quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Audiência pública debate a importância da biomassa para a bioeconomia


Qual o papel da biomassa no desenvolvimento da bioeconomia? A resposta certamente rende um extenso debate, desde as fontes de produção até o papel da biomassa como o elemento integrador da bioeconomia brasileira. Esse e outros aspectos foram tratados na apresentação do pesquisador da Embrapa Agroenergia Maurício Lopes, em audiência da Frente Parlamentar Mista pela Inovação da Bioeconomia (FPBioeconomia), na Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira, 25 de setembro.

No âmbito das discussões na FPBioeconomia sobre o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), a frente tem convidado especialistas, governo e sociedade civil para audiências com intuito de promover o diálogo sobre a bioeconomia brasileira. Na audiência presidida pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg, Maurício apresentou a palestra “Biomassa – produção, processamento e aproveitamento integral”, em que abordou aspectos relevantes da produção de biomassa no País.

Segundo o pesquisador, considerando o tamanho e o potencial do Brasil, ainda possuímos uma base restrita de fontes de biomassa, centrada basicamente em cana-de-açúcar, milho, soja e eucalipto. “Nossa economia de base biológica ainda é sustentada numa base pequena. A dependência de poucas fontes de biomassa limita a diversificação e a expansão da bioeconomia”.

Em contrapartida, há um crescimento exponencial da demanda por produtos de base biológica, os chamados bioprodutos. Maurício cita, por exemplo, a demanda por combustíveis sustentáveis de aviação (SAF), segmento que demandará muito das cadeias tradicionais para atendimento à produção que será exigida para tais biocombustíveis.

A diversificação de fontes, além de diminuir a pressão nas cadeias já utilizadas, pode trazer benefícios como a otimização de recursos, sistemas de produção mais sustentáveis, novas oportunidades de mercado e estímulos à inovação tecnológica. “Isso contribui não só  para o fortalecimento da bioeconomia, mas também para a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono”, destacou Maurício.

A macaúba, a canola e os sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Florestas (ILPF) são exemplos de novas e potenciais fontes a serem incorporadas na geração de biomassa. “Talvez em duas décadas nós tenhamos na macaúba uma nova soja, com capacidade de se desenvolver muitos componentes, já que se usa praticamente tudo dessa planta. A tropicalização da canola, utilizada também como segunda safra, é outro exemplo. O ILPF aliado à bioeconomia nos dá condição de desenvolver modelos mais sistêmicos e multifuncionais. Já imaginaram produzirmos cereais, oleaginosas, gramíneas, entre outros, 365 dias por ano?”, provocou o pesquisador.

Maurício não deixou de destacar o que já é realidade no cenário nacional graças à pesquisa científica. Segundo ele, a Embrapa possui 93 programas de melhoramento genético com capacidade de adaptar materiais, hoje na natureza, para cultivos e para uso na indústria. Além disso, o Brasil está numa das posições mais vantajosas no cinturão tropical, que nos permite produzir os mais variados componentes de biomassa e transformá-los nos mais variados componentes para os segmentos industriais.

Com melhorias em dois pontos estratégicos, escala e logística, o pesquisador defende a biomassa como um pilar para o desenvolvimento da bioeconomia. Ele ressaltou a importância de superar essas limitações, promovendo uma escala produtiva para a biomassa e seus componentes e soluções logísticas eficientes.

O pesquisador finalizou ressaltando que é “importante que a biomassa não seja vista somente como insumo, mas como o eixo integrador da bioeconomia brasileira, articulando, simultaneamente, energia, alimentos, carbono, biodiversidade e renda”.

Sobre a Frente

A FPBioeconomia tem atuação no âmbito do Congresso Nacional, composta por deputados federais e senadores. Tem entre seus objetivos construir uma visão de futuro para o Brasil que valorize o uso ético e sustentável da biodiversidade, da biomassa e do conhecimento em biotecnologia, agregando, assim, valores em segmentos econômicos, industriais e oportunidades à sociedade. Além disso, busca discutir e defender políticas públicas e incentivar a modernização da legislação federal. Saiba mais.

Na audiência do dia 25 de setembro, também estavam presentes a secretária nacional de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente Carina Pimenta, e os palestrantes Valéria Burmesteir, coordenadora-geral de Bioeconomia e Recursos Genéticos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa); Leonardo Mercante, das Relações Governamentais da empresa Suzano; Leonardo Minaré, da Aprosoja Brasil; e Donizete Torquato, da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio).

Assista a audiência completa aqui.





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Exportações de grãos e derivados da Argentina podem bater recorde em 25/26,…


Logotipo Reuters

Por Maximilian Heath

BUENOS AIRES (Reuters) – As exportações argentinas de grãos e seus derivados poderão atingir o recorde de 105,1 milhões de toneladas métricas na temporada 2025/26, informou a Bolsa de Cereais de Rosário na sexta-feira.

Isso superaria os 101,6 milhões de toneladas de exportações registradas na temporada anterior, bem como o recorde de 104,1 milhões de toneladas na temporada 2018/19, de acordo com a bolsa.

A Argentina é o maior exportador mundial de óleo e farelo de soja e o terceiro maior exportador de milho.

Em seu relatório, a bolsa projetou os embarques de grãos e sementes oleaginosas em 64,7 milhões de toneladas, sendo 62% de vendas de milho.

As exportações de óleos e farelos, por sua vez, foram estimadas em 40,4 milhões de toneladas, sendo a grande maioria derivada da soja.

O recorde de exportações também é resultado de um ano de produção abundante nos campos, segundo a bolsa, com a expectativa de que o total de grãos colhidos chegue a 146,4 milhões de toneladas de safra.

No entanto, com os preços mais baixos dos grãos no mercado internacional, a safra abundante representaria a mesma receita de US$34,8 bilhões, informou a bolsa.

As exportações agrícolas são uma importante fonte de moeda estrangeira para a Argentina.

A safra de trigo da Argentina está atualmente em sua fase mais crucial de crescimento, com a colheita prevista para começar em novembro. Os agricultores começaram a plantar milho nas últimas semanas, e o plantio de soja deve começar em outubro.

(Reportagem de Maximilian Heath)

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Justiça garante fôlego financeiro a produtores rurais


A 2ª Vara Cível de Jataí (GO) autorizou o processamento de uma Recuperação Judicial no valor de R$ 29,1 milhões para um grupo de produtores rurais da região. A medida, conduzida pelo escritório Amaral e Melo Advogados, chega em meio à crise do agronegócio, marcada por quebras de safra, queda nos preços das commodities e custos de produção elevados.

Justiça garante fôlego financeiro a produtores rurais.

Com a decisão, ficam suspensas por 180 dias todas as ações e execuções contra os produtores, que terão tempo para reorganizar as finanças e negociar com credores. O juiz também reconheceu a consolidação substancial do grupo familiar, permitindo o tratamento conjunto de dívidas e bens, o que simplifica o processo.

Segundo o advogado Heráclito Higor Noé, responsável pela condução técnica do caso, o deferimento demonstra a segurança jurídica do setor. Já o sócio-fundador do escritório, Leandro Amaral, destacou que a decisão reconhece a gravidade da crise setorial e reforça a legitimidade da Recuperação Judicial como ferramenta de preservação da atividade produtiva e dos empregos.

“Do ponto de vista técnico, o grande sucesso foi demonstrar, com base na documentação e na legislação (Código Civil, art. 971), que o Grupo Familiar de Produtores Rurais preenche os requisitos legais necessários para o deferimento da recuperação. Demonstramos as causas da crise, a viabilidade do negócio e fizemos valer o espírito da lei, que é o de proteger a atividade produtiva viável. A decisão reforça a segurança jurídica para todo o setor”, destaca.

“O Judiciário reconheceu que estamos diante de uma crise setorial grave, e não de um caso isolado de má administração. A Recuperação Judicial não trata-se de um ‘calote’, mas de um instrumento legítimo para dar ao produtor rural uma chance viável de honrar seus compromissos de forma organizada, preservando a produção, os empregos e sua função social”, pontua.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Paraná entrega máquinas para estradas rurais


Os municípios paranaenses estão renovando seu parque de máquinas com apoio do Governo do Estado. A Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) assinou 396 convênios, que somam R$ 1,4 bilhão, para que as prefeituras possam adquirir caminhões, retroescavadeiras, motoniveladoras e outros equipamentos usados no meio rural, principalmente para a manutenção de estradas.

A previsão é aplicar R$ 1,5 bilhão no programa, destinando recursos a fundo perdido a 397 municípios e oito consórcios intermunicipais. Só não serão contempladas as cidades de Curitiba e Pinhais, por não contarem com estradas rurais em seus territórios.

Cada um tem um teto de R$ 3,7 milhões para adquirir os equipamentos que se adaptem às suas necessidades, podendo escolher entre motoniveladoras, trator de esteira, pá carregadeira, escavadeira hidráulica, retroescavadeira, caminhão basculante e rolo compactador. 

O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, ressaltou que as máquinas podem ser usadas, além da adequação de estradas, também em benefício diretos dos agricultores, como no manejo de solo, terraplanagem e para auxiliar na infraestrutura de produção em sua propriedade. 

“Mais do que o repasse de recursos para a compra de equipamentos, esse programa visa melhorar a trafegabilidade nas estradas rurais, para levar mais qualidade de vida aos produtores rurais, para que eles possam escoar melhor os produtos da sua safra e também tenham mais facilidade nos deslocamentos do dia a dia”, disse.

O repasse é feito diretamente às prefeituras, que são responsáveis pela licitação para a aquisição dos maquinários. Até o momento, 76 cidades apresentaram a documentação prevista nos convênios e 27 já iniciaram as compras dos equipamentos.

Os convênios têm vigência de 28 meses, sendo os quatro primeiros meses para aquisição dos equipamentos e os seguintes para a execução das melhorias, manutenções e adaptações das estradas rurais. Os equipamentos são incorporados ao patrimônio dos municípios para dar continuidade às melhorias. 

Os municípios que já contam com novos equipamentos são: Bela Vista da Caroba, Boa Esperança do Iguaçu, Corbélia, Enéas Marques, Entre Rios do Oeste, Espigão Alto do Iguaçu, Flor da Serra, General Carneiro, Itapejara D’Oeste, Jaguapitã, Lindoeste, Marquinho, Paula Freitas, Pinhal de São Bento, Pinhalão, Planalto, Pranchita, Rio Bonito do Iguaçu, Roncador, Salto do Lontra, Santa Mônica, São João do Ivaí, São João, São José das Palmeiras, Sulina, Terra Boa e Virmond. 

ESTRADAS RURAIS – Além da renovação dos parques de máquinas das prefeituras, o Governo do Estado também investe pesado na pavimentação de estradas rurais, para levar mais conforto e agilidade na mobilidade dos agricultores, estudantes, turistas e de toda a comunidade, além de agilizar o transporte de insumos e produtos agrícolas.

Desde 2019, o Governo do Estado já entregou ou iniciou as obras de mais de 1.350 quilômetros de estradas rurais através do programa Estradas Rurais Integradas aos Princípios e Sistemas Conservacionistas – Estradas da Integração. Os investimentos do Estado ultrapassam R$ 521 milhões, beneficiando aproximadamente 100 mil famílias

No início do ano, o governador anunciou mais R$ 2 bilhões para pavimentação de novos trechos de estradas rurais, beneficiando produtores em cadeias relevantes como leite, suíno e frango, além de fomentar o turismo rural. Com esse novo aporte, o Estado deve pavimentar mais 2,5 mil quilômetros das vias vicinais.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil confirma liderança global nas exportações de algodão



Brasil confirmou a posição como maior exportador global no ano


Foto: Canva

A projeção da produção de pluma brasileira foi atualizada pela Associação Brasileira dos Produtores de algodão (Abrapa), durante o mês de setembro. A nova estimativa prevê uma produção de 4,11 milhões de toneladas para a safra 2024/2025, um aumento de 11,1%, se comparada à colheita anterior. A área plantada com a cultura no país terá um aumento de 10,4% em relação ao ciclo 2023/2024, chegando a 2,147 milhões de hectares.

Com o fechamento do ano comercial 2024/2025, em 31/07, o Brasil confirmou a posição como maior exportador global no ano, pela segunda vez na história. O país exportou 77,5 mil toneladas, em agosto de 2025, totalizando uma receita de US$ 123,5 milhões. O mês de agosto é o primeiro mês do calendário comercial 2025/2026.

Paquistão foi o principal destino do algodão brasileiro em agosto de 2025, participando com 22% do total embarcado. Índia e Egito também foram destaques positivos do mês. Para 2025/2026, a expectativa é que de as exportações atinjam 3,1 milhões de toneladas de pluma, alta de 9,3% com relação ao último ano comercial.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Portaria da Adapar estabelece vacinação de herbívoros contra raiva em 30 cidades do Oeste


Medida foi oficializada em portaria da Adapar e abrange herbívoros domésticos com idade a partir de três meses, incluindo búfalos, bois, cavalos, asnos, mulas, ovelhas e cabras. Em 2024, o Paraná confirmou 227 focos de raiva, sendo mais da metade nos escritórios regionais de Cascavel e Laranjeiras do Sul.

A vacinação contra a raiva passa a ser obrigatória em 30 municípios do Oeste do Paraná a partir desta quinta-feira (25). A medida, oficializada pela portaria nº 368/2025  da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), abrange herbívoros domésticos com idade a partir de três meses, incluindo búfalos, bois, cavalos, asnos, mulas, ovelhas e cabras.

De acordo com o Departamento de Saúde Animal (Desa) da Adapar, a escolha dos municípios considera fatores como a quantidade de focos registrados nos últimos anos, a proximidade com o Parque Nacional do Iguaçu, a ocorrência de áreas compartilhadas de transmissão e o elevado número de pessoas que precisaram de tratamento após contato com animais suspeitos.

Em 2024, o Paraná confirmou 227 focos de raiva, sendo mais da metade nos escritórios regionais de Cascavel e Laranjeiras do Sul. Até setembro de 2025, já foram contabilizados 166 focos em 41 municípios. Do total de focos, 81 são da mesma região.

“A raiva é uma zoonose que preocupa porque pode ser transmitida dos animais para as pessoas. A portaria estabelece o prazo de seis meses para que os rebanhos sejam vacinados, justamente como medida preventiva. É sempre preferível vacinar e prevenir do que enfrentar depois os prejuízos e riscos de um foco da doença”, explica Otamir Cesar Martins, diretor-presidente da Adapar.

Para o chefe do Departamento de Saúde Animal (Desa) da Agência, Rafael Gonçalves Dias, a medida é necessária diante dos focos registrados na região Oeste nos últimos anos. “Temos registros recorrentes da doença e áreas de difícil controle do morcego hematófago, o que aumenta o risco para os rebanhos e para a saúde pública. A vacinação é a forma mais eficaz de proteger os animais e reduzir os impactos para produtores e comunidades” reforça.

Estão na lista os municípios de Boa Vista da Aparecida, Braganey, Campo Bonito, Capanema, Capitão Leônidas Marques, Cascavel, Catanduvas, Céu Azul, Diamante D’Oeste, Foz do Iguaçu, Guaraniaçu, Ibema, Itaipulândia, Lindoeste, Matelândia, Medianeira, Missal, Planalto, Pérola D’Oeste, Quedas do Iguaçu, Ramilândia, Realeza, Rio Bonito do Iguaçu, Santa Lúcia, Santa Tereza do Oeste, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Serranópolis do Iguaçu, Três Barras do Paraná e Vera Cruz do Oeste.

MOBILIZAÇÃO REGIONAL – Neste momento em que a portaria estabelece a obrigatoriedade da vacina, a Adapar aproveita para intensificar a conscientização na região. Entre os dias 29 de setembro e 2 de outubro (segunda a quinta-feira da próxima semana), Cascavel e municípios vizinhos recebem o projeto “Adapar Educa à Campo – Enfrentamento Contra a Raiva dos Herbívoros”, que mobiliza produtores, médicos veterinários estudantes e agentes públicos.

A programação prevê palestras em escolas, encontros com sindicatos, visitas técnicas a comunidades rurais e ações de orientação direta aos produtores, com foco na biosseguridade e na vacinação dos rebanhos. Cerca de 40 servidores da Adapar se deslocarão até a região para fazer a mobilização.

“O projeto busca conscientizar e engajar diferentes públicos, não apenas os produtores rurais, mas também médicos veterinários, agentes de saúde, estudantes e demais profissionais ligados ao campo. A raiva dos herbívoros é uma doença fatal, sem cura, e a informação é fundamental para que todos conheçam as medidas de prevenção e proteção dos rebanhos”, destacou Elzira Pierre, chefe da Divisão de Raiva dos Herbívoros e médica-veterinária da Adapar.

O encerramento será no dia 2 de outubro, na sede da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop), em Cascavel, reunindo gestores e entidades parceiras para alinhar estratégias de combate à doença e reforçar a importância da cooperação entre poder público e setor produtivo.

“Esse é um trabalho que envolve toda a sociedade do Oeste do Paraná. Estamos mobilizando parceiros na região. Nosso objetivo é chamar a atenção da sociedade e reforçar a importância da vacinação para conter a doença”, completa Elzira.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preço do leite segue em retração no RS


O valor consolidado de agosto também apresentou retração, encerrando o mês em R$ 2,3861. Isso representa uma queda de 2,97% frente ao valor final de julho, que foi de R$ 2,4592. O comportamento de baixa vem se mantendo desde o pico registrado em meados de 2023, refletindo o atual desequilíbrio entre oferta, demanda e custos de produção no setor lácteo gaúcho.

De acordo com o coordenador do Conseleite, Darlan Palharini, os números projetados para setembro consideram os primeiros 20 dias do mês e têm como base as informações repassadas pelas indústrias. O colegiado reúne representantes da cadeia produtiva para definir mensalmente os parâmetros que orientam as negociações entre produtores e laticínios.

A queda no valor de referência acende um sinal de atenção para os produtores, especialmente os de menor escala, que já enfrentam margens apertadas com o aumento dos custos de insumos, energia e mão de obra. O recuo sucessivo nos preços, sem uma contrapartida na redução dos custos, pressiona a sustentabilidade econômica das propriedades leiteiras.

No mercado interno, o consumo de lácteos ainda não apresentou a recuperação esperada, mesmo com a redução da inflação e a retomada gradual do poder de compra. Isso limita o repasse de preços pelas indústrias e mantém o mercado em um patamar de remuneração que não cobre, em muitos casos, o custo de produção estimado em regiões como o Alto Uruguai e o Planalto gaúcho.

A expectativa do setor é que a demanda cresça com a chegada das temperaturas mais elevadas, período em que o consumo de derivados como iogurtes e bebidas lácteas tende a aumentar. No entanto, essa recuperação depende de uma série de fatores econômicos e climáticos, como a estabilidade no abastecimento e as condições de pastejo para o gado leiteiro.

Com mais uma queda confirmada, o mercado leiteiro do Rio Grande do Sul inicia o último trimestre do ano com perspectivas cautelosas. O setor espera por uma inflexão de tendência que possa reequilibrar a cadeia e garantir maior previsibilidade para produtores e indústrias.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

95% dos brasileiros percebem alta nos preços no supermercado



Apesar da inflação de 5,35% nos últimos 12 meses, alguns hábitos de consumo seguem


Apesar da inflação de 5,35% nos últimos 12 meses, alguns hábitos de consumo permanecem
Apesar da inflação de 5,35% nos últimos 12 meses, alguns hábitos de consumo permanecem – Foto: Pixabay

A maioria dos brasileiros percebeu aumento nos preços nos últimos 12 meses, e mais da metade espera que a tendência continue. A pesquisa “Consumo em Tempos de Inflação e Repriorização”, realizada pela Neogrid em parceria com o Opinion Box, aponta que 95% dos consumidores notaram elevação nos valores e 55% acreditam em novas altas.

O levantamento mostra que 82% dos entrevistados substituíram produtos por versões mais baratas, principalmente em produtos de limpeza (68,9%), higiene pessoal (57,1%) e alimentos e bebidas (53,8%). Entre os motivos estão a busca por economia, dificuldade em encontrar marcas preferidas e relutância em pagar valores acima do usual. No primeiro semestre de 2025, itens como café e ovos tiveram altas médias de 42,2% e 8,2%, respectivamente.

Apesar da inflação de 5,35% nos últimos 12 meses, alguns hábitos de consumo permanecem. A pesquisa indica que 73% dos consumidores mantêm “pequenos prazeres”, como comer fora (45%), comprar chocolates e doces (45%) ou pedir delivery (32%). Além disso, 51,3% continuam consumindo em datas especiais, mesmo reduzindo gastos, enquanto 24% não alteraram seus hábitos nessas ocasiões.

“O estudo mostra como o consumidor brasileiro está cada vez mais atento e disposto a adaptar seus hábitos de compra diante da inflação e da repriorização de gastos. Para a indústria e o varejo, entender esse movimento é essencial: quem conseguir traduzir esses sinais em estratégias inteligentes terá condições de se conectar melhor com o shopper, oferecer alternativas acessíveis e fortalecer a relação de confiança”, acredita Christiane Cruz Citrângulo, diretora-executiva de Marketing e Performance na Neogrid.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil amplia exportações de carnes para o Azerbaijão



Brasil soma 442 aberturas de mercado desde 2023



Foto: Pixabay

O governo brasileiro informou que as autoridades sanitárias do Azerbaijão autorizaram a exportação de produtos cárneos termoprocessados ??de aves, bovinos, caprinos, ovinos e suínos do Brasil para aquele país. Segundo comunicado oficial, “a decisão amplia as possibilidades de comércio entre os dois países e diversifica os destinos da produção brasileira”.

O Azerbaijão, localizado na região do Cáucaso e com cerca de 10,2 milhões de habitantes, vem ampliando suas relações comerciais com o Brasil. Em 2024, as exportações brasileiras para o país somaram mais de US$ 21 milhões, com destaque para carnes, produtos florestais e outros itens de origem animal, conforme dados oficiais.

De acordo com o governo, “com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 442 aberturas de mercado desde o início de 2023, em 72 destinos”, consolidando a presença do setor no comércio internacional.nal.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Arbitragem no agronegócio cresce 200%



A média de duração das disputas no setor é de 19,4 meses


A média de duração das disputas no setor é de 19,4 meses
A média de duração das disputas no setor é de 19,4 meses – Foto: Pixabay

O Centro de Arbitragem e Mediação da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CAM-CCBC) registrou um crescimento expressivo nas arbitragens ligadas ao agronegócio. Entre 2021 e 2024, os casos aumentaram 200%, movimentando R$ 494 milhões, ante R$ 147,5 milhões nos quatro anos anteriores.

Em 2025, a expansão continua, com dois novos casos registrados até abril, totalizando R$ 65 milhões em disputas em andamento. Segundo Ricardo de Carvalho Aprigliano, vice-presidente do CAM-CCBC, o agronegócio tem descoberto na arbitragem uma solução rápida e eficaz para conflitos, método já consolidado em setores como energia e infraestrutura.

“Já há algum tempo o uso da arbitragem é bastante frequente para resolução de conflitos em setores como energia e infraestrutura, por exemplo. Mas podemos dizer que, nos últimos anos, o agronegócio também vem descobrindo que esse método é um ótimo caminho para uma solução rápida e eficaz para as partes interessadas nas ações”, afirma Ricardo de Carvalho Aprigliano, vice-presidente do CAM-CCBC.

A média de duração das disputas no setor é de 19,4 meses. Dos casos, 68% envolvem questões societárias, 14% contratos de compra e venda de produtos agrícolas, 9% imóveis rurais e arrendamentos, e 9% questões financeiras como securitização de créditos rurais. Embora os processos sejam sigilosos, o CAM-CCBC publica sentenças quando se tornam públicas, com o objetivo de incentivar o estudo e o desenvolvimento da arbitragem no país.

“Nosso centro de arbitragem e mediação trabalha com sigilo, mas também com transparência; por isso, quando a sentença é pública, nós a publicamos em nossos canais de comunicação”, explica Aprigliano.

 





Source link