segunda-feira, março 16, 2026

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Após temporais, chuva dá trégua e volta na quinta


O domingo de Dia das Crianças (12) registrou altos volumes de chuva no Paraná devido à passagem de uma frente fria, associada a um ciclone que se formou na altura do Uruguai. A chuva segue atingindo a faixa norte do Estado na manhã desta segunda-feira (13), mas já se afasta na direção de São Paulo ao longo do dia. Após uma trégua até quarta-feira (15) – período em que poderão ocorrer no máximo algumas pancadas de chuva isoladas –, as instabilidades mais significativas retornam em todo o Estado na quinta-feira (16), com nova previsão de tempestades.

No domingo (12), os maiores volumes de chuva foram em Cruzeiro do Iguaçu (154,4 mm), Quedas do Iguaçu (106,4 mm), Altônia (102,4 mm), Mangueirinha (100,6 mm), Guarapuava (ELEJOR) (97,2 mm), Cascavel (97 mm), Nova Tebas (INMET) (94,2 mm), Francisco Beltrão (91,8 mm), Capanema (85,4 mm) e Candói (ELEJOR) (81,4 mm).

A intensidade da chuva foi diminuindo gradativamente, mas as regiões Norte e Noroeste ainda foram atingidas durante a madrugada de segunda-feira (13) por pancadas de chuva com raios. Os volumes de chuva até as 6h já ultrapassavam os 10 mm em Loanda, Cianorte, Mandaguari, Paranavaí e Umuarama.

Fortes rajadas de vento também foram registradas, principalmente nas regiões Oeste e Sudoeste. As maiores foram em Planalto (INMET) (88,2 km/h entre 0h e 1h), Dois Vizinhos (INMET) (68,8 km/h entre 0h e 1h), Santa Maria do Oeste (67,3km/h às 10h15), Clevelândia (INMET) (64,4 km/h entre 2h e 3h), Loanda (63 km/h às 12h15) e Cascavel (62,3 km/h às 8h30).

Nesta segunda-feira (13) a velocidade das rajadas diminuiu. A estação meteorológica do Simepar em Maringá foi a única que registrou rajada de vento acima de 50 km/h: foram 52,2 km/h às 2h30. Após a chuva, as temperaturas terão declínio.

“Gradativamente, com o afastamento do eixo da frente fria, uma massa de ar seco e frio adentra o Paraná pelo Sudoeste e até o final do dia ela terá atingido todas as regiões. Desse modo, ao final da noite, esperam-se mínimas invertidas, especialmente na metade sul do Estado, com os menores valores em municípios do Centro-Sul, em torno dos 10°C”, explica Júlia Munhoz, meteorologista do Simepar.

CHUVAS LOGO VOLTAM – Na terça-feira (14), o tempo volta a ficar estável. O amanhecer ainda será gelado, com temperaturas abaixo dos 10°C em toda a metade sul do Paraná, mas já no período da tarde as temperaturas se aproximam dos 25°C em todas as regiões, podendo chegar aos 30°C em municípios das faixas Oeste e Norte.

“A partir do anoitecer, o escoamento oceânico passa a adentrar o estado, aumentando a cobertura de nuvens baixas do Litoral até os Campos Gerais. Isso aumenta a possibilidade de garoa no Leste”, detalha Júlia.

No amanhecer de quarta-feira (15), por conta desta nebulosidade, as temperaturas entre a Região Metropolitana de Curitiba, Campos Gerais e Centro-Sul ficarão entre 8°C e 10 °C. A tarde, com predomínio de sol entre nuvens, nas faixas Oeste e Norte do Paraná as temperaturas máximas poderão superar os 30 °C em alguns municípios. Não são descartadas pancadas de chuva isoladas no Sudoeste e no Centro-Sul, e a cobertura de nuvens com chances de garoa ocasional entre o Litoral e a RMC volta a aumentar.  

O tempo fica instável em todo o estado novamente a partir de quinta-feira (16). “A formação de um cavado entre os países vizinhos e o avanço de uma frente fria pelo oceano favorecerão a ocorrência de chuvas principalmente nas faixas oeste e sul, inclusive com possibilidade de temporais isolados”, afirma.

Já na sexta-feira (17) e sábado (18), essas instabilidades acontecerão de maneira mais abrangente pelo Estado, com maior potencial para a formação de tempestades. O Simepar trará boletins atualizados ao longo da semana e as ocorrências de tempestade serão informadas para a população através dos alertas emitidos pela Defesa Civil Estadual.

78 HORAS ABAIXO DE 15ºC EM CURITIBA – A capital paranaense passou mais de 78 horas com temperaturas abaixo de 15°C em plena primavera. Às 3h45 de terça (07) Curitiba registrou 14,9°C. Na quarta (08) a temperatura máxima foi de 11,9°C. Na quinta (09) a temperatura máxima foi de 14,2°C. Às 10h45 de sexta (10) a cidade atingiu 15°C novamente. A máxima do dia 10 foi de 15,7°C e no sábado (11), com algumas aberturas de sol e sem chuva, os termômetros registraram máxima de 21,2°C.

As temperaturas máximas da semana passada em Curitiba estão entre as mais baixas já registradas no mês de outubro desde 1997, quando foi instalada a estação meteorológica do Simepar na Capital. As mais baixas para o mês foram 10,1°C em 03/10/1999, 11°C em 04/10/1999, 11,9°C em 03/10/2010 e 11,9°C em 08/10/2025.

No domingo (12), as temperaturas em Curitiba ficaram entre 15,4°C e 21,9°C. Nas estações meteorológicas da prefeitura de Curitiba os maiores volumes de chuva até as 19h40 foram de 2,6 mm no Tatuquara, 2,7 mm no Caximba e 2,4 mm na CIC, apenas. A estação meteorológica do Simepar, no Jardim das Américas, também registrou apenas 1,2 mm de acumulado de chuva.

As maiores rajadas de vento na Capital no domingo foram registradas pelas estações da prefeitura de Curitiba, pela manhã: 52 km/h às 10h no Boa Vista e às 9h no Portão. Nesta segunda-feira (13), finalmente, o sol voltou a predominar.





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Conab reforça compromisso com agricultura familiar e economia solidária na 31ª FEICOOP


Entre a sexta-feira (10) e o domingo (12) passados, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), participou da 31ª Feira Internacional do Cooperativismo e da Economia Solidária (FEICOOP), no Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, em Santa Maria (RS). A abertura do evento contou com a participação do presidente da estatal, Edegar Pretto.

Durante a abertura oficial, o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, destacou a retomada do papel estratégico da Companhia em políticas públicas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que beneficia diretamente agricultores familiares, assentados da reforma agrária, povos indígenas e comunidades quilombolas.

“Quando fui convidado para ser presidente da maior Companhia de Abastecimento da América Latina, foi me dada duas tarefas: a primeira delas é fazer a Conab forte outra vez, fazer diferença na vida das pessoas. E a segunda é que a Conab passasse novamente a ser um dos instrumentos para erradicar a fome no Brasil. O PAA voltou e nós estamos operacionalizando milhões de reais comprando comida da agricultura familiar e esses alimentos chegando simultaneamente na mesa de quem passa necessidade”, ressaltou.

O presidente da Conab também enfatizou a importância da participação feminina no programa. Segundo ele, mulheres têm papel central no combate à fome e devem ser prioridade nas políticas públicas.

“Nós estabelecemos na Conab que cada cooperativa, cada associação que apresenta um projeto para o PAA para vender comida, tem que ter no mínimo 50% de participação das mulheres. Hoje, 80% da comida que o PAA compra, que a Conab adquire são de mulheres trabalhadoras rurais. O protagonismo da erradicação da fome também passa pelas mãos das mulheres agricultoras brasileiras”, complementou.

Sob o lema “Construindo a Ecologia Integral frente às Emergências Climáticas”, o Feirão Colonial, como tradicionalmente também é conhecida a maior feira de cooperativismo e economia solidária da América Latina, debateu a possibilidade da construção de um novo mundo a partir de um novo modelo econômico colaborativo. Além disso, o público teve acesso à uma variedade de produtos, e também pôde participar de cerca de 80 atividades, entre programações culturais, seminários, rodas de conversa, oficinas, conferências e painéis sobre temas sociais e ambientais.

Em um estande no corredor principal da feira, a Conab participou divulgando, orientando e esclarecendo dúvidas sobre as principais políticas públicas operacionalizadas pela Companhia, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa de Venda em Balcão (ProVB), assim como evidenciar a atuação da Conab junto aos agricultores, cooperativas e associações do Rio Grande do Sul, estado de grande relevância para a política agrícola nacional, ampliando a efetividade da ação governamental.

Com essa iniciativa, além de reforçar o compromisso da estatal com a soberania e segurança alimentar e nutricional, o abastecimento e a promoção da agricultura familiar, a companhia também fortalece o apoio à produção sustentável e solidária, ao pequeno produtor rural e à organização social no campo.

Em um momento em que os impactos das mudanças climáticas estão no centro da discussão em todo o mundo, a FEICOOP se propõem como espaço de partilha e construção coletiva de alternativas sustentáveis, valorizando a diversidade dos povos, das culturas, dos saberes e das práticas que colocam a vida no centro.

Com a presença de feirantes, visitantes e parceiros, o evento configura-se como espaço estratégico para fortalecimento de parcerias, promoção da agricultura familiar, bem como para a divulgação de ações e programas governamentais voltados ao abastecimento alimentar, através de seminários, oficinas e palestras temáticas.

A FEICOOP é um evento internacional consolidado, referência em Economia Solidária no Brasil, que reúne delegações de empreendimentos de diversos estados e de países da América Latina. A edição de 2025 contou com aproximadamente 550 expositores das regiões Sul e Sudeste do país, além de representantes da Argentina, Uruguai e Paraguai, e atraiu cerca de 100 mil visitantes, a fim de solidificar a economia solidária, aproximar campo e cidade e contribuir para o debate e a consolidação de políticas públicas voltadas ao cooperativismo.

Desde 1994, Santa Maria sedia a Feicoop e é reconhecida como Capital Mundial da Economia Solidária e do Cooperativismo Autogestionário. O evento se consolidou como espaço internacional de articulação, integração e ação coletiva, reunindo empreendimentos de economia solidária, agroindústrias, catadores, povos indígenas, quilombolas, artesãos, floricultores e trabalhadores rurais e urbanos.

 





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estrategia do INTA contra carrapato bovino


Diante de um contexto em que a eficiência produtiva e a sanidade animal são determinantes para a competitividade do setor, os especialistas do INTA Colonia Benítez – Chaco – propõem o controle integrado, que combina o manejo sanitário, ambiental e genético. Trata-se de uma ferramenta eficaz para proteger a saúde dos rebanhos e aumentar a produção de carne no norte da Argentina.

Para reduzir perdas, aumentar a produção e fortalecer a competitividade, os especialistas do INTA sugerem integrar esses três tipos de manejo. Uma pesquisa recente do INTA Colonia Benítez (Chaco) confirmou a eficácia dessa estratégia, que permite ganhos de peso entre 18 e 42 quilos de carne por animal ao ano. Este trabalho será um dos temas apresentados na 2ª Jornada Pecuária, que acontecerá em Chaco no dia 15 de outubro.

Segundo explicou Victoria Rossner, pesquisadora do INTA Colonia Benítez, “o carrapato é um parasita que representa uma grande limitação à produtividade pecuária em regiões tropicais e subtropicais do mundo, causando severas perdas econômicas no país”.

Ela detalhou que essa parasitose ocorre em áreas ao norte do paralelo 31, onde as condições de clima quente e úmido são ideais para seu desenvolvimento. O impacto direto na pecuária, segundo Rossner, “se traduz em menor ganho de peso, desvalorização do couro devido a lesões e miíases, além da transmissão de doenças”.

Para enfrentar o problema, o INTA propõe um manejo integrado que combina diferentes técnicas, reduzindo a dependência exclusiva de produtos químicos e retardando a resistência dos carrapatos aos acaricidas.

O controle integrado foi avaliado com resultados promissores: “Em estudos com bovinos em crescimento, de 12 a 24 meses, a diferença de peso ao aplicar protocolos de controle dessa parasitose pode variar de 18 a 42 quilos de peso vivo por ano”, afirmou Rossner, destacando o impacto positivo da combinação simultânea de duas ou mais técnicas — sendo que pelo menos uma delas não deve ser química.

De acordo com a pesquisadora, existem três ferramentas com eficácia comprovada:

O uso estratégico de acaricidas químicos, aplicados em momentos-chave conforme o ciclo de vida do parasita;

A rotação e o descanso de pastagens, que interrompem a presença de larvas no ambiente;

E o uso de biotipos bovinos resistentes, que naturalmente limitam a infestação.

“Os esquemas de controle estratégico fazem parte de um programa de médio e longo prazo, concentrando um número mínimo de tratamentos em épocas específicas do ano — como na saída do inverno — para alcançar um efeito duradouro sobre as populações de carrapatos”, detalhou Rossner.

Ela também observou que pequenas variações climáticas afetam microorganismos, vetores, reservatórios e até seres humanos, podendo alterar a distribuição e incidência de várias doenças infecciosas, somando-se ainda às mudanças no uso do solo.

Por fim, a pesquisadora destacou que a implementação dessas práticas requer orientação técnica especializada. “Os produtores devem se manter atualizados e consultar veterinários com conhecimento tecnológico para orientá-los no manejo integrado”, recomendou.





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Sou de Algodão na SPFW 2025: moda rastreável assume protagonismo


O movimento Sou de algodão, iniciativa da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de algodão), retorna à São Paulo Fashion Week (SPFW) para seu 4º desfile, na principal semana de moda do país, reafirmando a força de uma cadeia produtiva que une sustentabilidade, inovação e design. O desfile acontece no dia 17 de outubro, sexta-feira, às 19h, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

Com o tema “Trajetórias”, a coleção celebra o caminho do algodão brasileiro com certificação socioambiental, desde o campo até a criação de moda autoral, com 36 looks all black, desenvolvidos no âmbito do programa de rastreabilidade SouABR (Algodão Brasileiro Responsável).

Moda rastreável: o futuro é coletivo

Nesta edição, o Sou de Algodão apresenta um panorama inédito da rastreabilidade da fibra no Brasil: são 82 fazendas, 61 produtores, seis estados e seis indústrias têxteis que integram a cadeia de custódia do algodão certificado ABR utilizado na coleção.

“Em nosso quarto desfile na SPFW, a rastreabilidade do algodão brasileiro com certificação socioambiental assume o protagonismo”, explica Silmara Ferraresi, gestora do movimento Sou de Algodão e diretora de Relações Institucionais da Abrapa. “É uma trajetória coletiva que reúne produtores, indústrias e estilistas para mostrar que o futuro da moda é responsável e transparente”.

O presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, reforça: “Cada peça é fruto de uma conexão genuína entre campo e passarela. O algodão brasileiro é símbolo de qualidade, rastreabilidade e compromisso com práticas responsáveis; valores que ganham forma e significado neste desfile”.

Seis estados, uma só fibra

O desfile reúne peças compostas por algodão cultivado na Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Piauí – estados onde o programa ABR certifica propriedades que seguem padrões sociais, ambientais e de governança.

A coleção também evidencia a atuação de seis indústrias têxteis brasileiras que integram a cadeia de custódia do algodão: Cataguases e RenauxView – que assinam os tecidos de camisaria -, Santana Textiles e Vicunha – responsáveis pelos denim -, Dalila – que trabalha com malharia -, e Fio Puro, que representa a fiação, completando o ciclo da fibra até o tecido final.

Cada novelo de fio, que virou rolo de tecido, que se transformou em cada look traz em si o percurso de uma fibra cultivada com responsabilidade, comprovada por um sistema de rastreabilidade, que conecta o produtor ao consumidor final.

Trajetórias: conceito e styling por Paulo Martinez

Para o stylist Paulo Martinez, o conceito “Trajetórias” nasce da ideia de celebrar os caminhos percorridos, do campo à criação, da fibra ao corpo.

A escolha do all black traduz essa conexão de forma simbólica: o preto absoluto é o ponto onde todas as cores se encontram, como se cada etapa do processo convergisse em uma única expressão de unidade e força.

“O conceito do all black veio de um lugar de comemoração, inspirado em uma festa black tie para celebrar os 30 anos da semana de moda paulistana”, explica Martinez. “Mais do que uma estética, é um gesto de respeito. Um agradecimento a todos que constroem a moda de forma consciente e coletiva”.

Na passarela, 36 looks formam uma narrativa contínua que atravessa territórios, técnicas e linguagens. A cor única revela a essência do algodão, sua textura, peso, toque e movimento, sem distrações, permitindo que cada um dos seis estilistas traduza, à sua maneira, as infinitas possibilidades da fibra natural.

Os criadores e suas trajetórias

Alexandre Herchcovitch

Herchcovitch propõe uma leitura sofisticada e emocional do algodão, deslocando-o de seu imaginário casual. Em sua coleção, o tricoline ganha leveza, o denim aparece cru e a sarja revela sua textura original, sem lavagens ou interferências.

“O que mais me atrai no algodão é a percepção. Meu desejo é que a rastreabilidade seja algo natural, o básico da moda. Que todos saibam de onde vem o que vestem”, diz o estilista, cujo trabalho propõe uma moda honesta e essencial, em que a beleza surge do próprio material.

ALUF

A ALUF apresenta o algodão em sua forma mais inesperada: como matéria-prima de vestidos de festa e silhuetas escultóricas. São peças de volumes inusitados, alças em 3D e acabamentos delicados, que revelam a sofisticação e a versatilidade da fibra natural.

A coleção mostra que o algodão também pode ser luxo, fluidez e emoção, sem perder sua essência sustentável. “Cada look traduz o encontro entre o artesanal e o contemporâneo. A rastreabilidade é parte da beleza; saber de onde vem o tecido é o que dá sentido ao que fazemos”, explica Ana Luisa Fernandes, diretora criativa da marca.

Amapô

A dupla Carô Gold e Pitty Taliani, da Amapô, parte de seu próprio arquivo de 20 anos para revisitar e reconstruir peças icônicas da marca.

Cada look renasce em versão all black, como uma nova leitura sobre o passado; uma coleção que é também um gesto de memória e reinvenção.

“Foi um exercício de desapego e de desconstrução do algodão”, conta Carô. “Recondicionamos o tecido para novos usos, como um vestido de festa feito inteiramente em malha piquet. A rastreabilidade, neste contexto, é tranquilizadora. Ela nos reconecta com o que movimenta o mundo”.

David Lee

Inspirado literalmente pelo tema “Trajetórias”, David Lee transforma o percurso  do algodão em metáfora visual: costuras e texturas se entrelaçam para formar desenhos que lembram estradas, mapas e fluxos. Sua coleção carrega referências utilitárias e campesinas, que equilibram rusticidade e refinamento.

“O algodão é versátil, durável e tem uma modelagem impecável. As pessoas muitas vezes não sabem o caminho que a fibra percorre, e é esse o percurso que eu quis mostrar”, reitera. Em suas peças, cada dobra e cada costura contam uma história, representando o elo invisível entre o trabalhador do campo e o consumidor urbano.

Fernanda Yamamoto

Acostumada a experimentar técnicas artesanais e estruturas complexas, a Fernanda Yamamoto mergulha pela primeira vez em uma coleção composta inteiramente por algodão. Ela leva a fibra para lugares inesperados, com peças de arquitetura têxtil precisa, que combina listras, risca de giz e origamis.

“O algodão é muito mais do que leveza ou casualidade. É uma fibra de construção, de resistência e de sutileza. Ele pode ser tudo, de estruturado a fluido”.

Sua proposta convida à reflexão sobre a potência técnica e expressiva do algodão, e sobre como a moda pode ser simultaneamente artesanal, contemporânea e responsável.

Weider Silveiro

Weider revisita sua trajetória pessoal e propõe uma alfaiataria desconstruída em algodão, que desafia gênero e tradições. O estilista explora contrastes entre o feminino e o masculino, com cortes de precisão, volumes inesperados e tecidos de diferentes pesos.

“Desconstruir a alfaiataria é prazeroso. O algodão é cheio de possibilidades, é confortável, respirável e humano. Saber de onde vem o tecido é um gesto de afeto, é sobre pessoas e não só sobre máquinas”, afirma o criativo, que sintetiza a essência do desfile ao afirmar a moda como expressão humana, consciente e conectada à origem.

O algodão como símbolo de união

Em “Trajetórias”, cada estilista percorre seu próprio caminho criativo, mas todos partem da mesma fibra: o algodão brasileiro certificado e rastreável.

Das fazendas às passarelas, o desfile do Sou de Algodão reafirma que a moda do futuro é feita de colaboração, transparência e propósito.

“A SPFW sempre foi um espaço de expressão e de transformação coletiva. Ver o Sou de Algodão celebrar essa trajetória é testemunhar a força da moda brasileira quando ela se conecta à sua origem, e projeta o futuro com consciência. Este desfile traduz a beleza do ciclo completo, da fibra à criação, e reafirma que inovação e responsabilidade caminham juntas no novo tempo da moda”, completa Paulo Borges, idealizador e diretor criativo da SPFW.

 





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Semeadura do arroz avança lentamente no Rio Grande do Sul


Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS na última quinta-feira (9), a semeadura do arroz alcançou 12% da área projetada no estado. A irregularidade das chuvas e a elevada umidade do solo dificultaram o preparo das áreas e o avanço dos trabalhos. “Nos períodos de tempo firme, há retomada gradual das atividades, especialmente nas áreas com melhor drenagem e estruturação”, informou o boletim.

A Emater destacou que a atual conjuntura da safra reflete o menor uso de insumos, resultado direto da queda dos preços de comercialização. “A redução de preços tem impactado a capacidade de investimento e a sustentabilidade econômica do setor”, apontou a instituição.

De acordo com o Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA), a safra 2024/2025 de arroz irrigado encerrou com produtividade média de 9.044 kg por hectare nos 970.216 hectares colhidos, resultando em 8.762.370 toneladas. Para a safra 2025/2026, a estimativa é de redução de 5,17% na área plantada, totalizando 920.081 hectares. A produtividade prevista é de 8.752 kg por hectare, o que deve resultar em produção de 8.052.213 toneladas, queda de 8,10%.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, o excesso de umidade atrasou as atividades de campo. “Até o momento, pouco mais de 6 mil hectares foram semeados, número bem inferior aos 85 mil hectares registrados no mesmo período do ano passado”, informou o órgão. Em áreas próximas aos rios Uruguai, Ibicuí e Itu, diversas propriedades continuam alagadas ou com acesso restrito. A estimativa é de uma redução de até 10% na área cultivada, em razão das condições meteorológicas e das dificuldades financeiras dos produtores. Em São Gabriel, a semeadura em sistema pré-germinado alcançou 70% da área prevista. Na Campanha, o plantio segue de forma pontual, repetindo o comportamento de anos anteriores em propriedades com melhor infraestrutura.

Na região de Pelotas, o ritmo de plantio é mais acelerado, com 34% da área total semeada. Os períodos de sol e as temperaturas mais altas favoreceram o preparo do solo e a construção de taipas e marachas. As chuvas registradas nos dias 4 e 5 de outubro, entre 15 mm e 103 mm, contribuíram para recuperar a umidade superficial sem prejudicar as operações.

Na região de Santa Maria, o plantio teve início, mas o excesso de chuvas atrasou o andamento dos trabalhos. Em Cacequi, a semeadura segue lenta e irregular, alcançando 5% da área prevista. “Os danos em estradas e pontes dificultam o transporte de máquinas e insumos, elevando os custos operacionais”, informou o relatório. Mesmo com as dificuldades, os produtores seguem o planejamento técnico, priorizando áreas com melhor drenagem.

Na região de Santa Rosa, a implantação das lavouras segue suspensa por causa da saturação do solo, que impede o tráfego de maquinário agrícola. A Emater alertou que “há preocupação entre os produtores com a possível sobreposição do plantio do arroz e da soja”, o que pode gerar competição por mão de obra e logística durante a colheita.

Na região de Soledade, os trabalhos de custeio e as semeaduras iniciais avançaram, alcançando 10% da área total prevista. O clima mais estável na última semana permitiu o preparo do solo e o início dos plantios em sistema pré-germinado e em solo seco. “O estabelecimento inicial está dentro da normalidade, com boa emergência e plântulas vigorosas”, apontou a Emater. A janela de semeadura segue aberta até dezembro, conforme o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).





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TRF6 isenta produtor rural de ART e CREA em Minas Gerais



Sistema Faemg Senar celebra importante vitória judicial em defesa dos produtores



Foto: Pixabay

O Sistema Faemg Senar celebra importante vitória judicial em defesa dos produtores rurais mineiros. A 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), por decisão unânime, manteve sentença que anulou auto de infração e multa aplicados pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (CREA/MG) a um produtor rural. A decisão reforça a segurança jurídica no campo e representa mais um êxito institucional obtido pelo Sistema Faemg Senar na defesa dos interesses do setor agropecuário mineiro.

O CREA/MG pretendia obrigar o produtor, que desenvolve atividades de cafeicultura e bovinocultura, a se registrar no Conselho e contratar profissional habilitado com emissão de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), sob o argumento de que a emissão de Cédula de Crédito Rural exigiria assistência técnica especializada.

• As atividades agropecuárias não configuram exercício de profissão privativa de engenheiro agrônomo, conforme a Lei nº 5.194/1966;• A emissão de Cédula de Crédito Rural não implica, por si só, obrigatoriedade de ART ou de assistência técnica, salvo quando expressamente exigida pela instituição financeira;• Eventual responsabilidade técnica, quando necessária, é da própria instituição financeira, nos termos da Lei nº 4.829/1965, do Decreto-Lei nº 167/1967 e da Resolução CMN nº 4.883/2020.

Com essa decisão, o TRF6 reafirma entendimento já consolidado em outros casos patrocinados pelo Sistema Faemg Senar: o produtor rural, pessoa física, que exerce atividades agropecuárias em sua propriedade, não está obrigado a se registrar no CREA/MG nem a contratar responsável técnico, salvo em situações específicas que demandem projeto técnico especializado. A decisão foi relatada pelo Desembargador Federal André Prado de Vasconcelos.

A Assessoria Jurídica do Sistema Faemg Senar segue acompanhando o caso até o trânsito em julgado da decisão e permanece à disposição para esclarecimentos adicionais.





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Boi gordo tem preços firmes após altas da semana passada


De acordo com a análise divulgada nesta segunda-feira (13) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo em São Paulo abriu a semana sem alterações nas cotações. Após as altas registradas anteriormente, os frigoríficos aguardam melhores condições para negociar. Segundo a análise, as unidades que tentaram comprar abaixo da referência encontraram dificuldade para fechar negócios. As escalas de abate seguem, em média, para dez dias.

No Acre, o cenário também permanece inalterado, com escalas médias de abate para dez dias. Na região de Paragominas (PA), as cotações seguiram estáveis em todas as categorias, com escalas de abate de aproximadamente seis dias.

No atacado, as vendas de carne com osso tiveram recuperação, impulsionadas pelo recebimento dos salários e consequente aumento do poder de compra dos consumidores, o que estimulou os pedidos de reposição de estoques. Pelo segundo período consecutivo, as cotações das carcaças casadas registraram alta.

A cotação da carcaça casada do boi castrado subiu 2,0%, equivalente a R$ 0,40 por quilo. Para o boi inteiro, o aumento foi de 2,1%, também de R$ 0,40 por quilo. No caso das fêmeas, a valorização foi igualmente de 2,1%, ou R$ 0,40 por quilo.

Entre as carnes alternativas, a cotação do frango médio apresentou alta de 2,0%, ou R$ 0,15 por quilo. O suíno especial registrou incremento de 0,8%, correspondente a R$ 0,10 por quilo.





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Encontros reforçam estratégias para fortalecer o Sistema Integrado de Produção de Tabaco


Mais de 1,3 mil pessoas dos três Estados do Sul participaram dos sete seminários para Fortalecimento do Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT) promovidos pelas entidades que integram o Fórum Nacional de Integração da Cadeia Produtiva do Tabaco (Foniagro) entre os dias 8 e 25 de setembro. 

Os eventos reuniram orientadores agrícolas, gestores de produção, pesquisa e sustentabilidade das empresas integradoras, membros da diretoria e avaliadores da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), além de representantes das Federações de Agricultura e dos Trabalhadores na Agricultura dos três Estados do Sul do Brasil (FARSUL, FETAG-RS, FAESC, FETAESC, FAEP E FETAEP).

 As atividades ocorreram em Rio Pardo (duas edições) e São Lourenço do Sul, no Rio Grande do Sul; Rio Azul, no Paraná; e Mafra, Ituporanga e Maravilha, em Santa Catarina. A programação teve como eixo central a Lei da Integração (Lei nº 13.288/2016), abordando ainda temas como boas práticas agrícolas, manejo do solo, uso de sementes certificadas, contratação de mão de obra, saúde e segurança do produtor e proteção de crianças e adolescentes.

O representante da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) nos assuntos do tabaco, vice-presidente regional da Faesc no Planalto Norte, representante da CNA na Câmara Setorial do Tabaco no MAPA e presidente do Sindicato Rural de Irineópolis, Francisco Eraldo Konkol, destacou que a realização dos seminários foi uma decisão do Foniagro com o objetivo de resgatar e fortalecer o Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT).

Segundo ele, havia uma distorção no funcionamento do sistema integrado, o que motivou a representação dos produtores a se reunir e negociar com as empresas integradoras para buscar soluções conjuntas. “Nós, representando os produtores, estávamos preocupados com essa situação e nos reunimos para dialogar com as empresas, por meio do Fórum Nacional de Integração do Tabaco (Foniagro), em busca de iniciativas que fortalecessem o sistema. Uma das principais demandas foi uniformizar as informações repassadas aos orientadores agrícolas”, explicou.

Também afirmou que houve a participação de quase 1.300 orientadores nos encontros, voltados a alinhar conhecimentos e práticas conforme as diretrizes do Foniagro e das CADECs. Além dos seminários, ocorreram visitas de influenciadores às empresas com objetivo de defender e fortalecer o sistema integrado.

Eraldo destacou a definição do prazo para formalização dos contratos de integração, que deve ocorrer até 30 de setembro de cada ano, conforme acordo com as empresas. Após essa data, não é permitida a assinatura de novos contratos, medida adotada pelo Foniagro para garantir maior segurança jurídica e transparência. Ele reforçou que essas orientações foram repassadas aos orientadores para que atuem de forma alinhada com produtores e empresas.

O coordenador do Foniagro e presidente da Afubra, Marcílio Drescher, destacou a importância da união entre produtores e indústrias. “Se não caminharmos juntos, enfraquecemos a cadeia produtiva, que já é muito perseguida e mal compreendida”, afirmou.

Na programação dos eventos, o vice-presidente de Produção e Qualidade do SindiTabaco e coordenador do Grupo de Trabalho (GT) Lei da Integração, Paulo Favero, apresentou sobre os compromissos relacionados a Lei da Integração, e detalhou os critérios para a contratação dos produtores, como área mínima de plantio e pacote de insumos. Ele também esclareceu sobre visitas técnicas obrigatórias e calendário de contratação e plantio, salientando que as regras visam dar maior segurança às duas partes do contrato de integração.

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, lembrou que o Sistema Integrado de Produção de Tabaco é um exemplo de parceria bem-sucedida entre produtores e indústrias, que ao longo dos anos tem contribuído para o fortalecimento da fumicultura e o desenvolvimento econômico e social das regiões produtoras. “Esses encontros reforçam a importância do diálogo, da transparência e da cooperação, princípios que sempre defendemos no Sistema FAESC/SENAR. Quando todos os elos da cadeia se reúnem para alinhar informações, aprimorar práticas e buscar soluções conjuntas, quem ganha é o produtor, que passa a atuar com mais segurança e conhecimento. Parabenizo o Foniagro e todas as entidades envolvidas pela iniciativa e pelo compromisso em garantir um sistema cada vez mais justo, equilibrado e sustentável para todos.”





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Produção de milho para silagem deve crescer 8,29% no RS



Emater prevê crescimento na produção de milho



Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (9), a semeadura do milho destinado à silagem no Rio Grande do Sul alcança 59% do total previsto. Para a safra 2025/2026, a Emater/RS-Ascar projeta incremento de área de 2,74% em relação à safra anterior, passando de 356.300 hectares, segundo o IBGE, para 366.067 hectares.

A produtividade média também deve registrar avanço de 5,28%, subindo de 36.416 para 38.338 quilos por hectare. Como resultado, a produção estadual de milho para silagem deve atingir 14,03 milhões de toneladas, crescimento de 8,29% frente às 12,96 milhões de toneladas da safra passada.

Segundo a Emater/RS-Ascar, o aumento é impulsionado pela importância do alimento conservado na manutenção dos rebanhos durante períodos de escassez hídrica e pela dedicação de produtores que atuam na comercialização regional, inclusive para bovinos de corte.

Na região administrativa de Erechim, a área projetada terá elevação de 3,25% em relação à safra 2024/2025, totalizando 18.350 hectares, com expectativa de produtividade de 43.795 quilos por hectare.

Em Pelotas, a área destinada à silagem deve chegar a 17.813 hectares, alta de 26,54% em comparação à safra anterior. Já na região de Santa Maria, a semeadura atinge 40% da área prevista, que totaliza 11.485 hectares.





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Como o carbono pode gerar renda?



“Nesse contexto, o Brasil pode se tornar protagonista”


“Nesse contexto, o Brasil pode se tornar protagonista"
“Nesse contexto, o Brasil pode se tornar protagonista” – Foto: Divulgação

A sustentabilidade e as mudanças climáticas estão cada vez mais centrais na agenda do agronegócio, e o carbono surge como um elemento-chave nessa transformação, com potencial de gerar novas fontes de receita para os produtores rurais. Segundo Guilherme Raucci, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Indigo para a América Latina, a valorização das práticas agrícolas regenerativas permite que os produtores sejam remunerados pelo impacto positivo de suas ações no meio ambiente.

Estudos da Embrapa Territorial apontam que o preço das emissões de carbono na agropecuária brasileira atingiu US$ 11,54 por tonelada de CO2 equivalente em 2021, mostrando o potencial econômico do tema. No contexto agrícola, as emissões podem ser diretas (Escopo 1), indiretas pela energia consumida (Escopo 2) ou indiretas na cadeia de valor (Escopo 3). É neste último escopo que os produtores podem exercer maior influência, adotando práticas que reduzem emissões e aumentam a sustentabilidade de toda a cadeia.

A Indigo atua nesse cenário por meio de programas que incentivam a adoção de técnicas regenerativas, como plantio direto, rotação de culturas e uso de plantas de cobertura. O impacto ambiental dessas ações é mensurado e reportado às empresas parceiras, que podem remunerar os produtores de acordo com os resultados alcançados. Diferente do modelo americano, no Brasil o foco está na medição do impacto real safra a safra, sem depender da venda de créditos de carbono no mercado.

“Nesse contexto, o Brasil pode se tornar protagonista mundial na oferta de redução de emissões de alta qualidade de escopo 3, apoiando empresas globais em suas metas climáticas e criando uma nova fronteira de valor para o setor agrícola. E não estamos falando de um futuro distante, mas de uma realidade. Na Indigo, por exemplo, já temos em escala um programa de escopo 3, cuja remuneração ao produtor será realizada      ainda na safra de 2025. Um primeiro passo de muitas outras iniciativas”, conclui.

 





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