sexta-feira, março 20, 2026

Política & Agro

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Custo do milho atinge maior nível em três safras e pressiona rentabilidade do produtor em MT



Alta de insumos eleva ponto de equilíbrio e exige preço mínimo de R$ 39,88/sc




Foto: Divulgação

O produtor mato-grossense de milho terá um desafio adicional na próxima safra. De acordo com informações divulgadas pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), por meio do projeto CPA-MT, o custo de produção do milho para a temporada 2025/26 fechou o mês de julho em R$ 3.279,54 por hectare, representando um avanço de 1,37% em relação ao mês anterior.

Esse acréscimo, embora aparentemente discreto, foi impulsionado por reajustes nos preços de insumos estratégicos: sementes (+1,09%) e corretivos e fertilizantes (+2,41%). Como reflexo direto, o Custo Operacional Efetivo (COE) também subiu, alcançando R$ 4.767,00 por hectare — elevação de 1,01% frente ao relatório de junho.

Com o avanço das despesas, o ponto de equilíbrio para o produtor modal também foi ajustado. Considerando uma produtividade média de 119,54 sacas por hectare (média das últimas três safras), será necessário negociar o milho a, no mínimo, R$ 39,88 por saca para cobrir os custos operacionais.

Segundo o Imea, esse é o maior ponto de equilíbrio registrado nas últimas três safras — um alerta claro de que o ambiente de produção está mais sensível e demandando atenção redobrada à gestão de custos e estratégias comerciais.

“A pressão sobre os preços e a necessidade de maior produtividade reforçam a importância de o produtor acompanhar de perto as movimentações de mercado e buscar eficiência operacional”, destaca o instituto.

 





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Importações de fertilizantes recuam 18,5% no Mato Grosso



Comportamento do mercado reflete a expectativa frustrada de recuo nos custos




Foto: Divulgação

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (18), Mato Grosso importou cerca de 617,15 mil toneladas de fertilizantes em julho de 2025, volume 8,86% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. O resultado foi impulsionado pelo aumento das compras de nitrogenados, com alta de 361,89%, e de fosfatados, com avanço de 75%.

No acumulado de janeiro a julho de 2025, o estado importou 2,97 milhões de toneladas de fertilizantes, uma queda de 18,51% em relação ao mesmo período de 2024. “Esse é o menor volume adquirido nos últimos seis anos”, informou o Imea.

Veja também: Fertilizantes mais caros elevam cautela de produtores

De acordo com o Instituto, a retração está diretamente ligada ao encarecimento dos fertilizantes. Muitos produtores aguardam uma redução nos preços, mas em alguns produtos essa queda não se concretizou. “O comportamento do mercado reflete a expectativa frustrada de recuo nos custos”, avaliou o Imea.

O ritmo de comercialização dos insumos para a safra 2025/26 também foi afetado. Até julho, o índice estava cerca de 12,58 pontos porcentuais abaixo do observado na safra anterior, configurando, segundo o Imea, a temporada mais atrasada da série histórica do Instituto.

O cenário, conforme o Imea, pode indicar não apenas um menor investimento por parte dos produtores na próxima safra, mas também possíveis entraves logísticos. “Muitos postergaram suas compras e ainda não garantiram todos os insumos necessários”, informou..

 





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Mamona ajuda a regenerar solos no Cerrado


A mamona vem ganhando espaço como alternativa para regeneração do solo em sistemas de rotação de culturas no Cerrado, com destaque para a Bahia e o Mato Grosso. O cultivo contribui para reduzir a compactação e aumentar a retenção de água, trazendo benefícios diretos à sustentabilidade da produção agrícola.

Segundo Igor Borges, head de sustentabilidade da ORÍGEO — joint venture entre Bunge e UPL — a mamona possui sistema radicular profundo, que auxilia na descompactação do solo, no controle natural de nematoides e até na recuperação de pastagens degradadas. Além disso, a oleaginosa demanda menos água para completar seu ciclo e ajuda a estruturar melhor o solo em áreas de baixa fertilidade.

De acordo com dados da Conab, a área plantada no Brasil chegou a 64,2 mil hectares na safra 2024/25, aumento de 9,4% em relação ao ciclo anterior. A produtividade também subiu, alcançando 1.693 kg/ha. A Bahia lidera a produção, com 36,3 mil toneladas, seguida por Mato Grosso, com 1.814 toneladas. O mercado reforça o avanço: em janeiro, a saca de mamona valorizou 36%, passando de R$ 199,70 para R$ 272,50.

“A mamona demanda menos água para fechamento do seu ciclo em relação a outras culturas utilizadas no cerrado e ainda contribui para uma estruturação mais eficiente do solo e maior retenção hídrica, principalmente em áreas de baixa fertilidade”, explica o head de sustentabilidade da ORÍGEO.

A ORÍGEO tem incentivado produtores a incluírem a mamona em programas de agricultura regenerativa, especialmente na entressafra. A estratégia, segundo Borges, amplia a diversidade produtiva, melhora a saúde do solo, quebra o ciclo de pragas e aumenta a resiliência diante das mudanças climáticas.

 





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Em nota, Brasil rebate alegações dos EUA sobre comércio


O governo brasileiro apresentou nesta segunda-feira (18) comentários escritos ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), no âmbito da investigação aberta contra políticas brasileiras, amparada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA de 1974. A elaboração do documento foi coordenada pelo Itamaraty, com participação de diferentes ministérios e consultas ao setor privado.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a manifestação do Brasil mostra que as alegações norte-americanas são improcedentes. O texto afirma que as políticas nacionais em análise são transparentes, não discriminatórias e compatíveis tanto com as melhores práticas internacionais quanto com as obrigações do País perante a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Na manifestação, o governo brasileiro também reiterou que não reconhece a legitimidade de instrumentos unilaterais como a Seção 301. Para o Itamaraty, esses mecanismos “são inconsistentes com as regras e o sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC)”. O ministério ressaltou ainda que a participação do Brasil no processo ocorre em “espírito de diálogo e de esclarecimento de fatos” e não constitui reconhecimento da validade do procedimento.

Segundo a chancelaria, a premissa de prejuízo ao comércio dos Estados Unidos “é inverídica, sendo contraditada pelos fatos e pelas estatísticas disponíveis”. O Itamaraty destacou que há, na realidade, “expressivo e crescente superávit comercial em favor dos EUA na relação com o Brasil”.

A investigação, de caráter unilateral, foi anunciada em 15 de julho de 2025 e abrange temas como comércio digital — incluindo o Pix —, tarifas preferenciais, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, aplicação de leis anticorrupção e desmatamento.

Em nota, o governo brasileiro reafirmou disposição em tratar de questões econômicas e comerciais “de forma construtiva e por meio do diálogo nos foros apropriados”.

Durante audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados, realizada em 13 de agosto, a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, reforçou o interesse do governo federal em buscar negociação com os Estados Unidos. “O Brasil não é um problema comercial para os Estados Unidos. Estamos muito empenhados em comunicar ao lado americano que de fato a relação comercial Brasil é um ganha-ganha, que interessa aos dois países. Há muita complementaridade econômica. Isso gera emprego e investimentos para os dois lados, de maneira que é importante valorizar essa relação comercial”, afirmou.

Dados oficiais reforçam essa posição. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os Estados Unidos mantêm superávit expressivo na relação bilateral. Em 2024, considerando bens e serviços, o saldo favorável aos norte-americanos foi de quase US$ 30 bilhões. As exportações brasileiras de bens para os EUA somaram US$ 40,3 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 40,6 bilhões.





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Confinamento no Mato Grosso deve subir 3,84% em 2025



Relação de troca favorece confinadores em 2025




Foto: Divulgação

Segundo a análise semanal divulgada nesta segunda-feira (18) pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a expectativa é de que 926,78 mil animais sejam confinados em Mato Grosso ao longo de 2025. O resultado representa alta anual de 3,84% entre os 116 participantes da pesquisa.

De acordo com o Imea, o crescimento é reflexo da melhora na margem da atividade, impulsionada pela recuperação nos preços do boi gordo. No primeiro semestre de 2025, as cotações subiram 47,06% em relação ao mesmo período do ano passado, passando de R$ 209,74/@ para R$ 308,44/@ na média.

O levantamento mostra que o custo da diária confinada avançou 11,93%, encerrando em R$ 13,25 por cabeça ao dia. Apesar da elevação no custo alimentar, o instituto destacou que a maior recuperação no preço do boi gordo frente ao milho favoreceu a relação de troca, que alcançou 5,52 sacas por arroba neste ano.

O Imea informou ainda que o cenário abriu “uma boa janela de compra de insumos, aproveitada pelos confinadores, que já negociaram cerca de 80,00% do volume necessário”.

Por fim, o instituto avaliou que o volume confinado pode crescer além do previsto, em razão da “perspectiva de alta nos preços do boi gordo para o segundo semestre”.





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entenda por que a Moratória da Soja foi suspensa pelo Cade



Acordo impedia a compra da commodity proveniente de áreas desmatadas na Amazônia




Foto: Seane Lennon

A recente suspensão da Moratória da soja pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) reacendeu discussões sobre a legalidade e os impactos do pacto ambiental firmado em 2006 por grandes tradings globais. O acordo impedia a compra da commodity proveniente de áreas desmatadas na Amazônia após julho de 2008, mesmo quando essas áreas estivessem legalmente aptas para produção.

Para a advogada Lívia Bíscaro Carvalho, do escritório Diamantino Advogados Associados, o acordo, embora bem-intencionado, ultrapassou os limites legais ao criar restrições comerciais fora do que está previsto na legislação brasileira. “A Moratória da Soja não tem base jurídica. Ela acaba se sobrepondo ao ordenamento ambiental, que já é um dos mais rigorosos do mundo”, afirma a especialista.

A decisão do Cade, segundo Carvalho, foi baseada no entendimento de que um pacto estabelecido fora dos canais legais e sem respaldo regulatório pode comprometer a livre concorrência. “A medida preventiva adotada pelo órgão restabelece, ao menos temporariamente, o equilíbrio de mercado e a competitividade para os produtores”, completa.

Segundo dados divulgados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), os produtores brasileiros já destinam cerca de 33% do território nacional à preservação ambiental em propriedades privadas, além de cumprirem exigências do Código Florestal. A entidade tem reforçado que medidas unilaterais como a Moratória criam insegurança jurídica, penalizam quem cumpre a lei e enfraquecem a imagem da sustentabilidade do agro brasileiro.

A investigação do Cade sobre os impactos concorrenciais do acordo segue em curso e deve aprofundar o debate sobre a influência de pactos privados no funcionamento do mercado. Enquanto isso, a suspensão da moratória pode marcar um divisor de águas na relação entre compliance ambiental e liberdade econômica no setor agrícola.





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Produtoras rurais premiadas mostram como práticas ESG impulsionam produtividade


Com Serasa Experian como novo apoiador institucional, o Prêmio Mulheres do Agro reforça seu compromisso em reconhecer as boas práticas sustentáveis que transformam o agronegócio

O agronegócio brasileiro tem se consolidado como referência global em práticas sustentáveis, com 91,8% dos produtores rurais implementando iniciativas alinhadas à sustentabilidade, à responsabilidade social e à governança, segundo pesquisa da Serasa Experian. Além disso, 87% dos entrevistados reconhecem que essas práticas contribuem diretamente para a redução de custos e aumento da produtividade, demonstrando que sustentabilidade e lucratividade podem caminhar juntas.

À medida que o Brasil se prepara para sediar a COP30 em Belém (PA), histórias inspiradoras de produtoras rurais reconhecidas pelo Prêmio Mulheres do Agro (PMA), idealizado pela Bayer e pela Associação Brasileiro do Agronegócio (Abag), reforçam como a adoção de boas práticas pode gerar impactos positivos não apenas para o meio ambiente, mas também para as propriedades. Rossana Aboud, Flávia Saldanha e Paula Dias, vencedoras das edições anteriores da premiação, são exemplos concretos de como inovação e responsabilidade socioambiental podem impulsionar ganhos econômicos e otimizar recursos no campo.

Rossana Aboud, da Fazenda África, em Teresina (PI), combina tecnologia e sustentabilidade na pecuária de corte. A adubação orgânica, feita com compostagem do próprio esterco do gado, cria um ciclo virtuoso entre solo e rebanho. Ao adubar o pasto com material orgânico rico em nutrientes, ocorre uma promoção na microbiota do solo, aumentando sua fertilidade e capacidade de retenção de água. O que reflete diretamente na qualidade da pastagem, que por sua vez, impacta positivamente o desempenho dos animais. 

Essas práticas têm contribuído para a eficiência no uso de recursos, na redução de custos operacionais e no aumento da rentabilidade da produção. “Quando o gado vive em um ambiente com bem-estar, ou seja, em piquetes rotacionados, com sombra, manejo humanizado e sem estresse, os resultados zootécnicos são superiores. O solo é mais vivo e o gado mais saudável”, explica Rossana.  

A segunda colocada na categoria Pequena Propriedade do Prêmio Mulheres do Agro de 2023, também abre as portas de sua fazenda para alunos de escolas locais, oferecendo tours educativos que destacam a produção responsável de alimentos e incentivam jovens a enxergar o agronegócio como parte da solução para os desafios climáticos. “Receber jovens em nossa propriedade nos permite plantar neles a ideia de que o agronegócio é parte da solução para os desafios climáticos”, destaca. 

Já Flávia Saldanha, responsável pela Fazenda Califórnia, em Jacarezinho (PR), é um caso em cafeicultura regenerativa, práticas conservacionistas e gestão ESG. Sua propriedade, certificada pela Rainforest Alliance, é exemplo de como práticas sustentáveis agregam valor e visibilidade no mercado global. “Adotar a cafeicultura regenerativa foi uma decisão estratégica para unir produtividade e responsabilidade ambiental”, explica. 

Desde que assumiu a gestão da propriedade, em 2004, Flávia implementou técnicas como compostagem orgânica, uso de bioinsumos e corredores ecológicos, resultando em um aumento de quase 30% na produtividade do café e ganhos significativos. Recentemente, também passou a acrescentar o uso de mix de plantas de cobertura do solo nas entrelinhas do café, promovendo ainda mais a saúde do solo e o equilíbrio do ecossistema.

“Essas práticas têm transformado nosso solo, além de aumentar a resiliência das lavouras e reduzir os impactos das mudanças climáticas. Mais do que produzir café de alta qualidade, queremos mostrar que o agro brasileiro pode ser líder mundial em soluções sustentáveis, inspirar outros produtores e conectar as novas gerações ao campo por meio da educação ambiental”, diz. 

 

Flávia, que foi primeira colocada na categoria Grande Propriedade do Prêmio Mulheres do Agro de 2023, multiplica as experiências na fazenda com os pequenos. O projeto “O Futuro em Nossas Mãos” surgiu a partir da fase escolar de suas filhas.  “Tive um desejo de contribuir ativamente com a formação das minhas filhas, e percebi que as crianças aprendem temas, como zonas rural e urbana, agricultura, biomas, meio ambiente e preservação dos recursos, mas essas informações chegavam até elas de forma superficial, especialmente quando se tratava da agricultura. A partir disso, senti que havia uma oportunidade para contribuir com a temática”, lembra.

Assim, surgiu a ideia de abrir as portas da fazenda e receber alunos e professores para criar um espaço de aprendizado prático, vivencial e lúdico. Atualmente, o projeto tem parceria com universidades, colégios técnicos agrícolas, escolas estaduais, municipais e particulares tanto de Jacarezinho quanto de municípios vizinhos. Ele se tornou parte ativa da rotina da Fazenda Califórnia. “Recebemos mensalmente de dois a três grupos escolares. Ao longo do ano, são aproximadamente 900 crianças e jovens impactados”, conta. 

Paula Dias, proprietária da Grandpa Joel’s Coffee, em Santa Rita do Sapucaí (MG), transformou sua propriedade em um modelo de inovação. Com o objetivo de fortalecer a agricultura regenerativa em sua propriedade, ela investe continuamente na ampliação de seus conhecimentos por meio de cursos e consultorias especializadas. Pioneira no cultivo de baunilha no Sul de Minas, investe em reflorestamento e preservação ambiental, mantém uma estufa de mudas nativas e frutíferas que alimenta o ecossistema local e ajuda a proteger espécies como o lobo-guará. Além disso, ela doa mudas e sementes para a comunidade e incentiva o reuso criativo de embalagens de café como vasos para plantio. A combinação dessas práticas com técnicas de manejo sustentável resulta em melhorias na qualidade dos produtos, fortalece a percepção dos clientes sobre a dedicação da empresa em manter um local de trabalho saudável, consciente e sustentável, e contribui para o crescimento das exportações.

Para a segunda colocada na categoria Pequena Propriedade do Prêmio Mulheres do Agro 2024, cada semente plantada, seja no solo ou na consciência das pessoas, é uma forma de regenerar a natureza e transformar o futuro. “Nosso trabalho com reflorestamento, agricultura regenerativa e educação ambiental melhora a biodiversidade local e inspira outras pessoas a se conectarem com a terra e a valorizarem os recursos naturais. Sustentabilidade é um ciclo, ou seja, o que devolvemos à natureza retorna em forma de produtividade, qualidade e equilíbrio”, conta.  

 

O Prêmio Mulheres do Agro nasceu para reconhecer e valorizar o protagonismo feminino no campo, destacando histórias inspiradoras de mulheres que aliam inovação, sustentabilidade e impacto social em suas propriedades. 

Segundo Isabela Fagundes, Especialista em Comunicação Corporativa da Bayer, anualmente essas histórias ressaltam o protagonismo da agricultura brasileira e a liderança feminina na adoção de práticas sustentáveis e regenerativas no campo. “Esses exemplos não apenas nos colocam como uma referência, mas também destacam o setor agrícola como parte fundamental das soluções para os desafios de segurança alimentar e ambiental”, diz. 

Ela acrescenta que, em 2025, com a realização da COP30 no Brasil, o país terá a oportunidade de debater metas que impactam o meio ambiente e a sociedade como um todo. “A COP30 será um marco para a Bayer, especialmente por ser realizada no Brasil, nosso segundo maior mercado. É um momento estratégico para a companhia demonstrar que é possível unir alta produtividade e desenvolvimento regional, por meio de projetos sociais, parcerias institucionais, promoção do conhecimento e soluções inovadoras em agricultura regenerativa”, acrescenta. 

Serasa Experian é a nova apoiadora institucional do Prêmio Mulheres do Agro 

A oitava edição do Prêmio Mulheres do Agro chega com uma novidade especial: a Serasa Experian é a mais nova apoiadora oficial da premiação. A parceria reforça a relevância do pilar sustentabilidade no reconhecimento das iniciativas de produtoras rurais em todo o país. Como a primeira e maior Datatech do Brasil, a empresa trará uma ferramenta inovadora para potencializar a avaliação das práticas sustentáveis adotadas pelas candidatas, garantindo ainda mais rigor e transparência ao processo de seleção.

“Contribuir com a premiação nessa parceria reforça nosso compromisso de seguir valorizando projetos que entregam produtividade, transparência e sustentabilidade ao setor. Além disso, fortalecemos a missão de impulsionar o protagonismo feminino no campo e de mostrar que o futuro do agronegócio brasileiro está nas mãos de quem cuida da terra, das pessoas e do planeta, consolidando o setor como uma voz essencial na COP 30”, afirma Jeysa Meneses Gerente de Soluções Agro da Serasa Experian.

“Estamos felizes com a potência que essa parceria trará, reforçando nosso compromisso em valorizar projetos que integram inovação e sustentabilidade. Com o apoio da Serasa Experian, fortalecemos a missão de impulsionar o protagonismo feminino no campo, incentivando e valorizando ações sustentáveis”, afirma Isabela.

As vencedoras do Prêmio Mulheres do Agro 2025 serão anunciadas no dia 22 de outubro, durante o Congresso Nacional das Mulheres do Agro, em São Paulo. 

 





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ferrugem asiática exige controle constante



Ferrugem pode reduzir até 90% da produtividade da soja




Foto: Pixabay

A ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) segue como um dos principais desafios fitossanitários da sojicultura brasileira. De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a doença pode reduzir em até 90% a produtividade em casos severos, sobretudo em áreas com condições climáticas favoráveis à sua ocorrência.

Patrick Santos, consultor de desenvolvimento de produtos da Tropical Melhoramento & Genética (TMG), destacou que a região Sul concentra os maiores focos da ferrugem, principalmente no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Segundo ele, fatores como maior tempo de molhamento foliar, temperaturas entre 15°C e 25°C, alta umidade relativa e chuvas frequentes favorecem o avanço do fungo nessas localidades.

Os fatores ambientais influenciam o comportamento cíclico da ferrugem asiática, que apresenta variações de intensidade entre as safras, apontou a TMG. O consultor reforçou que, em anos de maior pressão, quando a umidade se prolonga e as temperaturas permanecem amenas, o avanço da doença é mais rápido e severo.

“Nesses períodos, o manejo da doença exige cuidados intensificados, e combinar o uso de cultivares resistentes, com um bom programa de fungicidas, aplicações criteriosas, seguido do monitoramento constante, contribuem para o controle do fungo, e reduz consideravelmente as perdas em produtividade”, afirmou Santos.





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Expointer 2025 terá participação de 6.696 animais



Número de cavalos crioulos inscritos para provas cresceu 143%


Foto: Arquivo Expointer

Com o encerramento das inscrições de animais rústicos para a 48ª Expointer, a edição deste ano da feira contará com um total de 6.696 animais. São 1.589 animais rústicos, que participam de julgamentos, vendas, leilões ou provas, e 5.107 animais de argola, que vão a julgamento morfológico nesta modalidade. As inscrições de rústicos tiveram um aumento de 18,2% em relação ao ano passado. 

Se comparar com 2024, houve aumento de 39,44% no número de animais inscritos em 2025. No entanto, em razão do estado de emergência zoossanitária pela doença de Newcastle e gripe aviária no Rio Grande do Sul, é necessário levar em conta que em 2024 não houve a participação de aves e pássaros na Expointer. Então, se comparados os números deste ano sem aves, com os do ano passado (4.802 no total), nota-se um aumento de 20,18%.

Conforme o comissário-geral da Expointer, Pablo Charão, houve um incremento significativo de inscrições de equinos da raça Crioula, de 143%. “Tivemos um crescimento de 70% nas inscrições de coelhos, por causa da feira de filhotes. E também se destaca o avanço nas inscrições de rústicos das raças de bovinos de corte Hereford e Braford, que foi 65% superior a 2024”, complementa. 

A 48ª Expointer ocorre de 30 de agosto a 7 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.





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Bahia deve reduzir área de feijão



Clima reduz área de feijão no estado




Foto: Canva

Segundo o 11º Levantamento de Safra divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a Bahia deve registrar redução da área cultivada de feijão-comum. A entidade informou que a retração está associada a fatores climáticos, como falta de chuva no desenvolvimento da cultura e excesso de precipitações no período da colheita, além da perda de zoneamento, dificuldades no financiamento bancário, recorrência de infestação de mosca-branca, falta de mão de obra, substituição pelo milho e volatilidade de preços na colheita.

De acordo com a Conab, a produtividade diminuiu em relação ao levantamento anterior. A instituição destacou que houve infestação de mosca-branca e que “as vagens das primeiras lavouras implantadas não estão carregadas como esperado”. A análise acrescenta que o excesso de chuvas e as baixas temperaturas no período de floração prejudicaram o desenvolvimento, e que a redução das precipitações pode afetar o enchimento de grãos nas áreas mais recentes, em razão do período prolongado de semeadura em 2025.

A Conab informou ainda que, apesar da boa distribuição de chuvas na região Nordeste, o aporte hídrico foi irregular entre o litoral e o interior. A entidade relatou que períodos de nebulosidade constante e baixas temperaturas podem ter contribuído para a formação de vagens menores.

O levantamento aponta que, no geral, as lavouras seguem em diferentes estágios, entre desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos.

 





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