sábado, março 14, 2026

Política & Agro

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Canola mantém ritmo intenso de colheita no Rio Grande do Sul



Emater aponta reta final do ciclo da canola no Estado



Foto: Pixabay

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (6) aponta avanço no ciclo final da canola no Rio Grande do Sul. Segundo o levantamento, “27% das lavouras estão em fase de maturação”, enquanto a colheita ocorre “em ritmo intenso”, alcançando aproximadamente 70% da área cultivada no Estado.

A entidade informa que as condições meteorológicas de outubro favoreceram a maturação, permitindo que a maior parte das áreas apresentasse qualidade de grãos e desempenho produtivo considerados adequados. De acordo com o informe, “em áreas com melhor manejo e uso de cultivares adaptadas, os rendimentos têm superado 2.400 kg/ha”, enquanto cultivos com menor investimento ou afetados por excesso de chuvas registram produtividade abaixo de 1.500 kg/ha. A uniformidade da maturação e o uso crescente de dessecação pré-colheita têm contribuído para manter a qualidade dos grãos. A estimativa da Emater/RS-Ascar indica 176.076 hectares de cultivo e produtividade média estadual de 1.659 kg/ha.

Nas regiões administrativas, o panorama é variável. Em Erechim, a cultura está em fase de enchimento de grãos, com previsão de “2.400 kg/ha”. Em Frederico Westphalen, 80% da área foi colhida, e a produtividade média está em torno de 1.500 kg/ha. Em Ijuí, a colheita chega a 70% da área e supera 1.800 kg/ha, enquanto em Santo Augusto já foi encerrada com cerca de 2.400 kg/ha. Em Santa Bárbara do Sul, o rendimento está em 2.000 kg/ha, e em Passo Fundo, a colheita concluída registra média de 2.100 kg/ha.

Na região de Santa Maria, a colheita alcança 60%, com produtividade abaixo da estimativa inicial de 1.860 kg/ha. Em Tupanciretã, 90% da área foi colhida, com forte variação entre 540 e 2.100 kg/ha, e há lavouras passando por dessecação para uniformizar a maturação final. Em Santa Rosa, 87% da área já foi colhida, com rendimento próximo a 1.800 kg/ha, ligeiramente acima da estimativa de 1.738 kg/ha. Em Soledade, a colheita, inicialmente interrompida pela chuva após alcançar 45%, foi retomada com o retorno do tempo firme, e a produtividade média é de 1.600 kg/ha.





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Erva-mate mantém colheita e enfrenta mercado lento


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (6) aponta que o cultivo de erva-mate mantém desenvolvimento regular nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul. Em Caxias do Sul, a entidade informa que os ervais “estão em desenvolvimento e recebendo tratos culturais”, com manejo dos ramos baixeiros e colheita em andamento. Segundo o levantamento, “os preços variam entre R$ 10,00 e R$ 16,00 por arroba de erva convencional, e entre R$ 12,00 e R$ 16,00 por arroba de erva orgânica”.

Em Erechim, a produtividade permanece dentro da média regional, alcançando cerca de 900 arrobas por hectare. Contudo, os produtores relatam descontentamento com os valores pagos pela indústria. De acordo com o informe, “os preços seguem desfavoráveis, em média R$ 14,00 por arroba na porta da indústria”, sem expectativa de melhora.

Na região de Passo Fundo, avançam as tratativas para o recebimento do certificado de registro da Indicação Geográfica (IG) Erva-mate Região de Machadinho, previsto para a segunda quinzena de novembro. O documento será entregue pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial à Associação dos Produtores de Erva-Mate de Machadinho, configurando a primeira IG do setor no Estado. A região também iniciou um programa de monitoramento da flutuação de insetos por meio de armadilhas instaladas em parceria com Apromate, Embrapa Florestas, Emater/RS-Ascar, prefeitura e Fundação Solidaridad. As exportações seguem em ritmo estável, e a compra de erva-mate cancheada destinada ao envelhecimento tem aumentado. Os preços repassados à indústria variam entre R$ 18,00 e R$ 20,00 por arroba, dependendo do tipo de produto.

Em Soledade, a cultura encontra-se em fase de brotação e início da floração, com condições climáticas consideradas propícias. O informativo destaca que os produtores já iniciaram o manejo preventivo contra broca-da-erva-mate e ampola-da-erva-mate. Embora a colheita prossiga, o período de brotação reduz a qualidade da erva destinada ao chimarrão. A comercialização permanece lenta, com valores entre R$ 6,00 e R$ 8,00 por arroba pagos aos tarefeiros, enquanto o preço ao produtor varia de R$ 14,00 a R$ 18,00 nas ervateiras.





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Produção de algodão em Minas cresce 57% até 2025



Proalminas fortalece a cadeia produtiva do algodão no estado



Foto: Canva

A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) informou que a produção mineira de algodão deverá alcançar 145,3 mil toneladas na safra de 2025, resultado que representa aumento de 57% em relação às 92,6 mil toneladas colhidas em 2018. Segundo o órgão, “a área plantada e a produtividade também acompanharam o movimento de alta”, chegando a 33 mil hectares e produtividade estimada em 4,38 toneladas por hectare.

O avanço é atribuído às ações do Programa Mineiro de Incentivo à Cultura do Algodão (Proalminas), desenvolvido pelo Governo de Minas em parceria com a Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa). A Seapa afirma que os números positivos “refletem as ações de fortalecimento do setor”.

Nesta quinta-feira (6/11), o governo estadual entregou certificados de participação a 34 indústrias que contribuíram para o desenvolvimento da cotonicultura em Minas Gerais. O reconhecimento, segundo a Seapa, reforça a articulação entre indústria e produtores.

De acordo com o órgão, o Proalminas “se transformou em uma importante ferramenta de incentivo a toda a cadeia produtiva de algodão e tecidos no estado”. O programa oferece benefício fiscal às indústrias que utilizam algodão produzido em Minas, reduzindo a carga tributária sobre o produto industrializado. Para os agricultores, a iniciativa amplia oportunidades de renda, facilita o escoamento da produção e promove acesso a capacitação e tecnologias aplicadas ao cultivo.





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Produtores de citros enfrentam pragas, mas safra avança



Preço da laranja sobe e produtividade se mantém



Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (6) informou que os pomares de citros do Rio Grande do Sul apresentam avanço nas etapas de colheita e formação de frutos, com variações regionais no manejo e nos preços recebidos pelos produtores.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a limpeza das flores já foi concluída na maior parte das propriedades. Segundo a Emater/RS-Ascar, há “adequado pegamento de frutos”, e as condições climáticas dos últimos dias contribuíram para o desenvolvimento das plantas. Produtores seguem com os tratamentos fitossanitários, e não foram registrados ataques severos de pragas ou doenças.

Em Erechim, a colheita de laranja foi intensificada, com aumento nos preços. A Emater/RS-Ascar informou que “ao produtor, a fruta destinada à indústria está em R$ 800,00 por tonelada, e a in natura, em R$ 1.000,00 por tonelada”. A produtividade média é de 35 toneladas por hectare.

Na região de Frederico Westphalen, a colheita da bergamota Montenegrina foi concluída, enquanto a da cultivar Murcott alcança 60% da área. A colheita de laranja Folha Murcha continua. Os citricultores realizam manejo preventivo contra cancro-cítrico, pinta-preta e larva-minadora, e os pomares destinados à próxima safra estão na fase de chumbinho. A Emater/RS-Ascar destacou que os produtores recebem entre R$ 700,00 e R$ 750,00 por tonelada para fruta destinada à indústria e de R$ 1.000,00 a R$ 1.100,00 para consumo in natura, cuja demanda permanece aquecida.

Em Passo Fundo, os pomares estão em fase de formação de frutos, e produtores relatam dificuldade para controlar mosca-branca e mosca-das-frutas. Os valores pagos variam entre R$ 0,70 e R$ 0,90 por quilo, conforme a qualidade. As variedades mais tardias apresentam coloração adequada.





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Falta de luz e chuvas afeta ritmo das forrageiras


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (6) aponta avanço no desenvolvimento das pastagens em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, influenciado pelo regime de chuvas, pela luminosidade e pelas temperaturas registradas no período.

De acordo com o documento, “os campos nativos, especialmente os melhorados, estão na fase de rebrota”, o que permitiu a movimentação dos últimos lotes de bovinos mantidos em áreas de inverno e o aumento das lotações. As pastagens de aveia e azevém comum já estão na fase reprodutiva, enquanto o azevém tetraploide permanece em estágio vegetativo. As espécies de verão avançam na implantação, embora em algumas regiões a baixa luminosidade ou a falta de precipitações tenha “limitado o crescimento inicial e prolongado o vazio forrageiro”. Segundo o informativo, produtores também “realizaram a fenação e a confecção de silagem” para formar reservas estratégicas.

Na região administrativa de Bagé, as chuvas regulares favoreceram a semeadura em propriedades com manejo escalonado. Poucas áreas de milheto, sorgo forrageiro e capim-sudão atingiram porte para início do pastejo. Em Itaqui, as pastagens perenes receberam os primeiros animais e apresentam potencial de oferta de forragem. Já na Campanha, as chuvas escassas prejudicaram o desenvolvimento inicial, atrasando a adubação nitrogenada de cobertura. Em Hulha Negra e Aceguá, segue a produção de feno em pastagens de trevo.

Na região de Caxias do Sul, o aumento da luminosidade, da temperatura e da umidade do solo contribuiu para o avanço das forrageiras, ampliando a oferta de alimento. As áreas de aveia já permitem pastejo, principalmente em sistemas de integração lavoura-pecuária. Muitas pastagens de inverno foram dessecadas para incorporação ao solo como adubação verde destinada aos cereais de verão. As espécies perenes, como o tifton, registram crescimento considerado adequado.

Em Ijuí, o trigo destinado ao pastoreio apresenta bom potencial produtivo. O informativo aponta que o sorgo forrageiro e o milheto têm crescimento mais lento que no ano anterior, enquanto o capim-sudão mantém desempenho satisfatório. Em Passo Fundo, a nebulosidade reduziu a luminosidade e desacelerou o desenvolvimento das forrageiras, sem causar limitações graves.

Na região de Pelotas, as pastagens anuais de verão se desenvolveram dentro da normalidade, mas a baixa umidade do solo dificultou a semeadura e ampliou o vazio forrageiro. Em Santa Maria, as pastagens sofreram atrasos ou perdas devido às baixas temperaturas e às geadas recentes. Em Júlio de Castilhos, intensificou-se a colheita de cereais de inverno para ensilagem.

Em Santa Rosa, a alternância entre sol e nebulosidade, somada à boa umidade do solo, favoreceu o crescimento das espécies forrageiras. A menor incidência solar, no entanto, “reduziu temporariamente o ritmo de crescimento das plantas”. Em Soledade, as chuvas estimularam a rebrota das pastagens perenes e a retomada da semeadura das espécies de verão, embora a produção de massa seca ainda esteja abaixo do pleno. Os pastejos foram iniciados apenas em áreas semeadas precocemente.





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Tecnologia pode salvar o que está nos silos



“A maioria desses incêndios não começa com uma fagulha externa”


“A maioria desses incêndios não começa com uma fagulha externa"
“A maioria desses incêndios não começa com uma fagulha externa” – Foto: Leonardo Gottems

Em 2025, uma sequência de incêndios em silos graneleiros acendeu um alerta no agronegócio brasileiro. No Rio Grande do Sul, ao menos três ocorrências de grande porte foram registradas neste ano. A mais recente, em Arroio Grande, destruiu um dos silos da Cotribá no início de outubro, com prejuízo superior a R$ 1 milhão entre grãos perdidos e estrutura danificada.

Segundo o Corpo de Bombeiros, os sinistros podem ter sido provocados por combustão espontânea, um fenômeno que começa dentro da própria massa de grãos e se agrava por falhas de manejo, aeração inadequada e ausência de monitoramento contínuo. O processo se inicia com grãos úmidos ou mal limpos, que alimentam microrganismos e geram calor. Sem ventilação suficiente, a temperatura interna aumenta até atingir níveis críticos, resultando na autocombustão.

“A maioria desses incêndios não começa com uma fagulha externa. É o resultado de um processo lento de autoaquecimento, causado por manejo inadequado, falhas na aeração ou ausência de monitoramento preciso”, explica Everton Rorato, diretor comercial da PCE Engenharia, especializada em automação de armazenagem de grãos.

Especialistas apontam que a origem do problema está, em grande parte, na operação manual e em sistemas de termometria ultrapassados. O uso de tecnologia automatizada para monitorar temperatura e acionar ventiladores pode detectar irregularidades antes que se tornem irreversíveis. A automação, além de prevenir perdas e acidentes, garante maior segurança e preserva a rentabilidade das estruturas de armazenagem. “A tecnologia que evita o fogo também protege o lucro. Ignorar isso, hoje, é o verdadeiro risco’, conclui.

 





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Ciclone atinge o Sul a partir desta quinta-feira (06.11)


Entre esta quinta-feira (6) e o próximo domingo (9), um ciclone extratropical deve atingir diversas regiões do Sul e Sudeste do Brasil, com potencial para causar chuvas intensas, ventos severos e queda acentuada nas temperaturas. A sexta-feira (7) será o ponto crítico do evento, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde os volumes de chuva podem ultrapassar 100 milímetros.

De acordo com o meteorologista Gabriel Rodrigues, do Portal Agrolink, o sistema começa a se organizar entre o norte da Argentina e o Uruguai nesta noite de quinta. “A instabilidade deve alcançar o oeste gaúcho entre o fim da noite e a madrugada de sexta”, explica. O ciclone, associado a um sistema de baixa pressão, trará risco elevado de temporais, granizo e rajadas superiores a 90 km/h em áreas como Ijuí, Três Passos e São Miguel do Oeste (SC). No litoral norte e médio do RS, o vento pode ultrapassar os 100 km/h.

Segundo boletim do governo gaúcho, o maior risco se concentra nas regiões Noroeste, Norte, Missões e Centro do estado. “Há chance de formação de uma linha de instabilidade com potencial para tornados”, alerta o comunicado.

Em 24 horas, os acumulados podem variar entre 50 e 100 mm, com picos acima de 150 mm nas Missões e no Noroeste do Rio Grande do Sul. Já na Região Metropolitana de Porto Alegre, os volumes devem superar 70 mm. A instabilidade pode provocar alagamentos urbanos e dificultar o manejo no campo. “Mesmo sendo um fenômeno relativamente rápido, o volume de água e os ventos fortes podem causar perdas em lavouras em estágios críticos, atrasar colheitas e prejudicar estradas vicinais”, destaca Rodrigues.

O governo do RS emitiu alerta para possíveis cheias em rios com resposta rápida, como o Caí e o Paranhana, que podem transbordar em municípios como São Sebastião do Caí, Montenegro, Três Coroas e Igrejinha. Arroios e áreas de relevo acentuado também estão sob risco de enxurradas.





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Cafés robusta do Acre brilham em evento internacional


Os cafés robusta amazônicos do Acre voltaram a se destacar na Semana Internacional do Café (SIC), realizada em Belo Horizonte (MG), projetando mais uma vez o estado como uma das novas forças do setor cafeeiro nacional. Com um estande próprio e produtores presentes no primeiro dia de evento, nesta quarta-feira, 5, o estado apresentou ao público cafés de alta qualidade, resultado de investimentos contínuos.

Logo no primeiro dia, o espaço do Acre atraiu visitantes de diferentes regiões do Brasil e de outros países, interessados em conhecer o sabor e o potencial do café cultivado na Amazônia. A receptividade reforça o crescimento do estado no mercado, especialmente pelo reconhecimento do trabalho feito em pequenas propriedades familiares.

O estande, resultado da parceria entre a Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), marca uma oportunidade relevante para o setor cafeeiro do Acre. Sendo a segunda participação do estado na feira, o momento reforça o avanço e a visibilidade da produção local no cenário nacional.

A coordenadora do Núcleo de Cafeicultura da Seagri, Michelma Lima, comemorou o sucesso do estande de cafés robusta amazônicos do Acre já no primeiro dia de evento. E espera que, nos próximos dois dias, o público seja ainda maior e até supere a participação registrada em 2024.

“A nossa expectativa é que continue a presença e a vinda desse público até o nosso estande para provar nossos cafés. Os produtores também estão entregando suas amostras. Há muitas cafeterias e torrefadoras interessadas nas amostras, querendo conhecer um pouco mais sobre esse café para, futuramente, realizar negociações com os produtores”, afirma.

Além disso, a profissional destaca o impacto de levar pequenos produtores a eventos de grande porte como a Semana Internacional, proporcionando momentos de troca de experiências, aprendizado e fortalecimento da cadeia produtiva.

“A presença na SIC é importante para conectá-los diretamente aos elos da cadeia produtiva. Aqui, eles têm contato direto com compradores tanto do Brasil quanto do exterior. O produtor passa a ter outro olhar. Hoje, o consumidor não quer saber apenas se o café é bom ou não. Ele quer conhecer a história, o que está por trás desse café”, destaca Michelma.

Mileni Galuppo, nutricionista, visita todos os anos o espaço da Expominas para conhecer e apreciar a produção cafeeira do Brasil. Ao experimentar o café acreano em 2024, ficou surpresa com a qualidade e, por isso, fez questão de retornar ao estande neste ano.

“Eu já conheço os cafés robusta. No ano passado, me surpreendi quando experimentei, porque achei o sabor meio achocolatado, e, como eu gosto muito de chocolate, achei gostoso demais”, contou.

Mileni ressaltou ainda que enxerga um grande potencial no que é produzido no estado e que prefere consumir o café de produtores acreanos, especialmente pela forma sustentável como a produção é realizada.

“Com certeza, o Acre tem potencial. O café é muito bom, com um gosto maravilhoso e diferenciado. Possui uma sensação agradável para quem aprecia sabores como chocolate e caramelo, é realmente muito gostoso. E, por ser do Acre, é uma produção em prol da floresta”, observou.

José Sebastião Oliveira, de Xapuri, foi o grande vencedor da 3ª edição do concurso Qualicafé, alcançando 89,5 pontos e conquistando para sua produção o título de melhor café do Acre em 2024. Participante da Semana Internacional do Café, o produtor reforça a importância da constante capacitação.

“Trabalhamos com agricultura familiar e precisamos garantir qualidade no nosso produto. Para isso, precisamos de assistência técnica que nos oriente para produzir uma quantidade que conseguimos administrar, mas que também agregue valor. Por isso, considero essencial o incentivo do governo. Isso é muito importante, eu tiro o chapéu”, frisa.

Com notoriedade em expansão, o interesse do público de outras regiões do Brasil e até do exterior cresce ainda mais quando descobrem que seu café é produzido em Xapuri, cidade mundialmente conhecida por ser berço de um dos maiores defensores da Amazônia e da causa ambiental.

“As pessoas estão muito curiosas para conhecer o café, principalmente por ser de Xapuri. Já que é a terra de Chico Mendes, isso já traz um peso maior, pois é um nome que projeta ainda mais o Acre e desperta o interesse dos visitantes”, completa.





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Cedups abrem vagas para técnico em Agropecuária em SC


De 10 a 17 de novembro, estudantes interessados em cursar ensino médio integrado ao curso técnico em Agropecuária podem se inscrever para o processo seletivo de ingresso nos Centros de Educação Profissional Agrotécnicos (Cedups), para o ano letivo de 2026. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas online na página da Epagri, preenchendo o formulário eletrônico e anexando a documentação exigida no edital.

Candidatos que não possuem acesso à internet poderão buscar apoio nos Cedups ou nos escritórios municipais da Epagri, respeitando o período de inscrição. Podem se inscrever estudantes que tenham concluído ou estarem concluindo o Ensino Fundamental. O processo seletivo será classificatório, com base na análise de documentos e aplicação da pontuação definida no edital.

Ao todos estão sendo ofertadas 485 vagas. Veja os municípios onde se localizam as unidades de ensino e as respectivas vagas:

– Água Doce – Cedup Professor Jaldyr Bhering Faustino da Silva  (90)

– Campo Erê –  Cedup Campo Erê  (90)

– Canoinhas – Cedup Vidal Ramos  (90)

– São José do Cerrito  – Cedup Caetano Costa (90)

– São Miguel do Oeste – Cedup Getúlio Vargas (125)

Confira o cronograma do processo seletivo:

– 10 a 17/11/2025 – inscrições on-line

– 18 e 19/11/2025 – análise das inscrições e classificação

– 19/11/2025 – publicação da classificação prévia

– 20 e 21/11/2025 – período de recursos

– 24/11/2025 – publicação da classificação final

– 25 a 28/11/2025 – entrega de documentos pelos classificados

– 1º a 10/12/2025 – matrícula para vagas remanescentes

Os Cedups Agrotécnicos são instituições públicas de ensino médio e profissionalizante que estão em gestão compartilhada entre a Epagri e a Secretaria de Estado da Educação. A formação oferecida é de Técnico em Agropecuária. São instituições com características de escola-fazenda, que adotam a educação em tempo integral em regime de semi-internato, com possibilidade de internato, conforme a disponibilidade de infraestrutura de cada unidade escolar. Nos regimes de internato e semi-internato o estudante permanece na unidade escolar em tempo integral, com oferta de alimentação, alojamento, aulas práticas e atividades pedagógicas complementares, sem qualquer custo ao estudante ou sua família.

Com uma proposta pedagógica voltada à prática e à inovação, essas unidades de ensino contam com laboratórios, áreas produtivas e unidades experimentais que proporcionam aprendizado direto com a realidade do campo. O técnico em Agropecuária formado pelos Cedups é capacitado para atuar em diversas áreas, como manejo e produção vegetal e animal, administração rural, conservação ambiental e desenvolvimento de projetos agropecuários.

 





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Produtores pedem crédito por falha no seguro rural


O projeto de lei que concede crédito emergencial a produtores rurais que tiveram negada a indenização do seguro rural por eventos climáticos adversos foi debatido na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) nesta quarta-feira (5). A audiência pública foi marcada pelas críticas dos produtores rurais aos critérios das seguradoras. Eles também apontaram apoio insuficiente do governo e apoiaram o crédito emergencial proposto.

Autora do pedido da audiência (REQ 41/2025 – CRA), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) defendeu a aprovação do PL 1.217/2025 e classificou o seguro rural como imprescindível para a estabilidade da cadeia produtiva agrícola.

— No seguro rural, ainda estamos engatinhando no Brasil. Na verdade, nós temos um seguro de crédito, não um seguro de renda, que é o próximo passo que o produtor precisa.

No mesmo sentido, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) cobrou a modernização do seguro rural, enquanto o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) lamentou que os produtores atingidos estejam “de joelhos”. Mourão avaliou que o aumento dos eventos climáticos extremos tem deixado muitos agricultores desassistidos. 

— Muitos produtores, mesmo cumprindo todas as exigências técnicas e contratuais, foram surpreendidos pela negativa da cobertura do seguro rural, ficando à margem da política de proteção ao setor.

Autor do PL 1.217/2025, o senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) definiu que o Congresso tem obrigação de apoiar os produtores rurais em dificuldade. 

O presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Sérgio Luís Bortolozzo, afirmou que o projeto trata o setor agrícola como merecidamente prioritário. Ele criticou a escassez de crédito e o alto custo do financiamento para o setor, situações que considera agravadas pela falta de seguro.

— Para este ano, a safra de verão está praticamente descoberta de seguro agrícola. Estamos plantando a maior safra da história brasileira sem seguro agrícola, e isso é inadmissível.

Assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Guilherme Augusto Costa Rios também manifestou preocupação com a escassez de gestão de risco da safra e o aumento da restrição de crédito. Rios citou ainda o risco climático.

— Se o La Niña (…) de fato se confirmar, com certeza, em 2026, aqueles índices de inadimplência que vimos vão aumentar consideravelmente, pois o produtor está desprotegido.

O diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Fabrício Morais Rosa, afirmou que há abusos por parte das seguradoras e disse que o PL 1.217/2025 evita um colapso financeiro dos produtores.

O secretário-adjunto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Vaz de Araújo, destacou a limitação de recursos para renegociação de dívidas rurais e pediu uma análise dos motivos pelos quais os produtores atingidos por eventos climáticos não foram indenizados.

— Teríamos que ter uma caracterização melhor da motivação e por que esse seguro não aconteceu, e continuar discutindo se é preciso algo adicional para atender essas categorias de produtores.

Assessor da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Sérgio Ferrão também entende que negativas das seguradoras precisam ser analisadas caso a caso, pois há situações de produtores rurais que não adotaram as melhores práticas para evitar danos decorrentes de eventos climáticos.

O presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Glaucio Nogueira Toyama, afirmou que os produtores que se considerem prejudicados por indenizações negadas podem recorrer à Justiça e à Superintendência de Seguros Privados (Susep). Ele defendeu, porém, os requisitos técnicos envolvidos na contratação de seguros.

— [Os requisitos] foram estabelecidos para que a gente caminhasse com produtos melhores e que gerasse, para o produtor, uma cobertura adequada.

 





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