sexta-feira, março 13, 2026

Política & Agro

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Alta moderada marca início do dia nos grãos



A soja também opera em leve recuperação na bolsa norte-americana


A soja também opera em leve recuperação na bolsa norte-americana
A soja também opera em leve recuperação na bolsa norte-americana – Foto: Pixabay

Os mercados agrícolas iniciam o dia com movimentos moderados e ritmo influenciado por fatores externos e pela dinâmica de oferta e demanda internacional. A TF Agroeconômica relatou avanços leves nas bolsas e estabilidade no físico em algumas praças, com atenção concentrada no comportamento de fundos e nas novas sinalizações regulatórias e comerciais.

No trigo, a alta discreta observada em Chicago reflete o retorno de compradores especulativos após a realização de lucros da véspera. O interesse renovado é sustentado por rumores de demanda chinesa, enquanto a oferta global permanece confortável e o avanço das colheitas no Hemisfério Sul limita ganhos mais amplos. No físico, os preços registraram pequena valorização no Paraná e estabilidade no Rio Grande do Sul, enquanto origens da Argentina e do Paraguai mantiveram indicações próximas às da véspera.

A soja também opera em leve recuperação na bolsa norte-americana, após duas sessões de queda. O foco voltou-se para o regulamento europeu de desmatamento, cuja implementação foi ajustada para o fim de 2026, ainda dependente de aval parlamentar. A medida deve afetar diretamente cadeias de importação de derivados vegetais. No Brasil, os preços subiram tanto no interior do Paraná quanto no porto. A demanda chinesa reapareceu, com compras em torno de 2 milhões de toneladas, ainda distantes dos volumes inicialmente previstos no acordo bilateral.

O milho acompanha o movimento altista em Chicago, apoiado por compras de oportunidade e pelo bom desempenho dos embarques semanais de ração animal dos Estados Unidos. A sustentação convive com o peso de uma safra recorde, cujo volume exigirá consumo interno e externo mais robusto para evitar acúmulo de estoques, projetados próximo aos maiores níveis desde 2018/2019. No Brasil, o físico registrou leve ganho, enquanto os contratos da B3 recuaram.

 





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Acesso negado à COP 11 gera reação de comitiva brasileira



“Todas as decisões têm força recomendatória”


“Todas as decisões têm força recomendatória"
“Todas as decisões têm força recomendatória” – Foto: Agência Brasil

A restrição de acesso à COP 11 provocou intensa reação dentro e fora das delegações que acompanham o encontro em Genebra. Desde o início das discussões, representantes brasileiros formados por parlamentares, prefeitos, entidades do setor produtivo do tabaco, autoridades estaduais e imprensa foram barrados pelo Secretariado da Convenção, que aplicou o artigo 5.3 da CQCT ao veto.

A medida, adotada no primeiro dia do evento organizado pela Organização Mundial da Saúde, afetou inclusive parlamentares e profissionais de imprensa, gerando notas de repúdio divulgadas no Sul do país. Integrantes da comitiva afirmam que a decisão fere o direito à transparência e à participação pública previsto no Acordo de San José da Costa Rica.

Diante da exclusão, a Comissão Permanente do Brasil na ONU passou a intermediar reuniões com o grupo. Dois encontros ocorreram na terça e na quarta-feira, conduzidos pelo embaixador Tovar Nunes, e um terceiro foi marcado para esta quinta-feira. No diálogo, o embaixador explicou que o país levou propostas sobre controle de novos produtos de nicotina e alternativas econômicas aos produtores, ressaltando que decisões da conferência têm caráter recomendatório.

“Todas as decisões têm força recomendatória, são opções não vinculantes. Países como o Brasil, produtores de tabaco, não vão aceitar práticas não conformes a sua realidade”, relatou ao grupo.

“Levando em consideração que chegamos aqui e fomos, mais uma vez, impedidos de participar, a abertura da embaixada brasileira é positiva. Inicia-se um processo de diálogo com quem não teve acesso, bem como com a comitiva representada pela CONICQ. Entendemos que diálogo e transparência são essenciais quando tratamos de um tema que impacta milhares de famílias brasileiras”, avalia Valmor Thesing, presidente do SindiTabaco.

 





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Crédito rural exige cautela diante de juros abusivos


O acesso ao crédito rural tem se tornado um desafio crescente, ampliando a tensão entre necessidade de financiamento e risco de contratação. Com instituições mais seletivas e recursos oficiais limitados, muitos produtores recorrem a alternativas que parecem simples, mas escondem condições capazes de comprometer a saúde financeira da propriedade.

A partir desse ambiente, consultorias jurídicas apontam que a Cédula de Crédito Bancário vem sendo utilizada por algumas instituições como forma de mascarar operações que, na essência, têm destinação rural. Isso eleva artificialmente os juros, que chegam a patamares muito acima do permitido para crédito agrícola. Especialistas lembram que contratos desse tipo podem violar normas que regem o setor e impor custos incompatíveis com a atividade.

“A legislação é inequívoca: finalidade rural exige contrato rural. Contudo, bancos, cientes de sua superioridade negocial e da vulnerabilidade do produtor na busca por financiamento, impõem CCBs com taxas muito superiores ao limite de 12% ao ano, desconsiderando completamente os parâmetros legais”, destaca Marcos Vinícius Souza de Oliveira, especialista em questões contratuais aplicadas ao agronegócio, e membro do escritório Álvaro Santos Advocacia e Consultoria no Agro.

O alerta envolve situações em que a taxa real aplicada supera o limite legal, criando impacto direto sobre fluxo de caixa, margem e capacidade de pagamento. Ainda que o contrato seja apresentado como bancário, a legislação determina que prevalece a finalidade dos recursos, o que obriga o enquadramento como operação rural. Há relatos de que muitos produtores desconhecem esse direito e aceitam condições que ampliam o endividamento.

O tema inclui também cobranças de juros moratórios e multas fora dos parâmetros previstos para o segmento. Por isso, orienta-se maior cautela na contratação e análise técnica de cédulas quitadas, ativas ou em atraso. Caso haja taxas excessivas, é possível buscar revisão judicial para adequação ao regime correto. “Nosso trabalho consiste justamente em auxiliar os produtores rurais a evitar armadilhas contratuais, identificar cláusulas abusivas e, quando necessário, promover a renegociação ou revisão judicial dos contratos firmados”, finaliza o especialista.

 





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Aplicação aérea exige ajustes para evitar perdas



A técnica, porém, exige atenção


A técnica, porém, exige atenção
A técnica, porém, exige atenção – Foto: Anderson Wolf

O avanço da pulverização com Drones tem alterado a rotina no campo e ampliado alternativas para manejo em áreas onde o relevo dificulta a entrada de máquinas terrestres. Dados apresentados na Droneshow 2025 mostram que o uso desses equipamentos passou de pouco mais de 3 mil unidades em 2021 para 35 mil em 2025, movimento que reforça a busca por maior eficiência operacional.

Consultorias e especialistas apontam como um dos principais ganhos o fim do amassamento da lavoura, responsável por perdas de 2% a 5% em culturas como soja, milho e trigo. O recurso também tem sido adotado por produtores que não dispõem de pulverizadores autopropelidos, especialmente em aplicações de fungicidas no milho, quando a altura das plantas dificulta o acesso de equipamentos menores. “Quando se elimina o amassamento, há um ganho direto de produtividade”, explica o gerente de Tecnologia de Aplicação e Adjuvantes da Fortgreen, André Pazinato.

A técnica, porém, exige atenção. Em baixas taxas de aplicação, cresce o risco de incompatibilidades e deriva, o que torna essenciais ajustes de altura de voo, faixa aplicada, tamanho de gotas e condições climáticas. O preparo da calda é considerado determinante para manter estabilidade e evitar perdas.

O uso de adjuvantes ganha peso nesse cenário ao melhorar emulsificação, dispersão, compatibilidade e aderência das gotas, além de reduzir deriva e uniformizar tamanhos. Não há produto específico para drones; a escolha depende das características desejadas na calda e das ações necessárias para garantir desempenho em volumes reduzidos. “Os adjuvantes garantem uma mistura estável e homogênea, melhorando a qualidade da calda ao atuar como emulsificantes, dispersantes e compatibilizantes, além de reduzir perdas durante a aplicação”, explica Pazinato.

 





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Excedente previsto mantém açúcar em baixa



A avaliação é de que o superávit para 25/26 também reflete o desempenho do Norte


A avaliação é de que o superávit esperado para 25/26 também reflete o desempenho do Hemisfério Norte
A avaliação é de que o superávit esperado para 25/26 também reflete o desempenho do Hemisfério Norte – Foto: Divulgação

O mercado de açúcar atravessa um período de preços pressionados, em meio ao avanço da oferta global previsto para a próxima temporada, segundo levantamento da Hedgepoint Global Markets. Consultorias indicam que a queda ganhou força após o açúcar bruto tocar o menor nível em cinco anos, em 14,04 c/lb, movimento associado ao bom ritmo da produção no Centro-Sul do Brasil no segundo semestre da safra atual, que já supera o ciclo anterior.

A avaliação é de que o superávit esperado para 25/26 também reflete o desempenho do Hemisfério Norte, favorecido por clima mais regular, especialmente na Índia. Condições positivas na Tailândia e o bom desenvolvimento da cana indiana reforçam a perspectiva de maior oferta na região. A liberação das exportações indianas e a maior disponibilidade global compensam a entressafra brasileira e fortalecem o cenário de excedente.

“Embora o ATR (açúcar total recuperável) tenha permanecido abaixo dos níveis médios, a moagem de açúcar se recuperou após julho, o que nos levou a manter nossas expectativas de uma moagem total em torno de 605 Mt de cana-de-açúcar, ligeiramente inferior a 24/25. Como o mix também continuou em patamares mais altos – com recorde na primeira quinzena de agosto–, a produção acumulada de açúcar para o ciclo 25/26 superou os patamares 24/25 no final de setembro e deve encerrar a safra em alta”, diz Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado de Café.

Projeções indicam que a moagem brasileira deve manter ritmo firme, sustentada pelo mix elevado, mesmo com atratividade momentânea do etanol. A análise aponta oferta próxima de 40,9 Mt. No Hemisfério Norte, estimativas indicam cerca de 10 Mt na Tailândia e quase 31 Mt na Índia, com parte destinada ao etanol e influência do clima monitorada. O governo indiano autorizou exportações de 1,5 Mt, volume sujeito a ajustes conforme preços e paridade.

 





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Soja recua em Chicago após ajustes do mercado



Com a confirmação oficial das negociações, investidores ajustaram posições


Com a confirmação oficial das negociações, investidores ajustaram posições
Com a confirmação oficial das negociações, investidores ajustaram posições – Foto: Canva

O movimento dos preços da soja em Chicago refletiu um ajuste do mercado após a forte valorização registrada no início da semana. Na avaliação da TF Agroeconômica, os contratos recuaram diante da realização de lucros, em um ambiente ainda influenciado pelas expectativas sobre a demanda chinesa. As cotações de janeiro caíram 0,35%, para 1153,50 cents por bushel, enquanto março perdeu 0,26%, encerrando a 1160,25. No segmento de derivados, o farelo para dezembro recuou 1,15%, a 327 dólares por tonelada curta, e o óleo avançou 2,01%, a 52,17 cents por libra-peso.

Segundo análise divulgada nesta terça-feira, o mercado havia incorporado os rumores de novas compras de soja pelos chineses, o que sustentou os preços na véspera. Com a confirmação oficial das negociações, investidores ajustaram posições. Um estudo citado pela consultoria aponta que, apesar do alívio momentâneo aos produtores dos Estados Unidos, o volume exportado à China neste ano tende a ser o menor desde 2018, período marcado pelo início da guerra comercial. O material menciona ainda projeções de compras futuras que, mesmo em patamar elevado, ficam abaixo da média recente.

No campo das notícias, o USDA confirmou a aquisição de 792 mil toneladas da safra 2025/26 pela China, somando pouco mais de 1 milhão de toneladas já reportadas. A meta anunciada pelo governo americano prevê alcançar 12 milhões de toneladas até o fim do ano, restando cerca de 11 milhões para serem efetivadas. Caso o ritmo de compras não avance, cresce o risco de novas correções, movimento que começou a se desenhar no pregão de hoje.

 





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Comercialização de soja segue cautelosa


A comercialização de soja segue cautelosa no Rio Grande do Sul, com produtores priorizando a liberação dos armazéns, pois o encavalamento entre trigo remanescente e entrada da soja tende a pressionar a capacidade instalada, segundo informações da TF Agroeconômica. “Para pagamento em novembro, com entrega em dezembro, os preços no porto foram reportados a R$ 141,00/sc (-0,21%) semanal, enquanto no interior as referências se foram em torno de R$ 131,00/sc (-0,38%) semanal em Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, todos com liquidação prevista para 30/10”, comenta.

Santa Catarina mantém avanço moderado na semeadura e reforça estratégias de retenção. “A capacidade de armazenamento, historicamente utilizada como ferramenta estratégica no estado, tende a ganhar protagonismo conforme a colheita se aproxima, permitindo retenção tática e maior controle no momento de inserção dos volumes no mercado. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 140,08 (+0,06)”, completa.

No Paraná, a pressão futura sobre a capacidade de armazenamento tende a aumentar, uma vez que o volume antecipado pode gerar filas de descarga e competição por espaço nos principais polos de recepção. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 141,00 (+1,08%). Em Cascavel, o preço foi R$ 129,28 (+0,58%). Em Maringá, o preço foi de R$ 130,39 (+0,35%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 131,92 (+0,31%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 140,08. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

Plantio avançado sustenta estratégia de comercialização no Mato Grosso do Sul. “A estratégia de retenção e escalonamento das vendas tende a melhorar a gestão do fluxo de oferta ao longo do ciclo, preservando a capacidade de armazenamento e suavizando impactos imediatos no mercado físico. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 127,00 (+1,60%), Campo Grande em R$ 127,00 (+1,60%), Maracaju em R$ 127,00 (+1,60%), Chapadão do Sul a R$ 122,22 (+0,33%), Sidrolândia a em R$ 127,00 (+1,60%)”, informa.

Mato Grosso mantém avanço rápido, mas a irregularidade das lavouras acende alerta. “O frete interno deve sentir pressão adicional caso a colheita se concentre tardiamente, elevando o fluxo simultâneo de cargas e exigindo coordenação maior nos corredores logísticos até os portos e esmagadoras. Campo Verde: R$ 123,62 (+0,33%). Lucas do Rio Verde: R$ 121,50 (+1,46%), Nova Mutum: R$ 121,50 (+0,92%). Primavera do Leste: R$ 123,62 (+0,33%). Rondonópolis: R$ 123,62 (+0,33%). Sorriso: R$ 121,50 (+1,46%)”, conclui.

 





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Milho recua na B3 em dia de baixa liquidez



Os ajustes do dia mostraram variações discretas entre os vencimentos


Os ajustes do dia mostraram variações discretas entre os vencimentos
Os ajustes do dia mostraram variações discretas entre os vencimentos – Foto: Pixabay

A movimentação do milho no mercado futuro brasileiro manteve ritmo lento, em linha com a cautela observada ao longo da sessão. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos da B3 registraram leves baixas, influenciadas pela estabilidade em Chicago e pelo recuo do dólar, fatores que limitaram qualquer tentativa de recuperação das cotações. Avaliação do Cepea indicou que a liquidez permanece reduzida, com vendedores afastados do mercado físico e compradores atuando apenas em volumes pequenos, quadro que restringe o avanço das negociações.

Os ajustes do dia mostraram variações discretas entre os vencimentos. Janeiro de 2026 encerrou a R$ 71,27, com queda de R$ 0,19 no dia e ganho acumulado na semana. Março de 2026 terminou a R$ 72,37, recuo diário de R$ 0,12 e leve alta semanal. Maio de 2026 fechou a R$ 71,75, praticamente estável na comparação diária e com avanço marginal na semana, refletindo a falta de impulso no mercado interno.

No cenário internacional, a TF Agroeconômica destacou que o milho em Chicago encerrou de forma mista, após ajustes técnicos na sequência da alta do pregão anterior. O contrato de dezembro subiu 0,46%, para 436,75 cents por bushel, enquanto março avançou 0,33%, para 449,50 cents. A análise apontou que as cotações seguem divididas entre a oferta volumosa da safra recorde dos Estados Unidos e a demanda firme da temporada. Com dados oficiais confirmando o equilíbrio apertado entre oferta e consumo, o mercado monitora o avanço da colheita, a venda de 70 mil toneladas para a Coreia do Sul e a redução das importações da União Europeia, elementos capazes de alterar o humor das próximas sessões.

 





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Semana do trigo começa movimentado


A semana começou com mais movimento no mercado de trigo, impulsionado pelas exportações e por uma leve melhora na competitividade do produto nacional frente ao importado, segundo a TF Agroeconômica. No Sul do país, a movimentação foi desigual entre os estados, com o Paraná enfrentando um cenário de cautela, Santa Catarina iniciando a comercialização da nova safra e o Rio Grande do Sul voltando a atuar nos embarques para o exterior.

No Rio Grande do Sul, o mercado de trigo para moagem registrou negócios até R$ 1.155,00 por tonelada no porto para dezembro, enquanto o produto destinado à ração ficou em R$ 1.120,00. No interior, os preços variaram entre R$ 1.000,00 e R$ 1.030,00, conforme os custos de frete. Moinhos ofereceram valores entre R$ 1.060,00 e R$ 1.150,00 CIF, dependendo da região. O destaque foi a retomada da competitividade do trigo paranaense frente ao argentino, graças à boa qualidade e aos preços mais equilibrados. Em Panambi, os preços da pedra permaneceram estáveis em R$ 55,00.

Em Santa Catarina, a colheita em andamento começa a destravar a comercialização, mas vendedores e compradores seguem distantes nas negociações. Enquanto produtores pedem R$ 1.200,00 por tonelada FOB, as indústrias ofertam entre R$ 1.100,00 e R$ 1.150,00. Parte das ofertas ainda vem do Rio Grande do Sul, a cerca de R$ 1.080,00 FOB mais frete de R$ 180,00, e de São Paulo, a R$ 1.250,00 CIF. Os moinhos catarinenses trabalham entre R$ 1.130,00 e R$ 1.150,00 CIF. Nos preços pagos ao produtor, houve pequenas variações regionais, com valores entre R$ 61,00 e R$ 64,25 por saca.

No Paraná, o mercado segue travado, com moinhos abastecidos e negócios voltados para janeiro. Os preços giram em torno de R$ 1.200,00 CIF em Curitiba, até R$ 1.280,00 no norte do estado. O trigo paraguaio, mais barato, pressiona os preços no Oeste e nos Campos Gerais. 

 





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Comissão do Senado adia votação do projeto de isenção do IR para quem ganha…


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BRASÍLIA (Reuters) -A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado decidiu adiar, em reunião nesta terça-feira, a votação do projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$5 mil e concede desconto parcial aos que recebem até R$7.350 mensais.

O relator da medida, senador Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou seu parecer sem alterações de mérito em relação à versão aprovada pela Câmara dos Deputados em outubro. Em seguida, anunciou pedido de vista de senadores, que adia a análise da medida.

Agora, a previsão é que o projeto seja votado na CAE na quarta-feira e posteriormente enviado para o plenário do Senado. Se o texto for mantido sem alterações, seguirá direto para sanção presidencial, sem necessidade de nova análise pelos deputados.

O texto mantém a taxação mínima de até 10% sobre pessoas de alta renda para compensar a perda de receita gerada pela isenção, medida proposta e defendida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A isenção precisa ser aprovada pelo Congresso até o final deste ano para começar a valer no ano que vem, quando haverá eleições e o presidente Lula deve buscar a reeleição.

(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)

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