terça-feira, abril 28, 2026

Política & Agro

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real forte compensa alta em Chicago


Segundo a análise semanal do Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), os preços da soja mantiveram-se relativamente estáveis no Brasil, com a alta registrada em Chicago sendo neutralizada pela valorização do Real, que alcançou R$ 5,42 por dólar após o anúncio da elevação da Selic para 10,75% ao ano. Na média gaúcha, o preço fechou em R$ 123,52 por saco, enquanto nas principais praças locais a cotação variou em torno de R$ 120,00. No restante do país, os preços oscilaram entre R$ 118,00 e R$ 128,00 por saco.

O plantio da nova safra de soja começou de forma tímida, especialmente em algumas áreas irrigadas do Mato Grosso. Entretanto, a umidade do solo no Mato Grosso e no Paraná, que são dois dos três maiores estados produtores de soja do Brasil, está no menor nível em 30 anos, dificultando as condições para o plantio da oleaginosa.

Diante de compromissos de exportação assumidos com base em previsões de uma safra recorde que não se concretizou, o Brasil tem aumentado suas importações de soja. Entre janeiro e agosto, o volume importado atingiu 802.452 toneladas, um crescimento de 703% em relação ao mesmo período do ano anterior. O preço FOB do produto importado está 20% inferior ao dos primeiros oito meses do ano passado, e a expectativa é que o Brasil finalize 2024 com um recorde de até 1,7 milhão de toneladas importadas.

Embora haja entre 33 e 35 milhões de toneladas de soja disponíveis no país, a maioria dos produtores opta por não comercializar, aguardando melhores preços para o próximo ano, uma expectativa incerta. A totalidade das importações nos primeiros oito meses de 2024 veio, em sua maioria, do Paraguai. Os estados que mais importaram soja foram Paraná e Rio Grande do Sul, seguindo a tendência de 2023. Segundo analistas, “o mercado doméstico brasileiro enfrenta escassez devido à dificuldade de planejamento frente à redução da safra observada neste ciclo”.

No lado das exportações, o Brasil já enviou 83,4 milhões de toneladas de soja, superando em 3,2% o volume do mesmo período do ano passado, com 73% desse total destinado à China. Essa realidade tem mantido os prêmios nos portos brasileiros acima de US$ 1,00/bushel, o que contribui para estabilizar os preços internos. Entretanto, para o início da próxima colheita, os prêmios já caem para US$ 0,30/bushel, segundo dados de Paranaguá.

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) projeta que o esmagamento de soja em 2024 seja de 54,5 milhões de toneladas, um leve aumento em relação ao ano anterior. Nesse contexto, o Brasil deve encerrar 2024 com os menores estoques de passagem dos últimos 20 anos. Sem uma safra cheia na próxima colheita, a tendência baixista de preços poderá se acentuar no primeiro semestre de 2025. Muitos analistas consideram arriscado para os produtores segurarem a soja, recomendando a comercialização em busca de uma média de preços.

Por fim, o clima permanece como fator central de observação no mercado, com expectativas de chuvas adequadas no Centro-Oeste e Sudeste do Brasil apenas a partir de outubro.





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Milho supera US$ 4,00/bushel após longo período de baixas em Chicago


No entanto, queda nas exportações marcam o cenário dos EUA





Foto: Nadia Borges

Segundo a análise semanal do Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), o preço do milho na Bolsa de Chicago superou a marca de US$ 4,00 por bushel, fechando a quinta-feira, 19 de setembro, a US$ 4,05, uma recuperação considerável após 35 dias úteis abaixo desse patamar. O valor do bushel chegou a atingir US$ 4,12 nos dias 17 e 18 de setembro.

Em relação à colheita, até 15 de setembro, 9% da área de milho já havia sido colhida nos Estados Unidos, um avanço em comparação à média histórica de 6%. Das lavouras a serem colhidas, 65% estão em condições consideradas boas a excelentes, enquanto 23% apresentam condições regulares e 12% são avaliadas entre ruins a muito ruins.

Entretanto, as exportações de milho dos EUA enfrentam um cenário desafiador. Na semana encerrada em 12 de setembro, o país embarcou 521.118 toneladas do grão. Desde o início do ano comercial 2024/25, em 1º de setembro, o total de milho embarcado soma 992.629 toneladas, uma queda em relação ao volume de mais de 1,3 milhão de toneladas registrado no mesmo período do ano anterior.





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Preços trigo permanecem estagnados no Brasil


Colheita do cereal no avança no Paraná





Foto: Canva

De acordo com a análise semanal do Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), os preços do trigo de qualidade superior no Brasil permaneceram estáveis, com a cotação nas principais praças gaúchas fixada em R$ 68,00 por saco, enquanto a média local alcançou R$ 69,41. No Paraná, os valores registrados variaram entre R$ 79,00 e R$ 80,00 por saco.

A colheita da nova safra avançou no Paraná, onde 34% da área já foi colhida no início desta semana. No entanto, 30% das lavouras a serem colhidas apresentam condições ruins. No Rio Grande do Sul, a colheita ainda está distante de ser iniciada.

Embora os preços do trigo no Brasil estejam estáveis, a valorização no mercado externo não se reflete localmente. De acordo com a Brandalizze Consulting, a baixa fluidez nas negociações e o cumprimento de contratos fechados anteriormente por moinhos, quando os preços da importação eram mais acessíveis, estão contribuindo para um cenário desfavorável para as vendas internas.





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primavera chega em meio a emergência climática


Segundo a análse do Boletim de Conjuntura Agropecuária desenvolvido pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a primavera se inicia no próximo domingo, 22 de setembro, às 9h44, após um inverno marcado por condições climáticas distópicas, caracterizado por um tempo seco e temperaturas superiores às médias históricas. Em meio a esse contexto de emergência climática, a floricultura paranaense registrou um aumento de 15,2% em sua participação no Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), totalizando R$ 249,6 milhões em 2023. Esse valor representa apenas 0,13% do VBP total do estado, que é de R$ 198 bilhões.

Os gramados e plantas perenes ornamentais dominaram o segmento, representando 72,1% do VBP, enquanto orquídeas e crisântemos contribuíram com 9,7% e 4,5%, respectivamente. Além destes, mudas para arborização (2,3%) e a Flor do Deserto (2,0%) completam 90,6% do total. A floricultura abrange 30 espécies e, em breve, será abordada em um informe específico.

A produção é concentrada em áreas específicas do estado, com os Núcleos Regionais de Maringá e Curitiba responsáveis por 55,3% do VBP da floricultura paranaense. Juntando-se a Cascavel (11,3%), Toledo (11,1%) e Londrina (5,3%), essas regiões somam 83,1% do total. Em termos municipais, Marialva, São José dos Pinhais, Cascavel, Mandaguari e Agudos do Sul respondem por 46,1% dos valores brutos obtidos pelo setor no Paraná.





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Expectativa de aumento na safra de feijão no Brasil


Paraná tem participação fundamental para aumento da safra no país





Foto: Canva

De acordo com a análse do Boletim de Conjuntura Agropecuária desenvolvido pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a expectativa para a safra de feijão no Brasil no ciclo 2024/25 é de um leve aumento na produção, que deve passar de 3,26 para 3,28 milhões de toneladas, de acordo com dados preliminares da Conab. Esse crescimento está atrelado a um aumento de 1,2% na área plantada, que deve subir de 2,857 milhões para 2,891 milhões de hectares.

O Paraná desempenha um papel fundamental nesse cenário, com um incremento superior a 23 mil hectares na primeira safra, representando mais da metade do aumento esperado em todo o Brasil. No entanto, a Conab também prevê uma redução de 1,4% na área destinada à segunda safra. Embora não haja dados específicos sobre os estados, a entidade aponta que o Paraná deve influenciar essa diminuição.

O plantio da segunda safra, que ocorre majoritariamente no primeiro trimestre de 2025, poderá ser afetado pelos resultados da primeira safra, que já está 16% plantada e deve ser colhida em grande parte até janeiro de 2025. As chuvas registradas nesta semana são favoráveis, reforçando a expectativa de um volume de 251 mil toneladas. Contudo, mais chuvas serão necessárias para garantir esse potencial, especialmente considerando a possibilidade de formação do fenômeno La Niña.

No que diz respeito aos preços, novas altas foram observadas. Atacadistas estão oferecendo, em média, R$ 320,99 pela saca de feijão preto, um aumento de 10% em relação ao final de agosto. O feijão carioca também valorizou, subindo 6% e alcançando R$ 198,62. Esses preços mais altos, especialmente do feijão preto, podem incentivar uma revisão na intenção de plantio, elevando os patamares além dos 131 mil hectares projetados anteriormente.





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Produção americana pode pressionar preços da soja


Fim do vazio sanitário em todo o estado do Paraná





Foto: USDA

De acordo com a análse do Boletim de Conjuntura Agropecuária desenvolvido pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), as chuvas registradas no último final de semana proporcionaram um leve avanço no plantio de soja, que já atingiu pouco mais de 30 mil hectares, representando apenas 0,52% da área total estimada em 5,8 milhões de hectares. Com a umidade do solo recomposta e o fim do vazio sanitário em todo o estado do Paraná previsto para esta semana, espera-se um salto significativo nas áreas plantadas no próximo relatório semanal do Deral.

No cenário internacional, o relatório do USDA indica que a colheita de soja nos Estados Unidos, segundo maior produtor mundial da oleaginosa, avançou para 6% da área estimada de quase 35 milhões de hectares.

A produção americana é projetada em 124 milhões de toneladas. A entrada da soja americana no mercado sinaliza o fim do período de entressafra, o que pode resultar em maior pressão sobre os preços da commodity.





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preços sobem com baixa oferta e tempo seco


Pastagens comprometidas pelo período de inverno





Foto: Canva

Segundo com a análse do Boletim de Conjuntura Agropecuária desenvolvido pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o mercado do boi gordo apresenta um cenário de alta, com a cotação atingindo R$ 257,05 a arroba, acumulando um aumento de 7,22% ao longo do mês, segundo dados do Cepea. O tempo seco tem contribuído para a diminuição da oferta de animais terminados, impulsionando os preços.

No Paraná, as principais regiões produtoras de gado de corte enfrentam uma situação semelhante, com pastagens comprometidas pelo período de inverno e sem a recuperação esperada devido à baixa incidência de chuvas nas últimas semanas.

No atacado paranaense, os preços do dianteiro e traseiro bovinos também estão em ascensão. Após encerrarem agosto com médias de R$ 13,93 e R$ 21,10, respectivamente, representando altas de 1,53% e 2,25% em relação ao mês anterior, a última pesquisa realizada pelo Deral, entre 9 e 13 de setembro, registrou novos aumentos, com o dianteiro alcançando R$ 14,03 e o traseiro R$ 21,27.





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Semeadura de milho silagem avança no Rio Grande do Sul


Expectativa de 357.311 hectares plantados





Foto: Canva

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (19), a semeadura da cultura do milho silagem está em pleno andamento no Rio Grande do Sul, favorecida pelo teor de umidade adequado do solo, que tem contribuído para a germinação e o crescimento vegetativo inicial. Para a safra 2024/2025, estão previstos 357.311 hectares de área cultivada, com uma produtividade estimada em 38.440 kg por hectare.

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, a semeadura das lavouras destinadas à silagem já alcançou 90% da área prevista, e as atividades de controle de plantas daninhas estão em andamento.

Já na região de Frederico Westphalen, a semeadura atingiu 80% da área planejada, com os produtores monitorando a ocorrência de cigarrinha-do-milho, uma praga que pode impactar a produtividade.





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Condições meteorológicas afetam pastagens de aveia e azevém


Segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (19), na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as condições climáticas têm sido desfavoráveis ao desenvolvimento das pastagens de aveia e azevém, principalmente devido à baixa disponibilidade de radiação solar. Na Campanha, o excesso de umidade em solos argilosos limita a taxa de crescimento das plantas. Mesmo o azevém, que é mais tolerante a solos úmidos, está apresentando desenvolvimento abaixo do esperado neste período de transição entre o inverno e a primavera.

Por outro lado, na Fronteira Oeste, em Manoel Viana, as temperaturas em elevação e a ocorrência de chuvas moderadas têm beneficiado as pastagens, permitindo a aplicação eficaz de fertilizantes nitrogenados. Na região de Caxias do Sul, a umidade do solo e temperaturas amenas estão favorecendo o desenvolvimento das forrageiras, embora a intensidade da fumaça tenha prejudicado a luminosidade.

Em Erechim, o aumento das temperaturas e da luminosidade contribuiu para o rebrote das pastagens e a melhora na oferta de massa verde. Em Frederico Westphalen, as pastagens de inverno estão no final do ciclo, enquanto as pastagens perenes de verão brotaram significativamente. Na região de Ijuí, a produção de forrageiras está em declínio devido ao término do ciclo e à diminuição da umidade.

Na de Pelotas, o desenvolvimento das pastagens nativas está lento, com algumas áreas apresentando melhor crescimento do azevém. Na região de Passo Fundo, a taxa de crescimento das pastagens é considerada boa, com adubações em cobertura sendo realizadas, embora a baixa umidade tenha limitado a aplicação de nitrogênio em algumas áreas.

Em Porto Alegre, o campo nativo recupera sua capacidade de carga, mas a pressão de pastejo nas pastagens anuais continua alta. Por fim, na região de Santa Rosa, o campo nativo não apresentou crescimento expressivo devido à baixa luminosidade, e as pastagens anuais de inverno estão se aproximando do fim do ciclo, com a floração de aveia e azevém. A necessidade de chuvas consistentes é evidente para a aplicação de fertilizantes nitrogenados nas pastagens perenes.





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Lentidão no mercado da soja


No mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, os negócios seguem travados e com preços em queda, segundo informações que foram divulgadas pela TF Agroeconômica. “No porto, foram vistos preços a R$ 138,00 para entrega em outubro, e pagamento em 15/10. No interior os preços seguiram o balizamento de cada praça. R$ 130,00 Cruz Alta – Pagamento em 15/10. R$ 130,50 Passo Fundo – Pagamento em 15/10. R$ 130,00 Ijuí –Pagamento em 15/10”, comenta.

Enquanto isso, o começo de semana segue lento no estado de Santa Catarina. “Assim como nas demais regiões do Brasil, os preços no estado apresentaram queda, em linha com a seguida desvalorização do dólar. A parte central do estado ainda aguarda condições melhores para iniciar o planto. Segundo a Cooperativa Copérdia, a região de Mafra deve plantar 10 mil hectares ante 7 mil do ano anterior. O preço no porto foi de R$ 126,00, Chapecó a R$ 117,00”, completa.

O estado do Paraná manteve a média dos preços, mas não realizou negócios. “O estado teve uma das menores reduções de preço ao longo do dia, mas os negócios ainda são pontuais. No oeste do Paraná, compradores ofereciam entre R$ 132 e R$ 134 por saca, para retirada em setembro e pagamento no fim de outubro, valores inalterados desde sexta, mas abaixo dos R$ 140 do fim da semana passada. Vendedores aguardavam preços mais altos. No Porto de Paranaguá (PR), havia acordos por R$ 140 a R$ 142/saca CIF, para entrega em setembro e pagamento em outubro”, indica.

No Mato Grosso do Sul, com o fim do vazio sanitário, o agricultor ainda espera as chuvas para o plantio e apenas regiões com irrigação estão começando os trabalhos. Os preços foram os seguintes: Dourados R$ 129,00. Campo Grande: R$ 129,00. Maracaju: R$ 128,00. Chapadão do Sul: R$ 127,00. Sidrolândia: R$ 127,00”, informa. No estado vizinho de Mato Grosso, os preços praticados são os seguintes: em Campo Verde, R$ 126,80; em Lucas do Rio Verde, R$ 122,90; em Nova Mutum, R$ 123,40; em Primavera do Leste, R$ 127,20; em Rondonópolis, R$ 129,00; e em Sorriso, R$ 122,50.
 





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