domingo, março 15, 2026

Política & Agro

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Confira como está o mercado da soja


O cenário no Rio Grande do Sul combina dificuldades financeiras com retração nas cotações, segundo a TF Agroeconômica. “Para pagamento em novembro, com entrega em outubro, os preços no porto foram reportados a R$ 140,00/sc semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 130,00/sc semanal em Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, todos com liquidação prevista para 30/10. Já em Panambi, o mercado físico apresentou queda mais acentuada, com o preço de pedra recuando para R$ 120,00/sc, sinalizando maior resistência local ao ritmo comprador”, comenta.

Santa Catarina manteve um desempenho comercial estável, contrastando com a volatilidade observada em outros estados do Sul. “Essa folga de capacidade confere ao estado maior flexibilidade comercial, mitigando os efeitos de oscilações logísticas e financeiras que afetam seus vizinhos regionais. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 140,20 (+0,23%)”, completa.

O Paraná mantém sua posição de destaque nacional. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 141,80 (+0,53%). Em Cascavel, o preço foi R$ 127,30 (-0,68%). Em Maringá, o preço foi de R$ 129,92 (+0,30%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 132,05 (-0,20%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 140,20 (+0,23%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

O Mato Grosso do Sul reforça sua estratégia de diversificação econômica com a expansão da produção de etanol de milho, consolidando o estado como um polo agroindustrial em ascensão. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 124,80 (+0,60%), Campo Grande em R$ 124,80 (+0,60%), Maracaju em R$ 124,80 (+0,60%), Chapadão do Sul a R$ 120,72 (-0,16%), Sidrolândia a em R$ 124,80 (+0,60%)”, informa.

O Mato Grosso manteve suas projeções de safra. “O leve atraso no plantio é um ponto crítico, pois pode reduzir a janela de semeadura do milho safrinha, elevando o risco climático da segunda safra e intensificando a disputa por fretes no pico da colheita. Campo Verde: R$ 121,73 (-0,18%). Lucas do Rio Verde: R$ 120,95 (+0,75%), Nova Mutum: R$ 120,95 (+0,75%). Primavera do Leste: R$ 121,73 (-0,18%). Rondonópolis: R$ 121,73 (-0,18%). Sorriso: R$ 120,95 (+0,75%)”, conclui.

 





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Milho recua na B3 e em Chicago com realização de lucros



Na B3, os contratos futuros registraram variações negativas


Na B3, os contratos futuros registraram variações negativas
Na B3, os contratos futuros registraram variações negativas – Foto: AgResource

O milho encerrou o pregão desta terça-feira (4) em baixa tanto na B3 quanto na Bolsa de Chicago (CBOT). Segundo a TF Agroeconômica, as cotações brasileiras acompanharam o movimento negativo internacional, com investidores realizando lucros após a valorização recente e observando o avanço do plantio da primeira safra de milho, que segue em linha com o ritmo do ano anterior. O mercado também permanece atento aos relatos de danos causados pelas chuvas no Sul do Brasil, que podem alterar o cenário de oferta e influenciar as próximas decisões de comercialização.

Na B3, os contratos futuros registraram variações negativas no dia, apesar de ganhos acumulados na semana. O vencimento de novembro/25 fechou cotado a R$ 68,04, com baixa de R$ 0,31 no dia e alta semanal de R$ 0,52. O contrato de janeiro/26 terminou a R$ 71,73, queda de R$ 0,36 no dia e avanço semanal de R$ 0,72. Já o vencimento de março/26 encerrou a R$ 73,22, recuando R$ 0,80 no dia, mas ainda 0,33 real acima da semana anterior.

Em Chicago, as cotações também recuaram em um movimento de correção técnica e realização de lucros. O contrato de dezembro caiu 0,63%, fechando a US$ 4,31/bushel, enquanto o de março recuou 0,34%, a US$ 4,44/bushel. A pressão veio do aumento das vendas no mercado físico e das boas condições climáticas no Meio-Oeste dos Estados Unidos, que favorecem a conclusão rápida da colheita já estimada em 83%. A StoneX elevou sua previsão para 425,42 milhões de toneladas, praticamente em linha com a estimativa de 427 milhões do USDA, consolidando expectativas de uma safra recorde.





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Soja tem 3ª feira de realização de lucros em Chicago; BR se atenta aos…


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A soja fechou o pregão desta terça-feira (4) com baixas de mais de 10 pontos nos principais vencimentos. As perdas oscilaram de 12 a 12,75 pontos, levando o janeiro a US$ 11,21 e o maio a US$ 11,37 por bushel. Os futuros do óleo e do farelo de soja também caíram, liderados pelo farelo, que cedeu mais de 1% nas posições mais negociadas. 

O mercado passou por um movimento técnico de correção e realização de  lucros, após os ganhos acumulados dos últimos dias, os quais refletiram, principalmente, as boas expectativas sobre o comércio de soja entre China e Estados Unidos. No entanto, um acordo efeitvo, oficial e na prática ainda não foi informado, o que acaba deixando a movimentação dos preços um pouco mais fragilizada. 

“O Brasil segue mais competitivo no CFR China, atraindo parte da demanda. O dólar mais forte também adicionou pressão sobre as commodities, enquanto a cautela global aumenta com sinais divergentes do Fed sobre os juros nos EUA”, analisou a Agrinvest Commodities. 

Além disso, os traders também estão ansiosos pelo novo reporte mensal de oferta e demanda do USDA, que foi agendado para o dia 14 de novembro, mesmo com o governo americano ainda em shutdown. 

“O tão esperado acordo entre Donald Trump e Xi Jinping não saiu do papel. Não houve assinatura oficial, nem cerimônia, nem comunicado da China. Tudo o que existe são postagens e declarações dos Estados Unidos. Na prática, nada obriga Pequim a comprar soja americana’, explica o diretor da Royal Rural, Ronaldo Fernandes. “Quando os EUA anunciaram o suposto acordo, Chicago reagiu forte. Entre os dias 27 de outubro e 3 de novembro, o contrato novembro subiu 7,41%, saltando de US$ 10,41 pra US$ 11,19 por bushel. Foi uma disparada, mas com um efeito colateral claro: a soja americana ficou cara demais”.

Assim, com alguns caminhos que os preços têm ainda a definir, o mercado permanece em alerta, mas não entrou em uma trajetória de baixa, ainda como pondera Fernandes. “Pra Chicago, essa queda ainda não é uma virada definitiva. O mercado agora espera o relatório de oferta e demanda do USDA, no dia 14 de novembro. A aposta é que ele venha altista, mas mesmo se vier, Chicago perto de US$ 11 já mostrou que, nesse nível, a China não compra dos EUA. E quando isso acontece, quem volta a ser o destino natural das compras é o Brasil”.

O clima para a safra 2025/26 do Brasil – e logo mais da Argentina também – é mais um ponto de atenção no radar dos players. O plantio avança bem, porém, as condições ainda precisam melhor em algumas regiões-chave de produção. 

MERCADO NACIONAL

No Brasil, a semana tem sido mais contida de novos negócios, com os preços sentindo um impacto mais limitado das movimentações na Bolsa de Chicago. Os prêmios, que vinham sendo um dos principais pontos de suporte para as cotações no mercado nacional, passaram a ser um dos pontos de pressão. Para a safra nova, como explica o analista de mercado da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os prêmios chegaram a bater nos 40 cents negativos para abril nesta terça-feira.





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A tecnologia por trás dos pneus que movem o agro brasileiro



O campo avança com inovação em contato direto com o solo


Foto: Divulgação

O futuro do agronegócio brasileiro não está apenas nos drones ou nos sistemas conduzidos por inteligência artificial, ele também está sob os nossos pés.

Segundo o Cepea/Esalq-USP, o agro deve representar cerca de 30% do PIB nacional em 2025, consolidando-se como a força que mantém o país em movimento. E nesse contexto de mobilidade agrícola, há um protagonista quase que invisível quando falamos em produção: o pneu.

Com máquinas mais potentes, jornadas mais longas e solos cada vez mais desafiadores, os pneus precisam acompanhar o ritmo acelerado do setor que alimenta um país com mais de 200 milhões de habitantes – e outros milhões mundo a fora. No campo, não há tempo a perder.

Nesse cenário, a Speedmax tem apostado em materiais de alta resistência e projetos desenvolvidos exclusivamente para o solo brasileiro, entendendo como essencial o papel da inovação dentro de processos que impulsionam a produtividade. Cada composto, cada desenho de banda, cada estrutura interna é pensada para entregar durabilidade, tração e economia a quem vive do campo.

E há ciência por trás disso. Pneus radiais modernos podem reduzir em até 35% a compactação do solo, melhorando o rendimento das lavouras e prolongando a vida útil das máquinas. É tecnologia que respeita a terra e transforma o solo em aliado da produtividade.

No fim das contas, inovação no agro não é apenas sobre o que está acima das plantações. É entender que o futuro do campo brasileiro começa pelo chão.

 





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La Niña impõe desafios e exige estratégia no plantio



Plantios tardios, no entanto, podem florescer quando os dias já começam a encurtar


Plantios tardios, no entanto, podem florescer quando os dias já começam a encurtar
Plantios tardios, no entanto, podem florescer quando os dias já começam a encurtar – Foto: USDA

A safra de soja 2025/26 no Centro-Oeste brasileiro apresenta desafios marcantes devido à influência do fenômeno La Niña, que altera os padrões de chuva e temperatura, exigindo planejamento redobrado por parte dos produtores. Segundo Fernando Batista, coordenador comercial, o cenário requer integração entre fatores climáticos, fisiológicos e de manejo para que a lavoura expresse seu máximo potencial produtivo.

Com o plantio atrasado e uma janela de semeadura mais curta, compreender o impacto do fotoperíodo torna-se essencial. A soja, planta de dia curto, depende da quantidade de luz para florescer e completar seu ciclo. O solstício de verão, em 21 de dezembro, marca o auge da luminosidade, cerca de 13 horas diárias, período em que a cultura pode atingir seu máximo desempenho vegetativo, desde que encontre no solo condições adequadas para converter essa energia em produtividade.

Plantios tardios, no entanto, podem florescer quando os dias já começam a encurtar, acelerando o ciclo e reduzindo o enchimento de grãos. Além disso, nenhum manejo técnico substitui a importância de um solo equilibrado. A fertilidade é a base que sustenta uma lavoura produtiva, especialmente em momentos de alta radiação solar, quando a demanda nutricional aumenta significativamente.

“O sucesso virá daqueles que entenderem que produtividade e rentabilidade não são frutos do acaso, mas do alinhamento entre janela de plantio, radiação solar, fertilidade do solo e gestão agronômica inteligente. Quando essas variáveis se encontram sob uma orientação técnica precisa, o resultado é uma lavoura bem implantada, equilibrada, produtiva e, acima de tudo, rentável”, conclui.

 





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Portal Agrolink lança aplicativo e aproxima ainda mais o produtor rural da informação



App do Agrolink leva credibilidade e agilidade do campo para o seu celular



Foto: Divulgação

O Portal Agrolink lançou seu novo aplicativo, uma plataforma moderna que coloca o agronegócio na palma da mão do produtor rural. Com uma navegação intuitiva e conteúdo atualizado em tempo real, o app reúne as principais notícias do setor, informações sobre o clima, produtos biológicos, ferramentas como o AgrolinkFito, além da cobertura dos grandes eventos do agronegócio.

Segundo Nadia Borges, diretora do Portal Agrolink, o aplicativo reflete o compromisso do Portal em unir tecnologia, agilidade e credibilidade. “O principal objetivo do Agrolink é a credibilidade. Nosso foco é divulgar informação checada, com agilidade e responsabilidade. Queremos que o Agrolink seja aquele amigo fiel do produtor rural, presente todos os dias, sempre pronto para ajudar nas decisões do campo. Nossa missão é conectar o agro, encurtar distâncias e levar inovação diretamente para a palma da mão do agricultor”, destacou Nadia Borges.

O novo app traz uma experiência completa e personalizada, com conteúdo diversificado sobre economia, política, tecnologia, pecuária, meio ambiente e clima, garantindo que o usuário acompanhe tudo o que impacta o agronegócio brasileiro.

O aplicativo está disponível gratuitamente nas principais lojas virtuais:

– Para Android: Clique aqui ou acesse a Google Play Store, procure por “Agrolink” e clique em “Instalar”.

– Para iOS: Clique aqui ou acesse a App Store, busque por “Agrolink” e clique em “Obter”. 

Ative as notificações e receba alertas instantâneos sobre cotações, notícias e os principais fatos do setor.

 


 





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Mercado do boi gordo inicia novembro com cotações estáveis



Boi gordo mantém firmeza nas cotações



Foto: Canva

De acordo com análise divulgada nesta segunda-feira (3) no informativo Tem Boi na Linha, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo iniciou a semana com estabilidade nas praças paulistas. “O primeiro dia útil do mês começou com poucos negócios. A oferta contida e a expectativa de melhora no escoamento da carne neste período têm mantido o mercado firme”, informa o boletim.

As escalas de abate nas indústrias paulistas seguem, em média, programadas para sete dias.

No Rio de Janeiro, o cenário é semelhante. A análise aponta que há “pouca oferta e escalas curtas, em média, para cinco dias”. Após as altas observadas nos últimos dias, os preços permaneceram estáveis na comparação diária.

No atacado da carne com osso, o informativo registrou movimentação positiva nas cotações, apesar da desaceleração nas vendas do varejo e do menor giro de estoques. Segundo a Scot Consultoria, “a alta na arroba do boi gordo e a redução na oferta de bovinos reduziram os estoques, o que favoreceu a cotação das carcaças casadas”.

A cotação da carcaça casada do boi capão teve alta de 2,6%, equivalente a R$ 0,55 por quilo. Para o boi inteiro, o aumento foi de 2,7%, também R$ 0,55 por quilo. Entre as fêmeas, a carcaça casada da vaca subiu 2,6%, ou R$ 0,50 por quilo, enquanto a da novilha registrou avanço de 3,3%, o que corresponde a R$ 0,65 por quilo.





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Programa de Estágio da Syngenta abre oportunidades para estudantes de graduação


A multinacional Syngenta anuncia novas oportunidades para o seu Programa de Estágio. São cerca de 60 vagas para jovens talentos que desejam iniciar uma carreira de sucesso em uma das maiores empresas do agronegócio. As oportunidades são para modelos de trabalho híbrido e presencial, com inscrições abertas até o dia 7 de novembro no site do Programa.

As vagas são destinadas a estudantes de graduação com disponibilidade de dois anos para estagiar, e estão distribuídas entre as cidades de São Paulo (SP), Uberlândia (MG), Ribeirão Preto (SP), Holambra (SP), Goiânia (GO), Londrina (PR) e Paulínia (SP). O início do período dos estágios está previsto para fevereiro de 2026.

O programa busca universitários com perfis dinâmicos, curiosos e colaborativos, de cursos como Administração, Economia, Engenharias, Marketing, Química, TI, Direito, Biologia, Psicologia, entre outros. As áreas de atuação incluem Recursos Humanos, Pesquisa e Desenvolvimento, Marketing, Sustentabilidade, Produção, Suprimentos, Finanças e Jurídico.

“A Syngenta é uma empresa consolidada no agronegócio brasileiro e mundial, o que a torna o lugar ideal para dar o pontapé inicial em uma carreira de sucesso. Buscamos jovens talentos diversos, que queiram fazer a diferença e crescer conosco, contribuindo para os desafios e as inovações do setor. Acreditamos que equipes plurais impulsionam a criatividade e os resultados”, afirma Luciana Miyagui, Coordenadora de Atração de Talentos na Syngenta.

Um dos grandes diferenciais do programa é a jornada de desenvolvimento estruturada que visa promover o crescimento pessoal e profissional dos estagiários dentro da Syngenta, a partir de treinamentos em parceria com a Cia de Talentos e curso de inglês com a Hult EF. Os aprovados terão acesso a um pacote de benefícios completo, que inclui remuneração compatível com o mercado, assistência médica e odontológica, acesso ao Wellhub, cartão de natal, day off no aniversário e benefícios que variam conforme a localidade, como vale mobilidade, fretado ou estacionamento, além de vale-refeição ou refeição no local.

Setor aquecido

No segundo trimestre de 2025, o agronegócio brasileiro alcançou um novo recorde, com um total de 28,2 milhões de pessoas empregadas no setor. Os dados são de pesquisas realizadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O número mostra a força da categoria para a economia do Brasil, e representa um avanço de 0,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, incorporando aproximadamente 244 mil novos trabalhadores no ramo.

 





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Clima influencia colheita e sanidade do feijão-de-vagem



Feijão-de-vagem tem bom desenvolvimento em Lajeado



Foto: Ibrafe

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (30), o cultivo de feijão-de-vagem segue em desenvolvimento nas regiões de Vale Real e Feliz, na área administrativa de Lajeado. Em Vale Real, a produção é realizada predominantemente a campo e, segundo o relatório, “a cultura encontra-se em estádio de desenvolvimento vegetativo, mas o tempo frio está atrasando o início da colheita”. Até o momento, não há registros de problemas fitossanitários.

Em Feliz, o cultivo também está em fase de desenvolvimento vegetativo e em início de nova colheita. As lavouras apresentam bom crescimento, com florescimento e frutificação inicial. A Emater/RS-Ascar informou que “a umidade do solo tem favorecido a incidência de antracnose e míldio, exigindo monitoramento”. Ainda assim, a qualidade das vagens colhidas é considerada adequada, e os preços permanecem estáveis.

A expectativa é de aumento na produtividade com o retorno do tempo mais seco. O cultivo no município ocorre de forma escalonada, e parte dos produtores utiliza estufins para o manejo da cultura. O preço do quilo do feijão-de-vagem varia entre R$ 8,00 e R$ 10,00.





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Brasil conquista recorde de premiações no Canadá


O vinho brasileiro segue conquistando o mundo. Na 32ª edição do Sélections Mondiales des Vins, realizada de 8 a 11 de outubro em Montréal, Québec (Canadá), o Brasil alcançou o maior número de premiações de sua história no evento: foram 17 medalhas conquistadas por nove vinícolas, marcando o melhor desempenho do país no concurso. Reconhecido como o mais importante do Canadá e um dos principais da América do Norte, o certame contou com a patronagem da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) e da Federação Mundial dos Grandes Concursos de Vinhos e Espirituosos (Vinofed).

O Brasil esteve representado pelo enólogo e diretor da Associação Brasileira de Enologia (ABE), Vagner de Vargas Marchi, que integrou o painel de degustação composto por 65 especialistas de 15 países. O concurso avaliou 1.550 amostras de 26 nações, sendo cerca de dois terços provenientes da Europa, o que torna o desempenho brasileiro ainda mais expressivo diante de mercados com longa tradição vitivinícola.

“O Sélections Mondiales des Vins é um concurso extremamente bem estruturado, que se destaca pela organização, rigor técnico e seriedade dos processos. A preservação e a codificação das amostras seguem protocolos muito criteriosos, e todo o sistema de avaliação é informatizado, garantindo precisão e transparência nos resultados. Outro ponto notável é a diversidade do painel de jurados – realmente cosmopolita –, o que favorece uma troca muito rica entre diferentes culturas e estilos de degustação. Os vinhos brasileiros tiveram excelente desempenho e despertaram grande curiosidade entre os avaliadores”, relata o enólogo.

Além da participação no júri, o Brasil também foi protagonista em uma ação estratégica de promoção: nove vinhos brasileiros foram apresentados em um almoço especial oferecido aos degustadores internacionais, reforçando o posicionamento do país como produtor de vinhos de qualidade, diversidade e identidade própria. Cada amostra — seis garrafas por rótulo — foi enviada com o apoio das vinícolas e da ABE, permitindo uma imersão sensorial na produção nacional.

Vagner destacou, ainda, a abertura do concurso para novas categorias, acompanhando as tendências do mercado mundial. “O Sélections vem diversificando o aceite de outros estilos de bebidas, com júris especializados para cada tipo de produto. Hoje há espaço para cidras, saquês, bebidas de menor teor alcoólico e até desalcoolizados, mostrando como a organização está atenta à inovação e à pluralidade da indústria”, complementa.

Com mais de três décadas de história, o Sélections Mondiales des Vins é referência mundial pela seriedade, rigor técnico e diversidade de amostras. Para a Associação Brasileira de Enologia, o resultado simboliza o amadurecimento do setor e o fortalecimento da imagem do país como produtor de vinhos de excelência, fruto do trabalho conjunto de enólogos e vinícolas que acreditam no potencial do vinho brasileiro.

PREMIAÇÕES

Medalha Grand Ouro

Miolo Lote 43 2022 – Miolo Wine Group

Medalha de Ouro

Aurora Pinto Bandeira 2024 – Cooperativa Vinícola Aurora

Aurora Varietal Rebo 2023 Cooperativa Vinícola Aurora

Garibaldi Espumante Moscatel – Cooperativa Vinícola Garibaldi

Garibaldi Espumante Prosecco – Cooperativa Vinícola Garibaldi

Jolimont Cave Corte Bordalês – Vitivinícola Jolimont

Jolimont Chardonnay Reserva 2023 – Vitivinícola Jolimont

Jolimont Merlot 2020 – Vitivinícola Jolimont

Jolimont Querências Arinarnoa 2022 – Vitivinícola Jolimont

Jolimont Querencias Chardonnay 2023 – Vitivinícola Jolimont

Jolimont Querências Marselan 2022 – Vitivinícola Jolimont

Kaipu Chardonnay – Futura Comercial Trading | Vinícola Entre Dois Mundos

Maison Forestier Chardonnay 2023 – Maison Forestier Vinhos e Espumantes

Maison Forestier Espumante Blanc – Maison Forestier Vinhos e Espumantes

Monte Sant’Ana Sympatheia 2020 – Vinícola Monte Sant’Ana

Medalha de Prata

Garibaldi Florata Espumante Moscatel – Cooperativa Vinícola Garibaldi

Salton Espumante Moscatel – Vinícola Salton





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