quinta-feira, abril 23, 2026

Política & Agro

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Perspectivas positivas para elevadores de grãos nos EUA



Dólar pode afetar demanda interna



Dólar pode afetar demanda interna
Dólar pode afetar demanda interna – Foto: Leonardo Gottems

Com a colheita nos Estados Unidos projetando a segunda maior safra de milho e soja já registrada, a perspectiva de margem para os elevadores de grãos melhorou, conforme relatório do CoBank. A produção de 15,4 bilhões de bushels de milho e 4,46 bilhões de bushels de soja ajudou a reduzir os preços para mínimas de quatro anos, impulsionando a demanda doméstica e para exportação. Além disso, a crescente demanda por ração, devido à estabilidade do setor pecuário, também contribui positivamente.

Porém, fatores como o fortalecimento do dólar americano e a incerteza sobre políticas comerciais e de biocombustíveis podem afetar a demanda externa. A possível desaceleração das exportações, agravada por tarifas retaliatórias de países como China e México, ameaça a dinâmica do mercado de exportação. O aumento nas margens de lucro do mercado futuro e a base de compra mais barata para os grãos devem beneficiar os armazenamentos de grãos no curto prazo.

Apesar da demanda doméstica robusta, especialmente por soja para a produção de diesel renovável, as margens de lucro para biocombustíveis e a incerteza política podem reduzir o uso de etanol à base de milho. A perspectiva de crescimento nas exportações de grãos se vê desafiada pela oferta global crescente e pela potencial desaceleração nas exportações. Como resultado, espera-se que os elevadores de grãos se beneficiem do aumento dos carregamentos no mercado futuro, com um cenário favorável para o armazenamento nos próximos meses.

“A combinação do crescimento da oferta global de milho e soja, desaceleração das exportações e alguma redução na demanda doméstica incentivará o armazenamento, com os elevadores de grãos se beneficiando de maiores carregamentos no mercado futuro e de uma base mais barata nos próximos meses”, disse Tanner Ehmke, economista-chefe de grãos e oleaginosas do CoBank. 





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Prêmio de liderança em gestão de pessoas no agronegócio



Recentemente, a Vetoquinol também recebeu o selo Great Place To Work (GPTW)



Recentemente, a Vetoquinol também recebeu o selo Great Place To Work (GPTW)
Recentemente, a Vetoquinol também recebeu o selo Great Place To Work (GPTW) – Foto: Canva

A Vetoquinol, oitava maior indústria de saúde animal do mundo, recebeu o prêmio Líderes do Agronegócio 2024 na categoria Gente e Gestão, promovido pelo Grupo Mídia. A premiação, realizada em 5 de dezembro no Palácio Tangará, em São Paulo, reconheceu a companhia pelo trabalho humanizado na gestão de suas equipes, tanto na unidade fabril quanto nos escritórios. A empresa, com sede em Aparecida de Goiânia (GO), é uma das líderes no setor de saúde e bem-estar animal, essencial para a produtividade de carne e leite e o controle de zoonoses.

Ana Clara Dias, gerente de Recursos Humanos da Vetoquinol, destacou a importância do reconhecimento, que reforça o compromisso da empresa com o bem-estar de seus colaboradores e sua missão de contribuir para um futuro mais saudável. O processo de premiação envolveu votação online e análise criteriosa do conselho do Grupo Mídia, levando em consideração ações impactantes no setor agropecuário durante os 12 meses anteriores. “Acreditamos na integridade deste prêmio pela sua característica única de votação”, completa.

Recentemente, a Vetoquinol também recebeu o selo Great Place To Work (GPTW) pela quarta vez consecutiva, evidenciando seus esforços em criar um ambiente de trabalho saudável e inclusivo. Jorge Espanha, diretor do Grupo Vetoquinol na América Latina e no Canadá, ressaltou que o sucesso da empresa está ligado à combinação de programas de liderança, coaching individualizado e sensibilidade na gestão das equipes.

“Recentemente, recebemos pela quarta vez consecutiva o selo Great Place To Work (GPTW), que valoriza justamente esse trabalho especial e atencioso com a gestão das nossas equipes, sem distinção de pessoas. Assim como os selos, o Grupo Mídia está ciente de todos os esforços da Vetoquinol em ter ambientes saudáveis que valorizam os seus colaboradores e que potencializam o desempenho de cada um. Isso é o que tem feito a Vetoquinol cada vez maior. Nosso trabalho foca na combinação de programa de liderança, coaching individualizado, diversidade etárias nas equipes e muita sensibilidade no trato com funcionários e colaboradores em um excelente ambiente de trabalho”, analisa Jorge Espanha, diretor do Grupo Vetoquinol na América Latina e no Canadá.





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Solução para a absorção de fósforo nas aves



A enzima fitase quebra o fitato, liberando o fósforo e tornando-o biodisponível



A enzima fitase quebra o fitato, liberando o fósforo e tornando-o biodisponível
A enzima fitase quebra o fitato, liberando o fósforo e tornando-o biodisponível – Foto: Divulgação

A nutrição das aves enfrenta desafios, especialmente em relação ao fósforo proveniente de fontes vegetais, que é complexado na molécula de fitato e, portanto, não está disponível para absorção. Fabio Zotesso, da Auster Nutrição Animal, explica que, sem a ação da fitase, as aves não conseguem utilizar esse fósforo e acabam excretando-o. 

A enzima fitase quebra o fitato, liberando o fósforo e tornando-o biodisponível. Isso reduz a necessidade de suplementação de fósforo em 40% a 60%, dependendo dos custos dos ingredientes da dieta. Zotesso ressalta que é essencial dosar corretamente a fitase. Com a dosagem padrão, apenas parte do fósforo fítico é liberada, mas com *superdosing* (dosagem 3 a 5 vezes maior), os efeitos antinutricionais do fitato são minimizados, melhorando a conversão alimentar.

Com maior biodisponibilidade de fósforo, os processos metabólicos das aves são otimizados, resultando em melhor mineralização óssea, maior integridade da pele e patas, redução de miopatias e fortalecimento do sistema imunológico. Esses benefícios contribuem diretamente para a maior produtividade das aves, destacando a importância da fitase na nutrição animal.

“Essa redução é muito importante porque, com a fitase, a dependência da suplementação de fósforo reduz muito, já que esse nutriente existe na dieta mas está além do alcance do metabolismo das aves. Porém, é crucial incluir a dosagem correta da fitase na alimentação para observar seus efeitos de forma significativa. Isso porque com uma dosagem padrão, apenas parte do fósforo fítico dos vegetais é disponibilizada. Já em superdosing, que representa de três a cinco vezes a dosagem padrão de fitase, experimenta-se a minimização dos efeitos antinutricionais do fitato e a potencial melhoria da eficiência alimentar”, detalha Fabio Zotesso. 

 





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TCP impulsiona o comércio exterior paraguaio



O setor de carne bovina é um exemplo de sucesso dessa parceria



O  transporte rodoviário até Paranaguá tem se mostrado uma alternativa mais ágil e previsível
O transporte rodoviário até Paranaguá tem se mostrado uma alternativa mais ágil e previsível – Foto: Divulgação

O Paraguai desempenha um papel essencial no comércio internacional, exportando produtos como carne bovina, madeira e amendoim, e importando itens fundamentais como máquinas, fertilizantes e defensivos agrícolas. Grande parte desse fluxo comercial transita pelo Brasil, com o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) se destacando como um parceiro estratégico, oferecendo soluções logísticas eficientes. Entre janeiro e outubro de 2024, o TCP registrou um aumento de 129% nas cargas movimentadas com o Paraguai, totalizando 7.673 TEUs.  

Embora 80% do comércio exterior paraguaio utilize a Hidrovia Paraguai-Paraná, desafios como períodos de seca e o recente aumento de 40,49% na tarifa de pedágio pela Argentina incentivam a diversificação das rotas. Nesse cenário, o transporte rodoviário até Paranaguá tem se mostrado uma alternativa mais ágil e previsível. Giovanni Guidolim, gerente da TCP, destaca que a diversificação das rotas garante maior segurança e competitividade para empresas paraguaias.  

O setor de carne bovina é um exemplo de sucesso dessa parceria. Entre janeiro e outubro de 2024, o TCP registrou um aumento de 567% nas exportações de cargas refrigeradas do Paraguai, totalizando 3.216 TEUs. A carne paraguaia, exportada para mais de 40 destinos, ampliou seu alcance para o Canadá e os EUA, fortalecendo sua presença no mercado global. Para atender à alta demanda, o TCP dispõe do maior pátio refrigerado da América do Sul, com 5.268 tomadas.  

Além disso, a TCP oferece serviços especializados que otimizam o fluxo logístico, como o Depósito Franco Paraguaio em Paranaguá, que facilita importações. A infraestrutura do Terminal, com 25 escalas semanais regulares, garante acesso a uma ampla rede global, consolidando a TCP como um aliado estratégico para o desenvolvimento econômico do Paraguai no comércio internacional.

 





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Acordo UE-Mercosul é celebrado pela ABAG



Para o agronegócio, o acordo prevê a eliminação de tarifas



Para o agronegócio, o acordo prevê a eliminação de tarifas
Para o agronegócio, o acordo prevê a eliminação de tarifas – Foto: Pixabay

A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) celebrou o avanço do Acordo União Europeia-Mercosul, destacando sua importância estratégica para a segurança alimentar e energética europeia, especialmente em um contexto geopolítico desafiador. O acordo promete impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB) do Mercosul por meio de investimentos facilitados e redução de tarifas para produtos sul-americanos, fortalecendo o desenvolvimento sustentável e atendendo demandas socioambientais globais.  

Para o agronegócio, o acordo prevê a eliminação de tarifas sobre mais de 80% das importações agrícolas do Mercosul pela UE em até 10 anos. Produtos como frutas, suco de laranja, óleos vegetais e peixes terão isenção total, enquanto carnes, açúcar e etanol estarão sujeitos a cotas com tarifas reduzidas. O Brasil, como parceiro confiável, será peça-chave na oferta de cadeias produtivas descarbonizadas e sustentáveis, alinhadas às metas climáticas europeias.  

Segundo Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da ABAG, o acordo representa uma oportunidade institucional de grande relevância, com benefícios de longo prazo para a economia brasileira, especialmente na produtividade da agroindústria. Já o vice-presidente Ingo Plöger destacou o fortalecimento de cooperações entre blocos democráticos, promovendo novas agendas em combustíveis, tecnologias e inovação, com foco na sustentabilidade e na diversificação de mercados.  

“A ABAG em suas atuações internacionais agora será ainda mais demandada para buscar estas conjugações. Mais mercado, melhor cooperação, competição na diversidade e inovação, e expandindo a participação do privado nos desenvolvimentos sustentáveis”, conclui.

 





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“Acordo Mercosul e UE é marco histórico”, diz ABIEC



“Pelo alcance desta conquista, agradecemos os esforços continuados”



Segundo a entidade, o tratado reforça a complementaridade entre as produções das nações envolvidas
Segundo a entidade, o tratado reforça a complementaridade entre as produções das nações envolvidas – Foto: Pixabay

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) celebrou a concretização do Acordo de Livre Comércio entre a União Europeia e o Mercosul, após 25 anos de negociações. Em nota oficial, a entidade destacou que a formalização do tratado representa um marco diplomático histórico, com potencial para transformar de maneira duradoura as relações comerciais entre as duas regiões.  

A ABIEC, que integra o Foro Mercosul da Carne (FMC) junto a representantes das cadeias produtivas de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, tem defendido a oficialização do acordo há mais de duas décadas. A associação expressou gratidão aos esforços do Governo Brasileiro, do Itamaraty e das entidades governamentais e diplomáticas de todos os países do Mercosul para alcançar essa conquista.  

Segundo a entidade, o tratado reforça a complementaridade entre as produções das nações envolvidas. No caso do setor de carne bovina brasileiro, a ABIEC manifestou o desejo de ampliar parcerias com o setor europeu, sinalizando o alinhamento estratégico entre os dois mercados.  

Apesar de o acordo ainda não entrar em vigor imediatamente, a sua assinatura é considerada um avanço significativo para a integração econômica entre Mercosul e União Europeia. A ABIEC ressaltou que aguarda com expectativa os próximos desdobramentos do tratado e suas implicações para o comércio global.

“Pelo alcance desta conquista, agradecemos os esforços continuados do Governo Brasileiro e do Itamaraty, bem como das entidades governamentais e diplomáticas de todos os países do bloco. Importante salientar que o acordo visa a complementaridade da produção, entre as nações do Mercosul e da Europa. Em específico, o setor da carne bovina no Brasil reforça o seu desejo de parceria com o mesmo setor na Europa. Embora sua entrada em vigor não seja imediata, a assinatura do acordo já representa um avanço significativo”, diz a nota.

 





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Anemia ferropriva em suínos pode ser prevenida



“Nos leitões recém-nascidos, a quantidade de ferro disponível no colostro”



"Nos leitões recém-nascidos, a quantidade de ferro disponível no colostro"
“Nos leitões recém-nascidos, a quantidade de ferro disponível no colostro” – Foto: Embrapa – MORÉS, Nelson

A anemia ferropriva é uma condição comum em leitões recém-nascidos, especialmente em sistemas de produção intensiva, onde o acesso ao Ferro natural é limitado. De acordo com Marcella Vilhena, médica-veterinária e gerente de marketing da Syntec, o Ferro é essencial para a formação da hemoglobina, proteína que transporta oxigênio no sangue. A deficiência desse mineral pode causar fraqueza, palidez e baixo ganho de peso, comprometendo o crescimento e a saúde dos animais.

Nas primeiras semanas de vida, o colostro das matrizes fornece quantidades limitadas de ferro, insuficientes para as necessidades dos leitões. Por isso, a suplementação desse mineral logo após o nascimento é imprescindível. O ferro pode ser administrado por injeções ou suplementação na ração ou líquidos, garantindo não apenas a prevenção da anemia, mas também o fortalecimento do sistema imunológico e a melhoria na eficiência alimentar.

Além de prevenir problemas de saúde nos animais, a suplementação de ferro contribui para a produtividade e a rentabilidade das granjas, promovendo um melhor desempenho zootécnico. Para atender essa necessidade, a Syntec disponibiliza o Dosefer, um medicamento injetável que combina Ferro Elementar e Vitamina B12, indicado para tratar anemias causadas por déficit nutricional, doenças parasitárias e outras condições que afetam a saúde dos suínos.

“Nos leitões recém-nascidos, a quantidade de ferro disponível no colostro – que é o primeiro leite materno – é limitada, o que torna esses animais vulneráveis à deficiência. Em consequência, a falta desse nutriente pode causar a anemia ferropriva, que pode causar alguns sintomas característicos como fraqueza, palidez e baixo ganho de peso, prejudicando o bem-estar animal”, esclarece Marcella.

 





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mais do que um incômodo para cães e gatos



Esses insetos têm um ciclo de vida de cerca de quatro meses



Esses insetos têm um ciclo de vida de cerca de quatro meses
Esses insetos têm um ciclo de vida de cerca de quatro meses – Foto: Pixabay

As pulgas são um dos ectoparasitas mais desafiadores para tutores de cães e gatos, causando problemas que vão além da dermatite alérgica. Segundo a médica-veterinária Patrícia Guimarães, da Vetoquinol Saúde Animal, essas infestações podem prejudicar tanto a saúde dos pets quanto a de seus tutores, devido à capacidade das pulgas de transmitir parasitas intestinais, como o Dipylidium caninum, uma zoonose.  

Esses insetos têm um ciclo de vida de cerca de quatro meses, com apenas 5% das pulgas adultas no corpo do animal e 95% nas formas imaturas espalhadas pelo ambiente. Além disso, as pulgas podem detectar vibrações e calor para saltar sobre os animais, iniciando sua alimentação à base de sangue, que provoca coceira, vermelhidão e até fraqueza.  

Outro aspecto preocupante é o papel das pulgas como hospedeiras intermediárias de parasitas. Ao se coçar, o pet pode ingerir o inseto infectado, permitindo que vermes eclodam em seu intestino, gerando sintomas como cólicas, diarreia e perda de peso.  Para controle eficaz, produtos como a coleira Frontmax® são recomendados. Resistente e à prova d’água, ela oferece proteção contra pulgas, carrapatos e o vetor da leishmaniose por até oito meses, destacando-se como uma solução prática para tutores preocupados com o bem-estar dos pets.  

 “Pulgas Ctenocephalides spp. infectadas podem facilmente transmitir larvas de vermes, como o Dipylidium caninum para cães e gatos. No momento em que o animal se coça como reação instintiva às picadas, ele pode acabar ingerindo o inseto. Depois, o verme eclode no intestino delgado do novo hospedeiro, desenvolvendo quadros clínicos que variam entre assintomáticos à cólicas, diarreia com muco, desconforto e prurido na região anal, perda de peso, entre outros”, completa a especialista da Vetoquinol.

 





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Nutrição foliar aumenta produtividade em até 30%


Segundo o engenheiro agrônomo Bruno Neves, gerente de portfólio da Kimberlit Agrociência, os fertilizantes foliares estão se consolidando como uma ferramenta indispensável na agricultura moderna. A técnica, que complementa a nutrição radicular, destaca-se por sua eficiência em condições adversas, como estresse ambiental e baixa disponibilidade de nutrientes no solo.

De acordo com Neves, a aplicação de nutrientes via folhas permite respostas mais rápidas em comparação ao método convencional pelo solo. “Essa abordagem reduz perdas como lixiviação, volatilização e adsorção, otimizando a absorção pelas plantas, especialmente de micronutrientes”, afirma o especialista.

A evolução dos fertilizantes foliares vai além dos nutrientes básicos. Produtos modernos incluem substâncias biofisiológicas, como aminoácidos e reguladores vegetais, que ajudam as plantas a superar estresses abióticos, como seca e altas temperaturas. “Os aminoácidos livres de alta qualidade são fundamentais para melhorar a eficiência metabólica das plantas e promover maior produtividade”, explica Neves.

Além disso, a aplicação foliar é particularmente vantajosa em momentos críticos do ciclo de cultivo, como a floração e a frutificação. “Reguladores como auxinas e giberelinas desempenham papéis essenciais na divisão celular, no enraizamento e na arquitetura da planta, impactando diretamente na qualidade e no volume da colheita”, complementa.

Segundo estudos mencionados por Bruno Neves, a utilização de fertilizantes foliares pode elevar a produtividade em até 30%, dependendo da cultura e das condições ambientais. Essa eficiência agronômica também reduz o impacto ambiental, já que permite a aplicação de menores volumes de produtos, sem comprometer os resultados.

O engenheiro destaca que, apesar de ainda gerar dúvidas entre agricultores, a prática tem embasamento científico sólido e deve ser vista como parte de um manejo integrado eficiente. “A combinação de nutrientes essenciais com tecnologias avançadas permite que as plantas expressem todo seu potencial genético, promovendo maior produtividade e sustentabilidade”, conclui.





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Preços da soja sobem com câmbio elevado


A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) divulgou nesta quinta-feira (05) uma análise indicando que os preços da soja no Brasil subiram ligeiramente na última semana, impulsionados por um câmbio elevado, que ficou acima de R$ 6,00 por dólar em grande parte do período. A média gaúcha foi de R$ 129,33 por saco, com variações entre R$ 127,00 e R$ 129,00 nas principais praças do estado. No restante do país, os valores oscilaram entre R$ 126,50 e R$ 142,00 por saco.

A produção nacional de soja para a nova safra deve alcançar um volume histórico, estimado entre 166 e 171 milhões de toneladas, segundo consultorias e órgãos oficiais. Com isso, espera-se que as exportações para 2024/25 fiquem entre 103 e 107 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais devem saltar de 2,1 milhões de toneladas, em 2023/24, para 6,1 milhões no próximo ano, mesmo com exportação recorde e demanda interna projetada em 60 milhões de toneladas.

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Segundo os dados do Ceema, no Rio Grande do Sul, a safra atual deve superar 21,6 milhões de toneladas, um aumento de 18,6% em relação à produção prejudicada do ciclo anterior, segundo a Emater. O plantio foi realizado em 6,8 milhões de hectares, com produtividade média esperada de 53 sacos por hectare, 13,2% a mais que na safra passada.

Já no Mato Grosso do Sul, as chuvas recentes permitiram o encerramento do plantio. A área semeada cresceu 6,8%, e a produtividade deve alcançar 51,7 sacos por hectare, o que resultará em uma produção final de 13,9 milhões de toneladas.

Com a colheita iniciando em janeiro no Norte e Centro-Oeste, o clima será decisivo para confirmar ou não o novo recorde de produção. Caso se confirme, é provável que os preços sofram pressão de baixa. Atualmente sustentados pelo câmbio elevado, os valores podem recuar para a faixa entre R$ 100,00 e R$ 125,00 por saco caso o dólar volte ao patamar de R$ 5,00.

Outro fator de incerteza para o mercado é o impacto político internacional, especialmente com a possível posse de Donald Trump nos Estados Unidos a partir de 20 de janeiro de 2024, o que pode influenciar as cotações globais.





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