quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Fundecitrus integrará consórcio internacional para combater o greening com IA


O Fundecitrus passará a integrar o consórcio internacional “Save the Orange”, lançado na última semana em Boston (EUA). A iniciativa é coordenada pela Coca-Cola Company, com apoio do MIT Generative AI Impact Consortium — vinculado ao Massachusetts Institute of Technology (MIT), uma das mais renomadas instituições de pesquisa e educação em tecnologia do mundo. O grupo também conta com a participação da Invaio Sciences, Microsoft, e outras instituições de referência em tecnologia, ciência de dados e biotecnologia. O objetivo é unir esforços no combate ao greening, considerada a doença mais grave que ameaça a produção mundial de laranjas, conectando pesquisas avançadas em inteligência artificial (IA) a aplicações práticas em diferentes setores.

No “Save the Orange”, a IA generativa será aplicada para acelerar pesquisas e simulações que possam reduzir o tempo de desenvolvimento de soluções contra a doença, que já devastou pomares nos Estados Unidos e ameaça o fornecimento global de citros. O Fundecitrus, reconhecido mundialmente por sua expertise em pesquisa e manejo da doença, terá papel de orientação e direcionamento do trabalho, usando os mais de 20 anos de experiência com pesquisas e manejo do greening.

Segundo o diretor executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, a participação da entidade reforça seu protagonismo na pesquisa e no combate às pragas cítricas. “O Fundecitrus é referência no mundo no desenvolvimento de estratégias de manejo para uma doença que não tem cura. Ao integrar esse consórcio, reafirmamos nosso compromisso histórico com soluções baseadas em ciência, transparência e inovação, em uma ampla rede colaborativa. Esse consórcio trará os principais cientistas dos EUA em IA e irá explorar uma nova área de forma integrada para acelerar as pesquisas e, assim, ganharmos tempo. O momento exige união e um esforço mundial para quebrarmos paradigmas e vencermos o greening”, destaca.

Nova frente de atuação

O projeto reúne especialistas de diversas áreas em busca de alternativas viáveis para conter o avanço do greening. Para o Fundecitrus, a colaboração internacional amplia as chances de desenvolver ferramentas práticas que cheguem ao campo e apoiem diretamente os produtores. “A união entre academia, indústria e centros de pesquisa é fundamental para acelerar descobertas e consolidar o enfrentamento ao greening como um esforço global, no qual o Fundecitrus assume protagonismo representando a citricultura brasileira”, afirma o pesquisador Franklin Behlau.

Nos próximos meses, pesquisadores do consórcio devem visitar pomares brasileiros para conhecer de perto a citricultura do país, bem como os estudos conduzidos pelo Fundecitrus sobre o manejo do greening e o controle do psilídeo transmissor da doença.





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Parceria internacional impulsiona pesquisa com extratos vegetais no combate ao cancro cítrico



A comitiva visitou a sede do Fundecitrus


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus recebeu, na semana passada, a visita do pesquisador Dirk Jan Scheffers, da Universidade de Groningen, na Holanda, acompanhado de sua aluna de doutorado Terezija Jovanovski, além dos professores Henrique Ferreira e Michel Brienzo, da Unesp Rio Claro. O encontro marcou mais uma etapa da parceria entre as instituições, voltada ao desenvolvimento de formulações à base de extratos vegetais para o combate ao cancro cítrico. Nesta fase, liderada pelo Fundecitrus, os trabalhos incluem experimentos de campo.

A comitiva visitou a sede do Fundecitrus, na companhia dos pesquisadores Franklin Behlau e Eduardo Gorayeb e da pós-doutoranda da instituição Beatriz Pecoraro Sanches, e o campo experimental de Votuporanga (SP). As pesquisas com extratos vegetais têm grande relevância para a citricultura por oferecerem alternativas sustentáveis e seguras ao uso do cobre, principal defensivo químico empregado no manejo da doença. “Essas formulações podem ser incorporadas ao manejo integrado, ampliando as ferramentas disponíveis para os produtores e reduzindo a pressão de seleção que favorece o surgimento de bactérias resistentes. Além disso, o uso desses produtos contribui para a segurança alimentar e facilita o atendimento às exigências de mercados consumidores mais rigorosos”, explica Gorayeb.

O projeto é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em parceria com a Netherlands Organization for Scientific Research (NWO), principal agência pública de fomento à pesquisa da Holanda.





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Fundecitrus apresenta estratégias no controle do greening e do psilídeo no VI SIMPROT, em Botucatu (SP)



O evento contou com a participação de cerca de 70 pessoas


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus participou, nesta segunda-feira (22), do VI Simpósio em Proteção de Plantas (SIMPROT), realizado em Botucatu (SP).

Organizado pela Unesp de Botucatu, o evento é voltado a estudantes, pesquisadores e profissionais da área, e contou com palestras de especialistas, apresentação de trabalhos científicos e debates sobre temas relevantes da Fitossanidade, abrangendo Entomologia, Fitopatologia, Matologia, Nematologia e Tecnologia de Aplicação.

O pesquisador da instituição Wellington Ivo Eduardo ministrou a palestra “Manejo do psilídeo Diaphorina citri”, destacando a importância da identificação, do monitoramento e do controle do inseto. “Durante a palestra, abordei a identificação das diferentes fases de vida do psilídeo e aspectos bioecológicos, como ciclo de vida, dispersão e flutuação populacional ao longo do ano, além de destacar a importância do monitoramento contínuo e da adoção de estratégias integradas de controle. O combate ao psilídeo exige não apenas ações pontuais, mas um esforço coordenado entre produtores, técnicos e pesquisadores. Eventos como o SIMPROT são fundamentais para promover discussões técnicas”, afirma.

Também representando o Fundecitrus, o engenheiro-agrônomo Murilo Piccin apresentou a palestra “Desafios para enfrentamento dogreening”, abordando os sintomas da doença, as características e a importância do manejo preventivo. “O Simpósio é uma oportunidade de trazer as dificuldades práticas que enfrentamos com o manejo do greening no campo para o ambiente científico e universitário. Essa troca de conhecimento é fundamental para fortalecer a citricultura”, destaca.





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Link FDC – Fundecitrus participa de evento para mulheres em Campos de Holambra (SP)



O evento apresentou palestras sobre a formação de mudas de citros


Foto: Fundecitrus

 

Um evento com mulheres e feito para as mulheres, precisa de uma mulher na apresentação, não é mesmo?! Por isso, quem comandou esta edição do Link FDC foi a engenheira-agrônoma do Fundecitrus Renilza Rita Silva. O evento apresentou palestras sobre a formação de mudas de citros, os principais desafios fitossanitários, técnicas de manejo e estratégias de comercialização das frutas.





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EUA investigam práticas anticompetitivas nos insumos



A análise deve se concentrar nas estratégias de precificação


A análise deve se concentrar nas estratégias de precificação
A análise deve se concentrar nas estratégias de precificação – Foto: Divulgação

O governo dos Estados Unidos anunciou em 25 de setembro o início de uma nova investigação para apurar possíveis práticas anticompetitivas entre fornecedores de insumos agrícolas, como fertilizantes, sementes e defensivos. A ação será conduzida em conjunto pelo Departamento de Agricultura (USDA) e pelo Departamento de Justiça (DOJ), em resposta ao cenário de custos elevados e voláteis que vêm pressionando produtores rurais já impactados por preços mais baixos das safras e pelas disputas comerciais internacionais. O objetivo é avaliar se a concorrência está sendo limitada, dificultando o acesso dos agricultores a insumos a preços justos e comprometendo a competitividade do setor.

Embora ainda não haja detalhes mais profundos sobre o alcance da investigação, a medida reforça a preocupação do governo com a concentração de mercado e com possíveis abusos de poder econômico por parte das grandes indústrias do setor. A análise deve se concentrar nas estratégias de precificação e nos contratos de fornecimento, investigando se existem barreiras artificiais que impedem maior equilíbrio entre oferta e demanda.

Esse movimento regulatório soma-se a um cenário de crescente pressão sobre o agronegócio norte-americano, em que políticas comerciais e medidas governamentais já vêm sendo apontadas como fatores que restringem a oferta e contribuem para a elevação dos custos. Para os produtores, que enfrentam margens de lucro cada vez mais estreitas, qualquer avanço em transparência e competitividade pode significar maior fôlego para manter a sustentabilidade de suas atividades.





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Nova resolução do CMN traz alívio financeiro para produtores rurais, mas exige atenção aos detalhes


Por Dr Henrique Lima

O setor agropecuário acaba de ganhar uma nova oportunidade para reorganizar suas finanças. A Resolução CMN nº 5.247, publicada recentemente, regulamenta a Medida Provisória nº 1.314/2025 e estabelece condições especiais para renegociação, amortização ou quitação de dívidas rurais, beneficiando produtores de todos os portes, cooperativas e associações.

Para entender os impactos dessa medida, conversamos com o Dr. Henrique Lima, sócio fundador do Lima & Pegolo Advogados Associados, escritório full service com mais de 20 anos de experiência, com sedes em Campo Grande (MS), Curitiba (PR) e São Paulo (SP), atendendo clientes em todo o Brasil. O escritório tem forte atuação na defesa de produtores rurais e empresas do agronegócio em questões administrativas e judiciais.

“A resolução cria um caminho para reorganizar as finanças do produtor”

Pergunta: Dr. Henrique, em linhas gerais, o que muda com a Resolução CMN nº 5.247 e qual o objetivo principal desta norma?

Dr. Henrique Lima:

 A resolução traz alívio financeiro para os produtores que enfrentaram dificuldades nos últimos anos, principalmente por conta de eventos climáticos adversos, como secas, enchentes e outras calamidades.

 Ela permite que sejam renegociadas, amortizadas ou quitadas dívidas rurais, incluindo operações de custeio, investimento e Cédulas de Produto Rural (CPRs).

 É uma medida importante porque reconhece formalmente os prejuízos sofridos no campo e oferece condições especiais para que produtores, cooperativas e associações possam se reorganizar financeiramente e continuar produzindo.

Cuidado com as informações apresentadas aos bancos

Pergunta: Essa notícia traz um grande alívio, mas também exige atenção. Quais os principais cuidados que o produtor deve ter ao aderir a essa renegociação?

Dr. Henrique Lima:

É essencial que o produtor tenha muito cuidado com as informações apresentadas às instituições financeiras.

Para renegociar a dívida, ele precisa fornecer documentos como laudos técnicos, registros de produção e relatórios financeiros. Porém, se esses dados forem incompletos ou divergentes, isso pode comprometer o processo.

Em alguns casos, esses documentos podem ser utilizados contra o próprio produtor em uma eventual disputa judicial.

Por isso, a orientação é buscar assessoria jurídica especializada antes de formalizar o pedido, garantindo que todas as informações estejam corretas e consistentes.

O produtor deve ter em mente que, embora possa existir uma relação cordial com o gerente do banco, o papel dele é defender os interesses da instituição financeira. No final, o objetivo do gerente é garantir que a dívida seja paga, ainda que isso possa resultar na perda de patrimônio do produtor ou em impactos para sua família. É importante que o produtor se resguarde, entendendo que a prioridade do banco será sempre a segurança financeira da instituição.

Critérios para aderir à renegociação

Pergunta: Quais são os requisitos que o produtor deve cumprir para ter acesso aos benefícios previstos na resolução?

Dr. Henrique Lima:

 A resolução estabelece critérios específicos de elegibilidade, como:

  • Ter contratado a operação até 30/06/2024.

     
  • O município do produtor deve ter sido reconhecido, em pelo menos dois anos entre 2020 e 2024, como estando em situação de emergência ou calamidade pública, com reconhecimento federal.

     
  • Comprovação de perdas por eventos climáticos:

     

    • Redução mínima de 20% em duas das três principais atividades agrícolas, ou

       
    • Quebra superior a 30% em duas ou mais safras no período de 2020 a 2024.

       

  • Demonstração de dificuldades financeiras, como fluxo de caixa comprometido ou aumento do endividamento.

     

Esses critérios são fundamentais, pois garantem que os benefícios sejam direcionados a quem realmente sofreu prejuízos relevantes.

Quem pode se beneficiar e prazos para adesão

Pergunta: Quem está apto a participar e quais são os prazos estabelecidos?

Dr. Henrique Lima:

 O benefício é amplo e contempla:

  • Produtores rurais de todos os portes, desde o pequeno agricultor do Pronaf até grandes produtores;

     
  • Cooperativas de produção;

     
  • Associações e condomínios de produtores rurais.

     

Quanto aos prazos:

  • Para operações com recursos supervisionados, a contratação deve ser feita até 10/02/2026.

     
  • Para recursos livres, o limite vai até 15/12/2026.

     
  • As dívidas precisam estar adimplentes até 05/09/2025 para que possam ser renegociadas ou prorrogadas.

     


Orientação final: planejamento e segurança jurídica

Pergunta: Qual mensagem o senhor deixa aos produtores que desejam aproveitar essa oportunidade?

Dr. Henrique Lima:

 O momento é de organização e cautela.

 Minha recomendação é que o produtor:

  • Reúna toda a documentação necessária com antecedência;

     
  • Verifique se os dados estão corretos e coerentes;

     
  • Procure orientação jurídica antes de assinar qualquer acordo.

     

Essa resolução pode ser decisiva para recuperar a saúde financeira do negócio, mas, se mal conduzida, pode gerar problemas futuros, inclusive na esfera judicial.

 Com planejamento e acompanhamento especializado, é possível aproveitar os benefícios da norma com segurança.





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Mercado interno segue comprando milho apenas o necessário


De acordo com análise divulgada pelo Grão Direto nesta segunda-feira (29), o preço do milho deve permanecer estável ao longo da semana. A comercialização segue lenta, com produtores negociando em média entre 1% e 1,5% por semana. O frete rodoviário elevado desestimula as vendas, pois gera desconto no embarque. No Mato Grosso, as usinas de etanol compram apenas para atender à demanda imediata, sem espaço para milho de exportação.

Segundo o Grão Direto, “a janela de comercialização externa praticamente se perdeu, já que não há como competir em preço com o mercado interno”.

O mercado interno continua originando milho principalmente de Mato Grosso e de Goiás. No Mato Grosso, as negociações giraram entre R$ 48,00 e R$ 50,00 por saca, enquanto em Goiás os valores estão em torno de R$ 56,00 por saca. “No momento, não há grandes movimentos: as cooperativas realizam vendas, mas o produtor segura a oferta, e os compradores internos enviam comprando apenas o necessário para manter a rotatividade dos estoques”, informou a análise.

No cenário internacional, a colheita nos Estados Unidos avança e pode trazer movimentos mais drásticos para o mercado. Nesta semana, um ponto de atenção é a possibilidade de paralisação do governo norte-americano, gerada por atritos políticos do ex-presidente Donald Trump dentro do próprio governo e no embate contra os democratas. “Uma paralisação desse tipo poderia atrasar a divulgação de dados importantes, como as exportações dos EUA, o relatório do CFTC, os indicadores do setor agrícola e o próprio Payroll da sexta-feira”, destaca o estudo.

Outro fator apontado pelo Grão Direto é que na quarta-feira haverá feriado na China, o que pode coincidir com uma eventual paralisação nos EUA e reduzir ainda mais a liquidez do mercado. Além disso, o último relatório da CFTC mostrou que os fundos estão na maior posição líquida vendida nos últimos 12 meses em commodities agrícolas. “Isso aumenta o risco: se os agentes ficarem sem dados atualizados, podem optar por recomprar parte dessas posições vendidas para não ficarem tão expostos, ou que possam sustentar os preços do milho e da soja na Bolsa de Chicago”, diz a análise.

No Brasil, segundo o Grão Direto, o preço tende a seguir estável ou recuar um pouco diante da fragilidade de atuação do produtor e do frete elevado. Em Chicago, pode haver alta pontual caso uma paralisação nos EUA leve fundos a recomprar posições vendidas e reduza a oferta de dados no curto prazo.





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Justiça suspende liminar que proibia herbicida 2,4-D no RS



Entenda a decisão do TJRS que suspendeu a proibição



Foto: Canva

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul suspendeu, nesta quinta-feira (25/9), a decisão que proibia o uso do herbicida 2,4-D na Campanha Gaúcha e em áreas próximas a cultivos sensíveis. A medida tem efeitos imediatos e alivia a pressão sobre produtores rurais às vésperas do plantio da safra 2025/2026.

Segundo informações divulgadas pelo Tribunal de Justiça, o Desembargador Francesco Conti, da 4ª Câmara Cível do TJRS, concedeu efeito suspensivo ao recurso apresentado pelo Governo do Estado. A decisão reverte, de forma temporária, a sentença da Vara Regional do Meio Ambiente que atendia a um pedido da Associação Gaúcha de Produtores de Maçã e da Associação dos Produtores de Vinhos Finos da Campanha Gaúcha.

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Essas entidades alegaram prejuízos ambientais e econômicos decorrentes da deriva — o deslocamento do produto pelo vento — do herbicida 2,4-D, amplamente utilizado no controle de plantas daninhas. A sentença anterior determinava a proibição do produto em toda a Campanha Gaúcha e restringia seu uso a no mínimo 50 metros de distância de vinhedos e pomares de maçã no restante do estado. No recurso, o Estado argumentou que a proibição geraria impactos significativos, especialmente por ter sido emitida próximo ao início da nova safra, quando os produtores já haviam adquirido insumos e equipamentos.

Ao deferir o pedido, o Desembargador considerou que a suspensão imediata do uso de um insumo essencial ao manejo agrícola, sem transição adequada, poderia gerar “abalo significativo e de consequências imprevisíveis” para a economia do setor. Ele também destacou a ausência de definição clara sobre os municípios incluídos na região da Campanha Gaúcha, o que ampliava a insegurança jurídica.

A decisão não encerra o processo, que seguirá para análise do colegiado da 4ª Câmara Cível. Até lá, o uso do 2,4-D está autorizado no estado. O caso reacende o debate sobre a necessidade de políticas públicas eficazes de fiscalização e monitoramento do uso de defensivos, equilibrando segurança ambiental e previsibilidade para o setor produtivo.





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Setor agropecuário gera 244 mil novos postos de trabalho


O setor agropecuário brasileiro bateu novo recorde de ocupações no segundo trimestre de 2025, empregando 28,2 milhões de pessoas, de acordo com dados do Cepea/CNA. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o número de trabalhadores no agronegócio brasileiro cresceu 0,9% no segundo trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior — um acréscimo de cerca de 244 mil pessoas.

Com esse avanço, o setor passou a representar 26% de todas as ocupações do mercado de trabalho nacional, que cresceu 2,3% no mesmo intervalo, segundo o estudo.

Os dados indicam que o crescimento no emprego agropecuário foi puxado principalmente pelos segmentos de insumos (+7,4%), agroindústria (+2,1%) e agrosserviços (+3,2%). Em contraste, o segmento primário — que compreende atividades como lavoura e pecuária — registrou retração de 2,6%.

O destaque vai para os agrosserviços, que absorveram mais de 325 mil novos trabalhadores, totalizando 10,5 milhões de ocupações — o maior volume já registrado na série histórica iniciada em 2012. De acordo com os pesquisadores do Cepea/CNA, esse crescimento reflete a ampliação da demanda por serviços ligados ao agronegócio, como logística, comercialização, assistência técnica e financiamento rural, além da recuperação da agroindústria.

A expansão no número de empregos no agronegócio coincide com o bom desempenho da agropecuária nacional, que deve registrar safras recordes e manter elevados níveis de abate. Esse cenário tem impulsionado setores como transporte, armazenagem, distribuição e serviços técnicos especializados, resultando na dinamização da cadeia produtiva e na elevação da ocupação nos agrosserviços.

Além disso, a recuperação econômica e o aumento da industrialização de produtos agropecuários têm gerado reflexos positivos na contratação de mão de obra, tanto nas zonas rurais quanto urbanas.

 





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Excesso de chuvas pode afetar qualidade do trigo



Perspectivas produtivas do trigo seguem positivas



Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (25), as lavouras de trigo no Rio Grande do Sul apresentam evolução no desenvolvimento, mas permanecem sujeitas à variabilidade climática das regiões. As chuvas registradas nos dias 20 e 21 de setembro geraram apreensão quanto à sanidade das plantas e aos riscos de acamamento, principalmente nas áreas em floração e enchimento de grãos.

Segundo o informativo, “o manejo fitossanitário foi intensificado preventivamente, especialmente as aplicações de Fungicidas para proteção contra doenças devido ao período de molhamento prolongado”.

Os trabalhos estão distribuídos em diferentes fases de desenvolvimento: 35% em sólidos, 35% em enchimento de grãos, 25% em desenvolvimento vegetativo e 5% em maturação, o que reflete a heterogeneidade do cultivo no Estado. As áreas mais precoces aproximam-se do final do ciclo.

Conforme o levantamento, o estado nutricional das atividades é considerado adequado, favorecido pela adubação nitrogenada realizada no momento oportuno e pela umidade do solo. “As perspectivas produtivas seguem positivas, principalmente nas áreas conduzidas com maior nível tecnológico”, destaca o informativo. Ainda assim, há preocupações em relação ao excesso de chuvas, que pode afetar tanto a qualidade dos grãos quanto a estabilidade do potencial produtivo.

A Emater/RS-Ascar projeta área de cultivo de 1.198.276 hectares e produtividade estimada de 2.997 kg/ha para a safra atual.





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