sábado, março 14, 2026

Política & Agro

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tradição milenar impulsionada pela IA


O arroz é uma das principais culturas do mundo. Segundo a FAO, a produção mundial atingiu 800 milhões de toneladas em 2023, com China e Índia liderando. O Brasil ocupa posição de destaque, sendo o nono maior produtor global e o principal fora da Ásia, com 10,67 milhões de toneladas em 2024, conforme dados do IBGE e Embrapa, quase 80% provenientes do Sul, especialmente de Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Embora cultivado há mais de 10 mil anos, o arroz chega à mesa hoje por meio de um processo cada vez mais tecnológico. Da lavoura ao empacotamento, sensores, máquinas inteligentes e sistemas de automação elevam a eficiência e a sustentabilidade da produção. A catarinense Selgron, sediada em Blumenau, é um exemplo desse avanço. Fundada em 1991, a empresa iniciou com selecionadoras ópticas voltadas à indústria arrozeira e hoje aplica inteligência artificial para análise precisa dos grãos, garantindo qualidade e padronização.

“O arroz foi o ponto de partida da nossa história e continua sendo um setor de grande importância dentro da empresa. Desde os primeiros equipamentos, evoluímos muito em termos de tecnologia, precisão e desempenho”, comenta Carlos Bieging, Diretor de Pesquisa da Selgron.

O portfólio da Selgron inclui empacotadoras, dosadores, detectores de metais, controladores de peso e sistemas de paletização robotizada, consolidando-a como referência em automação agroindustrial. Segundo o diretor de pesquisa Carlos Bieging, a automação reduz desperdícios, aumenta o rendimento e assegura rastreabilidade, elementos essenciais para um alimento que une tradição e tecnologia.

“O uso de automação na indústria arrozeira traz benefícios diretos, como redução de desperdícios, maior rendimento e rastreabilidade dos processos. E isso tem sido cada vez mais relevante diante da necessidade de produzir mais com menos recursos”, destaca.

 





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Consórcio de máquinas agrícolas dispara 47%


O modelo de autofinanciamento ganhou protagonismo no agronegócio brasileiro em 2025. Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o setor de máquinas agrícolas registrou crescimento de 47% nos créditos concedidos, somando R$ 9,13 bilhões de janeiro a setembro, que é o melhor resultado da série histórica. O movimento mostra que produtores estão recorrendo cada vez mais ao consórcio para adquirir tratores, colheitadeiras e implementos, aproveitando a ausência de juros e os prazos mais longos para pagamento.

Mesmo com queda de 16,8% nas adesões, o volume total de negócios avançou 15,2%, atingindo R$ 19,7 bilhões, impulsionado pelo aumento de 46,9% no tíquete médio, que chegou a R$ 257,19 mil. Para Fernando Lamounier, sócio da Multimarcas Consórcios, o modelo tornou-se uma alternativa viável diante dos altos juros do crédito tradicional. O número de cotas contempladas cresceu 7,5%, totalizando 36,4 mil, e o de participantes ativos subiu 9,3%, alcançando 465,8 mil.

A pesquisa da ABAC também aponta expansão do consórcio em outros segmentos de veículos pesados, como caminhões, embarcações e aeronaves. Nos caminhões, os créditos somaram R$ 7,34 bilhões, alta de 47,1%, com 29,3 mil consorciados contemplados, o equivalente a um em cada quatro caminhões vendidos no país, segundo a Fenabrave. 

“Embora existam opções de financiamento, os altos juros tornam-nas as opções muitas vezes inviáveis. Já o consórcio se ajusta perfeitamente às necessidades do setor, conquistando uma crescente credibilidade. Por isso, cada vez mais, os produtores, ao planejar suas compras, optam por essa modalidade como uma solução econômica para alcançar seus objetivos”, afirma Fernando Lamounier, sócio da Multimarcas Consórcios.

 





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Tecnologia do setor elétrico ganha novo campo: o agro



O impacto econômico é promissor


O impacto econômico é promissor
O impacto econômico é promissor – Foto: Pixabay

As mesmas técnicas de Inteligência Artificial (IA) e Visão Computacional utilizadas no monitoramento de reservatórios, rios e florestas no setor elétrico começam a ser aplicadas no agronegócio brasileiro. Segundo William Cesar Farias, pesquisador do Lactec, centro de pesquisa e inovação, essas ferramentas podem revolucionar o campo, permitindo detectar pragas, avaliar a saúde das lavouras e gerenciar recursos hídricos com maior precisão e rapidez.

A Visão Computacional, que “ensina” máquinas a enxergar e interpretar imagens, automatiza tarefas e reduz o tempo de resposta em tomadas de decisão. “Os mesmos sistemas usados para identificar troncos flutuantes e espécies nativas podem ser direcionados para monitorar lavouras”, explica Farias. Por meio de algoritmos de deep learning, as máquinas aprendem a reconhecer padrões visuais e transformar imagens brutas em informações estratégicas, detectando folhas doentes, pragas ou áreas com deficiência de água.

O pesquisador destaca que, com o avanço de sistemas mais leves, será possível processar dados diretamente no campo, em tempo real, usando câmeras em tratores ou drones, sem depender da nuvem. O impacto econômico é promissor: estudo global da PwC aponta que a IA pode acrescentar até 13 pontos percentuais ao PIB do Brasil até 2035. No entanto, o relatório alerta que esse potencial depende da adoção responsável e da confiança social na tecnologia, que deve movimentar cerca de US$ 130 bilhões no país até 2025.

“Esses sistemas automatizam tarefas como a identificação de troncos flutuantes e espécies nativas. A mesma tecnologia pode ser direcionada para o monitoramento de lavouras”, afirma. “A tecnologia converte dados visuais brutos em informação prática e estratégica”, explica.

 





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Legumes e óleo de soja lideram altas no Sul


O levantamento “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, elaborado pela Neogrid, aponta que legumes e óleo de soja lideraram as altas de preço no Sul do país em setembro. O óleo de soja, essencial na cozinha dos brasileiros, passou de R$ 8,75 em agosto para R$ 9,28, alta de 6%. No Sul, o aumento foi ainda maior: 7%, impulsionado por custos agrícolas e oscilações climáticas.

A pesquisa revela que outros produtos agrícolas também registraram avanço. O café subiu 4,4% no mês, enquanto legumes e cerveja tiveram altas de 4,2% e 3,9%, respectivamente. As condições adversas de clima e o avanço desigual do plantio da safra 2025/26, especialmente no Centro-Oeste e Sudeste, contribuíram para a pressão sobre os preços.

Por outro lado, itens básicos apresentaram recuos moderados, sinalizando um possível alívio ao consumidor. Queijos caíram 2,6%, carnes suínas 1,6%, e produtos como leite UHT, leite em pó e pão registraram quedas inferiores a 1%. No acumulado de 2025, o café segue como o campeão de altas, com valorização de 43,7%, seguido por margarina, creme dental e refrigerantes.

“A expectativa para os próximos meses é de uma desaceleração mais consistente nos preços de alimentos e bebidas, impulsionada pela recomposição de estoques e uma tendência de estabilização climática”, analisa Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos na Neogrid. “No entanto, o café deve seguir sem trégua, já que o setor deve continuar sentindo os efeitos da quebra de safra e da volatilidade internacional – aspectos que mantêm os preços pressionados no curto prazo”, conclui.

 





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Soja recua em Chicago após forte valorização



As compras chinesas seguem lentas


As compras chinesas seguem lentas
As compras chinesas seguem lentas – Foto: Leonardo Gottems

A soja encerrou a terça-feira em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), após registrar fortes ganhos nos últimos dias. Segundo a TF Agroeconômica, o mercado passou por um movimento de correção natural, após as cotações atingirem o maior nível dos últimos 16 meses e acumularem a maior alta mensal em quase cinco anos. O ajuste foi impulsionado por realizações de lucro e pela perda momentânea de competitividade da soja norte-americana no cenário exportador.

Nesse cenário, o contrato de soja para novembro fechou em baixa de 1,03%, a US$ 1108,25 por bushel, enquanto o de janeiro caiu 1,12%, cotado a US$ 1121,50. Entre os derivados, o farelo de soja para dezembro recuou 1,06%, a US$ 317,4 por tonelada curta, e o óleo de soja encerrou em baixa de 0,62%, a US$ 49,53 por libra-peso. As quedas refletem o equilíbrio delicado entre o preço elevado, que estimula o produtor americano a vender no mercado físico, e o enfraquecimento da demanda externa, especialmente por parte da China.

As compras chinesas seguem lentas, sem confirmação de novos acordos comerciais entre Pequim e Washington. A ausência de declarações oficiais do governo chinês sobre compromissos de importação mantém os traders cautelosos, contribuindo para a volatilidade dos preços. Ainda assim, analistas avaliam que a tendência de curto prazo é de acomodação, após semanas de valorização expressiva, enquanto o mercado monitora a evolução da demanda asiática e as condições climáticas nas áreas produtoras dos Estados Unidos e da América do Sul. As informações foram divulgadas nesta manhã de quarta-feira.

 





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Confira como está o mercado da soja


O cenário no Rio Grande do Sul combina dificuldades financeiras com retração nas cotações, segundo a TF Agroeconômica. “Para pagamento em novembro, com entrega em outubro, os preços no porto foram reportados a R$ 140,00/sc semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 130,00/sc semanal em Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, todos com liquidação prevista para 30/10. Já em Panambi, o mercado físico apresentou queda mais acentuada, com o preço de pedra recuando para R$ 120,00/sc, sinalizando maior resistência local ao ritmo comprador”, comenta.

Santa Catarina manteve um desempenho comercial estável, contrastando com a volatilidade observada em outros estados do Sul. “Essa folga de capacidade confere ao estado maior flexibilidade comercial, mitigando os efeitos de oscilações logísticas e financeiras que afetam seus vizinhos regionais. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 140,20 (+0,23%)”, completa.

O Paraná mantém sua posição de destaque nacional. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 141,80 (+0,53%). Em Cascavel, o preço foi R$ 127,30 (-0,68%). Em Maringá, o preço foi de R$ 129,92 (+0,30%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 132,05 (-0,20%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 140,20 (+0,23%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

O Mato Grosso do Sul reforça sua estratégia de diversificação econômica com a expansão da produção de etanol de milho, consolidando o estado como um polo agroindustrial em ascensão. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 124,80 (+0,60%), Campo Grande em R$ 124,80 (+0,60%), Maracaju em R$ 124,80 (+0,60%), Chapadão do Sul a R$ 120,72 (-0,16%), Sidrolândia a em R$ 124,80 (+0,60%)”, informa.

O Mato Grosso manteve suas projeções de safra. “O leve atraso no plantio é um ponto crítico, pois pode reduzir a janela de semeadura do milho safrinha, elevando o risco climático da segunda safra e intensificando a disputa por fretes no pico da colheita. Campo Verde: R$ 121,73 (-0,18%). Lucas do Rio Verde: R$ 120,95 (+0,75%), Nova Mutum: R$ 120,95 (+0,75%). Primavera do Leste: R$ 121,73 (-0,18%). Rondonópolis: R$ 121,73 (-0,18%). Sorriso: R$ 120,95 (+0,75%)”, conclui.

 





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Milho recua na B3 e em Chicago com realização de lucros



Na B3, os contratos futuros registraram variações negativas


Na B3, os contratos futuros registraram variações negativas
Na B3, os contratos futuros registraram variações negativas – Foto: AgResource

O milho encerrou o pregão desta terça-feira (4) em baixa tanto na B3 quanto na Bolsa de Chicago (CBOT). Segundo a TF Agroeconômica, as cotações brasileiras acompanharam o movimento negativo internacional, com investidores realizando lucros após a valorização recente e observando o avanço do plantio da primeira safra de milho, que segue em linha com o ritmo do ano anterior. O mercado também permanece atento aos relatos de danos causados pelas chuvas no Sul do Brasil, que podem alterar o cenário de oferta e influenciar as próximas decisões de comercialização.

Na B3, os contratos futuros registraram variações negativas no dia, apesar de ganhos acumulados na semana. O vencimento de novembro/25 fechou cotado a R$ 68,04, com baixa de R$ 0,31 no dia e alta semanal de R$ 0,52. O contrato de janeiro/26 terminou a R$ 71,73, queda de R$ 0,36 no dia e avanço semanal de R$ 0,72. Já o vencimento de março/26 encerrou a R$ 73,22, recuando R$ 0,80 no dia, mas ainda 0,33 real acima da semana anterior.

Em Chicago, as cotações também recuaram em um movimento de correção técnica e realização de lucros. O contrato de dezembro caiu 0,63%, fechando a US$ 4,31/bushel, enquanto o de março recuou 0,34%, a US$ 4,44/bushel. A pressão veio do aumento das vendas no mercado físico e das boas condições climáticas no Meio-Oeste dos Estados Unidos, que favorecem a conclusão rápida da colheita já estimada em 83%. A StoneX elevou sua previsão para 425,42 milhões de toneladas, praticamente em linha com a estimativa de 427 milhões do USDA, consolidando expectativas de uma safra recorde.





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Soja tem 3ª feira de realização de lucros em Chicago; BR se atenta aos…


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A soja fechou o pregão desta terça-feira (4) com baixas de mais de 10 pontos nos principais vencimentos. As perdas oscilaram de 12 a 12,75 pontos, levando o janeiro a US$ 11,21 e o maio a US$ 11,37 por bushel. Os futuros do óleo e do farelo de soja também caíram, liderados pelo farelo, que cedeu mais de 1% nas posições mais negociadas. 

O mercado passou por um movimento técnico de correção e realização de  lucros, após os ganhos acumulados dos últimos dias, os quais refletiram, principalmente, as boas expectativas sobre o comércio de soja entre China e Estados Unidos. No entanto, um acordo efeitvo, oficial e na prática ainda não foi informado, o que acaba deixando a movimentação dos preços um pouco mais fragilizada. 

“O Brasil segue mais competitivo no CFR China, atraindo parte da demanda. O dólar mais forte também adicionou pressão sobre as commodities, enquanto a cautela global aumenta com sinais divergentes do Fed sobre os juros nos EUA”, analisou a Agrinvest Commodities. 

Além disso, os traders também estão ansiosos pelo novo reporte mensal de oferta e demanda do USDA, que foi agendado para o dia 14 de novembro, mesmo com o governo americano ainda em shutdown. 

“O tão esperado acordo entre Donald Trump e Xi Jinping não saiu do papel. Não houve assinatura oficial, nem cerimônia, nem comunicado da China. Tudo o que existe são postagens e declarações dos Estados Unidos. Na prática, nada obriga Pequim a comprar soja americana’, explica o diretor da Royal Rural, Ronaldo Fernandes. “Quando os EUA anunciaram o suposto acordo, Chicago reagiu forte. Entre os dias 27 de outubro e 3 de novembro, o contrato novembro subiu 7,41%, saltando de US$ 10,41 pra US$ 11,19 por bushel. Foi uma disparada, mas com um efeito colateral claro: a soja americana ficou cara demais”.

Assim, com alguns caminhos que os preços têm ainda a definir, o mercado permanece em alerta, mas não entrou em uma trajetória de baixa, ainda como pondera Fernandes. “Pra Chicago, essa queda ainda não é uma virada definitiva. O mercado agora espera o relatório de oferta e demanda do USDA, no dia 14 de novembro. A aposta é que ele venha altista, mas mesmo se vier, Chicago perto de US$ 11 já mostrou que, nesse nível, a China não compra dos EUA. E quando isso acontece, quem volta a ser o destino natural das compras é o Brasil”.

O clima para a safra 2025/26 do Brasil – e logo mais da Argentina também – é mais um ponto de atenção no radar dos players. O plantio avança bem, porém, as condições ainda precisam melhor em algumas regiões-chave de produção. 

MERCADO NACIONAL

No Brasil, a semana tem sido mais contida de novos negócios, com os preços sentindo um impacto mais limitado das movimentações na Bolsa de Chicago. Os prêmios, que vinham sendo um dos principais pontos de suporte para as cotações no mercado nacional, passaram a ser um dos pontos de pressão. Para a safra nova, como explica o analista de mercado da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os prêmios chegaram a bater nos 40 cents negativos para abril nesta terça-feira.





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A tecnologia por trás dos pneus que movem o agro brasileiro



O campo avança com inovação em contato direto com o solo


Foto: Divulgação

O futuro do agronegócio brasileiro não está apenas nos drones ou nos sistemas conduzidos por inteligência artificial, ele também está sob os nossos pés.

Segundo o Cepea/Esalq-USP, o agro deve representar cerca de 30% do PIB nacional em 2025, consolidando-se como a força que mantém o país em movimento. E nesse contexto de mobilidade agrícola, há um protagonista quase que invisível quando falamos em produção: o pneu.

Com máquinas mais potentes, jornadas mais longas e solos cada vez mais desafiadores, os pneus precisam acompanhar o ritmo acelerado do setor que alimenta um país com mais de 200 milhões de habitantes – e outros milhões mundo a fora. No campo, não há tempo a perder.

Nesse cenário, a Speedmax tem apostado em materiais de alta resistência e projetos desenvolvidos exclusivamente para o solo brasileiro, entendendo como essencial o papel da inovação dentro de processos que impulsionam a produtividade. Cada composto, cada desenho de banda, cada estrutura interna é pensada para entregar durabilidade, tração e economia a quem vive do campo.

E há ciência por trás disso. Pneus radiais modernos podem reduzir em até 35% a compactação do solo, melhorando o rendimento das lavouras e prolongando a vida útil das máquinas. É tecnologia que respeita a terra e transforma o solo em aliado da produtividade.

No fim das contas, inovação no agro não é apenas sobre o que está acima das plantações. É entender que o futuro do campo brasileiro começa pelo chão.

 





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La Niña impõe desafios e exige estratégia no plantio



Plantios tardios, no entanto, podem florescer quando os dias já começam a encurtar


Plantios tardios, no entanto, podem florescer quando os dias já começam a encurtar
Plantios tardios, no entanto, podem florescer quando os dias já começam a encurtar – Foto: USDA

A safra de soja 2025/26 no Centro-Oeste brasileiro apresenta desafios marcantes devido à influência do fenômeno La Niña, que altera os padrões de chuva e temperatura, exigindo planejamento redobrado por parte dos produtores. Segundo Fernando Batista, coordenador comercial, o cenário requer integração entre fatores climáticos, fisiológicos e de manejo para que a lavoura expresse seu máximo potencial produtivo.

Com o plantio atrasado e uma janela de semeadura mais curta, compreender o impacto do fotoperíodo torna-se essencial. A soja, planta de dia curto, depende da quantidade de luz para florescer e completar seu ciclo. O solstício de verão, em 21 de dezembro, marca o auge da luminosidade, cerca de 13 horas diárias, período em que a cultura pode atingir seu máximo desempenho vegetativo, desde que encontre no solo condições adequadas para converter essa energia em produtividade.

Plantios tardios, no entanto, podem florescer quando os dias já começam a encurtar, acelerando o ciclo e reduzindo o enchimento de grãos. Além disso, nenhum manejo técnico substitui a importância de um solo equilibrado. A fertilidade é a base que sustenta uma lavoura produtiva, especialmente em momentos de alta radiação solar, quando a demanda nutricional aumenta significativamente.

“O sucesso virá daqueles que entenderem que produtividade e rentabilidade não são frutos do acaso, mas do alinhamento entre janela de plantio, radiação solar, fertilidade do solo e gestão agronômica inteligente. Quando essas variáveis se encontram sob uma orientação técnica precisa, o resultado é uma lavoura bem implantada, equilibrada, produtiva e, acima de tudo, rentável”, conclui.

 





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