quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Boi gordo mantém preços estáveis em São Paulo



Escalas do boi gordo variam entre oito e dez dias



Foto: Kadijah Suleiman

De acordo com a análise de sexta-feira (26) do informativo “Tem Boi na Linha”, publicado pela Scot Consultoria, “as cotações do boi gordo permaneceram estáveis em São Paulo”. O boletim informa que “a oferta de boiadas esteve contida e as escalas de abate começaram a encurtar”, o que explica a estabilidade. As escalas de abate atenderam, em média, a oito dias no estado.

Em Tocantins, o informativo destacou que “o cenário foi de mercado ofertado e com escalas de abate confortáveis”. Na região Sul, “as escalas de abate atenderam, em média, a dez dias”. Na região Norte, “as escalas de abate ficaram, em média, em dez dias”.

Em Goiás, “a oferta de bovinos esteve mais enxuta, mas a escala de abate foi suficiente”, informou a Scot Consultoria.

Em Alagoas, “com a oferta tendo atendido à demanda, mas sem gerar excedentes, as cotações permaneceram estáveis na comparação diária”, concluiu o informativo.





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Paraná prevê safra recorde de grãos



Estado projeta recorde com culturas de inverno



Foto: Divulgação

O Paraná deve colher 46,3 milhões de toneladas de grãos na safra 2024/2025, número considerado recorde para o estado. O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), informou nesta quinta-feira (25) que a projeção ainda depende da conclusão da colheita das culturas de inverno. “A previsão fica bem acima da safra 23/24, de 38,48 milhões de toneladas, e supera o recorde da safra 22/23, de 45,48 milhões de toneladas”, disse o boletim de safra do Deral.

Segundo o Departamento, o Paraná colheu 21,4 milhões de toneladas de soja. A produção de milho atingiu 20,4 milhões de toneladas e a de feijão chegou a 841 mil toneladas, o que contribuiu para o patamar histórico desta safra. O estado ainda colheu 136 mil toneladas de arroz e 44,9 mil toneladas de café na safra 24/25. “Os produtores já colheram 41% da área de trigo, com rendimento médio de 3.258 kg/ha, contra 2.139 kg/ha na safra anterior”, informou o Deral. A produtividade também aumentou nas lavouras de cevada: no ciclo anterior o rendimento chegou a 3.841 kg/ha e este ano passou para 4.333 kg/ha.

A previsão é que o Paraná colha 449 mil toneladas de cevada nos 103 mil hectares cultivados nesta safra, área superior aos 82,2 mil hectares do ciclo anterior. A colheita atingiu até agora 12% da área cultivada. “Se as condições favoráveis persistirem, a safra recorde estará assegurada”, afirmaram técnicos do Deral.

A safra de verão 25/26 está em início de plantio. As chuvas que favoreceram a safra de inverno também umedeceram o solo, permitindo maior ritmo de semeadura nos próximos dias. Até o início desta semana, o milho atingia 64% de área plantada, a batata 60% e o feijão da primeira safra 28%, com maior concentração de produção no Sul do estado.





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Manejo e genética são primordiais para se ter alta produtividade no cultivo


Manejo adequado e a adaptação genética dos clones são os fatores centrais para se ter uma boa produtividade das florestas plantadas com eucalipto em Mato Grosso. Esta é uma das avaliações feitas por Maurel Behling, pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril. Ele recomendou ainda que o produtor abandone práticas menos eficientes, como o uso de “sobras” de herbicidas e adubos, e adote as novas técnicas para garantir um ciclo de produção otimizado.

Práticas como preparo correto do solo, adubação equilibrada e controle de pragas são decisivas para o bom desenvolvimento dos plantios. “O manejo é o que está, de fato, nas mãos do produtor. É a ferramenta capaz de transformar o potencial da floresta em resultados concretos”, afirmou Behling.

O pesquisador destacou ainda que a escolha de clones adaptados às condições de solo e clima de cada região é fundamental para garantir produtividade. Em parceria com a Arefloresta e outros órgãos, a Embrapa está conduzindo testes de validação em diversas fazendas do estado, com apoio do Fundo Desenvolve Floresta. O objetivo é identificar e disponibilizar aos produtores materiais genéticos superiores.

Behling lembrou que o ciclo de produção do eucalipto, que dura em média sete anos, é capaz de gerar biomassa de alta qualidade para diferentes cadeias produtivas. “O eucalipto está para as espécies madeireiras como o Bombril está para as esponjas de aço: é 1001 utilidades… e atende de pobre ao nobre”, disse, ressaltando o potencial versátil da madeira para atender desde a indústria de papel até a fabricação de peças para tratores e automóveis.

Cheio de detalhes, o processo de produção do eucalipto envolve uma série de etapas bem definidas, iniciando com o planejamento e a implantação da floresta. Em seguida vêm a condução, a manutenção e, posteriormente, a colheita da biomassa e o transporte do material. “Essa cadeia produtiva estruturada garante a entrega de uma matéria-prima versátil, capaz de atender a uma vasta gama de indústrias”, frisou.

Behling, que atua em diferentes projetos como melhoramento genético do eucalipto e na avaliação de sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), com foco em sustentabilidade e ganhos de produtividade, destacou ainda que a produção de eucalipto se destaca como alternativa sustentável, por ser renovável e contribuir para a redução de carbono na atmosfera. Para ele, abandonar práticas ultrapassadas e adotar novas tecnologias é o caminho para consolidar a silvicultura como atividade estratégica em Mato Grosso.

 





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Clima beneficia safra de inverno na região Sul



Milho e arroz avançam com plantio acelerado



Foto: Pixabay

De acordo com o Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado nesta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), “os volumes de chuva registrados na região Sul nos 20 primeiros dias de setembro favoreceram os cultivos de inverno na maioria das áreas produtoras”. O documento aponta que “os maiores volumes foram distribuídos no Rio Grande do Sul, principalmente na primeira semana do mês”. Os dados espectrais indicam que “as condições foram desenvolvidas nas principais regiões de produtos de trigo , grão com a maior área semeada nas culturas de inverno, mesmo com o registro de problemas e tempestades em algumas áreas”.

Ainda segundo o Boletim, “os gráficos de evolução do índice de crescimento das principais produtoras de trigo, onde as atividades se encontram majoritariamente em desenvolvimento vegetativo, enchimento e preenchimento de grãos, mostram que as condições, no geral, foram realizadas”. O documento destaca que “nas regiões monitoradas, observa-se que o índice evoluiu acima da média histórica durante a maior parte do período de desenvolvimento das atividades, encontrando-se, neste momento, próximo ou acima da safra anterior”.

No Rio Grande do Sul, “principal estado produtor de trigo, a condição geral das atividades é considerada boa”. No Paraná, “o clima favoreceu o avanço da colheita e a maior parte das atividades encontra-se em maturação”. Em Santa Catarina, “a cultura apresenta bom potencial produtivo” e “a maior parte das culturas catarinenses apresentam-se em desenvolvimento vegetativo, enquanto alguns avançam para o enchimento de grãos”. A alternância entre períodos de sol e umidade “tem favorecido o crescimento das plantas”. ???????

Sobre as culturas de verão da safra 2025/26, o Boletim informa que “a semeadura da nova safra está avançando, principalmente sob o cultivo irrigado ou em áreas com disponibilidade de água no solo”. O plantio de arroz irrigado “está no início no Rio Grande do Sul, concentrado nas áreas de cultivo pré-germinado”, e em Santa Catarina “a semeadura do grão está mais avançada no litoral Norte”. Já “a semeadura do milho primeira safra ocorre em ritmo acelerado na região Sul, favorecida pelo aumento das temperaturas e pelas precipitações regulares”. Quanto à soja , “o plantio é incipiente no Centro-Oeste e está concentrado, especialmente, em áreas irrigadas”. No Paraná, “o plantio foi iniciado em algumas áreas das regiões Oeste e Sudoeste, onde a umidade não só tem permitido as operações de campo e propiciou um bom desenvolvimento inicial das atividades”.





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Produtores terão apoio para comercializar feijão


Os produtores e produtores de feijão do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná terão nova oportunidade de apoio à comercialização e ao escoamento da leguminosa da safra 2024/25. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que realizará, nos dias 1º e 2 de outubro, leilões públicos de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP). Segundo a Companhia, “ao todo, serão oferecidas 16,2 mil toneladas de Pepro e outras 16,2 mil toneladas de PEP”.

De acordo com a Conab, “dessa vez não haverá limite por produtor para participar da subvenção”. A Companhia explicou que, com isso, “os produtores podem participar da Pepro e também vender às empresas que contratam o PEP”. No entanto, “é vedado ao agricultor negociar com a Conab um volume de feijão referente à mesma safra 2024/25 que excede a produção prevista na área declarada no Sican”.

Os leilões marcados para o dia 1º de outubro serão destinados à agricultura familiar. A Conab destacou que irá oferecer “6,48 mil toneladas de pepro de feijão-preto exclusivamente para os agricultores e agricultores familiares, bem como suas cooperativas sediadas nos estados da região Sul do país”. Para receber o prêmio, “o produtor ou cooperativa deverá comprovar a produção e a venda ou escoamento do feijão-preto para a indústria de beneficiamento ou comerciante de uma localidade diferente de onde ocorre o plantio do produto”.

No mesmo dia, também serão oferecidas “6,48 mil toneladas de PEP para indústrias de beneficiamento e comerciantes de feijão-preto do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul”. Nessa operação, “o participante deverá comprovar a compra do feijão-preto in natura obrigatoriamente de familiares agricultores diretamente ou por meio de suas cooperativas, pelo Preço Mínimo e o posterior escoamento do produto”.

 

Na quinta-feira (2), os leilões Pepro serão realizados em caráter de ampla concorrência. Segundo a Conab, “todos os produtores, cooperativas, agricultores familiares inclusivos, poderão participar”. O mesmo ocorrerá com o PEP, “em que as indústrias de beneficiamento e comerciantes do grão precisarão comprovar a compra do feijão-preto in natura de agricultores, inclusive da agricultura familiar, pelo Preço Mínimo e o posterior escoamento do produto”.

A Companhia ressaltou que, para participar dos leilões, “os interessados ??devem estar inscritos na Bolsa de Mercadorias pela qual pretendem atuar e em situação regular perante o Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican) da Conab, além de possuir cadastro em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf) e perante o Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin), entre outras disposições previstas nos editais”.

 

A ação foi autorizada pela Portaria Interministerial dos ministérios da Agricultura e Pecuária, da Fazenda, do Planejamento e Orçamento, e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar n.º 24/2025, publicada em 25 de agosto de 2025. O documento “define um volume de recursos de até R$ 21,7 milhões para escoamento de 32,4 mil toneladas de feijão da safra 2024/25 para fora dos estados de origem da produção”.

Segundo a Conab, “os leilões públicos a serem realizados no âmbito da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) são importantes ferramentas para diminuir oscilações na renda dos produtores rurais e garantir uma remuneração mínima, atuando como balizadora da oferta, incentivando ou desestimulando a produção e garantindo a regularidade do abastecimento nacional”.





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Colheita de milho-verde deve iniciar em novembro



Emater detalha cenário do milho-verde em Lajeado


Foto: Nadia Borges

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (26) pela Emater/RS-Ascar, a produção de milho-verde na região administrativa de Lajeado, em Cruzeiro do Sul, está em período de entressafra.

Segundo o órgão, “os agricultores realizam o planejamento escalonado quinzenalmente”.

Nas áreas mais precoces, a cultura encontra-se em desenvolvimento vegetativo. A Emater/RS-Ascar informou que “a colheita é efetuada em parcelas, para que a colheita aconteça de modo frequente a partir de novembro”.

Ainda conforme o informativo, “não houve problemas com previsões e doenças em razão do frio”.





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Poder de compra do avicultor segue favorável



Mesmo com alta dos insumos, poder de compra do avicultor segue positivo


Foto: Pixabay

 Levantamentos do Cepea mostram que o poder de compra de avicultores paulistas avança ligeiramente na parcial de setembro. Segundo o Centro de Pesquisas, os recentes aumentos nos preços do milho e do farelo de soja (principais insumos da atividade) preocupam, mas, ao mesmo tempo, o frango vivo vem se valorizado um pouco mais, garantindo situação favorável ao produtor.

Pesquisadores explicam que a alta do animal está associada ao tradicional aquecimento da demanda na primeira metade do mês. No caso do milho, de acordo com a Equipe Grãos/Cepea, ainda que novas estimativas indiquem crescimento na produção brasileira da safra 2024/25, os preços do cereal seguem registrando pequenos avanços, sustentados pela firme demanda interna e pela posição mais cautelosa de vendedores, que limitam o volume disponível no spot nacional. Quanto ao farelo de soja, a Equipe Grãos/Cepea aponta que parte dos consumidores retomou as aquisições do derivadoe os valores oscilaram dentre as regiões pesquisadas pelo Cepea.





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Tecnologia garante retorno já na primeira safra de café



O projeto teve início em 1,5 hectare como um teste


O projeto teve início em 1,5 hectare como um teste
O projeto teve início em 1,5 hectare como um teste – Foto: Pixabay

A Fazenda Estiva, em São João da Boa Vista (SP), mostra como a irrigação por gotejamento pode revolucionar a cafeicultura. Com 180 hectares de café arábica irrigados, a família de produtores registrou um aumento médio de 40 sacas por hectare, alcançando até 65 sacas por hectare contra as 25 no sequeiro. O retorno do investimento veio já na primeira safra, garantindo ganhos consistentes.

Segundo os produtores, a adoção da tecnologia não representou apenas um avanço produtivo, mas também uma mudança de mentalidade. O uso da água de forma precisa trouxe segurança, sustentabilidade e maior qualidade ao café, que também apresentou melhorias expressivas no padrão final.

“Com a irrigação, em dois anos e meio nós produzimos em torno de 60, chegando até 65 sacas por hectare. Antes, no sequeiro, esse número não passava de 25 sacas. É um salto impressionante”, relata o produtor Maércio Diogo de Oliveira, que administra a propriedade ao lado do irmão.

O projeto teve início em 1,5 hectare como um teste e rapidamente evoluiu para toda a propriedade, diante dos resultados impressionantes. A parceria entre a Netafim e a Bolsa Irriga foi fundamental para viabilizar a tecnologia e oferecer suporte técnico, assegurando eficiência e longevidade ao sistema.

Com a fertirrigação, os produtores destacam que os ganhos não se restringem ao volume de sacas, mas também ao retorno financeiro e à valorização do produto. A experiência da Fazenda Estiva reforça a viabilidade da irrigação por gotejamento no café, quebrando paradigmas em uma região que antes não era tradicionalmente irrigada.

 





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Satélite prevê produtividade das principais culturas



A metodologia foi aplicada em experimentos de validação


Os resultados demonstraram que a correlação entre a produtividade prevista e a observada chegou a 71%
Os resultados demonstraram que a correlação entre a produtividade prevista e a observada chegou a 71% – Foto: Divulgação

Um modelo desenvolvido pela Embrapa mostrou ser capaz de prever a produtividade da soja com 71% de precisão, utilizando imagens de satélite de alta resolução, segundo o engenheiro cartógrafo Edmilson Martinho. A tecnologia combina sensoriamento remoto, cálculos estatísticos e aprendizagem de máquina, oferecendo potencial para auxiliar produtores e a indústria no planejamento estratégico de colheita, logística e comercialização.

O estudo utiliza imagens diárias da constelação PlanetScope, disponibilizadas pelo Programa Brasil MAIS, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, permitindo acompanhar quase em tempo real o desenvolvimento das lavouras. No caso da soja, o índice de vegetação realçado (EVI2) foi aplicado para capturar diferenças relacionadas à biomassa e à estrutura das plantas. Além da soja, o modelo também foi testado em cana-de-açúcar, milho, algodão e arroz, apresentando índices elevados de acurácia.

Os resultados demonstraram que a correlação entre a produtividade prevista e a observada chegou a 71%, considerada alta para estudos dessa natureza. A metodologia foi aplicada em experimentos de validação do bioestimulante Hydratus, desenvolvido para aumentar a resistência das plantas à seca, mostrando-se uma estratégia inovadora e econômica para avaliação do desempenho das culturas em tempo real.

Com o avanço da pesquisa e a inclusão de novas variáveis, como temperatura, textura do solo e disponibilidade hídrica, o modelo tem potencial para se tornar ainda mais robusto e aplicável em escala comercial. Além de apoiar produtores e indústrias, a ferramenta pode ser útil em levantamentos oficiais de safra, oferecendo previsões mais objetivas e abrangentes para diferentes regiões do país.

 





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Moluscicida é lançado no Brasil: Entenda


A multinacional francesa De Sangosse anunciou com exclusividade ao Agrolink o lançamento no mercado brasileiro do moluscicida IRONMAX PRO. O produto é formulado com base do Fosfato Férrico IP Max, e conta com a tecnologia exclusiva Colzactive.

O produto exclusivo foi desenvolvido no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa na França. De acordo com a fabricante, o lançamento possui “alta performance”, unindo eficácia técnica, segurança ambiental e praticidade na aplicação.

“A composição única dele incorpora a Tecnologia Colzactive, que garante atratividade e palatabilidade superiores, resultando em ingestão rápida pelas pragas”, detalha, Ricardo Henriques, engenheiro agrônomo e gerente de marketing da empresa.

De acordo com o especialista, a base da Colzactive é a canola, uma descoberta considerada importante para o sucesso do produto. Em um estudo conduzido pela equipe da empresa na França, avaliou-se mais de 30 espécies vegetais e foi identificado que a canola se destacou como uma das mais atrativas para a alimentação dos moluscos.

“Essa característica única nos levou a utilizar seu substrato no desenvolvimento da formulação. No caso das iscas, a atratividade é um fator decisivo: se o ingrediente não for altamente eficaz e praticamente unânime na atração dos alvos, o controle da praga pode ficar seriamente comprometido”, detalhou.

A ação IRONMAX PRO, afirmam, é quase imediata: após o consumo da isca, a alimentação é interrompida, cessando os danos às lavouras.

Fabricado por processo de extrusão úmida, o produto apresenta grânulos estáveis, resistentes à umidade, sem risco de quebra ou formação de poeira.

O princípio ativo Fosfato Férrico é naturalmente degradável no solo e não tóxico para mamíferos, pets, aves, abelhas e demais organismos benéficos. Isso posiciona o produto como uma solução sustentável e segura. Ele é indicado para todas as culturas e pode ser aplicado com distribuidores de grânulos, como o Delimbe, otimizando o uso em campo e reduzindo desperdícios.

O tamanho do problema dos moluscos-praga

Nos últimos 15 anos, a agricultura brasileira tem registrado um crescimento preocupante na incidência de moluscos-praga, afetando de forma expressiva culturas estratégicas como soja, feijão e milho, e, em alguns casos, frutíferas.

A infestação envolve tanto espécies nativas quanto exóticas invasoras, como o caramujo-africano, cuja capacidade de adaptação e rápida proliferação representa uma séria ameaça fitossanitária.

Embora de dimensões reduzidas, esses organismos são capazes de comprometer de maneira significativa a produtividade e a qualidade final da colheita.

Além da carência técnica dos produtores, a situação é agravada pelo hábito noturno dos animais, que dificulta a identificação precoce e o manejo adequado da infestação.

Os moluscos que atacam lavouras e pomares têm hábitos noturnos, e, como destaca o executivo, no Brasil, praticamente não há práticas agrícolas que exijam que o produtor vá ao campo à noite. Por isso, os danos costumam ser percebidos apenas durante o dia, quando, muitas vezes, o produtor não associa imediatamente o problema a lesmas, caramujos e caracóis.

Nessas situações, é comum a culpa recair sobre a semente que não germinou, um plantio muito profundo ou até sobre outras pragas, como formigas e lagartas. Isso atrasa o diagnóstico correto e o controle eficiente. “Já encontramos talhões com perdas de 20% a 30%, o que é extremamente agressivo. Vale lembrar que, mesmo no estágio de primeiro ou segundo par de folhas, o ataque pode matar a planta”, explica.

O prejuízo não se limita à fase de desenvolvimento. Segundo o engenheiro agrônomo, os caramujos também impactam diretamente a qualidade da colheita. “As conchas que se misturam aos grãos, por exemplo, afetam a qualidade final, reduzindo o valor do produto e aumentando as perdas para o produtor”, acrescenta.

Produtores que adotam o plantio direto precisam redobrar a atenção, já que esse sistema cria condições mais favoráveis à presença de moluscos. A palhada mantém o solo úmido, formando um ambiente ideal para o estabelecimento e a proliferação dessas pragas, mas é preciso ficar atento.

“Podemos destacar como áreas de maior alerta os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de regiões do Centro-Oeste, com solos mais arenosos e com altos níveis de palhada. Contudo, nas últimas safras também temos relatos de incidências em áreas no estado do Pará e Sul do Maranhão”, observa Henriques.





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