quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Mercado avança setembro com baixa liquidez e pequenas quedas de preços



Baixa liquidez e pequenas quedas nos preços do boi em setembro


Foto: Divulgação

Os volumes negociados no mercado pecuário estão reduzidos, aponta levantamento do Cepea. Segundo pesquisadores, a necessidade de compra dos frigoríficos no spot, nas últimas semanas, tem ficado abaixo das ofertas, ocasionando alongamento das escalas e pequenas quedas dos preços em quase todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.

No estado de São Paulo, o Indicador do boi gordo CEPEA/ESALQ se mantém relativamente estável desde quarta-feira passada, abaixo dos R$ 305.





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STF decide futuro do Funrural



“Esse é um tema aguardado há muito tempo pelos produtores e agroindústrias”


"Na minha visão, a sub-rogação deve ser considerada inconstitucional", diz especialista
“Na minha visão, a sub-rogação deve ser considerada inconstitucional”, diz especialista – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O debate sobre a constitucionalidade do Funrural e do método de sub-rogação no Supremo Tribunal Federal (STF) é um tema aguardado há muito tempo por produtores e agroindústrias. Segundo Pedro Schuch, sócio-líder da SW Advogados e especialista em temas tributários no agronegócio, a sub-rogação deve ser considerada inconstitucional, já que o sujeito passivo do tributo é o produtor rural, e não a agroindústria, que atua apenas como facilitadora da arrecadação. 

“Na minha visão, a sub-rogação deve ser considerada inconstitucional. Caso o entendimento de inconstitucionalidade da sub-rogação seja confirmado, recolhimentos dos últimos cinco anos podem ser questionados, trazendo impacto financeiro positivo para produtores e agroindústrias, mas indesejado para a União”, comenta.

O tema ganhou destaque desde que a ação foi suspensa no STF, e havia expectativa de que o placar de 6 a 5 no julgamento fosse consolidado, mas o acórdão ainda não foi publicado. A discussão envolve duas questões centrais: a constitucionalidade do Funrural e do método de sub-rogação. 

Este último ocorre quando a agroindústria retém o tributo, pagando ao produtor parte do valor da venda e repassando ao governo o restante, como no exemplo em que, ao comprar R$ 100 de um produtor, paga R$ 98,75 e recolhe R$ 1,25 ao Fisco. O STF já formou maioria (6 a 5) para considerar a sub-rogação inconstitucional, entendendo que transfere indevidamente à indústria a obrigação que é do produtor rural.

“Esse é um tema aguardado há muito tempo pelos produtores e agroindústrias. Desde que a ação foi suspensa, havia expectativa de que o placar de 6 a 5 no julgamento fosse consolidado, mas o acórdão nunca foi publicado”, conclui ele.

 





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Soja deve gerar lucro mesmo com preços baixos


Um levantamento preliminar da DATAGRO Grãos aponta que a lucratividade bruta da soja no Brasil deve se manter positiva na safra 2025/26, mesmo com leve queda em relação a 2024/25. A análise considera custos de produção, produtividade e receita esperada, indicando margens ainda favoráveis para a maior parte dos produtores.

O estudo evidencia elevação dos custos, especialmente em Mato Grosso, Paraná e Goiás, após dois anos de retração. Insumos como sementes, fertilizantes e defensivos agrícolas ficaram mais caros, enquanto a variação cambial encareceu compras externas, pressionando os resultados. Apesar disso, a produtividade deve permanecer boa, com recuperação no Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, afetados pela escassez de chuvas em 2024/25. Nos demais estados, a expectativa é de leve queda, mas ainda acima da média histórica, permitindo alguma diluição dos custos elevados por hectare.

Do lado da receita, a DATAGRO projeta preços da soja pressionados em 2025/26, inferiores aos de 2024/25, devido a safras abundantes no Brasil e nos EUA, registrando o quarto superávit global consecutivo.

Entre as projeções preliminares de lucratividade bruta, destacam-se: 46% no oeste do Paraná, 17% no sul do Mato Grosso, 25% no sudoeste de Goiás, 25% no norte do Rio Grande do Sul e 21% no sul do Mato Grosso do Sul, refletindo o equilíbrio entre custos, produtividade e receita.

Sendo assim, apesar dos desafios com custos mais altos e preços pressionados, a perspectiva de lucratividade positiva reforça a resiliência do setor de soja no Brasil. A combinação de tecnologia, manejo adequado e condições climáticas favoráveis continua sustentando margens que permitem aos produtores planejarem investimentos e manterem a competitividade, mesmo diante de cenários globais voláteis.

 





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Mercado de grãos inicia dia com movimentos positivos



A soja também operou em alta na CBOT


A soja também operou em alta na CBOT
A soja também operou em alta na CBOT – Foto: Divulgação

O trigo, a soja e o milho apresentam variações positivas nos principais mercados internacionais nesta quinta-feira, 25 de setembro. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo em Chicago para dezembro de 2025 fechou a US$ 522,50, alta de US$ 3,00, enquanto o contrato de dezembro de 2026 avançou US$ 1,50. No mercado interno, os preços CEPEA caíram levemente, refletindo uma combinação de oferta abundante e expectativas de boa produção no Hemisfério Sul, incluindo Argentina e Austrália. A atenção dos investidores se volta agora para o relatório semanal de exportações do USDA.

A soja também operou em alta na CBOT, com o contrato de novembro a US$ 1.015,00 e o de maio de 2026 a US$ 1.064,25. No mercado brasileiro, os preços CEPEA registraram queda, principalmente devido à desvalorização cambial e à pressão das exportações argentinas, que atingiram a meta de US$ 7 bilhões e devem ter suas retenciones restabelecidas. A falta de progresso nas negociações comerciais entre EUA e China limita ainda mais o otimismo, já que a China mantém tarifas que dificultam compras significativas da soja americana.

O milho fechou em leve alta na CBOT, com o contrato de dezembro a US$ 426,25 e o de julho de 2026 a US$ 458,25. De acordo com a TF Agroeconômica, a reversão inesperada da tarifa zero sobre exportações argentinas gerou movimento comprador, mas a valorização foi contida pelas condições secas no Centro-Oeste dos EUA, que podem acelerar a colheita de grãos secundários, e pela pressão vendedora dos fundos no mercado.

O cenário geral mostra mercados atentos a fatores externos, como políticas comerciais e condições climáticas, enquanto investidores e produtores acompanham indicadores globais e domésticos para definir suas estratégias de venda e comercialização. A cautela permanece, mesmo diante das oscilações positivas iniciais nos preços dos grãos.

 





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Custo do algodão sobe 12% em Mato Grosso e acende alerta para cotonicultores



Relatório mostra elevação nos gastos com defensivos, fertilizantes e pós-produção



Foto: Embrapa

O custo de produção do algodão para a safra 2025/26 segue em alta em Mato Grosso, maior estado produtor do país. Segundo informações divulgadas pelo Imea, com base em dados do projeto CPA-MT, o custeio da lavoura em agosto foi estimado em R$ 10.776,94 por hectare — uma elevação de 12,27% em relação à safra passada.

A variação mensal também registrou aumento, ainda que mais modesto: 0,56% em relação a julho de 2025. O crescimento está relacionado, sobretudo, ao encarecimento dos defensivos agrícolas (+0,65%) e dos fertilizantes e corretivos (+0,47%).

Além dos insumos, o custo de pós-produção mais que dobrou — um aumento expressivo de 104,90% — tornando-se um dos principais vetores de pressão sobre a rentabilidade do cotonicultor.

Com isso, o Custo Operacional Efetivo (COE) saltou para R$ 15.407,20/ha, o maior desde a safra 2022/23. O aumento representa 17,69% a mais em comparação ao ciclo anterior e reforça a necessidade de planejamento cauteloso diante do atual patamar de preços do algodão.

O ponto de equilíbrio, também monitorado pelo Imea, é outro indicador que merece atenção. Em setembro, a paridade de preços para julho de 2026 caiu 1,36%, sendo precificada em R$ 128,66/@, valor inferior ao custo operacional.

 





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Victam LatAm 2025 dobra público e expositores


Com o dobro de expositores em relação a 2023 e 20 mil m² de exposição, a VICTAM LatAm atraiu mais de 300 empresas de 20 países e um público de mais de 6 mil visitantes no Expo Center Norte, em São Paulo, entre 16 e 18 de setembro. O evento se consolidou como o maior ponto de encontro da América Latina para inovação, tecnologia e negócios para às indústrias de nutrição animal e processamento de grãos.

“Essa expansão comprova como o Brasil é estratégico para o setor. Em apenas duas edições, a feira se consolidou como principal ponto de encontro da nutrição animal da América Latina”, afirmou Sebas van den Ende, diretor-geral da VICTAM Corporation.

Organizada pela holandesa VICTAM Corporation em parceria com a Interlink Exhibitions, a mostra conectou fornecedores, produtores, pesquisadores e profissionais do setor, promovendo negócios globais e troca de conhecimento. “São Paulo se consolidou como centro estratégico da nutrição animal na América Latina. Mais de 100 horas de debates entre academia, institutos, governo e indústria proporcionaram trocas de conhecimento. Recebemos profissionais de grandes indústrias, empresas e cooperativas como BRF, JBS, Bunge, Cooperval, Oi Frango e Vibra Food, o que confirma a relevância da feira como espaço de negócios e networking qualificado. O resultado confirmou a importância do evento, que retorna em em 2027 com mais expositores, visitantes e conferências”, reforçou Cassiano Facchinetti, diretor geral da Interlink Exhibitions.

Nesta edição, entre as novidades, destacaram-se a estreia do pavilhão da Feed Formulation Latin America, dedicado exclusivamente à formulação de rações e aditivos e o pavilhão holandês de nutrição animal, apoiado pelo governo dos Países Baixos. A programação paralela também incluiu a conferência internacional Feed Formulation Latin America, que reuniu especialistas e empresas para debater o mercado, inovações em ingredientes, aditivos e tecnologias de formulação. 

Para 2027, a expectativa é manter o ritmo de crescimento, com projeção superior a 50% do volume de negócios e a criação do novo pavilhão Animal Farm Equipment Zone, voltado a equipamentos e soluções para manejo e produção animal dentro das fazendas, como sistemas de ordenha, climatização, bem-estar e automação.

Setor reforça integração entre ciência e indústria

O setor de alimentação animal brasileiro segue aquecido, registrando alta de 2% no primeiro semestre e atingindo 43,5 milhões de toneladas de rações e concentrados produzidos, segundo Sindirações. “Com isso, a VICTAM LatAm permitiu a troca de experiências e abriu oportunidades comerciais entre Brasil e União Europeia”, disse o CEO da Sindirações, Ariovaldo Zani. Com foco na produção e saúde animal, a Sociedade Brasileira de Zootecnia (SBZ) também destacou a relevância do evento. “Eventos como este fortalecem a conexão entre ciência, indústria e produtores”, afirmou a vice-presidente da SBZ, Marina Danes.

Presente no encontro, a chefe adjunta de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Soja, Roberta Aparecida Carnevalli Monteiro, destacou a importância do espaço para aproximar os diferentes elos  da cadeia. “Foi uma importante oportunidade de alinhamento entre setor produtivo, mercado, indústria e pesquisa. A Embrapa trouxe uma programação com temas como certificação de grãos de baixo carbono, estratégias para reduzir emissões de metano e nutrição de precisão, mostrando como a pesquisa pode apoiar a indústria de rações diante dos desafios climáticos e da necessidade de sustentabilidade”, comentou.

Empresas reforçam presença e negócios na América Latina

O encontro reuniu empresas locais e multinacionais de diversos países, apresentando equipamentos, tecnologias de automação e insumos voltados à nutrição de pets e rações aquáticas, segmento em expansão, que representou mais de 50% dos expositores nesta edição. A presença de profissionais de grandes indústrias reforçou a diversidade do público e a conexão entre diferentes elos da cadeia. 

Para Rodolfo Cibotto, coordenador de produção da Vibra Foods, uma das principais empresas brasileiras de avicultura e exportação de carne de frango, que mantém fábricas de ração próprias para abastecer sua produção, a VICTAM, se destacou pela organização, diversidade de expositores e pela oportunidade de conhecer de perto as inovações tecnológicas voltadas para a indústria de nutrição animal. “O ambiente de networking possibilitou a construção de novas parcerias e a abertura de oportunidades de negócios”, destacou. 

Na avaliação de Diego Crivelli, gerente de qualidade da Comgroup Agroindustrial, empresa dedicada à comercialização de cereais e à industrialização de soja para farelos e óleos vegetais, o saldo também foi positivo. “Trouxemos muitos contatos práticos, inclusive com fornecedores-chave para melhoria de nossos processos, além de todo o conhecimento técnico adquirido nos seminários que será aplicado para melhoria contínua de nossas operações”, afirmou.

E, pelos estandes, o ambiente de negócios favoreceu a conclusão de projetos. A ANDRITZ Feed & Biofuel, multinacional de engenharia, fechou dois contratos estratégicos com clientes da região durante o evento para o fornecimento de projetos e soluções em automação e digitalização na indústria de nutrição animal. “Fechamos negócios e tivemos a oportunidade de desenvolver novos projetos, realizar reuniões e conversas importantes com clientes, e isso nos permitiu avançar em negociações estratégicas. A feira foi uma excelente oportunidade para fortalecer relacionamentos e expandir nossas soluções no mercado latino-americano”, salientou Fernando Jaboinski, gerente de desenvolvimento de negócios Latam da Andritz.

A GSI, líder global em soluções para armazenagem de grãos, também marcou presença na Victam LatAm 2025 para apresentar suas tecnologias e reforçar a conexão com o setor. “A mostra foi uma oportunidade estratégica para estreitar relacionamento com clientes e parceiros, além de consolidar nossa presença no mercado e fortalecer o posicionamento da GSI”, frisou Francieli Diana, do Marketing da GSI.

O assessor agrícola do Consulado Geral da Holanda, Alf de Wit, que acompanhou a comitiva de empresas dos Países Baixos, comentou que a feira mostrou o peso dos dois países na cadeia global. “De um lado, temos o Brasil, terceiro maior mercado de nutrição animal do mundo. De outro, a Holanda, que há décadas desenvolve tecnologias para esse setor. Foi interessante ver o esforço de cada empresa em melhorar a sustentabilidade da cadeia e uma oportunidade rica para as companhias holandesas contribuírem com o setor no Brasil”, afirmou.

A OrangeMills, sediada em Boxmeer, sul da Holanda, também marcou presença. A companhia, especializada em nutrição animal, apresentou sua linha de produtos de concentrados proteicos, aditivos e rações para diferentes fases da vida dos animais. Partner da Orange Mills, Jeroen Simons, resumiu o clima da mostra. “Estabelecemos conversas promissoras com parceiros de toda a América Latina. A interação com empresas holandesas reforçou a relevância da feira para negócios e networking. Ficamos extremamente satisfeitos com a receptividade e as oportunidades proporcionadas”, salientou.

Conferência Internacional RTRS 2025

Realizada em paralelo a VICTAM Latam, a edição de 2025 da Conferência Internacional RTRS reuniu mais de 180 profissionais ligados à cadeia da soja sustentável em debates sobre rastreabilidade, conformidade legal e os desafios impostos por novas regulamentações internacionais. A saída da Moratória da Soja foi tratada como uma oportunidade para fortalecer mecanismos sólidos de certificação, como os promovidos pela RTRS. “A Conferência reuniu representantes de toda a cadeia produtiva para discutir, com profundidade, temas críticos para o presente e o futuro da soja responsável. Falamos sobre rastreabilidade, certificação, governança e inovação digital. Mas, acima de tudo, reafirmamos o valor do diálogo e do compromisso coletivo. Agradecemos o apoio e a parceria da VICTAM Latam na realização de mais uma edição do nosso evento”, destacou o vice-presidente da RTRS, Juan Carlos Cotella.

VICTAM: referência global em nutrição animal e processamento de grãos

Criada há mais de 60 anos na Holanda, a VICTAM tornou-se referência mundial em nutrição animal e processamento de grãos. Itinerante, ocorre a cada dois anos em quatro continentes – Europa, Ásia, África e América Latina. O calendário internacional segue movimentado: em 2026, a feira será realizada em Bangkok (Tailândia), de 10 a 12 de março, e em Utrecht (Holanda), de 2 a 4 de junho. Em 2027, o evento retorna ao Brasil, entre 14 e 16 de setembro, reafirmando São Paulo como polo estratégico da nutrição animal na América Latina.

 





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Boi gordo mantém cotação estável em São Paulo


De acordo com a análise da terça-feira (23) do informativo “Tem Boi na Linha”, publicado pela Scot Consultoria, o mercado do boi gordo apresentou estabilidade em São Paulo. “Com as escalas confortáveis e o escoamento lento da carne, grande parte das indústrias não comprou, o que manteve as cotações estáveis”, apontou o boletim.

No Pará, a região de Marabá registrou queda de R$2,00/@ na cotação do boi gordo, enquanto em Redenção os preços não se alteraram. “Nas regiões, a cotação da arroba do ‘boi China’ caiu R$2,00”, destacou o informativo.

Na região de Paragominas, as cotações permaneceram estáveis, com o “boi China” apresentando retração de R$3,00/@. “Esse cenário reforça a movimentação cautelosa do mercado”, acrescentou a análise.

Na região Noroeste do Paraná, o mercado abriu com queda de R$1,00/@ para os machos e de R$2,00/@ para a novilha, enquanto a cotação da vaca não mudou. “Os ajustes regionais refletem o comportamento da oferta e demanda”, descreveu o boletim.

Em relação à exportação de carne bovina in natura, até a terceira semana de setembro, o volume embarcado atingiu 209,6 mil toneladas, com média diária de 13,9 mil toneladas, aumento de 16,6% frente ao registrado por dia no mesmo período de 2024. “A cotação média da tonelada ficou em US$5,6 mil, alta de 24,6% na comparação feita ano a ano”, informou o relatório.





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Primeiras áreas de soja são cultivadas no Mato Grosso



Semeadura de soja pode ganhar ritmo em outubro



Foto: USDA

Segundo a análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (22), as primeiras áreas de soja da safra 2025/26 já foram semeadas em Mato Grosso. Até a última sexta-feira (19), 0,55% dos 13,01 milhões de hectares estimados havia sido cultivado no estado, percentual 0,28 ponto percentual acima do registrado na safra 2024/25 e 0,07 ponto percentual superior à média dos últimos cinco anos. “O avanço inicial da semeadura indica um ritmo acima do observado em anos anteriores”, avaliou o instituto.

Segundo informantes do Imea, a maior parte dos talhões cultivados na semana passada corresponde a áreas irrigadas. “Além disso, foram registradas precipitações pontuais em alguns municípios, o que possibilitou a entrada das máquinas também em áreas de sequeiro”, informou o boletim. O instituto destacou ainda que muitos produtores aguardam a regularização do regime de chuvas para acelerar os trabalhos a campo.

De acordo com projeções do NOAA, as chuvas em Mato Grosso devem se intensificar nos próximos sete dias, com potencial acumulado de 15 a 25 milímetros na maior parte do estado. “Esse volume pode favorecer o avanço da semeadura, que historicamente ganha ritmo em outubro”, apontou a análise.





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Projeção indica queda na produtividade do milho



Produtividade do milho cai, mas segue histórica



Foto: Pixabay

Segundo a análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (22), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) publicou em setembro de 2025 a primeira estimativa para a safra 2025/26 de milho no Brasil. A área cultivada foi projetada em 22,63 milhões de hectares, representando incremento de 3,55% em relação à safra 2024/25. “Esse avanço é sustentado, sobretudo, pela rentabilidade do milho na segunda safra e pela expectativa de maior consumo doméstico, impulsionado pela demanda das usinas de etanol”, destacou o boletim.

A análise acrescenta que a possível migração das compras asiáticas do milho dos Estados Unidos para a América do Sul reforça as perspectivas de aumento na demanda, fatores que, segundo o Imea, motivam a expansão da área cultivada na próxima temporada. “No que se refere à produtividade, a estimativa ficou em 101,83 sacas por hectare, redução de 1,59% em comparação ao ciclo anterior”, informou a Conab.

Apesar da queda na produtividade, o rendimento se configura como o segundo maior da série histórica da companhia. Por fim, a produção brasileira de milho para a safra 2025/26 foi projetada em 138,28 milhões de toneladas, o que representa queda de 1,01% em relação à temporada anterior.





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Brasil registra superávit de US$ 722 milhões na 3ª semana


Na terceira semana de setembro de 2025, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 722 milhões e corrente de comércio de US$ 12,7 bilhões, resultado de exportações de US$ 6,7 bilhões e importações de US$ 6 bilhões. No acumulado do mês, as exportações somaram US$ 19,9 bilhões e as importações US$ 17,5 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,4 bilhões e corrente de negociações de US$ 37,5 bilhões. “Esses e outros resultados foram publicados nesta segunda-feira (22) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC)”, informou o boletim.

No ano, as exportações totalizam US$ 247,5 bilhões e as importações US$ 202,3 bilhões, com saldo positivo de US$ 45,2 bilhões e corrente de negociações de US$ 449,8 bilhões, segundo a Secex.

Nas exportações, comparando as médias até a terceira semana de setembro de 2025 (US$ 1,329 bilhões) com a de setembro de 2024 (US$ 1,355 bilhões), houve queda de 2,0%. Em relação às outras, houve um crescimento de 5,1% na comparação entre as médias até a terceira semana de setembro de 2025 (US$ 1,170 bilhões) e a partir de setembro de 2024 (US$ 1,113 bilhões).

Até a terceira semana de setembro de 2025, o diário médio da corrente de comércio totalizou US$ 2.499,54 milhões e o saldo, também por mídia diária, foi de US$ 158,82 milhões. “Comparando-se este período com a média de setembro de 2024, houve crescimento de 1,2% na corrente de comércio”, informou a Secretaria.

No acumulado até a terceira semana de setembro de 2025, em comparação ao mesmo mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média exportadora diária foi o seguinte: crescimento de US$ 15,56 milhões (5,7%) na agropecuária, queda de US$ 11,21 milhões (3,9%) na indústria extrativa e de US$ 35,45 milhões (4,5%) em produtos da indústria de transformação.

No mesmo período, comparado ao ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média registrou diariamente crescimento de US$ 70,74 milhões (7,0%) em produtos da indústria de transformação, queda de US$ 2,08 milhões (9,5%) em agropecuária e de US$ 10,83 milhões (14,8%) em indústria extrativa.





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