sábado, março 14, 2026

Política & Agro

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Preço da soja sobe em MT



Ainda assim produtores estão segurando as vendas



Foto: Pixabay

Apesar do avanço nas vendas da safra 2025/26, a comercialização da soja em Mato Grosso segue abaixo da média histórica, refletindo a incerteza dos produtores diante de custos elevados e preços pouco atrativos.

Em outubro, as vendas da safra 2025/26 chegaram a 36,08% da produção prevista no estado, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA). O avanço foi de 4,62 pontos percentuais em relação a setembro. No entanto, ainda está 2,27 p.p. atrás da safra anterior e 7,03 p.p. abaixo da média dos últimos anos.

A retração tem como pano de fundo os altos custos de produção, especialmente com insumos, e a oscilação dos preços no mercado internacional. A paridade de exportação para março de 2026 recuou 1,78% na semana analisada, com média de R$ 103,14/sc. Em contrapartida, o preço médio da soja negociada no estado em outubro subiu 1,49% e fechou em R$ 110,91/sc.

Para a safra atual (2024/25), a comercialização atingiu 97,12%, com valorização de 0,77% no preço médio, encerrando outubro em R$ 121,45/sc. O ritmo mais lento das vendas está associado também ao foco dos produtores na semeadura da nova safra, que já cobre 85,68% da área prevista.





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Negociações da soja desaceleram em outubro



Safra 25/26 segue com vendas abaixo da média



Foto: Pixabay

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (10), “em out/25, a comercialização da soja da safra 24/25 em Mato Grosso alcançou 97,12% da produção”, registrando avanço de 1,42 ponto percentual em relação a setembro.

O instituto aponta que “o menor volume de soja disponível, aliado à baixa necessidade de fazer caixa neste momento e ao foco dos produtores na semeadura da próxima temporada, resultou na desaceleração do ritmo das negociações”. O preço médio do grão no mês foi de R$ 121,45 por saca, com “alta de 0,77% frente ao mês anterior”.

Para a safra 25/26, o Imea informa que as vendas “avançaram 4,62 p.p. ante set/25, alcançando 36,08% da produção prevista para o estado”. Apesar do avanço, o instituto destaca que “as negociações seguem atrasadas em 2,27 p.p. no comparativo com o mesmo período da safra passada e 7,03 p.p. abaixo da média dos últimos anos”, em um cenário marcado por incertezas sobre o desenvolvimento da safra e preços menos atrativos diante dos custos. O boletim aponta ainda que o preço médio da soja no mês ficou em R$ 110,91 por saca, “aumento de 1,49% em relação a set/25”.





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‘A falta de informação jurídica custa caro ao produtor’ diz Fabio Lamonica ao destacar riscos no campo


Com o aumento de eventos extremos no campo, como granizo e vendavais, cresce a necessidade de preparo legal e técnico. Em entrevista exclusiva, o advogado Fábio Lamonica esclarece os caminhos que o produtor deve seguir para garantir indenizações, renegociar dívidas e proteger o patrimônio rural.

Perdas no campo

Em caso de chuvas intensas, ventos fortes ou granizo, os danos nas lavouras podem ser irreversíveis. Mas os prejuízos podem ser amenizados quando o produtor rural sabe como agir. De acordo com Fábio Lamonica, advogado especializado em Direito Bancário e do Agronegócio, o primeiro passo é a documentação adequada do sinistro. “O produtor precisa registrar o ocorrido, de preferência com laudos técnicos elaborados por peritos ou pelo engenheiro agrônomo que acompanhou a lavoura desde o início”, orienta.

Se houver seguro rural contratado, é essencial revisar a apólice e as Condições Gerais para verificar quais riscos estão cobertos. “Com essas informações em mãos, o produtor deve notificar a seguradora imediatamente e registrar o chamado ‘aviso de sinistro’”, explica Lamonica. A partir desse momento, acompanhar os prazos do processo passa a ser essencial. “Cada seguradora tem seu fluxo, mas todas estão sujeitas a prazos legais que devem ser respeitados”, completa.

Tecnologias agilizam a perícia e protegem o produtor

Em situações de grande impacto climático, a perícia rápida é fundamental para que o produtor retome as atividades. Segundo Lamonica, ferramentas tecnológicas como imagens de satélite têm sido aliadas nesse processo. “Elas permitem uma análise comparativa do antes e depois das áreas afetadas, o que garante mais precisão na constatação das perdas e também mais segurança para o agricultor”, afirma.

Essa modernização também facilita a liberação das áreas para replantio ou outras ações corretivas, reduzindo o ciclo de perdas secundárias.

Na avaliação de Lamonica, o laudo elaborado por um técnico que acompanhou toda a safra é o documento que melhor retrata a realidade do campo após o sinistro. “Esse histórico permite avaliar se o produtor cumpriu o plano de custeio, seguiu as recomendações técnicas e teve boa-fé na condução da lavoura”, destaca.

No entanto, o produtor também pode contratar um perito independente, especialmente em casos de divergência com a seguradora. “Em determinadas situações, é possível inclusive recorrer a um processo judicial chamado ‘produção antecipada de provas’, no qual o juiz nomeia um perito para elaborar um laudo que terá valor legal em ações futuras”, explica Lamonica.

Esse tipo de prova pode ser crucial não apenas para a seguradora, mas também para renegociações com instituições financeiras.

Crédito rural: direito ao alongamento de dívidas após perdas climáticas

O Manual de Crédito Rural ampara o produtor em caso de perdas por eventos climáticos. Conforme Lamonica, o agricultor tem direito ao alongamento das dívidas, desde que comprove sua incapacidade temporária de pagamento e a viabilidade futura do empreendimento.

“O produtor deve formalizar a situação junto ao credor, apresentando laudos de perdas e um laudo de capacidade de pagamento”, explica. Ele também alerta para um ponto crítico: “O credor deve manter os mesmos encargos financeiros — juros e garantias originais — sem aplicar multas ou juros moratórios. Qualquer exigência de novas garantias, como a alienação fiduciária de imóvel, pode colocar em risco o patrimônio da família”, adverte.

Mesmo com mecanismos legais à disposição, muitos produtores desconhecem seus direitos ou não sabem como acioná-los. “Há muita desinformação na internet que não condiz com a legislação brasileira ou com a interpretação do Judiciário”, critica Lamonica.

Ele reforça a importância de buscar orientação qualificada. “O produtor precisa estar assessorado por profissionais sérios, que saibam usar os instrumentos jurídicos corretamente. Isso faz toda a diferença na hora de garantir o cumprimento dos seus direitos”, afirma. Apesar disso, Lamonica reconhece que entidades como sindicatos, federações e associações têm avançado na capacitação jurídica do campo. “É um trabalho importante, que precisa ser ampliado”, conclui.

Embora existam instrumentos legais robustos para proteger o produtor diante de perdas climáticas, muitos ainda não sabem como acioná-los corretamente. A diferença entre ser indenizado ou arcar sozinho com o prejuízo começa com o conhecimento das regras, passa pela documentação precisa e exige acompanhamento atento dos prazos e condições contratuais. 

 





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Preços do boi gordo seguem estáveis em São Paulo


De acordo com a análise desta segunda-feira (11), publicada no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, “nas praças pecuárias paulistas, as cotações não mudaram”. A consultoria informa que “a firmeza dos preços esteve sustentada por uma oferta contida que, embora atendesse à demanda, não gerava excedentes”. As escalas de abate no estado atendiam, em média, a oito dias.

Na Bahia, a Scot aponta que “a oferta de gado estava menor e a cotação subiu, com os frigoríficos pagando mais pela arroba”. No Sul do estado, “a cotação do boi gordo subiu R$ 3,00/@”, enquanto os preços da vaca e da novilha permaneceram estáveis. No Oeste, “a arroba da vaca e a da novilha subiu R$ 2,00 na comparação diária”, sem alteração no valor pago pelo boi gordo. Não há referência para o chamado “boi China” na Bahia.

No Rio Grande do Sul, a consultoria relata que “a cotação da arroba vinha subindo no estado”, movimento ligado a “uma oferta contida e a uma demanda aquecida por carne bovina”. No Oeste gaúcho, “a cotação do boi gordo subiu R$ 0,05/kg”, enquanto os preços da vaca e da novilha não tiveram alteração. Na região de Pelotas, “a cotação do quilo do boi gordo subiu R$ 0,10”, mantendo-se estável para as demais categorias.

Na primeira semana de novembro, as exportações brasileiras de carne bovina in natura somaram 100,5 mil toneladas, com média diária de 20,1 mil toneladas, um “aumento de 67,5% frente ao embarcado por dia no mesmo período de 2024”. A cotação média da tonelada ficou em US$ 5,5 mil, com “alta de 13,1% na comparação ano a ano”.

 





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Chegada das chuvas: como controlar a mosca-dos-chifres


Quando chega o período das águas, o cenário ideal para a pecuária nem sempre é apenas pasto verde e abundante: as condições de calor e umidade favorece o aparecimento de um grande inimigo da pecuária brasileira — a mosca-dos-chifres (Haematobia irritans). Embora seja pequena em tamanho, essa praga tem impactos enormes na produtividade, no bem-estar animal e, consequentemente, nos resultados econômicos da fazenda.

Bovinos infestados podem apresentar queda de ganho de peso (em alguns casos até 20 kg em 150 dias)* e redução na produção de leite, além de comportamento de estresse, irritabilidade e menor eficiência alimentar e reprodutiva.

O brinco mosquicida da confiança do pecuarista, o TOP TAG 180, está de volta ao mercado. Desenvolvido pela Zoetis, líder global em saúde animal, o produto se destaca pela proteção de até 180 dias, maior concentração de Diazinon, o que potencializa a duração da proteção, aliando facilidade de uso, segurança e eficiência. Além disso, o produto possui carência zero para carne e leite, permitindo o uso durante a estação de maior desafio da mosca, sem comprometer o desempenho do rebanho nem a segurança alimentar. 

Segundo Elio Moro, gerente de Serviços Técnicos da Zoetis Brasil, o uso preventivo, antes de grandes infestações, é um fator chave para o sucesso no manejo sanitário. “Agir de forma preventiva garante não apenas bem-estar para os animais, mas também maior produtividade”, afirma.

Bovinos com menos moscas tem menos estresse, gastam menos energia tentando se livrar das moscas, se alimentam de forma adequada e consequentemente apresentam melhores indicies zootécnicos, especialmente em sistemas de produção intensiva.

*MACIEL, Willian Giquelin et al. Effects of Haematobia irritans infestation on weight gain of Nelore calves assessed with different antiparasitic treatment schemes. Preventive Veterinary Medicine, v. 118, p. 182–186, 2015.

 





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Plantio do feijão supera 91% no Paraná



Clima adverso pressiona produção de feijão



Foto: Canva

Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (6) pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o plantio do feijão da safra de verão superou 91% dos 104 mil hectares estimados para a primeira safra 25/26. O boletim destaca que houve “um recuo de área importante em relação à 1ª safra 24/25 (-38% ante 168 mil ha)”, concentrando a produção no Sul do Paraná, que deve responder por aproximadamente 77% da oferta no período. De acordo com o Deral, essa concentração fez com que a cultura fosse “menos prejudicada que a soja” diante das chuvas intensas do fim de semana, acompanhadas por ventos fortes e granizo, sobretudo no Centro-Oeste e Norte do estado.

Por outro lado, o boletim aponta que “as condições das lavouras de feijão são as piores entre as lavouras acompanhadas semanalmente”, com 1% das áreas classificadas como ruins, 22% como médias e 77% como boas. A piora foi pequena em relação à semana anterior, quando os índices eram de 1%, 19% e 80%, respectivamente. Para o Deral, “o principal motivo para o feijão estar em condições piores que as demais culturas foi a baixa luminosidade registrada ao longo de outubro”, agravada por temperaturas médias baixas e umidade excessiva. O órgão acrescenta que, por ter ciclo curto, o feijoeiro “tem menos tempo para se recuperar de entraves climáticos”, o que deve limitar a produtividade.

O Deral informa ainda que algumas lavouras já atingem maturidade fisiológica e que, “ainda em novembro, devemos ter os primeiros relatos de como o clima prejudicou esses grãos”. A colheita deve se estender até fevereiro de 2026, já que parte das áreas previstas ainda não foi semeada.





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Comercialização de milho avança em MT



Alta de preços e compra de insumos impulsionam negociações



Foto: Divulgação

Comercialização da safra 24/25 atinge 81,11% em outubro; alta de preços e compra de insumos impulsionam negociações, mas volume ainda é inferior ao do ano passado.

A comercialização do milho da safra 2024/25 em Mato Grosso atingiu 81,11% da produção estimada até outubro, com avanço de 3,52 pontos percentuais em relação a setembro. Apesar do progresso, o volume segue 4,68 p.p. abaixo do registrado no mesmo período de 2024, conforme boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

A movimentação está relacionada à liberação de estoques pelos produtores, em busca de recursos para aquisição de insumos, e à valorização no mercado disponível, com preço médio de R$ 47,16 por saca — aumento de 3,07% no mês.

A safra 2025/26 também apresentou avanço nas vendas antecipadas, alcançando 23,53% da produção estimada em outubro. O número representa alta mensal de 2,42 p.p. e está 6,54 p.p. acima do observado no mesmo período do ano anterior. O preço médio da saca foi de R$ 46,20, com valorização de 2,59%.

A perspectiva de preços mais firmes e a estratégia de antecipação da compra de insumos têm favorecido o ritmo das negociações. Com a aproximação do novo ciclo produtivo, a expectativa é que os produtores sigam travando preços diante de um mercado interno competitivo.





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Preço do leite cai pelo terceiro mês em Mato Grosso



Competitividade menor pressiona preço do leite



Foto: Divulgação

Segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (10), o preço do leite pago ao produtor mato-grossense em outubro de 2025, referente ao volume captado em setembro, registrou o terceiro recuo consecutivo e foi cotado a R$ 2,20 por litro, uma queda de 3,66% na comparação mensal.

O instituto afirma que “a retração reflete a menor competitividade dos lácteos do estado frente aos demais nas gôndolas”, o que dificultou o repasse de preços ao consumidor. Com esse movimento, o mercado leiteiro encerrou o terceiro trimestre de 2025 com baixa de 3,83% em relação ao trimestre anterior, atingindo média de R$ 2,26 por litro.

Em linha semelhante, o Imea cita que, segundo o Cepea, o produtor da chamada “Média Brasil” recebeu R$ 2,44 por litro em outubro de 2025, uma desvalorização de 3,94% frente ao mês anterior, influenciada pelo aumento da oferta nacional. No terceiro trimestre de 2025, o preço também recuou 5,35% em relação ao segundo trimestre, ficando em R$ 2,53 por litro. Dessa forma, o diferencial de base entre o valor recebido em Mato Grosso e a média nacional foi de –R$ 0,27 por litro (–10,58%), diferença 14,44% menor na comparação trimestral e classificada pelo Imea como “a menor desde o 4º trimestre de 2023”.





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Clima favorece brássicas e produtores projetam boa safra



Brássicas avançam com clima ameno e umidade no RS



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De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (6), as condições climáticas de outubro favoreceram o cultivo de brássicas na região administrativa de Lajeado. Em Linha Nova, técnicos relatam que “as temperaturas amenas e a boa disponibilidade de umidade no solo” sustentaram o desenvolvimento de couve-flor, repolho verde, repolho roxo e brócolis.

Segundo o boletim, as precipitações registradas ao longo do mês, especialmente nos últimos dias do período, foram determinantes para o avanço das culturas, levando os produtores a afirmar que há “grande expectativa de boa colheita nesta safra”.

Na região de Barão, o brócolis está em fase de florescimento e colheita. A continuidade do plantio está prevista apenas para março de 2026. Conforme o informativo, “as plantas apresentam coloração e tamanho adequados”, e o produto é bem aceito no mercado local, onde o valor pago ao produtor é de R$ 3,00 por unidade. O repolho verde segue em diferentes estágios de desenvolvimento e colheita, mas a área cultivada nesta época do ano diminui devido à falta de estrutura de irrigação nas propriedades. O boletim aponta que o produto colhido “apresenta boa sanidade”, apesar da incidência de mariposas, que exige manejo mais cauteloso para evitar danos às folhas. O preço pago ao produtor no comércio local está em R$ 2,00 por unidade.





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Mato Grosso registra 715 mil abates em outubro



Abates sobem 8,99% e MT supera recorde mensal



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Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (10), os abates de bovinos em Mato Grosso alcançaram 715,31 mil cabeças em outubro de 2025, avanço de 8,99% frente ao mês anterior.

O instituto informou que o volume superou em 3,79% o recorde mensal registrado em julho de 2024 e que “a participação de fêmeas nos abates recuou para 39,33% no último mês”. O Imea apontou que o aumento da oferta decorreu do maior abate de machos do segundo giro de confinamento, destacando que “o volume de animais confinados em 2025 caminha para atingir o maior volume da história”.

Para os próximos meses, o Imea estima manutenção da oferta em nível elevado, mas com redução gradual a partir de novembro. Segundo o instituto, “o pico de oferta geralmente ocorre no 3º trimestre”, movimento associado ao fluxo de saída dos lotes de confinamento.





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