quinta-feira, março 19, 2026

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Paraná teve inverno mais frio do que anos anteriores e com chuva irregular


O inverno se despede nesta segunda-feira (22) com a sensação de dever cumprido no Paraná: de acordo com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) as temperaturas em 2025 caíram dentro a abaixo da média em todas as regiões durante todo o período iniciado em 20 de junho – cenário bem diferente dos três últimos anos, em que o inverno foi mais quente. Já as chuvas foram acima da média em junho, e abaixo da média na maioria das estações ferroviárias do Simepar em julho e agosto.

Em 2025 as estações perigosas do Simepar e a estação em General Carneiro (Sul) do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) registraram 59 temperaturas abaixo de 0ºC em 26 cidades. Os dias 24 e 25 de junho foram os mais frios do ano em todas as estações prejudiciais.

A temperatura mais baixa do ano em todo o estado foi em General Carneiro: -7,8°C em 25 de junho. No mesmo dia Curitiba registrou -0,3°C. A Capital não via temperaturas negativas desde julho de 2021, quando registrou -0,8°C. Os dados também marcaram registro de ocorrência negra em algumas regiões do estado.

Em junho de 2025 a temperatura média ficou menos de dois graus abaixo da média, ou igual à média histórica para o mês. As temperaturas mínimas só ficaram um pouco acima da média na região de Cândido de Abreu, região Central. As temperaturas máximas ficaram dentro ou abaixo da média em todo o Estado, com destaque para as cidades ao redor de Cianorte (Noroeste), que tiveram as máximas cerca de 2,8°C abaixo da média: ou seja, essas temperaturas vivenciaram tardes mais geladas em junho de 2025.

A temperatura mais alta de junho foi em Loanda: 30,6°C às 16h do dia 28.

Em julho de 2025, Cerro Azul, Cornélio Procópio, Palotina, Santo Antônio da Platina e Cruzeiro do Iguaçu tiveram temperaturas entre 2°C e 3°C abaixo da média mensal. A temperatura mais alta de julho foi em Loanda: 33,2°C às 14h do dia 27. A temperatura mais baixa de julho foi em General Carneiro: -3,4°C no dia 30.

Também em julho, Curitiba ficou 83 horas com temperatura abaixo da casa dos 10°C. O período foi encerrado pouco depois das 9h do dia 4, quando a temperatura chegou a 11,4°C. A capital paranaense não registrou um período tão longo com temperaturas em casa de 10°C ou abaixo de julho de 2013, quando chegou a 93 horas nestas condições. Em junho deste ano ocorreu um período consecutivo um pouco menor: foram 67 horas abaixo de 10°C.

Em agosto, a amplitude térmica foi o destaque no Paraná. As temperaturas máximas ultrapassam os 36°C em Antonina, Cerro Azul, Loanda, Capanema e Paranaguá em algumas tardes, e teve veranico na região Noroeste. Mesmo assim, devido ao registro de mínimas baixas no amanhecer, todas as estações meteorológicas do Simepar registraram em agosto de 2025 temperaturas médias dentro a abaixo da média histórica para o período.

A diferença maior foi em Palotina, no Oeste, que ficou com 2,2°C abaixo da média, que é de 18,7°C. A cidade teve 16,5°C de temperatura média em agosto de 2025, a mais baixa desde 2018, quando registrou 15,7°C em agosto. A temperatura mais alta de agosto de 2025 foi em Antonina: 37,6°C às 14h do dia 23. A temperatura mais baixa de agosto foi em General Carneiro: -1,6°C no dia 10.

No dia 12, a temperatura baixa foi apontada pela Polícia Científica como uma das causas da explosão que causou nove mortes em uma fábrica de explosivos em Quatro Barras. Os dados das condições adversas não foram enviados para a Científica pelo Simepar.

Em setembro, a temperatura mais baixa até o dia 16, próximo ao fim do inverno, foi de 2,1°C no dia 11 em General Carneiro. A temperatura mais alta no mesmo período foi de 37°C em Loanda, às 16h do dia 8.

GEADA – A 31ª edição do serviço Alerta Geada começou em maio e se encerra nesta sexta-feira (19). Durante o período foram emitidos 28 alertas de permanência no Paraná: cinco em maio, seis em junho, onze em julho e mais seis em agosto. O General Carneiro registrou seis dias consecutivos de atraso em agosto.

Foram emitidos boletins diários durante todos os 137 dias de operação. O Alerta Geadas é um serviço do Simepar em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) que, desde 1995, informa a previsão de pagamentos para a população e para os agricultores, em especial, com 24h, 48h e 72h de antecedência.  

CHUVA – As chuvas foram irregulares durante o inverno no Paraná. Em junho, a maioria das cidades com estação meteorológica do Simepar teve registro de chuva acima da média histórica no mês. A única exceção foi Santo Antônio da Platina (Norte Pioneiro), onde historicamente choveu 60,3 mm em junho e em 2025 choveu no mês 43,6 mm, menos de 17 mm abaixo da média.

Em São Miguel do Iguaçu, no Oeste, a média histórica de chuvas para junho é de 109,5 mm e choveu em junho de 2025 387,4 mm, ou seja, 277,4 mm acima da média: o maior volume de chuvas para o mês de toda a série histórica, iniciada em 1997. Em Capanema (Sudoeste) a média é de 102,5 mm e choveu em junho de 2025 350,8 mm, uma diferença de 248,2 mm: o maior volume de chuvas da série histórica para o mês, iniciado em 2018.

Em Cruzeiro do Iguaçu, também no Sudoeste, a média para junho é de 136,4 mm e choveu 543,4 mm, uma diferença de 406,5 mm. Foi o maior volume mensal de chuvas desde a instalação da estação na cidade, em setembro de 2021. Foz do Iguaçu (Oeste) também teve chuva muito acima da média: Em junho, historicamente, choveu 86,1 mm na cidade, e choveu 358 mm em junho de 2025: uma diferença de 271,8 mm.

Já em julho, apenas oito estações do Simepar ultrapassaram ou ultrapassaram a média histórica de chuva para o mês neste período de 2025: Altônia, Capanema, Cascavel, Foz do Iguaçu, Loanda, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu, Toledo. A cidade onde mais choveu em julho de 2025 foi Toledo, no Oeste: 101,6 mm, apenas 15,4 mm acima da média histórica de chuvas para o mês na cidade, que é de 86,5 mm. A média de todos os meses nestas cidades foi atingida em pouquíssimos dias. O resto do mês foi seco.

Em outras 36 estações, a média de chuva não foi atingida. A cidade que teve menos chuva em comparação com a média foi Telêmaco Borba, região Central do estado, onde a média para julho é de 94,7 mm e choveu no mês em 2025 apenas 11,8 mm, ou seja, uma de 82,7 mm.

Em agosto, das 50 estações prejudiciais ao Simepar, levando em consideração que possuem mais de oito anos de medição, apenas 19 ultrapassaram a média de acumulação de chuva referente ao mês de agosto. Entre elas, o destaque fica para o Pinhão, no Centro-Sul, onde choveu 113,5 mm acima da média; e Santa Helena (Oeste), onde choveu 111,8 mm a mais do que a média histórica (confira a lista completa abaixo).

Em outras regiões do estado, praticamente não choveu. Em Cambará, no Norte Pioneiro, o pluviômetro do Simepar não registrou nem 1 mm de chuva durante todo o mês de agosto. A última chuva significativa na cidade foi em 28 de julho, quando o pluviômetro registrou acumulado de 16,2 mm. Este foi um dos únicos dias de chuva em todo o mês de julho, que registrou um acumulado de 20 mm, menos a metade da média histórica para o período, que é de 46,4 mm.

Em Jaguariaíva, nos Campos Gerais, a média histórica acumulada de chuva para agosto é de 74,2 mm, e choveu apenas 3,8 mm – o menor volume de chuvas para o mês nos últimos 12 anos. Em Telêmaco Borba, a média de chuva para agosto é de 80,5 mm, e choveu apenas 4 mm – o menor volume de chuvas no mês dos últimos 25 anos.

O mês foi de extremos: Castro (Campos Gerais) viveu uma oferta de granizo histórico no dia 26 de agosto, que em poucos minutos cobriu várias ruas de gelo e encheu muitos prejuízos.

Em setembro, nenhuma estação atingiu a média de acúmulo de chuva nos primeiros 15 dias do mês. O período mais chuvoso do mês historicamente, entretanto, é a segunda quinzena.

 





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Baixa demanda mantém pressão sobre cotações



Mercado pecuário apresenta queda nos preços do boi em várias regiões do país


Foto: Divulgação

O mercado pecuário tem apresentado pressão nas cotações, aponta levantamentos do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, isso deve ser de baixa demanda, visto que boa parte das escalas já está completa com lotes negociados por meio de contrato.

 

Em regiões como Tocantins, Norte de Minas, Goiânia, Centro-Sul da Bahia, Mato Grosso e Noroeste do PR, levantamentos do Cepea mostram que houve redução de 3 a 5 reais por arroba nesta semana. Já em outras, como Mato Grosso do Sul e Pará, os preços seguem firmes.





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IPPA sobe 2,8% em agosto; no ano, alta é de 15,2%



Preços agropecuários sobem 2,8% em agosto e 15,2% no ano segundo o Cepea


Foto: Pixabay

 Levantamento do Cepea mostra que, em agosto, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) subiu 2,8% em relação ao mês anterior. Segundo o Centro de Pesquisas, esse desempenho refletiu os aumentos em todos os grupos acompanhados: de 1,5% para o IPPA-Grãos, de 1,3% para o IPPA-Pecuária, de 24,4% para o IPPA Hortifrutícolas e de 4,9% no caso do IPPA-Cana-Café.

 

No mesmo período, o Índice de Preços por Atacado de Produtos Industriais (IPA-OG-DI), calculado pela FGV, registrou estabilidade (-0,1%), registrou que, de julho para agosto, os preços agropecuários praticamente não registraram mudança em relação aos valores industriais na economia brasileira. No cenário internacional, os preços dos alimentos convertidos em Reais recuaram 0,9%, reflexo da combinação de desvalorização do dólar frente ao Real (-1,5%) e do aumento dos preços internacionais dos alimentos 0,6%). Comparando-se a parcial do ano com igual intervalo de 2024, ainda conforme levantamento do Cepea, o IPPA registrou avanço expressivo de 15,2%, impulsionado pelas altas significativas nos grupos IPPA-Grãos (6,6%), IPPA-Pecuária (24,5%) e IPPA-Cana-Café (25,2%). Já o IPPA-Hortifrutícolas caiu 14,1% no período. Ainda nessa base de comparação, o IPA-OG-DI teve alta de 4,5%, enquanto os preços internacionais dos alimentos convertidos em Reais subiram 9,3%, resultado da valorização de 9,4% do dólar, mesmo perante o retrocesso de 0,3% nos preços internacionais dos alimentos.





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Chile salta para 2º lugar entre os maiores destinos da carne suína brasileira



Chile ultrapassa China e se torna o segundo maior comprador de carne suína do Brasil


Foto: Pixabay

O volume crescente de carne suína brasileira exportada ao Chile vem chamando a atenção, apontam pesquisadores do Cepea. Segundo dados da Secex analisados ??pelo Centro de Pesquisas, a quantidade embarcada saltou de 7,7 mil toneladas em janeiro deste ano para 13,3 mil toneladas em agosto. O destaque foi em julho, quando 14,5 mil toneladas de carne suína foram escoadas ao país sul-americano, ou seja, o dobro do volume de janeiro. Com isso, os pesquisadores ressaltam que o Chile foi, em julho e agosto, o segundo maior destino da proteína brasileira, assumindo uma posição que até então vinha sendo sustentada pela China. As Filipinas mantêm como maior destino da carne brasileira desde fevereiro deste ano. De acordo com a análise do Cepea, o aumento dos embarques ao Chile está atrelado ao fato de o governo daquele país ter reconhecido, em abril deste ano (e oficializado em julho), o estado do Paraná (segundo maior produtor nacional), como livre de febre aftosa sem vacinação e de peste suína clássica.





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Estudo usa inteligência artificial para mapear 50 anos de avaliação de impacto da pesquisa agrícola


Levantamento mostra evolução metodológica, aponta lacunas e sugere caminhos para alinhar ciência, sustentabilidade e segurança alimentar

Estudo analisou 239 publicações científicas sobre avaliação de impacto agrícola entre 1969 e 2022.

O uso de inteligência artificial permitiu

mapear tendências, metodologias e lacunas em seis décadas.

Métodos mistos e ciência de dados ganham espaço desde os anos 2000, equilibrando análises qualitativas e quantitativas.

Temas como mudanças climáticas, segurança alimentar e práticas sustentáveis ??devem crescer até 2030.

Pesquisas sobre culturas estratégicas como arroz, trigo, batata e inhame ainda são pouco exploradas.

 

As avaliações de impacto na agricultura, cada vez mais executadas por governos, financiadores e instituições de pesquisa, ganham novas ferramentas para medir de forma mais precisa os efeitos de políticas e tecnologias. Um estudo recente aplicou técnicas de processamento de linguagem natural (PLN) para analisar quase seis décadas de publicações científicas sobre o tema, revelando tendências, lacunas e prioridades emergentes que podem orientar tanto a formulação de políticas quanto a condução da pesquisa agrícola global.

 

De acordo com Daniela Maciel Pinto, analista da Embrapa Territorial, o levantamento examinou 239 estudos publicados entre 1969 e 2022, identificando mudanças no volume de trabalhos, nos métodos utilizados e nos focos temáticos ao longo do tempo. 

 

O primeiro artigo da série, explica ela, “publicado em 1969, já discutia a necessidade de aprimorar a gestão dos recursos públicos destinados à pesquisa agrícola. Desde então, o campo passou por grande transformação, refletindo as próprias mudanças da agricultura mundial – da Revolução Verde à emergência climática e aos debates sobre sustentabilidade”.

 

A análise mostrou a existência de seis grandes grupos temáticos,

• Economia e desenvolvimento agrícola (49 estudos) – com foco em eficiência, produtividade e investimentos, envolvendo principalmente grãos como sorgo e cevada;

• Inovação e desempenho tecnológico (37) – ligado à qualidade, transferência de conhecimento e culturas como milho e cana-de-açúcar, em forte ascensão desde os anos 1990;

• alimentar e mudanças climáticas (33) – tema em expansão desde os anos 2000, que diz respeito à produção, adaptação e questões de gênero;

• gestão de recursos e desenvolvimento sustentável (31) – com destaque para pobreza agrícola, impactos ambientais e redução da pobreza;

• impactos sociais e transformações institucionais (47) – envolvimento à participação social, políticas agrícolas e aprendizagem institucional, em crescimento desde os anos 1970,;

• adoção de tecnologias e práticas sustentáveis ??(42) – centrado em pequenos aumentos agrícolas, inovação e renda, com expressivo nas décadas de 2000 e 2010.

 

As previsões indicam que, até 2030, a adoção de práticas sustentáveis ??(+233%), a gestão de recursos (+122%) e os impactos sociais e institucionais (+59%) deverão crescer acima da média. Já a inovação tecnológica (+51%) e a segurança alimentar (+22%) avançaram em ritmo mais moderado, mas ainda relevante para os desafios globais.

 

Adriana Bin, da Unicamp, explica que, do ponto de vista metodológico, o estudo acordos 73 técnicas separadas, organizado em três categorias: desenho da avaliação, coleta de dados e análise de dados. Houve uma transição clara: se antes predominavam abordagens quantitativas, hoje há maior equilíbrio com métodos qualitativos. A partir dos anos 2000, cresceu o uso de métodos mistos e de ferramentas de ciência de dados, diminuindo uma tendência a avaliações mais interdisciplinares.

 

O Grupo 5 – impactos sociais e transformações institucionais concentrou uma maior variedade de métodos (35), seguidos por inovação tecnológica e desempenho (31). Já os grupos de economia agrícola e adoção de tecnologias sustentáveis ??empataram com 25 metodologias cada. Os temas ligados à segurança alimentar, mudanças climáticas e gestão de recursos ficaram próximos, com 22 métodos aplicados.

 

Segundo Geraldo Stachetti Rodrigues, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, questões sociais mais complexas exigem maior diversidade metodológica, enquanto áreas tradicionais, como economia agrícola, apesar do volume de estudos, utilizam menos variedade de ferramentas. Essa diferença reforça a necessidade de combinar métodos para capturar as múltiplas dimensões dos impactos agrícolas.

 

Inteligência artificial como aliada

O diferencial da pesquisa foi o uso de técnicas de PLN, como tokenização, análise de bigramas e modelagem de tópicos, aplicadas ao conjunto de publicações. Esse processo permitiu identificar padrões e tendências que poderiam passar despercebidos em análises eventualmente.

 

A busca inicial recuperou 447 artigos nas bases Scopus e Web of Science, refinados até chegar ao conjunto final de 239. O material foi tratado com métodos estatísticos, como a teoria de Zipf, e algoritmos de aprendizado de máquina, incluindo o LDA (Latent Dirichlet Allocation), que especifica os textos em seus grandes tópicos. A consistência dos resultados foi validada por testes de coerência e pelo método Elbow, que define o número ideal de clusters, neste estudo: os descritos.

 

Além da análise temática, Daniela Maciel Pinto destaca que a pesquisa estruturou um dicionário com 103 métodos e técnicas aplicadas em avaliação de impacto, que pode servir como guia prático para pesquisadores, avaliadores e formuladores de políticas.

 

O estudo mostra que as avaliações de impacto acompanharam os ciclos da agricultura mundial. Nos anos 1950 e 1960, a ênfase estava na mensuração econômica das inovações trazidas pela Revolução Verde. A partir dos anos 1970, emergiram preocupações ambientais e sociais, levando a métodos como a Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) e, mais tarde, a ferramentas institucionais como o Ambitec-Agro, desenvolvido pela Embrapa.

 

Nos anos 1990 e 2000, avaliações qualitativas e participativas passaram a incluir questões de gênero e equidade, enquanto na década seguinte ganharam espaços de abordagens sistêmicas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Mais recentemente, big data e tecnologias digitais foram incorporadas, ampliando as possibilidades de análise.

 

Apesar dos avanços, uma pesquisa revelou lacunas importantes. Poucas avaliações abordam diretamente culturas fundamentais para a segurança alimentar global, como arroz, trigo, batata e inhame – que aparecem em apenas 10% dos estudos. Outro ponto é o número ainda limitado de pesquisas experimentais, mesmo em temas que poderiam se beneficiar desse tipo de abordagem.

 

Há também desafios relacionados à cobertura das bases de dados. Por ter estudado apenas artigos indexados em Scopus e Web of Science, o levantamento pode ter sido retirado de fora de trabalhos relevantes disponíveis em outros repositórios.

 

Relevância social e política

Mais do que instrumentos de mensuração, as avaliações de impacto são vistas hoje como mecanismos de responsabilidade institucional, alinhados a paradigmas como a Pesquisa e Inovação Responsáveis ??(RRI). Eles ajudam a conectar a ciência agrícola a valores éticos, sociais e ambientais, ampliando sua relevância social. 

 

Para os autores, os resultados indicam que novas ferramentas, como a inteligência artificial, não substituem métodos tradicionais, mas os complementam, fortalecendo a capacidade de avaliação em um campo estratégico para enfrentar as mudanças climáticas, garantir a segurança alimentar e promover a sustentabilidade. 

 

Ao organizar o conhecimento acumulado sobre meio século de pesquisas, o estudo fornece um mapa de tendências e metodologias, capaz de apoiar decisões institucionais, orientar investimentos e estimular práticas agrícolas mais resilientes e inclusivas.

 

Pontos principais

• Estudo analisou 239 publicações entre 1969 e 2022 usando inteligência artificial.

• Identificados seis grandes grupos temáticos, com destaque para sustentabilidade, inovação e impactos sociais.

• Catalogadas 73 técnicas de avaliação e organizadas um dicionário com 103 metodologias.

• Uso crescente de métodos mistos e ciência de dados a partir dos anos 2000.

• Lacunas: baixa atenção às culturas básicas como arroz, trigo e batata.

• Até 2030, maior crescimento esperado na adoção de práticas sustentáveis ??e gestão de recursos.

 

Linha do tempo – Avaliações de impacto na agricultura

• Século XIX – Primeiras relações entre ciência e prática agrícola começaram a ser observadas.

• Década de 1950 – Com a Revolução Verde, surgem metodologias quantitativas externas a medir custos e benefícios das inovações tecnológicas.

• Década de 1970 – Expansão do escopo: além dos impactos econômicos, passam a ser avaliados efeitos sociais e ambientais.

• Décadas de 1980 e 1990 – Avanço das metodologias ambientais, como a Análise de Ciclo de Vida (ACV) e a Avaliação de Impacto Ambiental (AIA). A Embrapa cria o Ambitec-Agro, para medir impactos de tecnologias agropecuárias.

• Anos 1990–2000 – Ganha espaço a avaliação participativa e qualitativa, com foco em inclusão social, gênero e equidade.

• A partir de 2010 – Ênfase em abordagens sistêmicas e análises de trade-offs, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

• Atualidade – Uso crescente de big data e tecnologias digitais para apoiar avaliações de impacto e políticas públicas agrícolas.

 

 

 





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Soja recua em Chicago diante de estimativa de safra


A soja negociada na Bolsa de Chicago encerrou o pregão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pelas estimativas de uma safra recorde no Brasil. Segundo dados da TF Agroeconômica, o contrato para novembro caiu 0,60%, ou US$ 6,25 cents/bushel, fechando a US$ 1.037,50. Já o vencimento de janeiro recuou 0,61%, ou US$ 6,50 cents/bushel, para US$ 1.056,50. No farelo, outubro fechou em baixa de 0,32%, a US$ 283,00/ton curta, enquanto o óleo de soja para o mesmo mês cedeu 1,31%, cotado a US$ 50,57/libra-peso.

O movimento baixista foi atribuído a diversos fatores técnicos e fundamentais, incluindo a pressão sazonal da colheita nos Estados Unidos, a expectativa de safra recorde no Brasil e a ausência de novas compras chinesas. Analistas destacam que, mesmo com o aumento de 70,58% nas vendas semanais para exportação, a China permanece fora das listas americanas, o que reduz o potencial de escoamento da safra norte-americana.

No Brasil, a Conab estimou a produção de soja em 177,67 milhões de toneladas e as exportações em 112,12 milhões de toneladas, números superiores aos 177 milhões e 112 milhões de toneladas previstos pelo USDA para a safra 2025/26. Essas projeções reforçam a pressão sobre as cotações internacionais, já que o país deve seguir como líder no comércio global do grão.

Com esse cenário, os preços em Chicago tendem a manter um viés de baixa no curto prazo, especialmente se as perspectivas climáticas permanecerem favoráveis na América do Sul e a demanda chinesa seguir limitada no mercado norte-americano. As informações foram divulgadas nesta manhã.

 





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Estado tem otimismo com a soja


O Rio Grande do Sul atravessa um momento típico de entressafra, marcado pela preparação para o novo ciclo de soja, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações de preços para pagamento em meados de setembro, com entrega entre agosto e setembro, ficaram em R$ 142,50 nos portos. No interior, as cotações marcaram manutenção e ficaram em torno de R$ 135,00 por saca, em Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa para 30/09”, comenta.

Santa Catarina atravessa a fase de entressafra da soja, o que reduz a disponibilidade de informações atualizadas e a movimentação do setor. “No mercado físico, as cotações apresentaram oscilações discretas. Em Palma Sola, a saca de 60 kg foi negociada a R$ 122,00, com variação negativa de -0,81%. Já em Rio do Sul, o preço se manteve estável em R$ 128,00. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 140,29 (-0,53%)”, completa.

Diferenças regionais e logística definem o cenário da soja no Paraná. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 140,99 (-0,40%). Em Cascavel, o preço foi 127,78 (-0,78%). Em Maringá, o preço foi de R$ 128,52 (-0,44%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 130,23 (-0,31%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 125,00 (+0,87%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

Mato Grosso do Sul inicia plantio com otimismo e mercado físico estável. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 126,49 (+0,34%), Campo Grande em R$ 126,49 (+0,34%), Maracaju em R$ 126,49 (+0,34%), Chapadão do Sul a R$ 121,04 (+0,14%), Sidrolândia a em R$ 126,49 (+0,34%)”, informa.

Comercialização avança e prêmio de exportação sustenta preços no Mato Grosso. “O desafio agora recai sobre o aumento dos custos de produção, especialmente com insumos como fertilizantes e defensivos. Campo Verde: R$ 122,73 (-0,66%). Lucas do Rio Verde: R$ 120,74 (-0,63%), Nova Mutum: R$ 120,74 (-0,63%). Primavera do Leste: R$ 122,73 (-0,66%). Rondonópolis: R$ 122,73 (+0,66%). Sorriso: R$ 120,74 (-0,63%)”, conclui.

 





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Milho tem pregão misto na B3 e recua em Chicago


O mercado de milho apresentou comportamento misto nesta quinta-feira (18) na B3, refletindo os movimentos do câmbio e das cotações externas. Segundo informações da TF Agroeconômica, o cenário foi influenciado também pela primeira estimativa da Conab para a safra 2025/26, que indicou leve redução na produção nacional, aumento dos estoques iniciais e crescimento no saldo exportável do cereal.

Na bolsa brasileira, os contratos futuros fecharam em direções distintas. O vencimento novembro/25 terminou cotado a R$ 67,27, com alta de R$ 0,09 no dia, mas queda acumulada de R$ 0,69 na semana. O contrato de janeiro/26 encerrou a R$ 70,16, com recuo diário de R$ 0,02 e semanal de R$ 0,77. Já março/26 foi negociado a R$ 73,13, registrando baixa de R$ 0,12 no dia e de R$ 0,21 na semana. Esse movimento reflete a disputa entre fatores internos, como o dólar, e externos, como o avanço da colheita nos Estados Unidos.

Em Chicago, os preços do milho recuaram diante da intensificação da colheita americana. O contrato para dezembro caiu 0,70%, encerrando a US$ 423,75/bushel, enquanto o de março perdeu 0,67%, fechando a US$ 441,50/bushel. Analistas destacam que o mercado permanece pressionado pela incerteza quanto ao rendimento das lavouras, uma vez que a produtividade final ainda é difícil de projetar.

Problemas de polinização ocorridos no verão e a incidência de ferrugem asiática podem estar afetando a qualidade da safra norte-americana. Com isso, mesmo notícias positivas, como a venda extra de 110 mil toneladas para exportação, acabam sendo ofuscadas. As dúvidas sobre o desempenho das lavouras se acumulam junto com o milho armazenado nos silos, aumentando a cautela dos agentes e reforçando a pressão baixista sobre os preços internacionais.

 





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Milho segue com baixa liquidez no Sul


O mercado gaúcho de milho segue com liquidez baixa e negócios limitados, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações de compra estão em R$ 67,00/saca em Santa Rosa e Ijuí, R$ 68,00 em Não-Me-Toque e Seberi, R$ 69,00 em Marau e Gaurama, e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. Para setembro, pedidas ficam entre R$ 68,00 e R$ 70,00/saca, enquanto no porto a referência futura para fevereiro/2026 permanece em R$ 69,00/saca”, comenta.

As negociações de milho permanecem travadas em Santa Catarina, com ampla diferença entre pedidas e ofertas. “Em Campos Novos, produtores pedem R$ 80,00/saca, enquanto as ofertas não passam de R$ 70,00. No Planalto Norte, a distância também é grande, com pedidos em R$ 75,00 contra ofertas de R$ 71,00. Esse descompasso limita os negócios e faz com que parte dos agricultores repense investimentos para o próximo ciclo”, completa.

O mercado de milho no Paraná continua com baixa liquidez, refletindo o descompasso entre as pedidas dos produtores e as ofertas da indústria. “As solicitações giram em torno de R$ 73,00/saca FOB, chegando a R$ 75,00 em algumas regiões, enquanto compradores seguem firmes em propostas abaixo de R$ 70,00 CIF, o que trava o fechamento de novos negócios. O impasse mantém o mercado spot praticamente parado”, indica.

O mercado de milho segue travado e com pouca liquidez no estado. “As cotações

variam entre R$ 47,00 e R$ 53,00/saca, com Dourados mantendo as melhores referências. Em Sidrolândia ocorreram pequenas quedas, mas no geral os preços seguem distantes do necessário para estimular novos negócios. Mesmo com ajustes pontuais, o mercado permanece refletindo o equilíbrio momentâneo entre oferta e demanda”, conclui.

 





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Trigo no Sul do Brasil perde força



No Paraná, a estabilidade dos preços do trigo importado reforça a disputa


No Paraná, a estabilidade dos preços do trigo importado reforça a disputa
No Paraná, a estabilidade dos preços do trigo importado reforça a disputa – Foto: Seane Lennon

O mercado de trigo no Sul do Brasil atravessa um momento de forte pressão dos importados, especialmente da Argentina e do Paraguai. Segundo a TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul o mercado disponível segue lento devido à combinação de moinhos abastecidos e baixa disponibilidade de cereal. As indicações de comprador permanecem na faixa de R$ 1.250,00 no interior, enquanto vendedores pedem R$ 1.300,00 para retirada em setembro e pagamento em outubro. Para a próxima safra, surgiram ofertas de R$ 1.100,00, mas os produtores ainda resistem a negociar nesses níveis.

No estado, a chegada do navio ES Jasmine, prevista para o fim de setembro com 30 mil toneladas de trigo argentino, deve aumentar a concorrência. Já os preços pagos ao produtor em Panambi recuaram para R$ 68,00 a saca, perdendo competitividade frente ao Paraná. Em Santa Catarina, a demanda segue baixa e é atendida principalmente pelo trigo gaúcho, com negócios a R$ 1.300 FOB + ICMS para o tipo 1. Nas praças locais, os preços da pedra se mantêm firmes, chegando a R$ 75,67/saca em Canoinhas e R$ 76,00 em São Miguel do Oeste.

No Paraná, a estabilidade dos preços do trigo importado reforça a disputa com o produto nacional. Moinhos locais ofertam R$ 1.350 a R$ 1.400 CIF, mas sem grandes avanços nas negociações. O trigo paraguaio é cotado entre US$ 250 e US$ 260 CIF, enquanto o argentino chega a US$ 269 já nacionalizado. Os preços pagos aos produtores recuaram 1,73% na semana, para R$ 73,34/saca, abaixo do custo de produção estimado pelo Deral em R$ 74,63. O cenário pressiona a margem dos triticultores, que já observam redução do potencial de lucro à medida que se aproxima a colheita.

 





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