sábado, março 14, 2026

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Novo Acordo do Rio Doce é exemplo na COP30


Evento destaca modelo brasileiro de governança multissetorial e integração entre entes públicos e da sociedade civil para a reparação de desastres

O Novo Acordo do Rio Doce foi tema central de painel realizado nesta quinta-feira, 13/11, na COP30, em Belém (PA). Conduzido pela Secretaria de Articulação e Monitoramento da Casa Civil da Presidência da República, o evento debateu a conexão entre o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana-MG, e temas como transição energética justa, justiça climática, segurança hídrica e gestão de riscos de desastres.

Realizado no Pavilhão Brasil da Zona Azul, o painel “Rio Doce: justiça, governança e financiamento de políticas públicas sustentáveis para a recuperação de desastres” reuniu representantes de diversos entes envolvidos no Acordo, que foi homologado em novembro de 2024 e constituído como um instrumento jurídico robusto, firmado como uma repactuação do termo de 2016, objetivando superar falhas do modelo anterior e ampliar ações de reparação.

A secretária adjunta da SAM/CC/PR, Petula Ponciano, moderou o diálogo e destacou: “Conseguimos aqui trazer grandes pontos, como a governança multissetorial fortalecida, a justiça socioambiental com participação social efetiva e uma modelagem para o financiamento climático estruturante. É uma trajetória para que a gente não comece do zero em outras situações, como a recente, no Paraná”.

O desembargador Edilson Vitorelli, do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), pontuou que, juntamente ao acordo de reparação de Brumadinho-MG, o instrumento está entre os cinco maiores acordos judiciais da história mundial em questão de valores: “É uma grande vitória do sistema processual brasileiro, fomos capazes de entregar acordos que outros países não foram capazes de entregar, mesmo tendo desastres tão graves quanto os casos brasileiros”. Ele lembrou que o modelo brasileiro prevê reparação em três esferas: danos individuais, ambientais e socioeconômicos, incluindo ações específicas voltadas a povos indígenas, quilombolas e tradicionais.

A secretária Nacional de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas da Secretaria-Geral da Presidência da República (SG/PR), Kelli Mafort, apresentou o trabalho desenvolvido pelo órgão, que realiza a interlocução com os movimentos sociais de representação de atingidos pelo rompimento de barragens. “É um trabalho de apoio direto aos atingidos e atingidas e de articulação para que se consiga estabelecer parâmetros para que crimes como este não voltem a ocorrer”.

Ela comentou sobre o empenho do Governo do Brasil em fazer ecoar a voz dos atingidos por meio dos mecanismos de participação social previstos no Acordo, com o estabelecimento do Conselho Federal de Participação Social da Bacia do Rio Doce e Litoral Capixaba e a criação de um fundo específico para o desenvolvimento de projetos comunitários, no valor de R$ 5 bilhões.

Marcus Tadeu Barbosa, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), falou sobre o conceito de reparação integral, que geralmente não é levada em consideração nos processos reparatórios conduzidos pelas empresas responsáveis pelos desastres. “Ela tem que ser discutida no âmbito cultural, no âmbito econômico, no âmbito dos modos de vida das comunidades atingidas, que é totalmente alterado, tem que ser discutida nas relações de trabalho, nas relações de gênero […] Nesse sentido da formalização dos acordos e do processo da reparação, a participação social garante com mais eficiência a justiça para as famílias atingidas. E com esse acordo, o Brasil tem a oportunidade de mostrar ao mundo uma nova concepção de reparação, participativa, em que os atingidos sejam protagonistas”.

Representando o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a diretora Maria Fernanda Ramos Coelho enfatizou o papel da governança do Acordo, que envolve diferentes atores e processos. “Ela é bastante clara em relação a seus processos. Temos, sob a coordenação da Casa Civil, o Comitê do Rio Doce, do qual fazem parte a Secretaria de Relações Institucionais e a Secretaria-Geral da Presidência. O BNDES tem assento nesse comitê com direito a voz, mas sem voto. E, além disso, foram criados os subcomitês, em que os ministérios dialogam, pensando, propondo e articulando, principalmente com as organizações da sociedade civil, os principais projetos que serão trabalhados no âmbito do Novo Acordo do Rio Doce. Uma governança bastante robusta”.

Em 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem de Fundão, em Bento Rodrigues (Mariana/MG), provocou o maior desastre já registrado com rejeitos de mineração no Brasil. O colapso da estrutura da Samarco Mineração S/A, joint venture da Vale e BHP Billiton Brasil, causou 19 mortes, deixou três pessoas desaparecidas e despejou mais de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos, contaminando a bacia do Rio Doce em Minas Gerais e no Espírito Santo, até o mar territorial.

Homologado em novembro de 2024, o Novo Acordo do Rio Doce inaugurou uma etapa voltada à recuperação ambiental, ao fortalecimento de políticas públicas e ao protagonismo das comunidades atingidas. Firmado entre Governo do Brasil, estados e empresas responsáveis, o instrumento soma R$ 170 bilhões: R$ 100 bilhões destinados aos poderes públicos para ações de reparação ao longo de 20 anos (R$ 49,1 bilhões à União), R$ 32 bilhões para indenizações individuais e obrigações das empresas, além de R$ 38 bilhões já aplicados desde 2015 via Fundação Renova.





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Aprosoja MT leva chineses ao porto de Barcarena


Nesta quinta-feira (13.11), o vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Luiz Pedro Bier, esteve em Barcarena (PA) acompanhando uma delegação chinesa da Câmara de Comércio da China para Importação e Exportação de Alimentos, Produtos Nativos e Subprodutos Animais (CFNA), em uma visita técnica ao complexo portuário de Barcarena, que integra os portos do Arco Norte.

A comitiva foi composta pelo presidente da CFNA, Cao Derong; pela diretora adjunta do Departamento de Cereais e Óleos da CFNA, Li Sifan; e pelo gerente da Leader Grain HK Ltd., Guo Jiapeng.

Durante a visita às instalações da Unitapajós e da Hidrovias do Brasil, os participantes conheceram toda a estrutura logística do porto, desde a chegada dos caminhões com os grãos até o processo de carregamento dos navios destinados à exportação. A comitiva acompanhou de perto as etapas de armazenagem, classificação e embarque da soja, além de observar os navios que chegam ao Brasil com fertilizantes e retornam ao exterior com grãos produzidos em Mato Grosso.

“Estamos aqui em Barcarena, aproveitando a COP30 para trazer uma delegação chinesa e mostrar de perto o funcionamento do complexo portuário. Essa visita é fundamental para que eles tirem dúvidas sobre a qualidade da nossa soja, algo muito importante para a China. Mostramos todas as etapas do processo de exportação, desde a parte rodoviária e de recepção até o embarque final. Conversamos sobre umidade, classificação e controle de qualidade, pontos que reforçam a seriedade do trabalho feito no Brasil”, destacou Luiz Pedro Bier.

O vice-presidente da Aprosoja MT também ressaltou que a visita foi uma oportunidade para estreitar laços com o principal parceiro comercial do agro brasileiro.

“Os chineses são nossos maiores compradores e é essencial que entendam a nossa realidade, vejam como o produtor rural brasileiro trabalha e conheçam o nosso compromisso com a qualidade e a sustentabilidade. Esse tipo de aproximação é o que fortalece a confiança e abre novos caminhos para o comércio entre os dois países”, completou Bier.

O crescimento do Arco Norte reforça o papel estratégico dessa rota logística nas exportações brasileiras. De acordo com dados da Unitapajós, em 2013, o Brasil exportou 42,8 milhões de toneladas de grãos, sendo 12% pelo Arco Norte e 88% pelos portos do Sul e Sudeste. Já em 2024, o volume total saltou para mais de 151 milhões de toneladas, com 36% escoados pelo Arco Norte e 64% pelos portos do Sul e Sudeste, um avanço que consolida a região como uma das principais alternativas logísticas do país.

A visita técnica encerrou a participação da Aprosoja Mato Grosso na COP30, fortalecendo o diálogo com o mercado asiático e reforçando o compromisso da entidade com a transparência, a sustentabilidade e a eficiência na produção e exportação de soja brasileira.





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Inmet prevê semana com acumulados de chuva acima de 100 mm em áreas do…


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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê uma semana com chuvas intensas e bem distribuídas sobre o Sudeste e o Centro-Oeste, com acumulados que podem ultrapassar 100 milímetros em vários pontos, e em alguns casos chegar a 200 mm, segundo o Informativo Meteorológico nº 42/2025, válido até o dia 7 de novembro.

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Na Região Sudeste, a atuação de sistemas frontais deve favorecer volumes expressivos em São Paulo, Rio de Janeiro e no sul e Triângulo Mineiro. Em áreas desses estados, o Inmet indica acumulados entre 150 e 200 mm ao longo da semana. A umidade relativa do ar deve permanecer elevada, com índices superiores a 70% em boa parte da região, exceto no norte e interior mineiro, onde os valores podem cair para 30% a 40%.

No Centro-Oeste, as chuvas também devem ser generalizadas, com volumes acima de 100 mm em praticamente todos os estados. Em Goiás, os acumulados podem ultrapassar 150 mm, enquanto em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal há previsão de pancadas frequentes e aumento da umidade, que deve permanecer em torno de 50% ou mais durante a semana.

Na Região Norte, áreas de instabilidade permanecem ativas em boa parte dos estados. Os maiores volumes devem se concentrar no centro e oeste do Amazonas, podendo superar 150 mm. Já no Amapá, no norte do Tocantins e nas porções norte e leste do Pará, o tempo deve ser mais seco, com acumulados abaixo de 10 mm e umidade do ar entre 25% e 30%.

No Nordeste, a previsão é de predomínio de tempo seco, com chuvas restritas ao sul e oeste da Bahia, sul do Piauí e Maranhão, onde podem ocorrer pancadas isoladas e acumulados próximos de 80 mm. Em grande parte da região, especialmente Bahia, Piauí e Ceará, a umidade do ar deve ficar abaixo de 30%, podendo cair para menos de 20% no oeste baiano e piauiense.

Já na Região Sul, a semana começa com chuvas fracas e isoladas até o dia 4, mais concentradas no litoral e norte da região. A partir da noite de quinta-feira (6), um novo sistema frontal avança, provocando precipitações mais intensas entre os dias 6 e 7, com acumulados de 100 a 150 mm principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. As temperaturas devem subir até o dia 6 e cair novamente com a chegada do novo sistema, que também eleva os níveis de umidade.





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Milho se recupera na B3: Entenda


O mercado de milho acompanhou ajustes importantes nesta quinta-feira, em um dia marcado pela divulgação de números atualizados para oferta e exportações. Segundo a TF Agroeconômica, a Conab e a Abiove trouxeram novos dados que ajudaram a movimentar os contratos da B3, que terminaram a sessão com variações pequenas, mas positivas na maior parte das posições.

A consultoria destacou que as cotações ganharam força após a divulgação dos relatórios mensais. A Conab revisou ligeiramente para cima a projeção da safra 25/26, embora os volumes sigam menores que os da temporada anterior, com redução de 1,6% na primeira safra e de 2,5% na segunda. Já a Abiove informou recuperação no ritmo de exportações de outubro, que começou lento, mas agora está apenas 3% abaixo do mesmo período do ano passado. O preço médio em dólar acumulou alta de 2% no ano.

Na Bolsa brasileira, os fechamentos refletiram esse quadro. Novembro já não tem mais negociações e um ajuste pontual ocorreu em 2026, mas os demais contratos avançaram. Novembro/25 encerrou a R$ 67,75, com queda de 0,14 no dia e de 0,47 na semana. Janeiro/26 fechou em R$ 70,97, alta de 0,21 no dia e queda de 0,50 na semana. Março/26 terminou a R$ 72,59, com ganho diário de 0,08 e recuo semanal de 0,35.

No mercado externo, os preços em Chicago também subiram. O contrato de dezembro avançou 1,72%, fechando a 442,75 cents por bushel, enquanto março registrou alta de 1,39%, chegando a 455,50 cents. A análise aponta que o milho sustentou o movimento apoiado pela demanda, mesmo com a colheita dos Estados Unidos se aproximando do fim. A retomada do funcionamento do governo americano contribuiu para o impulso nas cotações. A expectativa agora se volta ao relatório WASDE e às vendas relâmpago, que podem indicar o ritmo das exportações.

 





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Confira como está o milho nos principais estados


As negociações de milho do Rio Grande do Sul seguem restritas em um mercado com poucas novidades, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações de compra variam entre R$ 58,00 e R$ 72,00/saca, com média estadual em R$ 62,00, segundo a Emater/RS-Ascar. No porto, o milho futuro para fevereiro/26 segue estável em R$ 69,00/saca. Mesmo com esse cenário de leve estabilidade, o mercado não mostra sinais de reação no curto prazo”, comenta.

O mercado de milho em Santa Catarina permanece sem reação e com baixa liquidez. “As pedidas seguem próximas de R$ 80,00/saca, enquanto as ofertas giram em torno de R$ 70,00/saca, o que mantém as negociações praticamente paradas. No Planalto Norte, os negócios continuam pontuais, entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, sem avanços significativos”, completa.

Ritmo lento e ajustes pontuais no mercado paranaense. “O mercado de milho no Paraná segue lento e com baixa liquidez, ainda sem consenso entre compradores e vendedores. As pedidas dos produtores permanecem próximas de R$ 75,00/saca, enquanto as indústrias mantêm ofertas ao redor de R$ 70,00 CIF, o que impede avanços nas tratativas e mantém o mercado spot praticamente parado”, indica.

Enquanto isso, no Mato Grosso do Sul, a bioenergia continua dando sustentação ao mercado. “As cotações seguem estáveis entre R$ 51,00 e R$ 54,00/saca, com Maracaju ainda nas maiores referências e Chapadão do Sul registrando altas pontuais ao longo da semana. Apesar dos ajustes regionais, a demanda externa continua enfraquecida, limitando a abertura de novos negócios”, conclui.

 





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Consultoria aponta pressão do trigo no Sul



Em Santa Catarina, a consultoria informa que a comercialização continua lenta


Em Santa Catarina, a consultoria informa que a comercialização continua lenta
Em Santa Catarina, a consultoria informa que a comercialização continua lenta – Foto: Pixabay

A movimentação do trigo no país segue marcada por oferta elevada no Sul e por negociações cautelosas entre produtores e moinhos. Segundo a TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul as unidades seguem comprando apenas o necessário, mesclando trigo velho e novo para reduzir o custo médio e evitando assumir posições longas. A consultoria avalia que há bastante cereal disponível no estado, o que mantém os preços contidos e deve postergar uma retomada mais firme da demanda para os meses de janeiro a março, período em que o frete costuma pressionar as decisões de compra. As indicações permanecem em 1020 reais no interior, 1140 reais em Canoas e Porto Alegre e 1150 reais na Serra.

A TF Agroeconômica aponta que a combinação de maior quantidade e menor qualidade levou o mercado gaúcho à paridade de exportação. O preço FOB está ao redor de 225 dólares por tonelada, enquanto o FAS em Rio Grande permanece próximo de 216 dólares, acima do argentino, influenciado pelo teor de proteína e pela capacidade de embarque no porto. A recente queda do dólar tornou o trigo da Argentina mais competitivo, enquanto o valor pago na pedra em Panambi recuou para 55 reais.

Em Santa Catarina, a consultoria informa que a comercialização continua lenta. Há ofertas do Rio Grande do Sul e de São Paulo, mas acima do que os moinhos locais pretendem pagar, o que mantém o mercado travado. Os preços recebidos pelos produtores seguem estáveis há semanas.

No Paraná, a TF Agroeconômica relata que o trigo paraguaio chega mais barato pela fronteira e que as chuvas sobre áreas ainda não colhidas comprometem qualidade e produtividade. As cotações continuam próximas da paridade de importação. A média paga aos agricultores subiu para 64,12 reais, mas segue abaixo do custo atualizado, ampliando as perdas no curto prazo.

 





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Mesmo sem acesso, comitiva vai à Genebra para COP 11


Uma comitiva de parlamentares e representantes do executivo de municípios produtores de tabaco, bem como de entidades da cadeia produtiva da Região Sul, partem rumo à Suíça no sábado, 15 de novembro, para acompanharem a 11ª Conferência das Partes (COP 11) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), que acontece de 17 a 22 de novembro, em Genebra.

Mesmo sem acesso aos debates, o grupo estará no local para garantir que a delegação oficial brasileira não crie empecilhos à produção de tabaco já estabelecida no País e cumpra a declaração interpretativa assinada pelo governo federal quando o Brasil aderiu à Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT).

“Estamos levando conosco a voz de 533 mil pessoas envolvidas com essa atividade no meio rural e outras 44 mil nas indústrias. É o meio de sustento destes cidadãos brasileiros que estaremos defendendo, mesmo que nos bastidores”, comenta o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing.

Assim como em outras COPs, tanto os representantes eleitos, quanto entidades representativas dos produtores e a própria imprensa tiveram acesso negado às sessões. “A falta de transparência e diálogo são marcas de um tratado que não tem mais se preocupado apenas com a saúde pública, mas que avança para erradicar a produção de tabaco, com medidas que podem impactar diretamente a renda e os empregos gerados pela produção no Brasil”, reforça Thesing.

PRODUÇÃO DE TABACO NO BRASIL – Safra 2024/25

O Brasil ocupa a 2ª posição no ranking mundial de produção de tabaco, atrás apenas da China, seguido por Índia, Zimbábue e Estados Unidos. A Região Sul do Brasil é o principal polo produtor, concentrando os principais indicadores do setor:

525 municípios produtores

138 mil produtores rurais

44 mil empregos diretos nas indústrias de tabaco

533 mil pessoas envolvidas na cadeia produtiva no meio rural

310 mil hectares plantados

720 mil toneladas produzidas

R$ 14,6 bilhões em receita para os produtores

447 mil toneladas exportadas (2024)

R$ 18,8 bilhões em impostos arrecadados anualmente (2024)

US$ 2,89 bilhões em divisas geradas com exportações (2024)

“Esses números destacam a importância estratégica do tabaco para a economia do Sul do Brasil, tanto pelo seu impacto social quanto pela geração de receita e divisas, especialmente para as comunidades rurais, onde a cultura representa uma das principais fontes de renda e desenvolvimento”, reforça Thesing.

QUEM COMPÕE A DELEGAÇÃO

Entidades representativas

Éder Rodrigues, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria (Stifa)

Edimilson Alves, diretor-executivo da Abifumo

Gilson Becker, presidente da Amprotabaco e prefeito de Vera Cruz

Marco Dornelles, secretário da Afubra

Marcos Augusto Souza, diretor executivo do Sinditabaco Bahia

Rangel Marcon, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Tabaco e Afins (Fentitabaco)

Romeu Schneider, vice-presidente da Afubra e presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco

Valmor Thesing, presidente do SindiTabaco

Representantes Governos RS/SC

Celles Regina de Matos, presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc)

Edivilson Brum, secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi)

Joel Maraschin, chefe de Gabinete da Seapi

Romano Scapin, diretor geral SDR

Vilson Covatti, secretário estadual de Desenvolvimento Rural (SDR)

Deputados federais

Afonso Hamm (RS)

Dilceu Sperafico (PR)

Heitor Schuch (RS)

Marcelo Moraes (RS)

Rafael Pezenti (SC)

Zé Neto (BA)

Zé Rocha (BA)

Deputados estaduais RS

Airton Artus

Dimas Costa

Marcus Vinícius

Pedro Pereira

Silvana Covatti

Zé Nunes

Prefeitos/secretários

Emerson Maas, prefeito de Mafra (SC)

Jarbas da Rosa, prefeito de Venâncio Aires (RS)

Ricardo Landim, secretário de Desenvolvimento Rural de Venâncio Aires (RS)

 A produção no Brasil

O setor tem destaque especialmente na Região Sul, com o Rio Grande do Sul respondendo por cerca de 50% da produção nacional. Segundo a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), a cadeia produtiva envolveu, na safra 2024/25, mais de 138 mil famílias produtoras nos três estados do Sul. As quase 720 mil toneladas produzidas, renderam cerca de R$ 14,58 bilhões, montante que movimenta outros segmentos nos 525 municípios produtores da Região Sul do Brasil.





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Estimativas atualizadas devem guiar preços de soja, milho e trigo



No trigo, a alta em Chicago reflete compras persistentes de fundos


No trigo, a alta em Chicago reflete compras persistentes de fundos
No trigo, a alta em Chicago reflete compras persistentes de fundos – Foto: Canva

A movimentação nos mercados agrícolas começa o dia influenciada por ajustes em bolsas internacionais e pela expectativa em torno de novos dados oficiais. A TF Agroeconômica aponta reações distintas entre trigo, soja e milho diante do cenário externo e das projeções de oferta.

No trigo, a alta em Chicago reflete compras persistentes de fundos, mesmo em um ambiente de oferta considerada ampla. Os lotes de dezembro registraram avanço enquanto as praças físicas do Paraná e do Rio Grande do Sul tiveram variações discretas. A consultoria indica que a colheita segue acelerada no Hemisfério Sul e que a confirmação de produção recorde na Argentina, estimada em 24,5 milhões de toneladas, deve ampliar as exportações muito além do estimado pelo órgão americano em setembro.

A soja opera com ligeira alta em Chicago em um dia marcado pela volta do relatório do USDA após quarenta e três dias de interrupção. Os prêmios de exportação permanecem estáveis no Brasil, enquanto óleo e farelo mostram recuperação na América do Sul. Desde setembro, a falta de dados e as tensões entre Estados Unidos e China ampliaram a volatilidade, seguida de melhora após a trégua comercial e novas sinalizações de compra. No país, condições climáticas adversas continuam a limitar o potencial da safra 2025/26, segundo o contexto descrito no material.

O milho inicia o dia com pequenas oscilações após quatro sessões de avanço em Chicago. O físico brasileiro apresenta leve alta e os contratos futuros exibem movimentos mistos. As atenções se voltam para o relatório mensal do USDA, que deve atualizar as estimativas interrompidas durante o apagão administrativo. Antes da divulgação, números privados projetavam colheita e estoques finais abaixo dos valores publicados em setembro, o que ajuda a explicar a cautela observada entre compradores e vendedores.

 





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EUA e China mantêm impacto limitado no mercado de soja



As estimativas indicam ainda que a janela de competitividade americana segue curta


As estimativas indicam ainda que a janela de competitividade americana segue curta
As estimativas indicam ainda que a janela de competitividade americana segue curta – Foto: Pixabay

O novo entendimento entre as duas maiores economias do mundo reacendeu o debate sobre os rumos do comércio agrícola. A sinalização de retomada parcial das compras chinesas trouxe algum fôlego às cotações, mas análises do setor apontam que o efeito do acordo tende a ser mais diplomático que comercial, sem alterar o excesso de oferta que pressiona a soja no mercado internacional.

Consultorias destacam que a China deve importar cerca de 12 milhões de toneladas de soja americana em 2025, volume bem abaixo do registrado em 2020/21. O cenário mantém o foco nos embarques da América do Sul, considerados mais competitivos e seguros para o abastecimento. “O acordo demonstra mais um gesto de aproximação entre as potências do que uma mudança efetiva no fluxo comercial. A China segue priorizando a soja da América do Sul, especialmente a brasileira, por questões de competitividade e segurança de abastecimento”, explica Felipe Jordy, gerente de inteligência e estratégia da Biond Agro.

Nos Estados Unidos, a previsão de safra cheia convive com ritmo lento de exportações. No Brasil, a projeção de nova colheita recorde reforça a manutenção de estoques elevados e prêmios mais baixos nos portos, limitando novas altas. A leitura de analistas é que a trégua comercial apenas suaviza, por pouco tempo, o descompasso entre preços e fundamentos.

As estimativas indicam ainda que a janela de competitividade americana segue curta, restrita ao período anterior à entrada da safra brasileira. No mercado interno, o câmbio estável não compensa prêmios enfraquecidos nem a volatilidade externa, mantendo a comercialização perto de 25% da safra e abaixo da média histórica. “O momento exige uma cobertura mínima de 40% da produção, garantindo a proteção de custos e evitando exposição a eventuais quedas de preço ou gargalos logísticos. A estratégia deve priorizar margens e liquidez, combinando contratos futuros e barter de forma equilibrada”, finaliza.

 





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Análise aponta urgência climática para o agronegócio



“O Brasil registrou avanços recentes”


"O Brasil registrou avanços recentes"
“O Brasil registrou avanços recentes” – Foto: Divulgação

A preparação para a COP30 reforça a expectativa de que o agronegócio brasileiro avance de intenções para ações concretas na agenda climática. A análise do professor Ricardo Harbs, do Instituto Pecege, aponta que programas só ganham relevância quando há mecanismos capazes de transformar restauração de solo, redução de emissões e inclusão regional em investimentos duradouros.

Iniciativas como a RAIZ e programas nacionais de recuperação mostram que o país possui estrutura técnica para converter áreas degradadas em ativos produtivos de baixo carbono. Lançada pelo Ministério da Agricultura, a RAIZ busca acelerar financiamento e tecnologia para recuperar terras agrícolas, alinhando segurança alimentar, mitigação e geração de renda em projetos sustentados por métricas claras e governança.

“Ao mesmo tempo é preciso enfrentar as contradições que minam a credibilidade do setor. O Brasil registrou avanços recentes no combate ao desmatamento, o que é positivo, mas vigilância e coerência de políticas são condicionantes para que esses avanços se consolidem”, comenta.

O estudo indica que avanços no combate ao desmatamento dependem de políticas coerentes, transparência nas cadeias e inclusão dos produtores familiares. Sem essas bases, a agenda ambiental segue vulnerável a contestação e perde força em mercados que exigem garantias de integridade socioambiental.

“O agronegócio brasileiro deve reivindicar protagonismo, mas assumir compromissos verificáveis, como planos de restauração com metas, mecanismos financeiros que remunerem remoções e práticas regenerativas, e governança que garanta participação da Amazônia e dos pequenos produtores. Sem isso, corremos o risco de transformar um momento simbólico em uma oportunidade perdida. A hora é de transformar promessas em projetos que realmente reduzam emissões e recuperem terras, com retorno social e econômico mensurável”, conclui.

 





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