sábado, março 14, 2026

Política & Agro

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Avalie o milho com cautela



Consumo mantém preços em alta


Consumo mantém preços em alta
Consumo mantém preços em alta – Foto: Pixabay

A exportação brasileira de milho segue firme e tem sustentado os preços especialmente nos estados do Centro-Oeste, onde há menor presença de indústrias locais de etanol ou proteína animal e o escoamento se concentra pelos portos do Arco Norte. A informação é da TF Agroeconômica, que destaca ainda o avanço da demanda industrial no Sul e em Mato Grosso, elevando as cotações em 4,10% nos últimos 20 dias.

De acordo com a consultoria, o comportamento do mercado confirma a projeção de que o consumo do segundo semestre, somado à exportação, manteria os preços em alta. A recomendação, no entanto, é avaliar com cautela o custo do carregamento em relação ao preço oferecido pelos compradores: se o valor de venda for inferior ao da referência para novembro, a estratégia ideal é liquidar as posições.

Entre os fatores de alta, a TF Agroeconômica aponta a retomada das exportações brasileiras de carne de frango para a China, que deve ampliar o consumo de milho para ração, estimado em 56 milhões de toneladas anuais. As boas margens das usinas de etanol também impulsionam a demanda interna, com alta de 5,89% nos preços em 30 dias. No cenário externo, a boa demanda de exportação dos EUA e a redução de 58,25% nas exportações de milho da Ucrânia contribuem para o fortalecimento das cotações globais.

Já entre os fatores de baixa, o relatório cita as condições climáticas favoráveis à colheita nos EUA e Argentina, a intensificação das vendas dos produtores americanos e a incerteza sobre a política de mistura de biocombustíveis da EPA, que tem gerado atritos entre os setores de petróleo e agronegócio. Esses elementos limitam novas altas no mercado futuro, embora o cenário geral permaneça positivo para o milho brasileiro no curto prazo.





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Milho recua na B3 com pressão de Chicago e do dólar


O mercado futuro de milho encerrou a semana em baixa na B3, pressionado pelo recuo das cotações em Chicago e pela desvalorização do dólar, de acordo com a TF Agroeconômica. A combinação desses fatores aproximou os preços dos contratos futuros do mercado físico, que, por outro lado, apresentou leve valorização. Segundo o Cepea, o valor médio do milho subiu 1,27% na semana, enquanto o contrato de janeiro/26 na B3 manteve-se praticamente estável, refletindo um equilíbrio momentâneo entre oferta e demanda.

O comportamento dos preços mostra um cenário de cautela entre compradores e vendedores. O dólar caiu 0,82% no período, o que reduziu a atratividade das exportações e influenciou diretamente os preços na bolsa brasileira. Os contratos futuros fecharam o dia de forma mista: novembro/25 terminou cotado a R$ 67,72, com baixa diária de R$ 0,50 e leve alta semanal de R$ 0,01; janeiro/26 fechou a R$ 71,11, queda de R$ 0,36 no dia e de R$ 0,01 na semana; e março/26 encerrou a R$ 72,70, recuando R$ 0,24 no dia e R$ 0,13 na semana.

No cenário internacional, o milho também fechou o dia e a semana em leve baixa na Bolsa de Chicago (CBOT). O contrato de dezembro recuou 0,35%, cotado a US$ 4,27 por bushel, e o de março caiu 0,17%, para US$ 4,42. Apesar do recente acordo comercial entre Estados Unidos e China, o milho não foi mencionado nos documentos oficiais, o que limitou o potencial de recuperação das cotações.

Com a colheita americana avançando em ritmo firme e a demanda ainda consistente, o mercado permanece equilibrado entre fatores de alta e de baixa. No acumulado semanal, o milho em Chicago caiu 0,75%, uma redução de US$ 3,25 cents por bushel, refletindo a estabilidade do setor diante da safra recorde e das incertezas externas.





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Como o milho encerrou a semana?


O mercado de milho no Rio Grande do Sul continua travado e com baixa liquidez, sem alterações notáveis, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações de compra variam entre R$ 58,00 e R$ 72,00/saca, com média estadual de R$ 62,00, segundo a Emater/RS-Ascar. No porto, o milho futuro para fevereiro/26 permanece em R$ 69,00/saca. Apesar da estabilidade, não há sinais de reação de preços no curto prazo”, comenta.

O mercado de milho em Santa Catarina segue sem reação. “As pedidas permanecem próximas de R$ 80,00/saca, enquanto as ofertas giram em torno de R$ 70,00/saca, mantendo as negociações praticamente paradas. No Planalto Norte, os negócios são pontuais, entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, sem avanços significativos”, completa a consultoria.

O Paraná registrou leves altas nas cotações, mas o mercado continua lento. “As cotações registraram leves altas na maioria das regiões. Na Metropolitana de Curitiba, o preço ficou em R$ 68,26 (+1,2%); no Oeste Paranaense, R$ 57,46 (+0,91%); no Centro Oriental, R$ 61,79 (+0,56%); e no Norte Central, R$ 59,07 (+0,7%). Entre as principais cidades: Cascavel R$ 57,25 (+0,1%), Guarapuava R$ 62,70 (+6,85%), Ponta Grossa R$ 62,75 (+0,42%), Umuarama R$ 59,02 (-0,59%), Maringá R$ 64,60 (+0,28%) e Londrina R$ 63,54 (-1,64%)”, indica.

O mercado de milho em Mato Grosso do Sul continua com baixa liquidez e ritmo moderado. “As cotações se ajustam com leve estabilidade, variando entre R$ 51,00 e R$ 54,00/saca, com Maracaju agora liderando as referências estaduais e Chapadão do Sul registrando boas altas na semana. Mesmo com os reajustes pontuais, a demanda exportadora segue enfraquecida, limitando o avanço das negociações, enquanto produtores mantêm firmeza nas pedidas”, informa.

 





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Exportações de soja em grão crescem 6,7%



China segue como principal destino



Foto: Canva

De janeiro a outubro, o Brasil exportou 19,6 milhões de toneladas de farelo de soja — volume recorde para o período. Segundo dados da Secex analisados pelo Cepea, o aumento reflete a demanda aquecida de países fora do eixo tradicional, como Espanha, Dinamarca e Bangladesh. O volume embarcado no período chegou a 19,6 milhões de toneladas — o maior da série histórica para esses dez meses.

O impulso veio especialmente de países considerados fora do circuito tradicional de compra do derivado, como Espanha, Dinamarca, Bangladesh e Portugal. Ao mesmo tempo, o mercado interno também mostrou maior apetite pela compra de farelo, o que evidencia uma dinâmica de demanda aquecida tanto no exterior quanto no Brasil.

Soja em grão mantém trajetória de crescimento

A soja em grão também registrou alta nas exportações. No acumulado do ano, o Brasil embarcou 100,6 milhões de toneladas, superando em 6,7% o volume exportado no mesmo período de 2024. A China segue como o principal destino, absorvendo 78,8 milhões de toneladas, o equivalente a quase 80% do total.

Clima atrasa plantio, mas melhora condições de campo

Nas lavouras, as chuvas mais abrangentes beneficiaram o desenvolvimento das atividades agrícolas. Ainda assim, o ritmo da semeadura da soja segue abaixo do esperado. De acordo com dados da Conab, até 1º de novembro, 47,1% da área estimada para a safra havia sido plantada, frente aos 53,3% registrados no mesmo período do ano passado e à média de 54,7% dos últimos cinco anos.

 





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foco na safra verão e estoques cheios mantêm negociações lentas



Vendedores preferem honrar contratos previamente firmados



Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de milho apresenta preços firmes neste início de novembro, retomando os patamares observados em junho, de acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A sustentação vem principalmente da postura dos produtores, que seguem concentrados na semeadura da safra verão, mesmo diante de episódios de fortes chuvas em algumas regiões produtoras.

No mercado spot, o ritmo de negociações segue contido. Os vendedores preferem honrar contratos previamente firmados e aguardam novas valorizações para retomar a comercialização de lotes no mercado à vista.

Do lado da demanda, o movimento de alta nos preços encontra barreiras. Segundo o Cepea, compradores demonstram cautela, relatando estoques suficientes para o curto prazo. As aquisições ocorrem de forma pontual, com os agentes atentos à safra recorde prevista para esta temporada. O cenário levanta a expectativa de que, em algum momento, os produtores precisem liberar espaço nos armazéns ou gerar caixa, o que pode pressionar os preços.

No mercado externo, o desempenho das exportações de milho apresentou retração. Segundo dados da Secex analisados pelo Cepea, o Brasil embarcou 6,5 milhões de toneladas do cereal em outubro — volume 14% menor que o registrado em setembro e apenas 1,5% acima do embarcado em outubro de 2024.

No acumulado de 2025, os envios somam 29,82 milhões de toneladas, queda de 3,2% em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior. A redução nas exportações pode refletir tanto a demanda internacional quanto o ritmo mais lento nas negociações no mercado interno.

Com preços internos estabilizados e exportações em leve retração, o mercado de milho vive um momento de equilíbrio cauteloso. A atenção segue voltada ao clima nas regiões produtoras e ao comportamento dos estoques nas próximas semanas. Caso a pressão sobre os armazéns se intensifique, o cenário pode mudar rapidamente, exigindo novas estratégias de comercialização por parte dos produtores.





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Tornado histórico no sul do Brasil


Por Gabriel Rodrigues com colaboração de Aline Merladete

O final de semana dos dias 7 e 8 de novembro de 2025 entrou para a história da meteorologia brasileira com a ocorrência de múltiplos tornados entre o sudoeste do Paraná e o oeste de Santa Catarina. Segundo Gabriel Rodrigues, meteorologista do Portal Agrolink, trata-se de um dos episódios mais destrutivos já registrados no país, refletindo a crescente frequência e intensidade de eventos extremos associados às mudanças climáticas.

Na sexta-feira, 07 de novembro, ao menos oito tornados foram confirmados nos dois estados, com destaque para os municípios de Rio Bonito do Iguaçu (PR), Xanxerê (SC), Faxinal dos Guedes (SC), Guarapuava (PR) e Turvo (PR). A estimativa é que o número de tornados possa ser ainda maior, especialmente em áreas isoladas. O caso mais severo foi o de Rio Bonito do Iguaçu, onde o tornado foi classificado preliminarmente como F4 na escala Fujita, com ventos entre 331 km/h e 419 km/h — um marco inédito nas últimas décadas no Brasil.

As consequências foram devastadoras: aproximadamente 90% da cidade foi destruída, com casas completamente demolidas, árvores tombadas e veículos lançados a grandes distâncias. Foram confirmadas ao menos seis mortes, centenas de feridos e mais de mil pessoas desabrigadas.

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Imagens de satélite processadas pelo Laboratório Lápis evidenciam o impacto do fenômeno, mostrando bairros inteiros transformados em pilhas de escombros. Câmeras de segurança em cidades catarinenses flagraram casas sendo arrancadas do chão em questão de segundos, ressaltando a intensidade e a imprevisibilidade do fenômeno.

O sistema PREVOTS (Previsões Convectivas e Ocorrências de Tempo Severo), desenvolvido por uma parceria entre a UFSM, INPE e a base de dados SAMHI, vem oferecendo previsões experimentais para o centro-sul do Brasil com base em modelos probabilísticos e relatos da Rede Voluntária de Observadores de Tempestades (REVOT). No entanto, como destaca Gabriel Rodrigues, a previsão de tornados ainda enfrenta limitações técnicas: menos de 30% das supercélulas monitoradas resultam efetivamente em tornados.

Imagem elaborada por Humberto Barbosa – Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (LAPIS).

Além disso, mesmo com o avanço tecnológico, os alertas meteorológicos conseguem anteceder a ocorrência de um tornado por apenas algumas horas. Em Rio Bonito do Iguaçu, moradores relataram a ausência de qualquer aviso prévio, evidenciando a urgência de melhorias nos sistemas de alerta e comunicação de risco, principalmente em áreas rurais e municípios de menor porte.

Os impactos do tornado não se limitaram ao meio urbano. No meio rural, as perdas na agricultura foram significativas. Estruturas como silos, galpões e cercas foram destruídas, lavouras inteiras perdidas e instalações pecuárias severamente danificadas. 

De acordo com Gabriel Rodrigues, eventos extremos como este obrigam o setor a rever seus protocolos de segurança e a incorporar ferramentas de avaliação de risco mais robustas. A tendência de aumento na frequência e intensidade de eventos como tornados, vendavais e granizos é compatível com as projeções associadas às mudanças climáticas e afeta, sobretudo, regiões agrícolas em expansão no centro-sul do país.

 





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Trigo sofre pressão da superoferta, mas deve se recuperar



Entre os fatores de alta, o destaque é a queda de 19,17% nas exportações ucranianas


Entre os fatores de alta, o destaque é a queda de 19,17% nas exportações ucranianas
Entre os fatores de alta, o destaque é a queda de 19,17% nas exportações ucranianas – Foto: Mateus Zardin

O preço do trigo segue pressionado por uma superoferta típica do período de colheita, mantendo-se abaixo do custo de produção para muitos produtores. Segundo a TF Agroeconômica, a tendência é de que as cotações voltem a subir à medida que a oferta atual for sendo consumida, especialmente no primeiro semestre de 2026. A consultoria orienta que agricultores, cooperativas e cerealistas que precisarem vender no mercado físico para cobrir despesas considerem reservar uma pequena parte da produção para operar contratos futuros na CBOT ou na A3, na Argentina, como forma de compensar perdas quando os preços reagirem.

Para os moinhos, o cenário também é desafiador: o baixo capital de giro e a forte concorrência com preços reduzidos têm limitado margens. De acordo com a TF Agroeconômica, o uso do mercado futuro pode ser uma alternativa para equilibrar custos e assegurar matéria-prima mais barata. A correlação entre o preço físico do trigo gaúcho e as cotações da CBOT é de 0,6268, considerada relevante para estratégias de hedge.

Entre os fatores de alta, o destaque é a queda de 19,17% nas exportações ucranianas na safra 2025/26, abrindo espaço para o trigo americano. No Brasil, o Paraná colheu uma safra de qualidade superior, gerando demanda dos moinhos locais e segurando a queda dos preços. Já entre os fatores de baixa, pesam a decepção do mercado com as compras menores da China, a ampla oferta global, especialmente da Rússia, Austrália e Argentina, e o recuo das exportações europeias, que pressionaram as cotações na Euronext. O mercado, portanto, atravessa um momento de ajuste, mas as projeções indicam uma tendência de recuperação gradual à medida que a oferta atual for absorvida, abrindo oportunidades estratégicas para quem souber se posicionar.

 





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Trigo brasileiro tem menor pegada de carbono



O levantamento é o primeiro na América do Sul


O levantamento é o primeiro na América do Sul
O levantamento é o primeiro na América do Sul – Foto: Divulgação

Um estudo pioneiro da Empresa Brasileiro de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), publicado no Journal of Cleaner Production, revelou que o trigo produzido no Brasil possui uma pegada de carbono inferior à média mundial e apresenta grande potencial para redução adicional de emissões. A pesquisa, realizada no Sudeste do Paraná com 61 propriedades rurais e uma indústria moageira, apontou que a emissão média nacional foi de 0,50 kg de CO2 por quilo de trigo, abaixo da média global de 0,59 kg.

O levantamento é o primeiro na América do Sul a calcular a pegada de carbono do trigo desde o cultivo até a produção de farinha, abrangendo todas as etapas produtivas. O uso de fertilizantes nitrogenados foi identificado como o principal fator de emissão de gases de efeito estufa na triticultura, responsável por até 40% das emissões. A substituição da ureia, fertilizante mais comum e de menor custo, pelo nitrato de amônio com calcário (CAN) pode reduzir as emissões em até 4%, além de minimizar a acidificação do solo. Tecnologias como biofertilizantes, biopesticidas e fertilizantes de liberação lenta também foram apontadas como alternativas promissoras.

O estudo mostrou ainda que a adoção de cultivares mais produtivas pode reduzir em até 38% a pegada de carbono, ao elevar a eficiência no uso de insumos e diminuir a necessidade de área cultivada. Em comparação internacional, o Brasil se destaca frente a países como China, Itália e Índia, aproximando-se de referências em sustentabilidade como Austrália e Alemanha, que registram índices próximos a 0,35 kg de CO2 por quilo de trigo.

Outro destaque foi a avaliação da pegada de carbono da farinha de trigo, feita em parceria com a Moageira Irati, que variou de 0,67 a 0,80 kg de CO2 por quilo, resultados inferiores aos observados na Espanha e na Itália. O uso crescente de energia solar na indústria de moagem e a eficiência do cultivo de sequeiro reforçam a vantagem ambiental brasileira. Os resultados do estudo servirão de base para novos modelos de produção sustentável, não apenas no trigo, mas também em cadeias derivadas, como carnes e energia, consolidando o país como referência em agricultura de baixo carbono.





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Inovação agrícola e transformação digital abrem debates na COP30



COP30 teve início nesta segunda-feira (10), em Belém (PA)



Foto: Divulgação

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) teve início nesta segunda-feira (10), em Belém (PA), com foco em adaptação e tecnologia como caminhos centrais para enfrentar os desafios impostos pelo aquecimento global. Dez anos após o Acordo de Paris, o evento marca um ponto de virada ao buscar a concretização de compromissos em soluções aplicáveis, com forte apelo ao pragmatismo e à justiça climática.

Durante o primeiro dia, bancos multilaterais de desenvolvimento, fundos climáticos e governos lançaram um conjunto de ferramentas e modelos de financiamento para escalar projetos de adaptação. O objetivo, segundo dados oficiais da COP30, é transformar planos nacionais e regionais em ações efetivas, sobretudo nas regiões mais vulneráveis às mudanças climáticas.

A agricultura é uma das protagonistas da programação, com o anúncio de um pacote bilionário para apoiar tecnologias de adaptação em regiões de baixa renda. A iniciativa visa fortalecer a resiliência de pequenos produtores frente aos eventos climáticos extremos, como secas prolongadas e inundações.

Outro destaque foi a apresentação da Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática Centrada nas Pessoas, firmada por 44 países. O documento orienta políticas de proteção social resilientes ao clima e reforça o papel da agricultura familiar como peça-chave na equidade alimentar global.

 





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Trigo, soja e milho sobem em Chicago



A soja também abriu a semana em alta


A soja também abriu a semana em alta
A soja também abriu a semana em alta – Foto: Canva

O mercado agrícola iniciou a semana com leve otimismo nas bolsas internacionais, embora mantenha um tom de cautela diante da volatilidade dos últimos dias. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo voltou a subir em Chicago, com o contrato de dezembro/25 cotado a US$ 533,25 e o de dezembro/26 a US$ 596,25. No Brasil, o trigo físico foi negociado a R$ 1.197,58 no Paraná e a R$ 1.042,62 no Rio Grande do Sul. A alta externa reflete um movimento de proteção dos fundos após perdas recentes, mas a ampla oferta global e o avanço da colheita no Hemisfério Sul limitam maiores ganhos. Já no mercado interno, o excesso de oferta e a dificuldade de venda de farinhas seguem pressionando os preços.

A soja também abriu a semana em alta, com o contrato de novembro/25 a US$ 1.112,25 e o de maio/26 a US$ 1.139,75. No Paraná, a oleaginosa foi cotada a R$ 133,71 no interior e R$ 138,86 em Paranaguá. O mercado segue atento ao relatório WASDE do USDA, previsto para o dia 14, que trará novas projeções de oferta e demanda global. A expectativa de atualização dos dados de produtividade nos Estados Unidos e o clima favorável ao plantio no Brasil e na Argentina mantêm os investidores em compasso de espera. O anúncio de que exportadoras americanas foram novamente autorizadas a vender soja para a China também trouxe algum suporte às cotações.

No milho, o contrato de novembro fechou em US$ 428,75 e o de julho/26 em US$ 458,75, ambos em leve alta. No Brasil, o cereal foi negociado a R$ 67,08 no físico e R$ 67,72 na B3. O movimento é impulsionado por compras de proteção, enquanto o clima seco no Meio-Oeste dos EUA favorece o avanço da colheita. No cenário interno, a boa demanda da indústria e das exportações sustenta discretas, porém consistentes, altas nos preços.





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