 e 1.700 quilômetros. No Índico, Dar es Salaam, na Tanzânia, conecta-se a Lusaka por aproximadamente 2.000 quilômetros, enquanto Nacala, via Malawi, e Durban, na África do Sul, completam as principais rotas em operação.

A vantagem atlântica está associada à menor distância terrestre até os mercados da Europa e das Américas. A ligação por Lobito reduz cerca de 700 quilômetros em relação a Dar es Salaam, com tempo de trânsito estimado em três dias, contra até duas semanas pela rota de Durban. Essa diferença pode representar economias de centenas de dólares por tonelada transportada. Considerando um volume anual de 880 mil toneladas de cobre zambiano, cada dia economizado no escoamento pode gerar milhões de dólares adicionais em receitas.

O Índico mantém competitividade pela proximidade com a Ásia. China, Índia e Sudeste Asiático contam com rotas marítimas mais curtas, infraestrutura portuária consolidada e linhas de navegação estabelecidas. Atualmente, Dar es Salaam responde por cerca de 60% das exportações da Zâmbia, seguido por Durban, com 20%, e Nacala, com 15%, em expansão.

Nesse cenário, o mesmo minério pode seguir para o Oeste ou para o Leste conforme o mercado final, mas é a infraestrutura terrestre que define o custo logístico total. A disputa reposiciona a Zâmbia como um território multiconectado, levantando a questão sobre a capacidade do corredor atlântico de equilibrar o domínio histórico do Índico.

 





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Reforma tributária amplia peso do enquadramento rural



A avaliação entre pessoa física e pessoa jurídica ganha peso


A avaliação entre pessoa física e pessoa jurídica ganha peso
A avaliação entre pessoa física e pessoa jurídica ganha peso – Foto: Pixabay

A Reforma Tributária prevista para 2026 impõe novos desafios ao produtor rural e amplia a importância das decisões ligadas ao enquadramento fiscal da atividade. Segundo a contadora Liciene França, a escolha entre atuar como pessoa física ou pessoa jurídica deixa de ser apenas uma definição operacional e passa a ter impacto direto na estratégia do negócio rural.

Com as mudanças no sistema de tributos, a tendência é de aumento na diferença de carga tributária entre os dois modelos, o que exige atenção redobrada por parte dos produtores. Um enquadramento inadequado pode resultar em perda de créditos tributários, elevação do custo fiscal e reflexos negativos no resultado financeiro da atividade, afetando desde o fluxo de caixa até a capacidade de investimento.

A avaliação entre pessoa física e pessoa jurídica ganha peso em um cenário no qual o planejamento tributário se torna indispensável. A decisão incorreta pode comprometer a competitividade do produtor no mercado e gerar efeitos duradouros sobre o patrimônio construído ao longo dos anos. Por outro lado, uma escolha bem fundamentada permite maior previsibilidade dos custos e melhor aproveitamento das regras do novo sistema.

A partir de 2026, o planejamento deixa de ser uma alternativa e passa a ser uma necessidade para quem atua no campo. A definição do enquadramento mais adequado funciona como uma ferramenta de proteção do resultado econômico da produção rural, ajudando a reduzir riscos e a sustentar a atividade em um ambiente tributário mais complexo. A decisão entre pessoa física ou jurídica deve ser encarada como parte central da gestão do negócio, com foco na preservação do caixa, da competitividade e da segurança patrimonial do produtor.

 





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Pressão de custos altera margens da soja no Centro-Oeste



Do lado da receita bruta, o comportamento foi predominantemente negativo


Do lado da receita bruta, o comportamento foi predominantemente negativo
Do lado da receita bruta, o comportamento foi predominantemente negativo – Foto: Divulgação

A análise dos custos, da receita e da margem da produção de soja no Centro-Oeste revela um cenário de maior pressão econômica para as próximas safras, exigindo atenção redobrada nas decisões de gestão e planejamento. Segundo levantamento apresentado por Leonardo Machado, Gerente de Desenvolvimento de Mercado, a estimativa para as safras 2024/25 e 2025/26 indica mudanças relevantes nos principais indicadores da atividade nos estados da região.

Os dados mostram que todos os estados analisados registraram aumento no custo operacional total em áreas de terra própria, sinalizando avanço consistente das despesas de produção. Esse movimento amplia os desafios de rentabilidade e reforça a necessidade de maior eficiência no uso de insumos e na condução das lavouras.

Do lado da receita bruta, o comportamento foi predominantemente negativo, com retração nos valores totais na maior parte do Centro-Oeste. A exceção ficou com Mato Grosso do Sul, onde a valorização do preço da soja, superior a 8%, sustentou a receita mesmo diante do aumento dos custos.

Goiás manteve, pela segunda safra consecutiva, o maior custo de produção entre os estados avaliados. Ainda assim, o desempenho produtivo mais elevado compensou as despesas, resultando na maior receita bruta e, consequentemente, na maior margem líquida do grupo analisado.

Em Mato Grosso do Sul, os preços de comercialização da soja se destacam como os mais favoráveis da região. Para a safra 2025/26, a expectativa é de valores ainda mais positivos, o que levou o estado a ser o único a registrar crescimento da margem líquida no período considerado.

O Mato Grosso apresentou o quadro mais preocupante, com queda superior a 40% na margem líquida. O resultado reflete a combinação do maior aumento no custo de produção com a maior redução na receita bruta entre os estados avaliados, acendendo um sinal de alerta para a sustentabilidade econômica da atividade.





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Setor projeta novo avanço em 2026; risco sanitário segue no radar



ABPA estima o consumo per capita de carne de frango em 47,3 kg em 2026, alta de 1,2%


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Pesquisadores do Cepea apontam que a avicultura de corte brasileira deve manter trajetória de crescimento em 2026, sustentada pelo avanço das exportações, pela oferta ajustada às demandas interna e externa e por margens favoráveis ao produtor. Esse cenário, porém, depende da ausência de novos focos de Influenza Aviária, sobretudo durante o período crítico do fluxo migratório de aves.

A ABPA estima o consumo per capita de carne de frango em 47,3 kg em 2026, alta de 1,2% frente a 2025. Agentes consultados pelo Cepea ressaltam que a isenção do imposto de renda para salários até R$ 5 mil deve contribuir para sustentar a demanda interna. O Brasil responde por cerca de um terço da carne de frango exportada globalmente e manteve liderança mesmo diante de restrições pontuais provocadas pela gripe aviária. Projeções do Cepea apontam incremento de 2,4% nos embarques em 2026 e produção de 14,73 milhões toneladas, aumento de 3,8% sobre 2025. A concretização desse desempenho requer controle sanitário rigoroso, já que eventuais focos em granjas podem resultar em barreiras imediatas de importadores – como ocorrido em maio/25.

O Cepea destaca a necessidade de monitoramento contínuo do vírus H5N1, considerando surtos recentes na Europa, nos Estados Unidos e no Japão, impulsionados pela migração de aves. O período crítico coincide com a chegada de aves migratórias, entre maio e julho. Apesar do alerta, o setor brasileiro dispõe de elevado nível de biosseguridade e de capacidade técnica e comercial para responder a eventuais ocorrências, como demonstrado em 2025. 





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Mercados de grãos começam o ano com sinais divergentes


O início de 2026 trouxe movimentos mistos para os principais grãos negociados nos mercados internacionais, com trigo e soja pressionados por fatores de oferta e indicadores  técnicos, enquanto o milho apresentou reação positiva sustentada pela demanda global. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário reflete a combinação entre fundamentos amplos, comportamento dos fundos e ajustes típicos do começo do ano.

No mercado de trigo, as cotações recuaram na Bolsa de Chicago, influenciadas pela ampla disponibilidade mundial. Esse volume elevado mantém os compradores confortáveis e reforça um sentimento negativo entre os fundos. Mesmo as tensões no Mar Negro perdem relevância diante da oferta abundante em outras origens, como a Argentina, que pode suprir eventuais falhas logísticas da região. Os preços FOB na América do Sul indicam competitividade, com referências para Argentina, Uruguai e Paraguai em diferentes padrões de qualidade e prazos de embarque.

A soja iniciou o ano sob forte pressão em Chicago, com perdas expressivas nos contratos de curto e médio prazo. No mercado físico brasileiro, os preços também cederam tanto no interior do Paraná quanto no porto de Paranaguá. A China mostrou atividade moderada na última sessão do ano anterior, adquirindo alguns carregamentos de soja brasileira, mas não há expectativa de novas compras no curto prazo devido ao fechamento da Bolsa de Dalian. Os prêmios de exportação da soja subiram levemente, enquanto farelo e óleo mantiveram bases estáveis na América do Sul. 

Indicadores chineses apontaram queda no esmagamento semanal e ajustes pontuais nos estoques. Do ponto de vista técnico, o complexo da soja renovou mínimas, com indicadores negativos e rompimento de suportes relevantes, reforçando perspectivas de pressão adicional. Para o novo ano, pesam fatores como o rebalanceamento de fundos, o clima favorável no Brasil, que eleva estimativas de produção, e a expectativa de aumento de área nos Estados Unidos.

O milho, por sua vez, abriu o ano em alta em Chicago, sustentado pela demanda mundial considerada elástica o suficiente para absorver o crescimento da produção global. No Brasil, os contratos na B3 e o mercado físico mostraram estabilidade, enquanto referências de exportação no Paraguai e no Sul do país indicam níveis firmes. Entre os indicadores externos, o dólar recuou no mercado brasileiro, o petróleo operou em leve baixa, pressionando soja e milho, e o índice do dólar avançou, fator negativo para o trigo.

 





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