quarta-feira, abril 29, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Sumitomo Chemical busca protagonismo na cotonicultura reforçando plataforma de soluções para o algodão


O Brasil alcançou um marco histórico ao se tornar o maior exportador mundial de algodão na safra 2023/2024, superando os Estados Unidos pela primeira vez. A safra, encerrada em junho, consolidou colheita de cerca de 3,7 milhões de toneladas de algodão beneficiado, com cerca de 2,6 milhões de toneladas destinadas à exportação. 

Essa conquista inédita reflete a magnitude da dedicação dos produtores de algodão ao negócio, extremamente técnico e que não permite falhas, do planejamento à colheita. Para conquistar esse resultado, a grande maioria investe muito do seu tempo e recursos em tecnologias para alavancar a produtividade e qualidade da fibra de forma sustentável. Por ser uma “fábrica à céu aberto”, a cultura exige o desenvolvimento de novas moléculas, ferramentas para a digitalização de processos, otimização de custos, mais segurança para as operações e cada vez mais certificações que promovam a sustentabilidade e rastreabilidade da pluma.

Tradicionalmente, a Sumitomo Chemical sempre colaborou com o sucesso do produtor de algodão, desenvolvendo ativos inovadores para o manejo das lavouras desde quando atuava no mercado nacional por meio do modelo de negócio business-to-business (B2B), fornecendo suas inovações (moléculas) para outras indústrias. 

Entretanto, esse cenário mudou nos últimos quatro anos a partir da mudança de atuação e estratégia da companhia. Desde 2020 a Sumitomo Chemical vem expandindo as suas operações no Brasil e impulsionando o seu modelo de negócio business-to-consumer (B2C) intensamente. Os investimentos em inovação, tanto no algodão quanto em outras culturas, mais a entrega de resultados de alta performance das soluções em campo, refletem a nova fase da companhia, pautada pela filosofia de negócios que é a de beneficiar a sociedade em geral, e não apenas seus próprios interesses, por meio de produtos e serviços sustentáveis diretamente para os produtores rurais.

“As marcas proprietárias da Sumitomo Chemical para o algodão estão ganhando cada vez mais reconhecimento e adoção no Brasil, com vendas impulsionadas por um plano de negócios centrado na satisfação dos clientes. Nós nos consideramos uma parceira estratégica do produtor que deseja inovar e produzir algodão de qualidade superior”, diz Suellen Drummond (foto), que é gerente de inseticidas e líder da cultura do algodão da Sumitomo Chemical.

Plataforma de proteção de cultivos e BioRacionais para o algodão

A Sumitomo Chemical reconhece os desafios da cotonicultura e implementa projetos para estimular o avanço da produção de qualidade, reforçando a sua parceria estratégica com os produtores. Entre soluções químicas e BioRacionais, o portfólio conta atualmente com 38 produtos para a cotonicultura, além de oferecer programas de serviços especiais, consultorias e mentorias para clientes.

“A Sumitomo Chemical é uma companhia japonesa que sempre foi uma parceira fundamental para o manejo do algodão. Alguns ativos da empresa demonstram os nossos investimentos e inovação na cotonicultura, como a molécula acaricida Etoxazole da marca Smite e soluções como os herbicidas Punto e Resource, dentre outros”, afirma Suellen.

Lançamento no 14º Congresso Brasileiro do Algodão

A empresa participa de feiras e eventos importantes como o Congresso Brasileiro do Algodão (CBA) e apoia o movimento Sou de Algodão. Neste ano, além de patrocinar o congresso, a empresa terá presença marcante no 14º CBA, que será realizado entre os dias 3 e 5 de setembro em Fortaleza (CE). “Temos um projeto macro para o algodão. Vamos para o Congresso do Algodão de forma diferenciada, mostrando a robustez da Sumitomo Chemical na cultura”, diz Suellen.

No CBA, a empresa vai apresentar os diferenciais do portfólio e destacar o lançamento do fungicida Pladius, uma solução de ação sistêmica formulada com ativos de três diferentes grupos químicos: Pirazol-4-carboxamida (Impirfluxam), Triazol (Difenoconazol) e Estrobilurina (Picoxistrobina).

Pladius oferece uma mistura tripla exclusiva da Sumitomo Chemical, sendo recomendado para controlar a ramulária (Ramulariopsis pseudoglycines), doença grave que causa lesões na planta de algodão e desfolhamento, comprometendo o florescimento e a qualidade da fibra. 

De acordo com estudos realizados pelo Instituto Goiano de Agricultura (IGA), nas safras 2019/20 e 2020/21, foram registradas até 15% de perdas em cultivares suscetíveis com redução média de 50@/ha de algodão em caroço. Em condições mais severas, esses estudos mostram perdas de até 70% da capacidade produtiva da cultura.

Pladius reforça o robusto portfólio da companhia para o algodão, já consagrado pela oferta de produtos como o Acaricida Smite®, o herbicida Resource®, indicado para eliminar o algodão voluntário (planta tiguera) em lavouras de soja que sucedem a cultura do algodão, e Legion®, um inseticida que confere alta performance no controle do bicudo-do-algodoeiro. Destaca-se ainda o herbicida e regulador de crescimento Punto, sendo considerado o principal desfolhante, recomendado para aplicação em pré-colheita do algodão.

Durante o CBA, além da apresentação das principais soluções da Sumitomo Chemical para o algodão, participação estratégica em debates e ações especiais de relacionamento com os clientes, a Sumitomo Chemical vai chancelar o lançamento do livro “Reguladores de Crescimento”, de autoria do pesquisador Ricardo de Andrade, cuja publicação foi viabilizada pela empresa. Será lançado ainda o “Projeto Pioneiros do Algodão”, uma websérie de que mostra o crescimento do algodão no Brasil sob o olhar dos protagonistas dessa história. 

Soluções hormonais: Cotton+

A empresa também é reconhecida por seu exclusivo programa Cotton+, que recomenda a adoção de três reguladores de crescimento para promover o melhor manejo fisiológico do algodoeiro, resultando em aumento de produtividade e melhor qualidade da fibra. “A Sumitomo Chemical é uma companhia que fornece soluções químicas e BioRacionais, que se complementam. A plataforma oferece sustentabilidade, proteção do cultivo e ainda possibilita o incremento da qualidade da fibra ao cotonicultor”, acrescentou Suellen.

Barter e operações financeiras estruturadas 

Para contribuir com o aumento de renda dos cotonicultores, a Sumitomo Chemical oferece o SumiBarter, a ferramenta de barter da companhia que traz melhorias de gestão e flexibilidade para o negócio. “O SumiBarter assegura as melhores condições de comercialização do algodão e proteção contra oscilações de preços”, diz Suellen.

Programa de incentivo e relacionamento 

O robusto programa de incentivos e relacionamento da Sumitomo Chemical para seus clientes e parceiros comerciais permite o acúmulo de pontos que podem ser utilizados para resgatar serviços e experiências, como viagens técnicas e interações em grupo. A companhia realiza uma curadoria detalhada e cuidadosa para oferecer opções de melhorias em gestão de custos, mediante resgate de consultorias e cursos conduzidos pelas melhores empresas do ramo. Além disso, em breve será lançada uma iniciativa de mentoria para mulheres envolvidas na cadeia da cotonicultura.

Para conseguir ofertar soluções e serviços assertivos, a Sumitomo Chemical reconhece as particularidades da cotonicultura. O setor exige altos investimentos em tecnologia e criteriosa gestão de custos e de pessoas. Trata-se de uma cadeia complexa e altamente especializada, que merece um atendimento de excelência.

Dessa forma, a Sumitomo Chemical vem desenvolvendo pesquisas e parcerias para entender as necessidades dos cotonicultores e ampliar o portfólio de produtos e serviços ao segmento. Clientes da Sumitomo Chemical podem fazer parte do epicentro da inovação, participando de projetos que estimulam o co-desenvolvimento de soluções para a fibra.





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Mercado da soja tem semana marcada pela demanda, com China ativa nos EUA e…


Estoques brasileiros deverão ser os menores desde a safra 2004/05, segundo estima a Pátria Agronegócios

Logotipo Notícias Agrícolas

Nesta sexta-feira (23), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou uma nova venda de soja de 120 mil toneladas para destinos não revelados. Com este informe, o país fechou a semana reportando vendas todos os dias seguidos, com um volume comprometido da oleaginosa 2024/25 com as exportações chegando a 1,394,492 milhão de toneladas. E foram essas as notícias as determinantes para garantir equilíbrio ao mercado diante de novas perspectivas de uma safra recorde se garantindo nos Estados Unidos. 

A China se apresentou, durante toda a semana, como o principal comprador da oleaginosa norte-americana, confirmando não só uma presença mais forte no mercado dos EUA, como a competitividade maior deste produto em detrimento do brasileiro, ao menos por hora. 

“Não só a demanda se tornou um suporte, mas o mercado criou um consenso. E quando há este consenso mercadológico há um mercado que já se precifica diante de uma safra cheia nos EUA”, explica o diretor da Pátria Agronegócios, Matheus Pereira. 

Ainda nesta semana, a Administração Geral das Alfândegas da China informou os dados das importações de soja do país, com números que triplicaram no mês passado de grãos dos Estados Unidos. As compras chinesas, em julho, foram de 475.392 toneladas dos Estados Unidos no mês passado, em comparação com 142.129 toneladas no ano anterior, de acordo com os números reportados em 20 de agosto. 

Apesar disso, a principal origem fornecedora para o maior comprador global de soja continua sendo o Brasil, de onde foram importadas 9,12 milhões de toneladas, do total importado de 9,85 milhões. 

Assim, com a oferta já esperada para ser bastante robusta – com uma safra global 2024/25 sendo esperada em 428,7 milhões de toneladas – as atenções se voltam não só para o tamanho da demanda, mas para o comportamento do demandador. 

“Ainda tem muita soja na China, na mão das processadoras, soja do Brasil que foi carregada nestes últimos quatro meses e que está chegando lá. Em algum momento, isso vai começar a cair, mas ainda está confortável. E com os compradores de farelo “não convencidos” de que vai faltar produto, não adianta as processadoras comprarem soja se não consegue vender farelo no mesmo ritmo. Este é o ponto. A demanda, pensando em vendas de ração, é 4% menor em relação ao ano passado. Mas, (de soja), não é falta de demanda, mas sim uma percepção de que o consumidor de rações não precisa se adiantar nas compras pensando lá na China”, explica o analista de mercado Eduardo Vanin, da Agrinvest. 

O intervalo monitorado agora se dará entre a conclusão da safra 2023/24 do Brasil e a chegada efetiva da soja 2024/25, primeiramente, dos EUA e, na sequência, do Brasil. Agora, chama a atenção, ainda como explica a Agrinvest, que a soja dos EUA mantém um desconto em relação à brasileira para exportação para a China na janela de setembro a novembro. 

“Mas, essa diferença diminuiu em relação à semana passada. O mercado segue acompanhando de perto o ritmo das vendas para exportação americano, que ainda está abaixo do necessário para atingir a meta do USDA de 50,3 milhões de toneladas até agosto de 2025. Aqui no Brasil, os prêmios da soja estão em alta, assim como os prêmos do farelo e do óleo”, traz a consultoria. 

E os prêmios sustentados por aqui, ainda de acordo com os analistas, é por conta de uma falta de soja que já se registra em alguns estados como Mato Gorsso e Goiás. “Para comprar soja, as processadoras estão tendo que pagar basis cada vez mais altos, o que tem se transmitido aos basis dos derivados”. 

Esse quadro tem, inclusive, promovido uma necessidade maior de importação de soja pelo Brasil, já que os estoques nacionais deverão ser alguns dos mais baixos da história. “Falta produto. Temos estoques estimados pela Pátria em 2,26 milhões de toneladas, os menores desde a safra 2004/05”, explica Matheus Pereira, que traz ainda a estimativa de importação pelo Brasil nesta temporada em 1,650 milhão de toneladas. 

WhatsApp Image 2024-08-22 at 10.15.41

“Grande parte dos importadores, dos compradores de soja que compram dos nossos vizinhos, são exportadores. Estamos com um volume elevado de washouts, navios que vinham ao Brasil carregar com a nossa soja, mas não tem produto. E pagando washout ou demurrage, temos que originar nos nossos vizinhos, como o caso do Paraguai”, relata o diretor da Pátria. “Estive recentemente no Paraguai e eles me disseram que nunca houve tanta demanda de compradores do Paraná, do Mato Grosso do Sul, tradings buscando soja dentro do Paraguai para levar ao Brasil e honrar os compromissos de exportação, principalmente”. 

E neste segundo semestre,a tendência é de que as indústrias paguem um pouco mais pela soja para retê-la no país, como já se observa em regiões como Sul do Mato Grosso, Sudoeste e Sul do Goiás, Triângulo Mineiro, praças que estão pagando prêmios e garantindo a soja em seu poder. 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Fiagro divulga seus resultados positivos


Os dividendos do XPCA11 atingiram R$ 5,007 milhões em julho



A gestão do XPCA11 destacou que a carteira do fundo permaneceu totalmente adimplente em julho
A gestão do XPCA11 destacou que a carteira do fundo permaneceu totalmente adimplente em julho – Foto: Divulgação

O Fiagro XPCA11 divulgou seu relatório gerencial de julho, apresentando resultados positivos. O fundo obteve R$ 3,037 milhões em regime de caixa e quase R$ 5,11 milhões em regime de competência. Em julho, o fundo vendeu R$ 660 mil do Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) de risco UISA, sem realizar novas aquisições. No início de agosto, o fundo liquidou um novo CRA com a Usina Coruripe, uma das maiores produtoras de açúcar e etanol do Brasil, no valor de R$ 11,88 milhões, com uma taxa de CDI + 4,75% ao ano.

A gestão do XPCA11 destacou que a carteira do fundo permaneceu totalmente adimplente em julho, sem atrasos em amortizações ou juros. O grande destaque foi a liquidação total da dívida com a Usina Ester, após um acordo que preservou os direitos e patrimônio dos titulares do CRA, mantendo a remuneração e o principal inalterados. O sucesso na recuperação do crédito foi atribuído à sólida estrutura de garantias, agilidade na negociação e à expertise da gestão.

Os dividendos do XPCA11 atingiram R$ 5,007 milhões em julho, equivalendo a R$ 0,11 por cota, o maior valor registrado nos últimos sete meses. Com a cotação de fechamento de julho fixada em R$ 8,12, o dividend yield mensal alcançou 1,35%, refletindo um retorno anualizado de 17,52%. 

Esse retorno é notável, considerando a valorização das cotas e a performance do fundo. Após a aplicação do imposto de renda de 15%, que impacta o rendimento bruto, o retorno anualizado ajustado totaliza impressionantes 20,62%. Esses resultados destacam a eficiência da gestão do fundo em oferecer rendimentos sólidos aos investidores, mesmo em um ambiente econômico desafiador.
 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Pesquisa mapeia desenvolvimento de possíveis novas pragas agrícolas no Brasil


A maioria dos produtores de frutas no Brasil não sabe de nomes como Anastrepha curvicauda, Bactrocera dorsalis e Lobesia botrana, mas esses nomes já causam prejuízos em outros países. O comércio internacional pode ser prejudicado se essas pragas, que ainda não existem no Brasil e não são quarentenárias, entrarem no país, afetando vários cultivos. Em resposta a essa ameaça potencial, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) tem adotado estratégias de pesquisa para antecipar e prever onde esses insetos podem se desenvolver no Brasil, conforme as informações divugadas pela Embrapa.

Segundo o informado pela empresa, a Embrapa fez um mapeamento de locais e períodos do ano em que as condições climáticas e a presença de cultivos hospedeiros seriam favoráveis ao desenvolvimento dessas pragas no Brasil. Além disso, a organização identificou possíveis inseticidas e métodos de controle biológico que podem ser usados se esses “insetos-praga” forem detectados. Também mapeou as áreas onde esses métodos de controle seriam mais eficazes, levando em consideração as peculiaridades ambientais das diferentes regiões do Brasil.

Rafael Mingoti, analista da Embrapa Territorial (SP), explica que o zoneamento é feito utilizando dois métodos principais. Quando há informações sobre as condições climáticas ideais para o crescimento das pragas, esses dados são cruzados com registros históricos de clima e mapeamento das plantas hospedeiras no Brasil. Já na ausência de dados laboratoriais, algoritmos que comparam dados ambientais de regiões afetadas no exterior com condições similares no Brasil são utilizados.

Maria Conceição Young Pessoa, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente (SP), destaca que um levantamento internacional sobre agrotóxicos e agentes de controle biológico utilizados no exterior foi realizado, resultando na identificação de 41 princípios ativos para Lobesia botrana, 8 para Anastrepha curvicauda e 23 para Bactrocera dorsalis. Esse levantamento visa preparar o Brasil para uma resposta rápida em caso de invasão dessas pragas, evitando danos significativos.

Os resultados foram compilados em relatórios para a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com o objetivo de subsidiar políticas públicas e regulamentações para o controle fitossanitário das pragas. José Victor Alves Costa, coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins (CGAA/SDA) do Mapa, ressalta que a identificação prévia de produtos de controle é essencial para uma rápida liberação em caso de emergência, protegendo áreas vulneráveis. A iniciativa contou com a participação de diversas unidades da Embrapa e fiscais federais do Mapa.

Conheça as pragas-quarentenárias estudadas:

A Embrapa identificou que a Bactrocera dorsalis, conhecida internacionalmente como mosca-das-frutas-oriental, apresenta condições ideais de desenvolvimento entre julho e outubro. Esta praga é uma ameaça para uma ampla gama de culturas, incluindo abacate, banana, cacau, café, caju, caqui, citros, feijão, goiaba, maçã, mamão, manga, maracujá, melão, melancia e tomate. O zoneamento da Embrapa mostrou que as microrregiões produtoras de frutas no Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste são particularmente vulneráveis. A preocupação sobre como a praga pode afetar a produção no Nordeste pode aumentar durante todo o ano.

A Anastrepha curvicauda, também conhecida como mosca-das-frutas-do-mamão, é outra praga que preocupa. O Brasil, o segundo maior produtor mundial de mamão, pode ser ameaçado por esta praga, que é um grande problema para o cultivo de mamoeiro em outros países. A manga, um produto importante para exportação, também é afetado pela Anastrepha curvicauda. O zoneamento da Embrapa encontrou áreas vulneráveis em 721 municípios em todo o país. Os estados produtores de mamão e manga nas regiões sudeste, sul e nordeste foram os mais vulneráveis. Além disso, locais próximos a países sul-americanos onde a praga já está presente foram considerados suscetíveis.

A Lobesia botrana, também conhecida como traça europeia dos cachos da videira, é outra praga que deve ser considerada. Esta espécie ataca uma variedade de plantas, incluindo ameixa, amora, caqui, kiwi, oliveira, pêssego, maçã, nectarina, pera e uva. A Lobesia botrana, reconhecida como uma das principais pragas da uva em todo o mundo, está sendo monitorada com cuidado. A Embrapa fez dois zoneamentos diferentes para determinar as regiões mais favoráveis ao seu desenvolvimento no Brasil. Um deles se concentrou nas videiras, enquanto o outro se concentrou nas culturas hospedeiras adicionais.

As informações foram divulgadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)*

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produção de suínos de corte gera R$ 8,5 bilhões no Paraná


VBP de suínos de corte cresce 2%




Foto: Pixabay

Segundo a análise semanal do Boletim de Conjuntura Agropecuária produzido pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), em 2023, o Valor Bruto da Produção (VBP) de suínos de corte no Paraná atingiu aproximadamente R$ 8,5 bilhões, representando 68% da renda total gerada pela suinocultura no estado, segundo dados do Deral, da Seab.

Esse segmento inclui os suínos destinados aos frigoríficos e os abatidos nas propriedades para a produção de carne suína e seus derivados.

Em comparação com 2022, quando o VBP foi de R$ 8,3 bilhões, houve um crescimento de 2%. A produção de suínos de corte é predominantemente concentrada nas regiões Oeste e Centro-Oriental do Paraná, onde estão localizados os maiores frigoríficos de abate de suínos do estado, consolidando essas áreas como polos da suinocultura paranaense.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Lavouras de trigo se mantêm fortes apesar de chuvas e geadas


A área cultivada no estado é de 1.312.488 hectares




Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado em 29 de agosto, em 2023, as lavouras de trigo no Rio Grande do Sul apresentam, em sua maioria, bom desenvolvimento, apesar das adversidades climáticas recentes. Atualmente, 76% das lavouras estão em fase de desenvolvimento vegetativo, 20% em floração e 4% em enchimento de grãos.

As chuvas ocorridas nos dias 22 e 23 de agosto repuseram a umidade do solo, beneficiando o desempenho das plantas e permitindo a aplicação de adubação nitrogenada em cobertura. Entretanto, a massa de ar frio que se seguiu trouxe geadas de intensidade variável a partir do dia 25 de agosto. Segundo avaliação inicial, a maioria das lavouras não sofreu danos, com exceção de algumas áreas mais baixas, onde as geadas foram mais intensas e as plantas estavam em estágios reprodutivos. Vistorias técnicas serão realizadas nos próximos dias para uma análise mais detalhada das possíveis perdas.

O estado geral das lavouras é considerado satisfatório, e as perspectivas de produtividade permanecem favoráveis, desde que o tempo firme, alternado com chuvas regulares, continue. Em termos fitossanitários, os produtores seguem atentos, realizando o controle de pragas e doenças como oídio, manchas foliares, ferrugem e giberela, especialmente nas lavouras em estágios mais avançados. O oídio tem sido a doença mais incidente, exigindo maior atenção.

A área cultivada no estado é de 1.312.488 hectares, com produtividade prevista de 3.100 kg/ha. Em regiões como a de Bagé, 15% das lavouras já estão em fase de floração, e apesar das condições climáticas desafiadoras, a expectativa de rendimento ainda é positiva. O valor médio da saca de 60 quilos de trigo no estado registrou um aumento de 0,47% em comparação à semana anterior, passando de R$ 68,81 para R$ 69,13.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produtores de cevada mantêm perspectivas positivas no RS


O desenvolvimento das lavouras de cevada no Rio Grande do Sul segue satisfatório, conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado nesta quinta-feira (29/08). A projeção de cultivo no estado é de 34.429 hectares, com produtividade estimada em 3.245 kg/ha. No entanto, produtores permanecem atentos ao monitoramento de pragas e, principalmente, de doenças foliares, em função da alta umidade relativa do ar.

Na região administrativa de Erechim, o desenvolvimento das lavouras é considerado adequado, e as expectativas iniciais de produção permanecem favoráveis. As áreas semeadas no final da janela de plantio têm demonstrado um desempenho superior em termos de desenvolvimento.

Já na região de Frederico Westphalen, aproximadamente 75% das áreas encontram-se em desenvolvimento vegetativo, 20% em fase de florescimento e 5% em enchimento de grãos. As lavouras implantadas no início do período recomendado apresentam desenvolvimento abaixo do esperado, devido ao excesso de precipitação e à baixa radiação solar no início do ciclo.

Na região de Ijuí, a cultura avançou rapidamente para o estádio reprodutivo, mantendo uma condição fitossanitária adequada. As lavouras no início da emissão de espigas apresentam um elevado número de espiguetas por planta, preservando o potencial produtivo.

Em Soledade, 30% das lavouras estão em perfilhamento e 70% em alongamento de colmo. O aspecto geral da cultura é positivo, embora algumas áreas apresentem problemas relacionados ao manejo da adubação, como sintomas característicos de deficiência nutricional. As perspectivas, no entanto, permanecem favoráveis, especialmente nas áreas manejadas com tecnologia adequada.

Sobre a comercialização, cotação média da cevada destinada à indústria de malte na região de Erechim é de R$ 85,00 por saca de 60 quilos, enquanto na região de Frederico Westphalen, o valor médio é de R$ 83,00 por saca.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho para silagem tem redução na área plantada


No entanto, produtividade prevista compensa queda




Foto: Nadia Borges

A semeadura do milho para silagem está em andamento no Rio Grande do Sul, com previsão de cultivo em 357.311 hectares, conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado nesta quinta-feira (29/08). A área plantada representa uma ligeira redução de 1,33% em comparação aos 362.131 hectares cultivados na safra 2023/2024. Entretanto, a produtividade estimada para a safra atual é de 38.440 kg/ha, um aumento significativo de 22,70% em relação ao último ciclo.

Essa elevação na produtividade deve resultar em uma produção de 13,73 milhões de toneladas, superando em 24,33% o total colhido em 2024, quando foram produzidas 11,05 milhões de toneladas. O incremento na produção será essencial para suprir a demanda por alimento conservado, especialmente na bovinocultura leiteira, compensando a leve queda na área plantada.

Na região administrativa de Erechim, os produtores estão em busca de crédito para adquirir insumos e iniciar o plantio. O preparo das áreas foi intensificado, com algumas já semeadas. Em Frederico Westphalen, a semeadura também foi acelerada, antecipando as chuvas previstas para o período.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Contratos futuros do açúcar fecham em queda


Nova York fechou em baixa nesta quarta-feira (28




Foto: Pixabay

O açúcar bruto listado na ICE Futures de Nova York fechou em baixa nesta quarta-feira (28) após terem atingido a máxima de cinco semanas na véspera, com o mercado ainda digerindo os impactos dos incêndios que assolaram milhares de hectares de cana-de-açúcar na principal região produtora de cana do Brasil.
 
Segundo a Reuters, “um suspeito preso por incendiar canaviais no Estado de São Paulo disse à polícia que está ligado a uma facção criminosa organizada. Na avaliação de uma autoridade, o crime organizado poderia estar retaliando as ações anticrime do governo”.
 
O lote outubro/24 da ICE de NY foi contratado ontem a 19,54 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 6 pontos, ou 0,3%, no comparativo com os preços do dia anterior. Já a tela março/25 recuou 9 pontos, negociada a 19,84 cts/lb. Os demais contratos caíram entre 1 e 6 pontos.
 
“Os comerciantes disseram que uma queda maior do que a esperada na produção no centro-sul do Brasil durante a primeira quinzena de agosto deu algum suporte aos preços (…) a Unica, informou nesta quarta-feira que a produção de açúcar no centro-sul do Brasil totalizou 3,11 milhões de toneladas métricas, uma queda de 10,2% em relação ao ano anterior. A Unica disse, no entanto, que as possíveis perdas devido aos incêndios só aparecerão no próximo relatório”, destacou a Reuters.
 
Londres
 
Na ICE Futures Europe, de Londres, a quarta-feira foi mista nas cotações do açúcar branco, com baixa nos lotes de maior liquidez e valorização nos contratos de longo prazo. O vencimento outubro/24 foi contratado ontem a US$ 544,70 a tonelada, queda de 3,30 dólares no comparativo com o dia anterior. Já a tela dezembro/24 caiu 3,80 dólares, contratada a US$ 530,80 a tonelada. Os demais lotes oscilaram entre baixa de 4,30 a alta de 90 cents de dólar.
 
Mercado doméstico
 
No mercado interno a quarta-feira foi de pequena variação positiva nas cotações do açúcar cristal medidas pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada ontem a R$ 130,73 contra R$ 130,66 de terça-feira, valorização de 0,05% no comparativo.
 
Etanol hidratado
 
Pelo quarto dia seguido as cotações do etanol hidratado fecharam valorizadas pelo Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado ontem pelas usinas a R$ 2.695,50 o m³, contra R$ 2.663,50 o m³ praticado no dia anterior, valorização de 1,20% no comparativo entre os dias.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

agricultura familiar vende R$ 5,1 milhões nos primeiros cinco dias


O 26º Pavilhão da Agricultura Familiar (PAF) da Expointer foi inaugurado oficialmente nesta quinta-feira (29), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A solenidade teve a presença do governador Eduardo Leite, do secretário de Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti, do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, e do ministro-chefe da Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta. Compareceram também representantes das entidades que organizam o pavilhão e deputados federais e estaduais.

Com foco na recuperação do setor agropecuário e na retomada da economia, o pavilhão conta com o maior número de expositores da história: são 413 empreendimentos no local. Até quarta-feira (28), quinto dia da Expointer, foram comercializados R$ 5,1 milhões no PAF – um aumento de 20,38% em relação ao ano passado.

Veja também:  Expointer: expositores que sofreram com as enchentes são exemplos de superação

Durante a solenidade, Leite destacou a importância do evento e o impacto positivo das políticas públicas voltadas para o fortalecimento da agroindústria familiar no Estado. “O Pavilhão da Agricultura Familiar é um orgulho para todos nós. Além de celebrarmos sucessivas quebras de recordes na comercialização dos produtos, estamos vendo um número maior de expositores, com grande participação das mulheres e dos jovens”, disse. “O governo estimula a agroindústria familiar por meio de diversas políticas públicas e investe na produção por ter convicção de que esse é um caminho importante para o nosso desenvolvimento.”

Covatti celebrou os resultados alcançados pelo PAF nos primeiros dias de feira, ressaltando a resiliência dos agricultores familiares diante dos desafios climáticos enfrentados pelo Rio Grande do Sul. “Essa é a Expointer da esperança. A prova disso está nos dados diários de vendas do Pavilhão da Agricultura Familiar. Não poderíamos estar mais felizes e honrados com os resultados. Diante de todos os desafios impostos ao nosso Estado pelas recentes calamidades meteorológicas, a resiliência do nosso povo é o que temos de mais caro”, afirmou.

“A agricultura do Rio Grande do Sul é aquela que ensina ao Brasil, com o modo cooperativado e associado de produzir. Devemos celebrar a agricultura familiar, que nesta Expointer mostra sua resiliência, potência e força”, disse Teixeira.

O coordenador-geral da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (Fetraf-RS), Douglas Cenci, ressaltou a superação após as enchentes. “Muitos agricultores familiares perderam tudo: casa, produção, estrutura. Mesmo assim, estão oferecendo o que há de melhor da agricultura familiar”, salientou. “Temos orgulho de construir as condições para que estivessem aqui, não só no ponto de vista da comercialização da feira, mas do conjunto de políticas públicas que fazem com que o agricultor possa permanecer no campo e construir a valorização da agricultura familiar.”

“Quando se investe no agricultor familiar, ele responde. Só precisa da ajuda dos governos para ter tranquilidade, porque o resto ele faz acontecer. Assim, podem seguir firmes e fortes nesta vitrine que é a Expointer”, frisou o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva.

A Expointer segue até o próximo domingo dia (1), com horário de funcionamento das 8h às 20h. Na sexta-feira (30), ocorrerá a abertura oficial da feira, que será realizada na pista central do parque.





Source link