domingo, março 15, 2026

Política & Agro

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soja fecha outubro em alta com trégua comercial



Expectativa de retomada chinesa eleva preço da soja



Foto: Pixabay

A cotação da soja registrou forte alta na última semana de outubro, atingindo o maior valor desde 25 de julho de 2024. De acordo com a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), publicada nesta quinta-feira (30), o contrato para o primeiro mês cotado em Chicago fechou a US$ 10,91 por bushel, contra US$ 10,44 na semana anterior.

Segundo a Ceema, “a expectativa de um acordo comercial entre Estados Unidos e China, que favorecesse a soja estadunidense, esteve no centro desse movimento de valorização”. A reunião entre os dois países, realizada em 30 de outubro, tratou do tema e resultou em uma trégua na guerra comercial. Embora o mercado tenha considerado o resultado limitado, a China teria se comprometido a retomar as compras da oleaginosa norte-americana.

O relatório destaca que “não foram definidas metas em quantidade ou valores”, mas as tarifas médias aplicadas pelos EUA sobre produtos chineses foram reduzidas de 57% para 47%. Apesar de o cenário ser positivo, a Ceema ressalta que “é preciso verificar se o compromisso será cumprido”, lembrando que, em 2018, um acordo semelhante firmado durante o primeiro mandato de Donald Trump não foi integralmente executado pela China.

Outro fator que contribuiu para a alta foi o avanço nas cotações do farelo de soja, que alcançou US$ 315,60 por tonelada curta em 30 de outubro, o maior valor desde 23 de janeiro de 2025.

Mesmo com a paralisação do serviço público nos Estados Unidos, foram divulgados dados de exportação. Na semana encerrada em 23 de outubro, os embarques de soja norte-americana somaram 1,06 milhão de toneladas, volume próximo ao limite mínimo esperado pelo mercado. No entanto, o total exportado no atual ano comercial atingiu 6,7 milhões de toneladas, 37% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior. Segundo a Ceema, “os embarques da semana representam o menor volume semanal em 18 anos nos Estados Unidos”.





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Cotações do boi gordo encerram outubro em alta



Bahia registra avanço nas cotações do boi gordo e vaca



Foto: Divulgação

O mercado do boi gordo encerrou outubro em alta, sustentado pela demanda internacional e pela oferta restrita. De acordo com o informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado nesta sexta-feira (31) pela Scot Consultoria, as cotações do boi gordo, do “boi China” e da vaca gorda subiram R$ 15,00 por arroba no mês, enquanto a novilha teve aumento de R$ 20,00/@.

Na análise diária, a Scot registrou avanços de R$ 2,00/@ para o boi gordo e o “boi China”, R$ 4,00/@ para a vaca e R$ 5,00/@ para a novilha. Segundo a consultoria, “a escala de abate atendia, em média, sete dias”, o que indica equilíbrio entre oferta e demanda no mercado paulista.

A instituição avalia que a virada do mês tende a manter a firmeza dos preços, impulsionada pelo pagamento de salários, da primeira parcela do 13º e pelas contratações temporárias de novembro. “Esses fatores aumentam o poder de compra do consumidor e podem sustentar o consumo interno de carne bovina”, destacou a Scot Consultoria.

Na Bahia, o mercado também apresentou estabilidade diante da oferta limitada. Na região Sul do estado, a cotação do boi gordo manteve-se estável, enquanto os preços das fêmeas subiram R$ 3,00/@. Já na região Oeste, houve alta de R$ 5,00/@ para o boi gordo e para a vaca, sem alteração para a novilha. As escalas de abate, segundo o informativo, seguiam em torno de sete dias.





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conheça quatro tendências em máquinas agrícolas com maior potencial para o Brasil


Com clima tropical, ampla diversidade de solos, grandes extensões produtivas e foco crescente em sustentabilidade, o Brasil é terreno fértil para tecnologias que aumentem a eficiência e, com isso reduzam custos na agricultura. Esse tema e muitos outros que abordam o setor do agronegócio, será abordado na Agritechnica 2025, a maior feira mundial de máquinas e tecnologias agrícolas, que será realizada em novembro, em Hannover, na Alemanha.

Já estão confirmados para o evento mais de 2.700 expositores de 52 países, ocupando 23 pavilhões totalmente lotados, e ainda 37 estandes coletivos oficiais de 23 países trazendo empresas de pequeno e médio porte para a feira. A previsão é do evento receber 430 mil visitantes profissionais. Segundo Timo Zipf, gerente de projetos da Agritechnica, a feira se caracteriza por ser um amplo espaço de demonstração de novas tecnologias e tendências.

“A edição 2025 da feira mostra que o futuro da mecanização agrícola passa pela automação inteligente, pela aplicação precisa de insumos e pelo uso de dados em tempo real”, exemplifica ele. 

Mas e de todas as inovações e tendências que serão apresentadas, quais delas são diretamente aplicáveis no Brasil? Confira abaixo a seleção de quatro destaques por sua aplicabilidade direta às condições do agronegócio brasileiro: 

1.    Aplicação de fertilizantes e chorume com precisão

O uso de adubação líquida (chorume) está evoluindo para aplicações mais precisas e com menor perda, por meio de máquinas mais leves e eficientes, distribuidores aprimorados e sistemas automatizados. A aplicação de taxa variável, aliada ao controle por seções, garante que os nutrientes sejam aplicados apenas onde e na quantidade necessária, reduzindo desperdícios e impactos ambientais.

“No Brasil, o fertilizante representa um dos maiores custos da produção. A automação na aplicação é um avanço fundamental para melhorar o aproveitamento dos nutrientes e reduzir despesas”, explica Brena Baumle, representante da DLG – organizadora do evento – no Brasil.

2. Semeadura e plantio com apoio de IA e sensores

A Agritechnica irá mostrar as novas máquinas de plantio que combinam diversas etapas de trabalho em uma única passada, como semear e capinar simultaneamente, e incluem guiamento preciso e adubação localizada.

Sensores e sistemas baseados em inteligência artificial (IA) ajustam em tempo real a profundidade, o espaçamento e a densidade das sementes conforme a textura, umidade e fertilidade do solo. O resultado é maior uniformidade, produtividade e economia.

“O agricultor brasileiro já está habituado à agricultura de precisão. O próximo passo é a integração de dados e inteligência artificial, que traz ganhos diretos em eficiência e sustentabilidade”, afirma Brena Baumle.

3. Irrigação automatizada e de precisão

A irrigação de precisão também é uma tendência que está ganhando força com sensores de umidade do solo e modelos climáticos que calculam automaticamente o momento e o volume ideais para irrigar. A automação permite economizar água, energia e tempo, garantindo maior resiliência das lavouras diante de períodos de seca.

A irrigação por gotejamento inteligente segue como tendência mundial, impulsionando práticas mais sustentáveis e produtivas, e isso será mostrado na Agritechnica.

“Com o déficit hídrico em várias regiões do país, irrigar de forma eficiente é questão de sobrevivência econômica. As novas tecnologias tornam esse processo previsível e sob controle do produtor”, reforça Brena Baumle.

4. Sistemas autônomos de capina e controle de ervas

A automação no controle de plantas daninhas é uma das áreas mais promissoras da mecanização agrícola e será destaque na Agritechnica. Os fabricantes estão apresentando robôs de capina autônomos, pulverização seletiva e sistemas de controle a laser, capazes de substituir o uso intensivo de herbicidas. A tecnologia de bicos inteligentes e a aplicação pontual (spot spraying) também ganharam destaque.

“A falta de mão de obra e o alto custo dos defensivos químicos tornam a automação uma aliada estratégica. Além de reduzir custos, ela atende às exigências ambientais dos mercados mais exigentes”, comenta Brena Baumle.

Inovação, tecnologia e sustentabilidade em um só lugar

Reconhecida como a maior feira de máquinas agrícolas do mundo, a Agritechnica tem como tema central “Touch Smart Efficiency”, e ressalta o papel das tecnologias digitais na construção de uma agricultura mais inteligente, sustentável e competitiva.

A programação inclui o Digital Farm Center, área dedicada à agricultura inteligente, além de cinco palcos técnicos da DLG Expert Stages, três DLG Spotlights, mais de 400 palestrantes e uma vitrine exclusiva para startups do agronegócio.

A área dedicada a startups do agronegócio atua como incubadora e impulsionadora de inovação para o setor de máquinas agrícolas. Para os distribuidores internacionais, a Agritechnica oferece agora uma plataforma de matchmaking para promover conexões comerciais. O Dia Internacional do Agricultor destacará Canadá, República Tcheca e França, enquanto o Dia dos Jovens Profissionais busca atrair a nova geração de agricultores.

A feira conta ainda com o Systems & Components, um mercado B2B voltado à indústria global de fornecedores agrícolas e off-road. Segundo Timo Zipf, gerente do projeto, a Agritechnica “estimula o pensamento integrado e impulsiona uma agricultura mais sustentável e produtiva.”

“A Agritechnica é mais do que uma feira — é um espaço de conexão entre tecnologia, ciência e campo, onde se define o futuro da agricultura mundial”, conclui Zipf.

Mais Informações:  Agritechnica Hanover 2025 

Data: 9 a 15 de novembro de 2025  

Local: Pavilhão de exposições de Hanover, Messegelände (Alemanha)  

www.agritechnica.com





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Lavouras de arroz têm bom desenvolvimento inicia


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (30) pela Emater/RS-Ascar, a semeadura do arroz no Rio Grande do Sul alcança cerca de dois terços da área estimada para o Estado. O ritmo de implantação, no entanto, varia entre as regiões em função da umidade do solo. Segundo o levantamento, o predomínio de tempo seco nas últimas semanas favoreceu o avanço da operação, especialmente nas áreas que apresentavam atraso por causa do excesso de chuvas no início da primavera.

A Emater informa que a implantação ocorre tanto em áreas de plantio em solo seco quanto em sistemas pré-germinados, que permitem aproveitar janelas curtas de semeadura em solos saturados. Em algumas regiões, porém, a baixa umidade tem limitado a continuidade dos trabalhos, levando produtores a aguardar precipitações para evitar o uso de irrigação durante a germinação e emergência.

As lavouras implantadas encontram-se, em sua maioria, na fase inicial de desenvolvimento vegetativo, com bom estabelecimento e estande uniforme. O manejo de irrigação ainda é incipiente. A área cultivada está estimada em 20.081 hectares, com produtividade projetada em 8.752 quilos por hectare.

Na região de Bagé, o período foi de intensa semeadura, impulsionada pela sequência de dias secos. Na Fronteira Oeste, o avanço foi expressivo: Uruguaiana já semeou 77% dos 71 mil hectares previstos e Barra do Quaraí, 84% dos 23,2 mil hectares. Em São Borja, as operações avançam em ritmo acelerado após atrasos provocados pela umidade, com apenas 22% de 33 mil hectares implantados. Na Campanha, Dom Pedrito atingiu 96% dos 36 mil hectares estimados, após recuperar o atraso causado pela baixa precipitação, inferior a 30 milímetros no mês. A irrigação começa a ser estabelecida em pontos isolados.

Em Pelotas, cerca de 90% da área estimada já foi semeada. O clima seco e as temperaturas elevadas favoreceram o preparo do solo, nivelamento e construção de taipas. As lavouras estão em fase vegetativa e com desenvolvimento dentro da normalidade. Nas áreas de solo mais seco, o início da irrigação deve ocorrer em breve.

Na região de Santa Maria, aproximadamente um terço da área foi implantada, com maior avanço no sistema pré-germinado. A umidade segue irregular, mas o desenvolvimento das lavouras é considerado satisfatório. Já em Santa Rosa, as chuvas frequentes têm mantido o solo excessivamente úmido, dificultando a entrada de máquinas e atrasando o plantio. Em Garruchos, a semeadura ainda não começou, e há expectativa de redução de área e produtividade devido à limitação do calendário agrícola.

No Baixo Vale do Rio Pardo, na região de Soledade, a semeadura atinge 40% da área prevista. A baixa incidência de chuvas nas últimas semanas tem favorecido o avanço dos trabalhos. As áreas com sistema pré-germinado apresentam bom estabelecimento, enquanto as de solo seco estão em germinação e emergência, com estande uniforme. O zoneamento agrícola indica janelas de plantio entre setembro e dezembro, conforme o grupo de cultivares.

Na comercialização, o preço médio da saca de 60 quilos apresentou leve retração de 0,14% em relação à semana anterior, passando de R$ 57,53 para R$ 57,45, conforme o levantamento da Emater/RS-Ascar.





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Acordo entre EUA e China movimenta mercado do trigo



Trigo tem alta com expectativa de acordo comercial global



Foto: Canva

Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 24 a 30 de outubro e publicada nesta quinta-feira (30), a cotação do trigo em Chicago apresentou alta na última semana de outubro. O movimento foi impulsionado pela valorização da soja e pela expectativa de um possível acordo comercial entre Estados Unidos e China.

De acordo com o levantamento, o bushel do cereal atingiu US$ 5,32 no dia 29 de outubro, o maior valor desde 28 de julho de 2025. No entanto, no fechamento do dia 30, houve leve recuo, com a cotação ficando em US$ 5,24 por bushel, ante US$ 5,13 registrados na semana anterior.

Em relação às exportações norte-americanas de trigo, a Ceema informou que, na semana encerrada em 23 de outubro, os embarques somaram 258.543 toneladas, volume abaixo do esperado pelo mercado. Mesmo assim, o total exportado no atual ano comercial já alcança 11,5 milhões de toneladas, resultado 19% superior ao observado em igual período do ano passado.

 





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Agricultura familiar alcança recorde de vendas em São Paulo



Compras públicas fortalecem agricultura familiar no estado



Foto: Divulgação

A agricultura familiar do estado de São Paulo registrou um marco em 2025. O Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS) alcançou R$ 50,5 milhões em compras públicas, valor que supera a soma de todos os investimentos realizados entre 2020 e 2023. O resultado representa, segundo o governo estadual, um avanço na geração de renda e segurança para milhares de famílias agricultoras.

Coordenado pela Fundação ITESP e vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), o PPAIS tem como meta garantir mercado para agricultores familiares e cooperativas, além de fortalecer o abastecimento de instituições públicas estaduais. “O programa aproxima o campo das políticas públicas e assegura que alimentos de qualidade e origem paulista cheguem a escolas, universidades e unidades prisionais”, destacou a SAA.

Entre 2020 e 2022, o programa movimentou pouco mais de R$ 30 milhões. Em 2023, o valor foi de R$ 17,2 milhões e, em 2024, de R$ 20,4 milhões. O salto para R$ 50,5 milhões neste ano reflete o fortalecimento das políticas de compras públicas, a ampliação das chamadas e o apoio técnico prestado aos produtores pela CATI e pela Fundação ITESP. “Acompanhamos todo o processo, do planejamento da produção à entrega dos alimentos”, informou a coordenação do programa. Atualmente, cerca de 40 cooperativas integram a iniciativa.

O aumento nas aquisições também está relacionado a duas medidas da atual gestão: o fortalecimento da cadeia produtiva do leite e a inclusão do café entre os produtos comprados pelo programa. O governo ampliou a compra de leite para unidades prisionais e outras instituições, além de passar a adquirir café torrado e moído de cooperativas da agricultura familiar, setor que ganhou importância após a imposição de tarifas americanas sobre o café brasileiro.

Com o novo recorde, o PPAIS consolida-se como uma política de Estado voltada ao fortalecimento das cadeias produtivas e à valorização dos agricultores familiares. “O programa mostra que é possível construir um campo mais justo, produtivo e sustentável”, concluiu a SAA.





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Brasil lança iniciativa para recuperação de áreas degradadas


O Brasil apresentará, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), em Belém (PA), a RAIZ (Resilient Agriculture Investment for Net Zero Land Degradation), iniciativa internacional voltada à mobilização de recursos e ao compartilhamento de tecnologias para a recuperação de áreas agrícolas degradadas em diferentes regiões do mundo.

A ação é liderada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Segundo a FAO, a RAIZ responde à crescente demanda global por segurança alimentar e pela preservação dos ecossistemas produtivos. Estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que cerca de 2 bilhões de hectares de terras estão degradados, afetando 3,2 bilhões de pessoas. A entidade também aponta que 10 milhões de hectares de florestas são desmatados anualmente, enquanto o Global Forest Watch (2024) registrou 6,7 milhões de hectares de florestas tropicais primárias perdidos no último ano.

A FAO informou que a RAIZ contará com apoio técnico da organização e de instituições parceiras, com o objetivo de ampliar o alcance de experiências bem-sucedidas, como o programa Caminho Verde, conduzido pelo Mapa. A proposta busca fortalecer a cooperação internacional voltada à restauração de terras degradadas, à redução de emissões e à geração de renda em comunidades rurais.

O lançamento da iniciativa, durante a COP 30, reunirá representantes de governos, instituições financeiras e organismos multilaterais interessados em unir esforços para ampliar a escala das ações.

Segundo o Mapa, a RAIZ deve fortalecer programas nacionais que promovem a recuperação de solos e o uso sustentável da terra, como o Solo Vivo e o Caminho Verde Brasil. Ambos reúnem ciência, tecnologia e inclusão produtiva para transformar áreas degradadas em sistemas agrícolas mais eficientes e ambientalmente responsáveis.

O Solo Vivo, lançado em Mato Grosso, tem foco na recuperação de áreas degradadas e no fortalecimento da agricultura familiar. Com investimento de R$ 42,8 milhões, o programa já beneficia até mil famílias agricultoras em dez municípios do estado. A ação combina análises de solo, tecnologias digitais e capacitação gratuita, em parceria com o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e a Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado (Fetagri-MT).

Já o Caminho Verde Brasil, criado pelo Decreto nº 11.815/2023, tem como meta recuperar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas ou áreas de baixa produtividade nos próximos dez anos. O programa oferece crédito com juros reduzidos a produtores que adotem práticas sustentáveis e cumpram requisitos de regularização ambiental. Em sua primeira fase, conta com R$ 30,2 bilhões, captados por meio do Eco Invest Brasil, e prevê a restauração de até 3 milhões de hectares, além de negociações em andamento com parceiros internacionais, como a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA).





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Governo inicia diálogo com China sobre semicondutores


O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, iniciou nesta terça-feira (28) as tratativas com a China em busca de soluções para a crise global de semicondutores, que ameaça o setor automotivo brasileiro. O ministro reuniu-se com representantes das indústrias automotiva e de autopeças, além de trabalhadores, que foram ao MDIC solicitar apoio do governo federal diante da situação internacional.

Segundo o ministério, a escassez de semicondutores tem origem em um impasse geopolítico. A crise começou após a intervenção do governo holandês em uma empresa chinesa instalada na Holanda, responsável por cerca de 40% do mercado mundial de chips utilizados em veículos flex. Em reação, a China suspendeu a exportação dos semicondutores produzidos em seu território, o que pode comprometer o fornecimento ao Brasil.

Em resposta ao setor produtivo, Alckmin entrou em contato com o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, para solicitar a liberação do fornecimento de semicondutores destinados à indústria automotiva nacional. O embaixador se comprometeu a encaminhar a demanda ao governo chinês. O ministro também conversou com o embaixador do Brasil em Pequim, Marcos Bezerra Abbott Galvão, e afirmou que pode buscar alternativas por meio da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), da qual é presidente.

Após a reunião, o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira, explicou que o objetivo das negociações é impedir que o Brasil seja afetado pela suspensão de exportações e garantir o acesso aos componentes necessários para a produção de veículos. “Há uma prioridade total por parte do vice-presidente, inclusive como representante do Brasil na Cosban, em ampliar e aprofundar esse diálogo para resolver a questão o mais rápido possível, defendendo as empresas e também os empregos”, afirmou o secretário.

De acordo com Moreira, o país se comprometeu a usar os semicondutores exclusivamente no mercado interno, com garantia de rastreabilidade. Ele também informou que as montadoras têm insumos suficientes para cerca de duas semanas de produção. O setor automotivo, responsável por 20% da indústria de transformação, emprega diretamente 130 mil pessoas e cerca de 1,3 milhão de forma indireta. “Uma parada na produção impactaria diretamente 130 mil empregos diretos e 1,3 milhão”, destacou o secretário.





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Trump e Xi fazem progressos no acordo do TikTok e planejam se reunir na…


Logotipo Reuters

Por Trevor Hunnicutt

WASHINGTON (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que ele e o presidente da China, Xi Jinping, fizeram progressos em um acordo sobre o TikTok e concordaram com uma reunião cara a cara já no próximo mês na Coreia do Sul.

Os dois lados parecem ter diminuído as tensões durante a primeira ligação em três meses entre os líderes das duas superpotências, mas não ficou imediatamente claro se a ligação produziu o esperado acordo firme sobre o destino do popular aplicativo de vídeos curtos.

Trump disse que os líderes concordaram em conversar à margem do fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, que começa em 31 de outubro em Gyeongju, Coreia do Sul, e para uma possível visita posterior de Trump à China. A Reuters informou anteriormente que os dois lados estavam planejando essa reunião.

“Fizemos progressos em muitas questões muito importantes, incluindo comércio, fentanil, a necessidade de encerrar a guerra entre a Rússia e a Ucrânia e a aprovação do acordo do TikTok”, escreveu Trump nas mídias sociais.

“A ligação foi muito boa, voltaremos a nos falar por telefone, agradecemos a aprovação do TikTok e ambos esperamos nos encontrar na Apec!”, escreveu Trump.

Mas um comunicado da China não fez referência a um acordo final.

“Sobre o TikTok, Xi disse que a posição da China é clara: o governo chinês respeita a vontade das empresas e dá as boas-vindas às empresas para que conduzam negociações comerciais com base nas regras de mercado para chegar a uma solução consistente com as leis e regulamentações chinesas, ao mesmo tempo em que equilibra os interesses”, de acordo com o resumo da reunião na Xinhua.

(Reportagem de Trevor Hunnicutt; Reportagem adicional de David Brunnstrom e Xiuhao Chen e Ethan Wang, em Pequim)

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Ruptura nos supermercados recua


O Índice de Ruptura da Neogrid, que mede a falta de produtos nas gôndolas dos supermercados brasileiros, caiu para 11,9% em setembro, uma redução de 1,2 ponto percentual em relação a agosto, segundo dados divulgados pela empresa. O resultado aponta melhora no abastecimento do varejo alimentar, com destaque para itens essenciais da cesta do consumidor como arroz, feijão, café, azeite e ovos, que registraram menor falta nas prateleiras.

O feijão apresentou a maior recuperação, com queda de 2,0 p.p. na ruptura (de 8,4% para 6,4%), seguido pelos ovos (−2,6 p.p.), arroz (−1,8 p.p.), café (−1,7 p.p.) e azeite (−1,0 p.p.). Em contrapartida, a cerveja foi a única categoria a registrar aumento na indisponibilidade, subindo 0,7 p.p. no período, acompanhada por elevação de preços em todas as versões avaliadas.

De acordo com Robson Munhoz, Chief Relationship Strategist da Neogrid, o resultado reflete um ajuste positivo no abastecimento após meses de instabilidade, embora o cenário econômico ainda imponha desafios com custos e inflação pressionando margens do varejo. Mesmo com a melhora, o comportamento do consumidor segue cauteloso: pesquisa da Neogrid e Opinion Box mostra que 82% dos brasileiros substituíram produtos por opções mais baratas para conter gastos.

“O índice em setembro reflete um ajuste positivo no abastecimento após meses de instabilidade, embora o cenário econômico ainda apresente pressão de custos e inflação, o que impacta preços e margens no varejo”, avalia.

O índice confirma uma tendência de recuperação gradual no setor, impulsionada pela recomposição de estoques e pelo realinhamento das cadeias de suprimento, ainda que a volatilidade de preços e o consumo seletivo sigam moldando o cenário do varejo alimentar brasileiro.

 





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