quarta-feira, abril 29, 2026

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Aeroporto Salgado Filho recebe R$ 426 milhões para reconstrução


Processo agora segue para o Ministério de Portos e Aeroportos




Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou uma medida cautelar nesta sexta-feira (203.08), para viabilizar a reconstrução do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre (RS). A decisão autoriza uma recomposição financeira de R$ 426 milhões, atendendo parcialmente a uma solicitação da Concessionária Fraport, responsável pela gestão do terminal.

Segundo dados da Anac, o montante foi definido como resposta à situação de calamidade pública que atingiu o Rio Grande do Sul em maio deste ano, impactando gravemente as operações do aeroporto. A Fraport havia solicitado um reequilíbrio financeiro total de R$ 925,1 milhões, mas a Anac aprovou R$ 362 milhões destinados à reconstrução e mais R$ 64 milhões para a manutenção das atividades operacionais durante as obras.

O processo agora segue para o Ministério de Portos e Aeroportos, que será responsável pelas providências necessárias para a liberação dos créditos extraordinários. O Tribunal de Contas da União (TCU) também acompanhará a execução dos recursos. Os valores serão repassados de forma parcelada, conforme a necessidade dos gastos for comprovada.

A revisão do contrato de concessão entre a Fraport e o poder concedente está em andamento e poderá resultar na confirmação, revogação ou ajuste dos valores aprovados. Caso o reequilíbrio financeiro seja menor do que o solicitado, a concessionária deverá devolver a diferença ao Poder Público. A medida cautelar é parte dos esforços para garantir a continuidade das operações aeroportuárias em Porto Alegre e manter o atendimento aos usuários do transporte aéreo no estado.





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Faturamento bruto dos Cafés do Brasil cresce de 86% nas últimas dez safras


Segundo a análise do Consórcio Pesquisa Café, com base nos preços médios recebidos pelos produtores de café no Brasil, o período de janeiro a junho de 2024 revelou que a receita bruta total estimada para as duas principais espécies cultivadas no país atingiu R$ 66,49 bilhões. Deste montante, a espécie Coffea arabica (café arábica) gerou R$ 48,02 bilhões, correspondendo a 72% do total. Por outro lado, a espécie Coffea canephora (café robusta e conilon) contribuiu com R$ 18,46 bilhões, representando aproximadamente 28% da receita nacional.

Uma análise retrospectiva dos últimos dez anos-cafeeiros mostra que, em 2015, a receita bruta total dos Cafés do Brasil era de R$ 35,70 bilhões. Desses, R$ 28,96 bilhões foram provenientes do café arábica, representando 81,1%, enquanto o café robusta obteve R$ 6,74 bilhões, correspondendo a 18,9% do total daquele ano.

Comparando a receita bruta total de 2015 com a estimada para 2024, observa-se um crescimento expressivo de 86,24% no setor cafeeiro nacional. O café arábica, especificamente, viu um aumento de 65,81% em sua receita, enquanto o café robusta experimentou um crescimento notável de 273% no mesmo período.

Esses valores refletem os aumentos nos volumes físicos de sacas de 60 kg colhidas anualmente, bem como as cotações médias dos tipos de cafés utilizados para esses cálculos. Para fins desta análise, foram considerados o café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, e o café robusta tipo 6, peneira 13 acima, com 86 defeitos.

Regionalmente, a Região Sudeste, a maior produtora de café do país, viu seu faturamento crescer de R$ 30,44 bilhões em 2015 para R$ 56,62 bilhões em 2024, um aumento de 86%, alinhado ao crescimento nacional. A Região Nordeste registrou um aumento de 70,84%, passando de R$ 2,71 bilhões para R$ 4,63 bilhões. A Região Norte, por sua vez, apresentou o maior crescimento percentual, com um robusto aumento de 421,25%, elevando sua receita de R$ 930,56 milhões em 2015 para R$ 3,92 bilhões em 2024.

Em contraste, a Região Sul experimentou uma redução de 32,8% no faturamento, passando de R$ 1,16 bilhão para R$ 781,94 milhões. A Região Centro-Oeste teve um aumento de 38,27%, com o faturamento subindo de R$ 375,60 milhões para R$ 519,35 milhões. Os dados utilizados nesta análise foram extraídos do Valor Bruto da Produção (VBP) de julho de 2024, elaborado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). As edições mensais do VBP-Café são também utilizadas pelo Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.





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