sábado, março 14, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Consultoria vê soja firme antes de atualizações oficiais



O farelo sustentou ganhos acima de dois por cento no dia


O farelo sustentou ganhos acima de dois por cento no dia
O farelo sustentou ganhos acima de dois por cento no dia – Foto: Leonardo Gottems

A movimentação da soja em Chicago ganhou força ao longo desta quinta-feira em meio à expectativa pelos próximos dados oficiais do setor. Segundo a TF Agroeconômica, o mercado reagiu à retomada das atividades do governo dos Estados Unidos e ao retorno das publicações que estavam suspensas durante a paralisação federal. As cotações avançaram nos contratos de novembro e janeiro, acompanhadas pela firmeza do farelo e por ajustes no óleo, que voltou a oscilar após as altas recentes observadas na bolsa.

O impulso para o grão veio da possibilidade de que o USDA reduza sua estimativa de safra americana para 116,10 milhões de toneladas. A reabertura do governo também permitiu a volta do relatório WASDE nesta sexta e das vendas relâmpago, que podem indicar o ritmo das exportações no curto prazo. As atualizações completas, no entanto, só estarão totalmente alinhadas em 2 de janeiro, quando o fluxo de informações deverá retornar ao padrão usual.

O farelo sustentou ganhos acima de dois por cento no dia e segue acumulando valorização no mês, enquanto o óleo apresentou leve baixa, mas ainda mantém movimento positivo no período recente. Esse desempenho dos subprodutos ofereceu suporte adicional ao grão, reforçando o sentimento de recuperação após semanas marcadas por incertezas administrativas nos Estados Unidos.

Uma decisão incomum marcou o retorno das publicações oficiais. O USDA informou que os relatórios semanais de exportação, represados por mais de um mês, não serão divulgados de uma única vez. O calendário prevê apenas os dados das vendas semanais na próxima sexta-feira. Ainda não há explicação clara para a ausência do volume total acumulado, e o setor levanta dúvidas sobre a possibilidade de haver poucos negócios com a China nesse intervalo. Hoje foram publicados apenas os números de 19 a 25 de setembro, com 871 mil toneladas de soja negociadas.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja tem incerteza mais ao Sul


No mercado da soja do Rio Grande do Sul, a incerteza quanto ao potencial produtivo estimula a retenção de oferta, reduzindo a liquidez no mercado interno, segundo informações da TF Agroeconômica. “Para pagamento em novembro, com entrega em outubro, os preços no porto foram reportados a R$ 140,500/sc (+0,36%)semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 131,00/sc (-0,76%) semanal em Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, todos com liquidação prevista para 30/10”, comenta.

Santa Catarina enfrenta o mesmo desafio climático do restante da região Sul. “O ritmo de plantio permanece abaixo do esperado, segundo dados de início de novembro, refletindo o impacto direto das condições climáticas adversas. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 140,09 (+0,83%)”, completa a consultoria.

A manutenção da regularidade das chuvas e o controle dos custos logísticos serão determinantes para que o Paraná preserve sua vantagem competitiva e consolide os ganhos esperados da safra atual. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 139,51 (-0,35%). Em Cascavel, o preço foi R$ 128,99 (+0,23%). Em Maringá, o preço foi de R$ 130,88 (+0,29%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 132,72 (+0,16%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 140,09 (+0,83%). No balcão, preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

Comercialização lenta e gargalos logísticos em alerta no Mato Grosso do Sul. “A situação logística preocupa, com o déficit de armazenagem em Mato Grosso do Sul ultrapassando 11 milhões de toneladas, o que, combinado ao baixo ritmo de escoamento e à concentração de entregas, tende a provocar gargalos severos. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 125,76 (+0,62%), Campo Grande em R$ 125,76 (+0,62%), Maracaju em R$ 125,76 (+0,62%), Chapadão do Sul a R$ 121,59, Sidrolândia a em R$ 125,76 (+0,62%)”, informa.

No Mato Grosso, a instabilidade climática gera dúvida no mercado físico que segue trazendo preços inconsistentes e divididos. “Campo Verde: R$ 123,07 (+0,20%). Lucas do Rio Verde: R$ 118,76 (-0,52%), Nova Mutum: R$ 118,76 (-0,52%). Primavera do Leste: R$ 122,83. Rondonópolis: R$ 123,07 (+0,20%). Sorriso: R$ 118,76 (-0,52%)”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Exportação lenta impacta a compra de laranja pela indústria



Exportação de suco de laranja lenta mantém indústria cautelosa nas compras


Foto: Divulgação

As perspectivas iniciais de exportadores para a temporada de embarques 2025/26 de suco de laranja eram positivas, especialmente diante da isenção da sobretaxa dos Estados Unidos sobre as importações da commodity do Brasil e da reação na produção de laranja no estado de São Paulo. Pesquisadores do Cepea indicam que, no entanto, a limitada demanda por parte da Europa tem mantido as vendas externas de suco aquém do esperado neste começo de safra (de julho/25 a outubro/25). 

Diante desse cenário, agentes de indústrias processadoras do estado de São Paulo consultados pelo Cepea vêm adotando uma postura de extrema cautela em termos de compra de novas frutas. A estratégia tem sido a de cessar, por ora, o fechamento de novos contratos, mantendo somente contratos firmados anteriormente, e com novas aquisições exclusivamente no mercado spot, onde compradores propõem valores mais baixos. 

Do lado do citricultor, o cenário é de apreensão. De acordo com pesquisadores do Cepea, os menores preços ofertados podem comprometer a viabilidade financeira de muitos pomares, sobretudo se esse patamar continuar até o final da temporada. 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Caminho Verde Brasil e Solo Vivo guiam debate sobre recuperação de áreas degradadas na COP30


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou do painel ‘Recuperação e Conversão de Áreas Degradadas com Práticas Resilientes ao Clima’, organizado pelo Diálogo Agropolítico Brasil-Alemanha (APD) na AgriZone, nesta quinta-feira (13). O encontro contou com a presença do secretário de Desenvolvimento Rural do Mapa, Marcelo Fiadeiro, e reuniu especialistas para discutir estratégias para ampliar a restauração produtiva e fortalecer sistemas agrícolas resilientes ao clima.

Durante o painel, Fiadeiro destacou que delegações estrangeiras têm mostrado surpresa positiva com os avanços alcançados pelo Brasil na recuperação de áreas degradadas. Ele lembrou que o Plano ABC (2010–2020) cumpriu todas as metas e consolidou o país como referência em técnicas sustentáveis de produção. A fase atual, o ABC+ (2021–2030), expande esse trabalho com novas tecnologias de baixa emissão e maior integração entre pesquisa científica e políticas públicas.

Segundo o secretário, os programas desenvolvidos pelo Mapa têm sido decisivos para demonstrar, na prática, como o Brasil produz em todos os biomas com eficiência e sustentabilidade. “Somos uma vitrine para o mundo. Muitos países não imaginam a dimensão da estrutura científica que temos e os resultados que entregamos”, pontuou.

CAMINHO VERDE BRASIL E SOLO VIVO FORTALECEM A RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS E A INOVAÇÃO NO CAMPO 

Fiadeiro destacou o Caminho Verde Brasil como o programa mais abrangente do Mapa para recuperação de áreas degradadas com compromisso ambiental. A iniciativa prevê recuperar até 40 milhões de hectares nos próximos 10 anos, com regras como desmatamento zero nas propriedades participantes, adoção de práticas sustentáveis e apresentação de balanço anual de carbono a partir do terceiro ano. “Estamos mostrando ao mundo que é possível ampliar a produção com base em ciência, eficiência e responsabilidade ambiental”, disse.

Outro destaque da fala do secretário foi o Programa Solo Vivo, iniciativa do Mapa, que tem como objetivo recuperar os solos, aumentar a produtividade e promover geração de renda, emprego e qualidade de vida nas comunidades rurais.

O secretário ressaltou ainda a importância das parcerias com instituições alemãs, como o KfW, e com organismos como o IICA, que contribuem para ampliar investimentos, assistência técnica e soluções para adaptação climática. Ele reforçou que a troca de experiências, e não apenas a transferência unilateral de tecnologia, tem guiado os diálogos durante a COP. “Produzimos para alimentar um bilhão de pessoas e mostramos que isso é possível com sustentabilidade. A troca de conhecimento tem sido fundamental”, disse Fiadeiro.

Ao encerrar sua participação, Fiadeiro reafirmou o compromisso do Mapa em fortalecer políticas públicas, ampliar capacitações e garantir que tecnologias sustentáveis cheguem aos produtores em todos os biomas brasileiros.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Novo Acordo do Rio Doce é exemplo na COP30


Evento destaca modelo brasileiro de governança multissetorial e integração entre entes públicos e da sociedade civil para a reparação de desastres

O Novo Acordo do Rio Doce foi tema central de painel realizado nesta quinta-feira, 13/11, na COP30, em Belém (PA). Conduzido pela Secretaria de Articulação e Monitoramento da Casa Civil da Presidência da República, o evento debateu a conexão entre o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana-MG, e temas como transição energética justa, justiça climática, segurança hídrica e gestão de riscos de desastres.

Realizado no Pavilhão Brasil da Zona Azul, o painel “Rio Doce: justiça, governança e financiamento de políticas públicas sustentáveis para a recuperação de desastres” reuniu representantes de diversos entes envolvidos no Acordo, que foi homologado em novembro de 2024 e constituído como um instrumento jurídico robusto, firmado como uma repactuação do termo de 2016, objetivando superar falhas do modelo anterior e ampliar ações de reparação.

A secretária adjunta da SAM/CC/PR, Petula Ponciano, moderou o diálogo e destacou: “Conseguimos aqui trazer grandes pontos, como a governança multissetorial fortalecida, a justiça socioambiental com participação social efetiva e uma modelagem para o financiamento climático estruturante. É uma trajetória para que a gente não comece do zero em outras situações, como a recente, no Paraná”.

O desembargador Edilson Vitorelli, do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), pontuou que, juntamente ao acordo de reparação de Brumadinho-MG, o instrumento está entre os cinco maiores acordos judiciais da história mundial em questão de valores: “É uma grande vitória do sistema processual brasileiro, fomos capazes de entregar acordos que outros países não foram capazes de entregar, mesmo tendo desastres tão graves quanto os casos brasileiros”. Ele lembrou que o modelo brasileiro prevê reparação em três esferas: danos individuais, ambientais e socioeconômicos, incluindo ações específicas voltadas a povos indígenas, quilombolas e tradicionais.

A secretária Nacional de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas da Secretaria-Geral da Presidência da República (SG/PR), Kelli Mafort, apresentou o trabalho desenvolvido pelo órgão, que realiza a interlocução com os movimentos sociais de representação de atingidos pelo rompimento de barragens. “É um trabalho de apoio direto aos atingidos e atingidas e de articulação para que se consiga estabelecer parâmetros para que crimes como este não voltem a ocorrer”.

Ela comentou sobre o empenho do Governo do Brasil em fazer ecoar a voz dos atingidos por meio dos mecanismos de participação social previstos no Acordo, com o estabelecimento do Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce e Litoral Capixaba e a criação de um fundo específico para o desenvolvimento de projetos comunitários, no valor de R$ 5 bilhões.

Marcus Tadeu Barbosa, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), falou sobre o conceito de reparação integral, que geralmente não é levada em consideração nos processos reparatórios conduzidos pelas empresas responsáveis pelos desastres. “Ela tem que ser discutida no âmbito cultural, no âmbito econômico, no âmbito dos modos de vida das comunidades atingidas, que é totalmente alterado, tem que ser discutida nas relações de trabalho, nas relações de gênero […] Nesse sentido da formalização dos acordos e do processo da reparação, a participação social garante com mais eficiência a justiça para as famílias atingidas. E com esse acordo, o Brasil tem a oportunidade de mostrar ao mundo uma nova concepção de reparação, participativa, em que os atingidos sejam protagonistas”.

Representando o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a diretora Maria Fernanda Ramos Coelho enfatizou o papel da governança do Acordo, que envolve diferentes atores e processos. “Ela é bastante clara em relação a seus processos. Temos, sob a coordenação da Casa Civil, o Comitê do Rio Doce, do qual fazem parte a Secretaria de Relações Institucionais e a Secretaria-Geral da Presidência. O BNDES tem assento nesse comitê com direito a voz, mas sem voto. E, além disso, foram criados os subcomitês, em que os ministérios dialogam, pensando, propondo e articulando, principalmente com as organizações da sociedade civil, os principais projetos que serão trabalhados no âmbito do Novo Acordo do Rio Doce. Uma governança bastante robusta”.

Em 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem de Fundão, em Bento Rodrigues (Mariana/MG), provocou o maior desastre já registrado com rejeitos de mineração no Brasil. O colapso da estrutura da Samarco Mineração S/A, joint venture da Vale e BHP Billiton Brasil, causou 19 mortes, deixou três pessoas desaparecidas e despejou mais de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos, contaminando a bacia do Rio Doce em Minas Gerais e no Espírito Santo, até o mar territorial.

Homologado em novembro de 2024, o Novo Acordo do Rio Doce inaugurou uma etapa voltada à recuperação ambiental, ao fortalecimento de políticas públicas e ao protagonismo das comunidades atingidas. Firmado entre Governo do Brasil, estados e empresas responsáveis, o instrumento soma R$ 170 bilhões: R$ 100 bilhões destinados aos poderes públicos para ações de reparação ao longo de 20 anos (R$ 49,1 bilhões à União), R$ 32 bilhões para indenizações individuais e obrigações das empresas, além de R$ 38 bilhões já aplicados desde 2015 via Fundação Renova.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Aprosoja MT leva chineses ao porto de Barcarena


Nesta quinta-feira (13.11), o vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Luiz Pedro Bier, esteve em Barcarena (PA) acompanhando uma delegação chinesa da Câmara de Comércio da China para Importação e Exportação de Alimentos, Produtos Nativos e Subprodutos Animais (CFNA), em uma visita técnica ao complexo portuário de Barcarena, que integra os portos do Arco Norte.

A comitiva foi composta pelo presidente da CFNA, Cao Derong; pela diretora adjunta do Departamento de Cereais e Óleos da CFNA, Li Sifan; e pelo gerente da Leader Grain HK Ltd., Guo Jiapeng.

Durante a visita às instalações da Unitapajós e da Hidrovias do Brasil, os participantes conheceram toda a estrutura logística do porto, desde a chegada dos caminhões com os grãos até o processo de carregamento dos navios destinados à exportação. A comitiva acompanhou de perto as etapas de armazenagem, classificação e embarque da soja, além de observar os navios que chegam ao Brasil com fertilizantes e retornam ao exterior com grãos produzidos em Mato Grosso.

“Estamos aqui em Barcarena, aproveitando a COP30 para trazer uma delegação chinesa e mostrar de perto o funcionamento do complexo portuário. Essa visita é fundamental para que eles tirem dúvidas sobre a qualidade da nossa soja, algo muito importante para a China. Mostramos todas as etapas do processo de exportação, desde a parte rodoviária e de recepção até o embarque final. Conversamos sobre umidade, classificação e controle de qualidade, pontos que reforçam a seriedade do trabalho feito no Brasil”, destacou Luiz Pedro Bier.

O vice-presidente da Aprosoja MT também ressaltou que a visita foi uma oportunidade para estreitar laços com o principal parceiro comercial do agro brasileiro.

“Os chineses são nossos maiores compradores e é essencial que entendam a nossa realidade, vejam como o produtor rural brasileiro trabalha e conheçam o nosso compromisso com a qualidade e a sustentabilidade. Esse tipo de aproximação é o que fortalece a confiança e abre novos caminhos para o comércio entre os dois países”, completou Bier.

O crescimento do Arco Norte reforça o papel estratégico dessa rota logística nas exportações brasileiras. De acordo com dados da Unitapajós, em 2013, o Brasil exportou 42,8 milhões de toneladas de grãos, sendo 12% pelo Arco Norte e 88% pelos portos do Sul e Sudeste. Já em 2024, o volume total saltou para mais de 151 milhões de toneladas, com 36% escoados pelo Arco Norte e 64% pelos portos do Sul e Sudeste, um avanço que consolida a região como uma das principais alternativas logísticas do país.

A visita técnica encerrou a participação da Aprosoja Mato Grosso na COP30, fortalecendo o diálogo com o mercado asiático e reforçando o compromisso da entidade com a transparência, a sustentabilidade e a eficiência na produção e exportação de soja brasileira.





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Inmet prevê semana com acumulados de chuva acima de 100 mm em áreas do…


Logotipo Notícias Agrícolas

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê uma semana com chuvas intensas e bem distribuídas sobre o Sudeste e o Centro-Oeste, com acumulados que podem ultrapassar 100 milímetros em vários pontos, e em alguns casos chegar a 200 mm, segundo o Informativo Meteorológico nº 42/2025, válido até o dia 7 de novembro.

imagem-1_2025-11-04-115818_pceb

Na Região Sudeste, a atuação de sistemas frontais deve favorecer volumes expressivos em São Paulo, Rio de Janeiro e no sul e Triângulo Mineiro. Em áreas desses estados, o Inmet indica acumulados entre 150 e 200 mm ao longo da semana. A umidade relativa do ar deve permanecer elevada, com índices superiores a 70% em boa parte da região, exceto no norte e interior mineiro, onde os valores podem cair para 30% a 40%.

No Centro-Oeste, as chuvas também devem ser generalizadas, com volumes acima de 100 mm em praticamente todos os estados. Em Goiás, os acumulados podem ultrapassar 150 mm, enquanto em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal há previsão de pancadas frequentes e aumento da umidade, que deve permanecer em torno de 50% ou mais durante a semana.

Na Região Norte, áreas de instabilidade permanecem ativas em boa parte dos estados. Os maiores volumes devem se concentrar no centro e oeste do Amazonas, podendo superar 150 mm. Já no Amapá, no norte do Tocantins e nas porções norte e leste do Pará, o tempo deve ser mais seco, com acumulados abaixo de 10 mm e umidade do ar entre 25% e 30%.

No Nordeste, a previsão é de predomínio de tempo seco, com chuvas restritas ao sul e oeste da Bahia, sul do Piauí e Maranhão, onde podem ocorrer pancadas isoladas e acumulados próximos de 80 mm. Em grande parte da região, especialmente Bahia, Piauí e Ceará, a umidade do ar deve ficar abaixo de 30%, podendo cair para menos de 20% no oeste baiano e piauiense.

Já na Região Sul, a semana começa com chuvas fracas e isoladas até o dia 4, mais concentradas no litoral e norte da região. A partir da noite de quinta-feira (6), um novo sistema frontal avança, provocando precipitações mais intensas entre os dias 6 e 7, com acumulados de 100 a 150 mm principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. As temperaturas devem subir até o dia 6 e cair novamente com a chegada do novo sistema, que também eleva os níveis de umidade.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho se recupera na B3: Entenda


O mercado de milho acompanhou ajustes importantes nesta quinta-feira, em um dia marcado pela divulgação de números atualizados para oferta e exportações. Segundo a TF Agroeconômica, a Conab e a Abiove trouxeram novos dados que ajudaram a movimentar os contratos da B3, que terminaram a sessão com variações pequenas, mas positivas na maior parte das posições.

A consultoria destacou que as cotações ganharam força após a divulgação dos relatórios mensais. A Conab revisou ligeiramente para cima a projeção da safra 25/26, embora os volumes sigam menores que os da temporada anterior, com redução de 1,6% na primeira safra e de 2,5% na segunda. Já a Abiove informou recuperação no ritmo de exportações de outubro, que começou lento, mas agora está apenas 3% abaixo do mesmo período do ano passado. O preço médio em dólar acumulou alta de 2% no ano.

Na Bolsa brasileira, os fechamentos refletiram esse quadro. Novembro já não tem mais negociações e um ajuste pontual ocorreu em 2026, mas os demais contratos avançaram. Novembro/25 encerrou a R$ 67,75, com queda de 0,14 no dia e de 0,47 na semana. Janeiro/26 fechou em R$ 70,97, alta de 0,21 no dia e queda de 0,50 na semana. Março/26 terminou a R$ 72,59, com ganho diário de 0,08 e recuo semanal de 0,35.

No mercado externo, os preços em Chicago também subiram. O contrato de dezembro avançou 1,72%, fechando a 442,75 cents por bushel, enquanto março registrou alta de 1,39%, chegando a 455,50 cents. A análise aponta que o milho sustentou o movimento apoiado pela demanda, mesmo com a colheita dos Estados Unidos se aproximando do fim. A retomada do funcionamento do governo americano contribuiu para o impulso nas cotações. A expectativa agora se volta ao relatório WASDE e às vendas relâmpago, que podem indicar o ritmo das exportações.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Confira como está o milho nos principais estados


As negociações de milho do Rio Grande do Sul seguem restritas em um mercado com poucas novidades, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações de compra variam entre R$ 58,00 e R$ 72,00/saca, com média estadual em R$ 62,00, segundo a Emater/RS-Ascar. No porto, o milho futuro para fevereiro/26 segue estável em R$ 69,00/saca. Mesmo com esse cenário de leve estabilidade, o mercado não mostra sinais de reação no curto prazo”, comenta.

O mercado de milho em Santa Catarina permanece sem reação e com baixa liquidez. “As pedidas seguem próximas de R$ 80,00/saca, enquanto as ofertas giram em torno de R$ 70,00/saca, o que mantém as negociações praticamente paradas. No Planalto Norte, os negócios continuam pontuais, entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, sem avanços significativos”, completa.

Ritmo lento e ajustes pontuais no mercado paranaense. “O mercado de milho no Paraná segue lento e com baixa liquidez, ainda sem consenso entre compradores e vendedores. As pedidas dos produtores permanecem próximas de R$ 75,00/saca, enquanto as indústrias mantêm ofertas ao redor de R$ 70,00 CIF, o que impede avanços nas tratativas e mantém o mercado spot praticamente parado”, indica.

Enquanto isso, no Mato Grosso do Sul, a bioenergia continua dando sustentação ao mercado. “As cotações seguem estáveis entre R$ 51,00 e R$ 54,00/saca, com Maracaju ainda nas maiores referências e Chapadão do Sul registrando altas pontuais ao longo da semana. Apesar dos ajustes regionais, a demanda externa continua enfraquecida, limitando a abertura de novos negócios”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Consultoria aponta pressão do trigo no Sul



Em Santa Catarina, a consultoria informa que a comercialização continua lenta


Em Santa Catarina, a consultoria informa que a comercialização continua lenta
Em Santa Catarina, a consultoria informa que a comercialização continua lenta – Foto: Pixabay

A movimentação do trigo no país segue marcada por oferta elevada no Sul e por negociações cautelosas entre produtores e moinhos. Segundo a TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul as unidades seguem comprando apenas o necessário, mesclando trigo velho e novo para reduzir o custo médio e evitando assumir posições longas. A consultoria avalia que há bastante cereal disponível no estado, o que mantém os preços contidos e deve postergar uma retomada mais firme da demanda para os meses de janeiro a março, período em que o frete costuma pressionar as decisões de compra. As indicações permanecem em 1020 reais no interior, 1140 reais em Canoas e Porto Alegre e 1150 reais na Serra.

A TF Agroeconômica aponta que a combinação de maior quantidade e menor qualidade levou o mercado gaúcho à paridade de exportação. O preço FOB está ao redor de 225 dólares por tonelada, enquanto o FAS em Rio Grande permanece próximo de 216 dólares, acima do argentino, influenciado pelo teor de proteína e pela capacidade de embarque no porto. A recente queda do dólar tornou o trigo da Argentina mais competitivo, enquanto o valor pago na pedra em Panambi recuou para 55 reais.

Em Santa Catarina, a consultoria informa que a comercialização continua lenta. Há ofertas do Rio Grande do Sul e de São Paulo, mas acima do que os moinhos locais pretendem pagar, o que mantém o mercado travado. Os preços recebidos pelos produtores seguem estáveis há semanas.

No Paraná, a TF Agroeconômica relata que o trigo paraguaio chega mais barato pela fronteira e que as chuvas sobre áreas ainda não colhidas comprometem qualidade e produtividade. As cotações continuam próximas da paridade de importação. A média paga aos agricultores subiu para 64,12 reais, mas segue abaixo do custo atualizado, ampliando as perdas no curto prazo.

 





Source link