segunda-feira, março 16, 2026

Política & Agro

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La Niña é confirmado. Produtor deve se preocupar?


A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou nesta semana a instalação do La Niña 2025, caracterizada pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Com índice Niño-3.4 em -0,5°C, o fenômeno é considerado de intensidade fraca, mas deve persistir até o início de 2026, influenciando diretamente o regime de chuvas e as temperaturas no Brasil.

De acordo com o relatório divulgado no dia 9 de outubro, há alta probabilidade de que o La Niña continue atuando até o verão do Hemisfério Sul, com tendência de neutralidade apenas entre janeiro e março. Esse cenário reforça a importância do planejamento climático por parte dos produtores, já que os impactos variam conforme a região.

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Mas o que muda para a agricultura?

Embora o evento atual seja classificado como fraco, os impactos sobre a agricultura podem ser relevantes. O La Niña modifica o padrão atmosférico em larga escala e influencia diretamente o comportamento das chuvas em regiões importantes para o agronegócio. 

Algumas culturas apresentam maior resiliência às condições provocadas pelo La Niña. É o caso do tabaco, que historicamente mantém produtividade satisfatória mesmo com déficit hídrico moderado. A escolha de variedades adaptadas e estratégias de manejo conservacionista podem ajudar a mitigar os efeitos do fenômeno.

 

Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, o La Niña costuma trazer maior regularidade nas chuvas durante a primavera e o verão. Isso cria condições mais favoráveis para o avanço do plantio da soja, milho e feijão, além de beneficiar culturas perenes como o café e a cana-de-açúcar. A perspectiva é de menor ocorrência de veranicos e maior segurança hídrica no início do ciclo agrícola.

Essas regiões, que sofreram com irregularidade climática nas últimas safras, podem ter uma temporada mais positiva caso as previsões se confirmem. O plantio antecipado, impulsionado pelo retorno das chuvas, pode melhorar a produtividade e permitir saídas mais estratégicas para a safrinha.

O cenário é oposto no Sul do país, onde o La Niña historicamente está associada à redução das chuvas e ao aumento do risco de estiagens prolongadas. No Rio Grande do Sul, os modelos climáticos indicam desvios negativos de precipitação já em dezembro, com possibilidade de prejuízos no desenvolvimento da soja, do milho e das pastagens.

A estiagem pode afetar tanto o final da colheita de culturas de inverno quanto o estabelecimento da safra de verão, exigindo ajustes no calendário agrícola e maior atenção ao uso de insumos e irrigação. Em Santa Catarina e no Paraná, o impacto tende a ser mais regionalizado, mas a tendência de chuvas abaixo da média também preocupa.





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Brasil exporta menos café, mas fatura mais em setembro


O Brasil exportou 3,750 milhões de sacas de 60 quilos de café em setembro, número 18,4% menor que o registrado no mesmo mês de 2024, quando foram embarcadas 4,598 milhões de sacas. Apesar da queda no volume, a receita cambial aumentou 11,1%, totalizando US$ 1,369 bilhão, segundo o relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Nos três primeiros meses do ano safra 2025/26, o comportamento se manteve, com os embarques reduzidos em 20,6%, somando 9,676 milhões de sacas, enquanto a receita subiu 12%, atingindo US$ 3,521 bilhões, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Entre janeiro e setembro de 2025, a tendência de retração no volume e alta na receita permaneceu. O país exportou 29,105 milhões de sacas, queda de 20,5% frente aos 36,593 milhões registrados nos nove primeiros meses de 2024. A receita, por sua vez, cresceu 30%, passando de US$ 8,499 bilhões para US$ 11,049 bilhões.

No mês passado, os Estados Unidos reduziram em 52,8% as importações de café brasileiro em relação a setembro de 2024, comprando 332.831 sacas e ocupando o terceiro lugar entre os principais destinos. A Alemanha liderou com 654.638 sacas, seguida pela Itália, com 334.654, ambas também com retração nas aquisições.

O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, afirmou que não é possível renunciar ao mercado norte-americano, que segue como o principal destino das exportações brasileiras no acumulado do ano. Segundo ele, após as sinalizações positivas do presidente Donald Trump, na Assembleia da ONU e em conversa com o presidente Lula, o governo brasileiro precisa agir rapidamente. “O Poder Executivo precisa se mobilizar com urgência em prol do país. Não existe mais o receio de não haver abertura ao diálogo diplomático e os exportadores brasileiros, em nosso caso específico do café, já sofrem fortes impactos nesses dois meses de vigência das taxas, com nossos parceiros importadores americanos solicitando a postergação ou mesmo o cancelamento dos negócios devido ao elevado encarecimento do produto impulsionado pelo tarifaço”, afirmou.

Ferreira informou que, após o contato entre os presidentes dos dois países, o Cecafé solicitou reunião com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, para reforçar a relevância e a interdependência comercial entre Brasil e Estados Unidos no setor cafeeiro.

“Somos os maiores produtores e exportadores globais e os Estados Unidos os principais importadores e consumidores do mundo. Respondemos por mais de um terço de tudo que é movimentado com café nos EUA, onde 76% da população consome a bebida. Não podemos relativizar o mercado americano para nossos cafés, tampouco eles podem abrir mão do nosso produto, pois não há outro fornecedor que supra em volume e qualidade o que ofertamos. Os setores privados brasileiro e americano fizeram e seguem fazendo seu dever de casa, tanto que o café foi incluído em uma lista de possíveis isenções das tarifas, mas, para isso, é necessário haver um relacionamento comercial bilateral. Ou seja, é mais do que hora de agir”, disse Ferreira.

Mesmo com a queda nas compras, os Estados Unidos seguem como o principal destino dos cafés brasileiros entre janeiro e setembro de 2025, com a importação de 4,361 milhões de sacas, volume 24,7% menor que no mesmo período do ano anterior, representando 15% do total exportado.

Na sequência, figuram como principais destinos Alemanha, com 3,727 milhões de sacas e queda de 30,5%; Itália, com 2,324 milhões (-23,3%); Japão, com 1,891 milhão (+15%); e Bélgica, com 1,703 milhão (-48,8%).

Nos nove primeiros meses de 2025, o café arábica manteve a liderança nas exportações brasileiras, com 23,200 milhões de sacas, o equivalente a 79,7% do total, apesar da queda de 12,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A espécie canéfora (conilon + robusta) somou 3,062 milhões de sacas, o café solúvel totalizou 2,799 milhões e o segmento de café torrado e moído alcançou 43.644 sacas.

O Porto de Santos manteve a posição de principal via de exportação do café brasileiro em 2025, responsável pelo embarque de 23,093 milhões de sacas, ou 79,3% do total. Em seguida, aparecem o complexo portuário do Rio de Janeiro, com 4,926 milhões (16,9%), e o Porto de Paranaguá (PR), com 279.155 sacas, equivalente a 1%.





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Crédito de R$ 12 bi automatiza silos no Brasil



“O campo e a indústria precisam de ferramentas tecnológicas”


“O campo e a indústria precisa de ferramentas tecnológicas"
“O campo e a indústria precisa de ferramentas tecnológicas” – Foto: Leonardo Gottems

O governo federal anunciou, em Brasília, uma nova linha de crédito de R$ 12 bilhões voltada à modernização industrial e à difusão de tecnologias 4.0. A iniciativa, conduzida pelo BNDES em parceria com a Finep, busca renovar o parque fabril brasileiro, ainda fortemente dependente de máquinas antigas, cuja idade média é de 14 anos, segundo estudos do setor. O programa incentiva investimentos em robótica, inteligência artificial, automação, sensoriamento e internet das coisas (IoT), com foco em elevar a produtividade e a eficiência operacional.

Do total previsto, R$ 10 bilhões serão destinados à linha Crédito Indústria 4.0, operada pelo BNDES. As taxas combinam TR e juros de mercado, com custo máximo de 8,5% ao ano, cerca de 6% abaixo das linhas tradicionais. O financiamento contempla tanto a aquisição de novas tecnologias quanto o retrofit de equipamentos e plantas industriais.

No agronegócio, a medida pode acelerar a modernização de silos e armazéns de grãos. A adoção de sistemas automatizados e conectados permite reduzir perdas, melhorar o controle de temperatura e umidade e ampliar a segurança das operações. Empresas como a PCE Engenharia já oferecem soluções compatíveis com o programa BNDES Finame Máquinas 4.0, incluindo monitoramento remoto e integração digital.

“O campo e a indústria precisa de ferramentas tecnológicas para ganhar eficiência. As cooperativas, armazenadores e fabricantes poderão financiar a automação de seus silos e armazéns e, com isso, reduzir custos e elevar a qualidade do grão armazenado”, afirma o diretor comercial da PCE Engenharia, Everton Rorato.

 





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Produção de trigo deve ser a menor desde 2020


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 3 a 9 de outubro e publicada nesta quinta-feira (9), os preços do trigo continuam em trajetória de baixa. As principais praças gaúchas registraram valores médios de R$ 64,00 por saca, enquanto no Paraná os preços variaram entre R$ 64,00 e R$ 66,00.

A colheita no Paraná atingiu 60% da área semeada nesta semana. No Rio Grande do Sul, ainda não há estatísticas consolidadas, embora, no início do mês, cerca de 10% das lavouras estivessem na fase de maturação.

O cenário é influenciado pela entrada de trigo argentino mais barato, o que, aliado à valorização cambial, levou os vendedores brasileiros a reduzir novamente os preços do produto nacional para manter a competitividade. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil importou 568.980 toneladas de trigo em setembro. Desse total, 87,3% vieram da Argentina, 7% do Paraguai e 5,8% do Canadá. O preço médio das importações foi de US$ 230,09 por tonelada, equivalente a R$ 1.235,12 por tonelada, com base na cotação média do dólar a R$ 5,37 — o menor valor desde novembro de 2020. Entre janeiro e setembro de 2025, o país importou 5,249 milhões de toneladas, volume 2% superior ao registrado no mesmo período de 2024.

No Rio Grande do Sul, a média do preço FOB foi de R$ 1.259,39 por tonelada, recuo de 2,5% em relação a agosto e de 9,4% frente a setembro de 2024, segundo o Cepea. Esse é o menor valor registrado desde janeiro de 2025. No Paraná, a cotação média ficou em R$ 1.346,92 por tonelada, com redução de 6% no mês e 10,8% no comparativo anual, o menor patamar real desde abril de 2024. Em São Paulo, o preço médio foi de R$ 1.255,13 por tonelada, com queda de 12,3% no mês e 19,5% em um ano, o menor nível desde outubro de 2023. Em Santa Catarina, o valor médio foi de R$ 1.358,61 por tonelada, recuo de 5,2% no mês e 11,3% em um ano, também o menor desde outubro de 2023.

Enquanto isso, a demanda por derivados de trigo permanece estável, mas o avanço da colheita pressiona os moinhos a reduzirem preços. Segundo o Cepea, entre agosto e setembro, a média do preço do farelo de trigo caiu 5,2% no granel e 1,88% no ensacado. As farinhas também apresentaram retração média de preços: 2,8% para massas frescas, 2,7% para massas em geral, 2% para bolacha salgada, 3,2% para bolacha doce, 2,29% para panificação e 1,64% para pré-misturas.

Por fim, o último relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para baixo a estimativa da safra de trigo no país. A produção foi projetada em 7,536 milhões de toneladas, 4,5% inferior à colheita de 2024. Essa deve ser a menor safra desde 2020, com uma área plantada 19,9% menor do que a registrada no ano passado.





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Mahindra celebra 9 anos de história no Brasil


Outubro é mês de celebração para a Mahindra Brasil. Em 2025, a empresa completa 9 anos de atuação no país e marca esse momento com um passo decisivo em sua trajetória: o início das obras da nova planta industrial em Dois Irmãos (RS), fruto de um investimento previsto de R$ 100 milhões nos próximos cinco anos.

A nova sede será construída às margens da BR-116 – Estrada Travessão Ivoti/Dois Irmãos – RS, em uma área de mais de 89 mil m², com 38.568 m² de área construída e previsão de expansão de 24 mil m². Com isso, a capacidade produtiva da Mahindra será triplicada, passando de 3 mil para 9 mil tratores por ano. O número de empregos também será ampliado, com expectativa de crescimento de 100 para 300 colaboradores diretos e indiretos.

Mais do que uma nova fábrica, esse projeto representa o fortalecimento da Mahindra no Brasil, consolidando sua atuação com mais de 13 mil tratores em solo nacional, mais de 90 pontos de venda e assistência técnica, e uma rede de parceiros que compartilham o propósito de transformar o campo com força, tecnologia e proximidade.

“Estamos investindo não apenas em infraestrutura, mas no futuro da agricultura nacional, com foco nos produtores que realmente alimentam o país. Este projeto reforça nosso compromisso com o desenvolvimento regional, geração de empregos e inovação acessível para o campo brasileiro”, destaca Jak Torretta Jr., CEO da Mahindra Brasil.

A celebração dos 9 anos também é marcada por ações internas voltadas ao pertencimento dos colaboradores, homenagens à rede de concessionários e iniciativas que reforçam a cultura de crescimento e transformação da empresa.

A escolha por Dois Irmãos reforça o vínculo da Mahindra com o município, que acolheu a empresa desde o início de sua operação no Brasil. A parceria com a Prefeitura foi oficializada em setembro, com a liberação da licença ambiental prévia e assinatura do contrato para início das obras.

“A nova fábrica da Mahindra representa um avanço significativo para Dois Irmãos. É resultado de uma parceria sólida que vai gerar empregos, movimentar a economia local, posicionar o nosso município como referência no setor agrícola”, afirmou o prefeito Jerri Meneghetti.





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Itália investe €400 milhões para modernizar o campo



Fundo tem o objetivo de financiar a aquisição de máquinas


Fundo tem o objetivo de financiar a aquisição de máquinas
Fundo tem o objetivo de financiar a aquisição de máquinas – Foto: Divulgação

Durante a feira Agrilevante, em Bari, o ministro da Agricultura da Itália, Francesco Lollobrigida, destacou o papel estratégico da mecanização e das políticas públicas voltadas à modernização do campo. Segundo ele, o governo italiano aposta na tecnologia como motor de competitividade e sustentabilidade, com destaque para o Fundo de Inovação, gerido pela ISMEA (Instituto de Serviços para o Mercado Agrícola e Alimentar), que já transformou mais de 3 mil propriedades rurais e empresas agroindustriais no país.

Criado pela Lei Orçamentária de 2023, o Fundo tem o objetivo de financiar a aquisição de máquinas e equipamentos de última geração, como tratores inteligentes, robôs agrícolas, drones, sistemas de monitoramento e sensores avançados, promovendo a transição digital e a redução de impactos ambientais. Até agora, o programa já mobilizou €300 milhões e deve receber mais €100 milhões entre 2026 e 2027, totalizando €400 milhões em investimentos. A expectativa é atender cerca de 4 mil empresas em todo o território italiano.

De acordo com Lollobrigida, a política representa uma virada de chave para a agricultura italiana, que busca unir tradição e tecnologia. As inovações financiadas têm permitido economizar água, otimizar o uso de fertilizantes e reduzir emissões de carbono, além de incorporar inteligência artificial no manejo de culturas. O presidente da ISMEA, Livio Proietti, ressaltou que €150 milhões serão destinados ao sul do país e às ilhas, regiões com forte presença de pequenas propriedades familiares. “Investir em inovação também é garantir a sucessão geracional e combater o despovoamento rural”, afirmou.

 





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Produção de soja pode alcançar novo recorde em 2025/26


A primeira estimativa da Hedgepoint para a safra brasileira de soja 2025/26 projeta uma produção de 178 milhões de toneladas, o que representaria um novo recorde. O número indica um aumento de 3,7% em relação à temporada anterior, quando foram produzidas 171,6 milhões de toneladas. A área plantada deve alcançar 48,24 milhões de hectares, crescimento de 1,2% frente à safra 2024/25. A produtividade média estimada é de 3.690 kg/ha, alta de 2,5%.

“Apesar de um novo avanço da área brasileira, destacamos que o crescimento esperado aponta para o menor avanço da área em muitos anos”, afirma Luiz Fernando Roque, coordenador de Inteligência de Mercado de Grãos & Oleaginosas da Hedgepoint Global Markets.

Segundo ele, a redução das margens de lucro dos produtores, os custos elevados e a menor aplicação de insumos podem limitar o desempenho da safra, sobretudo se as condições climáticas forem desfavoráveis.

Roque explica que a recuperação da produtividade média nacional está relacionada, principalmente, ao desempenho esperado no Rio Grande do Sul. “Falando em produtividades, destacamos que o aumento esperado na produtividade média nacional deriva, principalmente, de uma provável recuperação das produtividades médias das lavouras do Rio Grande do Sul”, afirma. Ele acrescenta que, em contrapartida, pode haver redução em estados como Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás.

“De qualquer forma, não podemos descartar a repetição ou até mesmo a superação das altas produtividades registradas em 2024/25, o que, se ocorrer, pode levar a safra brasileira a superar a marca de 180 milhões de toneladas. Tudo depende do clima”, complementa o analista.

Roque destaca que o clima deve ser influenciado pelo retorno do fenômeno La Niña. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), há probabilidade de cerca de 71% de ocorrência do fenômeno entre outubro e dezembro de 2025. O analista explica que o La Niña tende a beneficiar as regiões Centro-Norte, mas pode reduzir as chuvas no Sul. “Nesse ponto, destacamos a relevância das produções do Paraná e do Rio Grande do Sul, que, em anos ‘normais’, estão entre os três maiores estados produtores do país, atrás apenas do Mato Grosso.”

De acordo com Roque, caso o La Niña tenha forte intensidade, o recorde de produção poderá ser comprometido. No entanto, as projeções atuais indicam um fenômeno de baixa intensidade, o que não deve causar grandes impactos. Mesmo assim, ele recomenda atenção especial à Região Sul.

As estimativas da Hedgepoint também indicam exportações recordes de 112 milhões de toneladas em 2025/26, impulsionadas pela demanda chinesa. O especialista ressalta, porém, que eventuais avanços nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China podem afetar os embarques brasileiros.

No mercado interno, o aumento da mistura obrigatória de biodiesel (B15), vigente desde agosto de 2025, e a expectativa de maior exportação de carnes devem elevar a demanda por óleo e farelo de soja. “Por ser um ano eleitoral, é possível que o novo aumento previsto para a mistura (de B15 para B16) não ocorra, com o governo dando maior atenção aos dados de inflação durante a corrida eleitoral”, afirma Roque.

Ele acrescenta que, embora improvável, uma redução na mistura também não está descartada caso o preço do biodiesel pressione os valores do diesel nos postos. “Dessa forma, é importante estarmos atentos aos impactos da corrida eleitoral na economia brasileira, com possíveis impactos diretos na demanda interna por soja”, pontua.

Com a produção em alta, a Hedgepoint estima estoques finais de 8,8 milhões de toneladas, avanço de 66% em relação ao ciclo anterior. “Diante disso, é possível vermos uma pressão negativa importante nos preços brasileiros, especialmente durante a colheita, o que merece uma atenção especial da ponta vendedora”, conclui Roque.





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Produtores de brássicas enfrentam pragas e baixa de preço



Praga exige controle em lavouras de brássicas



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (9) pela Emater/RS-Ascar, o cultivo de brássicas na região administrativa de Lajeado apresenta bom desenvolvimento e qualidade, mas enfrenta desafios relacionados ao controle de pragas e à rentabilidade.

Em Barão, as lavouras de repolho e brócolis estão em boas condições, embora produtores tenham registrado a presença de mariposas da traça-das-crucíferas. Segundo o informativo, a incidência da praga tem exigido manejos específicos para reduzir os danos e preservar a produtividade. Os preços pagos aos agricultores são de R$ 2,50 por unidade de brócolis e R$ 1,50 por unidade de repolho verde.

No município de Linha Nova, as condições climáticas no início de outubro têm favorecido o cultivo de couve-flor, repolho verde, repolho roxo e brócolis. A expectativa dos produtores é de uma boa colheita nesta safra.

A Emater/RS-Ascar destaca que, diante desse cenário, o monitoramento das condições climáticas e o planejamento do escoamento da produção são fatores essenciais para garantir a viabilidade econômica da atividade. Apesar do bom desempenho das lavouras, alguns produtores relataram que os preços atuais estão abaixo das expectativas.





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Safra de pêssego avança com boas perspectivas



Produtores de pêssego enfrentam falta de mão de obra



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (9) pela Emater/RS-Ascar, a safra de pêssego segue em avanço no Rio Grande do Sul, com boas condições fitossanitárias e perspectivas positivas de produção, embora persistam desafios relacionados à contratação de trabalhadores para o raleio de frutos.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, os produtores deram continuidade aos trabalhos de raleio e realizaram a adubação nitrogenada em cobertura. O documento aponta que a “perspectiva de produção continua excelente”, com pomares apresentando boa sanidade. A população de mosca-das-frutas, no entanto, tem aumentado, o que levou à intensificação do uso de iscas tóxicas.

Na região de Caxias do Sul, também ocorre o raleio de frutos e o repasse da prática, mas a Emater observa que “na maioria das propriedades, há registros de dificuldade de contratação de mão de obra”. As variedades precoces, como BRS Campai e Tropic Prince, já começaram a ser colhidas, mas os pomares ainda não atingiram o pico de produção. Os frutos apresentam tamanho médio e epiderme com pouca coloração, e o preço das variedades destinadas ao packing house ainda não foi definido.

As variedades BRS Fascínio, Charme e Chimarrita apresentam boas expectativas de colheita. Já as mais cultivadas, PS 10711 e PS 25399, estão em fase de raleio, com boa quantidade de frutos e sanidade satisfatória. O preço nas feiras do produtor varia entre R$ 6,00 e R$ 8,00 por quilo.





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Soja recua em Chicago: Confira



O contrato de soja para novembro fechou em baixa de 0,70%


O contrato de soja para novembro fechou em baixa de 0,70%
O contrato de soja para novembro fechou em baixa de 0,70% – Foto: USDA

A quinta-feira foi marcada por queda nos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT), após duas sessões consecutivas de valorização. De acordo com a TF Agroeconômica, o movimento foi influenciado pela realização de lucros e pela ausência de relatórios oficiais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o que levou os investidores a adotarem uma postura mais cautelosa diante da falta de referências concretas sobre o mercado.

O contrato de soja para novembro fechou em baixa de 0,70%, cotado a US$ 1.022,25 por bushel, enquanto o de janeiro recuou 0,57%, para US$ 1.038,50. Entre os derivados, o farelo de soja para outubro caiu 0,41%, a US$ 269,70 por tonelada curta, e o óleo de soja para o mesmo mês perdeu 1,16%, encerrando a US$ 50,38 por libra-peso. Esses números refletem a acomodação dos preços após as altas recentes, motivadas por especulações sobre uma ajuda financeira do governo americano aos agricultores.

A expectativa de um “programa significativo” de apoio, confirmada pela Secretária de Agricultura Brooke Rollins, havia dado fôlego às cotações, mas a falta de detalhes e prazos concretos gerou incerteza. “A percepção é de que os produtores terão que vender parte da produção para levantar recursos, e o mercado começa a precificar isso”, observou Jack Scoville, analista do Price Group.

Com a não divulgação dos relatórios semanais de exportações e do boletim mensal de oferta e demanda do USDA, os agentes preferiram reduzir posições e proteger ganhos anteriores. A falta dessas balizas oficiais aumentou a volatilidade, reforçando um tom de prudência no mercado internacional da oleaginosa.

 





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