terça-feira, março 24, 2026

Política & Agro

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Micronutrientes ganham destaque no milho verão



As tecnologias do setor estão cada vez mais sendo usadas



As tecnologias do setor estão cada vez mais sendo usadas
As tecnologias do setor estão cada vez mais sendo usadas – Foto: USDA

Produtores de milho verão no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná enfrentam um novo desafio agronômico: a deficiência de micronutrientes no solo, especialmente Boro. Enquanto o uso de macronutrientes já é prática consolidada, a falta de micronutrientes pode comprometer o desenvolvimento das lavouras e a formação das espigas.

Para enfrentar esse problema, cresce o uso de tecnologias como o fertilizante SulfaBor, da catarinense MaxiSolo, que combina boro, cálcio e enxofre em liberação imediata e gradual. Segundo o agrônomo Caio Kolling, o produto corrige a deficiência de boro, muitas vezes imperceptível nas fases iniciais da cultura, e evita deformações nas folhas e má formação das espigas. “A deficiência de boro nem sempre é visível no início do ciclo, mas com o avanço da lavoura, surgem sintomas como folhas jovens deformadas, crescimento limitado e má formação de espigas. Isso compromete diretamente a produtividade”, explica.

O produtor André Wolf, de Santo Cristo (RS), observou melhora significativa na produção de silagem após o uso do SulfaBor, com maior duração do milho no ponto ideal, mesmo em períodos chuvosos. A MaxiSolo também lançou o SZMaxi, fertilizante à base de sulfatos com cálcio, enxofre e zinco, que além de nutrir, condiciona o solo, melhora a formação de grãos e amplia a resistência ao estresse.

“O milho normal sem SulfaBor, em 3 ou 4 dias já passava do ponto. A partir do uso da tecnologia consegui levar o milho a três semanas mantendo o ponto de silagem. Em época de chuvas, não precisa entrar na lavoura causando a compactação do solo, eu consigo estender esse período”, conta. A recomendação é que o uso dessas soluções seja sempre guiado por análise de solo e orientação técnica.

 





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Queda nos preços do arroz pressiona margens



A combinação entre maior oferta e preços em queda beneficia a indústria



A combinação entre maior oferta e preços em queda beneficia a indústria
A combinação entre maior oferta e preços em queda beneficia a indústria – Foto: Divulgação

O mercado de arroz enfrenta uma acentuada correção nos preços, com reflexos diretos sobre a rentabilidade de produtores e da indústria beneficiadora. De acordo com relatório do Itaú BBA, em junho de 2025 o arroz em casca fechou a R$ 67,19 por saca de 50 kg — uma queda de 41% em relação ao mesmo período de 2024. Desde o início da colheita, em março, os preços vêm caindo de forma contínua, gerando apreensão quanto à viabilidade de investimentos para a próxima safra 2025/26.

A combinação entre maior oferta e preços em queda beneficia a indústria com custos mais baixos na compra da matéria-prima. No entanto, o repasse de outros insumos, como transporte e embalagens, tem encontrado resistência, devido ao comportamento mais cauteloso do varejo e aos estoques reduzidos no atacado. Com isso, as margens seguem comprimidas, especialmente no primeiro trimestre de comercialização da nova safra.

Mesmo com a retração no atacado, a redução nos preços não acompanha a velocidade observada no campo, criando um descompasso que dificulta a formação de preços sustentáveis ao longo da cadeia. O consumo interno desaquecido também contribui para esse cenário, tornando mais difícil a obtenção de margens positivas nas vendas.

Além disso, a boa oferta de arroz no Mercosul e o câmbio mais favorável mantêm as importações de arroz em casca e beneficiado como uma alternativa competitiva. Porém, a entrada do produto já processado exerce pressão adicional sobre a indústria nacional, que ainda carrega estoques adquiridos a preços elevados na safra anterior, agravando o desafio de equilibrar custos e receitas.

 





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Fertilizante biotecnológico promete ganhos em produtividade



Supergan é o único fertilizante com registro de condicionador biológico do solo



Supergan é o único fertilizante com registro de condicionador biológico do solo
Supergan é o único fertilizante com registro de condicionador biológico do solo – Foto: Divulgação

A crescente degradação do solo, aliada ao uso intensivo de fertilizantes químicos, tem gerado preocupação entre produtores e especialistas, especialmente diante da queda na produtividade e do aumento dos custos de insumos. O desequilíbrio da microbiota do solo, a compactação e a baixa disponibilidade de nutrientes comprometem o desenvolvimento saudável das plantas e dificultam práticas agrícolas mais sustentáveis.

Supergan é o único fertilizante do mercado com registro de condicionador biológico de solo no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Enriquecido com bactérias inteligentes da tecnologia Smartbac, o produto atua de forma integrada nas dimensões física, química e biológica do solo, promovendo maior equilíbrio da microbiota, melhor enraizamento e aumento na disponibilidade de nutrientes para as plantas.

Indicado para diversos tipos de cultivo — incluindo milho, soja, café, cana-de-açúcar, batata, maçã e tomate —, o Supergan contribui para o aumento da produtividade e reduz a dependência de fertilizantes químicos convencionais. Sua ação microbiana favorece a fixação de nitrogênio, além de facilitar a solubilização de fósforo e potássio, elementos essenciais ao desenvolvimento vegetal.

Combinando macro e micronutrientes à ação biotecnológica, o fertilizante potencializa a eficiência nutricional das culturas, promovendo melhorias na qualidade do solo e na saúde das plantas. Essa abordagem resulta em lavouras mais produtivas e resilientes, mesmo em condições desafiadoras.

O Supergan está alinhado aos princípios da agricultura regenerativa, que busca restaurar e preservar a fertilidade do solo a longo prazo, contribuindo para sistemas agrícolas mais sustentáveis e economicamente viáveis.

 





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IA automatiza análise de germinação de sementes



A identificação dos lotes por QR codes aumenta a rastreabilidade



A identificação dos lotes por QR codes aumenta a rastreabilidade
A identificação dos lotes por QR codes aumenta a rastreabilidade – Foto: Pixabay

Uma nova tecnologia com inteligência artificial e automação está sendo usada para melhorar a avaliação da germinação de sementes e o crescimento de plântulas em casas de vegetação. O sistema utiliza câmeras de alta resolução para capturar imagens que são analisadas por algoritmos, permitindo medir indicadores como cobertura foliar, número e uniformidade das plântulas, além do Índice de Velocidade de Emergência (IVE).

Com escaneamentos diários e operação remota, o processo se torna até 20 vezes mais rápido do que o método manual tradicional. A identificação dos lotes por QR codes aumenta a rastreabilidade e reduz erros, enquanto os dados ficam disponíveis na nuvem para acompanhamento em tempo real e armazenamento histórico.

Essa abordagem traz mais padronização e agilidade para análises de qualidade no setor de sementes, beneficiando desenvolvedores, multiplicadores e laboratórios certificadores. O uso dessa tecnologia pode contribuir para acelerar a entrega de sementes com melhor qualidade ao agricultor. A solução foi desenvolvida por uma startup de Piracicaba (SP), que focou na automação completa do processo para aumentar a eficiência das avaliações em ambientes controlados.

“O grande diferencial da Phenosync é a automação completa. O sistema armazena as coordenadas de cada unidade a ser avaliada e executa os ‘scans’ nos horários definidos. Um escaneamento completo de uma casa de vegetação de 21m x 7m (cerca de 550 unidades com até 100 sementes cada) leva cerca de 60 minutos”, explica Fernando Hinnah, cofundador da empresa. “Com nossa tecnologia, é possível realizar análises até 20 vezes mais rápido do que o método tradicional, com padronização total e rastreabilidade desde o plantio até a avaliação final”, completa Gustavo Bilibio, gerente comercial da empresa.

 





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Soja recua em Chicago com fraca demanda



O mercado segue pressionado pelo bom ritmo do desenvolvimento das lavouras americanas



O mercado segue pressionado pelo bom ritmo do desenvolvimento das lavouras americanas
O mercado segue pressionado pelo bom ritmo do desenvolvimento das lavouras americanas – Foto: Bing

A soja encerrou o pregão desta segunda-feira (29) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo a combinação de ampla oferta nos Estados Unidos e baixa demanda internacional. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de agosto, referência para a safra brasileira, caiu 1,00% ou 10,00 cents por bushel, cotado a US$ 988,75. O contrato de setembro recuou 0,95% (US$ 9,50 cents), fechando em US$ 992,50. O farelo de soja também caiu 1,08% (US$ 2,90/ton curta), enquanto o óleo de soja subiu levemente 0,11% (US$ 0,06/libra-peso).

O mercado segue pressionado pelo bom ritmo do desenvolvimento das lavouras americanas, favorecido pelo clima, e pela falta de interesse da China pela soja dos EUA. Os embarques continuam lentos e os últimos acordos comerciais não trouxeram o volume esperado de compras, o que tem desanimado os produtores, que já se preparam para a nova safra. Enquanto isso, a Argentina reduziu os impostos sobre exportação, incentivando a negociação de soja e farelo no país vizinho.

Nos Estados Unidos, apesar de uma leve queda na qualidade das lavouras, o mercado ainda projeta uma safra robusta. A abundância da oferta combinada com a fraca demanda externa — principalmente pela ausência da China — limita qualquer recuperação significativa nos preços da oleaginosa em Chicago.

Em contraste, o mercado brasileiro vive um momento altista. Os preços internos da soja atingiram patamares recordes na última semana, puxados pela forte demanda externa, sobretudo da China, por prêmios elevados e por um câmbio favorável. A alta da taxa Selic também torna mais caro o custo de armazenagem, o que incentiva os produtores a venderem o grão disponível no curto prazo.

 





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Soja inicia semana com ritmo lento


A semana começou com ritmo lento e 60% da safra comercializada no Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Preços reportados para pagamento em 08/08 (entrega julho até 07/08) ficaram em R$ 138,00 (-0,72%) porto. Compradores estão olhando com mais força para meses mais à frente. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 133,00 (-0,75%) Cruz Alta – Pgto. 29/08. R$ 132,00 Passo Fundo – Pgto. fim de agosto. R$ 131,00 Ijuí– Pgto. 29/08 – para fábrica. R$ 132,00 (-0,75%) Santa Rosa / São Luiz – Pgto. 11/09. Preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 122,00 a saca ao produtor”, comenta.

Santa Catarina enfrenta lentidão nas vendas. “O aumento da produção estadual, somado à chegada da safra de inverno, tem sobrecarregado a capacidade existente, criando gargalos que afetam o escoamento. A sobreposição de safras intensifica a disputa por espaço de armazenagem e transporte, expondo um desafio estrutural que vai além das flutuações de mercado. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 137,19 (-1,16%)”, completa.

Mais dificuldades com oferta excessiva e armazenamento são vistas no Paraná. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 140,15 (+2,08%). Em Cascavel, o preço foi 124,01 (-0,77%). Em Maringá, o preço foi de R$ 123,47 (-1,66%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 122,49 (-3,09%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 137,13 (-0,04%). Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, informa.

O estado do Mato Grosso do Sul tem vendas lentas e pressão logística. “A lentidão nas vendas segue preocupando, indicando cautela por parte dos produtores e desafios para escoar a produção em um mercado pressionado por uma capacidade estática de armazenamento que é insuficiente, mas como já explicado anteriormente, isso se repete por todo o Brasil, pois a produção cresce mais rápido do que a estrutura. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 120,35 (-0,25%), Campo Grande em R$ 120,40 (-0,33%), Maracaju em R$ 120,35 (-0,23%), Chapadão do Sul a R$ 118,76 (+0,44%), Sidrolândia a em R$ 120,40 (-3,75%)”, indica.

Mato Grosso amplia exportações para a China, mas enfrenta gargalo logístico crítico. “Campo Verde: R$ 117,40 (-0,68%). Lucas do Rio Verde: R$ 115,35 (-1,22%), Nova Mutum: R$ 115,95 (+1,44%). Primavera do Leste: R$ 117,40 (-2,07%). Rondonópolis: R$ 117,40 (-2,07%). Sorriso: R$ 113,80 (+2,175%)”, conclui.

 





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Milho recua na B3 e em Chicago



Na B3, os principais vencimentos registraram recuos



Na B3, os principais vencimentos registraram recuos
Na B3, os principais vencimentos registraram recuos – Foto: Divulgação

Segundo análise da TF Agroeconômica, os contratos futuros de milho encerraram esta segunda-feira (29) em baixa tanto na B3 quanto na Bolsa de Chicago (CBOT), pressionados por fatores internos e externos. A desvalorização acompanha a renovação das mínimas em Chicago, impulsionada por uma safra robusta nos EUA e o avanço da colheita no Brasil, o que torna o milho americano mais competitivo no mercado global.

Na B3, os principais vencimentos registraram recuos: o contrato para setembro/25 fechou em R\$ 65,05, queda de R\$ 0,59 no dia; novembro/25 caiu para R\$ 68,22, baixa de R\$ 0,36; e janeiro/26 recuou para R\$ 71,91, uma redução de R\$ 0,21. No físico, o indicador do milho ESALQ/BM\&FBovespa (Campinas-SP) mostra leve recuperação nos últimos dias, mas ainda acumula perdas em julho. O Cepea destaca que, enquanto regiões com colheita atrasada sustentam preços com menor oferta, áreas como o Centro-Oeste pressionam as cotações com maior disponibilidade do grão. O aumento no custo do frete também atua como fator de suporte pontual.

Já em Chicago, os contratos caíram mesmo diante de dados positivos de demanda. A referência de setembro fechou em US\$ 3,9375 por bushel, com queda de 1,44%, enquanto dezembro recuou 1,19%, para US\$ 4,14. Apesar das vendas extras no dia — somando 450 mil toneladas — e de exportações semanais 54% superiores à anterior, o mercado seguiu pressionado pelo cenário de ampla oferta e expectativa de menor demanda no médio prazo. Além disso, o Secex apontou que o Brasil exportou, até o momento, apenas 42,8% do volume embarcado em julho de 2023. Embora o ritmo esteja melhorando, as projeções indicam que os embarques só devem ganhar força efetiva em agosto.





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Preço do milho recua mais de 40% em Mato Grosso, mas demanda evita queda maior



Mercado do milho em Mato Grosso atravessa um período de forte pressão




Foto: Nadia Borges

O mercado do milho em Mato Grosso atravessa um período de forte pressão nos preços. Nos últimos três meses, o valor do grão disponível no estado acumulou uma retração de 41,03%, de acordo com o boletim informativo mais recente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A expectativa de uma produção mais robusta para a safra 2024/25 tem sido o principal fator para essa tendência de baixa nas cotações.

Segundo informações do boletim do Imea, apesar da forte queda, o preço do cereal tem se mantido acima dos R$ 40,00 por saca, sustentado pela demanda interna. O consumo dentro do estado tem servido como um importante colchão de amortecimento, evitando que os preços desabem ainda mais no curto prazo.

Em uma análise comparativa entre as semanas de 21 a 25 de julho de 2025 e o mesmo período do ano anterior, os preços do milho em Mato Grosso registraram alta de 3,43%. O incremento anual é atribuído à maior antecipação nas vendas da safra 2024/25 em relação ao ciclo anterior. Outro fator que impactou o mercado foi o atraso na colheita atual, que escalonou a entrada do grão nos armazéns e reduziu a pressão imediata sobre os preços.

Além dos fatores regionais, o cenário internacional também exerce influência direta sobre as cotações do milho no Brasil. As oscilações nas bolsas de Chicago e as variações cambiais do dólar seguem como importantes balizadores do mercado interno, interferindo diretamente no poder de barganha dos produtores e nas margens de comercialização.

Com o avanço da colheita e a confirmação das estimativas de produção, o mercado segue atento à evolução da oferta e demanda, tanto no cenário doméstico quanto no internacional. O comportamento da moeda americana e os rumos do consumo interno continuarão sendo fatores determinantes para a formação dos preços nos próximos meses.

 

 

 





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Milho inicia semana assim como terminou


Oferta restrita e dependência de milho externo se mantêm no Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “O milho remanescente é destinado principalmente a granjas de ovos e ao consumo doméstico. As indicações de compra estão em R$ 65,00/saca em Santa Rosa e Ijuí, R$ 66,00 em Não Me Toque, R$ 67,00 em Marau, Gaurama e Seberi e R$ 68,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. As pedidas dos vendedores para agosto variam de R$ 66,00 a R$ 70,00/saca”, comenta.

Colheita satisfatória, mas sem muitas oportunidades para vender a um bom preço. “Em Campos Novos, os pedidos variam de R$ 83,00 a R$ 85,00/saca, enquanto as ofertas das indústrias não passam de R$ 75,00. No Planalto Norte, as pedidas giram em torno de R$ 80,00, mas o comprador ainda se limita aos R$ 75,00. A escassez de negócios e a margem apertada levam o produtor a recuar nos investimentos para a próxima safra”, comenta.

A boa produtividade ainda não impulsionou o mercado do Paraná. “O mercado de milho no Paraná permanece com baixa liquidez e forte impasse entre compradores e vendedores. Os produtores pedem, em média, R$ 76,00/saca FOB, com casos de até R$ 80,00, enquanto o setor de rações oferece R$ 73,00 CIF, travando as negociações e impedindo uma retomada mais firme nas vendas”, indica.

Mercado lento e baixa liquidez ainda marcam o cenário no Mato Grosso do Sul. “O mercado de milho no Mato Grosso do Sul segue praticamente parado, com liquidez muito baixa, mesmo após pequenas valorizações em algumas praças. Em Dourados, por exemplo, houve ajuste positivo nos últimos dias, mas a movimentação comercial ainda é tímida. A retração de vendedores e compradores continua impedindo avanços nas negociações”, conclui.

 





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Preços do trigo no Sul mantêm-se estáveis


O mercado de trigo no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná apresenta um cenário de estabilidade, com chuvas adequadas no estado gaúcho e negociações concentradas em volumes específicos, segundo análise da TF Agroeconômica. No Rio Grande do Sul, as chuvas retornaram com acumulados entre 30 mm e 130 mm, sem relatos de danos às lavouras, o que mantém as expectativas para a safra local. O mercado segue lento, com compras pontuais principalmente para embarques em agosto e setembro, e preços indicativos variando conforme a qualidade e localização, chegando a R$ 1.380,00 para trigos competitivos no interior e cerca de R$ 1.300,00 para negócios pontuais com entregas próximas.

No âmbito da exportação, foram negociadas cerca de 8.000 toneladas para dezembro a preços em torno de R$ 1.300,00 por tonelada, com a opção do vendedor de entregar trigo de qualidade inferior, destinado à ração, com deságio de 20%. Os moinhos locais continuam operando com baixa moagem e margens reduzidas, mantendo a demanda contida até a chegada da nova safra. Já em Santa Catarina, o mercado permanece estável, com os moinhos consumindo estoques e comprando apenas para reposição. A oferta de trigo gaúcho ainda pressiona os preços, que se mantêm entre R$ 1.330,00 e R$ 1.360,00 FOB, mais frete e ICMS.

A safra nova ainda não apresenta indicativos claros, mas há relatos de queda significativa na venda de sementes, estimada em 20% a menos em relação ao ano anterior, reflexo da redução prevista pela CONAB de 6,3% na produção estadual, apesar do aumento de área plantada. Em Santa Catarina, os preços pagos aos agricultores permanecem estáveis, girando em torno de R$ 70,00 a R$ 79,00 por saca, dependendo da região.

No Paraná, o trigo importado sofre aumento de preço de R$ 10,00 por tonelada devido à valorização do dólar, com preços no moinho chegando a R$ 1.450,00 CIF para lotes de excelente qualidade. Apesar disso, o mercado local não apresenta grande movimentação, com oferta maior do que se esperava após algumas perdas previstas. Um novo navio de trigo importado está a caminho do porto de Paranaguá, mantendo a pressão sobre os preços locais, que têm ofertas em torno de R$ 272,00 por saca. Os preços pagos aos produtores na região recuaram ligeiramente 0,16%, para R$ 77,07 por saca, enquanto o custo de produção caiu, elevando a margem média de lucro para cerca de 5,7%.

 





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