quarta-feira, março 18, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Estudo usa inteligência artificial para mapear 50 anos de avaliação de impacto da pesquisa agrícola


Levantamento mostra evolução metodológica, aponta lacunas e sugere caminhos para alinhar ciência, sustentabilidade e segurança alimentar

Estudo analisou 239 publicações científicas sobre avaliação de impacto agrícola entre 1969 e 2022.

O uso de inteligência artificial permitiu

mapear tendências, metodologias e lacunas em seis décadas.

Métodos mistos e ciência de dados ganham espaço desde os anos 2000, equilibrando análises qualitativas e quantitativas.

Temas como mudanças climáticas, segurança alimentar e práticas sustentáveis ??devem crescer até 2030.

Pesquisas sobre culturas estratégicas como arroz, trigo, batata e inhame ainda são pouco exploradas.

 

As avaliações de impacto na agricultura, cada vez mais executadas por governos, financiadores e instituições de pesquisa, ganham novas ferramentas para medir de forma mais precisa os efeitos de políticas e tecnologias. Um estudo recente aplicou técnicas de processamento de linguagem natural (PLN) para analisar quase seis décadas de publicações científicas sobre o tema, revelando tendências, lacunas e prioridades emergentes que podem orientar tanto a formulação de políticas quanto a condução da pesquisa agrícola global.

 

De acordo com Daniela Maciel Pinto, analista da Embrapa Territorial, o levantamento examinou 239 estudos publicados entre 1969 e 2022, identificando mudanças no volume de trabalhos, nos métodos utilizados e nos focos temáticos ao longo do tempo. 

 

O primeiro artigo da série, explica ela, “publicado em 1969, já discutia a necessidade de aprimorar a gestão dos recursos públicos destinados à pesquisa agrícola. Desde então, o campo passou por grande transformação, refletindo as próprias mudanças da agricultura mundial – da Revolução Verde à emergência climática e aos debates sobre sustentabilidade”.

 

A análise mostrou a existência de seis grandes grupos temáticos,

• Economia e desenvolvimento agrícola (49 estudos) – com foco em eficiência, produtividade e investimentos, envolvendo principalmente grãos como sorgo e cevada;

• Inovação e desempenho tecnológico (37) – ligado à qualidade, transferência de conhecimento e culturas como milho e cana-de-açúcar, em forte ascensão desde os anos 1990;

• alimentar e mudanças climáticas (33) – tema em expansão desde os anos 2000, que diz respeito à produção, adaptação e questões de gênero;

• gestão de recursos e desenvolvimento sustentável (31) – com destaque para pobreza agrícola, impactos ambientais e redução da pobreza;

• impactos sociais e transformações institucionais (47) – envolvimento à participação social, políticas agrícolas e aprendizagem institucional, em crescimento desde os anos 1970,;

• adoção de tecnologias e práticas sustentáveis ??(42) – centrado em pequenos aumentos agrícolas, inovação e renda, com expressivo nas décadas de 2000 e 2010.

 

As previsões indicam que, até 2030, a adoção de práticas sustentáveis ??(+233%), a gestão de recursos (+122%) e os impactos sociais e institucionais (+59%) deverão crescer acima da média. Já a inovação tecnológica (+51%) e a segurança alimentar (+22%) avançaram em ritmo mais moderado, mas ainda relevante para os desafios globais.

 

Adriana Bin, da Unicamp, explica que, do ponto de vista metodológico, o estudo acordos 73 técnicas separadas, organizado em três categorias: desenho da avaliação, coleta de dados e análise de dados. Houve uma transição clara: se antes predominavam abordagens quantitativas, hoje há maior equilíbrio com métodos qualitativos. A partir dos anos 2000, cresceu o uso de métodos mistos e de ferramentas de ciência de dados, diminuindo uma tendência a avaliações mais interdisciplinares.

 

O Grupo 5 – impactos sociais e transformações institucionais concentrou uma maior variedade de métodos (35), seguidos por inovação tecnológica e desempenho (31). Já os grupos de economia agrícola e adoção de tecnologias sustentáveis ??empataram com 25 metodologias cada. Os temas ligados à segurança alimentar, mudanças climáticas e gestão de recursos ficaram próximos, com 22 métodos aplicados.

 

Segundo Geraldo Stachetti Rodrigues, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, questões sociais mais complexas exigem maior diversidade metodológica, enquanto áreas tradicionais, como economia agrícola, apesar do volume de estudos, utilizam menos variedade de ferramentas. Essa diferença reforça a necessidade de combinar métodos para capturar as múltiplas dimensões dos impactos agrícolas.

 

Inteligência artificial como aliada

O diferencial da pesquisa foi o uso de técnicas de PLN, como tokenização, análise de bigramas e modelagem de tópicos, aplicadas ao conjunto de publicações. Esse processo permitiu identificar padrões e tendências que poderiam passar despercebidos em análises eventualmente.

 

A busca inicial recuperou 447 artigos nas bases Scopus e Web of Science, refinados até chegar ao conjunto final de 239. O material foi tratado com métodos estatísticos, como a teoria de Zipf, e algoritmos de aprendizado de máquina, incluindo o LDA (Latent Dirichlet Allocation), que especifica os textos em seus grandes tópicos. A consistência dos resultados foi validada por testes de coerência e pelo método Elbow, que define o número ideal de clusters, neste estudo: os descritos.

 

Além da análise temática, Daniela Maciel Pinto destaca que a pesquisa estruturou um dicionário com 103 métodos e técnicas aplicadas em avaliação de impacto, que pode servir como guia prático para pesquisadores, avaliadores e formuladores de políticas.

 

O estudo mostra que as avaliações de impacto acompanharam os ciclos da agricultura mundial. Nos anos 1950 e 1960, a ênfase estava na mensuração econômica das inovações trazidas pela Revolução Verde. A partir dos anos 1970, emergiram preocupações ambientais e sociais, levando a métodos como a Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) e, mais tarde, a ferramentas institucionais como o Ambitec-Agro, desenvolvido pela Embrapa.

 

Nos anos 1990 e 2000, avaliações qualitativas e participativas passaram a incluir questões de gênero e equidade, enquanto na década seguinte ganharam espaços de abordagens sistêmicas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Mais recentemente, big data e tecnologias digitais foram incorporadas, ampliando as possibilidades de análise.

 

Apesar dos avanços, uma pesquisa revelou lacunas importantes. Poucas avaliações abordam diretamente culturas fundamentais para a segurança alimentar global, como arroz, trigo, batata e inhame – que aparecem em apenas 10% dos estudos. Outro ponto é o número ainda limitado de pesquisas experimentais, mesmo em temas que poderiam se beneficiar desse tipo de abordagem.

 

Há também desafios relacionados à cobertura das bases de dados. Por ter estudado apenas artigos indexados em Scopus e Web of Science, o levantamento pode ter sido retirado de fora de trabalhos relevantes disponíveis em outros repositórios.

 

Relevância social e política

Mais do que instrumentos de mensuração, as avaliações de impacto são vistas hoje como mecanismos de responsabilidade institucional, alinhados a paradigmas como a Pesquisa e Inovação Responsáveis ??(RRI). Eles ajudam a conectar a ciência agrícola a valores éticos, sociais e ambientais, ampliando sua relevância social. 

 

Para os autores, os resultados indicam que novas ferramentas, como a inteligência artificial, não substituem métodos tradicionais, mas os complementam, fortalecendo a capacidade de avaliação em um campo estratégico para enfrentar as mudanças climáticas, garantir a segurança alimentar e promover a sustentabilidade. 

 

Ao organizar o conhecimento acumulado sobre meio século de pesquisas, o estudo fornece um mapa de tendências e metodologias, capaz de apoiar decisões institucionais, orientar investimentos e estimular práticas agrícolas mais resilientes e inclusivas.

 

Pontos principais

• Estudo analisou 239 publicações entre 1969 e 2022 usando inteligência artificial.

• Identificados seis grandes grupos temáticos, com destaque para sustentabilidade, inovação e impactos sociais.

• Catalogadas 73 técnicas de avaliação e organizadas um dicionário com 103 metodologias.

• Uso crescente de métodos mistos e ciência de dados a partir dos anos 2000.

• Lacunas: baixa atenção às culturas básicas como arroz, trigo e batata.

• Até 2030, maior crescimento esperado na adoção de práticas sustentáveis ??e gestão de recursos.

 

Linha do tempo – Avaliações de impacto na agricultura

• Século XIX – Primeiras relações entre ciência e prática agrícola começaram a ser observadas.

• Década de 1950 – Com a Revolução Verde, surgem metodologias quantitativas externas a medir custos e benefícios das inovações tecnológicas.

• Década de 1970 – Expansão do escopo: além dos impactos econômicos, passam a ser avaliados efeitos sociais e ambientais.

• Décadas de 1980 e 1990 – Avanço das metodologias ambientais, como a Análise de Ciclo de Vida (ACV) e a Avaliação de Impacto Ambiental (AIA). A Embrapa cria o Ambitec-Agro, para medir impactos de tecnologias agropecuárias.

• Anos 1990–2000 – Ganha espaço a avaliação participativa e qualitativa, com foco em inclusão social, gênero e equidade.

• A partir de 2010 – Ênfase em abordagens sistêmicas e análises de trade-offs, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

• Atualidade – Uso crescente de big data e tecnologias digitais para apoiar avaliações de impacto e políticas públicas agrícolas.

 

 

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja recua em Chicago diante de estimativa de safra


A soja negociada na Bolsa de Chicago encerrou o pregão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pelas estimativas de uma safra recorde no Brasil. Segundo dados da TF Agroeconômica, o contrato para novembro caiu 0,60%, ou US$ 6,25 cents/bushel, fechando a US$ 1.037,50. Já o vencimento de janeiro recuou 0,61%, ou US$ 6,50 cents/bushel, para US$ 1.056,50. No farelo, outubro fechou em baixa de 0,32%, a US$ 283,00/ton curta, enquanto o óleo de soja para o mesmo mês cedeu 1,31%, cotado a US$ 50,57/libra-peso.

O movimento baixista foi atribuído a diversos fatores técnicos e fundamentais, incluindo a pressão sazonal da colheita nos Estados Unidos, a expectativa de safra recorde no Brasil e a ausência de novas compras chinesas. Analistas destacam que, mesmo com o aumento de 70,58% nas vendas semanais para exportação, a China permanece fora das listas americanas, o que reduz o potencial de escoamento da safra norte-americana.

No Brasil, a Conab estimou a produção de soja em 177,67 milhões de toneladas e as exportações em 112,12 milhões de toneladas, números superiores aos 177 milhões e 112 milhões de toneladas previstos pelo USDA para a safra 2025/26. Essas projeções reforçam a pressão sobre as cotações internacionais, já que o país deve seguir como líder no comércio global do grão.

Com esse cenário, os preços em Chicago tendem a manter um viés de baixa no curto prazo, especialmente se as perspectivas climáticas permanecerem favoráveis na América do Sul e a demanda chinesa seguir limitada no mercado norte-americano. As informações foram divulgadas nesta manhã.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Estado tem otimismo com a soja


O Rio Grande do Sul atravessa um momento típico de entressafra, marcado pela preparação para o novo ciclo de soja, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações de preços para pagamento em meados de setembro, com entrega entre agosto e setembro, ficaram em R$ 142,50 nos portos. No interior, as cotações marcaram manutenção e ficaram em torno de R$ 135,00 por saca, em Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa para 30/09”, comenta.

Santa Catarina atravessa a fase de entressafra da soja, o que reduz a disponibilidade de informações atualizadas e a movimentação do setor. “No mercado físico, as cotações apresentaram oscilações discretas. Em Palma Sola, a saca de 60 kg foi negociada a R$ 122,00, com variação negativa de -0,81%. Já em Rio do Sul, o preço se manteve estável em R$ 128,00. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 140,29 (-0,53%)”, completa.

Diferenças regionais e logística definem o cenário da soja no Paraná. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 140,99 (-0,40%). Em Cascavel, o preço foi 127,78 (-0,78%). Em Maringá, o preço foi de R$ 128,52 (-0,44%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 130,23 (-0,31%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 125,00 (+0,87%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

Mato Grosso do Sul inicia plantio com otimismo e mercado físico estável. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 126,49 (+0,34%), Campo Grande em R$ 126,49 (+0,34%), Maracaju em R$ 126,49 (+0,34%), Chapadão do Sul a R$ 121,04 (+0,14%), Sidrolândia a em R$ 126,49 (+0,34%)”, informa.

Comercialização avança e prêmio de exportação sustenta preços no Mato Grosso. “O desafio agora recai sobre o aumento dos custos de produção, especialmente com insumos como fertilizantes e defensivos. Campo Verde: R$ 122,73 (-0,66%). Lucas do Rio Verde: R$ 120,74 (-0,63%), Nova Mutum: R$ 120,74 (-0,63%). Primavera do Leste: R$ 122,73 (-0,66%). Rondonópolis: R$ 122,73 (+0,66%). Sorriso: R$ 120,74 (-0,63%)”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho tem pregão misto na B3 e recua em Chicago


O mercado de milho apresentou comportamento misto nesta quinta-feira (18) na B3, refletindo os movimentos do câmbio e das cotações externas. Segundo informações da TF Agroeconômica, o cenário foi influenciado também pela primeira estimativa da Conab para a safra 2025/26, que indicou leve redução na produção nacional, aumento dos estoques iniciais e crescimento no saldo exportável do cereal.

Na bolsa brasileira, os contratos futuros fecharam em direções distintas. O vencimento novembro/25 terminou cotado a R$ 67,27, com alta de R$ 0,09 no dia, mas queda acumulada de R$ 0,69 na semana. O contrato de janeiro/26 encerrou a R$ 70,16, com recuo diário de R$ 0,02 e semanal de R$ 0,77. Já março/26 foi negociado a R$ 73,13, registrando baixa de R$ 0,12 no dia e de R$ 0,21 na semana. Esse movimento reflete a disputa entre fatores internos, como o dólar, e externos, como o avanço da colheita nos Estados Unidos.

Em Chicago, os preços do milho recuaram diante da intensificação da colheita americana. O contrato para dezembro caiu 0,70%, encerrando a US$ 423,75/bushel, enquanto o de março perdeu 0,67%, fechando a US$ 441,50/bushel. Analistas destacam que o mercado permanece pressionado pela incerteza quanto ao rendimento das lavouras, uma vez que a produtividade final ainda é difícil de projetar.

Problemas de polinização ocorridos no verão e a incidência de ferrugem asiática podem estar afetando a qualidade da safra norte-americana. Com isso, mesmo notícias positivas, como a venda extra de 110 mil toneladas para exportação, acabam sendo ofuscadas. As dúvidas sobre o desempenho das lavouras se acumulam junto com o milho armazenado nos silos, aumentando a cautela dos agentes e reforçando a pressão baixista sobre os preços internacionais.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho segue com baixa liquidez no Sul


O mercado gaúcho de milho segue com liquidez baixa e negócios limitados, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações de compra estão em R$ 67,00/saca em Santa Rosa e Ijuí, R$ 68,00 em Não-Me-Toque e Seberi, R$ 69,00 em Marau e Gaurama, e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. Para setembro, pedidas ficam entre R$ 68,00 e R$ 70,00/saca, enquanto no porto a referência futura para fevereiro/2026 permanece em R$ 69,00/saca”, comenta.

As negociações de milho permanecem travadas em Santa Catarina, com ampla diferença entre pedidas e ofertas. “Em Campos Novos, produtores pedem R$ 80,00/saca, enquanto as ofertas não passam de R$ 70,00. No Planalto Norte, a distância também é grande, com pedidos em R$ 75,00 contra ofertas de R$ 71,00. Esse descompasso limita os negócios e faz com que parte dos agricultores repense investimentos para o próximo ciclo”, completa.

O mercado de milho no Paraná continua com baixa liquidez, refletindo o descompasso entre as pedidas dos produtores e as ofertas da indústria. “As solicitações giram em torno de R$ 73,00/saca FOB, chegando a R$ 75,00 em algumas regiões, enquanto compradores seguem firmes em propostas abaixo de R$ 70,00 CIF, o que trava o fechamento de novos negócios. O impasse mantém o mercado spot praticamente parado”, indica.

O mercado de milho segue travado e com pouca liquidez no estado. “As cotações

variam entre R$ 47,00 e R$ 53,00/saca, com Dourados mantendo as melhores referências. Em Sidrolândia ocorreram pequenas quedas, mas no geral os preços seguem distantes do necessário para estimular novos negócios. Mesmo com ajustes pontuais, o mercado permanece refletindo o equilíbrio momentâneo entre oferta e demanda”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Trigo no Sul do Brasil perde força



No Paraná, a estabilidade dos preços do trigo importado reforça a disputa


No Paraná, a estabilidade dos preços do trigo importado reforça a disputa
No Paraná, a estabilidade dos preços do trigo importado reforça a disputa – Foto: Seane Lennon

O mercado de trigo no Sul do Brasil atravessa um momento de forte pressão dos importados, especialmente da Argentina e do Paraguai. Segundo a TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul o mercado disponível segue lento devido à combinação de moinhos abastecidos e baixa disponibilidade de cereal. As indicações de comprador permanecem na faixa de R$ 1.250,00 no interior, enquanto vendedores pedem R$ 1.300,00 para retirada em setembro e pagamento em outubro. Para a próxima safra, surgiram ofertas de R$ 1.100,00, mas os produtores ainda resistem a negociar nesses níveis.

No estado, a chegada do navio ES Jasmine, prevista para o fim de setembro com 30 mil toneladas de trigo argentino, deve aumentar a concorrência. Já os preços pagos ao produtor em Panambi recuaram para R$ 68,00 a saca, perdendo competitividade frente ao Paraná. Em Santa Catarina, a demanda segue baixa e é atendida principalmente pelo trigo gaúcho, com negócios a R$ 1.300 FOB + ICMS para o tipo 1. Nas praças locais, os preços da pedra se mantêm firmes, chegando a R$ 75,67/saca em Canoinhas e R$ 76,00 em São Miguel do Oeste.

No Paraná, a estabilidade dos preços do trigo importado reforça a disputa com o produto nacional. Moinhos locais ofertam R$ 1.350 a R$ 1.400 CIF, mas sem grandes avanços nas negociações. O trigo paraguaio é cotado entre US$ 250 e US$ 260 CIF, enquanto o argentino chega a US$ 269 já nacionalizado. Os preços pagos aos produtores recuaram 1,73% na semana, para R$ 73,34/saca, abaixo do custo de produção estimado pelo Deral em R$ 74,63. O cenário pressiona a margem dos triticultores, que já observam redução do potencial de lucro à medida que se aproxima a colheita.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Trigo perde força, soja sustenta ganhos e milho reage



No caso do trigo, os contratos caem diante da oferta abundante


No caso do trigo, os contratos caem diante da oferta abundante
No caso do trigo, os contratos caem diante da oferta abundante – Foto: Canva

Os principais mercados de grãos iniciam esta sexta-feira (19) com movimentos distintos, refletindo tanto fatores climáticos quanto influências macroeconômicas. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo apresenta queda em Chicago, a soja opera em alta e o milho registra leve recuperação técnica após quedas recentes.

No caso do trigo, os contratos caem diante da oferta abundante no mercado internacional e da demanda enfraquecida, cenário que limita o avanço das cotações. A valorização do dólar frente ao euro também pressiona negativamente as exportações americanas, reduzindo sua competitividade. No mercado interno brasileiro, os preços seguem pressionados: o indicador Cepea Paraná caiu 1,41% no dia e acumula perda de 4,89% no mês, enquanto no Rio Grande do Sul a retração diária foi de 0,05%.

Já a soja volta a registrar ganhos em Chicago, apoiada nas expectativas em torno de um possível encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, embora a queda nos preços do óleo de soja limite parte da valorização. O mercado também reflete o início do plantio de verão no Brasil, que ocorre sob condições climáticas favoráveis e com projeção da Conab de safra recorde de 177,67 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 3,6% em relação à temporada anterior. Apesar disso, os contratos ainda sofrem influência da fraca demanda por biocombustíveis nos EUA e das recentes vendas externas decepcionantes.

O milho, por sua vez, registra leve alta em Chicago, em movimento de recuperação após as quedas dos dois pregões anteriores. Relatos apontam para produtividade ligeiramente abaixo do esperado nas lavouras americanas, o que pode levar a revisões no volume projetado pelo USDA. Além disso, previsões de chuvas significativas para o Centro-Oeste brasileiro nos próximos dias podem desacelerar o ritmo da colheita e dar sustentação adicional ao mercado.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Agronegócio entre Selic elevada e dólar valorizado


O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, reduziu nesta semana a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 4,00% a 4,25% ao ano, aplicando o primeiro corte em nove meses. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic em 15% ao ano, reforçando uma postura conservadora diante de uma inflação ainda acima da meta.

A decisão distinta entre os dois países deve gerar efeitos mistos para o agronegócio brasileiro. A Selic elevada ajuda a manter o real valorizado e reduz o custo de insumos importados, mas ao mesmo tempo encarece o crédito rural, limitando investimentos, expansão e modernização da produção.

“A Selic elevada ajuda a manter o real valorizado e reduz o custo de insumos importados, mas ao mesmo tempo encarece o crédito rural, limitando investimentos, expansão e modernização da produção”, afirma Isabella Pliego, Analista de Inteligência e Estratégia da Biond Agro.

A valorização da moeda também diminui a atratividade das exportações, já que cada dólar convertido resulta em menos receita em reais, comprimindo margens e afetando a competitividade no mercado internacional. Por outro lado, se o real se mantiver valorizado, há espaço para negociar melhores condições na compra de insumos, reduzir despesas logísticas e repensar prazos de financiamento interno.

No mercado interno, os efeitos tendem a ser neutros ou levemente positivos, com custos menores sem grandes alterações nos preços de venda. Quem conseguir equilibrar custos, se proteger do câmbio e planejar a longo prazo terá vantagem competitiva. “Quem conseguir equilibrar custos, se proteger do câmbio e planejar a longo prazo sairá em vantagem”, finaliza Isabella.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mato Grosso amplia envios de bovinos para outros estados



Mato Grosso do Sul lidera destino de gado mato-grossense



Foto: Divulgação

Segundo a análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (15), “Mato Grosso enviou para o gancho em outros estados 10,12 mil animais terminados, segundo o Indea, aumento de 8,99 vezes em relação a jul/25”.

De acordo com o Imea, “esse avanço resultou, principalmente, do aumento expressivo nos envios para Mato Grosso do Sul, cujo volume de bovinos foi 34,61 vezes maior comparado com o de jul/25, sendo responsável por 64,58% dos envios interestaduais por MT em ago/25”.

O instituto destacou que “o aumento nos abates em outros estados está atrelado, principalmente, à competitividade dos preços do boi gordo em Mato Grosso”.

Por fim, o Imea avaliou que, “com a menor competitividade nos preços da arroba do boi gordo mato-grossense frente aos demais estados, os envios interestaduais tendem permanecer nesse ritmo até o início do quarto trimestre de 2025, quando o movimento de recuperação da arroba tende a ocorrer no final do ano”.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preço médio do frete rodoviário registra leve queda


O preço médio do frete por quilômetro rodado no Brasil voltou a recuar em agosto, segundo o Índice de Frete Rodoviário (IFR) da Edenred, com dados da plataforma Repom. O valor caiu de R$ 7,40 em julho para R$ 7,36, uma redução de 0,54%.

De acordo com Vinicios Fernandes, Diretor da Edenred Frete, a retração reflete a contração de alguns setores da indústria e os efeitos da política tarifária dos Estados Unidos, que reduziram a demanda por transporte. A desvalorização do dólar e a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano também contribuíram para o cenário estável.

“O resultado de agosto mostra como diferentes fatores se equilibraram. A menor atividade da indústria pressionou os preços para baixo, enquanto a safra de milho, a tabela de frete e o aumento do diesel impediram uma redução mais acentuada”, explica Vinicios Fernandes, Diretor da Edenred Frete.

Apesar da queda, fatores como o escoamento da segunda safra de milho, o reajuste do piso da tabela de frete em julho e o aumento do diesel impediram uma redução mais acentuada. Em agosto, o diesel comum subiu 0,65%, a R$ 6,19, e o S-10 avançou 0,81%, para R$ 6,22, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). Para os próximos meses, o IFR deve registrar pequenas oscilações, influenciadas pelo câmbio, pelos combustíveis e por possíveis mudanças regulatórias.

A Edenred é líder em soluções de mobilidade na América Latina, representada no Brasil pelas marcas Ticket Log, Repom, Pagbem e Taggy. Possui mais de 30 anos de experiência no País e conecta pessoas e negócios a uma mobilidade mais eficiente e sustentável.

 





Source link