sexta-feira, março 20, 2026

Política & Agro

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Chuvas e calor marcam semana no México



USDA relata impactos da tempestade Ivo no México




Foto: Pexels – Pixabay

O Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (12) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), informou que a tempestade tropical Ivo passou, em 6 de agosto, a menos de 240 quilômetros ao sul de Acapulco, no estado de Guerrero, México. Dois dias depois, o fenômeno atingiu distância semelhante ao sul do extremo da Baixa Califórnia, seguindo para águas mais frias até sua dissipação.

De acordo com o boletim, Ivo estava imerso em uma profunda massa de umidade atmosférica, o que provocou chuvas generalizadas de 10 a 50 milímetros no cinturão de milho do planalto sul. Totais mais elevados, entre 100 e 200 milímetros, localmente superiores, foram registrados no sul de Veracruz e áreas próximas, como o norte de Oaxaca e partes de Chiapas.

O relatório também destacou que chuvas intensas se estenderam para o norte, alcançando o oeste do México, incluindo regiões de Nayarit, Sinaloa, sul de Sonora e sudoeste de Chihuahua. Entretanto, grande parte do norte do país registrou clima quente e seco, devido à interrupção temporária da circulação das monções norte-americanas.

As temperaturas da semana ficaram, em média, entre 2°C e 4°C acima do normal em grande parte de Sonora, Chihuahua e Coahuila. Pouca ou nenhuma chuva foi registrada no centro-norte e nordeste do México, com a condição se estendendo até o sul do país.





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Bahia amplia abastecimento de milho para pequenos criadores



ProVB já comercializou 5 milhões de quilos em 2025 na Bahia




Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reforçou, nesta semana, o abastecimento de milho para pequenos criadores na Bahia. De acordo com a Conab, a unidade de Itaberaba recebeu cerca de 78 mil quilos e a de Ribeira do Pombal, mais de 51 mil quilos. Os volumes integram um carregamento superior a 5 mil toneladas previsto para o estado, sendo 2 mil destinadas a Irecê, aproximadamente 1,5 mil a Itaberaba e cerca de 1,7 mil a Ribeira do Pombal. As entregas devem continuar nos próximos dias até completar o quantitativo programado para as unidades.

O milho é comercializado por meio do Programa de Venda em Balcão (ProVB), que permite a compra direta do grão por pequenos criadores. Segundo a Conab, “o limite mensal de aquisição é de até 27 toneladas por cliente, respeitando o consumo proporcional ao plantel registrado no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican)”. Os preços de venda são atualizados a cada quinzena e, até 15 de agosto, estavam fixados em R$ 69,00 por saca de 60 quilos nas unidades de Itaberaba e Irecê.

Podem participar do programa suinocultores, avicultores, bovinocultores, caprinocultores, ovinocultores, bubalinocultores, coturnicultores e aquicultores com Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) ou documento CAF-Pronaf ativos. A Conab explica que “também têm acesso produtores que, mesmo sem esses registros, possuam imóveis de até 10 módulos fiscais ou cuja renda anual se enquadre nos limites do Pronaf”.

No acumulado do ano, o ProVB na Bahia já comercializou mais de 5 milhões de quilos de milho, atendendo a cerca de 1,6 mil criadores em mais de 4,4 mil operações de venda. O estado conta com quase 1,2 mil criadores cadastrados em Itaberaba, aproximadamente 700 em Irecê e cerca de 1 mil em Ribeira do Pombal, totalizando cerca de 2,9 mil produtores aptos ao programa. Para solicitar a análise da documentação enviada no Sican, é necessário solicitar a habilitação no sistema do Balcão Digital.





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Agricultura deve enfrentar desafios com seca no Norte e no Sudeste e excesso de umidade no Sul, aponta Inmet


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou o prognóstico agroclimático para o trimestre de agosto, setembro e outubro de 2025, com destaque para um cenário de seca no Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e parte da Região Norte, enquanto o Sul do país deve registrar chuvas acima da média, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. As previsões indicam impactos diretos no desenvolvimento de culturas agrícolas e na disponibilidade de água no solo.

Segundo informações do Inmet, o déficit hídrico será mais intenso em áreas produtoras do Centro-Oeste e Norte do país, com redução significativa dos estoques de umidade no solo, em alguns casos inferiores a 30%. O fenômeno deve afetar culturas em final de ciclo, como milho e feijão, além de pastagens, aumentando a demanda por irrigação suplementar. Já no Sul, a expectativa é de manutenção de níveis elevados de umidade, o que favorece o cultivo de trigo, cevada e aveia, mas também pode dificultar operações de colheita em momentos de excesso de chuva.

No Norte, áreas do Pará, Rondônia, Tocantins e Acre devem enfrentar reduções de até 30 mm na precipitação em relação à média histórica, elevando o risco de perdas em lavouras irrigadas e sistemas agroflorestais. Em contrapartida, o noroeste do Amazonas e o norte de Roraima devem ter condições mais favoráveis para culturas perenes tropicais.

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O Nordeste terá cenário misto: enquanto o litoral leste de Alagoas, Sergipe e Pernambuco deve registrar chuvas acima da média, o interior da região, incluindo Maranhão, Piauí e Bahia, enfrentará seca mais acentuada a partir de setembro, com déficit superior a 100 mm, prejudicando lavouras de sequeiro e reduzindo a qualidade das pastagens.

No Sudeste, a previsão é de chuvas abaixo da média em todos os estados, com maior escassez no norte de Minas Gerais e parte do interior paulista. Essa condição pode comprometer o desenvolvimento de milho tardio e trigo de sequeiro, ao mesmo tempo em que favorece a colheita de cana-de-açúcar e café.

Já no Sul, a previsão é otimista para o desenvolvimento das culturas de inverno. O Rio Grande do Sul deve receber até 50 mm a mais de chuva do que o esperado, garantindo umidade adequada no solo. Contudo, o excesso hídrico em áreas pontuais pode exigir atenção redobrada no manejo e na programação das operações agrícolas





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Inoculação de soja reduz custos e aumenta produtividade



Além do impacto econômico, a prática fortalece a saúde do solo



Além do impacto econômico, a prática fortalece a saúde do solo
Além do impacto econômico, a prática fortalece a saúde do solo – Foto: Nadia Borges

A inoculação da soja vem ganhando destaque como estratégia essencial para reduzir custos e aumentar a sustentabilidade da produção. De acordo com a CropLife Brasil, o uso de inoculantes cresceu 15% na safra 2023/2024 em relação à anterior, com média anual de aumento de 21% nos últimos três anos — quatro vezes acima da média global. A técnica, que utiliza bactérias fixadoras de Nitrogênio, substitui grande parte da adubação nitrogenada, gerando economia expressiva. Considerando a produtividade média nacional de 3.560 kg/ha (Conab, 2024/25), a fixação biológica de Nitrogênio (FBN) pode evitar gastos de cerca de R$ 3.000,00 por hectare com Ureia.

Segundo Fernando Bonafé Sei, gerente técnico da Novonesis, a FBN pode fornecer mais de 300 kg de nitrogênio por hectare, reduzindo custos em até 95% e aumentando a produtividade em até 8% com a reinoculação anual (Embrapa, 2020). Além do impacto econômico, a prática fortalece a saúde do solo, promove a atividade microbiana e contribui para a ciclagem de nutrientes, alinhando-se a uma agricultura de menor impacto ambiental.

“A simbiose estabelecida entre as plantas e as bactérias fixadoras de nitrogênio permite que a cultura acesse e disponibilize o nitrogênio atmosférico, minimizando a dependência de fertilizantes sintéticos. Isso não apenas reduz o investimento financeiro do produtor, mas também contribui para a saúde do solo em longo prazo, diminuindo o custo ambiental da produção”, comenta.

Estudo da Novonesis, publicado no International Journal of Life Cycle Assessment, mostrou que o uso do inoculante Optimize® reduziu em até 4% as emissões de gases de efeito estufa por tonelada de soja produzida. A empresa também desenvolveu o CTS 1000®, que amplia a viabilidade das bactérias para até 90 dias após o tratamento industrial de sementes, proporcionando ganhos médios de 8,5 sacas/ha e nodulação mais eficiente.

 





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Café paranaense obtém Denominação de Origem inédita



“O Brasil possui um potencial gigantesco para transformar produtos em símbolos”



“O Brasil possui um potencial gigantesco para transformar produtos locais em símbolos"
“O Brasil possui um potencial gigantesco para transformar produtos locais em símbolos” – Foto: Divulgação

O café de Mandaguari (PR) acaba de conquistar a primeira Denominação de Origem (DO) do Brasil baseada em análise microbiológica. O reconhecimento, oficializado pelo INPI, foi resultado de uma parceria entre a GoGenetic Agro e a Viva Soluções, que utilizaram um estudo inédito do microbioma dos grãos para comprovar a singularidade do produto. A técnica identificou microrganismos específicos presentes no café da região, inexistentes em outras áreas produtoras, reforçando o vínculo entre terroir e qualidade.

Segundo Ton Lugarini, da Viva Soluções, o projeto reduziu drasticamente o tempo e o custo de comprovação técnica exigidos para uma DO. Enquanto estudos acadêmicos podem levar anos, a GoGenetic concluiu coleta, sequenciamento e laudos em apenas 40 dias. Essa base científica foi incorporada ao caderno de especificações e demais requisitos do processo, que durou cerca de um ano e meio até o reconhecimento.

O modelo segue uma tendência global: dados da OMPI mostram mais de 10 mil Indicações Geográficas registradas no mundo, com produtos que podem alcançar até 2,23 vezes mais valor que equivalentes genéricos. No Brasil, segundo o INPI, há 139 IGs, sendo 31 DOs. Casos como o Queijo Canastra e o vinho do Vale dos Vinhedos mostram que o selo impulsiona exportações, turismo e marketing territorial. “Comprovamos cientificamente que os cafés de Mandaguari são únicos. Foi a primeira vez que usamos análise de microbiota para sustentar um pedido de DO”, comenta.

Para Eduardo Balsanelli, da GoGenetic, a conquista vai além da chancela oficial, representando uma oportunidade de posicionar Mandaguari no mercado internacional com um café de perfil adocicado, notas florais e forte identidade cultural. Ele destaca que a união de ciência, tradição e estratégia pode transformar produtos locais em ícones globais, criando valor para produtores e fortalecendo o agro brasileiro.

“O Brasil possui um potencial gigantesco para transformar produtos locais em símbolos de excelência global. E a história do café de Mandaguari mostra que tradição, ciência e estratégia podem — e devem — caminhar juntas”, analisa.

 





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Soja guaxa resistente desafia produtores de milho e sorgo


A presença de soja guaxa resistente a herbicidas, especialmente ao glifosato, 2,4-D e ao dicamba, vem se tornando um problema crescente nas áreas de rotação com milho e sorgo, com impactos ainda mais significativos quando há consórcio com forrageiras, como a Brachiaria. Segundo a agrônoma Jessica Wegener Possamai, essa planta daninha, originada de sementes remanescentes da última safra de soja, exige atenção redobrada e manejo estratégico para evitar prejuízos.

“A presença de soja guaxa resistente a herbicidas, especialmente ao glifosato, 2,4-d e ao dicamba, é um desafio crescente nas áreas de rotação com milho e sorgo, especialmente quando se pretende consorciar essas culturas com forrageiras, como é o caso da Brachiaria”, comenta.

O risco vai muito além da simples competição por luz, água e nutrientes. A soja guaxa também pode servir como hospedeira de pragas, como percevejos e lagartas, e de doenças, como ferrugem e mancha-alvo. Além disso, reduz a eficiência de herbicidas pós-emergentes, elevando o número de aplicações e o custo operacional. As perdas de produtividade no milho e no sorgo podem variar entre 8% e 15%, enquanto o gasto adicional com manejo pode chegar a R$ 300 por hectare, especialmente em casos de resistência múltipla.

Entre as estratégias recomendadas, destacam-se a rotação de mecanismos de ação, incluindo atrazina ou terbutilazina, a preferência por herbicidas com efeito residual, o controle antecipado antes da competição inicial e o uso de métodos culturais, como rotação de culturas e coberturas vegetais. Essas práticas reduzem a pressão da planta daninha e ajudam a preservar a eficácia das moléculas disponíveis no mercado.

“No manejo de plantas daninhas, o barato pode sair muito caro. Ignorar a soja guaxa resistente é comprometer não só a safra atual, mas também a sanidade produtiva das próximas safras”, conclui.

 





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Soja sobe em Chicago com apoio do USDA e clima seco


A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a quarta-feira em alta, impulsionada por um relatório positivo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e pelo prêmio de risco climático. Segundo informações da TF Agroeconômica, o contrato de setembro, referência para a safra brasileira, subiu 1,11% (US$ 11,20/bushel), a US$ 1.024,00, enquanto novembro avançou 1,11% (US$ 11,40/bushel), a US$ 1.044,20. No farelo, setembro ganhou 1,99% (US$ 5,60/ton curta), a US$ 287,00, e o óleo para o mesmo mês subiu 0,28% (US$ 0,15/libra-peso), a US$ 53,39.

A valorização foi sustentada pela redução nas projeções da safra norte-americana, que passaram de 117,98 para 116,82 milhões de toneladas, abaixo das estimativas do mercado (118,80 milhões). Os estoques finais também foram ajustados para baixo, de 8,44 para 7,89 milhões de toneladas, contra previsão anterior de 9,50 milhões. Esses dados reforçaram a recompra de posições e mantiveram o ritmo de alta iniciado no início da semana.

Além disso, previsões climáticas indicam tempo mais seco no cinturão agrícola dos EUA nos próximos dias, fator que pode beneficiar a colheita do milho, mas ainda preocupa a soja, em fase crítica de desenvolvimento. A possibilidade de que a escassez de chuvas afete as lavouras levou investidores a adicionar um prêmio de risco climático às cotações. A previsão estendida de 8 a 14 dias segue indicando precipitações abaixo da média para grande parte das áreas produtoras de soja e milho no Centro-Oeste americano, cenário que mantém o viés altista no mercado internacional.

 





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Exterior facilita negociações da soja


A valorização externa favorece as negociações da soja no estado do Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “Preços reportados para pagamento em 08/08 (entrega julho até 07/08) ficaram em R$ 143,00 porto. Compradores estão olhando com mais força para meses mais à frente. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 134,00 Cruz Alta – Pgto. 29/08. R$ 133,00 Passo Fundo – Pgto. fim de agosto. R$ 133,00 Ijuí– Pgto. 29/08 – para fábrica. R$ 134,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. 11/09. Preços de pedra em Panambi mantiveram-se em R$ 122,00 a saca ao produtor”, comenta.

Demanda externa impulsiona perspectivas para produtores catarinenses. “O cenário nacional de preços firmes e a demanda externa aquecida, impulsionada pela menor oferta norte-americana e pelo forte procura chinesa por grãos sul-americanos, criam um ambiente positivo para futuras negociações no estado. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 138,83”, completa a consultoria.

No Paraná, mantém-se uma estabilidade nos preços da soja com demanda aquecida. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 141,78 (-0,85%). Em Cascavel, o preço foi 127,94 (+0,45%). Em Maringá, o preço foi de R$ 128,83 (+0,23%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 129,85 (+0,64%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 139,30 (+0,15%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

O mercado de soja, em Mato Grosso do Sul, segue atento à demanda chinesa e aos custos logísticos. “A perspectiva de aumento nas exportações reforça a necessidade de planejamento para escoamento e armazenamento, especialmente diante dos custos de frete, que permanecem como fator decisivo na formação da margem de lucro e ainda muito altos. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 121,78 (+0,30%), Campo Grande em R$ 121,78 (+0,30%), Maracaju em R$ 121,78 (+0,30%), Chapadão do Sul a R$ 120,65 (0,63%), Sidrolândia a em R$ 121,78 (+0,30%)”, informa.

A venda imediata avança, mas a comercialização segue lenta em Mato Grosso. “A China reforça seu protagonismo ao ampliar as compras de soja brasileira, fator que favorece os produtores locais. Campo Verde: R$ 122,20. Lucas do Rio Verde: R$ 118,10, Nova Mutum: R$ 118,10. Primavera do Leste: R$ 122,20. Rondonópolis: R$ 122,20. Sorriso: R$ 118,10”, conclui.

 





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Milho oscila na B3 e recupera em Chicago


O mercado de milho apresentou comportamento misto nesta quarta-feira, refletindo a concorrência da safra americana e ajustes nas estimativas de exportação brasileiras. Segundo a TF Agroeconômica, na B3, os contratos mais curtos encerraram em leve alta, enquanto os vencimentos após março de 2026 recuaram. 

A pressão vem do milho dos EUA, mais barato e com fortes vendas externas, justamente no momento em que a demanda deveria favorecer os portos brasileiros. Apesar disso, a ANEC revisou para cima sua projeção de embarques de milho em agosto, de 7,58 para 7,97 milhões de toneladas, bem acima dos 6,42 milhões do mesmo mês de 2023.

Nos fechamentos da B3, setembro/25 terminou a R$ 64,85 (+R$ 0,07 no dia, -R$ 0,69 na semana), novembro/25 a R$ 66,97 (+R$ 0,09 no dia, -R$ 0,86 na semana) e janeiro/26 a R$ 70,00 (+R$ 0,02 no dia, -R$ 0,49 na semana).

Em Chicago (CBOT), o milho avançou com compras de oportunidade e suporte de dados positivos do setor de etanol. O contrato de setembro, referência para a safrinha brasileira, fechou a US$ 374,00 (+0,67% ou +US$ 2,40/bushel) e o de dezembro a US$ 397,20 (+0,68% ou +US$ 2,60/bushel).

A recuperação em Chicago ocorreu após as quedas motivadas pelo USDA, que projetou produção recorde nos EUA de 425,26 milhões de toneladas. O mercado agora aposta em maior demanda doméstica e exportações, apoiado no aumento de 1,1% na produção diária de etanol e queda de 4,7% nos estoques. A expectativa é que o USDA reporte vendas semanais entre 1 e 3 milhões de toneladas na nova safra. As informações foram divulgadas nesta manhã.

 





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