quarta-feira, abril 15, 2026

Política & Agro

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Clima irregular impacta safra de soja e milho



Calor extremo preocupa produtores




Foto: Divulgação

No boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta quarta-feira (19) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), aponta que o clima irregular tem influenciado a produção agrícola no Brasil. Enquanto a seca no Rio Grande do Sul acelerou o desenvolvimento da soja, comprometendo o potencial de rendimento, as chuvas persistentes em Mato Grosso têm atrasado a colheita da oleaginosa e o plantio do milho de segunda safra.

De acordo com o relatório, as chuvas foram escassas e mal distribuídas no Sul e Centro-Oeste, com volumes superiores a 25 mm apenas em algumas localidades. No Rio Grande do Sul, onde a estiagem já preocupa os produtores, a soja em fase de enchimento está 13 pontos à frente do ritmo do ano passado. No entanto, a aceleração do ciclo ocorre às custas da produtividade, reduzindo o potencial de colheita.

Já em Mato Grosso, a situação é oposta: as chuvas constantes variaram entre 10 e 50 mm, beneficiando o milho e o algodão recém-plantados, mas atrasando a colheita da soja em 14 pontos percentuais em relação a 2023. Com isso, o plantio do milho safrinha também sofreu um atraso equivalente.

Além das oscilações no volume de chuva, o calor intenso também afetou a produção agrícola. Temperaturas próximas dos 40°C atingiram áreas da fronteira sudoeste do país, elevando o estresse hídrico das lavouras. Apesar disso, uma onda de ar mais frio no final da semana ajudou a aliviar os impactos climáticos.





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Mercado do boi gordo registra quedas



Boi gordo segue em queda em importantes praças pecuárias do Brasil




Foto: Canva

O mercado do boi gordo segue em queda em importantes praças pecuárias do Brasil. De acordo com o informativo “Tem Boi na Linha”, a oferta elevada de bovinos pressionou as cotações em estados como São Paulo, Goiás e Rondônia, resultando na desvalorização dos preços pagos aos produtores.

Em São Paulo, o aumento na oferta de boiadas levou à desvalorização de R$ 1,00/@ para o boi gordo e de R$ 3,00/@ para a novilha, enquanto a cotação da vaca permaneceu estável. As escalas de abate no estado estão, em média, para oito dias, indicando que os frigoríficos seguem com programação confortável.

A mesma tendência foi observada em Goiás, especialmente na região Sul do estado, onde a maior oferta de gado forçou queda de R$ 5,00/@ em todas as categorias. Já na região de Goiânia, os preços do boi e da novilha recuaram R$ 5,00/@, enquanto a vaca registrou baixa de R$ 2,00/@. As escalas de abate variam entre sete e 12 dias, reforçando a tranquilidade dos frigoríficos na região.

Em Rondônia, os relatos indicam uma grande oferta de animais para abate, o que resultou na queda de R$ 2,00/@ para o boi gordo e de R$ 3,00/@ para a vaca, enquanto a novilha manteve sua cotação. As escalas de abate no estado estão, em média, para sete dias.





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Chuvas beneficiam lavouras de arroz, mas preços preocupam



Queda nos preços preocupa orizicultores




Foto: Divulgação

As recentes chuvas volumosas no Rio Grande do Sul, especialmente nas regiões Centro e Oeste, contribuíram para a recarga hídrica de reservatórios e cursos d’água, favorecendo a irrigação das lavouras de arroz. Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (20), a prática do “banho” – sistema de irrigação intermitente adotado em períodos de restrição hídrica – foi intensificada no início de fevereiro.

A colheita do arroz, iniciada no Extremo Oeste gaúcho, avançou para outras regiões, com produtividade elevada nas áreas que mantiveram um manejo adequado da irrigação. Onde a lâmina de inundação foi preservada entre 5 e 10 cm, os rendimentos se mantiveram altos. No entanto, em lavouras afetadas por déficit hídrico, houve redução de produtividade, pois a falta de água comprometeu processos fisiológicos essenciais para o desenvolvimento do arroz.

Apesar das boas condições em parte das lavouras, os produtores manifestam preocupação com a recente queda nos preços do arroz. O temor é de que, com o avanço da colheita, os valores fiquem abaixo do custo de produção, resultando em dificuldades financeiras para o setor.

Segundo dados do Instituto Rio Grandense de Arroz (IRGA), a área efetivamente plantada no estado foi revisada para 970.194 hectares, enquanto a Emater/RS-Ascar estima uma produtividade média inicial de 8.478 kg/ha. O mercado segue atento às variações de preço e ao impacto do aumento da oferta sobre a rentabilidade dos produtores.





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Exportações do agro mineiro crescem 18%, mas soja despenca


As exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançaram US$ 1,3 bilhão em janeiro de 2025, um crescimento de 18,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados são da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG) e mostram que o setor representou 44% das exportações totais do estado.

No entanto, o volume exportado caiu 29,5%, atingindo 684 mil toneladas. Os produtos mineiros foram enviados para 142 países, com destaque para Estados Unidos (13%), China (10,2%), Alemanha (10%), Bélgica (8,1%) e Itália (5,4%).

O café manteve sua posição dominante, representando 72% da receita do agro mineiro. Em janeiro, a commodity gerou US$ 971,8 milhões, um aumento expressivo de 70% no faturamento. O volume embarcado foi de 2,9 milhões de sacas, um crescimento modesto de 4%.

O setor de carnes faturou US$ 113,2 milhões, um aumento de 4,5%. A carne bovina segue como o principal item do segmento, com US$ 73 milhões em receita e 15 mil toneladas exportadas. No entanto, as vendas recuaram, influenciadas pela queda na demanda da China e Hong Kong, principais mercados consumidores, e pelo aumento da procura no mercado interno.

Já a carne de frango teve alta nas exportações, totalizando US$ 32 milhões e 16 mil toneladas, impulsionada pelo aumento da demanda externa. A carne suína também manteve desempenho positivo, com US$ 7 milhões e 3 mil toneladas embarcadas.

Enquanto as carnes registraram avanços, o complexo da soja teve forte retração. A receita foi de US$ 16 milhões, uma queda de 80,2%, e o volume exportado caiu 76,1%, atingindo 33 mil toneladas. Essa baixa foi influenciada por fatores climáticos e pela redução de 242% nas compras da China, único comprador no período. Por outro lado, os produtos florestais tiveram um crescimento de 12,1%, alcançando US$ 97 milhões em receita.





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Seca na Índia reduz safra e eleva preço do açúcar no mercado


De acordo com dados divulgados pela Udop, a seca severa que atinge a Índia, segundo maior produtor mundial de cana-de-açúcar, continua pressionando as cotações do açúcar nas bolsas internacionais. A estiagem pode comprometer a reta final da colheita, reduzindo a oferta global da commodity.

Na ICE de Nova York, o contrato março/25 fechou ontem em 20,69 centavos de dólar por libra-peso, uma valorização de 17 pontos em relação ao dia anterior. O contrato maio/25 subiu 23 pontos, sendo negociado a 19,39 cts/lb, enquanto os demais lotes valorizaram entre 8 e 21 pontos.

Já na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também registrou alta em todos os contratos. O maio/25 fechou em US$ 547,60 por tonelada, um avanço de 1,1% no comparativo diário. O contrato agosto/25 subiu para US$ 528,70 por tonelada, com elevação de 5,50 dólares.

No Brasil, o Indicador Cepea/Esalq, da USP, registrou queda pelo sétimo dia consecutivo. A saca de 50 kg foi negociada ontem a R$ 139,24, contra R$ 142,09 na terça-feira, uma redução de 2,01%.

O etanol hidratado também teve recuo. Segundo o Indicador Diário Paulínia, o biocombustível foi comercializado a R$ 2.942,00 por m³, uma leve queda de 0,34% em relação ao dia anterior. Enquanto a escassez na Índia impulsiona os preços internacionais, o mercado interno segue pressionado por oferta e demanda, mantendo a tendência de desvalorização no curto prazo, conforme informado pelo Udop.





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Plantio do algodão avança no Maranhão, mas ritmo é lento



Chuvas atrasam algodão safrinha no Maranhão




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O 5º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que a maior parte das áreas de algodão no Maranhão já foram semeadas. O plantio da primeira safra foi finalizado, com as lavouras concentradas no sul do estado.

Já o cultivo do “algodão safrinha”, iniciado na primeira quinzena de janeiro, segue em andamento, mas em ritmo mais lento devido ao atraso na colheita da soja. O problema é atribuído aos elevados volumes de chuva registrados na segunda quinzena de janeiro, que impactaram o calendário agrícola.

A área total semeada deve se manter similar à da safra 2023/24, segundo a Conab. Até o momento, as lavouras implantadas apresentam bom vigor vegetativo e características fitossanitárias adequadas.





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Preço do tomate leva produtores a abandonarem lavouras



Tomate cereja mantém preço




Foto: Divulgação

A produção de tomate na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul enfrenta desafios devido à baixa cotação do produto. Segundo boletim conjuntural divulgado nesta quinta-feira (20), muitos agricultores abandonaram as lavouras ou deixaram de realizar o transplante das mudas, optando por vendê-las abaixo do valor de aquisição.

Atualmente, os cultivos plantados no início da safra estão no terço final do ciclo, enquanto as lavouras intermediárias seguem em plena colheita e as de plantio tardio permanecem em fase de desenvolvimento vegetativo e frutificação.

Apesar de um leve aumento nos preços na última semana, a cotação segue abaixo dos custos de produção. No CEASA Serra, o tomate do grupo longa vida teve preço médio de R$ 2,67/kg. Já os produtores que comercializam para intermediários recebem entre R$ 1,40 e R$ 1,80/kg, dependendo do calibre, o que não cobre os custos da lavoura.

Na região de Lajeado, em Feliz, a safra de tomate cereja segue sem grandes problemas fitossanitários. O preço do quilo varia entre R$ 6,00 e R$ 8,00.





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agricultores entregam 38 toneladas de alimentos



Iniciativa beneficiará cerca de 9 mil pessoas




Foto: Pixabay

Agricultores e agricultoras familiares de Santa Catarina iniciaram, nesta quinta-feira (20), a entrega de 38,09 toneladas de alimentos para pessoas em situação de insegurança alimentar no estado. Os produtos foram adquiridos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e serão destinados a instituições socioassistenciais em Lages (SC).

A operação envolve 28 agricultores familiares dos municípios de São Joaquim e Bom Jardim da Serra, responsáveis pelo fornecimento e distribuição de maçã, mel e pinhão. O projeto foi realizado na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), com financiamento de R$ 354,5 mil do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

A iniciativa beneficiará cerca de 9 mil pessoas em situação de vulnerabilidade. O PAA tem como objetivo incentivar a agricultura familiar, promover inclusão econômica e social, fomentar a produção sustentável e gerar renda para pequenos produtores.





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Altas temperaturas afetam produção de mel



Comercialização do mel de abelhas sem ferrão segue valorizada




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Segundo o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (20), os meliponicultores da região administrativa da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre estão em alerta devido às altas temperaturas, que podem provocar derretimento da cera e favorecer a entrada de forídeos nas colmeias, comprometendo a qualidade do mel e do pólen. Para minimizar os impactos, os produtores têm intensificado a revisão das caixas e a captura de novos enxames por meio de ninhos provisórios e iscas.

No mercado, a comercialização do mel de abelhas sem ferrão segue valorizada. O preço médio por 350 ml do produto chega a R$ 75,00, podendo ultrapassar R$ 500,00 por litro, dependendo da espécie e da oferta na região.

Além do mel, a própolis vem ganhando destaque comercial, com meliponicultores investindo na produção de extrato de própolis de ASF. O produto possui grande potencial de crescimento, impulsionado pelos compostos bioativos e benefícios à saúde humana.

 





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