quarta-feira, março 25, 2026

Política & Agro

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Cacau baiano movimenta US$ 254 milhões no semestre



Exportações de chocolate da Bahia crescem 41%




Foto: Canva

No Dia Mundial do Chocolate, comemorado no dia 7 de julho, a Bahia celebra avanços significativos na produção e exportação de cacau e seus derivados. Segundo dados da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri-BA), o estado lidera a produção nacional e registrou crescimento de 41,32% nas exportações no primeiro semestre de 2025, somando US$ 254 milhões em receita.

A secretária da pasta, em nota divulgada nesta segunda-feira, afirmou que “a Bahia reafirma sua posição estratégica no mercado global de chocolate, combinando tradição e inovação na produção de derivados do cacau”. O estado tem como principais destinos de exportação países como Argentina, Estados Unidos, Chile e Holanda.

A qualidade do chocolate baiano tem ganhado destaque internacional. Em 2024, marcas vinculadas ao Consórcio Cabruca, que reúne produtores do Sul da Bahia, conquistaram 15 medalhas na Academy of Chocolate, em Londres, uma das premiações mais prestigiadas do setor.

A combinação entre técnicas tradicionais de cultivo e práticas modernas de produção tem garantido reconhecimento crescente para os produtos baianos. Segundo a Seagri, o desempenho nas exportações reflete esse esforço conjunto de produtores, cooperativas e instituições de apoio técnico.

 





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Silvicultura gaúcha mantém ritmo com foco no eucalipto


A atividade florestal no Rio Grande do Sul segue impulsionada pela produção de eucalipto, mesmo diante de entraves causados pelas condições climáticas. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (3), a silvicultura continua sendo um setor relevante em várias regiões do estado, com destaque para o uso de cultivares clonais e crescente interesse no reflorestamento.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, produtores realizaram tratos culturais como plantio de mudas, adubação e controle de formigas cortadeiras. Em áreas mais jovens, com até três anos de idade, a principal prática é a poda de formação, enquanto os povoamentos com seis a sete anos passam por desbaste para melhorar a qualidade da madeira. “Essas práticas são fundamentais para garantir o aproveitamento comercial do cultivo”, aponta o boletim.

Em Lajeado, o cultivo de eucalipto se consolida como a principal atividade agropecuária em municípios como Taquari e Tabaí. A produtividade varia entre 350 e 450 m³/ha, em ciclos de seis anos. Entretanto, o excesso de chuvas comprometeu o preparo do solo e pode atrasar os plantios previstos para a primavera. “Mesmo com viveiros protegidos, o desenvolvimento das mudas tem sido limitado”, informa a publicação.

Apesar das dificuldades logísticas, como o escoamento da produção em estradas danificadas, a colheita e a comercialização seguem ativas. O boletim também destaca o aumento da procura por reflorestamento, inclusive por produtores de grãos afetados por perdas climáticas. A produção de carvão vegetal, voltada principalmente à Região Metropolitana e aos vales do Taquari, Caí e Rio Pardo, permanece estável. Um exemplo da diversificação do setor é a fábrica de cavacos em Paverama, que amplia a demanda regional por madeira.

Em Passo Fundo, a silvicultura é limitada e baseada em bosques antigos, com colheita em fase final. “A baixa renovação de áreas florestais pode provocar escassez de matéria-prima nos próximos anos”, adverte o informe. A região já importa madeira para suprir sua demanda energética. Os preços médios apontados são de R$ 300,00 por metro cúbico para madeira em pé voltada à serraria e R$ 120,00/m³ estéreo para lenha entregue na indústria.

Quanto ao Pinus spp., os preços variam conforme o diâmetro das toras. Já o cultivo de acácia-negra segue em queda na região de Lajeado, com produtores optando por substituí-la pelo eucalipto, em razão da maior rentabilidade e da demanda crescente.

 





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Frio, geadas e chuvas afetam rebanhos bovinos


As condições climáticas adversas registradas nas últimas semanas no Rio Grande do Sul, com frio intenso, geadas e excesso de chuvas, têm provocado prejuízos à bovinocultura. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (3), os impactos incluem perda de peso dos animais, piora na condição corporal e até óbitos por desnutrição em regiões mais afetadas.

“Nas áreas mais críticas, os produtores relatam mortes de animais e dificuldades no manejo, o que exigiu a adoção de medidas emergenciais, como suplementação alimentar e adaptação dos sistemas produtivos”, informou a Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Bagé, especialmente em São Gabriel, observou-se grande número de vacas e terneiros com baixa condição corporal. Em alguns casos, já há registros de mortes por desnutrição. Em Itaqui, mesmo nas áreas com pastagens cultivadas de inverno, os produtores não conseguem concluir a terminação dos lotes. Em Manoel Viana, os prejuízos foram ampliados pela destruição de cercas em decorrência das enchentes, comprometendo o manejo dos animais.

Em Caxias do Sul, os rebanhos criados em sistema extensivo sofreram perdas de peso. Já os animais que recebem suplementação mantiveram a condição corporal. A região também enfrenta dificuldades para monitorar vacas gestantes devido ao excesso de chuva. Em Erechim, embora o estado nutricional dos animais esteja, em geral, dentro dos parâmetros técnicos, há perda de peso em sistemas com alta lotação e limitação de pasto. Terneiros desmamados estão sendo direcionados para recria, enquanto novilhas e vacas vazias seguem para terminação.

Em Frederico Westphalen, o frio e a umidade têm comprometido o conforto térmico dos rebanhos, com reflexos no ganho de peso. Em Passo Fundo, a redistribuição dos animais para áreas de campo nativo não foi suficiente para evitar a perda de escore corporal. A baixa disponibilidade de forragem e o manejo dificultado pelas chuvas intensas são apontados como causas principais.

A situação em Pelotas é mais controlada. Apesar do desconforto gerado pelo clima, os animais mantêm boas condições corporais e sanitárias. A suplementação com sal mineral proteinado está sendo usada para preservação nutricional, e as gestações seguem em andamento. O mercado de exportação de terneiros está aquecido, e os remates em Canguçu foram adiados devido ao clima.

Em Santa Rosa, os produtores iniciaram as terminações em confinamento. Nos sistemas a pasto, o peso dos bovinos caiu, embora o escore corporal ainda esteja considerado adequado. Já em Soledade, a escassez de forragem tem levado os animais a se deslocarem mais, intensificando o pisoteio, a compactação do solo e a formação de barro, o que compromete o desenvolvimento do campo.





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Laranja precoce movimenta mercados locais



Colheita de laranjas avança em Passo Fundo com boas perspectivas




Foto: Pixabay

As atividades de colheita das variedades precoces de laranja Rubi e Salustiana seguem em andamento na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Passo Fundo. Já as variedades tardias, como Valência e Folha Murcha, entraram em fase inicial de maturação. A informação consta no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (3).

Segundo o boletim, os citricultores mantêm o manejo fitossanitário com aplicações preventivas contra doenças como pinta-preta e cancro-cítrico, além do controle de pragas como mosca-branca e mosca-das-frutas. Também são realizadas adubações com cloreto de potássio e o plantio de cobertura vegetal no solo. Nos pomares em formação, as práticas incluem poda de formação e remoção de ramos malformados ou doentes.

“A expectativa é de produtividade satisfatória”, informou a Emater/RS-Ascar. A colheita das laranjas precoces é direcionada ao consumo in natura, com comercialização em mercados locais e regionais. A maior parte da produção, no entanto, é destinada à indústria.

Os preços pagos aos produtores variam entre R$ 1,00 e R$ 1,40 por quilo, o que tem estimulado a perspectiva de ampliação da área plantada, impulsionada pelo bom desempenho comercial registrado na safra anterior.





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São Paulo amplia produção de biogás com resíduos da cana-de-açúcar


A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo informou sobre iniciativas voltadas à transição energética e ao fortalecimento do setor sucroenergético. Dentre os destaques está a instalação do primeiro gasoduto destinado exclusivamente ao transporte de biometano, em Presidente Prudente. O projeto, conduzido pela empresa Nécta Gás Natural, envolve investimento de R$ 12 milhões e prevê a implantação de uma rede de 40 quilômetros, com expectativa de atender 5 mil pessoas e 58 estabelecimentos. O fornecimento do gás será feito pela Usina Cocal, localizada no município de Narandiba, próximo à região.

A iniciativa integra um conjunto de medidas voltadas à transição energética no estado de São Paulo. Entre elas, está o licenciamento ambiental das plantas de produção de biocombustíveis do setor sucroenergético, apresentado em 2024 pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, por meio da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB).

O estado conta com cerca de 5,5 milhões de hectares cultivados com cana-de-açúcar e mantém-se como principal produtor nacional. Resíduos da cultura, como bagaço, vinhaça, palha e torta de filtro, são utilizados na geração de biogás. Após purificação, esse biogás se transforma em biometano, combustível com composição semelhante à do gás natural.

Parte desse avanço se deve ao trabalho desenvolvido pelo Instituto Agronômico (IAC-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O Programa Cana IAC, que completa 30 anos em 2024, promoveu o desenvolvimento de variedades mais produtivas e resistentes, além de tecnologias de manejo e ações em melhoramento genético, impulsionando o setor sucroenergético paulista.

Estudo conjunto da Fiesp e do Governo do Estado aponta que a produção de biometano pode alcançar 6,4 milhões de metros cúbicos por dia, frente aos atuais 0,4 milhão, o que representa o potencial de suprir até 40% da demanda de gás natural em São Paulo. O estudo estima ainda a criação de até 20 mil empregos diretos e indiretos, com redução de 16% nas emissões previstas nas metas climáticas estaduais.





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Dia do Chocolate reforça valor da produção artesanal



Gramado tem chocolate com Indicação Geográfica




Foto: Pixabay

Nesta segunda-feira (7), data em que se celebra o Dia Mundial do Chocolate, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) destacou a importância do reconhecimento da origem geográfica do produto como forma de valorização da cadeia produtiva cacaueira no Brasil. A pasta tem incentivado o registro de Indicação Geográfica (IG) para produções de chocolate que se destacam por suas características específicas de solo, clima, relevo e práticas culturais.

Segundo a Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI/Mapa), o registro de IG pode assumir duas modalidades: Indicação de Procedência (IP) e Denominação de Origem (DO). A IP refere-se a regiões que se tornaram conhecidas por determinada produção ou extração. Já a DO exige que as qualidades do produto estejam diretamente ligadas ao meio geográfico e aos fatores naturais e humanos locais.

O Brasil já conta com reconhecimentos relevantes no setor. A Associação de Indústria e Comércio de Chocolates Caseiros de Gramado, no Rio Grande do Sul, obteve o selo de IP em 2021, por sua tradição na produção artesanal. No segmento de cacau, duas associações receberam o reconhecimento: a Associação dos Produtores de Cacau do Sul da Bahia e a Associação dos Cacauicultores de Linhares, no Espírito Santo, ambas pela produção de amêndoas com potencial de transformação em chocolate.

Para conquistar o selo, é necessário que a região comprove uma origem geográfica específica, características distintas do produto, métodos de produção tradicionais e um sistema de controle e registro. A certificação é concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), com o Mapa atuando como fomentador dos processos e da qualificação das cadeias produtivas.

O Mapa avalia que o reconhecimento fortalece a produção rural, valoriza o produto artesanal e promove o desenvolvimento das economias locais. Além disso, o selo assegura autenticidade e reforça a confiança do consumidor em relação à procedência e qualidade do chocolate brasileiro.





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Frio e férias influenciam preços de frutas em Minas Gerais


A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) divulgou, com apoio da Emater-MG, Epamig e IMA, a mais recente análise dos preços das frutas comercializadas na unidade da Ceasa Minas em Contagem. O levantamento, referente ao período de 23 de junho a 4 de julho de 2025, aponta variações nos preços influenciadas principalmente por fatores climáticos e pela demanda atípica durante o recesso escolar.

Segundo a análise, entre as dez frutas mais comercializadas no entreposto — como banana, limão, mamão, maçã, manga, melancia e uva — apenas algumas mantiveram os preços estáveis, como o abacaxi, o coco verde, a laranja pera, a melancia e a uva Itália. Já produtos como banana, limão Tahiti e mamão apresentaram elevação nas cotações.

O mamão, por exemplo, teve alta mesmo com a demanda moderada. A Seapa destacou que as temperaturas mais baixas reduziram a oferta nacional, resultando em frutos menores e menos maduros. “A menor disponibilidade nas lavouras e nos centros de distribuição sustenta os preços em patamar elevado”, avaliou a pasta.

No sentido oposto, maçã e manga registraram queda de preços. A redução no valor da maçã foi atribuída ao impacto das ondas de frio e ao recesso escolar, que retraíram o consumo. A manga Tommy também apresentou leve recuo, refletindo a menor procura durante o inverno nas regiões Sul e Sudeste, além da redução na demanda provocada pelas férias.

O levantamento, realizado semanalmente pela Seapa, integra uma estratégia de monitoramento do abastecimento e formação de preços baseada em custos, concorrência, oferta e demanda. O objetivo é antecipar impactos no mercado hortifrutigranjeiro e orientar os agentes da cadeia produtiva sobre os movimentos comerciais.

 





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Safra global de arroz 2025/26 deve atingir recorde



No Brasil, a conjuntura é desafiadora



No Brasil, a conjuntura é desafiadora
No Brasil, a conjuntura é desafiadora – Foto: Pixabay

A produção mundial de arroz na safra 2025/26 deve atingir um volume recorde de 542 milhões de toneladas, superando em 1% a colheita de 2024/25. Os estoques finais globais também devem alcançar patamar histórico, com 185,1 milhões de toneladas. As informações são da analista Marina Marangon Moreira, do Itaú BBA.

A Índia se destaca ao projetar sua décima safra recorde consecutiva, estimada em 151 milhões de toneladas, impulsionada pela ampliação da área plantada e pelo início precoce das monções. Com estoques iniciais elevados e a retomada das exportações após restrições na temporada 2023/24, os preços do arroz indiano devem se manter bastante competitivos no cenário internacional.

Nos Estados Unidos, as áreas de arroz estão em fase de desenvolvimento, com a maioria das lavouras em boas condições, contribuindo para o cenário global de ampla oferta. Esse ambiente de abundância tende a exercer pressão sobre os preços no mercado internacional.

No Brasil, a conjuntura é desafiadora. A forte oferta, aliada à competitividade externa, continua restringindo a liquidez do mercado interno. A tendência é de que esse quadro persista, a menos que haja ajustes na demanda ou redução dos estoques. Além disso, os preços deprimidos devem dificultar os investimentos na safra 2025/26. O USDA já projeta uma queda na produção brasileira para 7,6 milhões de toneladas, inferior à registrada em 2024/25.

“Do lado do varejo, uma retomada nos estoques deve ocorrer apenas quando os preços do arroz se estabilizarem. Porém, as aquisições vêm mostrando níveis fracos por um longo período, o que significa que o reabastecimento não deve demorar muito a acontecer”, conclui.

 





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Evolução dos EPIs garante mais segurança aos aplicadores


Na ausência inicial de equipamentos específicos para a proteção de trabalhadores rurais, foram adotados itens inadequados, como roupas de PVC e máscaras industriais. Segundo Luiz Carlos Castanheira, engenheiro agrônomo e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), a década de 1980 marcou um avanço, quando a Shell introduziu kits de EPI fabricados em TNT, com proteção direcionada para cada tipo de Aplicação de defensivos. No entanto, materiais como TNT, TYVEK® e PVC mostraram-se pouco eficazes para o campo.

Com o tempo, surgiram vestimentas de algodão tratadas com hidro-repelente, que passaram a garantir mais proteção e conforto térmico aos trabalhadores. A legislação, vale lembrar, exige o uso de EPIs, mas Castanheira destaca que não é possível padronizar a proteção, dada a variedade de culturas e métodos de aplicação existentes.

Cada situação demanda um tipo específico de EPI. Um aplicador de isca peletizada, por exemplo, não enfrenta a mesma exposição de quem opera um pulverizador costal. Da mesma forma, quem pulveriza alface, morango ou café enfrenta riscos distintos de quem trabalha com culturas como cana-de-açúcar, abacate, citrus, abacaxi ou tomate. Além disso, o ambiente — se aberto ou fechado — e o tipo de equipamento (costal, drone, avião agrícola, autopropelido, entre outros) influenciam diretamente na escolha do equipamento de proteção.

Hoje, a indústria já oferece conjuntos específicos de EPI para diferentes culturas e situações, refletindo a evolução no cuidado com a saúde dos trabalhadores. Com produtos menos tóxicos, aplicação mais eficiente e EPIs adequados, é possível alcançar um equilíbrio entre produtividade e segurança no campo.

“Dessa maneira, hoje é possível garantir que, em função do uso de produtos menos tóxicos, o desenvolvimento de equipamentos de aplicação mais eficientes, e a evolução do conceito de proteção do trabalhador, com EPI específicos para cada situação de trabalho, os trabalhadores do campo podem hoje contar com mais segurança e conforto em suas atividades”, conclui.

 





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Fertilizantes: mitos e verdades



Também é verdade que o excesso de fertilizantes pode ser prejudicial



Também é verdade que o excesso de fertilizantes pode ser prejudicial
Também é verdade que o excesso de fertilizantes pode ser prejudicial – Foto: Canva

Os fertilizantes são essenciais para garantir a produtividade agrícola, fornecendo ao solo os nutrientes necessários para o desenvolvimento saudável das culturas. No entanto, persistem dúvidas e equívocos sobre seu uso. De acordo com Luís Schiavo, CEO da Naval Fertilizantes, empresa especializada em produtos biológicos, nutrição e tecnologia de aplicação, sem fertilizantes não seria possível produzir alimentos em escala suficiente para abastecer a população mundial.

Um dos mitos mais comuns é a confusão entre fertilizantes e agroquímicos. Enquanto os primeiros nutrem as plantas, os segundos protegem as lavouras contra pragas e doenças. Outro equívoco frequente é a ideia de que fertilizantes orgânicos são sempre melhores. Segundo Schiavo, o ideal é escolher o produto que melhor atende às necessidades da lavoura — ambos os tipos têm vantagens e podem ser usados de forma complementar.

Também é verdade que o excesso de fertilizantes pode ser prejudicial, pois o acúmulo de certos nutrientes pode inibir a absorção de outros, impactando negativamente a lavoura. Já a noção de que os fertilizantes são nocivos ao meio ambiente ou à saúde humana é incorreta. O uso adequado, seguindo os princípios dos 4Cs (fonte certa, dose certa, hora certa e local certo), evita impactos ambientais e garante segurança alimentar.

Por fim, Schiavo lembra que os nutrientes fornecidos às plantas são, em grande parte, os mesmos necessários ao corpo humano, como o nitrogênio nas proteínas e o fósforo nos ossos. Por isso, o uso racional e bem orientado dos fertilizantes é uma ferramenta fundamental para a sustentabilidade da produção de alimentos.

“Por exemplo: Para sintetizar proteínas, as plantas utilizam nitrogênio, que é a mesma classe de moléculas que constitui nossos músculos. O fósforo fornecido às plantas é o mesmo que compõe nossos ossos e dentes”, finaliza Schiavo.





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